‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’ – Jornal O Globo terça-feira, jan 13 2015 

Recebi a indicação deste desabafo e tributo dos pais de Alex Schomaker Bastos de meu primo PR.

‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’

Pais de Alex Schomaker Bastos escrevem carta para o estudante, morto por ladrões na semana passada em Botafogo

POR ANDREI BASTOS E MAUSY SCHOMAKER

13/01/2015 5:00

Estudante de biologia Alex Schomaker Bastos, morto a tiros por ladrões em Botafogo – Reprodução / Facebook

“Alex, esta carta é para você ler onde quer que esteja, já que você nos foi tirado pela incompetência do Estado. O do Rio de Janeiro e o do Brasil.

Esta carta é para você, que estudou em bons colégios porque nós, seus pais, tivemos condições de te dar o melhor estudo possível.

Esta carta é para você, tão elogiado pelos seus professores desde o primário até o final da Faculdade de Biologia da UFRJ e da Faculdade de Educação. Para você, que vai receber seu diploma no próximo dia 26, mas um diploma post-mortem que nós receberemos, com muito orgulho, em seu nome.

Esta carta é para você, que no memorial descritivo para o mestrado em Biologia, também na sua querida Universidade Federal do Rio de Janeiro, escreveu que gosta de ciência e tecnologia desde pequeno, que se interessa pela origem e pela história da VIDA, estudando com muito interesse a evolução, os fósseis e a bioquímica, e que teve seu interesse despertado para as ciências quando recebeu de presente de Natal um kit de química experimental. Você disse no seu memorial descritivo que, a partir daquele instante, sabia que queria fazer algo relacionado à ciência e à vida. Que ironia.

Nós, seus pais, estamos escrevendo esta carta para pedir desculpas por não termos conseguido te proteger da violência de uma cidade abandonada e entregue à própria sorte.

Te pedimos desculpas por não termos te protegido dos assassinos, provavelmente jovens, que não tiveram uma família como a sua. Infelizmente, filho, nós, que te ensinamos a perdoar, não estamos seguindo o que tanto te ensinamos: Filho, não temos condição de perdoar.

Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos. Não perdoamos os assassinos, não perdoamos os governantes, não perdoamos as autoridades. Mas temos que te dizer que estamos tentando ter confiança na Justiça. Que os seus assassinos serão presos e receberão uma pena justa. Não queremos vingança. Lembre-se que nós sempre te ensinamos a não ser vingativo.

Esta carta é para te lembrar que este ano o Rio de Janeiro vai fazer 450 anos e muitas comemorações estão programadas. Mas você não vai assistir a nenhuma porque foi assassinado com SEIS TIROS no ponto de ônibus da Rua General Severiano, porque você prefere pegar o ônibus 434. E no Rio de Janeiro que comemora 450 anos, é crime escolher o ônibus favorito.

Esta carta é para te lembrar que o novo/velho governo escolheu como lema “Brasil, pátria educadora”.

Meu filho, nos despedimos pedindo perdão por não termos conseguido te proteger. Jamais nos perdoaremos.

EU SOU ALEX, SEMPRE”.

via‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’ – Jornal O Globo.

Fazenda Paraizo: há quatro gerações com a família Bicudo – apresentação de 2013 em Power Point terça-feira, jan 13 2015 

Esta apresentação me foi enviada em 2013 por Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

Faz um apanhado resumido da Fazenda Paraizo e das iniciativas para torná-la um ponto turístico e autossustentável.

Demorei para postá-la, mas valeu a pena.

É preciso ter paciência para abrir o anexo.

Apresentação de 2013_Fazenda Paraizo há quatro gerações com a família Bicudo

os abstratos poemas da resistência – Blog de Ricardo Augusto Carneiro segunda-feira, jan 5 2015 

Ricardo Augusto Carneiro, um ex-aluno sobre quem recebo notícias e, se Deus quiser, manteremos contato por meio de mensagens de e-mail.

Como é bom receber notícias de quem fez parte de nossa vida profissional e, a partir de agora, é um amigo.

Gostei do blog, Ricardo, pretendo retornar a ele com mais tempo.

os abstratos poemas da resistência.

Super-heróis no enterro de um garotinho – MyHeritage Blog em português quarta-feira, out 8 2014 

A homenagem ao filho que morreu de câncer aos cinco anos de idade.

Tocante!

Super-heróis no enterro de um garotinho.

Cadê o meu abraço?: Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 14/09/14 – O galão d’água (“coisas” do Japão) domingo, set 28 2014 

Crônica de Martha Medeiros, “O galão d’água”, foi publicada no Jornal Zero Hora e reproduzida no jornal “A Federação”, de Itu – SP, página 04, sexta-feira, 26-09-2014, ano 109, edição 5692, numa incrível similaridade, ao contrário, com a situação dos ituanos por causa do racionamento drástico de água tratada desde fevereiro/2014.

Cadê o meu abraço?: Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 14/09/14.

Biografia de Martha Medeiros =

Martha Medeiros

Martha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época.

Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense – São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas.

Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/martha_medeiros/biografia/

Leia, também, aqui no meu blog, “A fita métrica do amor”, em http://wp.me/p161i6-IM

Itu – SP está de joelhos com falta de água potável terça-feira, jul 29 2014 

A Estância Turística de Itu – SP sempre teve problemas de captação de água.

Cresceu de modo totalmente irresponsável,  sem a mínima consideração de que a captação e o consumo de água tenham sido levados em conta, ou seja, qual seria o impacto para o restante da população da cidade.

Em 2006, Itu entregou a exploração da água e a captação do esgoto – literalmente – a uma concessionária que não cumpriu absolutamente nada do que estava acordado ao assumir essa concessão.

Tudo o que os ituanos testemunharam,  desde que a concessionária assumiu, pelo menos no centro da cidade, foi reparar rompimentos de encanamentos antigos em vias públicas e calçadas, cujos vazamentos subterrâneos provocam afundamento dos locais em que estão localizados, abertura de buracos para esses reparos, demora de dias para que sejam recobertos ou a camada de asfalto reposta.

A falta de água nas torneiras ituanas continuou cíclica, porém a partir do final de 2013, chegou às raias do absurdo, da humilhação para a população ituana, de todos os moradores não-ituanos, de prejuízo moral e financeiro para a população que deveria ser atendida como consumidora de um produto pelo qual paga caro tanto para que entre em suas casas e estabelecimentos comerciais  quanto para que seja coletado como esgoto.

Desde o primeiro momento em que foi construída a primeira estação de tratamento de água em Itu (inaugurada em 1951; antes disso a água era fornecida sem tratamento algum e a maioria das moradias tinham até mesmo encanamento externo), as moradias passaram a ser construídas com encanamento embutido, pois a água era encanada, tratada. Caixas d’água em nível de telhado – o que significa que se a moradia tem dois andares, jamais passou pela cabeça dos proprietários de que deveriam ter uma cisterna no térreo, com bomba e encanamento direcionado para a caixa d’água no alto do telhado, como os ituanos sentem, agora, a necessidade. Há muitos meses, notadamente pela maioria da população a partir de fevereiro de 2014, a água, quando “chega”, tem horário, rodízio, sem força para abastecer caixas d’água de construções com dois ou mais andares.

Outras Estações de Tratamento de Água (ETAs) foram construídas ao longo de administrações mais recentes. O problema, porém, de captação de água para essas ETAs é que nunca foi solucionado, dependendo, sempre, de riachos e ribeirões.

A  “evolução dos tempos” marcou as residências e estabelecimentos comerciais que não têm garagem, não é verdade? Ficam prejudicados, porque os proprietários de residências sem garagem têm que procurar um estacionamento próximo para estacionar seus veículos e os estabelecimentos comerciais têm prejuízos – a não ser que estejam em “shoppings” – porque os clientes não têm onde estacionar ou o estabelecimento tem que fazer um convênio com estacionamentos.

Itu possui ruas em que não se pode estacionar o veículo,  seja por qual motivo tenhamos que estacionar nelas, porque há portões de garagem, portões de garagem, portões de garagem “proibido estacionar””, “proibido estacionar”…  Se há um local sem portão de garagem “proibido estacionar”, a vaga já está ocupada.

Pois, atualmente, em Itu, as residências e os estabelecimentos comerciais terão que modificar suas construções futuras: no térreo, uma cisterna que capte o fraco fluxo de água fornecida na entrada, encanamento adequado que leve essa água captada para os diversos cômodos e/ou caixas d’água, uma bomba que sugue a água para abastecer caixas d’água estrategicamente distribuídas pela edificação.

Quanto aos imóveis antigos, instalar uma cisterna ou uma nova caixa d’água no térreo  exige uma logística hidráulica de alto custo e, muitas vezes, com obstáculos a serem resolvidos por engenheiros hidráulicos “gênios”.

Ao passar ao longo de ruas ituanas e até mesmo dentro de condomínios horizontais, podemos observar caixas d’água instaladas em áreas de jardim e até substituição do jardim por cisternas. Outra visão muito comum é a de caminhões-pipa abastecendo caixas d’água de residências e de estabelecimentos comerciais.

O dia a dia dos ituanos se transformou de tal maneira que, durante a madrugada, alguém tem que ficar de plantão para encher recipientes – que possam ser cobertos para evitar proliferação de vetores de doenças – e reservá-los para, por exemplo, descargas de vaso sanitário (n.º 1 = tem que acumular;  n.º 02 = despejar baldes de água até que leve embora o n. 01 acumulado e o n.º 02);  lavar detritos de animais de estimação requer uma estratégia que nos exaure.  Famílias com pessoas doentes têm que implorar por atendimento de caminhão-pipa da concessionária… Esses são apenas alguns poucos aspectos do drama vivido pelos ituanos.

Não quero ser terrorista nem paranoica, mas leia o texto abaixo e infira, por meio dele, o que, provavelmente, levou a cidade de Itu a fica “de joelhos” e não posso me esquecer da ENRON, cuja política de fornecimentos de energia elétrica “virtual” levou o estado da Califórnia, nos EUA, a “ficar de joelhos”.

Mas leia, mesmo! Sua cidade estará na mesma situação de Itu muito em breve.

Superinteressante junho 2003 Vai faltar água?

Superinteressante junho 2003 – Vai faltar água?

Ambiente

Vai faltar água?

Dois terços da superfície do planeta são cobertos por água. Mas, apesar disso, a água boa para consumo humano está cada vez mais escassa. Saiba o que está drenando esse líquido tão precioso e como é possível evitar um colapso

por Adriano Quadrado / Rodrigo Vergara

Quem vê uma foto do planeta feita do espaço pode pensar que água é algo que nunca vai faltar. Afinal, esse líquido incolor, insípido e inodoro, vital para a vida, ocupa mais de dois terços da superfície da Terra. Nada mais enganoso. A quantidade de água no planeta, de fato, não se altera. Desde que o globo se esfriou, há muitos milênios, são os mesmos 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos. Mas só podemos usar uma gota desse manancial. Primeiro porque precisamos de água doce. E só 2,5% da água do mundo é doce. Dessa pequena parte, tire dois terços, confinados nas calotas polares e no gelo eterno das montanhas. Do que sobrou, desconsidere a maior parte, escondida no subsolo. Resultado: a água pronta para beber e fácil de captar está nos rios e lagos, num total de 90 mil quilômetros cúbicos, ou 0,26% do estoque mundial. Mas nem essa porção está inteiramente disponível. Para não esgotar o precioso líquido, só podemos utilizar a água renovável pelas chuvas.

E aí chegamos a um limite de consumo de 34 mil quilômetros cúbicos anuais, ou 0,002% das águas do planeta. Nem uma gota a mais. Como diz em seu livro Água o jornalista canadense Marq de Villiers: “A água pode ser poluída, maltratada e mal utilizada, mas não é criada nem destruída”.

Mas o ser humano se multiplica, e muito. A população já soma 6 bilhões, e segue aumentando. O consumo de água também cresce, mas com um detalhe: em ritmo mais acelerado. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento do uso da água foi mais do que o dobro do aumento populacional no século passado, de maneira que, hoje, consumimos metade do estoque disponível. Em 35 anos, estima-se que o consumo terá dobrado, ou seja, estaremos utilizando toda a água que o planeta produz. Resumindo: não é apenas o aumento populacional que preocupa, mas também o consumo desenfreado.

Os problemas desse uso indiscriminado já começaram, por um problema simples: distribuição. Há muita água boa onde não mora ninguém, e pouca água saudável em áreas povoadas. Resultado: escassez. Segundo a ONU, 1,1 bilhão de pessoas, um sexto da população mundial, vivem sem água de boa qualidade. O Brasil é um exemplo de que ter água não basta. Apesar de sermos a maior potência hídrica do planeta, há muita gente vivendo situação de seca. Atualmente, 31 países sofrem com sérios problemas de escassez, especialmente no Oriente Médio, no norte da África e no sul da Ásia. As projeções são ainda mais catastróficas: se o consumo não se alterar, duas em cada três pessoas estarão vivendo condições de escassez em 2025.

A água não serve apenas para beber. Ela é necessária, também, como destino final de bilhões de litros de resíduos que a humanidade produz todo dia. Para essa finalidade, a escassez é ainda pior. Há, hoje, 2,4 bilhões de pessoas, ou 40% da população, sem condições adequadas de saneamento básico. “De todas as crises sociais e naturais que nós humanos enfrentamos, a da água é a que mais afeta a nossa sobrevivência”, diz Koïchiro Matsuura, diretor-geral da Unesco, braço da ONU para Ciência e Educação.

Mas, afinal, a escassez de água pode pôr em cheque nossa sobrevivência? Há várias respostas, dependendo de quem responde. Para os ambientalistas mais radicais, a água está com os dias contados, a não ser que haja um freio no consumo. É o caso dos canadenses Maude Barlow e Tony Clarke, autores de Ouro Azul, um livro-denúncia sobre a apropriação dos mananciais por grandes empresas. “A raça humana julgou mal a capacidade dos sistemas de água da Terra de se recuperarem. E agora o mundo está sendo pressionado a tomar decisões cruciais, talvez irrevogáveis, sobre a água”, escrevem.

Mas há gente gabaritada que vê um cenário menos apavorante. “A ONU pintou um quadro catastrófico para provocar uma reação da população, mas a água não deve acabar”, diz o geólogo Aldo da Cunha Rebouças, da Universidade de São Paulo (USP), especialista em gestão de recursos hídricos. De fato, há indícios de que o consumo começa a regredir. Segundo artigo publicado pela revista científica americana Science, na década passada [1991-2000] usou-se metade do que se havia previsto 30 anos antes. “A quantidade de água utilizada em 2025 poderá não ser tão maior do que a usada hoje”, diz Peter Gleick, chefe da ONG Instituto Pacífico para Estudos em Desenvolvimento, Ambiente e Segurança, dos Estados Unidos.

Na Declaração do Milênio, publicada em 2000, a ONU divulgou suas metas, entre elas a de diminuir pela metade, até 2015, o número de pessoas que hoje sofrem com escassez de água e más condições de saneamento básico. De novo, há diversos caminhos para chegar lá. Em um mundo tão transformado pela ação humana, sempre haverá quem defenda novas intervenções para corrigir o estrago anterior. As soluções, nesse caso, passam por transposições de rios, exportação de água, derretimento de grandes icebergs e por aí vai. Mas, no caso da água, menos pode ser mais. Para muitos especialistas, respeitar o ambiente e tirar o dedo da ferida pode ser a melhor maneira de curar o dano causado.

Veja o caso da drenagem, por exemplo. Para povoar áreas desérticas, é comum retirar água do subsolo. Mas essa estratégia é perigosa, sobretudo porque esses reservatórios subterrâneos, chamados de aquíferos, se renovam muito mais vagarosamente do que rios e lagos. O aquífero de Ogallala, por exemplo, a maior reserva de água dos Estados Unidos, com mais de meio milhão de quilômetros quadrados, é drenado por mais de 200 mil poços, em um ritmo 14 vezes superior ao que a natureza gasta para restituí-lo. O resultado mais óbvio disso é que o poço pode secar. Tudo bem, você pode pensar. Usa-se a água enquanto ela existe. Mas os efeitos dessa retirada vão mais além. A drenagem de aquíferos subterrâneos pode baixar o nível de rios e lagos e causar ou agravar a desertificação.

O transporte de água é outra intervenção humana de grande impacto. Esse, no entanto, não é um problema moderno. Terraços para cultivo, diques e aquedutos são usados há milênios. Uma das Sete Maravilhas do Mundo, os Jardins Suspensos da Babilônia, construídos por Nabucodonosor II (604 a 562 a.C.), usava água bombeada do rio Eufrates. Os mais antigos sistemas de irrigação, os qanats, mistos de poço e aqueduto, viabilizaram as civilizações da Mesopotâmia e ainda são muito usados no Afeganistão, no Iraque, no Irã e no Egito. Durante o Império Romano, entre os anos 312 e 455 d.C., foram construídos enormes sistemas de distribuição de água, muitos dos quais continuam de pé. Mas nada disso se compara ao manejo de águas desenvolvido no século 20. Em 1950, havia pouco mais de 5 mil grandes represas. Hoje, são 40 mil.

Não é preciso dizer que, quando se desvia ou se bloqueia um curso de água para construir uma represa, alguém rio abaixo ficará sem água, temporária ou definitivamente. Seja de animais ou de ribeirinhos, essa alteração afeta muitas vidas. De acordo com a ONU, existem 261 bacias hidrográficas transnacionais, compartilhadas por 145 nações, o que sempre deu margem a disputas, conflitos e guerras. Sem contar que, ao desviar a água de seu destino natural, pode-se romper o ciclo natural que a devolve.

Hoje, há mais de 500 conflitos entre países envolvendo disputas pela água, muitos deles com uso de força militar. Nada menos que 18 desses conflitos violentos envolvem o governo israelense, que vive brigando pelo líquido com os vizinhos. Cerca de 40% do suprimento de água subterrânea de Israel se origina em territórios ocupados, e a escassez de água foi um dos motivos das guerras árabe-israelenses passadas. Em 1965, a Síria tentou desviar o rio Jordão de Israel, provocando ataques aéreos israelenses que a forçaram a abandonar a tentativa. Na África também houve conflitos. As relações entre Botsuana e Namíbia, por exemplo, ficaram estremecidas depois que a Namíbia anunciou um plano de aqueduto para desviar um rio compartilhado pelos dois países. Na Ásia, Bangladesh depende da água de rios que vêm da Índia. Nos anos 70, em meio a uma escassez de alimentos, a Índia desviou o fluxo desses rios para suas lavouras. Bangladesh foi deixado a seco por 20 anos, até a assinatura de um tratado que pôs fim às disputas.

A qualidade da água é outro fator crucial. Nesse caso, o alarme vem soando faz tempo. Nos países em desenvolvimento, diz a ONU, até 90% do esgoto é lançado nas águas sem tratamento. Todos os anos, de 300 a 500 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, produtos tóxicos e outros tipos de dejeto são jogados na água pelas indústrias. Cerca de 2 bilhões de toneladas de lixo são despejados em rios, lagos e riachos todos os dias. A verdade é que a maioria dos produtos químicos produzidos pelo homem mais cedo ou mais tarde acaba em um curso ou depósito de água. Uma das conseqüências disso é que 80% das doenças nos países pobres do hemisfério sul estão relacionadas com a água de baixa qualidade.

Mas, apesar de ser um recurso tão frágil e escasso, a água ainda é muito desperdiçada. De toda a água utilizada, 10% vão para o consumo humano, 20% ficam com a indústria e o restante, 70%, são utilizados na agricultura. Porém o desperdício e o uso irracional são uma constante em todos esses setores. Vazamentos, métodos obsoletos e desperdício drenam cerca de 50% da água usada para beber e 60% da água de irrigação. Com a tecnologia disponível atualmente, a agricultura poderia reduzir sua taxa de uso em até 50%, as indústrias em até 90% e as cidades em um terço sem prejudicar a produção econômica ou a qualidade de vida.

Mas a grande questão debatida hoje sobre o futuro da água é quem deveria gerenciar as reservas e como isso deveria ser feito. Com a globalização, grandes empresas transnacionais estão ampliando sua presença em serviços de saneamento e ganhando o direito de explorar fontes de água, o que, para os ambientalistas, pode comprometer o acesso das populações mais pobres.

Estamos falando aqui de um choque entre ideologias completamente diferentes, com concepções de mundo antagônicas. De um lado, há os que entendem a água como um produto que se pode manejar, engarrafar, pôr preço e vender. Esse grupo acredita na tecnologia e no mercado e vê a água como uma necessidade humana que pode ser atendida eficientemente pela iniciativa privada. Para eles, a água pode e talvez deva se tornar “o petróleo do século 21”. Do lado oposto, estão os ambientalistas, para quem a água não tem preço nem dono, pois pertence a todos. Eles acreditam no resgate da relação primitiva com a natureza, na cooperação entre os povos e no manejo sustentável dos recursos naturais e veem a água como um direito fundamental e inegociável do ser humano.

A despeito dessa bipolaridade [empresários X ecologistas], a presença da iniciativa privada avança por ter o poder do capital a seu lado. Em 1998, o Banco Mundial previa que, em breve, o comércio global da água faturaria 800 bilhões de dólares. Antes de 2001, essa projeção foi elevada para 1 trilhão de dólares. Desde 1995, o mercado de água engarrafada cresce a uma espantosa taxa de 20% ao ano. Em 2000, só esse negócio faturou 22 bilhões de dólares, com a venda de cerca de 89 bilhões de litros de água. Detalhe: o líquido engarrafado para venda é uma gota nesse mar de dinheiro que envolve a água. A fonte maior é o mercado de saneamento e de distribuição de água, um ramo com um potencial de crescimento astronômico, já que apenas 5% da população mundial recebe água fornecida por empresas privadas. As duas gigantes do setor de saneamento são as transnacionais Vivendi e Suez, que têm sede na França e respondem por 70% do faturamento do setor.

O fato é que a água transformou-se em uma commodity como o petróleo ou a soja, com direito a ser exportada, inclusive. O Canadá, por exemplo, exporta água para regiões sedentas do México e dos Estados Unidos. Pode parecer estranho, mas a exportação de água é uma realidade. Neste exato momento, há barcaças e caminhões de grande capacidade cruzando fronteiras carregados com nada mais do que água.

A situação colocou o Brasil em uma situação estratégica, de maneira que, quando o assunto é água, o mundo todo volta seus olhos para cá. Para começar, somos o país que tem mais água disponível. Para se ter uma idéia, nossos rios reúnem 13% do volume fluvial mundial. Não bastasse toda essa abundância, temos, sob nossos pés, a maior reserva de água doce do mundo, o aquífero Guarani, uma superpoça subterrânea que cruza a fronteira de sete Estados e avança pelos territórios argentino, paraguaio e uruguaio. Só ali jazem 37 mil quilômetros cúbicos de água potável, o que daria para encher até a boca 7,5 milhões de estádios do Maracanã, segundo cálculos do geólogo Heraldo Campos, especialista no aquífero. E o Brasil só utiliza 5% desse potencial.

Nas discussões internacionais sobre o uso dos recursos hídricos, o Brasil é uma liderança natural, segundo o costarriquenho Manuel Dengo, Chefe da Divisão de Água, Recursos Naturais e Desenvolvimento Sustentável da ONU. “O Brasil desempenha um papel importante no cenário mundial das águas. Sua presença, na maioria dos encontros intergovernamentais e outros fóruns, é altamente respeitada.” Mas, como em outras áreas da vida brasileira, essa liderança deve-se mais ao nosso potencial e às nobres intenções do que às boas práticas.

Nossa legislação, por exemplo, é moderna e democrática, inspirada nas melhores leis ambientais do mundo. A tecnologia brasileira de tratamento de água também é destaque, caracterizada pela eficiência com baixo custo, segundo o ambientalista Leonardo Morelli, coordenador da rede de ONGs Grito das Águas.

Mas, quando se vê a situação dos rios que cortam as grandes cidades brasileiras, percebe-se que nosso conhecimento não se traduz em qualidade de água ou de vida. O resultado disso chega a ser paradoxal, como no caso da cidade de Manaus, incrustada na maior bacia hidrográfica do mundo e submetida a um rodízio de água entre os bairros por falta do produto. Embora moderna, a lei não funciona sozinha, e são comuns os acidentes ambientais com mortandade de peixes e contaminação das águas. Para Aldo Rebouças, o grande problema brasileiro, ironicamente, é a abundância. “Por termos muita água, a cultura do desperdício impera no país todo. Nossos problemas são de grande desperdício, baixa eficiência das companhias e degradação da qualidade da água.”

Faz pouco tempo que o mundo acordou para a importância econômica e estratégica da água. Mas, em meio a divergências sobre a posse e o destino da água, já aflorou um consenso mínimo. Especialistas, empresários e ecologistas concordam que a ameaça de escassez é real, mas que há tempo para evitá-la. Para isso, é preciso estancar o desperdício, recuperar as reservas poluídas, garantir o direito à água para os mais pobres e criar projetos de educação ambiental. A educação, dizem os especialistas, é importante porque a ação de cada um é maior do que qualquer intervenção que governos ou empresas podem fazer. Saber qual é verdadeira dimensão da ameaça é o primeiro passo para vencer o problema. Portanto, ao ler essa reportagem, você está fazendo a sua parte.

Para saber mais

Na livraria: Ouro AzulMaude Barlow e Tony Clarke, M.Books, São Paulo, 2003

Água

Marq de Villiers, Ediouro, Rio de Janeiro, 2002

Grito das Águas

Leonardo Morelli, Letradágua, Joinville, 2003

Na internet:

http://www.ana.gov.br

http://www.biodiversidadeglobal.org

http://www.un.org/events/water

http://www.waterday2003.org

http://www.un.org/esa/sustdev/sdissues/water/water.htm

 

Sorria Nº 38. Por que ter confiança | Revista Sorria domingo, jul 6 2014 

À venda nas lojas da Droga Raia.  Adquira a sua! R$3,50.

Sorria Nº 38. Por que ter confiança | Revista Sorria.

Reescrevendo a História – de João Ulbaldo Ribeiro – Jornal O Globo segunda-feira, jun 2 2014 

Recebi a indicação de leitura do primo PR.

A crônica foi publicada em 01-06-2014 no jornal “O Globo”.

Assim como o texto de Cristovam Buarque, de 2006, é uma reflexão aterradora da displicência com o ensino formal que afeta o futuro dos cidadãos e do país, a crônica de João Ubaldo Ribeiro  aborda  a dificuldade, na leitura, dos clássicos da Literatura Brasileira, pelo fato de não serem acessíveis no formato, no vocabulário, no conteúdo, nas sutilezas, por exemplo, a jovens e a pessoas menos cultas.

João Ubaldo Ribeiro critica, portanto, uma iniciativa de reescrever obras clássicas brasileiras numa versão mais “light” para que se tornem acessíveis a jovens e a pessoas menos cultas.

Comentário pessoal de Maria Lúcia: quando estudava Inglês, na Cultura Inglesa – Campinas/SP, li versões de obras teatrais de Shakespeare adaptadas para leitores que estudavam uma segunda língua. Eu tinha plena consciência de que essa leitura (são dois volumes) jamais substituiria as peças originais. Conforme avancei nos estudos, tinha que ler obras originais contemporâneas, sem versões mais leves. Ressalto que a língua inglesa não é a minha língua materna, portanto, a leitura de versões adaptadas é um recurso estratégico de evolução do domínio da língua estrangeira.

Concluo, portanto, como João Ubaldo Ribeiro me deu a entender na crônica, “link” abaixo, que as versões mais leves de originais da Literatura Brasileira serão destinadas aos leitores brasileiros que não dominam a Língua Portuguesa como língua materna. O que, convenhamos, é algo muito estranho.

Reescrevendo a História – Jornal O Globo.

Paixão nacional. Um artigo de Cristovam Buarque = Oito anos depois! segunda-feira, jun 2 2014 

O artigo do título foi postado em 10-06-2006 no blog Instituto Humanitas Unisinos e  refere-se ao artigo publicado no jornal “O Globo” na mesma data de 10-06-2006.

Recebi um anexo em extensão “pps” do primo Sérgio com esse texto e se não tivesse buscado a confirmação da autoria e do teor do artigo, teria certeza de que se refere a este ano da Copa 2014.

Não perca a oportunidade de reflexão.

Paixão nacional. Um artigo de Cristovam Buarque.

De mãos dadas pela eternidade – Blog do MyHeritage em português quinta-feira, mar 6 2014 

Tocante postagem sobre a vida e a morte de um casal de diferentes religiões sepultado em um cemitério, na Holanda, na época separado em seções por religião.

De mãos dadas pela eternidade.

Aprendiz da vida – Letícia Thompson 2011 segunda-feira, jan 13 2014 

Repostando o texto, pois postei, anteriormente, o anexo em extensão “pps” que recebi do primo Sérgio

Aprendiz da vida – Letícia Thompson 2011.

Espaço Santa Rita on Vimeo e no Facebook segunda-feira, out 14 2013 

Espaço Santa Rita on Vimeo

via Espaço Santa Rita on Vimeo.

No “Facebook” o link é https://pt-br.facebook.com/Espacosantaritarestaurante

Histórico da Fazenda Paraizo e inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante e Eventos quinta-feira, out 3 2013 

O Histórico da Fazenda Paraizo, localizada no km 102 da Avenida Dr. Ermelindo Maffei, na Estância Turística de Itu – SP, nos remete ao período do Brasil-Colônia, quando os primeiros habitantes do planalto paulista viviam em função do sertão, em busca de indígenas para escravidão, de metais e pedras preciosas. Os que permaneciam em suas roças plantavam milho, mandioca e praticavam outras atividades próprias para sua subsistência.

No início do século XVII, muitos deles, dentre os quais os membros da família de Domingos Fernandes, começaram a procurar terras mais férteis para suas roças, dando início, por exemplo, às Vilas de Santana do Parnaíba, Sorocaba e Itu.

A pequena capela construída por Domingos Fernandes, sob invocação de Nossa Senhora da Candelária, deu origem à povoação de Itu em 1610. Por muito tempo, a Vila de Itu foi local de parada e de partida de bandeirantes e monçoneiros em busca do sertão.

Itu passou a integrar a agricultura de exportação quando iniciou o cultivo de cana-de-açúcar, pois as terras eram consideradas de boa qualidade para essa cultura e, então, surgiram grandes fazendas exploradas com mão-de-obra escrava.

No cinturão de fazendas que foram sendo abertas ao redor de Itu, construíram-se casas, engenhos e os demais aparelhamentos próprios da cultura canavieira. As moradas que ainda restam desse período são do assim chamado “estilo bandeirista”, casas de taipa-de-pilão, com plantas simples e simétricas, construídas de acordo com o sistema que vigorava em terras paulistas desde o tempo das bandeiras.

A antiga Casa-Sede da Fazenda Paraizo ou o Sobradão – que necessita, urgentemente, de restauro – é um exemplo concreto dessa arquitetura: um casarão semelhante ao que hoje abriga o Museu Paulista/Museu Republicano “Convenção de Itu”, porém modificado, arquitetonicamente, após 1910.

O mais antigo dono da Fazenda Paraizo de que se tem conhecimento é o Padre João Leite Ferraz, edificador da Igreja Matriz de Itu. Pertenceu, depois, ao Barão de Itu: o nome do sítio era Tietê. Em 1868, o Capitão Bento de Almeida Prado (Barão de Itaim) e a mulher passam a ser proprietários da Fazenda mediante permuta com a Fazenda Floresta. O sítio, após 1868, passa a ser denominado Paraizo. Por volta de 1870, o Sr. Antonio Franklin de Toledo, casado com uma prima do Capitão Bento, supervisor do plantio de cana-de-açúcar do sítio Paraizo, montou a primeira moenda do engenho e se tornou o maior produtor de açúcar de Itu.

Por um século, aproximadamente de 1750 a 1850, o plantio de cana e o comércio de açúcar se constituíram na base da economia de Itu.

A grande crise do mercado internacional provoca a decadência do plantio da cana, gerando conflito entre políticos e fazendeiros. É criada a primeira Convenção Republicana do país, em 1873, sediada em Itu – SP, no mesmo casarão onde está instalado o Museu Paulista/Museu Republicano de Itu.

Em 1890, o Barão de Itaim vendeu a Paraizo para um primo por 30 contos de réis. Já produzia café. Dez meses depois, acrescida de 1.800 pés de café, sem quaisquer outras benfeitorias, foi revendida por noventa contos.

Inicia-se o ciclo do café que, até 1935, foi a base da economia do município de Itu – SP.

No ano de 1910, a Fazenda Paraizo pertencia ao Coronel Carlos Augusto de Vasconcelos Tavares que a vendeu, nesse ano, ao senhor Joaquim da Fonseca Bicudo (“Seu” Quinzó) e à sua mulher Sra. Maria Adelaide (“Dona” Manoca) do Amaral Gurgel.

Desde então, a Fazenda Paraizo pertence à família Bicudo mediante sucessão. O atual proprietário da sede, com 9 alqueires, é Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

Todo o conjunto arquitetônico da Fazenda Paraizo, além da beleza natural, é um resgate desse breve histórico. Qualquer visitante, ao se deparar com a História viva que emana desse conjunto, passa, também, a partilhar de um objetivo que não é só do proprietário Joaquim Emídio = restaurar a antiga Casa-Sede ou Casarão ou Sobradão, para que se destine a uma finalidade social em prol de jovens de Itu e região, ou seja, para que abrigue projetos de cunho social.

A inserção da foto abaixo pretende fazer uma conexão ao fato de que é de 1939 ou 1940 (a fonte é citada) e meu pai descreveu, em um depoimento de março de 1999, a meu pedido [o depoimento], como se lembrava da Fazenda e como eram as casas dos trabalhadores. Observem o “quadrado” a que ele se refere:

Itu_Fazenda Paraizo núm Tombo 1925_IGC 1939_1940_para o blog

“Este sobradão [antiga Casa-Sede da Fazenda Paraizo] tem para mim, que praticamente nasci na Fazenda Paraizo – fui para lá com meus pais com menos de dois anos de idade [1924 ou 1925] – um significado especial. Ao tomar consciência de minha existência, já vivia lá, na época na “colônia” da fazenda, ou seja, onde residiam os trabalhadores, numa das casas construídas em grupos de duas, enfileiradas, situadas obliquamente ao “quadrado” (outro grupo de casas unidas umas às outras, dispostas em forma de quadrado) e que, antigamente, fechavam o quintal onde os escravos eram reunidos”. Trecho inicial do depoimento escrito de Agenor Bernardini, a meu pedido [Maria Lúcia] sobre as lembranças que a foto da antiga Casa-Sede, de 1999, evocavam nele.

Agenor Bernardini, meu pai, era filho de Brazil Bernardini (1897 – 1976) e Ines Micai Bernardini (1902 – 1978). Meu avô, Brazil Bernardini, foi o primeiro filho nascido no Brasil de meus bisavós Pietro Bernardini e Maria Fortunata Venturelli Bernardini. Os laços trabalhistas de meus bisavós Pietro e Maria Fortunata, filhos, genros e noras são, em Registros Cartorários de Nascimento e Óbito, anteriores a 1910. De acordo com depoimentos de descendentes, meu bisavô Pietro iniciou o pomar da Fazenda Paraizo e teria retornado, pela primeira vez, a Itália em 1906, de onde trouxe mudas de árvores frutíferas.

Observa-se, na foto abaixo (acervo das filhas de Ida Bernardini Mazulo e Cármine Mazullo) , provavelmente de 1906, a família de Pietro e Maria Fortunata (meu avô Brazil está na frente do pai, Pietro, cuja mão esquerda se encontra no ombro do filho) a presença de um nenê, Túlio, no colo da mãe, Domingas Todesco Bernardini, casada com Antonio (Tonin) Bernardini que, de acordo com Certidão de Nascimento, nasceu na Fazenda Paraizo em 01-06-1906:

Pietro, Maria, filhos, neto e nora_inserções 30set2013

Pietro, Maria, filhos, nora e neto = acervo da família Ida Bernardini Mazullo e Cármine Mazullo. Provavelmente dos últimos quatro meses de 1906

Brazil Bernardini administrou a Fazenda Paraizo por mais de trinta anos. Quando meu pai, Agenor Bernardini, foi para a Fazenda Paraizo com os pais Brazil e Ines, com menos dois anos, ou seja, por volta de 1924 ou 1925, residiram numa das casas da colônia e, quando meu avô foi promovido a administrador da Fazenda, talvez uns seis anos depois, residiram, até por volta de 1959, na casa ao lado da antiga Casa-Sede ou Sobradão ou Casarão.

Agenor Bernardini_jan1999_casa do administrador da Fazenda Paraizo

Agenor Bernardini, em janeiro de 1999, em frente à antiga casa em que morou com os pais e irmãos, enquanto Brazil Bernardini foi administrador da Fazenda Paraizo. O proprietário da Fazenda Paraizo a restaurou e reformou e, desde então, é moradia e residência de uma das filhas, a de prenome Luciana. Acervo da família Bernardini. Crédito da foto: Maria Regina Bernardini (in memorian).

Cativados pela amizade sincera de Joaquim Emídio por nosso pai Agenor Bernardini, pelo respeito e pelas lembranças que guarda de nossos avós Brazil e Ines e de todos os filhos (irmãos de meu pai), pelo interesse genuíno de Joaquim Emídio em resgatar a antiga Casa-Sede da Fazenda Paraizo para finalidades sociais, continuamos a acompanhar e a vibrar com as ações e com as conquistas de Joaquim Emídio para tornar a Fazenda Paraizo autossustentável, de modo que, é o sonho de todos que admiram esse patrimônio histórico, em breve, se realizará por meio de alguma empresa a transformação da antiga Casa-Sede em um empreendimento em prol da sociedade ituana e da região.

Assim, as fotos que se seguirão tentarão mostrar o que já foi conquistado com relação à antiga cocheira ou antigo curral – uma construção do ano de 1929 – porém, antes, fotos das transformações da região até a inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Foto aérea Fazenda Paraizo_1982_para o blog

Aérea Fazenda Paraizo de 1982 – Acervo de Joaquim Emídio Nogueira Bicudo

1_Google Earth_ Fazenda Paraizo_20set2013

Do Google Earth, que permite a utilização de imagens desde que as preserve e não sirvam para ganhos particulares = Fazenda Paraizo captada em 20/09/2013. Foi onde aprendi que há fotos de “Panoramio”.

Aérea de anel viário e novo acesso à Fazenda Paraizo_de apresentação Espaço Santa Rita_para o blog

Aérea de anel viário e novo acesso à Fazenda Paraizo: crédito é a Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos

Aérea da Fazenda Paraizo_2013_da Apresentação do Espaço Santa Rita_para o blog

Aérea da Fazenda Paraizo. Crédito da foto= Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Acesso e vista da cocheira a ser Espaço Santa Rita_da apresentação do Espaço _para o blog

Acesso e vista da cocheira ou do curral a ser Espaço Santa Rita. Crédito= Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Acesso e vista mais aproximada da cocheira a ser Espaço Santa Rita_da apresentação do Espaço_para o blog)

Acesso e vista mais aproximada da cocheira ou do curral a ser o Espaço Santa Rita. Crédito = Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Curral da Fazenda Paraizo_ 08 10 2006_para o blog

Curral ou cocheira da Fazenda Paraizo; foto de 08-10-2006. Acervo de Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

Curral da Fazenda Paraizo_08 10 2006_para o blog

Curral ou cocheira da Fazenda Paraizo; foto de 08-10-2006. Acervo de Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

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Fachada do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos no dia da inauguração = 28-09-2013. Crédito da foto: Luís Roberto Exner (Beto)

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Varanda do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos, inaugurado em 28-09-2013. Varanda de onde se avista a rodovia. Crédito da foto = Luís Roberto Exner (Beto).

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28-09-2013, inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos. Luís Roberto Exner (cerimonialista) e Francisco Macedo (um dos proprietários do Espaço). Crédito da foto: Camila Exner

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28-09-2013 = Getúlio Macedo (um dos proprietários do Espaço Santa Rita), Maria Angélica Marins Exner, Maria Lúcia Bernardini, Maria do Carmo Bernardini e Luís Roberto Exner (Beto). Crédito da foto = Camila Exner.

A inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos, na Fazenda Paraizo, em Itu-SP, em 28-09-2013, não apenas serviu comida saborosa, com sobremesas deliciosas: foi um sábado muito especial, com um sol digno de dia de inauguração de um empreendimento arrojado e que, certamente, todos os presentes desejam que seja um sucesso. Minha irmã Maria do Carmo e eu nos sentimos honradas por termos visitado o local antes e durante a inauguração.

Espero, sinceramente, ter deixado a vontade de que todos os que virem estas fotos e lerem sobre o breve histórico da Fazenda Paraizo, muito em breve, o visitem pessoalmente.

Sucesso aos amigos Joaquim Emídio, à Cida e a todos os familiares Bicudo = os filhos de Agenor Bernardini e Adalgisa de Souza Bernardini os amam muito e se sentem honrados pelas memórias e lembranças dos familiares de Brazil Bernardini e Ines Micai Bernardini.

Créditos para o texto:

CHIERIGHINI, H., GUARNELLI, I., OLIVEIRA, J. Itu: Patrimônio da Cultura Paulista. São Paulo. DeskTop Publishing, Editorial, 1997.

SOUZA, Jonas Soares de & WAKAHARA, Júlio Abe (CONDEPHAAT). Museu Paulista – Museu Republicano Itu – SP. São Paulo – SP. Graphon’s – Comércio e Indústria Gráfica Ltda., s/d.

LEPSCH, Inaldo C. S. O Barão de Itaim. Itu – SP. Ottoni Editora. 1999.

Depoimento escrito e histórico da Fazenda Paraizo de Agenor Bernardini – IN MEMORIAN.

Organizado por Maria Lúcia Bernardini. Itu – SP

Em Sertãozinho, um velho engenho se tornará museu domingo, ago 25 2013 

Enviado pelo amigo Joaquim Emidio:

Em Sertãozinho, um velho engenho se tornará museu

Usina fundada no começo do século 20, que conserva maquinário e galpões da época, passa por recuperação no interior do Estado

25 de agosto de 2013 | 2h 05

EDISON VEIGA , ENVIADO ESPECIAL , SERTÃOZINHO (SP) – O Estado de S.Paulo

Seja no prédio principal, seja em qualquer um dos sete pequenos galpões que o orbitam, entrar nas ruínas do Engenho Central de Sertãozinho é um privilégio de aguçar os olhos daqueles que gostam de História. Parece uma viagem no tempo, entre centrífugas escocesas do século 19 – importadas pela família de Santos Dumont -, telhas inglesas, velhas fornalhas, balanças, tonéis e um obsoleto maquinário que movimentou a indústria da cana de 1903 a 1974, período em que a usina funcionou.

Veja também:
linkProjeto de zeladoria pode se espalhar por outras cidades
linkGaleria de fotos

Tiago Queiroz/AE

Antigos galpões da usina, que produzia açúcar desde o início do século 20, foram preservados

Esse eldorado histórico-industrial paulista fica no coração da Fazenda Vassoural, entre Sertãozinho e Pontal, perto de Ribeirão Preto. Foi criado pelo coronel Francisco Schmidt, que nos primeiros anos do século 20 chegou a acumular um patrimônio de 62 fazendas. O Engenho Central era o motor de seus negócios: dali saíam as sacas de açúcar cristal – e os litros de cachaça. Diariamente, uma maria-fumaça adentrava a usina e de lá saía carregada – o ramal da Estrada de Ferro Mogiana foi puxado até a fazenda por força do próprio coronel.

Nos anos 1960, as terras foram compradas dos Schmidt pela família Biagi. Desde que a usina parou de funcionar, há quase 40 anos, os novos proprietários acalentavam o sonho de transformar tudo em museu. Por isso, o velho maquinário não foi vendido como sucata, a exemplo de tantas indústrias centenárias, e os velhos galpões não foram demolidos.

Nos últimos anos, o museu começou a sair do papel. Primeiro, com a criação de uma fundação – o Instituto Cultural Engenho Central. A instituição deve custar R$ 15 milhões. Pela Lei Rouanet, a fundação foi autorizada a captar R$ 10,5 milhões. Até agora, conseguiram R$ 3 milhões – o que seria suficiente para a primeira fase.

Representantes da fundação esperam que, a partir de dezembro, o espaço já tenha se convertido em um memorial – com possibilidade de visitas monitoradas de escolas e também de outros pequenos grupos. O Museu Nacional do Açúcar e do Álcool será a fase seguinte, a conclusão do projeto ainda não tem um prazo definido.

O trabalho já começou. Há dois meses, o instituto contratou os serviços do Estúdio Sarasá, de São Paulo, para implementar um projeto de zeladoria de patrimônio no local (leia mais abaixo). Foram selecionados 14 jovens da região, todos com ensino médio, e eles ganham cerca de R$ 900 por mês para aprender a lidar com um prédio histórico.

Os jovens chegam diariamente à fazenda em uma van contratada pelo projeto. Ali, eles têm aulas teóricas e práticas. Nas práticas, colocam a mão na massa e ajudam a recuperar o velho Engenho Central e os galpões anexos.

Aos poucos, a sujeira e o pó vão saindo e a história, brotando. “Em breve, deixaremos este local em condições de visitação”, explica o arquiteto Fabio Di Mauro, um dos orientadores dos aprendizes. “Algumas patologias do prédio vão ser estabilizadas, outras serão corrigidas. É preciso analisar caso a caso.” Enquanto isso, a historiadora Mirza Pellicciotta se detém na tarefa de compreender cada uma das peças antigas – ela está inventariando os milhares de itens encontrados dentro dos imóveis. “Os equipamentos serão protegidos para não deteriorar”, adianta.

Jovens. Ao mesmo tempo em que nasce um museu, 14 jovens descobrem uma vocação. “Eu estou achando muito legal trabalhar com isso, e agora quero me tornar engenheiro civil”, afirma Marlon Gomes da Silva, de 18 anos. O rapaz cursa o 3.º ano do ensino médio e, antes de ser contratado para estudar e trabalhar na zeladoria do Engenho Central, era office-boy em Sertãozinho.

“Quando entrei para o projeto, nem sabia o que estava fazendo aqui, o que iria encontrar”, admite Marcela Giovana Ferreira da Silva, de 19 anos, que antes era cabeleireira na cidade de Pontal. “Estou gostando tanto que, no futuro, quero me tornar arquiteta.”

BLOG DE ELIANA BELO SILVA SOBRE A FAZENDA PARAIZO – ITU – JOAQUIM EMIDIO NOGUEIRA BICUDO quarta-feira, ago 21 2013 

Prezados amigos,

Abaixo, o BLOG de  Eliana Belo Silva, onde ela conta a história da Fazenda Paraizo em  Itu que está em família há mais de 100 anos e que hoje pertence a mim. Pretendo fazer dela um centro turístico, com restaurante, salão de eventos e uma escola de artesões para crianças carentes da região. Para isto estou em busca de  empresa que queira restaurar a antiga casa sede, utilizando o próprio nome, em troca da restauração e criação de um projeto social.

Blog da Eliana Belo Silva :

http://historiadeindaiatuba.blogspot.com.br/2013/08/fazenda-paraizo-itu.html

Atenciosamente,

Joaquim Emidio

21/08/2013 11:36:09

NOVO RESTAURANTE EM ITU= ESPAÇO SANTA RITA – também local de eventos = para 28/09/2013 quinta-feira, ago 8 2013 

Inauguração: 28 de setembro de 2013, sábado, a partir de 12h.

Vejam o anúncio enviado por Joaquim Emídio:

Inauguração 28/09/2013

Inauguração 28/09/2013

Prezados amigos,

Em breve, final do mês de setembro de 2.013, será inaugurado mais um ponto de atração turística de Itu.

É o Espaço Santa Rita, Restaurante que estará aberto de sexta-feira a domingo para almoço e que está  localizado na Fazenda Paraizo, na Av. Dr. Ermelindo Maffei, km. 102 ( antiga Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto) ao lado do Campos de Santo Antonio,  com uma vista deslumbrante para o rio Tietê e às margens da Rodovia, sem, no entanto, dar acesso a mesma.

Aguardem novas notícias a respeito.

Atenciosamente,

Joaquim Emidio

07/08/2013 16:29:39

Observação: A faixa, numa das fotos, indica que, pelo telefone (11) 9 74 37 51 19 (Getúlio) já estão sendo agendadas datas para festas de confraternização.

Curral - Espaço Santa Rita - Getúlio _JEmidio enviou

Curral da Fazenda Paraizo_acesso_JEmidio enviou

Curral Fabiana_JEmidio enviou

Abram o anexo (Power Point), abaixo, para conhecer o projeto do local.

ESPAÇO SANTA RITA – APRESENTAÇÃO – recebido 07maio2013 de JEmidio

Programação de Cavalgadas Corpus Christi 2013 na Rosário – Itu/SP quarta-feira, maio 29 2013 

Olá Pessoal,

Programação de cavalgadas para o Corpus Christi 2013

TODOS OS DIAS de manhã estaremos fazendo cavalgadas de 1 hora. O encontro será as 9hs30 e a saída será as 10hs00 – R$ 40,00

Dia 30 de Maio, quinta feira – Cavalgada do por do sol. O encontro será as 15h00 e a saída as 15h30, serão aproximadamente duas horas de passeio a cavalo e retornaremos após o por do sol – R$ 70,00.

Dia 31 de Maio, sexta feira – Cavalgada das matas com por do sol. O encontro será as 14h00 e a saída as 14h30, serão 3 hs de passeio a cavalo passando pela trilha das arvores ancestrais e retornaremos após o por do sol – R$ 90,00

Dia 1 de Junho, sábado – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Paraíso com por do sol. O encontro será as 13hs (JÁ VIR ALMOÇADO ) e a saída as 13hs30, serão aproximadamente 5 horas de passeio e retornaremos após o por do sol – R$ 150,00.

Façam suas reservas pois as vagas são limitadas e venha passear conosco.

João Pacheco – (11) 9 9607-7483

Carol – (11) 9 7290-2004

info@rural.tur.br

Cavalgada da Lua Cheia neste sábado, 27 de Abril 2013, na Rosário, em Itu / SP segunda-feira, abr 22 2013 

 

Olá Pessoal,

Cavalgada da Lua Cheia será sábado dia 27 de Abril

No próximo sábado dia 27 de Abril de 2013 teremos nossa famosa cavalgada da Lua Cheia!!!!

O valor é de R$ 90,00 por pessoa com passeio a cavalo, o jantar e os violeiros num lindo casarão histórico de mais de 250 anos.

Se for só o passeio a cavalo ou só o jantar fica R$ 45,00. Crianças de 5 a 10 anos pagam meia SOMENTE NO JANTAR.

A partir das 19:00 horas, faremos 3 saídas de mais ou menos 1 hora em seguida as 19h30, as 21h00 e as 23h00.

Mais informações e reservas  pelos telefones

João – 11-9 9607-7483

Carol – 11-9 7290-2004

Visite nosso blog: http://www.ruralturturismo.blogspot.com

Att.

João Pacheco e Carol

info@rural.tur.br

Cavalgada da Lua Cheia – Sábado, 23 de fevereiro de 2013 – Chácara Rosário Itu / SP sexta-feira, fev 15 2013 

Olá Pessoal,

E a Cavalgada da Lua Cheia será no sábado dia 23 de Fevereiro.

No sábado, dia 23 de Fevereiro de 2013, teremos nossa próxima cavalgada da Lua Cheia!!!!

O valor é de R$ 90,00 por pessoa com passeio a cavalo, o jantar e os violeiros num lindo casarão histórico de mais de 250 anos.

Se for só o passeio a cavalo ou só o jantar fica R$ 45,00. Crianças de 5 a 10 anos pagam meia SOMENTE NO JANTAR.

A partir das 19:00 horas, faremos 3 saídas de mais ou menos 1 hora em seguida as 19h30, as 21h00 e as 23h00.

Mais informações e reservas por este e-mail ou pelos telefones

João – 11-9 9607-7483

Carol – 11-9 7290-2004

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Att.

João Pacheco e Carol

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Programação das Cavalgadas para o Carnaval na Rosário – Itu / SP quarta-feira, fev 6 2013 

Olá Pessoal,

Programação de cavalgadas para o Carnaval 2013

TODOS OS DIAS de manhã estaremos fazendo cavalgadas de 1 hora. O encontro será as 9hs30 e a saída será as 10hs00 – R$ 40,00

Dia 9 de Fevereiro, Sábado – Cavalgada fazenda histórica com por do sol. O encontro será as 17hs e a saída as 17h30, serão 2 hs de passeio a cavalo e visitaremos mais uma bela fazenda histórica da região volta apos o por do sol. R$ 70,00.

Dia 10 de Fevereiro, Domingo – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Paraíso com por do sol. O encontro será as 14hs (JÁ VIR ALMOÇADO ) e a saída as 14hs30, serão aproximadamente 5 horas de passeio e retornaremos após o por do sol – R$ 150,00.

Dia 11 de Fevereiro, Segunda – Cavalgada das matas com por do sol. O encontro será as 17hs e a saída as 17h30, serão 2 hs de passeio a cavalo passando pela trilha das arvores ancestrais e retornaremos após o por do sol – R$ 70,00

Dia 12 de Fevereiro, Terça – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Jurumirim com por do sol. O encontro será as 15hs e a saída as 15h30, serão aproximadamente 4 horas de passeio e retornaremos após o por do sol. – R$ 120,00.

Façam suas reservas pois as vagas são limitadas e venha passear conosco.

João Pacheco – (11) 9 9607-7483

Carol – (11) 9 7290-2004

info@rural.tur.br

Cavalgadas no feriadão em Itu na Rosário – 15, 16, 17, 18 e 19 novembro 2012 quarta-feira, nov 14 2012 

 

Venham fazer lindos passeios a cavalo conosco neste feriadão.

Dia 15 de Novembro – Cavalgada das matas com por do sol. O encontro será as 16h30 e a saída as 17h00, serão 2 hs de passeio a cavalo passando pela trilha das arvores ancestrais e retornaremos após o por do sol – R$ 60,00

Dia 16 de Novembro – Cavalgada fazenda histórica com por do sol. O encontro será as 15h30 e a saída as 16h00, serão 3 hs de passeio a cavalo e visitaremos mais uma bela fazenda histórica da região volta apos o por do sol. R$ 80,00.

Dia 17 de Novembro – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Paraíso com por do sol.  O encontro será as 13h30 ( JÁ VIR ALMOÇADO ) e a saída às 14h00, serão aproximadamente 5 horas de passeio e retornaremos após o por do sol e teremos um happy hour. – R$ 120,00.

Dia 18 de Novembro – Cavalgada fazenda histórica com por do sol.  O encontro será as 15h30 e a saída as 16h00, serão 3 hs de passeio a cavalo e visitaremos mais uma bela fazenda histórica da região volta apos o por do sol. R$ 80,00.

Dia 19 de Novembro – Cavalgada das matas com por do sol.  O encontro será as 16h30 e a saída as 17h00, serão 2 hs de passeio a cavalo passando pela trilha das arvores ancestrais e retornaremos após o por do sol – R$ 60,00

Todos os dias de manhã estaremos fazendo cavalgadas de 1 hora.  O encontro será as 9h30 e a saída será as 10h00 – R$ 35,00

Visite nossa pagina no Facebook (Ruraltur turismo) e nosso blog: http://www.ruralturturismo.blogspot.com.br/

Faça sua  reserva e venha passear conosco.

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Cavalgadas no feriado em Itu = 13/10/2012 quarta-feira, out 10 2012 

 

Venham fazer lindos passeios a cavalo conosco neste feriado.

Dia 13 sábado – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Paraíso com por do sol O encontro será as 13h00 ( JÁ VIR ALMOÇADO ) e a saída as 13h30, serão aproximadamente quatro horas de passeio  e retornaremos após o por do sol. – R$ 85,00.

Visite nossa pagina no Facebook e nosso blog www.ruralturturismo.blogspot.com

Faça sua  reserva e venha passear conosco.

João Pacheco – (11) 9 9607-7483

Carol – (11) 9 7290-2004

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Cavalgadas, na Rosário, em Itu – SP, 07 e 08 de setembro 2012 quinta-feira, set 6 2012 

Olá, Pessoal,

Venham fazer lindos passeios a cavalo conosco neste feriado.

Dia 7 sexta – Cavalgada das matas com por do sol. O encontro será as 15h00 e a saída as 15h30, serão aproximadamente duas horas de passeio a cavalo passando pela trilha das arvores ancestrais e retornaremos após o por do sol – R$ 55,00.

Dia 8 sábado – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Paraíso com por do sol O encontro será as 13h00 ( JÁ VIR ALMOÇADO ) e a saída as 13h30, serão aproximadamente quatro horas de passeio  e retornaremos após o por do sol. – R$ 85,00.

Visite nossa pagina no Facebook e nosso site www.rural.tur.br

Faça sua  reserva e venha passear conosco.

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Carol – (11) 7290-2004

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Cavalgadas no feriado em Itu / SP – 28, 29, 30 de abril de 2012 sexta-feira, abr 27 2012 

 

Olá Pessoal,

Venham fazer lindos passeios a cavalo conosco neste feriado.

Dia 28 sábado – Cavalgada das matas com por do sol. O encontro será as 15h00 e a saída as 15h30, serão aproximadamente duas horas de passeio a cavalo passando pela trilha das arvores ancestrais e retornaremos após o por do sol – R$ 55,00.

Dia 29 domingo – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Paraíso com por do sol O encontro será as 13h00 ( JÁ VIR ALMOÇADO ) e a saída as 13h30, serão aproximadamente cinco horas de passeio  e retornaremos após o por do sol. – R$ 85,00.

Dia 30 segunda feira – Cavalgada fazenda histórica com por do sol. O encontro será as 15h00 e a saída as 15h30, serão aproximadamente duas horas de passeio a cavalo e visitaremos mais uma  bela fazenda histórica da região. R$ 55,00.

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Como lidar com pessoas insuportáveis – Maria de Lima quarta-feira, abr 18 2012 

Publicado, pela primeira vez, neste espaço, em 1.º/04/2006.

Recuperei a postagem por causa da inserção do anexo “A arte de não adoecer”. 

Como lidar com pessoas insuportáveis

Por Maria de Lima **

(de maio/2001)

Saber lidar com tipos difíceis é decisivo para sobreviver no mundo dos negócios.

Existem pessoas que têm poder fenomenal de provocar aborrecimentos por onde passam. Talvez você reconheça esse tipo no chefe ameaçador; no colega com capacidade imbatível para bajular os superiores e infernizar a vida de seus pares; no professor perfeccionista ao extremo; na sogra ranzinza e intrometida; no amigo pessimista que espera sempre o mundo desabar; no vizinho barulhento e indiscreto.

Dizia o filósofo francês Voltaire que a maioria da humanidade é como um ímã: uma parte atrai e a outra repele. A atração ocorre por meio de sentimentos nobres como amor, justiça, compaixão, perdão. A repulsão é resultado da raiva, vaidade, presunção, do rancor, pessimismo, orgulho. É o predomínio de sentimentos negativos que torna as pessoas insuportáveis.

 O intolerável está nas melhores famílias, melhores empresas, melhores vizinhanças, em todos os lugares. Em geral, não tem papas na língua, mas é bem-intencionado, apenas acha-se no direito de expressar suas opiniões. Mas, passa do limite e não tem consciência de como seu comportamento prejudica as pessoas com quem se relaciona. Quase sempre está convencido de que os outros precisam mudar, não ele.

Saber lidar com gente problemática é importante tanto para a realização na carreira quanto para o bem-estar pessoal. No trabalho, onde cada vez mais as tarefas são desenvolvidas em grupo, essa habilidade tornou-se básica, pois é impossível manter a produtividade elevada, se os integrantes da equipe não suportarem as diferenças individuais.

Conviver pacificamente com pessoas difíceis está ao alcance de todos, mas exige compromisso pessoal e persistência. E quando alguém se empenha verdadeiramente para compreender o outro, também se conhece mais e se torna melhor, isso já valerá o esforço.

“Para suportar alguém a quem não se suporta é essencial saber controlar a própria maneira de ser e aceitar a pessoa problemática tal como é”, ensinam os médicos holísticos americanos Rick Brinkman e Rick Kirschner, autores do livro Como lidar com pessoas que você não suporta (Editora José Olympio).

De acordo com os autores, existem quatro opções básicas para lidar com o problema:

Não fazer nada – Deixar as coisas exatamente como estão. Nesse caso, nada vai mudar e pode até piorar: um dia você pode perder a paciência e explodir.

Desistir – Saída indicada para o caso dos insuportáveis crônicos, quando não houver mais nada a ser feito.

Mudar de opinião – Tentar ver a pessoa a quem não se suporta com outros olhos: aproximar-se dela, tentar compreender que está por trás de seu comportamento.

Mudar de atitude – Apegar-se às qualidades da pessoa de forma que os defeitos dela irão parecer menores. Ao mudar sua postura em relação a pessoas difíceis, elas podem passar a agir de forma diferente com você.

A compreensão é a melhor saída

Em qualquer situação, ouça efetivamente seu interlocutor. Respeite-o, demonstre que você se interessa por ele. Faça isso nem que seja por humanidade, compaixão.

Assegure-se de que você não está contribuindo para dificultar o relacionamento. Todos nós, em alguns momentos, também somos difíceis. E pode ser que a pessoa a qual considera intolerável seja apenas diferente.

Lembre-se de que por trás de um comportamento distorcido, podem existir boas intenções. É possível que a pessoa se comporte com você da mesma maneira que o faz com os outros. Por isso, não leve os ataques dela para o lado pessoal.

Compreenda que você não pode mudar os outros, pode apenas influenciá-los a mudar de atitude, nada mais. Teste sua resistência aos insuportáveis – Encare o convívio com a pessoa difícil como um desafio, como sugerem Brinkman e Kirschner. “Na próxima vez em que lidar com alguém insuportável, lembre-se de que a vida não é um teste, é a prova final”, propõem os autores.

** Maria de Lima é jornalista, pós-graduanda em Filosofia, e ex-editora do programa “Breakfast” da Rádio Alpha FM de São Paulo. Escreve artigos nas áreas de carreira e desenvolvimento pessoal.

Fonte: NÃO FUNCIONA MAIS http://www.manager.com.br/indexuol.asp?pagina=/coluna/resp_coluna62.asp

[Maria de Lima é mestranda em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela (PUC-SP). Graduou-se em jornalismo pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM-SP). Trabalhou para a Rádio Alpha FM, Revista VENCER!, entre outros veículos. Foi articulista do Management, caderno sobre carreira e gestão do Semanário Econômico (Portugal). Fonte: http://www.vidaecarreira.com.br/dicas_dez05.htm. Consulta de 19/05/2011, texto de Maria de Lima sobre PERFECCIONISMO]

Programação de Cavalgadas para o Carnaval 2012 – Rosário – Itu/SP sexta-feira, fev 17 2012 

Divulgo o que recebo do amigo Joaquim Emídio com relação às cavalgadas e outras atividades culturais na Chácara do Rosaário, em Itu – SP, porque João Pacheco estimula as cavalgadas pelas Fazendas Históricas e, sempre que possível, inclui a Fazenda Paraizo. 

Olá, Pessoal,

Programação de cavalgadas para o Carnaval 2011

Dia 18 sábado – Cavalgada das matas com por do sol. O encontro será as 17h00 e a saída as 17h30, serão aproximadamente duas horas de passeio a cavalo e retornaremos após o por do sol – R$ 55,00.

Dia 20 segunda feira – Cavalgada das fazendas históricas, incluindo a fazenda Paraíso com por do sol. O encontro será as 13h30 ( Já vir almoçado ) e a saída as 14h00, serão aproximadamente seis horas de passeio a cavalo e retornaremos após o por do sol. – R$ 80,00.

Faça sua  reserva e venha passear conosco.

João Pacheco – (11) 9607-7483

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Programação para o Carnaval 2012 na Rosário_Itu SP

Cavalgada da Lua Cheia neste 04 de fevereiro de 2012, na Rosário de Itu segunda-feira, jan 30 2012 

Cavalgada da Lua Cheia 04fevereiro2012_Rosário de Itu

Programação de Cavalgadas na Rosário, em Itu – SP – final de ano e janeiro de 2012 segunda-feira, jan 2 2012 


Olá pessoal.

Vejam nossa programação de cavalgadas para o final de Dezembro de 2011 e do mês de Janeiro de 2012  e venham passear com a gente.
Dia 30 de Dezembro – Cavalgada fazenda histórica com por do sol. Encontro as 16:30hs, saída as 17:30hs volta as 19:30hs. – R$ 58,00 por pessoa.

Dia 7 de Janeiro – Cavalgada da lua cheia – R$ 80,00 por pessoa (incluindo jantar e cavalgada)

Mês de Janeiro – “Ferias na Fazenda” – Em Janeiro todas as semanas de quarta a sexta feira das 16:00hs as 18:00hs. “Através do cavalo ajudamos seu filho a desenvolver equilíbrio, auto confiança e segurança.” – R$ 25,00 por criança e R$ 35,00 por adulto.

Façam suas reservas  e, por favor, cheguem uma meia hora antes para organizarmos os cavaleiros nos cavalos.

Esperamos por vocês.

João.

011 9607-7483
Ruraltur Turismo

Programação de final de ano e férias de janeiro 2012 na Rosário

Cavalgada da Lua Cheia numa sexta-feira, 09 de dezembro de 2011, Chácara Rosário Itu SP terça-feira, dez 6 2011 

Ola Pessoal,

Exclusivamente neste mês de Dezembro, nossa cavalgada da Lua Cheia será na sexta feira, dia 9 de Dezembro, a partir das 19:30hs.

 Serão:

2 SAÍDAS SOMENTE,

ROTEIRO DIFERENTE E MAIS LONGO

VAGAS LIMITADAS, FAÇA A SUA RESERVA!!!!

Para reservas e maiores informações:

Pelo e-mail: info@rural.tur.br

Pelo telefone: (11) 9607-7483

Esperamos por vocês.

João Pacheco

Programação do feriado de novembro/2011 – Rosário – Itu/SP quinta-feira, nov 10 2011 

Cavalgada do feriado na Rosário em Itu SP_novembro 2011

Cavalgada da Lua Cheia: Rosário – Itu/SP: 08/10/2011 terça-feira, out 4 2011 

 

Olá pessoal,

Neste sábado dia 8 de outubro teremos nossa famosa cavalgada da Lua Cheia.

O valor é de R$ 70,00 por pessoa com passeio a cavalo, o jantar e os violeiros num lindo casarão histórico de mais de 250 anos.

Se for só o passeio a cavalo ou só o jantar fica R$ 35,00. Crianças de 5 a 10 anos pagam meia.

A partir das 19:00 horas, faremos 3 saídas de mais ou menos 1 hora em seguida as 19h30, as 21h30 e as 23h30.

Mais informações e reservas por este email ou pelo tel. 011 9607-7483.

Visite nosso site: http://www.rural.tur.br

 Ate sábado.

Att.

 João Pacheco

cavalgada outubro

Ruy Barbosa, na Wikipédia, e A Lei de Caim, em Antologia do Pensamento Mundial sexta-feira, ago 19 2011 

Ruy Barbosa Academia Brasileira de Letras

Ruy Barbosa, o Águia de Haia, c. 1923

Nome completo
Ruy Barbosa de Oliveira

Nascimento
5 de novembro de 1849
Salvador,

Morte
1º de março de 1923 (73 anos)
Petrópolis

Nacionalidade
Brasileiro

Ocupação
Jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador

Ruy Barbosa – Wikipédia, a enciclopédia livre

A lei de Caim

Rui [Ruy] Barbosa

(1849 – 1923)

Fonte: Antologia do Pensamento Mundial – Volume V – Livraria e Editora Logos Ltda. São Paulo – SP; 10ª edição, junho de 1963.

A lei de Caim é a lei do fratricídio. A lei do fratricídio é a lei da guerra. A lei da guerra é a lei da força. A lei da força é a lei da insídia, a lei do assalto, e a lei da pilhagem, a lei da bestialidade. Lei que nega a noção de todas as leis, lei da inconsciência, que autoriza a perfídia, agaloa a insolência, eterniza o ódio, premia a barbárie, assenta o direito, a sociedade, o Estado no princípio da opressão, na onipotência do mal. Lei de anarquia que se opõe à essência de toda legalidade, substituindo a regra pelo arbítrio[1], a ordem pela violência, a autoridade pela tirania, o título jurídico pela extorsão armada. Lei animal, que se insurge contra a existência de toda a humanidade, ensinando o homicídio, propagando a crueza, destruindo lares, bombardeando templos, envolvendo, na chacina universal, velhos, mulheres e crianças. Lei da torpeza, que proscreve o coração, a moral e a honra, misturando a morte com o estupro, a viuvez com a prostituição, a ignomínia com a orfandade. Lei de mentira, na falsa história que escreve, nos falsos pretextos que invoca, na falsa ciência que explora, na falsa dignidade que ostenta, na falsa bravura que assoalha, nas falsas liberdades que reivindica, fuzilando enfermeiras, atacando hospitais, metralhando povoações desarmadas, incendiando aldeias, bombardeando cidades abertas, minando as estradas navais do comércio, submergindo navios mercantes, canhoneando tripulações e passageiros refugiados nas lanchas de salvamento, abandonando as vítimas da covardia das suas proezas marítimas aos mares revoltos, e aos frios dos invernos boreais. Lei do sofisma, lei da inveja, lei da carnificina, lei do instinto sanguinário, lei do homem brutificado, lei de Caim.

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À medida que digitava o texto para postagem, fiquei cada vez mais surpresa com a visualização dos males provocados pela Lei de Caim, porque, contemporaneamente, Ruy Barbosa descreve, entre outras imagens, a 2.ª Guerra Mundial, os refugiados de países em guerra ou sob opressão ditatorial, mas não consegui contextualizar Lei de Caim, portanto, pode ser que Ruy Barbosa tenha acompanhado as tragédias da 1.ª Guerra Mundial.

clip_image002[1]


[1] No texto original, aparece “arbítro” [acento tônico na sílaba “bi”]. Tomei a liberdade de substituir por “arbítrio”, em função do contexto [grafia de 1963; possível erro de impressão] e da pesquisa feita: arbítrio Datação sXIV cf. IVPM Acepções substantivo masculino 1 decisão dependente apenas da vontade; alvedrio Ex.: impôs à moça o a. de pai.

Fonte: http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=arb%EDtrio&stype=k

Auto da Compadecida – Wikipédia, a enciclopédia livre segunda-feira, ago 15 2011 

 Para conhecer ou para relembrar: este é um bom começo.

Depois, procurar por trabalhos acadêmicos de análise dessa obra.

Tem “andado” em minha cabeça, muito, ultimamente, pois, na obra, as duas personagens principais (João Grilo e Chicó) são “salvas” por Nossa Senhora, no Julgamento após a Morte de ambos, porque Nossa Senhora se apieda de ambos por serem “vítimas” da opressão da sociedade oligárquica e intervém diante do Juiz (Nosso Senhor Jesus Cristo).

Muito importante entender o julgamento e a sentença de “inocentes” dentro do contexto; sentença válida.

No entanto, a “malandragem” contemporânea não pode ser desculpada desse modo, porque, a meu ver, a sociedade brasileira se tornou uma imensa “guerra de foice no escuro” em que os “oprimidos” querem levar vantagem daqueles que julgam (erroneamente) ser seus opressores.

Nossa solidariedade também tem limites: os de comportamento malandro contemporâneo não podem ser comparados às personagens de “Auto da Compadecida” que vão a julgamento.

Ultimamente, é difícil distinguir os que merecem nossa solidariedade daqueles que se comportam como os “mais espertos da sala”.

Auto da Compadecida – Wikipédia, a enciclopédia livre

‘O brasileiro reclama de quê?’ – O Globo segunda-feira, ago 1 2011 

Já recebi várias vezes a mensagem, formatação Power Point sobre o fato de o brasileiro reclamar e de quê.

Excelente, mas preferi postar o texto original que deu origem a essa mensagem.

Contribuição de um leitor do jornal “O Globo”.

Agradeço à amiga Rosana Branco pela indicação do conteúdo.

Publicação: 26/02/2010.

Artigo do leitor [de “O Globo”] Ubiratan Ferrari Bonino

Certa vez, numa viagem a trabalho na Holanda, um colega de empresa que me recepcionava naquele país gentilmente foi ao hotel onde eu estava hospedado me pegar para me dar uma carona até a sede da empresa. Era cedo e estava bastante frio. Ao chegar ao pátio de estacionamento, ele parou o seu carro a uma distância de pelo menos uns cem metros da porta de entrada, e, como no local tinha poucos carros e havia vagas próximo da entrada, curiosamente perguntei-lhe: “por que havendo tantas vagas disponíveis próximo da entrada, você não parou mais perto?”. Ele, sem titubear, respondeu: “estamos chegando muito cedo e temos ainda bastante tempo, mas muitos colegas chegarão em cima da hora e provavelmente vão precisar dessas vagas para não se atrasarem na marcação do ponto!”.

Esse exemplo de cooperação foi tão marcante para mim que acho que não vou esquecê-lo nunca mais. Numa outra ocasião, também a trabalho, dessa vez na Suíça, eu e um colega resolvemos tomar um sorvete após o almoço e no caminho de volta ao escritório não encontramos nenhum cesto de lixo disponível. Ele, sem o menor acanhamento e querendo ter as mãos livres, embrulhou o papel do sorvete num guardanapo e o depositou no bolso do paletó; colocou a garrafa d’água vazia dentro da sua pasta de couro e ficou tudo resolvido até encontrar um cesto de lixo para se livrar daqueles objetos inconvenientes.

Recentemente, fiquei assustado quando vi um vídeo na internet em que um político americano, após confessar um crime de apropriação fraudulenta do dinheiro público, reuniu a imprensa para pedir desculpas e, surpreendentemente, tirou uma arma de um envelope, colocou no céu da boca e fez o disparo. Foi uma cena chocante, mas de uma representatividade singular.

Diante de tantos exemplos de civilidade e até mesmo de constrangimento e fraqueza, como no caso do político, e com lembranças de atitudes tão marcantes, não dá para não lembrar quando num dia desses, a caminho do cliente aqui em casa, no Rio, fui atropelado por uma latinha de refrigerante jogada da janela do ônibus em plena Avenida Rio Branco. Cinquenta metros mais adiante, aguardando a luz verde do sinal, uma senhora atravessando a rua com duas crianças despejava restos, em pleno asfalto, de um sanduíche mal embrulhado e nem se tocava.

Logo um filme veio a minha cabeça e, como brasileiro, me perguntei: você reclama de quê? Se nós trocamos voto por dentadura ou por um saco de areia? Se para chegar mais rápido, mesmo não precisando, saímos cortando pelo acostamento à direita? Se furamos fila de banco, de cinema e de tudo o que podemos furar? Se compramos atestado médico para faltar ao trabalho? Se mudamos a cor da pele para ingressar na faculdade pelo sistema de cotas? Se pedimos a nota fiscal do dobro do que pagamos para apresentar à empresa quando em viagem a serviço? Se dentro do ônibus sentamos na cadeira do idoso ou do deficiente e fingimos não vê-lo? Se tiramos cópia dos livros das crianças na fotocopiadora da empresa e achamos normal? Se usamos o vale-transporte, que é para ir ao trabalho e voltar dele, para ver o nosso time no Maracanã? Se usamos carteira de estudante falsificada para pagar meia entrada no cinema? Se tomamos iogurte no supermercado e disfarçamos a embalagem para não pagar? Se escondemos dinheiro de propina na meia ou na cueca para não sermos pegos no flagra? Se superfaturamos as obras do nosso governo para levar o nosso? Se batemos o ponto no trabalho e na “cara de pau” vamos imediatamente para o aeroporto pegar o avião e depois ainda recebemos pelo dia não trabalhado, e quando somos apanhados pela imprensa ainda tentamos justificar dizendo que estamos indo trabalhar na base? Se repassamos milhões de reais para o MST – Movimento dos sem terra – para eles invadirem propriedades particulares e produtivas e ainda criamos um projeto para não considerá-los criminosos? Se somos todos farinha do mesmo saco, e zoamos com a ética quando falamos bem alto que se lá estivéssemos iríamos nos “dar bem”?

Você tem dúvidas? Você urina na rua, dá a volta na sua empresa, sonega, suja as praças, dirige bêbado, vota em político corrupto e está reclamando do quê? Cada um tem o país que merece, com seus malandros, seus reis e seus bobos da corte.

‘O brasileiro reclama de quê?’ – O Globo

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante sábado, jul 30 2011 

 

11 Bilhões em Ação

Vale a pena ser sede da Copa 2014?

Tomando por base só essa despesa, sediar o torneio parece uma fria; afinal, daria para turbinar áreas como saúde, habitação e educação (e ainda movimentar a economia) se não fosse preciso gastar uma grana modernizando estádios, por exemplo.

Texto por:  Mário Grangeia

– Teste: Você sabe tudo de Copa do Mundo?

– O que é preciso para um país sediar a Copa?

– Quantas vezes o Brasil já tentou ser sede de uma Copa e quando?

Do ponto de vista econômico, tudo indica que não. Segundo os cálculos preliminares da CBF, o Brasil vai precisar gastar R$ 11 bilhões para se preparar para a Copa de 2014. Tomando por base só essa despesa, sediar o torneio parece uma fria – afinal, daria para turbinar áreas como saúde, habitação e educação (e ainda movimentar a economia) se não fosse preciso gastar uma grana modernizando estádios, por exemplo. Mas é preciso considerar outros itens para medir o retorno de uma Copa, como o gasto dos turistas. Pelas contas do governo, a Copa deve atrair 500 mil estrangeiros, que gastariam até R$ 3 bilhões. Além disso, se a competição gerar tantos postos de trabalho quanto a Alemanha gerou em 2006 (25 mil novas vagas), dá para computar mais R$ 500 milhões em investimentos, já que o custo médio por novo emprego está na casa dos R$ 20 mil. Há ainda quem identifique uma expansão da economia dos países-sede. Mas isso não é consenso. “Crescimento econômico é algo difícil de prever com tanta antecedência. No fim das contas, a alta do PIB pode ficar próximo de zero”, afirma o economista Fábio Sá Earp, da UFRJ. A esperança são os benefícios de longo prazo, mais difíceis de medir. Um estádio novo, por exemplo, pode gerar um círculo virtuoso no bairro, bombando o comércio e elevando a arrecadação para fazer mais obras. Sem contar que o torneio pode aumentar o fluxo turístico e melhorar a imagem do país. Se tudo isso acontecer, aí, sim, quem sabe em algumas décadas a gente poderá dizer que sediar uma Copa é um bom negócio?

Bola dividida
À esquerda, a estimativa de gastos para o torneio. À direita, imaginamos um plano alternativo para aplicar a grana

R$ 8,5 bi

Onde – Infra-estrutura.

Quem gasta – Governo.

Grana para a infra-estrutura das cidades-sede. Segundo a Fifa, 4 candidatas precisam aumentar seu aeroporto e 6 não têm transporte público estruturado para  receber adequadamente os jogos.

R$ 2 bi

Onde – Reforma e construção de estádios.

Quem  gasta – Iniciativa privada.

A aposta é que os governos locais busquem capital privado para fazer decolar os projetos. Em troca, os empresários teriam o direito de administrar os estádios por no mínimo 20 anos, para, em tese, obter lucro.

R$ 700 mi

Onde – Instalações oficiais.

Quem  gasta –  Fifa.

Este é o único dinheiro garantido. A Fifa afirma que ela mesma vai bancar a construção de estruturas de apoio para  os jogos, da sede do comitê organizador, dos centros de mídia e das centrais de segurança.

R$ 2,1 bi

Onde – Expansão do saneamento.

Para levar água tratada a 2,2 milhões de casas e coleta de lixo a 2,1 milhões – cerca de 20% do déficit de saneamento.

R$ 2,8 bi

Onde – Crédito para casas populares.

Para  financiar a construção ou compra de 480 mil casas populares – 6% do déficit habitacional.

R$ 2,8 bi

Onde – Universalização da eletricidade.

Para levar luz a 1,6 milhão de pessoas no campo – 13% da população sem acesso à energia.

R$ 1,4 bi

Onde – Combate ao analfabetismo.

Para ensinar 600 mil jovens e adultos a ler e escrever – o que representa 4% a menos de analfabetos no país.

R$ 1,4 bi

Onde – Bolsa Família.

Para custear o programa por um ano Para – 1,8 milhão de famílias, que receberiam um auxílio mensal de R$ 62.

R$ 700 mi

Onde – Saúde da Família.

Para levar o programa Saúde da Família a mais 2 milhões de pessoas – superaria a população de Curitiba ou Recife.

Fontes: Orçamento Copa 2014 (conversão a partir do valor estimado em dólares), CBF, Fifa. Orçamento alternativo: números recentes dos ministérios do governo federal, IBGE, site Contas Abertas, Agência Brasil, FGV.

Superinteressante n.º 249, fevereiro de 2008.

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante

Programa Via Legal: Amor incondicional sábado, jul 30 2011 

A notícia de [que o filho era portador de] uma doença incurável e degenerativa mudou totalmente a vida de um engenheiro de Curitiba. Para salvar o filho, ele deixou a profissão, fez dívidas e até aprendeu medicina. Tudo para conseguir o que parecia impossível

Esta matéria foi exibida no Via Legal 392 em 11/03/2010

A exibição desse documentário – de 11/03/2010 – mostra uma sequência concatenada de pessoas – a começar pela família, em especial o pai de Vítor – que, em diferentes setores da sociedade, agiram e continuam a agir em benefício da sociedade inteira.

Arrepiante! Grata à Maria Adelaide por essa indicação que, na mensagem eletrônica, veio acompanhada do seguinte:

Diferença entre Direito e Justiça. O amor  incondicional de um pai, a criatividade de uma Juíza, a compreensão do sistema financeiro e seus advogados e, acima de tudo, a presença de Deus!”

Clique, depressa, em:
 

Programa Via Legal

Gente fina – título original “Se amar fosse fácil” de Karin Izumi quarta-feira, jul 27 2011 

Anexo em extensão “pps” recebido hoje, dia 27/07, da amiga Rosana Branco.

Senti-me honrada em recebê-lo e partilho:

GENTE FINA_Rosana Branco enviou

 

Vingança não é justiça – repostagem quarta-feira, jul 20 2011 

Vingança não é justiça

A vingança é um sentimento torpe, baixo e mesquinho, próprio das pessoas que não se conformam com perdas e frustrações. Tais pessoas conseguem alimentar um sentimento de raiva até às raias do desequilíbrio. Invariavelmente, elas também trabalham arquitetando a maldade, dando o troco muitas vezes com bastante frieza e premeditação. Não sossegam até atingir o alvo que planejaram: destruir o outro com palavras e ações de uma forma sub-reptícia ou até bem direta. Algumas vezes, por covardia ou incompetência, essas pessoas partem para descontar suas frustrações em quem não tem nada a ver com a história. Que pobreza de espírito, não leitor?

Já a justiça, em si, não tem nada a ver com vingança. A justiça é a reparação de um mal cometido sem causa. Ela é um direito de todos os seres humanos feridos em sua honra, dignidade e patrimônio. Quando a pessoa é injustiçada, o mínimo que se exige não é uma vingança, mas, sim, uma boa retratação.

Pessoas de bom caráter também sentem suas raivas momentâneas. No entanto, devido à integridade que possuem, elas voltam rápido ao seu estado normal de equilíbrio e o que acaba prevalecendo, nelas, são a integridade e os valores éticos e morais com os quais foram criadas e formadas.

Bem, a justiça dos homens pode estar bem desacreditada pela maioria da população, mas resta sempre a justiça divina. Esta pode tardar, porém, acredite leitor, não falha nem falhará. Ela está ao lado das pessoas de bom caráter, que lutam para garantir seus direitos com todas as suas forças, mas jamais cometem o erro de praticar a justiça com as próprias mãos. Isso, embora, muitas vezes, dê uma tremenda vontade de fazer, devido à falência das nossas instituições jurídicas…

(Maria Helena Brito Izzo é terapeuta clínica e familiar. Revista Família Cristã, ano 67, n.º 784, abril/2001.)

Maria Lúcia Bernardini, digitado em 07/05/2001; arquivado em disquete.

 
 

O que você pode falar, afinal? – Superinteressante – julho/2011 – Editora Abril terça-feira, jul 19 2011 

 Não espere encontrar a solução, mas é uma excelente oportunidade para refletir.

Essencial

O que você pode falar, afinal?

A onda politicamente correta cresceu a ponto de tolher a liberdade de pensamento. O maior problema, porém, é outro: a reação torna tudo o que é incorreto “bacana”. E abre espaço para a intolerância.

por Maurício Horta

“Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c… Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus.” A fala é de um show de comédia stand-up de Rafinha Bastos. O Twitter foi inundado de mensagens com variações do tema proposto por Mayara Petruso – a estagiária de direito que recomendou o afogamento de nordestinos. Claro que nem Rafinha está defendendo o estupro nem os afogadores de imigrantes são necessariamente homicidas em potencial.
Boa parte dessa truculência é uma reação à onda politicamente correta das últimas décadas. A incorreção, nesse sentido, virou uma arma para defender a liberdade de
expressão, que só existe quando você também é livre até para pensar o impensável e dizer o impronunciável.
Mas o que acontece quando o impensável agride o próximo gratuitamente? Para entender como chegamos a esse nó, vamos para a origem do termo “
politicamente correto“. Ele apareceu pela primeira
vez com um significado bem diferente do que usamos hoje: na China dos anos 30, para denotar a estrita conformidade com a linha ortodoxa do Partido Comunista, tal como enunciado por Mao Tsé-tung. Mas o significado com que a
expressão chegou até nós é uma criação dos Estados Unidos dos anos 60.
Na época, universitários americanos abraçaram a defesa dos direitos civis, seja das mulheres, seja dos negros. Era uma época de transformações na sociedade: as empresas e universidades, antes habitadas
exclusivamente por homens brancos, agora viam chegar mulheres, negros, gays, imigrantes. Era preciso ensinar as pessoas a conviver com a diferença.
Nisso, negro virou african-american, (“afro-americano”), fag (“bicha”) virou gay (“alegre”). O paradoxal aí é que, pela primeira vez na história americana, quem buscava estender os direitos civis também advogava por uma limitação na liberdade de
expressão.
O passo seguintes viria com os anos 90. Mais especificamente com a derrocada do mundo comunista. O fim do socialismo mudou a agenda dos grupos de esquerda. Se antes a busca pela igualdade era a busca pela diminuição das diferenças entre as classes sociais, agora era pela eliminação das “classes pessoais”. Tratava-se de não estigmatizar as pessoas por aquilo que elas eram – afinal, não faz sentido aumentar o peso do fardo que cada um tem de carregar na vida. Dessa maneira, não bastava combater só o sexismo e o racismo. E “obesidade” virou “sobrepeso”; “deficiência física” virou “necessidade especial”…
Só que o método, por mais bem-intencionado que seja, é inócuo. Quem explica por que é o francês Ferdinand Saussure, o pai da linguística, num texto de 1916: “De todas as instituições sociais, a linguagem é a que oferece menor margem a iniciativas”. Ela é utilizada por todos os membros de uma comunidade, que, por esta ser naturalmente inerte, acaba por conservar a linguagem. Qualquer interferência tende a ser rechaçada.
É aí que o debate começa, Politicamente corretos ficam do lado do conselho que a sua mãe dava: seu direito termina onde começa o do outro. Se o próximo se sente ofendido, você não pode falar. Ponto.
Parece um argumento inatacável. Mas tem um problema aí: quem é o juiz para decidir o que é certo e o que é errado, o que ofende e o que não ofende? Onde fica a liberdade de pensamento, de
expressão? A ideia de que o direito de um termina onde começa o do outro vale aqui também: pode alguém retirar o direito do outro de dizer o que pensa?
Talvez por isso a transformação ideológica de palavras seja tão utilizada por governos: é uma ótima forma de revogar o direito de pensar. Tanto regimes autoritários – como o apartheid sul-africano, em que a palavra “miscigenação” virou “imoralidade” – quanto democráticos – como o dos EUA, que usou o termo
“guerra preventiva” para o ataque unilateral ao Iraque – usaram do expediente. No mundo do
politicamente corretoisso é o equivalente a chamar de “melhor idade” a época da vida em que vemos multiplicar o valor do plano de saúde.
De boa intenção, o
politicamente correto passa a ser visto como hipocrisia. E de hipócrita a algo fundamentalmente errado. Como lidar com o excesso de correção política, então? Não temos a pretensão de dar uma resposta definitiva. Mas sair xingando os outros de gordo, aleijado, retardado e baranga estuprada é que não vai ser. Se fosse engraçado, talvez até funcionasse.Mas não. Não é .

O que você pode falar, afinal? – Superinteressante

Para você e para mim: advertência sobre preocupações sábado, jul 16 2011 

Um anexo em formatação “pps” que, sem os créditos, utiliza um recurso texto e ilustrações.

Quem disse que me lembro do nome desse recurso?

Divertido, pega nos nossos

e nos deixa com cara de

por pensarmos que podemos ajudar sem ter consequências, dependendo dos “ajudados”.

(Ilustrações de www.pixmac.com.br)

Agora, abram o anexo:

Essa+para+voce+2_Advertência sobre preocupações_Cidinha Carramenha enviou

CCA – Centro para Cura das Atitudes – A fonte do medo e da raiva domingo, jul 3 2011 

 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A fonte do Medo e da Raiva

Alguém insultou você – a raiva irrompe de repente e você fervilha de raiva.
A raiva está fluindo na direção da pessoa que o insultou.
Agora você projetará toda essa raiva sobre o outro.
Ele não fez nada. Se insultou você,o que ele fez de fato? Só lhe deu uma alfinetada, ajudou a sua raiva a aflorar – mas a raiva é sua.
O outro não é a fonte; a fonte está sempre dentro de você.
O outro está atingindo a fonte, mas, se não houvesse raiva dentro de você, ela não poderia aflorar.
Se você bater num buda, só provocará compaixão, porque só existe compaixão dentro dele.
A raiva não vai aflorar porque não existe raiva.
Se você jogar um balde num poço vazio, ele voltará vazio.
Se jogar um balde num poço cheio de água, ele sairá de lá cheio de água, mas a água será do poço.
O balde só a ajudou a vir para fora.
Portanto, a pessoa que o insultou só está jogando um balde em você, e ele sairá de lá cheio de raiva, do ódio ou do fogo que existe em você.
Você é a fonte, lembre-se.
Para praticar esta técnica, lembre-se de que você é a fonte de tudo o que projeta sobre os outros.
E sempre que sentir uma disposição a favor ou contra, no mesmo instante volte-se para si e busque a fonte de onde o ódio está partindo.
Fique centrado ali; não dê atenção ao objeto.
Alguém lhe deu a chance de tomar consciência da sua própria raiva; agradeça-o imediatamente e esqueça-o.
Feche os olhos, volte para dentro e agora olhe a fonte de onde esse amor ou essa raiva está vindo.
De onde ela vem? Vá para dentro de si mesmo, volte-se para dentro. Você descobrirá a fonte, pois a raiva está vindo dali.
O ódio, o amor ou seja o que for, tudo vem da sua fonte.
E é fácil encontrar a fonte quando você está com raiva, ou sentindo amor, ou cheio de ódio, porque nesse momento você está quente.
É fácil voltar-se para dentro nessa hora.
A fiação está quente e você pode senti-la dentro de você e se guiar pelo calor.
E, quando atingir um ponto frio interior, descobrirá de repente uma outra dimensão, um mundo diferente abrindo-se para você.
Use a raiva, use o ódio, use o amor para mergulhar em si mesmo.
Um dos maiores mestres zen, Lin Chi, costumava dizer: “Quando eu era jovem, adorava andar de barco. Eu tinha um barquinho e remava sozinho num lago. Eu ficava ali durante horas.
“Uma vez, eu estava no meu barco, de olhos fechados, meditando, numa noite esplêndida.
Então um outro barco veio flutuando, trazido pela corrente, e bateu no meu. Meus olhos estavam fechados, então eu pensei.
‘Alguém bateu o barco no meu’. Enchi-me de raiva.
“Abri os olhos e estava a ponto de vociferar algo para o homem, quando percebi que o barco estava vazio!
Então não havia onde descarregar a minha raiva.
Em quem eu iria extravasá-la?
O barco estava vazio, à deriva no lago e tinha colidido com o meu. Então não havia nada a fazer.
Não havia possibilidade de projetar a raiva num barco vazio.”
Então Lin Chi continuou: “Eu fechei os olhos.
A raiva estava ali.
Mas não sabia como extravasar. Eu fechei os olhos simplesmente e flutuei de volta com a raiva.
E esse barco vazio tornou-se a minha descoberta.
Eu atingi um ponto dentro de mim naquela noite silenciosa.
Esse barco vazio foi meu mestre.
E, agora quando alguém me insulta, eu rio e digo: ‘Esse barco também está vazio’.
Fecho os olhos e mergulho dentro de mim”.
Osho, em “Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa.

CCA – Centro para Cura das Atitudes

Neste sábado, 18 junho 2011: Festa São João na Rosário, Itu quinta-feira, jun 16 2011 

 


Vai ser um festão

Dança de quadrilha, comidas, quentão, vinho quente, brincadeiras, tudo por R$ 35,00 adultos e R$17 crianças de 5 a 12 anos.

Neste sábado, dia 18, na Rosário em Itu.

Venham se divertir muito com a gente!!!

Reserve já o seu ingresso que são limitados!

Mais informações e reservas pelo telefone 011 96077483

Ate sábado….

Ruraltur Turismo.

www.rural.tur.br

RuralTur Turismo

Aquele estranho animal – Mário Quintana sábado, jun 11 2011 

Repostagem

Como as pessoas reagem ao novo, ao estranho?

Aquele estranho animal

(Mário Quintana)

            Os de Alegrete dizem que o causo se deu em Itaqui, os de Itaqui dizem que foi no Alegrete, outros juram que só poderia ter acontecido em Uruguaiana. Eu não afirmo nada: sou neutro.

            Mas, pelo que me contaram, o primeiro automóvel que apareceu entre aquela brava indiada, eles o mataram a pau, pensando que fosse um bicho. A história foi assim como já lhes conto, metade pelo que ouvi dizer, metade pelo que inventei, e a outra metade pelo que sucedeu às deveras. Viram? É uma história tão extraordinária mesmo que até tem três metades… Bem, deixemos de filosofança e vamos ao que importa. A coisa foi assim, como eu tinha começado a lhes contar.

            Ia um piazinho estrada fora no seu petiço – tropt, tropt, tropt (esse é o barulho do trote) – quando, de repente, ouviu – fufufupubum! fufufupubum chiiiipum!

            E eis que a “coisa”, até então invisível, apontou por detrás de um capão, bufando que nem touro brigão, saltando que nem pipoca, chiando que nem chaleira derramada e largando fumo pelas ventas como a mula-sem-cabeça.

            “Minha Nossa Senhora!”.

            O piazinho deu meia-volta e largou numa disparada louca rumo da cidade, com os olhos do tamanho de um pires e os dentes rilhando, mas bem cerrados, para que o coração, aos corcoveios, não lhe saltasse pela boca.

            É claro que o petiço ganhou luz do bicho, pois no tempo dos primeiros autos, eles perdiam para qualquer matungo.

            Chegado que foi, o piazinho contou a história como pôde, mal-e-mal e depressa, que o tempo era pouco e não dava para maiores explicações, pois já se ouvia o barulho do bicho que se aproximava.

            Pois bem, minha gente: quando este apareceu na entrada da cidade, caiu aquele montão de povo em cima dele, os homens uns com porretes, outros com garruchas que nem tinham tido tempo de carregar de pólvora, outros com boleadeiras, mas todos a pé, porque também nem houvera tempo para montar, e as mulheres umas empunhando as suas vassouras, outras as suas pás de mexer marmelada, e os guris, de longe, se divertindo com os seus bodoques, cujos tiros iam acertar em cheio nas costas dos combatentes. E tudo abaixo de gritos e pragas que nem lhes posso repetir aqui.

            Até que, enfim, houve uma pausa para respiração.

            O povo se afastou, resfolegante, e abriu-se uma clareira, no meio da qual se viu o auto emborcado, amassado, quebrado, escangalhado, e não digo que morto, porque as rodas ainda giravam no ar, nos últimos transes de uma teimosa agonia. E, quando as rodas pararam, as pobres, eis que o motorista, milagrosamente salvo, saiu penosamente engatinhando de seu ex-automóvel.

            – A la pucha! – exclamou então um guasca, entre espantado e penalizado – o animal deu cria!

(Mário Quintana. Aquele estranho animal. Caderno H, Porto Alegre, 1973. In Português de todo dia, 7.ª série, Luís Agostino Cadore, Editora Ática, São Paulo, 4.ª edição, 1990.)

VOCABULÁRIO

A la pucha = locução interjectiva ou interjetiva: mostra espanto, admiração, surpresa.

Às deveras = de verdade; na realidade; realmente.

Boleadeiras = aparelho que serve para prender o animal em campo aberto. É formado por três bolas de pedra ou de ferro, envolvidas num couro espesso e ligadas entre si por meio de cordas de couro. O mesmo que bolas, pedras ou três-marias.

Capão = porção de mato isolado no meio do campo; ilha de mato.

Causo = história; caso; acontecimento; conto.

Corcoveios = pulos; saltos (próprios de cavalos).

Disparada = corrida a toda brida; corrida desenfreada.

Garruchas = pistolas de carregar pela boca.

Guasca = gaúcho; homem do campo ou do interior.

Indiada = grupo de gaúchos; gauchada; grupo de homens qualquer.

Neutro = imparcial; nem contra nem a favor.

Petiço = cavalo pequeno.

Piazinho = diminutivo de piá, palavra tipicamente sulina, significa menino que, nas estâncias, presta pequenos serviços.

Resfolegante = ofegante; que respira com esforço e ruído.

Rilhando = rangendo; ringindo; roendo ou comendo entre resmungos.

Sucedeu = aconteceu; ocorreu; seguiu-se.

CONTO  s.m. Gênero de prosa de ficção. / Narrativa folclórica. / História mentirosa. / Historieta, estória, narrativa; conto popular. / Fig. Invenção, peta, embuste, engodo. / Extremidade inferior da lança. / Ant. Número, conta. // Conto de réis, um milhão de réis. // Conto (ou história) da carochinha, lenda ou conto popular para crianças. // Sem conto, grande quantidade; inumerável, incontável.

Universo Feminino Ponto Com: Os Outros quarta-feira, jun 8 2011 

Reinsiro esta postagem para me lembrar que tenho o mau hábito de criticar os outros com frequência.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Os Outros

 

“o inferno são os outros”

Jean Paul Sartre

Os outros não entendem. Os outros não colaboram. Os outros ganham na loteria. Os outros perdem o irmão num acidente. Os outros pegam lepra, leishmaniose, peste, bico-de-papagaio, hemorróidas, câncer, gripe espanhola. Os outros têm histórias para contar. Os outros dormem no ponto. Os outros moram em favelas. Os outros vacilam. Os outros são seqüestrados, torturados e assassinados. Os outros não sabem de nada. Os outros são presos injustamente. Os outros são viciados em remédios, coca-cola e café expresso. Os outros não se entendem. Os outros moram em mansões. Os outros são cheios de manias. Os outros são babacas, otários e arrogantes. Os outros não têm limites. Os outros são pegos em flagrante. Os outros mentem muito. Os outros esquecem. Os outros vão para os Estados Unidos de férias. Os outros tiram férias. Os outros são os Estados Unidos. Os outros são ingênuos e tropeçam na rua. Os outros se jogam do viaduto e do décimo-nono andar. Os outros não são de confiança. Os outros fazem fila no hospital. Os outros sabem mecânica quântica e lógica paraconsistente. Os outros cantam e dançam. Os outros não perdem por esperar. Os outros fazem dívidas. Os outros não sabem o que querem. Os outros têm vergonha e verrugas. Os outros saem no jornal. Os outros não são de nada. Os outros perdem a hora. Os outros comem mortadela com sorvete escondido. Os outros não têm o que comer. Os outros ficam tão bonitos com suas roupas caras. Os outros são feios. Os outros trabalham para nós. Os outros perdem. Os outros são cafonas. Os outros fazem regime e ginástica. Os outros são cultos. Os outros só lêem orelha. Os outros não sabem de nada. Os outros não nos entendem. Os outros enganam. Os outros exploram. Os outros desamam. Os outros desaparecem. Os outros deixam a casa bagunçada. Os outros têm obrigação. Os outros jamais vão dormir sem lavar a louça. Os outros gostam de pornografia. Os outros são ladrões, desonestos e pão-duros. Os outros são cretinos. Os outros esnobam. Os outros traem. Os outros desconfiam. Os outros não dão explicações. Os outros esquecem. Os outros falam a verdade quando dão entrevistas. Os outros dão entrevistas. Os outros ficam velhos. Os outros têm com quem comentar o filme. Os outros estrelam os filmes. Os outros querem assim. Os outros são de Lua. Os outros tomam Sol. Os outros são teimosos. Os outros morrem na guerra. Os outros morrem. Os outros são neuróticos, histéricos, obsessivos, possessivos e psicóticos. Os outros passam nos concursos. Os outros perdem tudo no jogo. Os outros são certinhos. Os outros choram de barriga cheia. Os outros decidem. Os outros falam mal da gente. Os outros fazem de propósito. Os outros são vítimas. Os outros fazem de conta. Os outros pedem esmola. Os outros ficam paraplégicos. Os outros são pegos pelo fisco. Os outros têm mau-hálito. Os outros nem sonham. Os outros são paranóicos. Os outros são preguiçosos. Os outros não estão tão tristes assim. Os outros vão levando. Os outros estão muito pior. Os outros não têm motivo. Os outros não estão nem aí. Os outros fazem tudo escondido. Os outros nem desconfiam. Os outros não sabem o que fazem. Os outros é que são felizes. Os outros não trabalham. Os outros são tarados, perversos e serial killers. Os outros não compram a prestação. Os outros são um bando de incompetentes. Os outros dirigem muito mal. Os outros furam fila. Os outros vivem histórias de novela. Os outros vêem novela. Os outros ainda têm tempo pela frente. Os outros, no fundo, são bons. Os outros são tão infantis. Os outros vão dormir sem tomar banho. Os outros não prestam. Os outros ficam velhos. Os outros dão um duro danado. Os outros são chatos. Os outros são todos iguais. Os outros não sabem dar valor. Os outros, sim, é que sabem viver. Os outros são egoístas. Os outros nos perseguem. Os outros são diferentes. Os outros são uns ingratos. Os outros não guardam segredo. Os outros fazem promessas, jogam búzios e acreditam em milagres. Os outros só querem aparecer. Os outros desaparecem quando se precisa deles. Os outros vão dormir tarde porque fazem amor. Os outros vão para o céu. Os outros são o inferno. Os outros apanham da vida. Os outros nunca esquecem. Os outros são mal amados e acordam cedo. Os outros são bregas, caipiras e modernos. Os outros jogam papel na rua. Os outros soltam a franga. Os outros têm medo e dormem com a luz acesa. Os outros não têm coração. Os outros não fazem nada. Os outros não tomam providência. Os outros tomam na cabeça. Os outros desistem. Os outros insistem.

Texto de Maria Alzira Brum Lemos, Jornalista, Doutora e Pesquisadora em Comunicação.

Postado por Cidinha Meca às 3:46:00 PM

Universo Feminino Ponto Com: Os Outros

Auguste de Saint-Hilaire – Wikipédia, a enciclopédia livre quarta-feira, jun 8 2011 

 O verbete da Wikipédia é um pretexto para inserir um poema de Durce Gonçalves Sanches, Memorial de José Mariano, que tomei a liberdade de redigitar e cito a fonte.

Auguste de Saint-Hilaire passou pela cidade de Itu/SP e, na minha opinião, o poema seria a oportunidade para que os alunos se interessassem por ele, por meio do eu-lírico José Mariano.

Auguste de Saint-Hilaire – Wikipédia, a enciclopédia livre

Em 20/02/2010, a partir das 16h, no Auditório da Sede do Sincomércio – Itu/SP, a Academia Ituana de Letras promoveu a Sessão Solene comemorativa do Quarto Centenário da Cidade de Itu.

Lançou, então, o livro Itu, pelos ituanos, uma seleção de crônicas de autoria de ituanos natos ou por opção, em concurso promovido pela ACADIL.

Embora seja “uma seleção de crônicas”, a participação de ituanos natos ou por opção diversificou de tal modo que encontramos discursos, poemas, crônicas, ensaios…

Itu, pelos ituanos, Acadil – Textos de vários autores – Academia Ituana de Letras, Ottoni Editora, Itu-SP, 1.ª edição/2010, páginas 63 e 63:

De Durce Gonçalves Sanches

Memorial de José Mariano

(redigitado a partir do original)

Arrieiro de profissão, rês humana,

na carga, na prestação do ofício,

servi. E ao servir, calado, silente,

eu vi: as tralhas de tanto em tanto

ao meu espanto de cargueiro aguçou.

Homem de elegante passo, na medida.

De olhar a flora, as águas, a fauna,

botica ambulante de hervas curadeiras

a encher-se nos virgens campos dessas

fartas amostras nas bagagens guardadas,

eu vi: guainases de espia pelas aberturas

das taipas das casas, mulheres feito gentes

no jeito de rir, beber, cuspir, fumar

em longos canos de cachimbos, descuidadas

cabeças arredondadas, campeavam prosa

na venda, atrevidas, além ponte do arraial.

Maciços de árvores e arbustos, tufos d’orquídeas

ladeando pequeno rancho, casa de vigário,

à direita do rio, Nossa Senhora da Ponte,

capela,  se não fosse ela, ramos de flores purpurinas,

encanto ao olhar franco do estrangeiro.

Ajuntado de andorinhas em círculos

pela arcada de pedra, o Tietê em espuma,

espumarada, no ruído forte, ensurdecedor,

qual só eu ouvi, ouvi e sou aqui narrador.

Dos lombos dos burros as cargas pesadas

para os burgos lá em Itu descarreguei.

Cidade estreita essa, alongada, paralelas ruas

marginadas de jardins, em pedras compactas,

lisas às ruas à mercê e ao dom de calçar.

Outras vias de areia abertas aos transeuntes,

sem cuidados de afogar os pés no leito mal feito,

a dirigirem às casas baixas, rés do chão;

vastos quintais, jardins sempre floridos.

Pequenas praças, de uma, feita a principal,

em quadrilátero, ornada, limpa ao culto divino

d’outro lado: a capela mor da Candelária.

N’outro ângulo a câmera; a rés a candeia.

Enfim, casinhas de obscuras espécies

nas transversais, locadas a moedas de cobre.

Café, algodão, chá, trigo, feijão, açúcar,

riqueza das terras férteis à beira do Tietê.

Umas gentes  que nem ch, nem tch ou ts,

mas molemente falantes de uma mescla

que só eu pensei de indígenas e portugueses,

mas qual, não sei. Só sei que as vestes surradas

do então forasteiro aumentavam-se em sujeira

do suor; diminuíam as plantas, as aves,

e coisa e loisa, diziam que então partiria

à província de Castro de Mendonça,

cinco léguas de Itu, Araritaguaba chamada.

E eu, arrieiro de profissão, Mariano José,

seu criado e irmão, enfardei os passarinhos,

juntei tralhas de pastas de plantas e carreguei.

Despediu-se o tal, com nome de Saint Hilaire,

e eu pra outras jornadas, arrieiro, fiquei.

Fiquei nesta magna urbe de então, Ituguassu.

 

Carta Maior – Antonio Lassance – A Educação e a prova dos nove quarta-feira, jun 8 2011 

DEBATE ABERTO

A Educação e a prova dos nove

Apesar de inúmeros avanços nos últimos anos, estamos apenas caminhando em uma área na qual o País precisaria estar voando. O que impera é não só o dissenso, fustigado pelo obscurantismo, como uma disputa sobre o papel do sistema público, seu peso no orçamento do Estado e sua relação com o mercado da educação, um dos mais rentáveis do País.

Antonio Lassance

Ao contrário do que parece, não existe e nunca existiu no Brasil o propalado consenso sobre a importância da educação. O que impera é não só o dissenso, fustigado pelo obscurantismo, como um disputa sobre o papel do sistema público, seu peso no orçamento do Estado e sua relação com o mercado da educação, um dos mais rentáveis do País.
É curioso, mas dificilmente fruto de uma mera coincidência, que o fogo cruzado contra o ministro da Educação, Fernando Haddad, tenha se intensificado justamente quando o debate sobre o Plano Nacional de Educação e sobre o futuro de suas políticas no País deveria ser o mais relevante a ser travado neste momento.
Apesar de inúmeros e significativos avanços nos últimos anos, estamos apenas caminhando em uma área na qual o País precisaria estar voando.
O principal obstáculo decorre do fato de que a educação sofreu um profundo processo de fragmentação, confusão gerencial, subfinanciamento, desmonte de suas estruturas e desarticulação dos setores defensores do sistema público.
A Constituição de 1988 promoveu uma positiva institucionalização da autonomia dos sistemas estaduais, municipais e da universidade. Promoveu a descentralização e a expansão da oferta de vagas, rumo à quase universalização do ensino fundamental.
Todavia, sobretudo a partir dos anos 1990, o federalismo brasileiro passou por um processo de grave distorção. A falência econômica de muitos Estados, por conta de gestões irresponsáveis ao longo dos anos 1980, e suas políticas de terra arrasada (torrar recursos e deixar a casa destruída para governos seguintes) levaram a um contexto favorável ao ajuste fiscal rígido.
Estados e Municípios foram obrigados a reduzir custos, e a educação foi um dos setores prioritários da operação-desmonte. Salários dos professores foram achatados e proliferaram os contratos temporários. Muitos se tornaram “concurseiros”, policiais, funcionários de bancos, analistas de carreiras vinculadas à gestão da máquina do Estado (tributação, orçamento, administração) e tudo o que, com salários bem mais elevados, demonstrava que a educação não era prioridade.
Ao mesmo tempo, escolas desmoronavam sobre a cabeça de alunos e professores. O ensino técnico havia sido abandonado. O ensino médio, excluído do Fundef, foi deixado à míngua. A maioria dos governadores, na prática, abandonou por completo seu compromisso com a educação, preferindo redirecionar a missão essencial dos Estados às políticas de desenvolvimento econômico, com estímulo à guerra fiscal e obsessão por atrair empresas e e empreendimentos que guardariam relação direta com o financimento de campanhas políticas.
A educação chegou ao fundo do poço, e é por isso que ainda é tão difícil esperar que ela dê saltos. Cada tentativa tem o provável resultado de bater com a cabeça na parede.
A fragmentação é tal que há diferenças muito pronunciadas de desempenho entre Estados vizinhos, em uma mesma região, e mesmo de escolas vizinhas, em um mesmo município. A depender do governador, do prefeito e até do diretor, a cada quatro anos tudo pode ser perdido, e a educação passar do vinho ao vinagre. Avanços de uma gestão podem ser revertidos pelas gestões seguintes.
O governo Lula patrocinou grandes conquistas, sob o comando do ministro Haddad. Elevou o gasto com educação e transformou o Fundef em Fundeb, finalmente abrangendo o Ensino Médio. Lula também tomou a decisão crucial de suspender a Desvinculação das Receitas da União (a famigerada DRU), que diminuía o valor dos recursos a serem repassados para a educação. Desde 2003, foram construídos 214 centros de formação profissional e tecnológica, mais do que os 140 erigidos desde 1909. Há 14 novas universidades, além de mais de 30 novos campi ligados às universidades já existentes.
O Judiciário brasileiro também deu uma contribuição importante, recentemente, derrotando cinco governadores que haviam pedido a decretação da inconstitucionalidade do piso salarial dos professores estabelecido nacionalmente.
Reverteu-se a absurda situação anterior, na qual, em nome da “responsabilidade” fiscal, o Governo Federal se desincumbia de cumprir sua responsabilidade com a educação.
O fato de o Brasil ocupar, segundo a Unesco, o 88º lugar, entre 127 países, e o 53º, entre 65 países pesquisados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tem muito a ver com o fato de a educação ser, igualmente, não a primeira, mas a 53ª ou a 88ª prioridade de muitos governos estaduais e municipais.
É fácil jogar toda a culpa, ou a maior parte dela, sobre o Ministério da Educação (MEC), e mais especificamente, sobre os ombros do ministro Fernando Haddad. Fácil, mas simplista.
Certamente, o MEC cometeu vários erros. O ministério não se empenhou por consolidar a coalizão de defesa do sistema público para além de suas reuniões com outros governos. Demorou muito para fazer a Conferência Nacional de Educação e está longe de ter uma boa relação com as organizações nacionais de professores. Não priorizou o tema da gestão democrática, verdadeira pedra de toque da autonomia do ensino, mas que precisa de parâmetros claros para que não seja mais um ingrediente de desagregação do sistema.
Também não conseguiu estabelecer uma nova estratégia de relacionamento com Estados, Municípios e DF. Hoje, a política do Governo Federal para a educação não é uma política de educação nacional. O que existe são diferentes políticas educacionais espalhadas pelo país, e o esforço do MEC no sentido de harmonizá-las por estratégias de apoio e cooperação.
Mas os ataques que Haddad tem sofrido ultimamente vêm de quem nunca o aplaudiu, quando de seus acertos. A coalizão que mira no MEC quer acertar na testa destes avanços proporcionados em menos de uma década
Quem conhece um pouco da história da educação no Brasil sabe que inúmeras tentativas de transformá-la mais profundamente são estigmatizadas com pesadelos e fantasmas.
Por exemplo, nos anos 1930, o prefeito do Distrito Federal, Pedro Ernesto, chamou para conduzir seu projeto de reforma do ensino ninguém menos do que o honorável Anísio Teixeira, velho batalhador da educação pública, laica e inovadora. Ambos criaram, como modelo, a Universidade do Distrito Federal. Entre em seus quadros, estavam nomes que reinventaram as ideias sobre o Brasil, como Sérgio Buarque de Holanda, Cândido Portinari, Heitor Villa Lobos, Cecília Meirelles, Álvaro Vieira Pinto, Josué de Castro, Gilberto Freyre e Mário de Andrade. Portanto, gente de todos os matizes.
O que isso rendeu a Pedro Ernesto? A acusação, feita pelos conservadores, de abrigar comunistas, de ser um ateu, contrário ao ensino da palavra de Deus. Anísio Teixeira demitiu-se. O prefeito foi exonerado e preso, acusado de simpatia com comunistas. A UDF foi absorvida, no Estado Novo, pela Universidade do Brasil (atual UFRJ) e seus professores passaram a ser contratados com crivo sobre suas convicções ideológicas e religiosas, sob a lupa de Alceu Amoroso Lima e do Cardeal Leme.
O projeto de Anísio Teixeira retornou revigorado, décadas depois, em Brasília, no projeto de Escola Parque, de tempo integral, e com Darcy Ribeiro, com a Universidade de Brasília. Nova ditadura, a de 1964, interrompeu o experimento.
A educação no Brasil, sucessivamente golpeada pelo autoritarismo, em períodos democráticos é bloqueada quando pretende avançar. É por isso que ela se arrasta vagarosamente. A primeira Lei de Diretrizes e Bases só foi promulgada em 1961, sendo que estava prevista desde a Constituição de 1934 (na forma de um Plano Nacional de Educação). Foram 13 anos de tramitação, desde o envio de seu projeto, em 1948. A segunda LDB, estabelecida pela Constituição de 1988, só chegaria à sua redação final em 1996.
A institucionalização das regras nacionais para a educação é sempre muito lenta. Isso nada tem a ver com democracia e tempo de debate. Pelo contrário. Esses projetos são deliberadamente entregues a uma tramitação modorrenta, com parlamentares que se esmeram por mantê-los em total monotonia, enquanto agridem a compreensão pública com polêmicas disparatadas. Atiram para todos os lados em questões pontuais, enquanto agem solenemente em prol do silêncio de cemitério, trilha sonora mais comum do debate sobre os rumos da educação.
Enquanto esperamos que o MEC seja rápido para corrigir seus erros e evitar que eles se repitam (como no caso do 10-7=4), é preciso ter clareza dos grandes desafios que se tem pela frente. O importante já não é apenas superá-los, evitando retrocessos, mas fazê-lo ainda mais rapidamente. O atraso histórico amargado pelo sistema público de educação é de tal monta que mesmo alguns resultados exuberantes colecionados nos últimos anos deixam a sensação de uma vitória de Pirro para professores e estudantes.
Mais do que dar continuidade ao que foi feito, seria hora de uma guinada.

Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política. As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do Instituto.

Carta Maior – Antonio Lassance – A Educação e a prova dos nove

Uma fábula: autoria desconhecida – do livro didático de apoio Descoberta & Construção, volume para 8.ª série segunda-feira, jun 6 2011 

De Descoberta & Construção, 8, Tadeu Rossato Bisognin, FTD, São Paulo, Português, 1991, páginas 39 e 40.

Curiosidade: a coleção que foi proibida por Jânio Quandros, quando prefeito de São Paulo/SP, foi Reflexão & Ação, com volumes para 5.ª, 6.ª, 7.ª e 8.ª séries, Marilda Prates, Editora do Brasil S. A., SP. A minha edição é de 1984 e foi muito bem utilizada, em sala de aula, como livro didático de apoio. O texto “Uma fábula” aparece, também, nessa coleção, na página 63, em Atividades de Reflexão e Conclusão, no volume indicado para a 7.ª série.

Na página 65, item 7, Leia e comente, dentre as questões, a de número 10, pergunta [em 1984]: Por que alguns políticos falam tanto da educação, mas somente agora, em alguns estados, começa-se a pensar na transformação da educação em algo concreto? Todo sistema e inclusive o livro didático estão sendo questionados. A educação deve, acima de tudo, estimular a reflexão, a consciência crítica do aluno. E consciência crítica não se adquire quando as regras do jogo são para enaltecer o poder dominante e manter o povo dominado.

Uma fábula

(Autoria não identificada)

Certa vez, os animais resolveram preparar seus filhos para enfrentar as dificuldades do mundo atual e, por isso, organizaram uma escola. Adotaram um currículo prático que constava de corrida, escalagem, natação e voo. Para facilitar o ensino, todos os alunos deveriam aprender todas as matérias.

O pato, exímio em natação (melhor mesmo que o professor) conseguiu notas regulares em voo, mas era aluno fraco em corridas e escalagens. Para compensar essa fraqueza, ficava retido na escola todo dia, fazendo exercícios extras. De tanto treinar corrida, ficou com os pés terrivelmente esfolados e, por isso, não conseguia mais nadar como antes. Entretanto, como o sistema de promoção era a média aritmética das notas nos vários cursos, ele conseguiu ser um aluno sofrível e ninguém se preocupou com o caso do pobre pato.

O coelho era o melhor aluno do curso de corrida, mas sofreu tremendamente e acabou com um esgotamento nervoso de tanto tentar a natação.

O esquilo subira tremendamente, conseguindo belas notas no curso de escalagem, mas ficou frustrado no voo, pois o professor o obrigava a voar de baixo para cima e ele insistia em usar os seus métodos, isto é, subir nas árvores e voar de lá para o chão. Ele teve que se esforçar tanto em natação que acabou por passar com nota mínima em escalagem, saindo-se mediocremente em corrida.

A águia foi uma criança problema, severamente castigada desde o princípio do curso, porque usava métodos exclusivos dela para atravessar o rio ou subir nas árvores. No fim do ano, uma águia anormal, que tinha nadadeiras, conseguiu a melhor média em todos os cursos e foi a oradora da turma.

Os ratos e os cães de caça não entraram na escola porque a administração se recusou a incluir duas matérias que eles julgavam importantes, como escavar tocas e escolher esconderijos. Acabaram por abrir uma escola particular junto com as marmotas e, desde o princípio, conseguiram grande sucesso.

 

 

Cavalgada da Lua Cheia, 18 junho, sábado – Rosário – Itu/SP segunda-feira, jun 6 2011 

 

Cavalgada da Lua Cheia, sábado 18 de junho, na Rosário, Itu.

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Carta Maior – Direitos Humanos – ABGLT critica bancada religiosa fundamentalista no Congresso quinta-feira, maio 26 2011 

 

Carta Maior – Direitos Humanos – ABGLT critica bancada religiosa fundamentalista no Congresso

Matéria da Editoria:
Direitos Humanos
26/05/2011

ABGLT critica bancada religiosa fundamentalista no Congresso

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT) divulgou nota oficial lamentando a decisão do governo de suspender o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. “Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso”, diz a nota.

ABGLT

Data: 25/05/2011

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia:
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, por meio de suas 237 ONGs afiliadas, assim como a Articulação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA, a Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL, o Grupo E-Jovem, milhares de militantes LGBT e defensores dos direitos humanos, lamentam profundamente a decisão da Presidenta Dilma de suspender o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. A notícia foi recebida com perplexidade, consternação e indignação.
Apesar de entender que houve suspensão, e não cancelamento, do kit, até porque o material ainda não está disponível para uso nas escolas e aguarda a análise do Comitê de Publicações do Ministério da Educação, a ABGLT considera que sua suspensão representa um retrocesso no combate a um problema – a discriminação e a violência homofóbica – que macula a imagem do Brasil internacionalmente no que tange ao respeito aos direitos humanos.
Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso Nacional. O fundamentalismo de qualquer natureza, inclusive o religioso, é um fenômeno maligno atentatório aos princípios da democracia, um retrocesso inaceitável para os direitos humanos.
Os mesmos que queimaram os homossexuais, mulheres e crentes de outras religiões na fogueira da Inquisição na idade média estão nos ceifando no Brasil da atualidade. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, a cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil.
Uma forma essencial de fazer isso é através da educação. E por este motivo o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Entre estes são os resultados de diversos estudos realizados e publicados no Brasil na última década.
A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela UNESCO e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.
O estudo “Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas”, publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula.
A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual e identidade de gênero.
A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação.
Estas e outras pesquisas comprovam indubitavelmente que a discriminação homofóbica existe na sociedade é tem um forte reflexo nas escolas. Eis a razão e a justificativa da elaboração do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia.
Com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração.
Em resposta às críticas ao kit, informamos que o material foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa” (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). Todos os vídeos do kit tiveram classificação livre, revelando inquestionavelmente as mentiras, deturpações e distorções por parte de determinados parlamentares e líderes religiosos inescrupulosos, que além de substituírem as peças do kit por outras de teor diferente com o objetivo de mobilizar a opinião pública contrária, na semana passada afirmaram que haveria cenas de sexo explícito ou de beijos lascivos nas peças audiovisuais do kit.
O kit educativo foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.
Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, como base em informações científicas, que o material está perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destina.
Os direitos humanos são indivisíveis e universais. Isso significa que são iguais para todas as pessoas, indiscriminadamente. Os direitos humanos de um determinado segmento da sociedade não podem, jamais, virar moeda de troca nas negociações políticas. Esperamos que a suspensão do kit não tenha acontecido por este motivo e relembramos o discurso da posse da Presidenta no qual afirmou a defesa intransigente dos direitos humanos.
Esperamos que a Presidenta Dilma mantenha o diálogo com todos os setores envolvidos neste debate e que respeite o movimento social LGBT. Da mesma forma que há parlamentares contrários à igualdade de direitos da população LGBT, há 175 nesta nova legislatura que já integraram a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, e que com certeza gostariam de ter a mesma oportunidade para se manifestarem em audiência com a Presidenta, o mais brevemente possível.
A Presidenta Dilma tem assinalado que seu governo está comprometido com a efetiva garantia da cidadania plena da população LGBT, por meio das ações afirmativas de seus ministérios. Na semana passada, na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a ABGLT foi recebida por 12 ministérios do Governo Dilma, onde um item comum em todas as pautas foi o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Também na semana passada, por meio de Decreto, a Presidenta convocou a 2ª Conferência Nacional LGBT. Porem, com a atitude demonstrada no dia de hoje acreditamos estar na contramão dos direitos humanos, retrocedendo nos avanços dos últimos anos. Exigimos que este governo não recue da defesa dos direitos humanos, não vacile e não sucumba diante da chantagem e do obscurantismo de uma minoria perversa de parlamentares e líderes fundamentalistas mal intencionados.
Esperamos que a Presidenta da República reconsidere sua posição de suspender o kit do projeto Escola Sem Homofobia, para restabelecer a conclusão e subsequente disponibilização do mesmo junto às escolas públicas brasileiras do ensino médio. Esperamos também que estabeleça o diálogo com técnicos e especialistas no assunto. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que nossa disposição neste sentido seja retribuída o mais rapidamente possível, sendo recebidos em audiência pela Presidenta Dilma e pela Secretaria-Geral da Presidência da República e que a mesma reveja sua posição.
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
25 de maio de 2011
Links para os vídeos do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia:
ENCONTRANDO BIANCA
PROBABILIDADE
TORPEDO

Fábula do Porco-Espinho « Reflexões e Utopias quinta-feira, maio 26 2011 

 

Recebi, há tempos, de minha prima Maria Adelaide.  Senti necessidade de recuperar esse texto e o faço por meio de um blog existente.

Fábula do Porco-Espinho

outubro 9, 2009, 6:00 am
Filed under: Parábolas | Tags: Espinho, Fábula, Porco

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram…

Moral da História:
“O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas,
mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro
e consegue admirar suas qualidades.”

Fábula do Porco-Espinho « Reflexões e Utopias

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