Dentre as inúmeras mulheres que honram a Humanidade, lembrei-me de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa, “O Anjo de Hamburgo”, cuja biografia, na Wikipédia, a enciclopédia livre, se inicia assim: Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (Rio Negro, Paraná, 5 de dezembro de 1908 — São Paulo, 3 de março de 2011) foi uma poliglota brasileira que prestou serviços ao Itamaraty, tornando-se a segunda esposa do escritor João Guimarães Rosa. Aracy também é conhecida por ter seu nome escrito no Jardim dos Justos entre as Nações, no Museu do Holocausto (Yad Vashem), em Israel, por ter ajudado muitos judeus a entrarem ilegalmente no Brasil durante o governo de Getúlio Vargas. A homenagem foi prestada em 8 de julho de 1982, ocasião em que também foi homenageado o embaixador Luiz Martins de Souza Dantas. Ela é uma das pessoas homenageadas também no Museu do Holocausto de Washington (EUA). É conhecida pela alcunha de “O Anjo de Hamburgo”. Leia mais em: Aracy de Carvalho Guimarães Rosa na Wikipédia

Recomendação na Wikipédia: Arqshoah Arquivo Virtual Holocausto e Antisemitismo ROSA, Aracy Moebius de Carvalho Guimaraes

RESUMO DO LIVRO JUSTA. ARACY DE CARVALHO E O RESGATE DE JUDEUS: TROCANDO A ALEMANHA NAZISTA PELO BRASIL Mônica Schpun [Editora Civilização Brasileira; 2011] conta a emocionante história de duas mulheres que tiveram seus destinos entrelaçados pela resistência à intolerância extrema nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial e durante o conflito. Uma era brasileira, chefe do setor de passaportes do consulado brasileiro em Hamburgo. A outra, alemã, judia, mulher de um bem-sucedido cirurgião dentista. As duas, jovens na década de 30, tiveram papel decisivo na fuga para o Brasil de judeus perseguidos pelo nazismo.Aracy trabalhava no mesmo consulado em que o escritor Guimarães Rosa, seu marido, iniciava a carreira diplomática como cônsul adjunto. Em 1938, a perseguição aos judeus levou Maria Margarethe Bertel Levy e o marido a procurarem a funcionária Aracy na tentativa de deixar a Alemanha nazista. A partir deste encontro as duas mulheres: a brasileira Aracy em Hamburgo e a alemã Margarethe em São Paulo criaram uma rede de solidariedade e construíram uma rota de fuga para judeus da Alemanha rumo ao Brasil.As duas tiveram que driblar um contexto histórico duplamente hostil: na Alemanha, os primeiros anos do Terceiro Reich e a Segunda Guerra; no Brasil, a Era Vargas (1930-1945) , que criou uma política migratória restritiva e de constrangimentos para judeus. A partir de variada bibliografia, documentos anteriormente ocultos e entrevistas, Mônica Schpun conta a relação entre estas duas mulheres de fibra e reconstrói a cidade de Hamburgo das primeiras décadas do século XX. A autora mostra o modo como a intensificação da perseguição aos judeus ocorreu e a maneira como eles procuraram contornar as formas de repressão. No Brasil, a autora focaliza a cidade de São Paulo da primeira metade do século. Foi lá que a maior parte dos judeus salvos por Aracy e Margarethe veio a se instalar, integrando-se a um tecido urbano emergente, precisando lidar, cada um a seu modo, com a bagagem trágica trazida da Europa. Em Justa, a autora acompanha os cinqüenta anos de vida e deslocamentos destas famílias e reconstrói, com um riquíssimo trabalho de pesquisa, a história de Aracy e Margarethe e da amizade que atravessou o século XX e salvou vidas. Fonte: Grupo Editorial Record

Fonte: Sinopse do livro Net – Justa. Aracy de Carvalho e o resgate de judeus: trocando a Alemanha nazista pelo Brasil