INEZITA BARROSO – SITE OFICIAL quarta-feira, mar 11 2015 

Inezita Barroso faleceu em 08-03-2015, domingo, aos 90 anos de idade.

INEZITA BARROSO – SITE OFICIAL.

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Avenida. São João – E2 – anexo em Power Point – de Gilberto Calixto Rios – recebido em 25-01-2015 quarta-feira, jan 28 2015 

 

Gilberto Calixto Gil escreveu no corpo da mensagem:

“Amigos:
Em comemoração ao aniversário de São Paulo,  que neste 25 de janeiro completa 461 anos de sua fundação, envio a todos uma trabalho sobre a avenida São João. Muitos já devem ter visto essa apresentação, que fiz há alguns anos, mas que agora vem repaginada. Espero que seja do agrado de todos.
Um grande abraço,
Gilberto Calixto Rios”

Todos os “slides” são deslumbrantes, com histórico da Avenida São João, com imagens pictóricas, com fotos antiquíssimas até as mais atuais.

Destaco, dentre os “slides”, duas fotos: uma de 1921 que mostra o edifício Central dos Correios e Telégrafos (DCT) em construção na Avenida São João; outra, de 1922, que mostra a inauguração do edifício-sede dos Correios na Avenida São João.(MLB)

08 – Avenida São João_de Gilberto Calixto Rios_recebido em 25jan2015

‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’ – Jornal O Globo terça-feira, jan 13 2015 

Recebi a indicação deste desabafo e tributo dos pais de Alex Schomaker Bastos de meu primo PR.

‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’

Pais de Alex Schomaker Bastos escrevem carta para o estudante, morto por ladrões na semana passada em Botafogo

POR ANDREI BASTOS E MAUSY SCHOMAKER

13/01/2015 5:00

Estudante de biologia Alex Schomaker Bastos, morto a tiros por ladrões em Botafogo – Reprodução / Facebook

“Alex, esta carta é para você ler onde quer que esteja, já que você nos foi tirado pela incompetência do Estado. O do Rio de Janeiro e o do Brasil.

Esta carta é para você, que estudou em bons colégios porque nós, seus pais, tivemos condições de te dar o melhor estudo possível.

Esta carta é para você, tão elogiado pelos seus professores desde o primário até o final da Faculdade de Biologia da UFRJ e da Faculdade de Educação. Para você, que vai receber seu diploma no próximo dia 26, mas um diploma post-mortem que nós receberemos, com muito orgulho, em seu nome.

Esta carta é para você, que no memorial descritivo para o mestrado em Biologia, também na sua querida Universidade Federal do Rio de Janeiro, escreveu que gosta de ciência e tecnologia desde pequeno, que se interessa pela origem e pela história da VIDA, estudando com muito interesse a evolução, os fósseis e a bioquímica, e que teve seu interesse despertado para as ciências quando recebeu de presente de Natal um kit de química experimental. Você disse no seu memorial descritivo que, a partir daquele instante, sabia que queria fazer algo relacionado à ciência e à vida. Que ironia.

Nós, seus pais, estamos escrevendo esta carta para pedir desculpas por não termos conseguido te proteger da violência de uma cidade abandonada e entregue à própria sorte.

Te pedimos desculpas por não termos te protegido dos assassinos, provavelmente jovens, que não tiveram uma família como a sua. Infelizmente, filho, nós, que te ensinamos a perdoar, não estamos seguindo o que tanto te ensinamos: Filho, não temos condição de perdoar.

Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos. Não perdoamos os assassinos, não perdoamos os governantes, não perdoamos as autoridades. Mas temos que te dizer que estamos tentando ter confiança na Justiça. Que os seus assassinos serão presos e receberão uma pena justa. Não queremos vingança. Lembre-se que nós sempre te ensinamos a não ser vingativo.

Esta carta é para te lembrar que este ano o Rio de Janeiro vai fazer 450 anos e muitas comemorações estão programadas. Mas você não vai assistir a nenhuma porque foi assassinado com SEIS TIROS no ponto de ônibus da Rua General Severiano, porque você prefere pegar o ônibus 434. E no Rio de Janeiro que comemora 450 anos, é crime escolher o ônibus favorito.

Esta carta é para te lembrar que o novo/velho governo escolheu como lema “Brasil, pátria educadora”.

Meu filho, nos despedimos pedindo perdão por não termos conseguido te proteger. Jamais nos perdoaremos.

EU SOU ALEX, SEMPRE”.

via‘Lamentamos não conseguir seguir o que te ensinamos. Nós não perdoamos’ – Jornal O Globo.

Fazenda Paraizo: há quatro gerações com a família Bicudo – apresentação de 2013 em Power Point terça-feira, jan 13 2015 

Esta apresentação me foi enviada em 2013 por Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

Faz um apanhado resumido da Fazenda Paraizo e das iniciativas para torná-la um ponto turístico e autossustentável.

Demorei para postá-la, mas valeu a pena.

É preciso ter paciência para abrir o anexo.

Apresentação de 2013_Fazenda Paraizo há quatro gerações com a família Bicudo

os abstratos poemas da resistência – Blog de Ricardo Augusto Carneiro segunda-feira, jan 5 2015 

Ricardo Augusto Carneiro, um ex-aluno sobre quem recebo notícias e, se Deus quiser, manteremos contato por meio de mensagens de e-mail.

Como é bom receber notícias de quem fez parte de nossa vida profissional e, a partir de agora, é um amigo.

Gostei do blog, Ricardo, pretendo retornar a ele com mais tempo.

os abstratos poemas da resistência.

Instant Discoveries – a mais nova ferramenta de MyHeritage sábado, dez 13 2014 

 É com imenso prazer que divulgo sobre a ferramenta “Instant Discoveries”, do MyHeritage, onde mantenho a árvore genealógica dos Bernardini, desde os bisavós Pietro e Maria Fortunata, enriquecida com informações sobre os Micai que me foram fornecidas por Geraldo Micai e com contribuição de vários descendentes tanto dos Bernardini quanto dos Micai.

Sent: Friday, December 12, 2014 12:23 PM

Oi Maria Lúcia,

tudo bem?
É com prazer que nós anunciamos a mais nova ferramenta de MyHeritage: Instant Discoveries™ – uma revolucionária experiência para todos com um interesse na genealogia, em especial para os iniciantes. Esta notícia foi mostrada até mesmo na TV americana: Fox News.

As Instant Discoveries™ mostram informações sobre antepassados e familiares já no cadastro no site de MyHeritage, uma introdução rápida e perfeita ao fascinante mundo da genealogia familiar. Basta incluir algumas informações sobre si próprio, sobre os pais e sobre os avós e o usuário estará entrando no mundo da genealogia com o pé direito – as nossas poderosas tecnologias irão buscar informações no banco de dados gigantesco de MyHeritage e também entre os nossos registros históricos.
Em poucos segundos os usuários podem ser surpreendidos com uma Instant Discovery™, que apresenta um provável familiar, juntamente com uma miríade de informações adicionais, incluíndo um ramo familiar inteiro, nomes, fatos, fotos e documentos. Os usuários podem então, com apenas um clique, adicionar todas estas informações às suas árvores genealógicas.
Para demonstrar como as Instant Discoveries™ funcionam, convidamos passantes de vários locais em Nova Iorque, como a Times Square ou a Central Station a testarem a nova ferramenta. As reações das pessoas, que participaram do teste, provam como a história familiar pode ser uma experiência super emocional e recompensadora, também para os iniciantes. Este vídeo é um dos mais bonitos jamais produzidos, na área da genealogia e aqui vai o link se quiser incluir diretamente no seu blog.

Ficariamos muito honrados se pudesse nos ajudar a espalhar esta notícia.
Segue abaixo a nota de imprensa e o link para o nosso blog.
Abraço,
Karen
Link para o blog:
http://blog.myheritage.com.br/2014/12/apresentando-instant-discoveries%E2%84%A2/

Nota de Imprensa:

MyHeritage lança ferramenta completamente única para levar a genealogia a todos

Com as Instant Discoveries™ leva apenas alguns segundos para descobrir antepassados e criar uma árvore genealógica repleta de familiares

SÃO PAULO, Brasil & TEL AVIV, Israel – 10 de dezembro de 2014. MyHeritage, o endereço número um para descobrir, preservar e compartilhar a história familiar, acaba de revelar a ferramenta Instant Discoveries™ (Descobertas Instântaneas), uma nova e revolucionária forma de explorar o passado da família. Informações sobre os antepassados e mesmo parentes mais próximos são fornecidas já no próprio processo de registro no site. As Instant Discoveriespermitem um acesso interessante, gratuito e traz uma recompensa imediata àqueles que se aventuram pelo mundo da história familiar.

Ideal para pessoas que ainda sabem pouco sobre a própria história familiar, durante o processo de registro no site, MyHeritage pergunta aos usuários iniciantes informações básicas sobre apenas 7 membros da família: eles mesmos, seus pais e avós. Assim, entram em ação poderosas tecnologias de busca que pesquisam informações sobre a família automaticamente no vastíssimo banco de dados de MyHeritage, com bilhões de registros históricos. Em segundos, os usuários recebem uma Instant Discovery exibindo um provável antepassado, juntamente com uma imensidão de informações relacionadas a ele, incluíndo um ramo familiar completo, nomes, fatos, fotos e documentos. Os usuários podem então utilizar todas estas informações na sua própria árvore genealógica, com um só clique.

“Estamos muito felizes com as Instant Discoveries™”, comenta Gilad Japhet, criador e CEO do MyHeritage. “É um deleite para qualquer usuário iniciante poder descobrir informações sobre sua família imediatamente, o que também vai de acordo com o nosso lema de fazer a história familiar mais acessível e prazerosa para todos. Nós realmente nos preocupamos em criar tecnologias inovadoras, para reinventar a maneira como a genealogia é explorada.”

Para mostrar as Instant Discoveries™ em ação, pedimos para passantes testar esta nova tecnologia em vários locais de Nova Iorque, como a Times Square ou a Grand Central Station. As reações das pessoas que participaram, veja aqui o vídeo, prova que a história da família pode ser uma experiência muito intensa e rica, até mesmo para novatos da genealogia.

As Instant Discoveries™ são fruto de uma nova tecnologia que aprimora as já conhecidas tecnologias de MyHeritage de Smart Matching™ e Record Matching, oferecendo excelentes resultados. Elas respeitam a privacidade dos outros usuários e exclui informações sobre pessoas vivas.

Mike Mallin, o Diretor de Produtos de MyHeritage complementa: “Milhões de pessoas querem entender melhor a si mesmos e querem encontrar suas raízes. Nosso trabalho é permitir que este seja um processo simples e mágico. Até agora, pesquisar a família era uma tarefa árdua, que requeria muito tempo. Através das nossas Instant Discoveries™, os usuários podem encontrar seus familiares instantes depois de se cadastrarem”.

A taxa de sucesso das Instant Discoveries™ depende de vários fatores, tais como o país de origem e o grau de detalhamento das informações iniciais. Em alguns países ela bate nos 35%. Com aproximadamente 1 milhão de novos perfis de árvore genealógica e 5 milhões de registros históricos sendo adicionados ao MyHeritage diariamente, esta marca vai se elevar constantemente com o passar do tempo. Nos próximos meses, esta tecnologia também estará disponível para os usuários antigos de MyHeritage, que serão capazes de tirar proveito da mesma para lançar novas informações em suas árvores, com apenas um clique.

Com o lançamento das Instant Discoveries™ e as notícias recentes de integração das tecnologias de MyHeritage por firmas líderes do mercado como a 23andMe, FamilySearch e outros parceiros ainda, MyHeritage está assegurando sua posição de líder tecnológico do mercado de genealogia.

Para testar você mesmo as Instant Discoveries™, vá até www.myheritage.com.br e faça o seu cadastro gratuito.

Sobre o MyHeritage

MyHeritage é o endereço ideal para descobrir, preservar e compartilhar a história da sua família. De forma inovadora e com o uso inteligente das tecnologias, MyHeritage está transformando a história familiar em uma atividade que é acessível e que dá resultados imediatos. Sua base de usuários global tem acesso a um banco de dados de registros históricos gigantesco, às coleções de árvores genealógicas mais internacionais e às tecnologias de busca por coincidências. MyHeritage é o ponto de encontro de milhões de famílias e oferece a elas um modo simples para a partilha da sua história, tanto a passada e a presente e é um verdadeiro tesouro para as gerações vindouras. MyHeritage está disponível em 40 idiomas.

www.myheritage.com.br

Contato:

MyHeritage: Karen Hägele
Country Manager Brazil
Fone: +55 (11) 3042 1278
Email: Karen.hagele@myheritage.com

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Benedicto Calixto 2 – E quarta-feira, nov 19 2014 

A segunda parte do PPS “Benedito Calixto, o pintor das praias paulistanas”, desta vez com a pintura histórica e religiosa de Benedito Calixto.

“Sent: Monday, November 17, 2014 8:40 PM

Amigos:
Conforme lhes prometi na última apresentação, envio agora a segunda parte do PPS “Benedicto Calixto, o pintor das praias paulistas”, mostrando desta vez,  sua pintura histórica e a religiosa.
A propósito, como muitos me perguntaram, sou bisneto do pintor.
Abraços,
Gilberto Calixto Rios” 

Clique para abrir o arquivo em extensão “pps”

Benedicto Calixto 2_de Gilberto Calixto Rios_mens receb 17nov2014

Benedicto Calixto – O Pintor das Praias Paulistas (5) com arquivo extensão “pps” quinta-feira, out 16 2014 

 Benedicto Calixto_recebido de Gilberto Calixto Rios em 14out2014

Mensagem recebida de Gilberto Calixto Rios em 14-10-2014 =

“Amigos:
Nesta data, em 1853, nascia o pintor Benedicto Calixto, o artista que, como ninguém, retratou as praias do litoral paulista. Aproveitando o ensejo, fiz esta apresentação mostrando alguns de seus mais belos trabalhos nesta temática. Posteriormente faremos uma segunda parte, onde estarão representadas suas pinturas do gênero histórico e religioso, onde ele também foi mestre.
Abraços a todos,
Gilberto Calixto Rios”

Faça uma homenagem aos que já partiram / MyHeritage Blog em português quinta-feira, out 16 2014 

Faça comentários na postagem e a melhor homenagem será escolhida e premiada no dia 03-11-2014.

Clique abaixo:

Faça uma homenagem aos que já partiram.

Homenagem póstuma: “Pai, eu vou realizar o seu sonho” quinta-feira, jul 10 2014 

Do Blog em Português do MyHeritage.Com

Homenagem póstuma: “Pai, eu vou realizar o seu sonho”.

Sorteio de livro! MyHeritage Blog em Português quinta-feira, maio 15 2014 

Sorteio de livro!.

Entrevista com a presidente-executiva do Museu da Imigração – Marília Bonas Conte segunda-feira, maio 12 2014 

Notícia ótima: o antigo Memorial do Imigrante será reaberto, como Museu da Imigração, no dia 31-05-2014.

O MyHeritage está no website do Museu da Imigração.

Leia a postagem que traz o “link” de acesso ao Museu da Imigração com informações sobre localização, horários de visitas, agendamentos, exposições…

Entrevista com a presidente-executiva do Museu da Imigração – Marília Bonas Conte.

Sorria Nº 36. A alegria de cultivar amigos | Revista Sorria domingo, fev 23 2014 

À venda em qualquer loja da Droga Raia, pelo valor de R$ 3,50 (três reais e cinquenta centavos). Esse valor, descontados os custos do projeto, é revertido para o GRAACC + Instituto Ayrton Senna (parceria social).

GRAACC, combatendo e vencendo o câncer infantil, é a sigla de Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer. É uma instituição sem fins lucrativos que, desde 1991, combate o câncer infantil.

Clique para folhear as revistas anteriores disponíveis para isso. Não se esqueça de, ao passar por uma das lojas da Droga Raia, adquirir uma ou mais revistas.

A de n.º 36 refere-se ao bimestre fevereiro e março/2014.

Sorria Nº 36. A alegria de cultivar amigos | Revista Sorria.

Direitos Humanos Seletivos, de Ruy Fabiano, Blog do Noblat, 15-02-2014 domingo, fev 16 2014 

De 15-02-2014, Blog do Noblat, por Ruy Fabiano; recebido do primo PRoberto

Direitos Humanos Seletivos

Ruy Fabiano

A defesa dos direitos humanos, imperativo civilizatório, perde sentido e substância quando contaminada pelo viés ideológico. Direitos humanos não são nem de direita, nem de esquerda; ou se aplicam a todos ou apenas instrumentalizam um projeto de poder, o que configura mais um tipo de violação.

É o que tem ocorrido no Brasil há já muitos anos, ao ponto de sua simples menção provocar mais suspeita que conforto em grande parte da sociedade. Isso porque raramente as organizações humanitárias preocupam-se com o destino das vítimas, concentrando-se habitualmente nos agressores ou naqueles que personificam a luta política que consideram emblemática.

Vejamos os fatos mais recentes. O ajudante de pedreiro Amarildo de Souza desapareceu de sua residência, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, em julho do ano passado [2013].

As investigações indicam que foi morto por PMs. Mas, bem antes de sua morte estar evidenciada, fez-se campanha nacional, de grande repercussão, para denunciá-la. Muito justo e necessário. Artistas interrompiam shows para reclamar de seu paradeiro.

Porém, dia 2 passado [02-02-2014], a PM Alda Rafael Castilho, de 22 anos, foi covardemente assassinada, com um tiro no estômago, em seu posto na UPP de Vila Cruzeiro, no Rio.

Eram 15 os bandidos, que balearam outro PM, Melquisedeque Basílio, de 29 anos, e atingiram, com balas perdidas, um casal, sendo que a moça, Elaine Mariano, ferida na cabeça, está em estado grave no hospital. Alda foi o oitavo policial morto desde que as UPPs se instalaram, em 2008.

Alguma manifestação? Algum artista interrompeu seu show para reclamar sua morte? Algum muro na cidade para lembrar o crime? Alguma ONG empenhada em auxiliar a família das vítimas? Alguma declaração da ministra dos Direitos Humanos? Não.

O episódio circunscreveu-se ao noticiário de jornal. Policial, segundo se depreende de tal silêncio, não é humano – e, portanto, não tem direitos. Vamos em frente.

No dia 3 passado [03-02-2014], em São Luís, Maranhão, bandidos tocaram fogo em um ônibus cheio de passageiros. Vários feridos e uma criança de seis anos, Ana Clara Santos Souza, carbonizada. O crime chocou a opinião pública, mas não se tem notícia de qualquer protesto por parte das ONGs humanitárias ou qualquer pronunciamento da ministra dos Direitos Humanos.

Dia 11 [11-02-2014], Kaíque Augusto Batista dos Santos, de 17 anos, foi encontrado morto em São Paulo, embaixo de um viaduto, com o rosto deformado e uma fratura exposta na perna.

Antes que a perícia se manifestasse, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ao saber que se tratava de um negro e homossexual, resolveu todo o enigma: o rapaz fora assassinado por homofóbicos racistas. Aproveitou, em nota oficial, para pedir rapidez na aprovação da lei que criminaliza a homofobia.

Ato contínuo, organizações de homossexuais, ONGs de direitos humanos e partidos de esquerda entraram em cena para reverberar as palavras da ministra. Chegaram a fazer uma manifestação de protesto no local. Dias depois, o diagnóstico da polícia, reconhecido pela família, silenciou o protesto: Kaíque se suicidara. Seu cadáver perdeu então importância.

No dia 31 [31-01-2014] passado, um adolescente negro foi espancado e amarrado a um poste no bairro do Flamengo, Rio. Ele teria praticado roubos nas redondezas e fora justiçado por rapazes de classe média, que, na ausência da polícia, decidiram agir como milicianos. Um absurdo, claro.

Porém, o alarido que as mesmas organizações promoveram em defesa do rapaz – justa, diga-se – contrasta com o silêncio em torno da morte da PM Alda e da menina Ana Clara.

Em São Paulo, dia 25 passado [25-01-2014], a polícia baleou o black bloc Fabrício Proteus Chaves, de 22 anos, que investira contra um policial com um estilete na mão. A mesma turma dos direitos humanos, antes que as imagens colhidas do episódio viessem à tona – e comprovassem que a polícia agiu em legítima defesa – julgaram e condenaram os PMs.

Fabrício tinha em sua mochila, entre outros artefatos, duas bombas caseiras e uma chave inglesa, usada para quebrar vitrines e caixas eletrônicos. O episódio serviu também para que diversos personagens do meio político e artístico reiterassem a legitimidade da ação predadora dos black bloc.

No Rio [em 06-02-2014], dois black bloc mataram [atingiram Santiago Andrade com um rojão] o cinegrafista Santiago Andrade [05-09-1964/10-02-2014]. Antes que as imagens fossem divulgadas – e mostrassem a autoria efetiva -um repórter de TV disse ter visto a polícia jogar a bomba. Abriu-se uma discussão para atenuar o crime. Os rapazes não queriam matar o cinegrafista. Quem então? Um policial? Talvez. Não haveria tanto barulho. Polícia não é gente.

Esta semana [13-02-2014], em Brasília, uma manifestação do MST feriu 30 PMs, sendo oito em estado grave. Alguma solidariedade às famílias, alguma declaração da ministra contra a violência? Nada.

Indignação seletiva é sempre falsa – e, em vez de combater a violência, realimenta-a.

Ruy Fabiano é jornalista.

http://oglobo.globo.com/pais/n…seletivos-524517.asp

Silêncio cúmplice , de Heloísa Seixas, em “O Globo”, 12-02-2014 domingo, fev 16 2014 

Publicado em 12-02-2014, de Heloísa Seixas, em “O Globo”; recebido do primo PRoberto

Silêncio cúmplice

‘Os comentários que tenho ouvido me passam a impressão de que, de alguma maneira, nos sentimos culpados’

Recebi o telefonema de um amigo da TV Bandeirantes, muito abalado com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um morteiro disparado pelos black blocs na manifestação do dia 6 de fevereiro. Claro que todos nós — a sociedade civil e especialmente nós, jornalistas — estamos chocados com a história. Mas uma frase de meu amigo me chamou a atenção:

“Fico me perguntando se não devíamos ter sido mais duros desde o início, se não devíamos ter denunciado com mais vigor esses vândalos”, disse ele. Aí está: talvez haja, nessa morte, mais do que a sensação de perplexidade e revolta que sentimos quando ficamos sabendo, por exemplo, da morte de alguém vítima de bala perdida. Os comentários que tenho ouvido me passam a impressão de que, de alguma maneira, nos sentimos culpados.

Desde que começaram os movimentos de junho do ano passado, temos assistido à crescente violência nas manifestações. Essa escalada de violência tem sido atribuída quase sempre à maneira truculenta de agir por parte dos policiais. Mas, por maior que seja o despreparo do aparato policial, há vândalos agindo livremente nas ruas durante esses atos, saindo com o objetivo puro e simples de destruir, sem qualquer reivindicação a movê-los.

Jovens advogados, políticos progressistas, instituições que sempre defenderam os direitos humanos, todos têm saído em defesa dos manifestantes, na presunção de que, entre perseguidos e policiais, os primeiros têm sempre razão. Mas os black blocs, ou seja lá que nome tenham, vinham dando sinais nos quais devíamos ter prestado mais atenção: havia tintas neonazistas no comportamento deles, inclusive na hostilidade à imprensa.

Mas parecia retrógrado, uma coisa velha, de direita (como se dizia antigamente), ser contra os manifestantes. Poucos de nós, na imprensa, tivemos coragem de escrever contra eles com a força necessária. Afinal, como defender policiais e governos suspeitos, logo nós, que já trabalhamos sob censura e combatemos a ditadura? Melhor ficarmos quietos, em nome da democracia. Em nome do direito à livre manifestação — mesmo com bombas e pedras.

E agora estamos assim, como o meu amigo da Bandeirantes. Com esse nó na garganta, essa pergunta presa no peito: será que nosso silêncio constrangido nos faz cúmplices na morte de Santiago?

*Heloisa Seixas é jornalista e escritora

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/silencio-cumplice-11577996#ixzz2t82FOE1V
© 1996 – 2014. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

São Paulo, Minha Cidade e as histórias contadas pela prima Haydée segunda-feira, jan 27 2014 

Acessem as histórias contadas pela prima Haydée. São Pérolas, Resgate da Memória da cidade de São Paulo.

Primeira vez em São Paulo_por Haydée M Brock

Procurando Arnobio_por Haydée M Brock

Quase só para mulheres_por Haydée M Brock

Origem: São Paulo, Minha Cidade

Garanto que se interessarão, também, por outras histórias contadas pelos demais autores.

Compartilhando histórias de família com nossos maiores tesouros: nossos filhos terça-feira, jan 21 2014 

Imperdível essa postagem.

Você já pensou em ter sua árvore genealógica on-line?

É possível preservar tudo de que trata o texto da postagem abaixo e compartilhar com os membros da família.

Compartilhando histórias de família com nossos maiores tesouros: nossos filhos.

Santos-Dumont, de próprio punho domingo, dez 22 2013 

Sugestão da revista História Viva, História em cartaz, ano VII, n.º 78, Duetto Editorial, página 14:

Santos Dumont por ele mesmo – No intuito de divulgar a trajetória de um dos brasileiros mais ilustres de todos os tempos, o site Santos Dumont de próprio punho colocou à disposição dos internautas diversos documentos redigidos pelo inventor. Além das duas obras autobiográficas escritas em vida por Dumont – Dans L’air (lançada em 1904) e O que eu vi – O que nós veremos (1918) – o site disponibiliza textos e imagens oriundos de arquivos brasileiros e estrangeiros.

Para complementar as informações contidas nos livros, pesquisadores foram a diversos estados brasileiros, além de Portugal e França, para reunir dados sobre a biografia de Santos Dumont. Todo o material está disponível na página do projeto na internet, em português e francês.

Há, por exemplo, fotos, cartas e vídeos de época que mostram aspectos da vida social e fornecem amostras da produção intelectual de Santos dumont. Os visitantes também poderão conhecer a vasta bibliografia publicada sobre o inventor, em livros, revistas e até em histórias em quadrinhos”.

Santos-Dumont, de próprio punho ».

São Paulo – Minha Cidade quinta-feira, out 10 2013 

Fazia tempo que não visitava “São Paulo – Minha Cidade”, onde há relatos da prima Haydée.

Hoje, entrei no “site” e que surpresa agradável: novo visual e novas funcionalidades.

São Paulo – Minha Cidade.

Histórico da Fazenda Paraizo e inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante e Eventos quinta-feira, out 3 2013 

O Histórico da Fazenda Paraizo, localizada no km 102 da Avenida Dr. Ermelindo Maffei, na Estância Turística de Itu – SP, nos remete ao período do Brasil-Colônia, quando os primeiros habitantes do planalto paulista viviam em função do sertão, em busca de indígenas para escravidão, de metais e pedras preciosas. Os que permaneciam em suas roças plantavam milho, mandioca e praticavam outras atividades próprias para sua subsistência.

No início do século XVII, muitos deles, dentre os quais os membros da família de Domingos Fernandes, começaram a procurar terras mais férteis para suas roças, dando início, por exemplo, às Vilas de Santana do Parnaíba, Sorocaba e Itu.

A pequena capela construída por Domingos Fernandes, sob invocação de Nossa Senhora da Candelária, deu origem à povoação de Itu em 1610. Por muito tempo, a Vila de Itu foi local de parada e de partida de bandeirantes e monçoneiros em busca do sertão.

Itu passou a integrar a agricultura de exportação quando iniciou o cultivo de cana-de-açúcar, pois as terras eram consideradas de boa qualidade para essa cultura e, então, surgiram grandes fazendas exploradas com mão-de-obra escrava.

No cinturão de fazendas que foram sendo abertas ao redor de Itu, construíram-se casas, engenhos e os demais aparelhamentos próprios da cultura canavieira. As moradas que ainda restam desse período são do assim chamado “estilo bandeirista”, casas de taipa-de-pilão, com plantas simples e simétricas, construídas de acordo com o sistema que vigorava em terras paulistas desde o tempo das bandeiras.

A antiga Casa-Sede da Fazenda Paraizo ou o Sobradão – que necessita, urgentemente, de restauro – é um exemplo concreto dessa arquitetura: um casarão semelhante ao que hoje abriga o Museu Paulista/Museu Republicano “Convenção de Itu”, porém modificado, arquitetonicamente, após 1910.

O mais antigo dono da Fazenda Paraizo de que se tem conhecimento é o Padre João Leite Ferraz, edificador da Igreja Matriz de Itu. Pertenceu, depois, ao Barão de Itu: o nome do sítio era Tietê. Em 1868, o Capitão Bento de Almeida Prado (Barão de Itaim) e a mulher passam a ser proprietários da Fazenda mediante permuta com a Fazenda Floresta. O sítio, após 1868, passa a ser denominado Paraizo. Por volta de 1870, o Sr. Antonio Franklin de Toledo, casado com uma prima do Capitão Bento, supervisor do plantio de cana-de-açúcar do sítio Paraizo, montou a primeira moenda do engenho e se tornou o maior produtor de açúcar de Itu.

Por um século, aproximadamente de 1750 a 1850, o plantio de cana e o comércio de açúcar se constituíram na base da economia de Itu.

A grande crise do mercado internacional provoca a decadência do plantio da cana, gerando conflito entre políticos e fazendeiros. É criada a primeira Convenção Republicana do país, em 1873, sediada em Itu – SP, no mesmo casarão onde está instalado o Museu Paulista/Museu Republicano de Itu.

Em 1890, o Barão de Itaim vendeu a Paraizo para um primo por 30 contos de réis. Já produzia café. Dez meses depois, acrescida de 1.800 pés de café, sem quaisquer outras benfeitorias, foi revendida por noventa contos.

Inicia-se o ciclo do café que, até 1935, foi a base da economia do município de Itu – SP.

No ano de 1910, a Fazenda Paraizo pertencia ao Coronel Carlos Augusto de Vasconcelos Tavares que a vendeu, nesse ano, ao senhor Joaquim da Fonseca Bicudo (“Seu” Quinzó) e à sua mulher Sra. Maria Adelaide (“Dona” Manoca) do Amaral Gurgel.

Desde então, a Fazenda Paraizo pertence à família Bicudo mediante sucessão. O atual proprietário da sede, com 9 alqueires, é Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

Todo o conjunto arquitetônico da Fazenda Paraizo, além da beleza natural, é um resgate desse breve histórico. Qualquer visitante, ao se deparar com a História viva que emana desse conjunto, passa, também, a partilhar de um objetivo que não é só do proprietário Joaquim Emídio = restaurar a antiga Casa-Sede ou Casarão ou Sobradão, para que se destine a uma finalidade social em prol de jovens de Itu e região, ou seja, para que abrigue projetos de cunho social.

A inserção da foto abaixo pretende fazer uma conexão ao fato de que é de 1939 ou 1940 (a fonte é citada) e meu pai descreveu, em um depoimento de março de 1999, a meu pedido [o depoimento], como se lembrava da Fazenda e como eram as casas dos trabalhadores. Observem o “quadrado” a que ele se refere:

Itu_Fazenda Paraizo núm Tombo 1925_IGC 1939_1940_para o blog

“Este sobradão [antiga Casa-Sede da Fazenda Paraizo] tem para mim, que praticamente nasci na Fazenda Paraizo – fui para lá com meus pais com menos de dois anos de idade [1924 ou 1925] – um significado especial. Ao tomar consciência de minha existência, já vivia lá, na época na “colônia” da fazenda, ou seja, onde residiam os trabalhadores, numa das casas construídas em grupos de duas, enfileiradas, situadas obliquamente ao “quadrado” (outro grupo de casas unidas umas às outras, dispostas em forma de quadrado) e que, antigamente, fechavam o quintal onde os escravos eram reunidos”. Trecho inicial do depoimento escrito de Agenor Bernardini, a meu pedido [Maria Lúcia] sobre as lembranças que a foto da antiga Casa-Sede, de 1999, evocavam nele.

Agenor Bernardini, meu pai, era filho de Brazil Bernardini (1897 – 1976) e Ines Micai Bernardini (1902 – 1978). Meu avô, Brazil Bernardini, foi o primeiro filho nascido no Brasil de meus bisavós Pietro Bernardini e Maria Fortunata Venturelli Bernardini. Os laços trabalhistas de meus bisavós Pietro e Maria Fortunata, filhos, genros e noras são, em Registros Cartorários de Nascimento e Óbito, anteriores a 1910. De acordo com depoimentos de descendentes, meu bisavô Pietro iniciou o pomar da Fazenda Paraizo e teria retornado, pela primeira vez, a Itália em 1906, de onde trouxe mudas de árvores frutíferas.

Observa-se, na foto abaixo (acervo das filhas de Ida Bernardini Mazulo e Cármine Mazullo) , provavelmente de 1906, a família de Pietro e Maria Fortunata (meu avô Brazil está na frente do pai, Pietro, cuja mão esquerda se encontra no ombro do filho) a presença de um nenê, Túlio, no colo da mãe, Domingas Todesco Bernardini, casada com Antonio (Tonin) Bernardini que, de acordo com Certidão de Nascimento, nasceu na Fazenda Paraizo em 01-06-1906:

Pietro, Maria, filhos, neto e nora_inserções 30set2013

Pietro, Maria, filhos, nora e neto = acervo da família Ida Bernardini Mazullo e Cármine Mazullo. Provavelmente dos últimos quatro meses de 1906

Brazil Bernardini administrou a Fazenda Paraizo por mais de trinta anos. Quando meu pai, Agenor Bernardini, foi para a Fazenda Paraizo com os pais Brazil e Ines, com menos dois anos, ou seja, por volta de 1924 ou 1925, residiram numa das casas da colônia e, quando meu avô foi promovido a administrador da Fazenda, talvez uns seis anos depois, residiram, até por volta de 1959, na casa ao lado da antiga Casa-Sede ou Sobradão ou Casarão.

Agenor Bernardini_jan1999_casa do administrador da Fazenda Paraizo

Agenor Bernardini, em janeiro de 1999, em frente à antiga casa em que morou com os pais e irmãos, enquanto Brazil Bernardini foi administrador da Fazenda Paraizo. O proprietário da Fazenda Paraizo a restaurou e reformou e, desde então, é moradia e residência de uma das filhas, a de prenome Luciana. Acervo da família Bernardini. Crédito da foto: Maria Regina Bernardini (in memorian).

Cativados pela amizade sincera de Joaquim Emídio por nosso pai Agenor Bernardini, pelo respeito e pelas lembranças que guarda de nossos avós Brazil e Ines e de todos os filhos (irmãos de meu pai), pelo interesse genuíno de Joaquim Emídio em resgatar a antiga Casa-Sede da Fazenda Paraizo para finalidades sociais, continuamos a acompanhar e a vibrar com as ações e com as conquistas de Joaquim Emídio para tornar a Fazenda Paraizo autossustentável, de modo que, é o sonho de todos que admiram esse patrimônio histórico, em breve, se realizará por meio de alguma empresa a transformação da antiga Casa-Sede em um empreendimento em prol da sociedade ituana e da região.

Assim, as fotos que se seguirão tentarão mostrar o que já foi conquistado com relação à antiga cocheira ou antigo curral – uma construção do ano de 1929 – porém, antes, fotos das transformações da região até a inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Foto aérea Fazenda Paraizo_1982_para o blog

Aérea Fazenda Paraizo de 1982 – Acervo de Joaquim Emídio Nogueira Bicudo

1_Google Earth_ Fazenda Paraizo_20set2013

Do Google Earth, que permite a utilização de imagens desde que as preserve e não sirvam para ganhos particulares = Fazenda Paraizo captada em 20/09/2013. Foi onde aprendi que há fotos de “Panoramio”.

Aérea de anel viário e novo acesso à Fazenda Paraizo_de apresentação Espaço Santa Rita_para o blog

Aérea de anel viário e novo acesso à Fazenda Paraizo: crédito é a Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos

Aérea da Fazenda Paraizo_2013_da Apresentação do Espaço Santa Rita_para o blog

Aérea da Fazenda Paraizo. Crédito da foto= Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Acesso e vista da cocheira a ser Espaço Santa Rita_da apresentação do Espaço _para o blog

Acesso e vista da cocheira ou do curral a ser Espaço Santa Rita. Crédito= Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Acesso e vista mais aproximada da cocheira a ser Espaço Santa Rita_da apresentação do Espaço_para o blog)

Acesso e vista mais aproximada da cocheira ou do curral a ser o Espaço Santa Rita. Crédito = Apresentação do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos.

Curral da Fazenda Paraizo_ 08 10 2006_para o blog

Curral ou cocheira da Fazenda Paraizo; foto de 08-10-2006. Acervo de Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

Curral da Fazenda Paraizo_08 10 2006_para o blog

Curral ou cocheira da Fazenda Paraizo; foto de 08-10-2006. Acervo de Joaquim Emídio Nogueira Bicudo.

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Fachada do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos no dia da inauguração = 28-09-2013. Crédito da foto: Luís Roberto Exner (Beto)

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Varanda do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos, inaugurado em 28-09-2013. Varanda de onde se avista a rodovia. Crédito da foto = Luís Roberto Exner (Beto).

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28-09-2013, inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos. Luís Roberto Exner (cerimonialista) e Francisco Macedo (um dos proprietários do Espaço). Crédito da foto: Camila Exner

DSC02253_de Beto_Espaço Santa Rita_28set2013_para o blog

28-09-2013 = Getúlio Macedo (um dos proprietários do Espaço Santa Rita), Maria Angélica Marins Exner, Maria Lúcia Bernardini, Maria do Carmo Bernardini e Luís Roberto Exner (Beto). Crédito da foto = Camila Exner.

A inauguração do Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos, na Fazenda Paraizo, em Itu-SP, em 28-09-2013, não apenas serviu comida saborosa, com sobremesas deliciosas: foi um sábado muito especial, com um sol digno de dia de inauguração de um empreendimento arrojado e que, certamente, todos os presentes desejam que seja um sucesso. Minha irmã Maria do Carmo e eu nos sentimos honradas por termos visitado o local antes e durante a inauguração.

Espero, sinceramente, ter deixado a vontade de que todos os que virem estas fotos e lerem sobre o breve histórico da Fazenda Paraizo, muito em breve, o visitem pessoalmente.

Sucesso aos amigos Joaquim Emídio, à Cida e a todos os familiares Bicudo = os filhos de Agenor Bernardini e Adalgisa de Souza Bernardini os amam muito e se sentem honrados pelas memórias e lembranças dos familiares de Brazil Bernardini e Ines Micai Bernardini.

Créditos para o texto:

CHIERIGHINI, H., GUARNELLI, I., OLIVEIRA, J. Itu: Patrimônio da Cultura Paulista. São Paulo. DeskTop Publishing, Editorial, 1997.

SOUZA, Jonas Soares de & WAKAHARA, Júlio Abe (CONDEPHAAT). Museu Paulista – Museu Republicano Itu – SP. São Paulo – SP. Graphon’s – Comércio e Indústria Gráfica Ltda., s/d.

LEPSCH, Inaldo C. S. O Barão de Itaim. Itu – SP. Ottoni Editora. 1999.

Depoimento escrito e histórico da Fazenda Paraizo de Agenor Bernardini – IN MEMORIAN.

Organizado por Maria Lúcia Bernardini. Itu – SP

Coisas da Roça e Na “colonha” tem = anexos Power Point com créditos quarta-feira, out 2 2013 

O Espaço Santa Rita Restaurante & Eventos foi inaugurado no dia 28/09/2013.

Como não tenho fotos desse dia, decidi inserir dois anexos, ambos recebidos do primo Sérgio, que têm tudo a ver com a localização do Espaço Santa Rita e com a história da Fazenda Paraizo onde esse espaço foi inaugurado, após restauro e reforma da cocheira dessa Fazenda.

Na colonha tem_com créditos_Primo Sérgio enviou 28julho2013

Coisas da Roça (2) GRSlides_recebido do primo Sérgio_30set2013

Sorria 33 by Editora MOL – folheie a revista segunda-feira, set 30 2013 

Depois de folhear a revista, assim que passar por uma das lojas da Droga Raia, adquira a sua revista impressa.

Entenderá por que merece ser aguardada e comprada a cada edição.

ISSUU – Sorria 33 by Editora MOL.

Cora Coralina – Biografia e poemas – Para Ler e pensar quarta-feira, set 11 2013 

Estimulada por uma postagem de Karen (MyHeritage Portuguese Blog), procurei sobre o livro “O Tesouro da Casa Velha da Ponte”, edição póstuma de autoria de Cora Coralina e encontrei esta pérola:

Cora Coralina.

02:35 · Jessier Quirino – Parafuso de cabo de serrote quarta-feira, set 11 2013 

Enviado pela prima Melinha em 25/08/2013.

Arrepiante conhecer melhor a cultura do Nordeste brasileiro e refletir sobre a boa influência no Brasil inteiro: clique no  “link”.

02:35 · Jessier Quirino – Parafuso de cabo de serrote.

Das voltas que o mundo dá – MyHeritage Portuguese Blog terça-feira, set 10 2013 

Apresentação da nova gerente, na Alemanha e no Brasil, do MyHeritage.com

Das voltas que o mundo dá.

Ajude a fazer a próxima revista Sorria! Edição 34 – outubro/novembro 2013 segunda-feira, ago 12 2013 

Olá,

Estamos preparando a seção Aconteceu Comigo da próxima edição da revista Sorria (www.revistasorria.com.br) e mais uma vez pedimos a sua ajuda!

O tema da vez é: por que você ama o que faz?

Estamos procurando relatos de pessoas que amem o seu trabalho, sejam quais forem. Afinal, às vezes, não é ter o trabalho dos sonhos que torna especial o que fazemos. Podem ser depoimentos como:

– Trabalho com a diagramação de livros didáticos. É um trabalho difícil, que exige dias e dias em frente ao computador. Mas faço bem feito porque sei que minha atividade contribui para a educação de centenas de crianças.

– Gosto muito de conversar com as pessoas e tornei-me recepcionista em um escritório. Sinto-me realizada ao perceber que minha atitude pode tornar melhor o dia de alguém.

– Trabalho em banco e mexo com impostos e tarifas. Minha atividade exige muito cuidado e atenção, pois qualquer erro pode levar alguém a perder muito dinheiro. Saber que ajudo desconhecidos a organizar sua vida financeira me faz muito bem.

– Todos os dias saio de casa às 5h e vou para o prédio onde trabalho. Faço os serviços de jardinagem e fico orgulhoso quando alguém elogia meu trabalho. Gosto de tornar a vida das pessoas mais bonita.

– Sou fotógrafo, especializado em casamentos. É muito recompensador quando, em meio a tantas festas, consigo captar em imagens o amor entre duas pessoas. É o que dá sentido ao meu trabalho.

– Faço as refeições que as crianças comem nos intervalos da escola. E vê-las nutridas e felizes com a comida que preparo também me faz muito feliz.

Sou engenheiro e trabalho fazendo projetos em uma construtora. É recompensador enxergar um pouquinho do que faço nos lugares onde pessoas vão morar ou trabalhar. Sei que estou contribuindo para que tenham uma rotina segura e sólida.

Você tem uma história assim? Conte para a gente!

Não se esqueça de informar, por favor:

Nome:

Idade:

Cidade/Estado:

Telefone (não vamos divulgar essa informação, é apenas para poder entrar em contato se ficarmos com alguma dúvida):

Nem todos os depoimentos poderão ser publicados na revista. Faremos uma seleção entre os relatos recebidos.

Para saber mais sobre a Sorria, acesse nosso site: www.revistasorria.com.br

Também estamos no Facebook: www.facebook.com/revistasorria

Muito obrigado!

Equipe Sorria

(11) 3024 2444

Sorria Nº 33. A força do bom humor | Revista Sorria – à venda na Droga Raia segunda-feira, ago 12 2013 

Sorria Nº 33. A força do bom humor | Revista Sorria.

Genealogia Alemã no Sul do Brasil – Rodrigo Trespach (2ª parte) terça-feira, maio 28 2013 

Genealogia Alemã no Sul do Brasil – Rodrigo Trespach (2ª parte).

Genealogia Alemã no Sul do Brasil – Rodrigo Trespach (1ª parte) terça-feira, maio 28 2013 

Genealogia Alemã no Sul do Brasil – Rodrigo Trespach (1ª parte).

Leia a postagem anterior do MyHeritage Portuguese Blog sobre Rodrigo Trespach em

http://blog.myheritage.com.br/2012/09/rodrigo-trespach/#more-9371

Lançamento: Family Tree Builder 7.0 quarta-feira, abr 24 2013 

Estou “repostando” (se é que exite esse vocábulo), pois, na minha ansiedade em partilhar esse lançamento, optei pelo caminho mais difícil, em vez de compartilhar a postagem do MyHeritage Portuguese Blog.

Lançamento: Family Tree Builder 7.0.

Panoramio – Photos by Germano Schüür > Ruínas de São Miguel domingo, fev 3 2013 

Panoramio – Photos by Germano Schüür > Ruínas de São Miguel.

Como começou a sua árvore? – MyHeritage Portuguese Blog sábado, nov 24 2012 

Para variar (porque me sinto “metida”), inseri um comentário nessa postagem do MyHeritage Portuguese Blog.

Leiam os demais depoimentos de como começaram a árvore genealógica.

Como começou a sua árvore?.

Google encerrou suporte ao Internet Explorer 8 e complica Windows XP domingo, nov 4 2012 

Foi o meu caso, pois o meu sistema operacional ainda é o Windows XP. Demorei demais para tomar conhecimento de que o problema estava no Internet Explorer (IE 8), porque pensava tratar-se de problema de “PC movido a lenha”.

Encontrava várias dificuldades para a visita de sites com os quais lidava diariamente (The Breast Cancer Site, por exemplo, travava numa das abas e eu tinha que reiniciar todo o procedimento de abrir o correio eletrônico pelo qual recebo o lembrete diário para clicar no “site”  e de receber aviso, há muito tempo, em cada aba, que a página apresentava erro), além de ter parado de visualizar o website de família (acessava o website, recebia o aviso de concluído e ficava, aparvalhada, olhando para uma página em branco).

Entrei em contato com o suporte do MyHeritage.Com, felizmente de modo educado, pois não sabia se o problema era só meu ou outros estavam tendo o mesmo problema. Não enviei mensagem grosseira, escrevendo “o que é que há, hein? Tô pagando e não vejo nem interajo com o meu website de família”.

No dia 22/10/2012, recebi um retorno telefônico de Walter Olivas, do MyHeritage.Com no Brasil e em Portugal, que me orientou a fazer uma limpeza manual, mas antecipou que se meu navegador era o IE (Internet Explorer) e meu sistema operacional era o Windows XP (como informei a ele), o mais correto seria baixar o navegador Google Chrome (Chrome estou inserindo por minha conta, pois ele já havia sido baixado por mim fazia tempo), por motivos abaixo explicados.

Como é difícil ter que lidar com mudanças em minha “vidinha” toda repleta de “rituais” e outros afazeres além de poder desfrutar da riqueza da Web!

A princípio, após o dia 22/10, inseri na barra de “Favoritos” do Google Chrome apenas o website de família e os demais websites de família aos quais estou conectada por coincidências de perfis de familiares.

No último dia 02/11/2012, tive que me render ao fato de que o Internet Explorer da empresa do “tio” Bill Gates não funciona mais no meu antiquíssimo sistema operacional Windows XP, no meu mais antigo, ainda, PC Desktop.

Se o seu caso é idêntico ao meu, ou seja, tudo antigo, escolha o navegador que mais lhe interesse, pois o IE, no Windows XP, não funciona mais.

Bye, bye IE.  Sentirei saudade, porque estava absolutamente acostumada e interagia com você desde os idos de mil novecentos e bolinha, quando acessei a web pela primeira vez em minha vida. Não é só nostalgia, não. Entendo que deva haver mudanças necessárias, mas sinto-me como se estivesse (como comentei com o técnico em informática da PJ, em Itu – SP, que me orientou de modo tão educado) reaprendendo a ler e a escrever.

Google termina suporte ao Internet Explorer 8 e complica Windows XP

Donos de sistema operacional antigo terão que trocar de navegador.

Por Nilton Kleina em 14 de Setembro de 2012

Cada vez que uma nova versão de um navegador é lançada, a Google passa a apoiá-la, deixando de desenvolver para o antepenúltimo modelo. No caso do navegador da Microsoft, a partir de agora o Internet Explorer 10 passa a ser o alvo da empresa, enquanto não haverá mais qualquer tipo de desenvolvimento para o Internet Explorer 8.

É aí que se forma uma situação interessante para quem ainda usa o Windows XP: como o sistema operacional não permite que você atualize o seu navegador da Microsoft para além da oitava versão, ou você fica sem os Google Apps (incluindo os pacotes das edições EducationalBusiness e Government), ou troca para outro programa – e claro que eles recomendam o Chrome.

A decisão será colocada em prática a partir de 26 de outubro [destaque de Maria Lúcia], quando o Internet Explorer 10 estiver disponível para download. Até aí, se esse for o seu caso, corra para trocar de navegador ou atualizar o sistema operacional [destaque de Maria Lúcia].

Fonte: Google Blog

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/internet-explorer/30027-google-termina-suporte-ao-internet-explorer-8-e-complica-windows-xp.htm#ixzz2BGGFEFIL

Informações de imprensa – MyHeritage – MyHeritage.com.br – Blog português terça-feira, out 23 2012 

Clique, abaixo, e encante-se com as informações a ponto de iniciar sua árvore genealógica:

Informações de imprensa – MyHeritage – MyHeritage.com.br – Blog português

A árvore genealógica de minha família, do lado paterno (com alguns perfis do lado materno, mas que precisam ser completados) foi montada no MyHeritage em 2008.

Desde então, alguns problemas no meu PC causaram apreensão e tristeza, mas recuperei a árvore  e a aprimorei com a ajuda do MyHeritage Team. Atenção: quando conseguimos recuperar os perfis que preenchemos no software “Family Tree Builder”, que baixamos no nosso PC, as fotos têm que ser reinseridas.

A partir do primeiro grave problema do meu PC (e houve mais de um) e da recuperação dos perfis, optei por um plano pago, para receber mais inovações em forma de ferramentas, ter mais possibilidades de inserções de perfis, de convidar um número maior de membros (familiares) e outros recursos dessa plataforma de genealogia.

Gostaria muito – e tenho eterna gratidão pela equipe do MyHeritage por me auxiliar em todas as minha dúvidas e problemas que tive com a árvore por causa de três eventos causados por problemas técnicos de meu PC e por falhas de minha parte, verdade seja dita – que todos que acessam este espaço conhecessem o MyHeritage.Com.

De fato, é uma excelente ferramenta para quem quer montar sua árvore genealógica, obter relatórios por famílias, ter um livro sobre a família e muitos outros recursos como, por exemplo, um pôster da sua família (que você encomenda on-line e paga pelo serviço) e outros recursos que só quem é usuário dessa plataforma de genealogia já conhece.

Conheça você também.

Exposição de 1908 – Histórico sobre Abertura dos Portos – Rio de Janeiro = anexo em “pps” segunda-feira, out 22 2012 

Um documento, em Microsoft Power Point, extensão “pps”, que mostra como o Rio de Janeiro celebrou o centenário da Abertura dos Portos.

 

Exposição__1908_Histórico sobre Abertura dos Portos_Rio de Janeiro_recebido de MAdelaide

Portal FEB – O Portal da Força Expedicionária Brasileira | quinta-feira, maio 17 2012 

 

Portal FEB – O Portal da Força Expedicionária Brasileira |

O Estado de São Paulo lança acervo público – MyHeritage.com.br – Blog português quarta-feira, maio 9 2012 

Clique para ler o conteúdo e acessar a notícia:

O Estado de São Paulo lança acervo público – MyHeritage.com.br – Blog português

Excelente notícia não apenas pelo valor inestimável do Acervo do Estadão, mas para pesquisas, inclusive, de quem mantém site de genealogia.

Leia, no link abaixo, uma das mais emocionantes demonstrações do valor do jornal impresso e de acervo digitalizado:

https://maluber2.wordpress.com/2006/03/29/a-capelinha-do-carreiro/

Por ocaisão dos 400 anos de Itu – SP, em 2010, esse relato foi publicado no livro “Itu, pelo ituanos”, ACADIL – Academia Ituana de Letras, OTTONI Editora.

Por causa da regulamentação do concurso promovido pela ACADIL, em parceria com a OTTONI Editora, “A Capelinha do Carreiro” ocupa as páginas 184, 185, 186 e 187 em forma de crônica.

 

 

CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO da F.E.B. na ITÁLIA – 1944 segunda-feira, abr 30 2012 

 

Orgulha-te do teu povo.


Não podemos nos esquecer dessa música.

 

Passem para os seus filhos e netos.

 

Os pracinhas merecem essa homenagem!

CANÇÃO da F. E. B. na ITÁLIA – 1944

Linda Canção!

É de se lastimar que hoje tão poucos que dela se recordem.

Eles desembarcaram na Itália, cantando essa canção!

A música é do maestro Spartaco Rossi e o poema de Guilherme de Almeida.

A Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força militar brasileira de 25.334 homens, que lutou ao lado dos Aliados na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.

Constituída inicialmente por uma Divisão de Infantaria, acabou por abranger todas as Forças Militares Brasileiras que participaram do conflito.
Adotou como lema “A cobra está fumando”, em alusão ao que se dizia à época, que seria “Mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra”.

youtu.be/ko5wpwb8WL0

(Mensagem reenviada pelo primo Sérgio)

PROJETO MEMÓRIA – Paulo Freire segunda-feira, abr 16 2012 

:: PROJETO MEMÓRIA ::

Sobre Paulo Freire.

O crédito da foto, abaixo, é desse Projeto Memória.

Você acessará os seguintes rótulos:

– Infância

– Juventude e Universidade

– O Criador de Ideias, O Educador

– Antes do Exílio

– O Exílio

– Reaprendendo o Brasil

– Cronologia

– Correspondências

– Homenagens

– Cronologia fotográfica

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Comentário pessoal: em uma entrevista, na época na TV Cultura de São Paulo (Fundação Padre Anchieta), Paulo Freire contou que, quando esteve preso, no Norte do Brasil, iniciou a alfabetização dos soldados do Exército que mantinham os presos políticos sob vigilância. Em outro momento, contou sobre o constrangimento que passou, num país da África, na época do exílio, ao visitar uma universidade e o reitor passear pelo campus de mãos dadas com ele. Após refletir sobre a cultura do país, sobre os costumes diferentes de outras culturas, relaxou e aproveitou esse momento.

Titanic – anexo em Power Point, extensão “pps” recebido em outubro de 2009 – em espanhol quinta-feira, abr 12 2012 

Nos cem anos da tragédia com o “Titanic”, disponibilizo um arquivo [demora para carregar] postado em 30 de setembro de 2009, neste espaço:

TITANIC__RS_construção e lançamento_MAdelaide enviou em outubro 2009

Heroinas da Família – Histórias para o Dia da Mulher sábado, mar 3 2012 

Compartilho mais uma postagem do MyHeritage Portuguese Blog.

Heroinas da Família – Histórias para o Dia da Mulher.

Uma mensagem de esperança – MyHeritage Portuguese Blog sexta-feira, jan 6 2012 

A maioria dos pais vive o suficiente para que suas atitudes sejam exemplos para os filhos e para a sociedade.

Na postagem abaixo, acompanhamos os conselhos deixados por escrito, aos filhos, de um pai que sabia que era portador de um câncer terminal e que morreu aos 45 anos.

Uma mensagem de esperança.

A origem da cachaça – Brasil Escola e um anexo com créditos terça-feira, ago 16 2011 

Já havia recebido essa curiosidade do amigo José Emídio.

Vale a pena ler sobre isso.

A origem da cachaça – Brasil Escola.

Anexo em extensão “pps”: muito bem formatado, conteúdo interessantíssimo.

A origem da cachaça_com créditos

O valor de um pai – MyHeritage Portuguese Blog quarta-feira, ago 3 2011 

Origem: MyHeritage Portuguese Blog

Adivinhem se não chorei com o texto de Walter Olivas e com o vídeo que foi inserido?

Imperdível!

O valor de um pai.

4 pioneiros da fotografia da cidade de São Paulo – por Gilberto Calixto Rios terça-feira, jun 21 2011 

12 – 4 Fotógrafos Pioneiros das imagens de São Paulo_crédito Gilberto Calixto Rios_Primo Sérgio enviou 03fevereiro2011

Objetos escolares do passado – anexo “pps” com créditos quarta-feira, jun 8 2011 

Não é saudosismo do autor do anexo em extensão “pps”, mas fatos.

Excelente arquivo em Power Point, extensão “pps”.

Lembrei-me de tudo! Que bom, porque, dentre as lembranças abordadas, o autor menciona o movimento de modernização no ensino de Matemática, década de 60 e que perdurou até a década de 70, então deixou de ser denominada Matemática Moderna.

Lembrei-me de que um de meus irmãos, ao preencher em “conjunto vazio”, escreveu: o conjunto de cabelos de um careca.

Ué, sem ofensa, pois nosso pai era careca, não é, de fato, um conjunto vazio? Só que virou piada, claro.

Matemos saudade por meio do reenvio deste anexo pelo amigo Joaquim Emídio:

Objetos escolares antigos_JEmídio enviou em 03junho2011

 

Porque é muito chato cantar sozinho: ouvir, ler e falar terça-feira, maio 24 2011 

Acredito que tenha sido em 1981 que fiz minha primeira viagem às Cidades Históricas de Minas Gerais, mas, com certeza, foi por meio de uma agência de viagens de Campinas/SP.

Nossa guia turística se chama Conceição – espero que ainda se chame assim, se me entendem – e o que aprendi, nas cidades históricas visitadas, por causa da guia Conceição, continua, até hoje, em minha memória. O que vi, também, tanto que retornei mais duas vezes ao longo desses anos. Tenho fotos e outras lembranças.

Conceição tinha um modo de falar – nunca pareceu decorado – bem peculiar, para o meu entender na época, ou seja, “comia” todos os “esses” das palavras que deveriam estar no plural, o que, também na época e até recentemente, eu classificava como pertencente ao grupo que fala “nóis vai, nóis vem, nóis vorta”.

Voltei, porém, encantada com a viagem e com a Conceição. Quando a agência de viagens se comunicou comigo, por telefone, para saber do que tinha gostado, como transcorrera a viagem e outros assuntos pertinentes, comentei com a pessoa com quem falava do meu encanto em relação à guia Conceição, que ela “falava errado”, mas eu fiquei encantada com o conhecimento dela, com a simpatia etc e tal.

Ainda não era Professor (não existe feminino no cargo; muita gente faz, ainda, gozação, tanto que, na fala, eu usava Professora) Titular de Cargo Efetivo, o que só ocorreu em meados de 1984. Nesse mesmo ano, tive a felicidade de participar de encontros que discutiam os novos Parâmetros Curriculares (que ficou conhecido como “Verdão”), em São Paulo/SP, portanto, iniciei, junto com o Magistério Público, a aprendizagem de ser educadora, embora, naquele ano, meu cargo de Titular Efetivo fosse de Língua Estrangeira Moderna – Inglês. Juntamente com minha vivência e aprendizado na Cultura Inglesa de Campinas/SP, procurei praticar o que continuava a aprender na minha atuação no Magistério.

Em 1991, eu já havia me removido, por meio de concurso, para a cidade de Itu/SP, me exonerado do cargo de LEM – Inglês e, como havia prestado outros concursos públicos no Magistério, optei pelo cargo único de Português ou Língua Portuguesa, conforme a nomenclatura na Grade Curricular da época.

Quando aplicava avaliação de Interpretação de Texto, procurava, em outros livros didáticos de apoio que não aquele utilizado em sala de aula, os textos, as perguntas sobre a Interpretação de Texto e elaborava, para mim, um roteiro das respostas discursivas esperadas (sei ler, portanto, não tinham que ser exatamente da forma esperada), para a correção.

Conhecem As águias não sobem pela escada? Procurem, neste blog, em “Pesquisar” e o leiam: era eu mesma! Tudo criteriosamente elaborado, meticulosamente… bem, apesar de todo o aprendizado em cursos de aperfeiçoamento e da participação do início da elaboração dos Parâmetros Curriculares, que ficou conhecido como “Verdão”, as correções à Interpretação de Texto ficavam “contidas” nas respostas esperadas, destacando, com um círculo em vermelho, as palavras grafadas de modo incorreto.

Num dia de correção de Interpretação de Texto sobre o aniversário de “seu” Nonô, diante da pergunta “Por que todos cantaram parabéns?” um dos alunos de quinta série respondeu: “Porque é muito chato cantar sozinho”.

Felizmente, uma amiga estava junto comigo (não é professora) e ela adorou a resposta, riu muito (no bom sentido) e me impediu de colocar o sinal de errado. Digitei “no bom sentido”, porque nunca foi meu mau hábito “tirar sarro” de aluno ou juntar as respostas que eu considerasse absurdas para publicação de “olha como eu sou boa, mas eu sofro”. Nem foi esse o sentido da risada de minha amiga.

Refleti muito, depois, sobre a resposta daquele aluno de 5.ª série: ô pergunta boba, não? Por que todo mundo cantou parabéns? Porque era aniversário do “seu” Nonô (resposta esperada). Só que o garoto de 5.ª série, o único a responder “Porque é muito chato cantar sozinho” tinha entendido, sim, o texto, a pergunta é que era boba para o nível de conhecimento dele de  interpretação do texto. Ele foi além do que era esperado dele; não usou porque separado na resposta; não escreveu chato com “x” nem sozinho com “s”.

Passei a cuidar melhor das correções e, quando encontrava, em que série fosse, respostas que eram coerentes, no contexto do que os alunos tinham entendido como interpretação, além de verificar se não colocara errado para um aluno e certo para outro, considerava a resposta coerente e escrevia um elogio.

Mas, de fato, é muito chato cantar sozinha e percebi que era diferente dos demais e que, posteriormente, havia aqueles que faziam parte do círculo do Ensino, que esperavam “tudo pronto”, para assinar embaixo, sabe como é, trabalho de “equipenico”; que eu não sabia trabalhar em equipe e outros quetais.

Acredito que tenha sido em 1993 ou 1994 que, num encontro de professores de Língua Portuguesa, no “Regente Feijó”, a orientadora pedagógica nos proporcionou a oportunidade de conhecer João Wanderley Geraldi. Acrescentarei uma informação sem consultar a biografia de João Wanderley Geraldi: filho de pais agricultores, analfabetos, do RS, João Wanderley Geraldi tem diversos títulos acadêmicos, dentre eles “Doutor”. Leram a sentença judicial, postagem anterior? Sim, Geraldi percorreu todas as etapas da educação formal e muito mais.

Desse encontro, lembro-me de uma situação exposta: uma oração foi colocada para análise e nos foi perguntado sobre a análise sintática e sobre a análise morfológica dos termos. Choveram respostas corretas. João Wanderley Geraldi elogiou o conhecimento de Gramática dos participantes. Depois, ele nos colocou o seguinte, se me recordo: um cirurgião, numa sala de cirurgia, diante de um paciente com o abdômen aberto, que interesse há em que saiba qual é o sujeito da oração, se o sujeito é simples, composto? Uma de nós respondeu que, no momento de elaborar um relatório, se o cirurgião não souber escrever… Ah! Se o cirurgião não soubesse escrever, sim, mas não seria cobrado dele, no momento daquela cirurgia, se intestino é sujeito e qual sua classificação. Acrescento: o cirurgião aprendeu, ao longo de sua vida acadêmica, a ouvir, a ler, a escrever, portanto, saberá redigir o relatório.

Não estou comentando, neste ponto, sobre a decadência do Ensino, mas lembrando que um dos mais concorridos Vestibulares é Fuvest (para citar um), inteiramente voltado para a avaliação de habilidade de ler e escrever, visto que redação tem o peso maior, que, como o da Unicamp, tem questões que exigem respostas discursivas, que o “peso” de saber análise sintática, análise morfológica (saber que deve ser totalmente dominado por todos os professores não importa de que componente curricular seja) não reprova o candidato. Tem que saber ler e escrever, dominar o registro linguístico no português coloquial e no culto. Em vestibulares, por exemplo, o candidato tem temas e opta por dissertação, narração etc. É possível imaginar um vestibulando que opte por uma narrativa em que escreva diálogos e esses diálogos sejam escritos no mais puro português?

Então, concursos que são promovidos – que não os Vestibulares que seguem os PCNs – que “cobram” um domínio de Língua Portuguesa que seja obrigação de professores de Língua Portuguesa estão completamente fora de “órbita”.

Não corrigir mais o aluno? Balela! Isso nunca foi veiculado nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Como permitir ao aluno o domínio da língua materna e de língua estrangeira moderna? Há sugestões, mas os professores podem criar suas técnicas.

Agora, a denúncia é que não se corrige mais o português coloquial. Balela! Isso nunca foi nem será veiculado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais ou por quaisquer livros didáticos de apoio adotados em escolas públicas municipais e estaduais. Atentar para a palavra “apoio”, após livro didático, porque essa é uma das recomendações dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).

Ah, bom! Foi preciso ouvir João Wanderley Geraldi falar, naquele encontro, nos sacudir, balançar nossas tradições e comprei o livro:

 O texto na sala de aula

Fonte: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8508101155&sid=87399917113523474632942139

Texto Na Sala De Aula, O

 
Organizador: GERALDI, JOAO WANDERLEY
Editora: ATICA
Assunto: PEDAGOGIA

João Wanderley Geraldi, professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), organizou essa coletânea inovadora, que vem fazendo sucesso desde seu lançamento, em 1984. Apresenta os aspectos pedagógicos e sociais do ensino da língua portuguesa com base na experiência dos professores em sala de aula. Especialistas das melhores universidades brasileiras assinam 12 artigos, em que revelam os fundamentos do ensino da língua, da literatura, da leitura e da produção de textos na escola. O texto na sala de aula é um convite à reflexão e uma oportunidade rara de atualização para professores e estudantes das áreas de Letras, Pedagogia e Lingüística.

Esse livro não contém “receitas”, mas sugestões de práticas pedagógicas para o ensino da Língua Portuguesa que fazem, parte, inclusive, dos Parâmetros Currilares Nacionais de 1997.

Tudo bem, eu estava só dez anos atrasada, mas tirei excelente proveito das lições.

Então, pedi aposentadoria, em 2003, e, dependendo do problemão levantado a respeito da péssima qualidade de Ensino Público, pergunto a mim mesma “Sinhá, cadê ‘seu’ Padre?” e não ouço, não falo e não vejo, a não ser em raras exceções.

Não é ninguém, não, é só a professora aposentada.

Blog da Cássia – Maria Angula quinta-feira, abr 7 2011 

 

Quando, em 2008, postei este conto do folclore equatoriano, expliquei, apenas, que tinha sido uma contribuição de Inês Zennaro, professora de Itu, mas não sabia a fonte do texto. Em busca, encontrei a fonte dele: Contos de assombração, 4.ª edição. Co-edição Latino Americana. São Paulo. Ática, 1988.

Após reler este conto, do Blog da Cássia, leia, também, quem é o autor da versão escrita (em espanhol) e como o resgatou.

Grata, Cássia, pela oportunidade de esclarecer a fonte e estimular a compra desse livro, pois há uma fase do desenvolvimento pedagógico em que os educandos se sentem profundamente atraídos por contos de terror. Se a eles for oferecido o que faz parte da cultura nacional ou da estrangeira, do folclore, muito melhor do que os contos de horror modernos “fabricados” para esse fim. A vida real já nos oferece, no dia a dia, fatos de horror que não podem ser justificados como lenda, folclore…

MARIA ANGULA

sábado, 2 de outubro de 2010, 22:28:19 | noreply@blogger.com (By Cássia)

Maria Angula era uma menina alegre e viva, filha de um fazendeiro de Cayambe. Era louca por uma fofoca e vivia fazendo intriga com os amigos para jogá-los uns contra os outros. Por isso, tinha fama de leva-e-traz, linguaruda e era chamada de moleca fofoqueira.


Assim viveu Maria Angula até os dezesseis anos, dedicada a armar confusão entre os vizinhos, sem ter tempo para aprender a cuidar da casa e a preparar pratos saborosos.
Quando Maria Angula se casou, começaram os seus problemas. No primeiro dia, o marido pediu-lhe que fizesse uma sopa de pão com miúdos, mas ela não tinha a menor idéia de como prepará-la.
Queimando as mãos com uma mecha embebida em gordura, acendeu o carvão e levou ao fogo um caldeirão com água, sal e colorau, mas não conseguiu sair disso: não fazia idéia de como continuar.
Maria lembrou-se, então, de que na casa vizinha morava Dona Mercedes, cozinheira de mão cheia e, sem pensar duas vezes, correu para lá:
– Minha cara vizinha, por acaso a senhora sabe fazer sopa de pão de miúdos?
– Claro, Dona Maria. É assim: primeiro, coloca-se o pão de molho em uma xícara de leite, depois despeja-se este pão no caldo e, antes que ferva, acrescentam-se os miúdos.
– Só isso?
– Só, vizinha.
– Ah – disse Maria Angula – mas isso eu já sabia! – e voou para a sua cozinha a fim de não esquecer a receita.
No dia seguinte, como o marido lhe pediu que fizesse um ensopado de batatas com toicinho, a história se repetiu.
– Dona Mercedes, a senhora sabe como se faz o ensopado de batatas com toicinho?
E, como da outra vez, tão logo a sua boa amiga lhe deu todas as explicações, Maria Angula exclamou:
– Ah É só? Mas isso eu já sabia! – e correu imediatamente para casa, a fim de prepará-lo.
Como isso acontecia todas as manhãs, Dona Mercedes acabou se enfezando. Maria Angula vinha sempre com a mesma história: “Ah, é assim que se faz arroz com carneiro? Mas isso eu já sabia!! Ah, é assim que se prepara a dobradinha? Mas isso eu já sabia!!”. Por isso, a mulher decidiu dar-lhe uma lição e, no dia seguinte:
– Dona Mercedinha!
– O que deseja, Dona Maria?
– Nada, querida, só que o meu marido quer comer no jantar um caldo de tripas e bucho e eu…
– Ah, mas isso é fácil demais! – disse Dona Mercedes. E antes que Maria Angula a interrompesse, continuou:
– Veja, vá ao cemitério levando um facão bem afiado. Depois, espere chegar o último defunto do dia e, sem que ninguém a veja, retire as tripas e o estômago dele. Ao chegar, lave-os muito bem e cozinhe-os com água, sal e cebolas. Depois de ferver por uns dez minutos, acrescente alguns grãos de amendoim e está pronto. É o prato mais saboroso que existe.
– Ah! – disse, como sempre, Maria Angula – É só? Mas isso eu já sabia!
E, num piscar de olhos, estava ela no cemitério, esperando pela chegada do defunto mais fresquinho. Quando já não havia mais ninguém por perto, dirigiu-se, em silêncio, à tumba escolhida. Tirou a terra que cobria o caixão, levantou a tampa e… Ali estava o pavoroso semblante do defunto! Teve ímpetos de fugir, mas o próprio medo a deteve ali. Tremendo dos pés à cabeça, pegou o facão e cravou-o uma, duas, três vezes na barriga do finado e, com desespero, arrancou-lhe as tripas e o estômago. Então, voltou correndo para casa. Logo que conseguiu recuperar a calma, preparou o jantar macabro que, sem saber, o marido comeu, lambendo os beiços.
Nessa mesma noite, enquanto Maria Angula e o marido dormiam, escutaram-se uns gemidos nas redondezas. Ela acordou sobressaltada. O vento zumbia misteriosamente nas janelas, sacudindo-as e, de fora, vinham uns ruídos estranhos, de meter medo a qualquer um.
De súbito, Maria Angula começou a ouvir um rangido nas escadas. Eram os passos de alguém que subia em direção ao seu quarto, com um andar dificultoso e retumbante, e que se deteve diante da porta. Fez-se um minuto de eterno silêncio e, logo depois, Maria Angula viu o resplendor fosforescente de um fantasma. Um grito surdo e prolongado paralisou-a:
– Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!
Maria Angula sentou-se na cama horrorizada e, com os olhos esbugalhados de tanto medo, viu a porta se abrir, empurrada, lentamente, por essa figura luminosa e descarnada.
A mulher perdeu a fala. Ali, diante dela, estava o defunto, que avançava mostrando-lhe o semblante rígido e o ventre esvaziado.
– Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!
Aterrorizada, escondeu-se debaixo das cobertas para não vê-lo, mas imediatamente sentiu umas mãos frias e ossudas puxarem-na pelas pernas e arrastarem-na, gritando:
– Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!
Quando Manuel acordou, não encontrou mais a esposa. Muito embora tenha procurado por ela em toda parte, jamais soube do seu paradeiro.

“Maria Angula”

Extraído de: Contos de assombração, 4ª.ed. Co-edição Latino-Americana. São Paulo, Ática, 1988.“Maria Angula” é um conto da tradição oral equatoriana. Esta versão foi escrita por Jorge Renón de La Torre, a partir de um relato que lhe fez Maria Gomez, uma mulher de 70 anos, que vive no povoado de Otán. Jorge Renón de La Torre nasceu em Quito, em 1945, e já publicou contos, fábulas e obras de teatro infantil.

Blog da Cássia

Uma família ituana de comerciantes através dos séculos, de Manoel Valente Barbas terça-feira, mar 15 2011 

Manoel Valente Barbas colaborou para a edição do livro Itu, quatro séculos de comércio, Capítulo IV. No tempo do Império (1830 – 1890), a partir de páginas 34, de Edgar Silveira e Luís Roberto de Francisco, lançado em 04dez2010, no Auditório do SINCOMÉRCIO (Sindicato do Comércio Varejista) de Itu-SP, SINCOMÉRCIO e SESCSP.

O conteúdo deste texto, portanto, não é inédito, mas é tão bem redigido, tão “saboroso” de se ler, uma lição de levantamento genealógico, que fiz questão de transformá-lo em um documento, extensão “pdf”, para inserir em meu blog, com a devida autorização do autor.

Itu, 12 de março de 2011.

UMA FAMÍLIA ITUANA DE COMERCIANTES ATRAVÉS DE SÉCULOS_autor MANOEL VALENTE BARBAS_texto enviado por Cida Carramenha recebido 03fev2011

Maria Angula – conto folclórico, resgatado da tradição oral, de origem equatoriana quinta-feira, set 25 2008 

Maria Angula

(Conto de tradição oral equatoriana, contribuição de Inês Zennaro à O. T., professora em Itu)

Maria Angula era uma menina alegre e viva, filha de um fazendeiro de Cayambe. Era louca por uma fofoca e vivia fazendo intriga com os amigos para jogá-los uns contra os outros. Por isso, tinha fama de leva-e-traz, linguaruda e era chamada de moleca fofoqueira.

Assim viveu Maria Angula até os dezesseis anos, dedicada a armar confusão entre os vizinhos, sem ter tempo para aprender a cuidar da casa e a preparar pratos saborosos.

Quando Maria Angula se casou, começaram os seus problemas. No primeiro dia, o marido pediu-lhe que fizesse uma sopa de pão com miúdos, mas ela não tinha a menor idéia de como prepará-la.

Queimando as mãos com uma mecha embebida em gordura, acendeu o carvão e levou ao fogo um caldeirão com água, sal e colorau, mas não conseguiu sair disso: não fazia idéia de como continuar.

Maria lembrou-se, então, de que na casa vizinha morava Dona Mercedes, cozinheira de mão cheia e, sem pensar duas vezes, correu para lá:

– Minha cara vizinha, por acaso a senhora sabe fazer sopa de pão de miúdos?

– Claro, Dona Maria. É assim: primeiro, coloca-se o pão de molho em uma xícara de leite, depois despeja-se este pão no caldo e, antes que ferva, acrescentam-se os miúdos.

– Só isso?

– Só, vizinha.

– Ah – disse Maria Angula – mas isso eu já sabia! – e voou para a sua cozinha a fim de não esquecer a receita.

No dia seguinte, como o marido lhe pediu que fizesse um ensopado de batatas com toicinho, a história se repetiu.

– Dona Mercedes, a senhora sabe como se faz o ensopado de batatas com toicinho?

E, como da outra vez, tão logo a sua boa amiga lhe deu todas as explicações, Maria Angula exclamou:

– Ah É só? Mas isso eu já sabia! – e correu imediatamente para casa, a fim de prepará-lo.

Como isso acontecia todas as manhãs, Dona Mercedes acabou se enfezando. Maria Angula vinha sempre com a mesma história: “Ah, é assim que se faz arroz com carneiro? Mas isso eu já sabia!! Ah, é assim que se prepara a dobradinha? Mas isso eu já sabia!!”. Por isso, a mulher decidiu dar-lhe uma lição e, no dia seguinte:

– Dona Mercedinha!

– O que deseja, Dona Maria?

– Nada, querida, só que o meu marido quer comer no jantar um caldo de tripas e bucho e eu…

– Ah, mas isso é fácil demais! – disse Dona Mercedes. E antes que Maria Angula a interrompesse, continuou:

– Veja, vá ao cemitério levando um facão bem afiado. Depois, espere chegar o último defunto do dia e, sem que ninguém a veja, retire as tripas e o estômago dele. Ao chegar, lave-os muito bem e cozinhe-os com água, sal e cebolas. Depois de ferver por uns dez minutos, acrescente alguns grãos de amendoim e está pronto. É o prato mais saboroso que existe.

– Ah! – disse, como sempre, Maria Angula – É só? Mas isso eu já sabia!

E, num piscar de olhos, estava ela no cemitério, esperando pela chegada do defunto mais fresquinho. Quando já não havia mais ninguém por perto, dirigiu-se, em silêncio, à tumba escolhida. Tirou a terra que cobria o caixão, levantou a tampa e… Ali estava o pavoroso semblante do defunto! Teve ímpetos de fugir, mas o próprio medo a deteve ali. Tremendo dos pés à cabeça, pegou o facão e cravou-o uma, duas, três vezes na barriga do finado e, com desespero, arrancou-lhe as tripas e o estômago. Então, voltou correndo para casa. Logo que conseguiu recuperar a calma, preparou o jantar macabro que, sem saber, o marido comeu, lambendo os beiços.

Nessa mesma noite, enquanto Maria Angula e o marido dormiam, escutaram-se uns gemidos nas redondezas. Ela acordou sobressaltada. O vento zumbia misteriosamente nas janelas, sacudindo-as e, de fora, vinham uns ruídos estranhos, de meter medo a qualquer um.

De súbito, Maria Angula começou a ouvir um rangido nas escadas. Eram os passos de alguém que subia em direção ao seu quarto, com um andar dificultoso e retumbante, e que se deteve diante da porta. Fez-se um minuto de eterno silêncio e, logo depois, Maria Angula viu o resplendor fosforescente de um fantasma. Um grito surdo e prolongado paralisou-a:

– Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Maria Angula sentou-se na cama horrorizada e, com os olhos esbugalhados de tanto medo, viu a porta se abrir, empurrada, lentamente, por essa figura luminosa e descarnada.

A mulher perdeu a fala. Ali, diante dela, estava o defunto, que avançava mostrando-lhe o semblante rígido e o ventre esvaziado.

– Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Aterrorizada, escondeu-se debaixo das cobertas para não vê-lo, mas imediatamente sentiu umas mãos frias e ossudas puxarem-na pelas pernas e arrastarem-na, gritando:

– Maria Angula, devolva as minhas tripas e o meu estômago que você roubou da minha santa sepultura!

Quando Manuel acordou, não encontrou mais a esposa. Muito embora tenha procurado por ela em toda parte, jamais soube do seu paradeiro.

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