Igreja em Notícia Via Sacra 2015 em Itu SP segunda-feira, abr 6 2015 

Igreja em Notícia.

No dia 31-03-2015, Terça-Feira Santa, os fiéis que acompanharam a Via Sacra pelas ruas do Centro Histórico de Itu – SP oraram e refletiram diante de quinze (15) Estações, a maioria delas em altares montados por moradores do Centro.

Destaque para os altares da Secretaria de Cultura e Turismo, de dois altares montados na frente de condomínios verticais. As duas últimas Estações são dentro da Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária: na frente do altar da Igreja e na frente do altar da Capela do Santíssimo.

Em nossa casa, a 10ª Estação, temos a foto do altar, com a ilustração apoiada no porta-Bíblia, foto por Tadeu Italiani, e uma foto em que apareço lendo, extraída do Igreja em Notícia Blogspot (“link” no início deste texto):

Décima Estação da Via Sacra: altar montado na entrada de nossa casa. Ilustração cedida pela Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária.

Décima Estação da Via Sacra: altar montado na entrada de nossa casa. Ilustração cedida pela Igreja Matriz Nossa Senhora da Candelária. Foto do jornalista Tadeu Italiani

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Leitura e reflexão sobre a Décima Estação da Via Sacra. Foto extraída do blogspot que abre esta postagem.

O terrível mundo dos comentários na Internet – Superinteressante segunda-feira, fev 16 2015 

De debates todos gostamos. Antes de seguir a leitura da sugestão abaixo, leia a postagem, neste blog, sobre um debate religioso (humor) entre uma igreja católica e uma igreja presbiteriana sobre a afirmação “todos os cães vão para o céu”.

De modo bem humorado (em inglês), a discussão jamais terá fim. Aparentemente, isso acontece com os comentários na internet.

https://maluber2.wordpress.com/2011/09/29/all-dogs-go-to-heaven-debate-religioso-humor/

“Por que sites de notícias e redes sociais são infestados de comentários cheios de ódio, rancor e extremismo? O que são haterstrolls? Do que se alimentam? Como identificá-los?”

É do que você tomará conhecimento se clicar abaixo.

Aproveite para ler os comentários que seguem o texto.

Superinteressante! Ah, esse também é o nome da revista da Abril e o texto é de outubro/2014.

O terrível mundo dos comentários na Internet – Superinteressante.

‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’ – Jornal O Globo terça-feira, jan 13 2015 

Recebi a indicação deste desabafo e tributo dos pais de Alex Schomaker Bastos de meu primo PR.

‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’

Pais de Alex Schomaker Bastos escrevem carta para o estudante, morto por ladrões na semana passada em Botafogo

POR ANDREI BASTOS E MAUSY SCHOMAKER

13/01/2015 5:00

Estudante de biologia Alex Schomaker Bastos, morto a tiros por ladrões em Botafogo – Reprodução / Facebook

“Alex, esta carta é para você ler onde quer que esteja, já que você nos foi tirado pela incompetência do Estado. O do Rio de Janeiro e o do Brasil.

Esta carta é para você, que estudou em bons colégios porque nós, seus pais, tivemos condições de te dar o melhor estudo possível.

Esta carta é para você, tão elogiado pelos seus professores desde o primário até o final da Faculdade de Biologia da UFRJ e da Faculdade de Educação. Para você, que vai receber seu diploma no próximo dia 26, mas um diploma post-mortem que nós receberemos, com muito orgulho, em seu nome.

Esta carta é para você, que no memorial descritivo para o mestrado em Biologia, também na sua querida Universidade Federal do Rio de Janeiro, escreveu que gosta de ciência e tecnologia desde pequeno, que se interessa pela origem e pela história da VIDA, estudando com muito interesse a evolução, os fósseis e a bioquímica, e que teve seu interesse despertado para as ciências quando recebeu de presente de Natal um kit de química experimental. Você disse no seu memorial descritivo que, a partir daquele instante, sabia que queria fazer algo relacionado à ciência e à vida. Que ironia.

Nós, seus pais, estamos escrevendo esta carta para pedir desculpas por não termos conseguido te proteger da violência de uma cidade abandonada e entregue à própria sorte.

Te pedimos desculpas por não termos te protegido dos assassinos, provavelmente jovens, que não tiveram uma família como a sua. Infelizmente, filho, nós, que te ensinamos a perdoar, não estamos seguindo o que tanto te ensinamos: Filho, não temos condição de perdoar.

Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos. Não perdoamos os assassinos, não perdoamos os governantes, não perdoamos as autoridades. Mas temos que te dizer que estamos tentando ter confiança na Justiça. Que os seus assassinos serão presos e receberão uma pena justa. Não queremos vingança. Lembre-se que nós sempre te ensinamos a não ser vingativo.

Esta carta é para te lembrar que este ano o Rio de Janeiro vai fazer 450 anos e muitas comemorações estão programadas. Mas você não vai assistir a nenhuma porque foi assassinado com SEIS TIROS no ponto de ônibus da Rua General Severiano, porque você prefere pegar o ônibus 434. E no Rio de Janeiro que comemora 450 anos, é crime escolher o ônibus favorito.

Esta carta é para te lembrar que o novo/velho governo escolheu como lema “Brasil, pátria educadora”.

Meu filho, nos despedimos pedindo perdão por não termos conseguido te proteger. Jamais nos perdoaremos.

EU SOU ALEX, SEMPRE”.

via‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’ – Jornal O Globo.

A Escada, o Milagre de São José – O mistério da escada Milagrosa de São José – Orações à São José – Oração, Devoção, Novena, Tríduo, Operário, Carpinteiro, Pai adotivo, escada de São José que leva ao Céu. quarta-feira, nov 12 2014 

Embora esse milagre seja bastante divulgado entre os católicos e encontremos muitas postagens, na Internet sobre esse milagre atribuído a São José, não sei por qual razão decidi postar um dos textos que conta sobre a Escada Milagrosa de São José.

Talvez porque esteja admirada com a recente pintura externa da Igreja de Santa Rita, tenha pensado numa possível vigilância por meio de câmeras que gravem o tempo todo toda e quaisquer atitudes de vândalos pichadores, talvez porque tenha lido em “A Federação” um comentário sobre a pintura recente e como fazer para preservá-la daqueles que causam danos a ela.

Quem sabe uma empresa de segurança pudesse – mas também não conheço a legislação e até que ponto o que sugiro seria considerado invasão de imagem privada ou nada se poderia fazer caso as câmeras flagrassem atos de vandalismo – instalar e monitorar, gratuitamente, câmeras de vigilância e, em caso de vandalismo contra a Igreja Santa Rita acionasse a polícia para que os policiais  detivessem os infratores. Sei lá, de repente, um milagre para preservar um patrimônio religioso e histórico de Itu – SP.

A Escada, o Milagre de São José – O mistério da escada Milagrosa de São José – Orações à São José – Oração, Devoção, Novena, Tríduo, Operário, Carpinteiro, Pai adotivo, escada de São José que leva ao Céu..

Faça uma homenagem aos que já partiram / MyHeritage Blog em português quinta-feira, out 16 2014 

Faça comentários na postagem e a melhor homenagem será escolhida e premiada no dia 03-11-2014.

Clique abaixo:

Faça uma homenagem aos que já partiram.

Cadê o meu abraço?: Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 14/09/14 – O galão d’água (“coisas” do Japão) domingo, set 28 2014 

Crônica de Martha Medeiros, “O galão d’água”, foi publicada no Jornal Zero Hora e reproduzida no jornal “A Federação”, de Itu – SP, página 04, sexta-feira, 26-09-2014, ano 109, edição 5692, numa incrível similaridade, ao contrário, com a situação dos ituanos por causa do racionamento drástico de água tratada desde fevereiro/2014.

Cadê o meu abraço?: Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 14/09/14.

Biografia de Martha Medeiros =

Martha Medeiros

Martha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época.

Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense – São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas.

Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/martha_medeiros/biografia/

Leia, também, aqui no meu blog, “A fita métrica do amor”, em http://wp.me/p161i6-IM

Terra – Planeta água – Blog do MyHeritage em português quarta-feira, set 3 2014 

Leia, no MyHeritage Blog em Português, sobre a falta de água em Itu – SP e o alerta para economizar água.

Terra – Planeta água.

Breast Cancer Poems – YouTube sexta-feira, ago 8 2014 

Localizei mais dois poemas de Sonya Rose Atkinson, estimulada pelo primeiro que foi postado no blog do “The Breast Cancer Site”, e recomendo:

Breast Cancer Poems – YouTube.

Malu Ribeiro fala sobre a falta de água em Itu – YouTube sábado, ago 2 2014 

Assista à fala de Malu Ribeiro: destaque para o trecho em que, sem agredir, comenta sobre  a falta de informação e de divulgação da concessionária para alertar a população e educá-la, antes que Itu atingisse estado de calamidade pública ainda não decretado desde que ficou evidente, em fevereiro/2014, de que a crise não seria solucionada.

viaMalu Ribeiro fala sobre a falta de água em Itu – YouTube.

 

 

 

 

 

Expedição Alagoas: Em Alagoas, 62% dos municípios passam por processo de desertificação – TNH1 – O portal de notícias de Alagoas sábado, ago 2 2014 

Expedição Alagoas: Em Alagoas, 62% dos municípios passam por processo de desertificação – TNH1 – O portal de notícias de Alagoas.

Itu – SP está de joelhos com falta de água potável terça-feira, jul 29 2014 

A Estância Turística de Itu – SP sempre teve problemas de captação de água.

Cresceu de modo totalmente irresponsável,  sem a mínima consideração de que a captação e o consumo de água tenham sido levados em conta, ou seja, qual seria o impacto para o restante da população da cidade.

Em 2006, Itu entregou a exploração da água e a captação do esgoto – literalmente – a uma concessionária que não cumpriu absolutamente nada do que estava acordado ao assumir essa concessão.

Tudo o que os ituanos testemunharam,  desde que a concessionária assumiu, pelo menos no centro da cidade, foi reparar rompimentos de encanamentos antigos em vias públicas e calçadas, cujos vazamentos subterrâneos provocam afundamento dos locais em que estão localizados, abertura de buracos para esses reparos, demora de dias para que sejam recobertos ou a camada de asfalto reposta.

A falta de água nas torneiras ituanas continuou cíclica, porém a partir do final de 2013, chegou às raias do absurdo, da humilhação para a população ituana, de todos os moradores não-ituanos, de prejuízo moral e financeiro para a população que deveria ser atendida como consumidora de um produto pelo qual paga caro tanto para que entre em suas casas e estabelecimentos comerciais  quanto para que seja coletado como esgoto.

Desde o primeiro momento em que foi construída a primeira estação de tratamento de água em Itu (inaugurada em 1951; antes disso a água era fornecida sem tratamento algum e a maioria das moradias tinham até mesmo encanamento externo), as moradias passaram a ser construídas com encanamento embutido, pois a água era encanada, tratada. Caixas d’água em nível de telhado – o que significa que se a moradia tem dois andares, jamais passou pela cabeça dos proprietários de que deveriam ter uma cisterna no térreo, com bomba e encanamento direcionado para a caixa d’água no alto do telhado, como os ituanos sentem, agora, a necessidade. Há muitos meses, notadamente pela maioria da população a partir de fevereiro de 2014, a água, quando “chega”, tem horário, rodízio, sem força para abastecer caixas d’água de construções com dois ou mais andares.

Outras Estações de Tratamento de Água (ETAs) foram construídas ao longo de administrações mais recentes. O problema, porém, de captação de água para essas ETAs é que nunca foi solucionado, dependendo, sempre, de riachos e ribeirões.

A  “evolução dos tempos” marcou as residências e estabelecimentos comerciais que não têm garagem, não é verdade? Ficam prejudicados, porque os proprietários de residências sem garagem têm que procurar um estacionamento próximo para estacionar seus veículos e os estabelecimentos comerciais têm prejuízos – a não ser que estejam em “shoppings” – porque os clientes não têm onde estacionar ou o estabelecimento tem que fazer um convênio com estacionamentos.

Itu possui ruas em que não se pode estacionar o veículo,  seja por qual motivo tenhamos que estacionar nelas, porque há portões de garagem, portões de garagem, portões de garagem “proibido estacionar””, “proibido estacionar”…  Se há um local sem portão de garagem “proibido estacionar”, a vaga já está ocupada.

Pois, atualmente, em Itu, as residências e os estabelecimentos comerciais terão que modificar suas construções futuras: no térreo, uma cisterna que capte o fraco fluxo de água fornecida na entrada, encanamento adequado que leve essa água captada para os diversos cômodos e/ou caixas d’água, uma bomba que sugue a água para abastecer caixas d’água estrategicamente distribuídas pela edificação.

Quanto aos imóveis antigos, instalar uma cisterna ou uma nova caixa d’água no térreo  exige uma logística hidráulica de alto custo e, muitas vezes, com obstáculos a serem resolvidos por engenheiros hidráulicos “gênios”.

Ao passar ao longo de ruas ituanas e até mesmo dentro de condomínios horizontais, podemos observar caixas d’água instaladas em áreas de jardim e até substituição do jardim por cisternas. Outra visão muito comum é a de caminhões-pipa abastecendo caixas d’água de residências e de estabelecimentos comerciais.

O dia a dia dos ituanos se transformou de tal maneira que, durante a madrugada, alguém tem que ficar de plantão para encher recipientes – que possam ser cobertos para evitar proliferação de vetores de doenças – e reservá-los para, por exemplo, descargas de vaso sanitário (n.º 1 = tem que acumular;  n.º 02 = despejar baldes de água até que leve embora o n. 01 acumulado e o n.º 02);  lavar detritos de animais de estimação requer uma estratégia que nos exaure.  Famílias com pessoas doentes têm que implorar por atendimento de caminhão-pipa da concessionária… Esses são apenas alguns poucos aspectos do drama vivido pelos ituanos.

Não quero ser terrorista nem paranoica, mas leia o texto abaixo e infira, por meio dele, o que, provavelmente, levou a cidade de Itu a fica “de joelhos” e não posso me esquecer da ENRON, cuja política de fornecimentos de energia elétrica “virtual” levou o estado da Califórnia, nos EUA, a “ficar de joelhos”.

Mas leia, mesmo! Sua cidade estará na mesma situação de Itu muito em breve.

Superinteressante junho 2003 Vai faltar água?

Superinteressante junho 2003 – Vai faltar água?

Ambiente

Vai faltar água?

Dois terços da superfície do planeta são cobertos por água. Mas, apesar disso, a água boa para consumo humano está cada vez mais escassa. Saiba o que está drenando esse líquido tão precioso e como é possível evitar um colapso

por Adriano Quadrado / Rodrigo Vergara

Quem vê uma foto do planeta feita do espaço pode pensar que água é algo que nunca vai faltar. Afinal, esse líquido incolor, insípido e inodoro, vital para a vida, ocupa mais de dois terços da superfície da Terra. Nada mais enganoso. A quantidade de água no planeta, de fato, não se altera. Desde que o globo se esfriou, há muitos milênios, são os mesmos 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos. Mas só podemos usar uma gota desse manancial. Primeiro porque precisamos de água doce. E só 2,5% da água do mundo é doce. Dessa pequena parte, tire dois terços, confinados nas calotas polares e no gelo eterno das montanhas. Do que sobrou, desconsidere a maior parte, escondida no subsolo. Resultado: a água pronta para beber e fácil de captar está nos rios e lagos, num total de 90 mil quilômetros cúbicos, ou 0,26% do estoque mundial. Mas nem essa porção está inteiramente disponível. Para não esgotar o precioso líquido, só podemos utilizar a água renovável pelas chuvas.

E aí chegamos a um limite de consumo de 34 mil quilômetros cúbicos anuais, ou 0,002% das águas do planeta. Nem uma gota a mais. Como diz em seu livro Água o jornalista canadense Marq de Villiers: “A água pode ser poluída, maltratada e mal utilizada, mas não é criada nem destruída”.

Mas o ser humano se multiplica, e muito. A população já soma 6 bilhões, e segue aumentando. O consumo de água também cresce, mas com um detalhe: em ritmo mais acelerado. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento do uso da água foi mais do que o dobro do aumento populacional no século passado, de maneira que, hoje, consumimos metade do estoque disponível. Em 35 anos, estima-se que o consumo terá dobrado, ou seja, estaremos utilizando toda a água que o planeta produz. Resumindo: não é apenas o aumento populacional que preocupa, mas também o consumo desenfreado.

Os problemas desse uso indiscriminado já começaram, por um problema simples: distribuição. Há muita água boa onde não mora ninguém, e pouca água saudável em áreas povoadas. Resultado: escassez. Segundo a ONU, 1,1 bilhão de pessoas, um sexto da população mundial, vivem sem água de boa qualidade. O Brasil é um exemplo de que ter água não basta. Apesar de sermos a maior potência hídrica do planeta, há muita gente vivendo situação de seca. Atualmente, 31 países sofrem com sérios problemas de escassez, especialmente no Oriente Médio, no norte da África e no sul da Ásia. As projeções são ainda mais catastróficas: se o consumo não se alterar, duas em cada três pessoas estarão vivendo condições de escassez em 2025.

A água não serve apenas para beber. Ela é necessária, também, como destino final de bilhões de litros de resíduos que a humanidade produz todo dia. Para essa finalidade, a escassez é ainda pior. Há, hoje, 2,4 bilhões de pessoas, ou 40% da população, sem condições adequadas de saneamento básico. “De todas as crises sociais e naturais que nós humanos enfrentamos, a da água é a que mais afeta a nossa sobrevivência”, diz Koïchiro Matsuura, diretor-geral da Unesco, braço da ONU para Ciência e Educação.

Mas, afinal, a escassez de água pode pôr em cheque nossa sobrevivência? Há várias respostas, dependendo de quem responde. Para os ambientalistas mais radicais, a água está com os dias contados, a não ser que haja um freio no consumo. É o caso dos canadenses Maude Barlow e Tony Clarke, autores de Ouro Azul, um livro-denúncia sobre a apropriação dos mananciais por grandes empresas. “A raça humana julgou mal a capacidade dos sistemas de água da Terra de se recuperarem. E agora o mundo está sendo pressionado a tomar decisões cruciais, talvez irrevogáveis, sobre a água”, escrevem.

Mas há gente gabaritada que vê um cenário menos apavorante. “A ONU pintou um quadro catastrófico para provocar uma reação da população, mas a água não deve acabar”, diz o geólogo Aldo da Cunha Rebouças, da Universidade de São Paulo (USP), especialista em gestão de recursos hídricos. De fato, há indícios de que o consumo começa a regredir. Segundo artigo publicado pela revista científica americana Science, na década passada [1991-2000] usou-se metade do que se havia previsto 30 anos antes. “A quantidade de água utilizada em 2025 poderá não ser tão maior do que a usada hoje”, diz Peter Gleick, chefe da ONG Instituto Pacífico para Estudos em Desenvolvimento, Ambiente e Segurança, dos Estados Unidos.

Na Declaração do Milênio, publicada em 2000, a ONU divulgou suas metas, entre elas a de diminuir pela metade, até 2015, o número de pessoas que hoje sofrem com escassez de água e más condições de saneamento básico. De novo, há diversos caminhos para chegar lá. Em um mundo tão transformado pela ação humana, sempre haverá quem defenda novas intervenções para corrigir o estrago anterior. As soluções, nesse caso, passam por transposições de rios, exportação de água, derretimento de grandes icebergs e por aí vai. Mas, no caso da água, menos pode ser mais. Para muitos especialistas, respeitar o ambiente e tirar o dedo da ferida pode ser a melhor maneira de curar o dano causado.

Veja o caso da drenagem, por exemplo. Para povoar áreas desérticas, é comum retirar água do subsolo. Mas essa estratégia é perigosa, sobretudo porque esses reservatórios subterrâneos, chamados de aquíferos, se renovam muito mais vagarosamente do que rios e lagos. O aquífero de Ogallala, por exemplo, a maior reserva de água dos Estados Unidos, com mais de meio milhão de quilômetros quadrados, é drenado por mais de 200 mil poços, em um ritmo 14 vezes superior ao que a natureza gasta para restituí-lo. O resultado mais óbvio disso é que o poço pode secar. Tudo bem, você pode pensar. Usa-se a água enquanto ela existe. Mas os efeitos dessa retirada vão mais além. A drenagem de aquíferos subterrâneos pode baixar o nível de rios e lagos e causar ou agravar a desertificação.

O transporte de água é outra intervenção humana de grande impacto. Esse, no entanto, não é um problema moderno. Terraços para cultivo, diques e aquedutos são usados há milênios. Uma das Sete Maravilhas do Mundo, os Jardins Suspensos da Babilônia, construídos por Nabucodonosor II (604 a 562 a.C.), usava água bombeada do rio Eufrates. Os mais antigos sistemas de irrigação, os qanats, mistos de poço e aqueduto, viabilizaram as civilizações da Mesopotâmia e ainda são muito usados no Afeganistão, no Iraque, no Irã e no Egito. Durante o Império Romano, entre os anos 312 e 455 d.C., foram construídos enormes sistemas de distribuição de água, muitos dos quais continuam de pé. Mas nada disso se compara ao manejo de águas desenvolvido no século 20. Em 1950, havia pouco mais de 5 mil grandes represas. Hoje, são 40 mil.

Não é preciso dizer que, quando se desvia ou se bloqueia um curso de água para construir uma represa, alguém rio abaixo ficará sem água, temporária ou definitivamente. Seja de animais ou de ribeirinhos, essa alteração afeta muitas vidas. De acordo com a ONU, existem 261 bacias hidrográficas transnacionais, compartilhadas por 145 nações, o que sempre deu margem a disputas, conflitos e guerras. Sem contar que, ao desviar a água de seu destino natural, pode-se romper o ciclo natural que a devolve.

Hoje, há mais de 500 conflitos entre países envolvendo disputas pela água, muitos deles com uso de força militar. Nada menos que 18 desses conflitos violentos envolvem o governo israelense, que vive brigando pelo líquido com os vizinhos. Cerca de 40% do suprimento de água subterrânea de Israel se origina em territórios ocupados, e a escassez de água foi um dos motivos das guerras árabe-israelenses passadas. Em 1965, a Síria tentou desviar o rio Jordão de Israel, provocando ataques aéreos israelenses que a forçaram a abandonar a tentativa. Na África também houve conflitos. As relações entre Botsuana e Namíbia, por exemplo, ficaram estremecidas depois que a Namíbia anunciou um plano de aqueduto para desviar um rio compartilhado pelos dois países. Na Ásia, Bangladesh depende da água de rios que vêm da Índia. Nos anos 70, em meio a uma escassez de alimentos, a Índia desviou o fluxo desses rios para suas lavouras. Bangladesh foi deixado a seco por 20 anos, até a assinatura de um tratado que pôs fim às disputas.

A qualidade da água é outro fator crucial. Nesse caso, o alarme vem soando faz tempo. Nos países em desenvolvimento, diz a ONU, até 90% do esgoto é lançado nas águas sem tratamento. Todos os anos, de 300 a 500 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, produtos tóxicos e outros tipos de dejeto são jogados na água pelas indústrias. Cerca de 2 bilhões de toneladas de lixo são despejados em rios, lagos e riachos todos os dias. A verdade é que a maioria dos produtos químicos produzidos pelo homem mais cedo ou mais tarde acaba em um curso ou depósito de água. Uma das conseqüências disso é que 80% das doenças nos países pobres do hemisfério sul estão relacionadas com a água de baixa qualidade.

Mas, apesar de ser um recurso tão frágil e escasso, a água ainda é muito desperdiçada. De toda a água utilizada, 10% vão para o consumo humano, 20% ficam com a indústria e o restante, 70%, são utilizados na agricultura. Porém o desperdício e o uso irracional são uma constante em todos esses setores. Vazamentos, métodos obsoletos e desperdício drenam cerca de 50% da água usada para beber e 60% da água de irrigação. Com a tecnologia disponível atualmente, a agricultura poderia reduzir sua taxa de uso em até 50%, as indústrias em até 90% e as cidades em um terço sem prejudicar a produção econômica ou a qualidade de vida.

Mas a grande questão debatida hoje sobre o futuro da água é quem deveria gerenciar as reservas e como isso deveria ser feito. Com a globalização, grandes empresas transnacionais estão ampliando sua presença em serviços de saneamento e ganhando o direito de explorar fontes de água, o que, para os ambientalistas, pode comprometer o acesso das populações mais pobres.

Estamos falando aqui de um choque entre ideologias completamente diferentes, com concepções de mundo antagônicas. De um lado, há os que entendem a água como um produto que se pode manejar, engarrafar, pôr preço e vender. Esse grupo acredita na tecnologia e no mercado e vê a água como uma necessidade humana que pode ser atendida eficientemente pela iniciativa privada. Para eles, a água pode e talvez deva se tornar “o petróleo do século 21”. Do lado oposto, estão os ambientalistas, para quem a água não tem preço nem dono, pois pertence a todos. Eles acreditam no resgate da relação primitiva com a natureza, na cooperação entre os povos e no manejo sustentável dos recursos naturais e veem a água como um direito fundamental e inegociável do ser humano.

A despeito dessa bipolaridade [empresários X ecologistas], a presença da iniciativa privada avança por ter o poder do capital a seu lado. Em 1998, o Banco Mundial previa que, em breve, o comércio global da água faturaria 800 bilhões de dólares. Antes de 2001, essa projeção foi elevada para 1 trilhão de dólares. Desde 1995, o mercado de água engarrafada cresce a uma espantosa taxa de 20% ao ano. Em 2000, só esse negócio faturou 22 bilhões de dólares, com a venda de cerca de 89 bilhões de litros de água. Detalhe: o líquido engarrafado para venda é uma gota nesse mar de dinheiro que envolve a água. A fonte maior é o mercado de saneamento e de distribuição de água, um ramo com um potencial de crescimento astronômico, já que apenas 5% da população mundial recebe água fornecida por empresas privadas. As duas gigantes do setor de saneamento são as transnacionais Vivendi e Suez, que têm sede na França e respondem por 70% do faturamento do setor.

O fato é que a água transformou-se em uma commodity como o petróleo ou a soja, com direito a ser exportada, inclusive. O Canadá, por exemplo, exporta água para regiões sedentas do México e dos Estados Unidos. Pode parecer estranho, mas a exportação de água é uma realidade. Neste exato momento, há barcaças e caminhões de grande capacidade cruzando fronteiras carregados com nada mais do que água.

A situação colocou o Brasil em uma situação estratégica, de maneira que, quando o assunto é água, o mundo todo volta seus olhos para cá. Para começar, somos o país que tem mais água disponível. Para se ter uma idéia, nossos rios reúnem 13% do volume fluvial mundial. Não bastasse toda essa abundância, temos, sob nossos pés, a maior reserva de água doce do mundo, o aquífero Guarani, uma superpoça subterrânea que cruza a fronteira de sete Estados e avança pelos territórios argentino, paraguaio e uruguaio. Só ali jazem 37 mil quilômetros cúbicos de água potável, o que daria para encher até a boca 7,5 milhões de estádios do Maracanã, segundo cálculos do geólogo Heraldo Campos, especialista no aquífero. E o Brasil só utiliza 5% desse potencial.

Nas discussões internacionais sobre o uso dos recursos hídricos, o Brasil é uma liderança natural, segundo o costarriquenho Manuel Dengo, Chefe da Divisão de Água, Recursos Naturais e Desenvolvimento Sustentável da ONU. “O Brasil desempenha um papel importante no cenário mundial das águas. Sua presença, na maioria dos encontros intergovernamentais e outros fóruns, é altamente respeitada.” Mas, como em outras áreas da vida brasileira, essa liderança deve-se mais ao nosso potencial e às nobres intenções do que às boas práticas.

Nossa legislação, por exemplo, é moderna e democrática, inspirada nas melhores leis ambientais do mundo. A tecnologia brasileira de tratamento de água também é destaque, caracterizada pela eficiência com baixo custo, segundo o ambientalista Leonardo Morelli, coordenador da rede de ONGs Grito das Águas.

Mas, quando se vê a situação dos rios que cortam as grandes cidades brasileiras, percebe-se que nosso conhecimento não se traduz em qualidade de água ou de vida. O resultado disso chega a ser paradoxal, como no caso da cidade de Manaus, incrustada na maior bacia hidrográfica do mundo e submetida a um rodízio de água entre os bairros por falta do produto. Embora moderna, a lei não funciona sozinha, e são comuns os acidentes ambientais com mortandade de peixes e contaminação das águas. Para Aldo Rebouças, o grande problema brasileiro, ironicamente, é a abundância. “Por termos muita água, a cultura do desperdício impera no país todo. Nossos problemas são de grande desperdício, baixa eficiência das companhias e degradação da qualidade da água.”

Faz pouco tempo que o mundo acordou para a importância econômica e estratégica da água. Mas, em meio a divergências sobre a posse e o destino da água, já aflorou um consenso mínimo. Especialistas, empresários e ecologistas concordam que a ameaça de escassez é real, mas que há tempo para evitá-la. Para isso, é preciso estancar o desperdício, recuperar as reservas poluídas, garantir o direito à água para os mais pobres e criar projetos de educação ambiental. A educação, dizem os especialistas, é importante porque a ação de cada um é maior do que qualquer intervenção que governos ou empresas podem fazer. Saber qual é verdadeira dimensão da ameaça é o primeiro passo para vencer o problema. Portanto, ao ler essa reportagem, você está fazendo a sua parte.

Para saber mais

Na livraria: Ouro AzulMaude Barlow e Tony Clarke, M.Books, São Paulo, 2003

Água

Marq de Villiers, Ediouro, Rio de Janeiro, 2002

Grito das Águas

Leonardo Morelli, Letradágua, Joinville, 2003

Na internet:

http://www.ana.gov.br

http://www.biodiversidadeglobal.org

http://www.un.org/events/water

http://www.waterday2003.org

http://www.un.org/esa/sustdev/sdissues/water/water.htm

 

João Ubaldo Ribeiro – Wikipédia, a enciclopédia livre segunda-feira, jul 21 2014 

Faleceu em 18 de julho de 2014.

João Ubaldo Ribeiro – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Sorria Nº 38. Por que ter confiança | Revista Sorria domingo, jul 6 2014 

À venda nas lojas da Droga Raia.  Adquira a sua! R$3,50.

Sorria Nº 38. Por que ter confiança | Revista Sorria.

Reescrevendo a História – de João Ulbaldo Ribeiro – Jornal O Globo segunda-feira, jun 2 2014 

Recebi a indicação de leitura do primo PR.

A crônica foi publicada em 01-06-2014 no jornal “O Globo”.

Assim como o texto de Cristovam Buarque, de 2006, é uma reflexão aterradora da displicência com o ensino formal que afeta o futuro dos cidadãos e do país, a crônica de João Ubaldo Ribeiro  aborda  a dificuldade, na leitura, dos clássicos da Literatura Brasileira, pelo fato de não serem acessíveis no formato, no vocabulário, no conteúdo, nas sutilezas, por exemplo, a jovens e a pessoas menos cultas.

João Ubaldo Ribeiro critica, portanto, uma iniciativa de reescrever obras clássicas brasileiras numa versão mais “light” para que se tornem acessíveis a jovens e a pessoas menos cultas.

Comentário pessoal de Maria Lúcia: quando estudava Inglês, na Cultura Inglesa – Campinas/SP, li versões de obras teatrais de Shakespeare adaptadas para leitores que estudavam uma segunda língua. Eu tinha plena consciência de que essa leitura (são dois volumes) jamais substituiria as peças originais. Conforme avancei nos estudos, tinha que ler obras originais contemporâneas, sem versões mais leves. Ressalto que a língua inglesa não é a minha língua materna, portanto, a leitura de versões adaptadas é um recurso estratégico de evolução do domínio da língua estrangeira.

Concluo, portanto, como João Ubaldo Ribeiro me deu a entender na crônica, “link” abaixo, que as versões mais leves de originais da Literatura Brasileira serão destinadas aos leitores brasileiros que não dominam a Língua Portuguesa como língua materna. O que, convenhamos, é algo muito estranho.

Reescrevendo a História – Jornal O Globo.

Paixão nacional. Um artigo de Cristovam Buarque = Oito anos depois! segunda-feira, jun 2 2014 

O artigo do título foi postado em 10-06-2006 no blog Instituto Humanitas Unisinos e  refere-se ao artigo publicado no jornal “O Globo” na mesma data de 10-06-2006.

Recebi um anexo em extensão “pps” do primo Sérgio com esse texto e se não tivesse buscado a confirmação da autoria e do teor do artigo, teria certeza de que se refere a este ano da Copa 2014.

Não perca a oportunidade de reflexão.

Paixão nacional. Um artigo de Cristovam Buarque.

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante fevereiro 2008 sexta-feira, maio 30 2014 

Não discuto as manifestações – tardias no meu entender – não repasso mensagens de críticas à realização da Copa 2014 no Brasil, porque, em fevereiro de 2008, já havia lido em Superinteressante que, para o Brasil, a realização da Copa seria mais um problema acrescido aos que o Brasil já tinha e que pioraram desde então.

Em julho de 2011, postei, aqui, o mesmo título com o teor do texto da Superinteressante.

Na época da escolha do Brasil como país-sede, deveria ter havido uma mobilização contra. Agora, Inês é morta e não adianta colocar a mão na cintura e perguntar “Sinhá, cadê ‘seu’ Padre?”

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante.

Sorria Nº 36. A alegria de cultivar amigos | Revista Sorria domingo, fev 23 2014 

À venda em qualquer loja da Droga Raia, pelo valor de R$ 3,50 (três reais e cinquenta centavos). Esse valor, descontados os custos do projeto, é revertido para o GRAACC + Instituto Ayrton Senna (parceria social).

GRAACC, combatendo e vencendo o câncer infantil, é a sigla de Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. É uma instituição sem fins lucrativos que, desde 1991, combate o câncer infantil.

Clique para folhear as revistas anteriores disponíveis para isso. Não se esqueça de, ao passar por uma das lojas da Droga Raia, adquirir uma ou mais revistas.

A de n.º 36 refere-se ao bimestre fevereiro e março/2014.

Sorria Nº 36. A alegria de cultivar amigos | Revista Sorria.

Direitos Humanos Seletivos, de Ruy Fabiano, Blog do Noblat, 15-02-2014 domingo, fev 16 2014 

De 15-02-2014, Blog do Noblat, por Ruy Fabiano; recebido do primo PRoberto

Direitos Humanos Seletivos

Ruy Fabiano

A defesa dos direitos humanos, imperativo civilizatório, perde sentido e substância quando contaminada pelo viés ideológico. Direitos humanos não são nem de direita, nem de esquerda; ou se aplicam a todos ou apenas instrumentalizam um projeto de poder, o que configura mais um tipo de violação.

É o que tem ocorrido no Brasil há já muitos anos, ao ponto de sua simples menção provocar mais suspeita que conforto em grande parte da sociedade. Isso porque raramente as organizações humanitárias preocupam-se com o destino das vítimas, concentrando-se habitualmente nos agressores ou naqueles que personificam a luta política que consideram emblemática.

Vejamos os fatos mais recentes. O ajudante de pedreiro Amarildo de Souza desapareceu de sua residência, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, em julho do ano passado [2013].

As investigações indicam que foi morto por PMs. Mas, bem antes de sua morte estar evidenciada, fez-se campanha nacional, de grande repercussão, para denunciá-la. Muito justo e necessário. Artistas interrompiam shows para reclamar de seu paradeiro.

Porém, dia 2 passado [02-02-2014], a PM Alda Rafael Castilho, de 22 anos, foi covardemente assassinada, com um tiro no estômago, em seu posto na UPP de Vila Cruzeiro, no Rio.

Eram 15 os bandidos, que balearam outro PM, Melquisedeque Basílio, de 29 anos, e atingiram, com balas perdidas, um casal, sendo que a moça, Elaine Mariano, ferida na cabeça, está em estado grave no hospital. Alda foi o oitavo policial morto desde que as UPPs se instalaram, em 2008.

Alguma manifestação? Algum artista interrompeu seu show para reclamar sua morte? Algum muro na cidade para lembrar o crime? Alguma ONG empenhada em auxiliar a família das vítimas? Alguma declaração da ministra dos Direitos Humanos? Não.

O episódio circunscreveu-se ao noticiário de jornal. Policial, segundo se depreende de tal silêncio, não é humano – e, portanto, não tem direitos. Vamos em frente.

No dia 3 passado [03-02-2014], em São Luís, Maranhão, bandidos tocaram fogo em um ônibus cheio de passageiros. Vários feridos e uma criança de seis anos, Ana Clara Santos Souza, carbonizada. O crime chocou a opinião pública, mas não se tem notícia de qualquer protesto por parte das ONGs humanitárias ou qualquer pronunciamento da ministra dos Direitos Humanos.

Dia 11 [11-02-2014], Kaíque Augusto Batista dos Santos, de 17 anos, foi encontrado morto em São Paulo, embaixo de um viaduto, com o rosto deformado e uma fratura exposta na perna.

Antes que a perícia se manifestasse, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ao saber que se tratava de um negro e homossexual, resolveu todo o enigma: o rapaz fora assassinado por homofóbicos racistas. Aproveitou, em nota oficial, para pedir rapidez na aprovação da lei que criminaliza a homofobia.

Ato contínuo, organizações de homossexuais, ONGs de direitos humanos e partidos de esquerda entraram em cena para reverberar as palavras da ministra. Chegaram a fazer uma manifestação de protesto no local. Dias depois, o diagnóstico da polícia, reconhecido pela família, silenciou o protesto: Kaíque se suicidara. Seu cadáver perdeu então importância.

No dia 31 [31-01-2014] passado, um adolescente negro foi espancado e amarrado a um poste no bairro do Flamengo, Rio. Ele teria praticado roubos nas redondezas e fora justiçado por rapazes de classe média, que, na ausência da polícia, decidiram agir como milicianos. Um absurdo, claro.

Porém, o alarido que as mesmas organizações promoveram em defesa do rapaz – justa, diga-se – contrasta com o silêncio em torno da morte da PM Alda e da menina Ana Clara.

Em São Paulo, dia 25 passado [25-01-2014], a polícia baleou o black bloc Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, que investira contra um policial com um estilete na mão. A mesma turma dos direitos humanos, antes que as imagens colhidas do episódio viessem à tona – e comprovassem que a polícia agiu em legítima defesa – julgaram e condenaram os PMs.

Fabrício tinha em sua mochila, entre outros artefatos, duas bombas caseiras e uma chave inglesa, usada para quebrar vitrines e caixas eletrônicos. O episódio serviu também para que diversos personagens do meio político e artístico reiterassem a legitimidade da ação predadora dos black bloc.

No Rio [em 06-02-2014], dois black bloc mataram [atingiram Santiago Andrade com um rojão] o cinegrafista Santiago Andrade [05-09-1964/10-02-2014]. Antes que as imagens fossem divulgadas – e mostrassem a autoria efetiva -um repórter de TV disse ter visto a polícia jogar a bomba. Abriu-se uma discussão para atenuar o crime. Os rapazes não queriam matar o cinegrafista. Quem então? Um policial? Talvez. Não haveria tanto barulho. Polícia não é gente.

Esta semana [13-02-2014], em Brasília, uma manifestação do MST feriu 30 PMs, sendo oito em estado grave. Alguma solidariedade às famílias, alguma declaração da ministra contra a violência? Nada.

Indignação seletiva é sempre falsa – e, em vez de combater a violência, realimenta-a.

Ruy Fabiano é jornalista.

http://oglobo.globo.com/pais/n…seletivos-524517.asp

Silêncio cúmplice , de Heloísa Seixas, em “O Globo”, 12-02-2014 domingo, fev 16 2014 

Publicado em 12-02-2014, de Heloísa Seixas, em “O Globo”; recebido do primo PRoberto

Silêncio cúmplice

‘Os comentários que tenho ouvido me passam a impressão de que, de alguma maneira, nos sentimos culpados’

Recebi o telefonema de um amigo da TV Bandeirantes, muito abalado com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um morteiro disparado pelos black blocs na manifestação do dia 6 de fevereiro. Claro que todos nós — a sociedade civil e especialmente nós, jornalistas — estamos chocados com a história. Mas uma frase de meu amigo me chamou a atenção:

“Fico me perguntando se não devíamos ter sido mais duros desde o início, se não devíamos ter denunciado com mais vigor esses vândalos”, disse ele. Aí está: talvez haja, nessa morte, mais do que a sensação de perplexidade e revolta que sentimos quando ficamos sabendo, por exemplo, da morte de alguém vítima de bala perdida. Os comentários que tenho ouvido me passam a impressão de que, de alguma maneira, nos sentimos culpados.

Desde que começaram os movimentos de junho do ano passado, temos assistido à crescente violência nas manifestações. Essa escalada de violência tem sido atribuída quase sempre à maneira truculenta de agir por parte dos policiais. Mas, por maior que seja o despreparo do aparato policial, há vândalos agindo livremente nas ruas durante esses atos, saindo com o objetivo puro e simples de destruir, sem qualquer reivindicação a movê-los.

Jovens advogados, políticos progressistas, instituições que sempre defenderam os direitos humanos, todos têm saído em defesa dos manifestantes, na presunção de que, entre perseguidos e policiais, os primeiros têm sempre razão. Mas os black blocs, ou seja lá que nome tenham, vinham dando sinais nos quais devíamos ter prestado mais atenção: havia tintas neonazistas no comportamento deles, inclusive na hostilidade à imprensa.

Mas parecia retrógrado, uma coisa velha, de direita (como se dizia antigamente), ser contra os manifestantes. Poucos de nós, na imprensa, tivemos coragem de escrever contra eles com a força necessária. Afinal, como defender policiais e governos suspeitos, logo nós, que já trabalhamos sob censura e combatemos a ditadura? Melhor ficarmos quietos, em nome da democracia. Em nome do direito à livre manifestação — mesmo com bombas e pedras.

E agora estamos assim, como o meu amigo da Bandeirantes. Com esse nó na garganta, essa pergunta presa no peito: será que nosso silêncio constrangido nos faz cúmplices na morte de Santiago?

*Heloisa Seixas é jornalista e escritora

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/silencio-cumplice-11577996#ixzz2t82FOE1V
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Vídeo: Entre a suástica e a palmatória – MyHeritage Blog em Português segunda-feira, jan 27 2014 

Imperdível!

Atenção para o documentário (em vídeo) que não pretende dar explicações ou respostas, mas levar à reflexão.

Vídeo: Entre a suástica e a palmatória.

Henrietta Lacks – Wikipédia, a enciclopédia livre – A vida imortal de Henrietta Lacks segunda-feira, jan 20 2014 

Henrietta Lacks morreu em 1951, vítima de uma forma agressiva de câncer de colo de útero.

Acompanhe, abaixo, pelo “link” da Wikipédia, por que uma humilde norte-americana se tornou imortal.

Henrietta Lacks – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Em 2011, presenteei uma amiga, médica, com o livro, na época, recém lançado no Brasil pela Companhia das Letras, cuja resenha pode ser lida no “link” abaixo:

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12974

Minha amiga comentou, posteriormente, que ficou encantada e emocionada com a leitura.

Espero estimular outras pessoas a comprar o livro e a refletir sobre o conteúdo.

Adianto alguns detalhes, com citação da fonte de onde foram extraídos:

Descrição do produto e ficha técnica

Título: A Vida Imortal de Henrietta Lacks
Autor: Rebecca Skloot
Editora: Companhia das Letras
Edição: 1
Ano: 2011
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 456 páginas
ISBN: 978-85-3591-815-1
Peso: 570g
Dimensões: 210mm x 140mm

Sinopse

Henrietta Lacks era descendente de escravos e nasceu em 1920, numa fazenda de tabaco no interior da Virgínia. Aos trinta anos, casada e mãe de cinco filhos, Henrietta descobriu que tinha câncer.

Em poucos meses, um tumor no colo do útero se espalhou por seu corpo. Ela se tratou no Hospital Johns Hopkins, e veio a falecer em 1951. No hospital, uma amostra do colo do útero de Henrietta havia sido extraída sem o seu conhecimento, e fornecida à equipe de George Gey. Gey demonstrou que as células cancerígenas desse tecido possuíam uma característica até então inédita –mesmo fora do corpo de Henrietta, multiplicavam-se num curto intervalo, tornando-se virtualmente imortais num meio de cultura adequado.

Por causa disso, as células “HeLa” logo começaram a ser utilizadas nas pesquisas em universidades e centros de tecnologia. Como resultado, a vacina contra a poliomielite e contra o vírus HPV, vários medicamentos para o tratamento de câncer, de AIDS e do mal de Parkinson, por exemplo, foram obtidos com a linhagem “HeLa”.

Apesar disso, os responsáveis jamais deram informações adequadas à família da doadora e tampouco ofereceram qualquer compensação moral ou financeira pela massiva utilização das células. “A Vida Imortal de Henrietta Lacks” reconstitui a vida e a morte desta injustiçada personagem da história da medicina. O livro demonstra como o progresso científico do século 20 deveu-se em grande medida a essa mulher negra, pobre e quase sem instrução.

Fonte: http://livraria.folha.com.br/livros/ciencias-biologicas/vida-imortal-henrietta-lacks-rebecca-skloot-1163086.html?tracking_number=734

Aprendiz da vida – Letícia Thompson 2011 segunda-feira, jan 13 2014 

Repostando o texto, pois postei, anteriormente, o anexo em extensão “pps” que recebi do primo Sérgio

Aprendiz da vida – Letícia Thompson 2011.

Sorria Nº 35. Como é bom fazer o bem! | Revista Sorria segunda-feira, dez 23 2013 

À venda em qualquer loja da Droga Raia:

Sorria Nº 35. Como é bom fazer o bem! | Revista Sorria.

Tradições familiares natalinas: quais são as suas? – MyHeritage Portuguese Blog domingo, dez 22 2013 

Tradições familiares natalinas: quais são as suas?.

O Clube 99 | Update or Die / Life Vest Inside = para espalhar gentileza quarta-feira, out 2 2013 

Recebi a sugestão do texto (autoria desconhecida) do primo Ségio e, ao procurar por inserções dele, encontrei esta abaixo:

O Clube 99 | Update or Die.

Interessante que estava procurando algo para inserir este filme do YouTube que minha prima Maria Adelaide enviou sobre Life Vest Inside:

No “link” abaixo, você visualizará mais facilmente outras inserções sobre Life Vest Inside.

Kanchanaburi e a Ponte sobre o rio Kwai; anexo em Power Point com música e créditos quarta-feira, set 11 2013 

Recebi um anexo, Power Point, do primo Sérgio e procurei algumas informações (que não fossem apenas sobre o filme) e as insiro antes de postar o anexo.

Encontrei, também, no jornal “Folha de São Paulo”, de 12/09/2005, as informações do “link” abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/turismo/noticias/ult338u5288.shtml

*******************************************************

Kanchanaburi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Localização:

A cidade está localizada a aproximadamente 560 km ao norte de Bangkok,  capital da Tailandia.  Ela está localizada onde os rios Kwai Noi e Kwai Yai convergem para o rio Mae Klong, é um local popular para os turistas, a sua localização à beira de uma montanha mantêm a cidade mais fria do que o outras províncias da região central da Tailândia.

A cidade possui duas grandes áreas comerciais:  a área central da cidade que consiste em várias ruas com prédios de escritórios, lojas e um shopping center, e a área ribeirinha mais a oeste, ao longo do rio onde estão localizados principalmente pequenos hotéis e lojas para turistas.

Ferrovia da Morte

Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial,  Kanchanaburi estava sob o controle das tropas japonesas. Foi aqui que prisioneiros de guerra aliados e asiáticos foram forçados a construir uma ponte, um evento imortalizado no filme A Ponte do Rio Kwai.  Quase metade dos prisioneiros [cerca de 16 mil] que trabalharam no projeto morreu de maus tratos, doenças e acidentes.

Em Kanchanaburi,  há um memorial e dois museus para comemorar os mortos. A cidade é também o lar de “Kanchanaburi War Cemetery “.

via Kanchanaburi – Wikipédia, a enciclopédia livre.

*********************

Agora, sim, abrir o anexo com crédito e som da música tema do filme “A ponte sobre o rio Kwai”, pois, nos “slides” finais, a língua utilizada não é o português.

MOST_NA_RZECE_KWAI_A Ponte sobre o rio Kwai_com som

02:35 · Jessier Quirino – Parafuso de cabo de serrote quarta-feira, set 11 2013 

Enviado pela prima Melinha em 25/08/2013.

Arrepiante conhecer melhor a cultura do Nordeste brasileiro e refletir sobre a boa influência no Brasil inteiro: clique no  “link”.

02:35 · Jessier Quirino – Parafuso de cabo de serrote.

“Parece o Rio de Janeiro!” brinca papa ao ver muitos jovens durante o Ângelus – Notícias – Internacional domingo, ago 4 2013 

“Parece o Rio de Janeiro!” brinca papa ao ver muitos jovens durante o Ângelus – Notícias – Internacional.

Sorria Nº 32. Até onde você pode ir? | Revista Sorria quarta-feira, jun 19 2013 

Adquira a sua edição impressa numa das unidades da Droga Raia.

Sorria Nº 32. Até onde você pode ir? | Revista Sorria.

Diocese de Jundiai – Os passos de Jesus Cristo a caminho da cruz sexta-feira, mar 29 2013 

procissao_passos_itu_2013_2_site Diocese de Jundiaí

Os passos de Jesus Cristo a caminho da cruz

Na noite de domingo, dia 24 de março, centenas de fiéis estiveram presentes na tradicional Procissão de Passos, que aconteceu nas ruas do centro de Itu, após a missa das 18 h no Convento de Nossa Senhora do Carmo. Esta procissão é uma piedosa peregrinação que lembra o caminho feito por Cristo em direção ao Calvário. Em Itu, acontece desde a primeira década do século XIX.

A procissão segue em dois cortejos. Um vai pela rua do Patrocínio, com o andor de Nossa Senhora das Dores em direção ao Santuário Nacional do Sagrado Coração de Jesus (Igreja do Bom Jesus). O outro segue com a imagem do Senhor dos Passos pela rua Barão do Itaim, onde acontecem as paradas que relembram os sete passos de Jesus Cristo até a cruz.

Durante as sete paradas, o Coral Vozes de Itu, juntamente com sua orquestra, entoam os Motetes escritos em 1890 por José Mariano da Costa. Enquanto o cântico é entoado, o sacerdote carmelita entra, abençoando os moradores. Em seguida acontece o canto da Verônica, composto por padre Jesuíno do Monte Carmelo, por volta de 1804.

Quando os cortejos se encontram no Santuário Nacional do Sagrado Coração de Jesus, ocorre o sermão do encontro. Nele Monsenhor Durval de Almeida, reitor do Santuário, refletiu sobre a fé do povo, que persevera nas orações e solenidades da Semana Santa, desde a época dos padres jesuítas, em Itu.

Devido à chuva que se aproximava a procissão não prosseguiu. Entrou no Santuário. Frei Adailson Quintino, reitor do Convento do Carmo, conduziu as orações intercaladas com os Motetes até o sétimo passo. Concluído o último passo, Frei Adailson refletiu sobre a dor de Nossa Senhora ao ver seu filho desfigurado a caminho da cruz. “Irmãos, qual dor de Nossa Senhora ao ver seu filho desfigurado sendo conduzido à morte. Infelizmente é essa dor que muitas mães sentem hoje, ao verem seus filhos sendo levados pelas drogas e pelo crime. Rezemos pelas mães de hoje, que sofrem ao verem seus filhos no calvário das drogas e do crime,” concluiu Frei Adailson.

Ao final, Frei Adailson abençoou a todos e pediu que ao retornar para casa, todos continuassem em clima de oração, refletindo os passos de Nosso Senhor.

viaDiocese de Jundiai – Os passos de Jesus Cristo a caminho da cruz.

Jornal Cruzeiro do Sul – Carreira: a era da reputação – ARTIGO – ARTIGO terça-feira, nov 20 2012 

Recomendado pelo primo Sérgio:

Jornal Cruzeiro do Sul – Carreira: a era da reputação – ARTIGO – ARTIGO.

Sorria N.º 27 – Justiça | Revista Sorria* e “Aula de Direito” (sem autoria) quinta-feira, ago 30 2012 

 

Sorria Nº 27. Justiça | Revista Sorria*

A propósito do tema da Revista Sorria, Edição n.º 27, recebi, tanto do primo Sérgio quanto da prima MAdelaide, a mensagem a seguir, sem os créditos:

Aula de Direito
Uma manhã, quando nosso novo professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
– Como te chamas?
– Chamo-me Juan, senhor.
– Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! – gritou o desagradável professor.
Juan estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
– Agora sim! – e perguntou o professor – para que servem as leis?…
Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:
– Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
– Não! – respondia o professor.
– Para cumpri-las.
– Não!
– Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
– Não!!
– Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
– Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.
– Até que enfim! É isso… para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:
– Para salvaguardar os direitos humanos…
– Bem, que mais? – perguntava o professor.
– Para diferençar o certo do errado… Para premiar a quem faz o bem…
– Ok, não está mal porém… respondam a esta pergunta: agi corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?…
Todos ficamos calados, ninguém respondia.
– Quero uma resposta decidida e unânime!
– Não!! – respondemos todos a uma só voz.
– Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
– Sim!!!
– E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para pratica-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!
– Vá buscar o Juan – disse, olhando-me fixamente.
Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito. Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

Crítica: Mamma Gogo – Cinema | Omelete quarta-feira, jul 4 2012 

 

Diretor islandês acerta as suas contas com a família e com o que esperava da sua carreira

Mariana Laviaguerre
27 de Outubro de 2010


Mamma Gogo

Mamma Gogo

Islândia , 2010 – 88 minutos
Comédia / Drama

Direção:
Fridrik Thor Fridriksson

Roteiro:
Fridrik Thor Fridriksson

Elenco:
Kristbjörg Kjeld, Hilmir Snær Gudnason, Gunnar Eyjólfsson

Bom

mamma gogo

oscar

mostra 2010

A Islândia pode não ser um país conhecido por sua cinematografia, mas se uma pessoa tem espalhado o cinema local para o mundo é Fridrik Thor Fridriksson, um dos diretores (e também ator) mais respeitados em seu país e responsável por Mamma Gogo (2010), vencedor de três prêmios no Icelandic Film and Television Awards, maior premiação local. Selecionado pela Islândia para disputar uma vaga no Oscar 2011, se aprovado será a segunda indicação de Fridriksson ao prêmio. O primeiro foi em 1992, quando o seu Children of Nature foi indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Mamma Gogo é a triste autobiografia do diretor. Conta a história de Gogo, mãe de Hilmir (alter ego de Fridriksson), e a reação da família quando ela é diagnosticada com Alzheimer. Embora Hilmir tenha duas irmãs, é a ele que sua mãe recorre sempre que precisa, assim como também é a ele que a polícia liga quando ela, já doente, acidentalmente incendeia a casa ou provoca uma inundação no prédio onde mora.

Fridriksson não fica nos seus assuntos domésticos. Num flerte com a metalinguagem, em Mamma Gogo o diretor Hilmer ainda tem que lidar com o fracasso comercial do seu filme Children of Nature, que consequentemente leva a um problema financeiro que agrava a situação familar.

É interessante observar a maneira como o Fridriksson opta por dramatizar essa fase tão complicada de sua vida, de forma direta e muitas vezes cômica, fazendo de Mamma Gogo um filme fácil de ser visto. Algumas situações criadas pela mãe em razão do Alzheimer são propositalmente engraçadas, como na cena em que ela esquece o neto sozinho na sala de sua casa com uma garrafa de vodca, ou em seu protesto de fuga pela descarga do banheiro, quando já está em uma casa de repouso. A atriz Kristbjörg Kjeld está ótima no papel principal, tanto nas cenas engraçadas quanto nas tocantes, quando Gogo vê o espírito de seu falecido marido, ilusão provocada pela doença degenerativa.

Há também o protesto velado de Fridriksson em relação à má recepção comercial na Islândia de Children of Nature, um filme sobre idosos que precisam sair de sua cidade e morar em uma casa de repouso. O paralelo que o diretor insiste em traçar entre esse filme e Mamma Gogo desvia o roteiro de seu foco principal. A decepção em ver Children of Nature fracassar é minimizada pela esperança do Oscar de 1992, e isso vira uma obsessão desnecessária no filme.

É irônico ver como essa fascinação se transporta para a vida real e se repete, agora que Mamma Gogo também tem uma chance de ser indicado ao prêmio.

Crítica: Mamma Gogo > Cinema | Omelete

Brasil. Uma história inconveniente (BBC 2000) – YouTube terça-feira, maio 15 2012 

 

Enviado por geografismos em 05/07/2011

Portugal, Brasil e diversas nações africanas foram responsáveis pela maior emigração forçada da história da humanidade.
Brazil: An Inconvenient History é um documentário dedicado ao passado colonial do Brasil, realizado em 2000 por Phil Grabsky, para a BBC/History Channel. Ganhou um Gold Remi Award no Houston International Film Festival em 2001.
A “história inconveniente do Brasil” é uma história inconveniente de Portugal até 1808 (invasões francesas e fuga da corte para o Brasil) e do Brasil até 1888 (abolição oficial da escravatura) e dos diversos reinos africanos (capturavam e vendiam escravos aos traficantes). Uma história inconveniente para todos (à excepção dos próprios escravos).
CONTEXTO HISTÓRICO: ESTIMATIVAS GROSSEIRAS:
40% dos escravos capturados não sobreviviam ao percurso no interior do continente africano (até ao litoral onde eram vendidos)
15% dos escravos embarcados não sobrevivia à travessia do Atlântico
40% de todos os escravos que sobreviviam à travessia do Atlântico eram destinados ao Brasil.
4% e todos os escravos iam para os EUA.
Vindos de Angola, chegaram ao Brasil 10 vezes mais escravos do que os destinados aos EUA.
Chegou uma época em que a metade da população brasileira era constituída por escravos.
O Brasil teve o maior comércio de escravos.
O Brasil foi o último país a abolir a escravidão, em 1888.

/…/ [Leia mais na própria postagem do YouTube]

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Itu.com.br – Colunistas – Semana Santa em Itu – Ofício de Trevas e Procissão de Passos quinta-feira, mar 29 2012 

Postagens de 28/03/2007 e 31/03/2007, de autoria de Altair José Estrada Júnior, nos esclarecem sobre “Ofício de Trevas” e “Procissão de Passos”, em Itu – SP.

Itu.com.br – Colunistas – Semana Santa em Itu – Ofício de Trevas

Embora sem ter pedido permissão ao autor Altair José Estrada Júnior, redigitei o texto sobre a Procissão de Passos, em Itu – SP, que o mesmo atualizou para 2012 – já publicado em jornal de Itu – SP – e que ofereceu à minha família.

A Procissão de Passos

Por Altair José Estrada Júnior

Quem participa das cerimônias da Semana Santa nota que há uma grande quantidade de participantes na liturgia desses dias. Isso acontece porque é o período mais importante do Ano Litúrgico, quando nos preparamos para a celebração da Páscoa da Ressurreição, que é o acontecimento maior do ano. E para que todos participem mais ativamente das cerimônias, é sempre bom que entendamos os significados.

Existem, na Igreja, celebrações “litúrgicas” e celebrações “paralitúrgicas”. Na Semana Santa, por exemplo, são litúrgicas as cerimônias oficiais, que se desenrolam nas diversas igrejas paroquiais e em algumas capelas, como a bênção dos ramos, a missa da quinta-feira santa, a solene ação litúrgica na sexta-feira santa, a vigília pascal no sábado. As celebrações paralitúrgicas são aquelas surgidas de acordo com os costumes locais, como as procissões, pregações etc.

Uma das principais cerimônias paralitúrgicas que temos em Itu é a Procissão de Passos, que há mais de 200 anos é promovida e preservada pelos Frades Carmelitas de Itu. Aliás, essa procissão é um privilégio muito antigo da Ordem do Carmo, sendo a versão carmelita da via-sacra. Isso mesmo: ao invés das 14 estações da via-sacra habitual, modelada por São Francisco de Assis, a via-sacra carmelita tem apenas sete estações – os passos – diferindo também um pouco nas passagens em que se medita. Neste ano de 2012, será realizada no dia 1.º de abril, às 19 horas. Como sempre, no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.

Quem acompanha a Procissão de Passos pode sair cheio de dúvidas quanto ao significado disso ou aquilo. Por isso, vamos a algumas explicações, para que todos aproveitem ao máximo essa oportunidade de bem iniciar a Semana Santa.

A procissão simboliza o caminho doloroso percorrido por Cristo até o Calvário, para a crucifixão. Por isso, é uma cerimônia muito tocante, que se reveste de um caráter triste. Não se tocam sinos e mesmo a banda de música acompanha o cortejo com melodias mais graves.

A procissão, ao sair da Igreja do Carmo, divide-se em duas. A primeira, conduzindo a imagem do Senhor dos Passos – Jesus com a cruz nas costas – desce pelas ruas centrais da cidade e a segunda, conduzindo a imagem de Nossa Senhora das Dores, desce por uma rua lateral. São imagens muito antigas, de madeira, especialmente esculpidas para as procissões da Semana Santa no Carmo. O povo carrega aqueles pesados andores nos ombros como que amenizando um pouco os sofrimentos que as duas imagens inspiram. No itinerário, há sete paradas da procissão – os “passos”, que representam alguns dos últimos acontecimentos da vida de Nosso Senhor.

Quem oficia a procissão é um frade carmelita, que carrega a relíquia do “Santo Lenho”, um fragmento bem pequeno da Cruz em que Cristo derramou o Seu Sangue naquela primeira sexta-feira santa da história. O oficiante acompanha a procissão debaixo do “pálio”,  que é uma cobertura de pano sustentada por seis varas, com a finalidade de proteger o que se carrega sob ele. A capa usada pelo oficiante chama-se “pluvial” ou “capa de asperges” e serve para destacar a dignidade do sacerdote ao levar a relíquia da Santa Cruz pelas ruas da cidade.

Chegando em cada passo, que é armado em residências de famílias e igrejas do itinerário, o padre entra, deposita a relíquia sobre o altar especialmente preparado e a incensa. O incenso tem a finalidade de purificação e de levar nossas orações ao céu, pela fumaça. Enquanto é incensada a relíquia, coro e orquestra executam os “motetes”, que são alusões àquilo que representa cada passo. Os cânticos são em latim, compostos no século XIX pelo maestro ituano José Mariano da Costa Lobo. Cada parada simboliza uma passagem: 1.º passo – “Agonia de Jesus no Horto”; 2.º passo – “Prisão de Jesus”; 3.º passo – “Flagelação de Jesus atado à coluna”; 4.º passo – “Coroação de Espinhos”; 5.º passo – “Apresentação de Jesus ao povo – Ecce Homo“; 6.º passo – “Caminho de Jesus ao Calvário”; 7.º passo “Crucifixão de Jesus”. Depois, há o comovente canto da Verônica, também em latim e de autoria do Pe. Jesuíno do Monte Carmelo, que o compôs no século XVIII. Embora seja cantado pela Verônica, que ao mesmo tempo desenrola e mostra ao povo a face de Cristo, a letra é tirada do livro do Profeta Jeremias e, na verdade, representa um apelo de Nossa Senhora a todos nós; “Ó vós todos que passais pelo caminho, atendei e vede se pode haver dor como a minha dor” – O vos omnes qui transitis per viam, attendite et videte si est dolor sicut dolor meus.

Chegando ao 3.º passo, que é na Igreja Bom Jesus, um sacerdote daquela comunidade profere o “Sermão do Encontro”, enquanto as duas procissões se unem, encontrando-se as imagens de Jesus e de Nossa Senhora das Dores. Daí, as procissões seguem juntas até a Igreja do Carmo. E, na Igreja do Carmo, último passo, há o “Sermão do Calvário”, também proferido por um sacerdote e é dada a bênção com o Santo Lenho, encerrando-se o ato.

Como vemos, a Procissão dos Passos é uma tradição muito bela da Semana Santa ituana, que deve ser preservada e valorizada por todos nós. Mais do que uma tradição, é uma oportunidade de meditarmos os últimos episódios da vida do Senhor, quando ele derramou o Seu Sangue pela humanidade. Acompanhemos, atentos, a procissão e aproveitemos o quanto mais esses privilégios que a Santa Igreja nos dá para que nos aprofundemos nos sagrados mistérios da Paixão e Morte do Salvador.

14estacoes Paixão de Cristo

Fonte da imagem: Wikipédia, a enciclopédia livre. 

 

EL ARTE DEL CONOCIMIENTO: Isabel Guerra, la pintora de la luz segunda-feira, fev 20 2012 

 

EL ARTE DEL CONOCIMIENTO: Isabel Guerra, la pintora de la luz

Outra recomendação de Maria Adelaide, que não incluí na inserção anterior.