Cadê o meu abraço?: Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 14/09/14 – O galão d’água (“coisas” do Japão) domingo, set 28 2014 

Crônica de Martha Medeiros, “O galão d’água”, foi publicada no Jornal Zero Hora e reproduzida no jornal “A Federação”, de Itu – SP, página 04, sexta-feira, 26-09-2014, ano 109, edição 5692, numa incrível similaridade, ao contrário, com a situação dos ituanos por causa do racionamento drástico de água tratada desde fevereiro/2014.

Cadê o meu abraço?: Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 14/09/14.

Biografia de Martha Medeiros =

Martha Medeiros

Martha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época.

Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense – São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas.

Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/martha_medeiros/biografia/

Leia, também, aqui no meu blog, “A fita métrica do amor”, em http://wp.me/p161i6-IM

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24 dicas práticas para o uso consciente da água – Planeta Sustentável – Editora Abril quinta-feira, set 11 2014 

24 dicas práticas para o uso consciente da água.

Terra – Planeta água – Blog do MyHeritage em português quarta-feira, set 3 2014 

Leia, no MyHeritage Blog em Português, sobre a falta de água em Itu – SP e o alerta para economizar água.

Terra – Planeta água.

Moradores de Itu usam água de córrego para se abastecer – Agência Estado – UOL Notícias terça-feira, ago 19 2014 

Em meio ao nosso desespero de não receber água potável em dias alternados, como anuncia comunicado da concessionária, e, quando recebemos, a água não tem “força” para abastecer caixa d’água na altura do telhado.

Em meio a boatos – inúmeros – difundidos em postagens de rede social, encontrei esta notícia, no UOL Notícias, Agência Estado:

Moradores de Itu usam água de córrego para se abastecer – Agência Estado – UOL Notícias.

Malu Ribeiro fala sobre a falta de água em Itu – YouTube sábado, ago 2 2014 

Assista à fala de Malu Ribeiro: destaque para o trecho em que, sem agredir, comenta sobre  a falta de informação e de divulgação da concessionária para alertar a população e educá-la, antes que Itu atingisse estado de calamidade pública ainda não decretado desde que ficou evidente, em fevereiro/2014, de que a crise não seria solucionada.

viaMalu Ribeiro fala sobre a falta de água em Itu – YouTube.

 

 

 

 

 

Expedição Alagoas: Em Alagoas, 62% dos municípios passam por processo de desertificação – TNH1 – O portal de notícias de Alagoas sábado, ago 2 2014 

Expedição Alagoas: Em Alagoas, 62% dos municípios passam por processo de desertificação – TNH1 – O portal de notícias de Alagoas.

Itu – SP está de joelhos com falta de água potável terça-feira, jul 29 2014 

A Estância Turística de Itu – SP sempre teve problemas de captação de água.

Cresceu de modo totalmente irresponsável,  sem a mínima consideração de que a captação e o consumo de água tenham sido levados em conta, ou seja, qual seria o impacto para o restante da população da cidade.

Em 2006, Itu entregou a exploração da água e a captação do esgoto – literalmente – a uma concessionária que não cumpriu absolutamente nada do que estava acordado ao assumir essa concessão.

Tudo o que os ituanos testemunharam,  desde que a concessionária assumiu, pelo menos no centro da cidade, foi reparar rompimentos de encanamentos antigos em vias públicas e calçadas, cujos vazamentos subterrâneos provocam afundamento dos locais em que estão localizados, abertura de buracos para esses reparos, demora de dias para que sejam recobertos ou a camada de asfalto reposta.

A falta de água nas torneiras ituanas continuou cíclica, porém a partir do final de 2013, chegou às raias do absurdo, da humilhação para a população ituana, de todos os moradores não-ituanos, de prejuízo moral e financeiro para a população que deveria ser atendida como consumidora de um produto pelo qual paga caro tanto para que entre em suas casas e estabelecimentos comerciais  quanto para que seja coletado como esgoto.

Desde o primeiro momento em que foi construída a primeira estação de tratamento de água em Itu (inaugurada em 1951; antes disso a água era fornecida sem tratamento algum e a maioria das moradias tinham até mesmo encanamento externo), as moradias passaram a ser construídas com encanamento embutido, pois a água era encanada, tratada. Caixas d’água em nível de telhado – o que significa que se a moradia tem dois andares, jamais passou pela cabeça dos proprietários de que deveriam ter uma cisterna no térreo, com bomba e encanamento direcionado para a caixa d’água no alto do telhado, como os ituanos sentem, agora, a necessidade. Há muitos meses, notadamente pela maioria da população a partir de fevereiro de 2014, a água, quando “chega”, tem horário, rodízio, sem força para abastecer caixas d’água de construções com dois ou mais andares.

Outras Estações de Tratamento de Água (ETAs) foram construídas ao longo de administrações mais recentes. O problema, porém, de captação de água para essas ETAs é que nunca foi solucionado, dependendo, sempre, de riachos e ribeirões.

A  “evolução dos tempos” marcou as residências e estabelecimentos comerciais que não têm garagem, não é verdade? Ficam prejudicados, porque os proprietários de residências sem garagem têm que procurar um estacionamento próximo para estacionar seus veículos e os estabelecimentos comerciais têm prejuízos – a não ser que estejam em “shoppings” – porque os clientes não têm onde estacionar ou o estabelecimento tem que fazer um convênio com estacionamentos.

Itu possui ruas em que não se pode estacionar o veículo,  seja por qual motivo tenhamos que estacionar nelas, porque há portões de garagem, portões de garagem, portões de garagem “proibido estacionar””, “proibido estacionar”…  Se há um local sem portão de garagem “proibido estacionar”, a vaga já está ocupada.

Pois, atualmente, em Itu, as residências e os estabelecimentos comerciais terão que modificar suas construções futuras: no térreo, uma cisterna que capte o fraco fluxo de água fornecida na entrada, encanamento adequado que leve essa água captada para os diversos cômodos e/ou caixas d’água, uma bomba que sugue a água para abastecer caixas d’água estrategicamente distribuídas pela edificação.

Quanto aos imóveis antigos, instalar uma cisterna ou uma nova caixa d’água no térreo  exige uma logística hidráulica de alto custo e, muitas vezes, com obstáculos a serem resolvidos por engenheiros hidráulicos “gênios”.

Ao passar ao longo de ruas ituanas e até mesmo dentro de condomínios horizontais, podemos observar caixas d’água instaladas em áreas de jardim e até substituição do jardim por cisternas. Outra visão muito comum é a de caminhões-pipa abastecendo caixas d’água de residências e de estabelecimentos comerciais.

O dia a dia dos ituanos se transformou de tal maneira que, durante a madrugada, alguém tem que ficar de plantão para encher recipientes – que possam ser cobertos para evitar proliferação de vetores de doenças – e reservá-los para, por exemplo, descargas de vaso sanitário (n.º 1 = tem que acumular;  n.º 02 = despejar baldes de água até que leve embora o n. 01 acumulado e o n.º 02);  lavar detritos de animais de estimação requer uma estratégia que nos exaure.  Famílias com pessoas doentes têm que implorar por atendimento de caminhão-pipa da concessionária… Esses são apenas alguns poucos aspectos do drama vivido pelos ituanos.

Não quero ser terrorista nem paranoica, mas leia o texto abaixo e infira, por meio dele, o que, provavelmente, levou a cidade de Itu a fica “de joelhos” e não posso me esquecer da ENRON, cuja política de fornecimentos de energia elétrica “virtual” levou o estado da Califórnia, nos EUA, a “ficar de joelhos”.

Mas leia, mesmo! Sua cidade estará na mesma situação de Itu muito em breve.

Superinteressante junho 2003 Vai faltar água?

Superinteressante junho 2003 – Vai faltar água?

Ambiente

Vai faltar água?

Dois terços da superfície do planeta são cobertos por água. Mas, apesar disso, a água boa para consumo humano está cada vez mais escassa. Saiba o que está drenando esse líquido tão precioso e como é possível evitar um colapso

por Adriano Quadrado / Rodrigo Vergara

Quem vê uma foto do planeta feita do espaço pode pensar que água é algo que nunca vai faltar. Afinal, esse líquido incolor, insípido e inodoro, vital para a vida, ocupa mais de dois terços da superfície da Terra. Nada mais enganoso. A quantidade de água no planeta, de fato, não se altera. Desde que o globo se esfriou, há muitos milênios, são os mesmos 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos. Mas só podemos usar uma gota desse manancial. Primeiro porque precisamos de água doce. E só 2,5% da água do mundo é doce. Dessa pequena parte, tire dois terços, confinados nas calotas polares e no gelo eterno das montanhas. Do que sobrou, desconsidere a maior parte, escondida no subsolo. Resultado: a água pronta para beber e fácil de captar está nos rios e lagos, num total de 90 mil quilômetros cúbicos, ou 0,26% do estoque mundial. Mas nem essa porção está inteiramente disponível. Para não esgotar o precioso líquido, só podemos utilizar a água renovável pelas chuvas.

E aí chegamos a um limite de consumo de 34 mil quilômetros cúbicos anuais, ou 0,002% das águas do planeta. Nem uma gota a mais. Como diz em seu livro Água o jornalista canadense Marq de Villiers: “A água pode ser poluída, maltratada e mal utilizada, mas não é criada nem destruída”.

Mas o ser humano se multiplica, e muito. A população já soma 6 bilhões, e segue aumentando. O consumo de água também cresce, mas com um detalhe: em ritmo mais acelerado. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o crescimento do uso da água foi mais do que o dobro do aumento populacional no século passado, de maneira que, hoje, consumimos metade do estoque disponível. Em 35 anos, estima-se que o consumo terá dobrado, ou seja, estaremos utilizando toda a água que o planeta produz. Resumindo: não é apenas o aumento populacional que preocupa, mas também o consumo desenfreado.

Os problemas desse uso indiscriminado já começaram, por um problema simples: distribuição. Há muita água boa onde não mora ninguém, e pouca água saudável em áreas povoadas. Resultado: escassez. Segundo a ONU, 1,1 bilhão de pessoas, um sexto da população mundial, vivem sem água de boa qualidade. O Brasil é um exemplo de que ter água não basta. Apesar de sermos a maior potência hídrica do planeta, há muita gente vivendo situação de seca. Atualmente, 31 países sofrem com sérios problemas de escassez, especialmente no Oriente Médio, no norte da África e no sul da Ásia. As projeções são ainda mais catastróficas: se o consumo não se alterar, duas em cada três pessoas estarão vivendo condições de escassez em 2025.

A água não serve apenas para beber. Ela é necessária, também, como destino final de bilhões de litros de resíduos que a humanidade produz todo dia. Para essa finalidade, a escassez é ainda pior. Há, hoje, 2,4 bilhões de pessoas, ou 40% da população, sem condições adequadas de saneamento básico. “De todas as crises sociais e naturais que nós humanos enfrentamos, a da água é a que mais afeta a nossa sobrevivência”, diz Koïchiro Matsuura, diretor-geral da Unesco, braço da ONU para Ciência e Educação.

Mas, afinal, a escassez de água pode pôr em cheque nossa sobrevivência? Há várias respostas, dependendo de quem responde. Para os ambientalistas mais radicais, a água está com os dias contados, a não ser que haja um freio no consumo. É o caso dos canadenses Maude Barlow e Tony Clarke, autores de Ouro Azul, um livro-denúncia sobre a apropriação dos mananciais por grandes empresas. “A raça humana julgou mal a capacidade dos sistemas de água da Terra de se recuperarem. E agora o mundo está sendo pressionado a tomar decisões cruciais, talvez irrevogáveis, sobre a água”, escrevem.

Mas há gente gabaritada que vê um cenário menos apavorante. “A ONU pintou um quadro catastrófico para provocar uma reação da população, mas a água não deve acabar”, diz o geólogo Aldo da Cunha Rebouças, da Universidade de São Paulo (USP), especialista em gestão de recursos hídricos. De fato, há indícios de que o consumo começa a regredir. Segundo artigo publicado pela revista científica americana Science, na década passada [1991-2000] usou-se metade do que se havia previsto 30 anos antes. “A quantidade de água utilizada em 2025 poderá não ser tão maior do que a usada hoje”, diz Peter Gleick, chefe da ONG Instituto Pacífico para Estudos em Desenvolvimento, Ambiente e Segurança, dos Estados Unidos.

Na Declaração do Milênio, publicada em 2000, a ONU divulgou suas metas, entre elas a de diminuir pela metade, até 2015, o número de pessoas que hoje sofrem com escassez de água e más condições de saneamento básico. De novo, há diversos caminhos para chegar lá. Em um mundo tão transformado pela ação humana, sempre haverá quem defenda novas intervenções para corrigir o estrago anterior. As soluções, nesse caso, passam por transposições de rios, exportação de água, derretimento de grandes icebergs e por aí vai. Mas, no caso da água, menos pode ser mais. Para muitos especialistas, respeitar o ambiente e tirar o dedo da ferida pode ser a melhor maneira de curar o dano causado.

Veja o caso da drenagem, por exemplo. Para povoar áreas desérticas, é comum retirar água do subsolo. Mas essa estratégia é perigosa, sobretudo porque esses reservatórios subterrâneos, chamados de aquíferos, se renovam muito mais vagarosamente do que rios e lagos. O aquífero de Ogallala, por exemplo, a maior reserva de água dos Estados Unidos, com mais de meio milhão de quilômetros quadrados, é drenado por mais de 200 mil poços, em um ritmo 14 vezes superior ao que a natureza gasta para restituí-lo. O resultado mais óbvio disso é que o poço pode secar. Tudo bem, você pode pensar. Usa-se a água enquanto ela existe. Mas os efeitos dessa retirada vão mais além. A drenagem de aquíferos subterrâneos pode baixar o nível de rios e lagos e causar ou agravar a desertificação.

O transporte de água é outra intervenção humana de grande impacto. Esse, no entanto, não é um problema moderno. Terraços para cultivo, diques e aquedutos são usados há milênios. Uma das Sete Maravilhas do Mundo, os Jardins Suspensos da Babilônia, construídos por Nabucodonosor II (604 a 562 a.C.), usava água bombeada do rio Eufrates. Os mais antigos sistemas de irrigação, os qanats, mistos de poço e aqueduto, viabilizaram as civilizações da Mesopotâmia e ainda são muito usados no Afeganistão, no Iraque, no Irã e no Egito. Durante o Império Romano, entre os anos 312 e 455 d.C., foram construídos enormes sistemas de distribuição de água, muitos dos quais continuam de pé. Mas nada disso se compara ao manejo de águas desenvolvido no século 20. Em 1950, havia pouco mais de 5 mil grandes represas. Hoje, são 40 mil.

Não é preciso dizer que, quando se desvia ou se bloqueia um curso de água para construir uma represa, alguém rio abaixo ficará sem água, temporária ou definitivamente. Seja de animais ou de ribeirinhos, essa alteração afeta muitas vidas. De acordo com a ONU, existem 261 bacias hidrográficas transnacionais, compartilhadas por 145 nações, o que sempre deu margem a disputas, conflitos e guerras. Sem contar que, ao desviar a água de seu destino natural, pode-se romper o ciclo natural que a devolve.

Hoje, há mais de 500 conflitos entre países envolvendo disputas pela água, muitos deles com uso de força militar. Nada menos que 18 desses conflitos violentos envolvem o governo israelense, que vive brigando pelo líquido com os vizinhos. Cerca de 40% do suprimento de água subterrânea de Israel se origina em territórios ocupados, e a escassez de água foi um dos motivos das guerras árabe-israelenses passadas. Em 1965, a Síria tentou desviar o rio Jordão de Israel, provocando ataques aéreos israelenses que a forçaram a abandonar a tentativa. Na África também houve conflitos. As relações entre Botsuana e Namíbia, por exemplo, ficaram estremecidas depois que a Namíbia anunciou um plano de aqueduto para desviar um rio compartilhado pelos dois países. Na Ásia, Bangladesh depende da água de rios que vêm da Índia. Nos anos 70, em meio a uma escassez de alimentos, a Índia desviou o fluxo desses rios para suas lavouras. Bangladesh foi deixado a seco por 20 anos, até a assinatura de um tratado que pôs fim às disputas.

A qualidade da água é outro fator crucial. Nesse caso, o alarme vem soando faz tempo. Nos países em desenvolvimento, diz a ONU, até 90% do esgoto é lançado nas águas sem tratamento. Todos os anos, de 300 a 500 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, produtos tóxicos e outros tipos de dejeto são jogados na água pelas indústrias. Cerca de 2 bilhões de toneladas de lixo são despejados em rios, lagos e riachos todos os dias. A verdade é que a maioria dos produtos químicos produzidos pelo homem mais cedo ou mais tarde acaba em um curso ou depósito de água. Uma das conseqüências disso é que 80% das doenças nos países pobres do hemisfério sul estão relacionadas com a água de baixa qualidade.

Mas, apesar de ser um recurso tão frágil e escasso, a água ainda é muito desperdiçada. De toda a água utilizada, 10% vão para o consumo humano, 20% ficam com a indústria e o restante, 70%, são utilizados na agricultura. Porém o desperdício e o uso irracional são uma constante em todos esses setores. Vazamentos, métodos obsoletos e desperdício drenam cerca de 50% da água usada para beber e 60% da água de irrigação. Com a tecnologia disponível atualmente, a agricultura poderia reduzir sua taxa de uso em até 50%, as indústrias em até 90% e as cidades em um terço sem prejudicar a produção econômica ou a qualidade de vida.

Mas a grande questão debatida hoje sobre o futuro da água é quem deveria gerenciar as reservas e como isso deveria ser feito. Com a globalização, grandes empresas transnacionais estão ampliando sua presença em serviços de saneamento e ganhando o direito de explorar fontes de água, o que, para os ambientalistas, pode comprometer o acesso das populações mais pobres.

Estamos falando aqui de um choque entre ideologias completamente diferentes, com concepções de mundo antagônicas. De um lado, há os que entendem a água como um produto que se pode manejar, engarrafar, pôr preço e vender. Esse grupo acredita na tecnologia e no mercado e vê a água como uma necessidade humana que pode ser atendida eficientemente pela iniciativa privada. Para eles, a água pode e talvez deva se tornar “o petróleo do século 21”. Do lado oposto, estão os ambientalistas, para quem a água não tem preço nem dono, pois pertence a todos. Eles acreditam no resgate da relação primitiva com a natureza, na cooperação entre os povos e no manejo sustentável dos recursos naturais e veem a água como um direito fundamental e inegociável do ser humano.

A despeito dessa bipolaridade [empresários X ecologistas], a presença da iniciativa privada avança por ter o poder do capital a seu lado. Em 1998, o Banco Mundial previa que, em breve, o comércio global da água faturaria 800 bilhões de dólares. Antes de 2001, essa projeção foi elevada para 1 trilhão de dólares. Desde 1995, o mercado de água engarrafada cresce a uma espantosa taxa de 20% ao ano. Em 2000, só esse negócio faturou 22 bilhões de dólares, com a venda de cerca de 89 bilhões de litros de água. Detalhe: o líquido engarrafado para venda é uma gota nesse mar de dinheiro que envolve a água. A fonte maior é o mercado de saneamento e de distribuição de água, um ramo com um potencial de crescimento astronômico, já que apenas 5% da população mundial recebe água fornecida por empresas privadas. As duas gigantes do setor de saneamento são as transnacionais Vivendi e Suez, que têm sede na França e respondem por 70% do faturamento do setor.

O fato é que a água transformou-se em uma commodity como o petróleo ou a soja, com direito a ser exportada, inclusive. O Canadá, por exemplo, exporta água para regiões sedentas do México e dos Estados Unidos. Pode parecer estranho, mas a exportação de água é uma realidade. Neste exato momento, há barcaças e caminhões de grande capacidade cruzando fronteiras carregados com nada mais do que água.

A situação colocou o Brasil em uma situação estratégica, de maneira que, quando o assunto é água, o mundo todo volta seus olhos para cá. Para começar, somos o país que tem mais água disponível. Para se ter uma idéia, nossos rios reúnem 13% do volume fluvial mundial. Não bastasse toda essa abundância, temos, sob nossos pés, a maior reserva de água doce do mundo, o aquífero Guarani, uma superpoça subterrânea que cruza a fronteira de sete Estados e avança pelos territórios argentino, paraguaio e uruguaio. Só ali jazem 37 mil quilômetros cúbicos de água potável, o que daria para encher até a boca 7,5 milhões de estádios do Maracanã, segundo cálculos do geólogo Heraldo Campos, especialista no aquífero. E o Brasil só utiliza 5% desse potencial.

Nas discussões internacionais sobre o uso dos recursos hídricos, o Brasil é uma liderança natural, segundo o costarriquenho Manuel Dengo, Chefe da Divisão de Água, Recursos Naturais e Desenvolvimento Sustentável da ONU. “O Brasil desempenha um papel importante no cenário mundial das águas. Sua presença, na maioria dos encontros intergovernamentais e outros fóruns, é altamente respeitada.” Mas, como em outras áreas da vida brasileira, essa liderança deve-se mais ao nosso potencial e às nobres intenções do que às boas práticas.

Nossa legislação, por exemplo, é moderna e democrática, inspirada nas melhores leis ambientais do mundo. A tecnologia brasileira de tratamento de água também é destaque, caracterizada pela eficiência com baixo custo, segundo o ambientalista Leonardo Morelli, coordenador da rede de ONGs Grito das Águas.

Mas, quando se vê a situação dos rios que cortam as grandes cidades brasileiras, percebe-se que nosso conhecimento não se traduz em qualidade de água ou de vida. O resultado disso chega a ser paradoxal, como no caso da cidade de Manaus, incrustada na maior bacia hidrográfica do mundo e submetida a um rodízio de água entre os bairros por falta do produto. Embora moderna, a lei não funciona sozinha, e são comuns os acidentes ambientais com mortandade de peixes e contaminação das águas. Para Aldo Rebouças, o grande problema brasileiro, ironicamente, é a abundância. “Por termos muita água, a cultura do desperdício impera no país todo. Nossos problemas são de grande desperdício, baixa eficiência das companhias e degradação da qualidade da água.”

Faz pouco tempo que o mundo acordou para a importância econômica e estratégica da água. Mas, em meio a divergências sobre a posse e o destino da água, já aflorou um consenso mínimo. Especialistas, empresários e ecologistas concordam que a ameaça de escassez é real, mas que há tempo para evitá-la. Para isso, é preciso estancar o desperdício, recuperar as reservas poluídas, garantir o direito à água para os mais pobres e criar projetos de educação ambiental. A educação, dizem os especialistas, é importante porque a ação de cada um é maior do que qualquer intervenção que governos ou empresas podem fazer. Saber qual é verdadeira dimensão da ameaça é o primeiro passo para vencer o problema. Portanto, ao ler essa reportagem, você está fazendo a sua parte.

Para saber mais

Na livraria: Ouro AzulMaude Barlow e Tony Clarke, M.Books, São Paulo, 2003

Água

Marq de Villiers, Ediouro, Rio de Janeiro, 2002

Grito das Águas

Leonardo Morelli, Letradágua, Joinville, 2003

Na internet:

http://www.ana.gov.br

http://www.biodiversidadeglobal.org

http://www.un.org/events/water

http://www.waterday2003.org

http://www.un.org/esa/sustdev/sdissues/water/water.htm

 

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante fevereiro 2008 sexta-feira, maio 30 2014 

Não discuto as manifestações – tardias no meu entender – não repasso mensagens de críticas à realização da Copa 2014 no Brasil, porque, em fevereiro de 2008, já havia lido em Superinteressante que, para o Brasil, a realização da Copa seria mais um problema acrescido aos que o Brasil já tinha e que pioraram desde então.

Em julho de 2011, postei, aqui, o mesmo título com o teor do texto da Superinteressante.

Na época da escolha do Brasil como país-sede, deveria ter havido uma mobilização contra. Agora, Inês é morta e não adianta colocar a mão na cintura e perguntar “Sinhá, cadê ‘seu’ Padre?”

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante.

Adeus ao Baiji, golfinho do rio Yang-tsé| Natural History Museum – YouTube terça-feira, maio 6 2014 

Tomei conhecimento deste vídeo, no YouTube, numa das abas de “The Breast Cancer Site”.

A postagem é de 2013: golfinhos do rio Yantze, na China, extintos.

viaGoodbye to the baiji, the Yangtze River dolphin | Natural History Museum – YouTube.

A notícia abaixo é de 08-08-2007 =

Cientistas declaram ‘extinto’ o golfinho chinês de água doce

Atividade humana é a causa do desaparecimento do animal, cuja existência começou há 20 milhões de anos

08 de agosto de 2007 | 9h 08

Efe

Depois de mais de 20 milhões de existência, o golfinho chinês de água doce, uma espécie conhecida como “baiji”, foi declarada oficialmente extinta nesta quarta-feira, 8. A causa de seu desaparecimento é a atividade humana, afirmaram cientistas da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL).

Segundo os membros da organização, este golfinho é o primeiro cetáceo a desaparecer da Terra como resultado direto da influência do homem, devido à pesca desregulada.

Os especialistas, que publicaram o estudo nesta quarta na Royal Society Biology Letters, asseguram que não conseguiram localizar nenhum golfinho no rio Yang-tsé – seu habitat natural – durante uma intensa pesquisa que durou seis semanas.

Na década de 50, a população deste golfinho – espécie única do Yang-tsé – era de milhares, mas diminuiu com os anos, enquanto a China se modernizava e começava a utilizar o rio para a pesca, o transporte e a geração de eletricidade, acrescentam os cientistas.

Um dos autores do estudo e integrante do ZSL, Sam Turvey, classificou a extinção de “trágica”. “O golfinho do rio Yang-tsé era um mamífero incrível que se separou de outras espécies há mais de 20 milhões de anos”, disse.

“A extinção representa o desaparecimento de um galho completo da árvore da evolução da vida, e é preciso ressaltar que temos que assumir a responsabilidade sobre nossa tarefa como guardiães do planeta”, acrescentou.

Evolução

A espécie, conhecida cientificamente como Lipotes vexillifer, era a única da família Lipotidae, que aparentemente se separou de outros mamíferos marítimos, como baleias, golfinhos e botos, entre 20 e 40 milhões de anos atrás.

Os “baijis” têm um bico longo e estreito e vivem em grupos de três ou quatro.

A equipe realizou um estudo visual e acústico durante seis semanas no final de 2006.

Apesar de existir a chance de algum golfinho não ter sido encontrado durante a pesquisa, “a impossibilidade de detectar um ‘baiji’ durante a pesquisa indica que as possibilidades de encontrá-los e levá-los (a uma reserva) praticamente desapareceram”, ressaltam os especialistas.

No entanto, o Fundo Mundial para a Vida Selvagem (WWF, na sigla em inglês) considera que a análise não é definitiva.

“O WWF não acredita que o golfinho ‘baiji’ possa ser declarado extinto ou ‘extinto de fato’ porque a pesquisa foi realizada em um curto período de tempo em uma área limitada do rio”, afirmou um porta-voz da organização.

Tópicos: Golfinho chinês de água doceExtinçãoChina

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cientistas-declaram-extinto-o-golfinho-chines-de-agua-doce,31154,0.htm

 

Varvito = o que é; links para entender essa formação sedimentar terça-feira, mar 4 2014 

O arquivo, em extensão “pdf”, é excelente para entender, cientificamente, o que é varvito, uma rocha sedimentar

Varvito de Itu – Registro Clássico da Glaciação Neopaleozoica  Ou http://sigep.cprm.gov.br/sitio062/sitio062.pdf

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Texto na Wikipédia, a enciclopédia livre:

varvito é uma rocha sedimentar originada durante a glaciação de rios e lagos e sua estrutura é constituída por uma série de varves.

Apresenta camadas alternadas, formando um depósito sedimentar de estratificação rítmica (ritmito), sendo que cada varve corresponde a um ano. Os clastos caídos são comuns nos varvitos.

O nome varvito vem de sua estrutura em varves. As varves são conjuntos de camadas finas sedimentares clásticas alternadas. A camada mais fina é composta por silte e/ou argila e a mais espessa de silte, areia (fina, média ou grossa) e argila.

A deposição destes materiais ocorre comumente em lagos próximos a geleiras, evidenciado pela posição horizontal do registro e por sua estratificação bastante regular.

Durante as estações mais quentes (primavera e verão), o derretimento do gelo é mais intenso e transporta maior quantidade de areia, argila e silte para o fundo do lago, formando as camadas mais espessas e claras (siltito ou arenito). Neste período mais quente alguns seres vivos conseguem se desenvolver.

Com o derretimento do gelo glacial, blocos maiores das geleiras podem se desprenderem e acabarem no lago. Ao derreterem por completo, podem liberar sedimentos maiores no fundo lacustre, como seixos, calhaus e matacões. Estes sedimentos mais grosseiros se depositam e, como consequência, formam os seixos pingados entre as varves do depósito sedimentar.

Durante as estações mais frias do ano (outono e inverno), os corpos d’água congelam. Nesse período, as partículas mais finas se depositam (argila ou silte) no fundo do lago, por exemplo, formando as lâminas mais escuras e delgadas denominadas folhelhos.

A camada mais clara (sedimentos de meses quentes) costuma ser mais porosa e áspera do que a lâmina de folhelho, devido à primeira conter silte e areia em sua composição.

As camadas sedimentares clásticas alternadas – a camada fina depositada durante os meses frios e a camada mais espessa depositada durante os meses quentes – representam a sedimentação durante um ano. Deste modo, é possível contabilizar, aproximadamente, os anos em um perfil de depósito sedimentar glacial flúvio-lacustrino de varvito. O resultado pode ser interpretado como os anos em que o lago esteve recebendo sedimentos de geleiras.

Nota-se também, em alguns registros geológicos como o do Parque do Varvito – Wikipédia, a enciclopédia livre, em Itu,SP, que as camadas vão se tornando mais finas conforme vão se aproximando da superfície, ou seja, as varves mais recentes são menos espessas que as mais antigas. Esse padrão pode ser explicado se considerarmos que, ao longo dos anos, a geleira foi recuando, levando uma quantia cada vez menor de sedimentos para o lago.

A datação do lago, a partir da contagem das camadas de varvito, pode não ser muito exata, devido à ação erosiva na superfície, que pode eliminar os,sedimentos mais recentes. Entretanto, a estimativa do tempo em que o lago esteve próximo à geleira costuma ser bastante satisfatória através deste método de contagem do tempo.

Nos lagos do período Pleistoceno pode-se observar vestígios da presença de animais invertebrados.

Estes vestígios aparecem na forma de traços finos e alongados, cruzando-se sobre a camada de sedimentos – geralmente a mais clara, formada durante os meses quentes, quando a vida no lago poderia ser mais ativa. São marcas deixadas pela movimentação das patas ou corpos dos animais. Raramente estes animais são encontrados fossilizados, pois seus corpos provavelmente eram muito delicados e não resistiriam no fundo do lago o suficiente para a ocorrência da fossilização.

Os varvitos podem ser:

par siltito-folhelho: quando a maior parte da camada mais clara é composta de silte. Neste caso, percebe-se que a camada é mais porosa do que áspera.

par arenito-folhelho: quando a maior parte da camada mais clara é composta de areia. Neste caso, percebe-se que a camada é mais áspera que porosa.

Origem = http://pt.wikipedia.org/wiki/Varvito

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Veja fotos espetaculares dessa formação de rocha sedimentar em:

Fermina Daza Blogspot – Parque do Varvito – 8set2012

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Sou ituana, portanto conheço a localização da “Pedreira de Varvito” desde criança. Acompanhei a inauguração do Parque do Varvito, em Itu – SP = local mágico.

Ajude a fazer a próxima revista Sorria! Recebido em 18/11/2013 terça-feira, nov 19 2013 

Olá,

Estamos preparando a seção Aconteceu Comigo da próxima edição da revista Sorria (www.revistasorria.com.br) e mais uma vez pedimos a sua ajuda!

O tema da vez é: qual o amigo mais diferente que você já fez?

Estamos procurando relatos de amizades improváveis, de pessoas que, aparentemente, não combinam, mas que acabaram virando amigas e construindo uma relação sólida e especial. Podem ser histórias como:

– Quando a conheci, ela era a menina mais bagunceira da escola e eu, a representante de classe. Acabamos fazendo um trabalho em grupo e descobri na minha colega uma grande amiga, que me ensinou a levar a vida com mais leveza.

– Conheci meu amigo em uma viagem de férias com a turma. Cheguei atrasadíssimo para a partida e ele, muito pontual e organizado, ia me deixando para trás. Quando nos conhecemos melhor, descobrimos que, fora a organização, temos muito em comum.

– Minha amiga é daquelas pessoas sérias, que levam tudo com firmeza. O incrível é que eu admiro seu jeito ajuizado de viver e ela gosta da minha maneira alegre, de dar risadas com o que me acontece. Quando nos veem juntas, ninguém acredita que somos tão próximas!

– Tenho 66 anos e meu melhor amigo tem a metade da minha idade. Gostamos muito de conversar sobre diversos assuntos. Ele me ensina a ver a vida com outros olhos.

– Tenho uma amiga que adora viajar, fazer coisas novas e não para um minuto sequer! Eu gosto mesmo é de ficar em casa, sem muitas emoções. Não temos nada em comum, mas ela está sempre por perto quando preciso. Foi com ela que vi que podia deixar meus preconceitos para trás: uma boa amiga vai além das aparências.

– Conheci meu amigo na faculdade e estávamos sempre juntos. Depois, ele se tornou empresário e hoje tem um excelente salário. Eu resolvi fazer trabalhos sociais. Nossos estilos de vida são opostos, mas nossos laços continuam fortes. Estamos juntos nos momentos alegres e nos difíceis: uma amizade verdadeira vai além do dinheiro.

Você tem uma história assim? Conte para a gente!

Não se esqueça de informar, por favor:

Nome:

Idade:

Cidade/Estado:

Telefone (não vamos divulgar essa informação, é apenas para poder entrar em contato se ficarmos com alguma dúvida):

Nem todos os depoimentos poderão ser publicados na revista. Faremos uma seleção entre os relatos recebidos.

Para saber mais sobre a Sorria, acesse nosso site: www.revistasorria.com.br

Também estamos no Facebook: www.facebook.com/revistasorria

Muito obrigado!

Equipe Sorria

(11) 3024 2444

Cidades sem Fome: Revista Sorria edição 34, out/nov/2013 domingo, out 6 2013 

A revista “Sorria para ser feliz agora”, edição n.º 34, outubro/novembro/2013, Editora Mol, já está à venda nas lojas da Droga Raia.

A capa é: Você é feliz com seu trabalho?

Na seção Gente que faz, “Semeando o futuro”, texto de Jéssica Martineli; foto de Ilana Bar, Hans Dieter Temp, gaúcho, administrador de empresas ameniza a pobreza por meio de hortas comunitárias, diminuindo a fome e gerando emprego e renda, como fundador da ONG Cidades Sem Fome que, desde 2004, cria hortas comunitárias na Zona Leste de São Paulo. A iniciativa já beneficiou 2.000 mil pessoas. Em 2011, a ONG recebeu um prêmio internacional como iniciativa a ser replicada. [Trecho redigitado da página 42, revista Sorria]

Passe numa das lojas da Droga Raia, compre a revista e  leia não apenas essa recomendação, mas a revista inteira.

Visite, abaixo, o “link” indicado nessa mesma revista:

Cidades sem Fome.

Água (música infantil) – 2013 Ano Internacional da Cooperação pela Água – YouTube quinta-feira, jul 4 2013 

viaÁgua (música infantil) – 2013 Ano Internacional da Cooperação pela Água – YouTube.

A nossa deslumbrante natureza… até quando? = no YOUTube terça-feira, jun 11 2013 

Recomendado por MAdelaide

APA Bairro do Pedregulho: Minuta do Anteprojeto e Mapa segunda-feira, mar 4 2013 

A notícia abaixo é de 14/02/2013.

14/02/2013

Prefeito discute proposta da APA do bairro Pedregulho com vereadores e secretários

Foto: Daniel Alcântara/AI Prefeitura de Itu

A fim de levar ao conhecimento da Câmara Municipal aspectos do projeto de criação da APA (Área de Proteção Ambiental) do bairro Pedregulho, o prefeito Antonio Tuíze convocou uma reunião com vereadores e os secretários municipais de Meio Ambiente (Patrícia Otero), Planejamento (Shirley Dantas) e Obras (José Angel Lobato), além do chefe de gabinete Dito Roque.

A área de proteção ambiental municipal do bairro Pedregulho está localizada na divisa com os municípios de Salto, Cabreúva, Indaiatuba e Itupeva, numa importante região de mananciais e remanescentes da Mata Atlântica. Está alinhada ao Plano Diretor Municipal de Itu e é de extrema relevância por abrigar em seu território a bacia do Ribeirão Piraí, futuro abastecedor de água bruta para o município ituano.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Patrícia Otero, apresentou o fluxograma dos procedimentos para a criação desta unidade de conservação, orientado pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Todo o processo está sendo feito em parceria com a Associação Bairro Pedregulho e atores sociais.

Já foi identificada e avaliada a demanda e estudos técnicos com caracterização biológica, meio físico e socioeconômico do local. Além disso, definiu-se a categoria da APA como uso sustentável, a proposta de limite preliminar com consulta aos órgãos e instituições e convites à população para a realização da consulta pública que irá ocorrer na próxima quarta-feira, dia 20 de fevereiro, às 9h, no auditório do Centro de Capacitação de Professores da Prefeitura.

Todos os interessados em conhecer a minuta do anteprojeto de lei e o mapa com a localização exata da APA Pedregulho podem acessar o site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itu através dos links abaixo.

::Minuta

::Mapa

DA (14/02/13)

viaPrefeitura da Estância Turística de Itu – Notícias.

O Sindicato Rural de Itu e a Cooperativa Agrícola Mista de Itu chamou  os proprietários rurais e os associados para discutir o teor desse anteprojeto e, abaixo, reproduzo o teor do convite:

 

Itu, 21 de Fevereiro de 2.013

Aos

Associados e proprietários de imóvel rural no Bairro do Pedregulho – Itu

Assunto:  Convite para reunião

Local: Sindicato Rural de Itu

1ª. – dia 07/03/2013 – 19:00 hs

2ª. – dia 21/03/2013 – 19:00 hs

Prezado(a) Associado(a),

Nas datas acima será discutido o Projeto de Lei que cria  a Área de Proteção Ambiental Municipal do Bairro do Pedregulho, de interesse de todos.

Sua opinião será importante na discussão desse assunto, razão pela qual estamos enviando em anexo [ver na notícia do site da Prefeitura de Itu, MLB] a minuta do Projeto de Lei para que seja previamente analisada.

Aguardamos seu comparecimento.

COOPERATIVA AGRÍCOLA DE ITU        SINDICATO RURAL DE ITU

Winter, o golfinho fêmea com prótese = webcams voltaram ao normal segunda-feira, fev 4 2013 

Tive oportunidade de ver Winter nadando e brincando, inclusive na plataforma à beira da piscina do tanque, mas sem a prótese.

Fiquei curiosa, mas as webcams estavam em manutenção e acompanhava perguntas como: “O que há de errado com Winter?”, pois enquanto as webcams estavam em manutenção, havia a exibição de gravações.

Consegui captar a seguinte resposta à dúvida:

Por que Winter não usa a prótese o tempo todo?

Resposta de quem atende os participantes de “chat” no website:

Winter a usa duas vezes ao dia, para manter a coluna vertebral saudável. Não pode usar a prótese o tempo todo, porque os golfinhos mudam de pele a cada duas horas e seria desconfortável para Winter usá-la o tempo todo.

Para ver Winter, Panama, Hope:

http://www.ustream.tv/winterthedolphin

As webcams estavam em manutenção, mas já estão de volta. É possível ver os golfinhos mencionados acima em ângulos diferentes dos anteriores.

Se tiver sorte, haverá tratadores lhes dando atenção.

Para ver Winter, o golfinho fêmea, por webcam sexta-feira, nov 30 2012 

Atualização de 11/12/2012 = as webcams ainda estão “off air”. Só é possível visualizar gravações.

Para aqueles que acompanham Winter, o golfinho fêmea com prótese na cauda, ao vivo, as webcams do Cleawater Marine Aquarium  estão passando por manutenção e o aviso é para retornar para confirmar se já está tudo em ordem.

Retornarei.

http://www.seewinter.com/

Outra opção é este link:

http://www.ustream.tv/winterthedolphin

(Copie e cole em seu navegador ou, se tiver o recurso, destaque o “link”, clique no lado direito do mouse e escolha a opção “ir até”)

Editora Mol divulga convite para participar de livro com 50 depoimentos “Eu amo bicicleta” sábado, nov 17 2012 

 

Olá!

Nós, da Editora MOL, estamos produzindo um livro chamado Eu amo bicicleta. Vamos reunir relatos de 50 brasileiros que adoram pedalar. Você conhece alguém assim?

Estamos procurando pessoas principalmente das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

Os perfis que queremos encontrar são os seguintes:

Criança que está aprendendo a pedalar, tirando as rodinhas da bicicleta.

– Grupo de adolescentes que goste de personalizar suas bicicletas, pintando, colando adesivos, incluindo equipamentos…

– Alguém que pedale muitos quilômetros por dia, diariamente, para ir e voltar do trabalho. Que saia da zona rural e vá para a cidade, por exemplo.
– Alguém que aprendeu a andar de bicicleta já idoso, e que hoje seja apaixonado por pedalar.
– Adulto que anda de triciclo porque não aprendeu a tirar as rodinhas.
– Alguém que ama passeios ciclísticos de cidade do interior, aqueles escolares, ou dos escoteiros, por exemplo.
Família que costume pedalar junto. Pai, mãe, filhos, cachorro…
– Alguém que ande de monociclo.
Motorista de ônibus que vá ao trabalho de bicicleta. Ou seja: que viva os dois lados da moeda nesse embate entre ônibus x bike, que  causa boa parte dos acidentes fatais para os ciclistas.
– Alguém que use bicicleta elétrica. E que essa funcionalidade seja importante na sua rotina.
Grávida que pedale.
– Alguém que viaja para cidades conhecidas pela boa infraestrutura para ciclistas. Que escolha seus destinos pensando nisso.
– Criança cuja única maneira de chegar à escola seja de bicicleta.

Você tem alguém para indicar? Escreva para a gente!

Para saber mais sobre o livro, clique aqui.

Muito obrigado!

Monkey Orchid Plant = para imagens de orquídeas com cara de macaco e “lembranças” de Drácula sábado, out 6 2012 

Clique em =

http://br.bing.com/images/search?q=Monkey+Orchid+Plant&qpvt=Monkey+Orchid+Plant&FORM=IGRE#x0y0

Monkey Orchids: Dracula Simia And Dracula Anthracina Flowers Look Like Baboons (PHOTOS) sábado, out 6 2012 

Para entender melhor esta inserção, antes clique em = http://arquivosdoinsolito.blogspot.com.br/2012/07/orquidea-rara-tem-cara-de-macaco.html

Após receber o reenvio do amigo JEmídio, busquei mais informações e encontrei muitas fotos e outras imagens (com explicações em inglês) em =

Monkey Orchids: Dracula Simia And Dracula Anthracina Flowers Look Like Baboons (PHOTOS)

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http://allworldbest.blogspot.com.br/2012/07/the-amazing-monkey-orchid.html

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http://avaxnews.com/educative/Monkey_Orchid.html

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O texto original do reenvio da mensagem, por JEmídio, encontra-se em

http://www.batalhax.com.br/2012/06/maravilhosa-orquidea-com-rosto-de.html

Se não se importar em enfrentar inúmeros “anúncios” que são desfechados em seu rosto e um texto truncado, acesse o link acima.

Sinceramente, pensei que fosse “photoshop”, pois até a Wikipédia (consultada por mim) está aguardando fotos permitidas para essa enciclopédia livre.

Crédito das fotos = um dos endereços acima mencionados.

Técnica Rural apresenta alternativa sustentável para armazenar grãos, água da chuva com pneus usados – Canal Rural | RuralBR sábado, jun 30 2012 

 Técnica Rural apresenta alternativa sustentável para armazenar grãos – Canal Rural | RuralBR

Chamo a atenção para o “link” acima, pois o vídeo ensina, também, a fazer cisternas de coleta de água da chuva com a utilização de pneus usados.

Um “show” de educação e reciclagem.

MIDWAY : trailer : a film by Chris Jordan – YouTube sexta-feira, jun 1 2012 

 

Recebido do primo Sérgio.

Chocante. Declaro minha ignorância sobre o conteúdo do filme.

Grata ao primo, por me colocar a par, com o título “Reflexão”.

Vídeo: o emocionante salvamento de 30 golfinhos em praia de Arraial do Cabo (RJ) quinta-feira, maio 17 2012 

Peço desculpas para aqueles que considerarem essa notícia antiga (é de março/2012), mas só tomei conhecimento do fato por mensagem eletrônica de minha cunhada Sônia.

Enviou-me o “link” do vídeo, no YouTube e, ao assisti-lo, fiquei emocionada e impressionada com a atitude espontânea dos que participaram desse salvamento.

Ao longo da exibição do filme, pensei na possibilidade de danos físicos aos golfinhos, porém, ao considerar a espontaneidade dos que devolveram os golfinhos para mais longe da praia, onde esses animais puderam nadar (o vídeo tem duração de quatro minutos), também louvei a atitude desses banhistas. Eu, naquele momento, não saberia o que fazer. Aos que tomaram atitude no intuito de salvar os golfinhos, minha admiração.

Ao ler os comentários, no próprio YouTube, um deles afirma que todos os golfinhos morreram, em virtude de danos na delicada estrutura óssea da cauda.

Aproveito, portanto, para fazer um comentário pessoal: procurei pelas consequências da atitude rápida dos banhistas e não encontrei, em “Busca”, nenhuma nota jornalística, a não ser essa postagem, abaixo, identificada como de “Veja”, Editora Abril. Há muitas outras postagens, mas eu procurava uma nota de jornal impresso. Não sei se os voluntários teriam tempo de avisar algum setor de preservação ambiental para que tomassem as medidas corretas para devolver os golfinhos para local mais profundo, ou seja, esperar a maré subir, suportar os golfinhos na altura da “barriga” para conduzi-los o mais longe da praia etc…

Registro, aqui, uma observação filosófica pessoal sobre determidas pessoas que falam, depois que tudo aconteceu, e palpitam em cima da frieza dos fatos. A meu ver, são aquelas que apenas observam e, depois, demonstram como seria correto ter agido.

Sabemos que, em caso de acidentes com seres humanos, a não ser que a vítima sofra riscos de morrer numa explosão, a melhor solução é aguardar a chegada de pessoal qualificado para removê-la, pois o salvamento por pessoas não qualificadas pode agravar o estado da vítima.

Todavia, no caso desses golfinhos, por exemplo, não encontrei, em “Busca”, nenhuma opinião de especialistas que louvassem a atitude dos voluntários e acrescentassem que, embora entendessem a urgência dos sentimentos desses voluntários, numa próxima ocasião, esses voluntários e os cidadãos, em geral, agissem de tal modo (e fornecessem todas as orientações corretas).

Acompanhem, agora, para quem não conhecia esse fato, os eventos do título da postagem. 

Vídeo: o emocionante salvamento de 30 golfinhos em praia de Arraial do Cabo (RJ).

Inauguração trilha das árvores ancestrais – 21 e 22 de abril 2012 Itu – SP segunda-feira, abr 16 2012 

 

Olá Pessoal,

Em homenagem ao dia do Índio (19 de Abril) e ao Dia do Planeta Terra (22 de Abril) estaremos inaugurando uma bela trilha no meio da mata passando por várias árvores muito antigas. Conheceremos várias espécies de plantas típicas da mata Atlântica. Faremos de 2 maneiras com cavalgada e caminhada:

Dia 21 sábado as 10:00 hs – Cavalgada de aproximadamente 1 hora passando pela trilha com paradas para conhecer as espécies nativas. R$ 40,00 por pessoa

Dia 22 domingo as 10:00hs – Caminhada pela trilha com paradas e explicações sobre a vegetação e espécies nativas. R$ 10,00 por pessoa

Para reservas e maiores informações pelo e-mail ou pelos telefones:

(11) 9607-7483 João

(11) 7290-2004 Carol

Newsletter do Planeta Sustentável: A Sustentabilidade no Divã sábado, mar 3 2012 

 

A garota que calou o mundo por 6 minutos – Eco 92 Legendado – YouTube quarta-feira, fev 29 2012 

 

Recomendado pela prima Melinha

Goldfish Salvation Riusuke Fukahori 深堀隆介 – YouTube quarta-feira, fev 29 2012 

 

Indicação de Maria Adelaide.

The beauty of pollination – YouTube segunda-feira, fev 20 2012 

 Recebido do primo Sérgio: magnífico.

The beauty of pollination – YouTube

Solução com caixas de leite [embalagem Tetra Pack] em Passo Fundo – YouTube quarta-feira, set 28 2011 

 

Reaproveitamento de embalagem Tetra Pack para vedar a chuva, o frio… com aula prática!

Recebi a sugestão da prima Melinha.

Descarte certo! Leve seu lixo eletrônico ao local certo: Praça Victor Civita – 10 a 14/08 quarta-feira, ago 10 2011 

 

Editora Abril © 2011

‪WWF – Think again‬‏ – YouTube quarta-feira, ago 3 2011 

 Postado, no YouTube, em 24/05/2007, mas só tomei conhecimento, agora, graças ao amigo Joaquim Emídio, dono da Fazenda Paraizo em Itu/SP

Propaganda da WWF – “Think again” sobre uma de nossas formas de poluição da água.

CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem quarta-feira, jun 29 2011 

Na aba Multimídia/Vídeos, a recomendação é assistir ao vídeo “Tecnologia de Plasma – Reciclagem de embalagens LongaVida via Tecnologia de Plasma”, dentre vários que se encontram disponíveis.

Recebi o vídeo de minha cunhada Sônia, fiquei encantada.

Ao procurar pelo vídeo, para recomendá-lo aqui, encontrei, na Wikipédia, o assunto da reciclagem de Tetrapak e, no site da CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem – o vídeo recomendado acima.

Muito interessante, educativo, porém comecei a guardar as embalagens Tetrapak, após enxaguar a embalagem para retirar o resíduo de leite, cortar a ponta superior, em tira, deixar secar sobre um jornal e… não sei em que local depositar quando o número de embalagens compensar a entrega.

CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem

Cratera da Colônia: da Wikípédia ao blog sobre a Cratera em São Paulo terça-feira, jun 28 2011 

 

Cratera da Colônia – Wikipédia, a enciclopédia livre

Parelheiros – Wikipédia, a enciclopédia livre

Complemente sua leitura por meio deste blog específico:

CRATERA-VARGEM GRANDE

As guardiãs de São Luiz do Paraitinga – Planeta Sustentável terça-feira, maio 17 2011 

 De fevereiro de 2010, “Atitude”, em Planeta Sustentável mostra a ação direta das mulheres, após a tragédia, em São Luiz do Paraitinga/SP, na passagem do ano 2009/2010.

 “As mulheres quando se juntam mudam qualquer realidade. Até a mais dura das catástrofes.”

As guardiãs de São Luiz do Paraitinga

A prefeitura, a Câmara dos Vereadores, a Justiça e a delegacia da pequena cidade paulista que foi devastada pelas águas em janeiro [2010] são comandadas por mulheres. Desde a tragédia que arruinou o centro histórico tombado e deixou metade da população desalojada, elas trabalham sem trégua, ajudadas por centenas de heroínas anônimas.

Patrícia Zaidan

“As mulheres quando se juntam mudam qualquer realidade. Até a mais dura das catástrofes”.  Renata Martins de Carvalho Alves, 48 anos, ocupante do único posto de juiz de São Luiz do Paraitinga, tem os olhos cheios de lágrimas enquanto conversa. “Estou chorando desde o dia em que vi esse cenário triste”, diz, desculpando-se. De luvas e botas de borracha azuis, ela está à frente da limpeza pesada no que restou do fórum local, à beira do rio Paraitinga. Ali as águas subiram 14 metros afogando computadores, móveis e os documentos da comarca, além dos registros do cartório eleitoral – muitos saíram boiando. A cidade hoje não tem processos criminais, de divórcio, de partilha de bens… “Está vendo este processo aqui?  Trata da desapropriação do Parque Estadual da Serra do Mar. Envolve milhões”, diz a juíza apontando para a pilha de papéis apodrecidos no chão. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Viana Santos, providenciou um espaço no fórum de Taubaté, cidade vizinha, para Renata despachar de lá. “Não quero ir”, disse ao superior. “Vou cuidar do meu fórum recuperando cada pasta. Prefiro que o senhor mande para cá o trailer do juizado itinerante até que o prédio possa ser usado de novo”.  A determinação de Renata é a mesma da prefeita, da presidente da Câmara Municipal e da delegada, que comandam as iniciativas para reerguer São Luiz do Paraitinga, a cidade das mulheres.
A pérola encravada no Vale do Paraíba, a 187 quilômetros da capital, dona do Carnaval de rua mais animado do estado e famosa pelo casario colorido que somava 437 imóveis do século 19, tombados, se transformou num grande entulho depois que o rio transbordou e produziu ondas que chicotearam casas, lojas e escolas no dia 1.º de janeiro. “A luz apagou, os telefones ficaram mudos, os carros rodaram, não havia água potável, metade da população se viu desabrigada, a matriz do padroeiro, São Luiz de Tolosa, desabou e deixou a sensação de total desamparo, de fim de mundo”, diz a prefeita Ana Lúcia Bilard Sicherle, 38 anos, para resumir o quadro, uma semana após a tragédia.

Pânico nas águas
Nas primeiras horas, num bote remado por jovens que praticam rafting, Ana Lúcia navegava até as janelas dos andares superiores dos casarões do centro histórico e convencia os moradores a abandoná-los antes que se desmanchassem – muitos têm estrutura de barro, em taipas de pilão. Um dos botes era capitaneado pela comerciante Paula Ferreira Rolo, 33 anos, ex-instrutora de rafting, que remou seis horas. Enquanto seus companheiros traziam velhos e crianças, ela segurava nos fios de alta-tensão, já sem energia elétrica, para o bote não descer com a água.
“Foi um trabalho de força física”, conta. “Bem tarde, me lembrei da minha filha, de 4 anos, e fui até o casarão da nossa família, onde ela estava. Eu a abracei, coloquei no bote e segui remando. No escuro, ouvi pessoas gritando, mas não entendi o que queriam me avisar. Logo percebi os estrondos e a poeira no alto: era a escola desabando bem em cima de nós. Aceleramos e ninguém ficou ferido”, afirma. Hoje Paula é tida na cidade como heroína. Assim como o time do rafting, que salvou mais de 700 pessoas.
Com o dia claro, a prefeita não sabia o que fazer primeiro: “Chorar, ligar para o governador ou atender o sobrecarregado telefone dos bombeiros”, recorda. Resolveu esquematizar o socorro. Em meio ao caos, a cidade, de 11 mil habitantes, vai se organizando: quase todos os moradores são voluntários, mesmo os que conseguiram voltar para casa uma semana depois. Eles usam máscara porque restos de alimentos, animais mortos, esgoto e lixo mofado deixam no ar um cheiro ácido insuportável. Cada um tem uma função nas cozinhas comunitárias ou na limpeza de ruas, retirada de entulho (foram 800 caminhões nos primeiros dias), distribuição de água mineral e no ginásio onde estão os sem-teto.
Do gabinete improvisado na praça, já que a prefeitura ruiu, Ana Lúcia mandou ofício para uma grande rede de roupas femininas pedindo doação de lingeries. “Nenhum prefeito se lembraria disso”, gaba-se. Ali, atende autoridades como o governador de São Paulo, José Serra, os ministros do presidente Lula e os técnicos do Instituto de Pesquisa Tecnológica e dos órgãos Condephaat e Iphan, que cuidam da preservação de prédios tombados. Será necessário muito dinheiro para reerguer a cidade. Os prejuízos, estima-se, ficam em torno de 100 milhões de reais, 70% dos prédios precisam de reparos e outros, como a matriz e a Igreja das Mercês, do século 18, devem ser reconstruídos.

Câmara aberta
O plenário da Câmara Municipal foi transformado pela presidente, Edilene Alves Pereira, a única vereadora do município, em posto de distribuição de produtos de limpeza, de higiene pessoal, leite em pó e alimentos secos. “É um trabalho braçal”, conta Edilene. Perdi vários quilos carregando caixas de doações”. Tudo organizadíssimo para que uma família não volte a se abastecer duas vezes no mesmo dia. Lá pelo sétimo, ela passou a se envolver com a vacinação visitando pessoas para informar sobre a importância da imunização no ambiente propenso a doenças. Ainda estava alojada no andar superior da Câmara, pois sua casa ficou no barro. “Saímos com a roupa do corpo. Minha filha passou no vestibular de medicina e nem tinha documentos para a matrícula”, diz. Para ela, que é petista, não há neste momento partido político: “Estamos juntas”, diz, referindo-se à prefeita, que é tucana. “Do contrário, a cidade não sai dos escombros.”
Também a pastora Genilsa Prado, 50 anos, não se preocupa com diferenças religiosas. Os 100 garotos que sua igreja, a Comunidade Evangélica Nova Geração, tirou das drogas entregam roupa e comida a gente de todos os credos. “A tragédia deixa as pessoas iguais. Os abonados perderam cheque, cartão de crédito e não puderam voltar para casa: vieram pedir donativos”, revela. Os cultos estão suspensos. “Agora, atacamos as necessidades materiais. Do espiritual, Deus já cuidou, não deixou que as águas afogassem os moradores”.  Duas semanas após a tragédia, um homem que permanecia desaparecido na zona rural foi encontrado morto.

Ordem no caos
No trânsito congestionado do lamaçal, entre caminhonetes do Exército, dos bombeiros, da Defesa Civil, da Cruz Vermelha e de ONGs humanitárias, como a SOS Global, passa a viatura da delegada Vânia Zácaro de Oliveira, 42 anos. Essa Land Rover foi o primeiro veículo potente a prestar ajuda ziguezagueando sobre as águas que invadiam a praça histórica, onde veículos comuns não corriam e os oficiais ainda não haviam chegado. Também foi da viatura que os policiais desceram para advertir um lojista que teria vendido um pacote de arroz por 30 reais e um litro de leite por 10. É crime contra a economia popular”, diz a delegada. Em parceria com a PM, ainda ficou de olho nas tentativas de saques a imóveis fechados – uma delas acabou em detenção de cinco rapazes. “Na verdade, o que fizemos foi trabalho de cidadão, não de policial”, garante. “Numa cidade pequena, a gente se envolve, conhece os moradores e os problemas sociais”. Vânia é delegada em São Luiz há cinco anos. “Aprendi a amar este lugar especial, que respeita as mulheres”. Um exemplo? Ela responde: “Da Lei Maria da Penha para cá, prendi apenas um homem por violência doméstica. Na vizinha Lagoinha, com a metade da população e onde também sou a delegada, já foram presos seis maridos”.
No sábado, 9 de janeiro, a juíza Renata Alves estava de volta ao seu fórum. Recebeu Raquel Orlando, representante do Patrimônio do Tribunal, que fotografou tudo e avisou-a de que defenderá o envio de móveis e computadores novos, porque é impossível recuperar os atuais. Renata comemorou. Também apareceu ali a especialista em conservação de bens culturais Fernanda Tozzo e se ofereceu como voluntária para ajudar na recuperação das pastas e dos processos danificados. A juíza pediu a Fernanda apoio ainda para a restauração das certidões e outros papéis dos cartórios de notas e protestos, de imóveis e de registro civil, dos quais é corregedora. Comentou que, nos três, os oficiais também são mulheres, “todas empenhadíssimas em devolver os documentos à população”. Renata lembrou que ao ser designada para São Luiz do Paraitinga, sete anos atrás, começou uma operação modernizadora. Capacitou servidores, incrementou o ritmo das tramitações e fez até uma horta, um pomar e um jardim. “Já tenho tempo e experiência para fóruns maiores, mas permaneci aqui por opção. Não será agora que vou deixar a Justiça parar”.

As guardiãs de São Luiz do Paraitinga – Planeta Sustentável

Carta Maior – Meio Ambiente – As abelhas sumiram! sábado, abr 30 2011 

 Esse assunto tem sido abordado com frequência e decidi por esta postagem que inclui esta afirmação:

“Hoje boa parte do produto que exploramos depende das abelhas para produzir adequadamente. Por isso, precisamos preservar o equilíbrio ambiental. Sem as abelhas nós não conseguiremos preservar as espécies de vegetais e animais que vivem nos diferentes ecossistemas”.

Carta Maior – Meio Ambiente – As abelhas sumiram!

Entulho precioso – Superinteressante sexta-feira, abr 15 2011 

 

Entulho precioso

A empresa faz com que o lixo seja reutilizado na construção civil, através da reciclagem.

por Paulo D’Amaro, de Socorro, SP

A idéia dessa pequena empresa do interior paulista é fazer com que o entulho que se acumula pelo Brasil seja reutilizado na construção civil. Uma sacada tão simples e lucrativa que pode se espalhar pelo país inteiro e mudar o panorama da degradação ambiental

Socorro. Esse é o nome de uma bucólica estância hidromineral paulista, mas bem que poderia representar o grito da sua própria população. Afinal, até o ano passado, mais de 1 000 toneladas de entulho e restos de material de construção eram despejados a cada mês na beira das estradas, rios e florestas, estragando a beleza do lugar. É o lado ruim do progresso da cidade, que, por estar a apenas 131 quilômetros da capital paulista, tem sido escolhida como refúgio de fim de semana – fato que aqueceu a construção civil. Mas uma idéia simples está mudando esse cenário de degradação ambiental. Boa parte do entulho que sai das demolições e construções agora volta para elas, na forma de material reciclado – um exemplo que pode se espalhar pelo Brasil inteiro e diminuir enormemente o acúmulo de lixo no país.

Tudo graças à criatividade de dois pequenos empresários, João Batista Preto de Godoy e seu pai, Sebastião Preto de Godoy – diretores da Irmãos Preto Materiais para Construção, que derrotou, na categoria Solo, grandes empresas como o Grupo Pão de Açúcar.

A história começou em 1994, quando a família Preto conduzia um modesto negócio de coleta de entulho. Suas caçambas eram alugadas por quem quer que estivesse reformando a casa para se livrar dos restos da obra. A empresa recolhia os rejeitos e os transportava até um dos depósitos de lixo irregulares da cidade (como Socorro não tem aterro sanitário, seu lixo, teoricamente, deveria ser levado a outros municípios, que cobram para ficar com ele). Enquanto isso, a cidade gastava fortunas comprando cascalho para recobrir as estradas de terra, açoitadas pelas chuvas freqüentes. “Percebi então que esse cascalho poderia ser substituído pelo meu entulho”, conta João Batista, que abandonou a faculdade de Biologia para ajudar nos negócios da família.

Nasceu aí a idéia de moer o entulho para vender cascalho à prefeitura. Ao botá-la em prática, em 2000, ele farejou uma possibilidade ainda melhor. “Eu vi aquela poeirada toda saindo do equipamento e então pensei: isso deve servir para alguma coisa.” Não demorou e João estava misturando os restos triturados de entulho a cimento e água. Bingo! O material funcionava tão bem quanto qualquer argamassa preparada pelo mais experiente pedreiro. Substituía perfeitamente a areia usada nas obras.

E por que ninguém pensou antes nessa idéia tão simples? Pensar, muita gente deve ter pensado. Mas o trunfo da família Preto foi seu passado ligado à mineração de feldspato – mineral que era usado na fabricação de vidros. “Nessa época, aprendemos muito sobre como triturar e homogeneizar qualquer coisa, obtendo grãos do tamanho desejado”, explica o pai, Sebastião, de 58 anos. Por isso, a família conseguiu desenvolver, a partir de sucata, um britador de mandíbulas, equipamento capaz de moer o entulho e separar o material obtido em dois tipos: o agregado graúdo, ideal para pavimentação de estradas, substituindo cascalho e brita, e o agregado miúdo, excelente para uso na construção de casas.

Apesar da desconfiança de muitos engenheiros e pedreiros da região e também do descaso da prefeitura local, o projeto tornou-se um sucesso. Pudera: 1 metro cúbico da argamassa reciclada custa apenas 12 reais – três vezes menos que a areia usada tradicionalmente. “Em 2001, quase 2 000 toneladas de entulho voltaram para os canteiros de obra como material reciclado”, orgulha-se João Batista. Outras 1 320 toneladas viraram pedriscos que foram espalhados pelas estradas de terra locais. Além disso, a empresa recolheu e armazenou 60% de todo o entulho produzido no município, evitando que ele degradasse as belas paisagens da região ou poluísse seus riachos cada vez mais usados pelos fãs de esportes de aventura.

Consagrado no dia-a-dia do município, o projeto Recicla Socorro, como foi batizado pela família, está ganhando agora aval acadêmico. Virou alvo da tese de doutorado do engenheiro Leonardo Fagundes Rosemback Miranda, na Escola Politécnica da USP. “É um trabalho simples, que requer pouco investimento”, diz João Batista Preto de Godoy. “Qualquer empresa de coleta de entulho em qualquer cidade do Brasil pode fazer isso, reduzindo as agressões ao meio ambiente e ganhando dinheiro ao mesmo tempo.” Fácil e genial.

Entulho precioso – Superinteressante

Editora Abril – Superinteressante edição 177, junho de 2002.

YouTube – Flash Mob against Plastic Bottles terça-feira, abr 12 2011 

 

Recebi da prima Melinha: de deixar a gente boquiaberta.

Trecho explicativo do que é “flash mob”

“Se você não passou os últimos anos dentro da caverna, provavelmente já ouviu falar em flashmob. Caso não conheça, aqui vai uma definição da Wikipédia:

(..) aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.

Fonte: http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2010/10/25/shaq-reinventa-o-conceito-de-flashmob-e-promete-ir-ao-metro-vestido-de-mulher/

Opinião pessoal: não confundir “flash mob” com ações mal educadas ou agressivas combinadas  por meio de redes sociais, com finalidades escusas ou que expõem vítimas ao ridículo.

Agora, clique para assistir a esta mobilização:

De volta ao tempo das cavernas domingo, abr 3 2011 

 

Agora, sim, entendi por que “Cavernas Brasileiras” desapareceu do site do Ministério das Relações Exteriores: o link abaixo é de 17 de outubro de 2008.

De volta ao tempo das cavernas

Na época, a “Folha de São Paulo” publicou:

Projeto ameaça 70% das grutas do país – 25/10/2008

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u460121.shtml

Sobre o Decreto 6.640, de 07/11/2008 (o que dispôs sobre cavidades naturais, que causou protestos; é possível baixá-lo em arquivo em extensão “pdf”), encontrei um comentário em:

O que será de nossas cavernas?, por Adriano Gambarini, de 15/01/2009:

http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/141532_comentarios.shtml?8166693

Preciso ler mais sobre o assunto, porque, na época, perdi o bonde.

Repelente de mosquito – cravos espetados em limão quinta-feira, out 28 2010 

Cravos espetados em limão afastam os mosquitos

 (Dica recebida da amiga Cidinha Carramenha) 

O limão, quem diria, tão apreciado nas caipirinhas, não tem o mesmo prestígio entre os mosquitos. Aliado ao cravo, ajuda-nos a combater o Aedes Aegypt.

 

Repelente de mosquitos

O cravo-da-índia, espalhado por superfícies, é muito utilizado para afastar formigas.

Contra mosquitos era novidade, até que experimentei e fiquei admirado com os resultados.

Faça como na foto. Enterre alguns cravos em meio limão. Faça isso com 3 ou 4 limões e espalhe pela casa.

Mais uma arma para afastar os mosquitos e se prevenir contra a dengue, malária e outras doenças transmitidas por mosquitos.

 

 

De olho no lixo quarta-feira, out 13 2010 

É o título da seção “Cuidar, nosso mundo, nossa vida”, a partir da página 22, revista Sorria, para ser feliz, Editora Mol, n.º 16, outubro/novembro 2010. O texto é de Jaqueline Li, a ilustração é de Caco Neves.

O editorial de Roberta Faria (editora-chefe) está, como sempre, excelente. O editor Dilson Branco apresenta três novos integrantes da equipe.

A propósito do assunto “De olho no lixo”, insiro um anexo que recebi em 08/10/2010, do amigo Joaquim Emídio.

Arte do Lixo_Arte_de_la_Basura_JENBicudo enviou

O anexo termina com os créditos. Entre eles cita a revista Superinteressante, mas a edição não aparece.

A propósito, minha amada Superinteressante não está esquecida. Tenho recebido as edições (sou assinante antiga) antes do início do mês vigente delas.

Combate ecológico ao mosquito da dengue com garrafa pet quarta-feira, out 6 2010 

Recebi, de minha cunhada Sônia, no corpo do e-mail, uma sugestão para caçar mosquito com a utilização de garrafa pet, com fotos passo a passo para montar a armadilha e a receita com água, açúcar, fermento biológico.

Como não havia a fonte, procurei e encontrei este blogspot abaixo, da ong MOVIMENTE

Vale a visita, o aprendizado, a confecção da armadilha, porque não caça apenas mosquito da dengue, além de conhecer o trabalho dessa ong MOVIMENTE.

Combate ecológico ao mosquito da dengue

 

M O V I M E N T E

Endereços para conhecer e se informar sobre construções civis com garrafas Pet quinta-feira, set 30 2010 

Há muito tempo me encanto com mensagens eletrônicas e textos de revistas que assino que demonstram um dos usos de garrafa “pet” (reciclagem na construção civil).

Após receber uma mensagem de minha cunhada Sônia, rica em fotos que acompanham a construção, pesquisei alguns endereços que podem esclarecer esse assunto e que evitam que eu poste fotos que aparecem no corpo das mensagens sem as devidas identificações das fontes..

Há outras utilizações para garrafas Pet, tais como: aquecedor solar, tijolo, artesanato… e a pesquisa leva a construções na Argentina e na Bolívia, mas deixo alguns endereços para quem quiser pesquisar sobre isso.

http://www.metalica.com.br/sustentavel-e-criativa-casa-de-garrafa-pet

http://blogarrafapet.blogspot.com/2009/08/contrua-sua-casa-com-garrafas-pet.html

http://www.metaong.info/node.php?id=541

http://www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira10/noticia/noticia6.htm

http://www.saneamentodogato.xpg.com.br/Pet.html

http://tudosobrecasa.blogspot.com/2010/02/casa-com-garrafas-pet.html

Blog de origem de “Tudo sobre casa – casa com garrafas pet: rico em fotos!

http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=10029

http://www.cimm.com.br/portal/noticia/exibir_noticia/6355-casa-erguida-com-garrafas-pet

http://construcaoedesign.com/uma-casa-de-garrafas-pet/