Poeta e Escritor Jessier Quirino – YouTube – Entrevista / Apresentação em Sr. Brasil segunda-feira, fev 16 2015 

Muito conhecido, na Internet, pelo poema “Vou-me embora pro passado”, Jessier Quirino é entrevistado em 13 de julho de 2013:

Poeta e Escritor Jessier Quirino – YouTube.

Abaixo, o link para ouvir e vê-lo declamando “O trem da Great West” no programa de abril/2014, Sr. Brasil, Rolando Boldrin:

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Incredible! This woman’s strange dream led to her diagnosis. Now she’s sending a message to everyone about her “Year of Grace.” | The Breast Cancer Site Blog sexta-feira, ago 8 2014 

Clique, abaixo, para entrar no The Breast Cancer Site Blog para assistir ao vídeo com Sonya Rose declamando o poema “Year of Grace”

Incredible! This woman’s strange dream led to her diagnosis. Now she’s sending a message to everyone about her “Year of Grace.” | The Breast Cancer Site Blog.

No YouTube, podemos acompanhar os versos do poema “Year of Grace” que copio e colo abaixo:

“Year of Grace”, A Breast Cancer Poem = postagem de 2011

 

I sit here—

Dreaming for things to naturally fall into its place.
Staring into my living space, so weak I appear.
Can’t keep up the pace—
Of the human race, a well-established career;
I feel so out of place.
I look back at the years, a memory trace of an old frontier.
See the rough bumps, the crinkly pattern in an emerald green depression vase…
In my changing face, I feel a new tear.
If only I could embrace—
The colors of the wind in its breathing space (all-clear)
If only I could swim with the ocean and reappear—
Like a pearl in its hiding place…
If only I could jump on the next cloud and disappear—
Fly to a higher place.
If only I could touch the sun and give more cheer—
Not burn up in deep space.
If only I could walk on the moon (from here)—
Write that song I hear play from its imaginary place.

If only I could play bass… and drink some fine dark beer—
On and on and on, in a parking space
With no cars, just a gathering space—to give ear;
A meeting place, a change of pace

For anyone who needs breathing place, a life peer.
Like me, this is my visual place.
Some say it’s a prisoner’s base, to draw nearer
To a lower place; to interlace…
Others say its part of an obstacle race, never to interfere
With a higher space,
And now my dog at my feet, who I hold dear,
Just wants me to cut to the chase.
All I know, it’s still all unclear…
But, to be sincere,
I could never fight this (cancer) alone, without fear—
Not without Love or my heart in the right place;
And, especially, not without—Grace.

Description: 2011 is my Year of Grace. Through a vivid dream, I was led to receive proper healing. I was warned to get my breasts thoroughly checked. After ultrasound/MRI-biopsies, I was diagnosed: stage 2 ILC (Invasive Lobular Carcinoma), LCIS & DCIS, grade 3, node-positive. Following a lumpectomy, 8 cycles of chemo, deep in September, I had a bilateral total skin-sparring mastectomy with immediate reconstruction. In just one year, my risk dropped from 85% to 35% to 17.5% of breast cancer recurring. As, I am continuing my hormone therapy for the next five years, I have adopted even healthier ways of living, a greener lifestyle. I am learning more on what it means to be a BRCA mutation carrier, with a 50% chance plus 1% higher every year of hereditary ovarian cancer… and other cancers (pancreatic, malignant melanoma, subgroup of lymphomas and leukemia). Also, what I must do to further overcome my underlying condition of Chronic Lyme Disease.

I’ve been blessed through the miracle of more than just one dream (as my cancer went under the radar of GYN/self-breast exams and mammograms for over 8 long years, after 9/11 exposure, around age 30)… through excellent care of doctors and nurses, family and friends, my fiancé (now my husband), my sweet Sonny… through the power of God’s angels on Earth and in Heaven. Through those faces who I’ve seen in my dreams…

Please Visit Me:
CaringBridge:
http://www.caringbridge.org/visit/son…

Facebook:
http://www.facebook.com/SonyaRoseAtki…

Women’s Health Magazine, featured:
http://www.womenshealthmag.com/health…

Images: iPhone video clips from my Breast Cancer journey 2011

São Paulo – Minha Cidade quinta-feira, out 10 2013 

Fazia tempo que não visitava “São Paulo – Minha Cidade”, onde há relatos da prima Haydée.

Hoje, entrei no “site” e que surpresa agradável: novo visual e novas funcionalidades.

São Paulo – Minha Cidade.

Cora Coralina – Biografia e poemas – Para Ler e pensar quarta-feira, set 11 2013 

Estimulada por uma postagem de Karen (MyHeritage Portuguese Blog), procurei sobre o livro “O Tesouro da Casa Velha da Ponte”, edição póstuma de autoria de Cora Coralina e encontrei esta pérola:

Cora Coralina.

Auguste de Saint-Hilaire – Wikipédia, a enciclopédia livre quarta-feira, jun 8 2011 

 O verbete da Wikipédia é um pretexto para inserir um poema de Durce Gonçalves Sanches, Memorial de José Mariano, que tomei a liberdade de redigitar e cito a fonte.

Auguste de Saint-Hilaire passou pela cidade de Itu/SP e, na minha opinião, o poema seria a oportunidade para que os alunos se interessassem por ele, por meio do eu-lírico José Mariano.

Auguste de Saint-Hilaire – Wikipédia, a enciclopédia livre

Em 20/02/2010, a partir das 16h, no Auditório da Sede do Sincomércio – Itu/SP, a Academia Ituana de Letras promoveu a Sessão Solene comemorativa do Quarto Centenário da Cidade de Itu.

Lançou, então, o livro Itu, pelos ituanos, uma seleção de crônicas de autoria de ituanos natos ou por opção, em concurso promovido pela ACADIL.

Embora seja “uma seleção de crônicas”, a participação de ituanos natos ou por opção diversificou de tal modo que encontramos discursos, poemas, crônicas, ensaios…

Itu, pelos ituanos, Acadil – Textos de vários autores – Academia Ituana de Letras, Ottoni Editora, Itu-SP, 1.ª edição/2010, páginas 63 e 63:

De Durce Gonçalves Sanches

Memorial de José Mariano

(redigitado a partir do original)

Arrieiro de profissão, rês humana,

na carga, na prestação do ofício,

servi. E ao servir, calado, silente,

eu vi: as tralhas de tanto em tanto

ao meu espanto de cargueiro aguçou.

Homem de elegante passo, na medida.

De olhar a flora, as águas, a fauna,

botica ambulante de hervas curadeiras

a encher-se nos virgens campos dessas

fartas amostras nas bagagens guardadas,

eu vi: guainases de espia pelas aberturas

das taipas das casas, mulheres feito gentes

no jeito de rir, beber, cuspir, fumar

em longos canos de cachimbos, descuidadas

cabeças arredondadas, campeavam prosa

na venda, atrevidas, além ponte do arraial.

Maciços de árvores e arbustos, tufos d’orquídeas

ladeando pequeno rancho, casa de vigário,

à direita do rio, Nossa Senhora da Ponte,

capela,  se não fosse ela, ramos de flores purpurinas,

encanto ao olhar franco do estrangeiro.

Ajuntado de andorinhas em círculos

pela arcada de pedra, o Tietê em espuma,

espumarada, no ruído forte, ensurdecedor,

qual só eu ouvi, ouvi e sou aqui narrador.

Dos lombos dos burros as cargas pesadas

para os burgos lá em Itu descarreguei.

Cidade estreita essa, alongada, paralelas ruas

marginadas de jardins, em pedras compactas,

lisas às ruas à mercê e ao dom de calçar.

Outras vias de areia abertas aos transeuntes,

sem cuidados de afogar os pés no leito mal feito,

a dirigirem às casas baixas, rés do chão;

vastos quintais, jardins sempre floridos.

Pequenas praças, de uma, feita a principal,

em quadrilátero, ornada, limpa ao culto divino

d’outro lado: a capela mor da Candelária.

N’outro ângulo a câmera; a rés a candeia.

Enfim, casinhas de obscuras espécies

nas transversais, locadas a moedas de cobre.

Café, algodão, chá, trigo, feijão, açúcar,

riqueza das terras férteis à beira do Tietê.

Umas gentes  que nem ch, nem tch ou ts,

mas molemente falantes de uma mescla

que só eu pensei de indígenas e portugueses,

mas qual, não sei. Só sei que as vestes surradas

do então forasteiro aumentavam-se em sujeira

do suor; diminuíam as plantas, as aves,

e coisa e loisa, diziam que então partiria

à província de Castro de Mendonça,

cinco léguas de Itu, Araritaguaba chamada.

E eu, arrieiro de profissão, Mariano José,

seu criado e irmão, enfardei os passarinhos,

juntei tralhas de pastas de plantas e carreguei.

Despediu-se o tal, com nome de Saint Hilaire,

e eu pra outras jornadas, arrieiro, fiquei.

Fiquei nesta magna urbe de então, Ituguassu.

 

YouTube – A Pedra – Antonio Pereira (Apon) quinta-feira, jun 2 2011 

Recebi da amiga Germana, com a seguinte indicação e os créditos:

http://www.aponarte.com.br/2007/08/pedra.html

Este poema foi publicado em 1999 no livro: Essência.  Autor: Antonio Pereira (Apon)

Visitem o blog: encontrarão uma denúncia que me irrita, profundamente, no virtual e no real: apropriação intelectual. 

Assistam, aqui, a postagem no YouTube. 

Mundo grande quinta-feira, abr 13 2006 

Para recordar: quando se trata de prosa, normalmente, há personagens e o autor não é personagem. Se for personagem, é autobiografia.
Em poemas, o autor é denominado "eu-lírico" e não deve ser confundido com personagem.
Drummond, muitas vezes, se descrevia nos poemas.
Poema é diferente de poesia. Pode haver poesia em prosa e em verso.
Importante, também, é nunca confundir textos em prosa ou em verso com quem os aponta como
BELÍSSIMO.

 

Mundo grande

(Carlos Drummond de Andrade – 31/10/1902 – 17/08/1987)

 

Não, meu coração não é maior que o mundo!

É muito menor!

Nele, não cabem nem as minhas dores.

Por isso, gosto tanto de me contar.

Por isso, me dispo.

Por isso, me grito.

Por isso, freqüento os jornais,

me exponho cruamente nas livrarias,

preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.

Só agora vejo que nele não cabem os homens.

Os homens estão cá fora, nas ruas.

A rua é enorme!

Maior, muito maior do que eu esperava.

Mas, também, a rua não cabe todos os homens.

A rua é menor que o mundo.

O mundo é grande!

 

Tu sabes como é grande o mundo!

Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.

Viste as diferentes cores dos homens.

As diferentes dores dos homens.

Sabes como é difícil sofrer tudo isso,

amontoar tudo isso num só peito de homem sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece!

Escuta a água nos vidros!

Tão calma!

Não anuncia nada.

Entretanto, escorre nas mãos, tão calma!

Vai inundando tudo.

Renascerão as cidades submersas?

Os homens submersos voltarão?

Meu coração não sabe.

Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.

Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas.

Na solidão de indivíduo, desaprendi a linguagem com que os homens se comunicam.

Outrora, escutei os anjos, as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.

Nunca escutei voz de gente.

Em verdade, sou muito pobre.

Outrora, viajei países imaginários, fáceis de habitar, ilhas sem problemas,

não obstante exaustivas, me convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.

Ilhas perdem o homem.

Entretanto, alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo,

 o grande mundo,

está crescendo todos os dias entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer entre o amor e o fogo,

entre a vida e o fogo.

Meu coração cresce dez metros e explode!

Oh, vida futura, nós te criaremos!