No dia 23-01-2013 (quarta-feira), por volta de 9h30m, a energia elétrica de minha casa e do estabelecimento comercial (credenciado junto à CPFL para receber pagamento de contas) passou por uma série de apaga, acende e, logo em seguida, apaga, sem acende.

Em minha casa, começamos a olhar as caixas de disjuntores (duas) e, na entrada da casa, os “relógios de luz” tanto da casa quanto da loja, verificação dos funcionários. Não havia nenhum disjuntor desligado.

Quando abri a porta que dá para a sacada de minha casa, para observar se outros estabelecimentos, em frente, estavam sem energia elétrica, testemunhei uma nuvem branca que já se dissipava. Imediatamente, fiquei sabendo que o gerente da “Demanus”, quase em frente de casa e da loja, havia extinguido as chamas da fiação do poste de energia elétrica (na calçada dessa loja) com o extintor de incêndio do próprio estabelecimento.

Não foi uma nem foram duas vezes que a fiação do poste pegou fogo. Não sei, também, a razão para tais incêndios na fiação. No entanto, já testemunhei funcionários do Magazine Luiza e das Casas Pernambucanas (agora o gerente da Demanus) extinguir labaredas com extintores de seus estabelecimentos comerciais. Não adiantou, nas duas vezes anteriores, chamar o Corpo de Bombeiros. É uma seqüência de postes cujas fiações se incendeiam: em frente ao Magazine Luiza, em frente às Pernambucanas, agora, quase em frente à Demanus. De nossa parte, não temos aparelhos de ar condicionado e o nosso consumo de energia não é suficiente para provocar um incêndio nem um apagão nos estabelecimentos comerciais, como ocorreu nas duas primeiras vezes citadas.

Acredito, sinceramente, que essa deva ser uma situação a ser investigada pela CPFL Piratininga, a partir dos relatórios de consertos dos funcionários que prestam serviço a essa concessionária.

Ao notar que os demais estabelecimentos – fui até a rua para isso – do nosso lado da calçada e na calçada da frente tinham energia elétrica, constatei que estavam sem energia elétrica a nossa loja e a nossa residência.

Uma das funcionárias da nossa loja já havia ligado, por telefone móvel, visto que a nossa loja tem os serviços de telefonia de uma empresa que, quando falta energia, a loja fica sem telefone, sem conexão com a “CPFL Total”, sem conexão de computador, para a CPFL Piratininga, avisando do ocorrido (fogo na fiação do poste, do outro lado da calçada), eu, também, entrei em contato com a CPFL Piratininga para comunicar a ocorrência das chamas e do fato de estarmos sem energia elétrica.

A atendente me alertou que, sem a presença de um eletricista que constatasse que não era problema interno, um curto-circuito, por exemplo, os funcionários que prestam serviço não seriam enviados, pois os mesmos não têm autorização para fazer serviços internos.

Espero que esteja sendo bem clara nos antecedentes e que eu não me perca no relato com as minhas indignações.

Liguei de volta para a CPFL Piratininga, avisando que, no protocolo tal, eu comunicara a falta de energia elétrica em nossa residência e que o eletricista já constatara que o problema não era interno.

A funcionária da loja fez o mesmo que eu.

Por volta de 10h45m, um veículo da CPFL Piratininga estacionou próximo ao poste que apresentara problemas. Desci de minha residência (a funcionária da loja me avisou que haviam chegado) e os prestadores de serviço tinham entrado pela loja em direção aos dois “relógios de luz” que ficam na saída de nossa residência, pois o portão só pode ser destrancado, em caso de falta de energia elétrica, com chave. O “relógio de luz” que serve minha casa estava com um aparelho que, a meu ver, não só mede se há entrada de energia elétrica mas quanto de voltagem está entrando. O “relógio de luz” que serve a loja também estava aberto.

Estacionado na vaga de segurança do carro de transporte de valores, o veículo da CPFL, com um funcionário do lado de fora, aguardava que um veículo se retirasse, pois, estacionado bem debaixo do poste com problema, esse funcionário não se arriscaria a provocar algum dano nesse veículo (derrubar peças e ferramentas, por exemplo, além do fato de que não havia um milímetro sequer de espaço para colocar a escada).

Com a rua inteira tomada por carros estacionados, já quase por volta de meio-dia, fui até o veículo e constatei que o mesmo não tinha cartão de zona azul, placa de Belo Horizonte, MG.

Avistei um carro da polícia, com identificação Vigilância Escolar, fiz sinal para que me atendesse e contei o que estava acontecendo. O policial, no volante, disse que avisaria o “Trânsito”.

Enquanto isso, o funcionário da CPFL, de braços cruzados, permanecia na vaga de segurança de carros que transportam valores.

Da sacada de minha casa, observei a chegada de pelo menos três policiais da GM e percebi que o veículo de Belo Horizonte, irregularmente estacionado em área de zona azul, tinha três cones, da CPFL, em volta dele.

Dentre os três GMs, uma policial chamava o funcionário de prestação de serviços da CPFL para que estacionasse atrás do veículo de Belo Horizonte (um dos cones guardava lugar em vaga de estacionamento de zona azul) para sair da vaga de segurança. O funcionário avisou que sairia em poucos minutos, mas não para ocupar a vaga atrás do veículo de Belo Horizonte. Entendi que já havia esgotado o tempo de espera para a solução e o funcionário se mostrava visivelmente irritado com a situação.

Mais tarde, bem mais tarde, comecei a refletir que o funcionário de prestação de serviço da CPFL deveria ter autorização para chamar a própria CPFL, relatar o que estava acontecendo e a CPFL, por sua vez, autoridade para pedir um guincho para o veículo com placa de Belo Horizonte.

Acompanhem meu raciocínio: eu e minha irmã (sem contar o estabelecimento comercial) estávamos tendo um prejuízo moral e financeiro incalculável. Não sabia se deveria me dirigir até a Delegacia de Polícia para registrar um B.O. contra o veículo irregularmente estacionado. A CPFL não poderia ser responsabilizada pela demora no conserto, visto que não podia fazer o serviço sob risco de danificar o veículo de Belo Horizonte, cujo motorista, obviamente, se sofresse um arranhão na pintura ou outro dano qualquer, “procuraria seus direitos para ser ressarcido”.

A loja parada, num breu de dar dó, com fregueses brincando: que é que é isso? Recebem conta da CPFL e não pagam a energia?

Numa nova verificada, pela varanda, observei que o veículo da CPFL tinha se retirado – obviamente, tinha mais solicitações de problemas a solucionar – e que os veículos da frente e de trás do de Belo Horizonte já haviam saído e o gerente da “Demanus”, gentilmente, colocara os cones da própria CPFL na frente e atrás do veículo de Belo Horizonte. Nada de o condutor do veículo aparecer. Por essa altura, felizmente, já havia uma multa no para-brisa do referido.

Meu irmão havia pedido à funcionária da loja (sem energia elétrica, sem poder emitir cupom fiscal, sem receber contas, sem computador, sem telefones) que ligasse, novamente, para a CPFL, pois havia espaço na frente e atrás do veículo de Belo Horizonte.

Por minha vez, liguei, novamente, para a CPFL (foram três protocolos) e contei o mesmo: havia espaço na frente e atrás do veículo, por causa dos cones da CPFL e da vigilância do gerente da “Demanus” que alertava outros motoristas para que respeitassem esses cones; que estávamos sem energia elétrica desde as 9h ou 9h30m, que nossa geladeira e nosso freezer já estavam descongelando, que não tínhamos como ligar computadores, que não podíamos sair de casa para resolver problemas fora, sob o risco de os funcionários da CPFL retornarem e, na casa, não haver alguém que pudesse atendê-los e todas as demais inconveniências que a falta de energia elétrica causa.

Antes disso, eu liguei para um jornal local, pois queria contar sobre o surrealismo da situação, mas alertei que não era em defesa de calçadão para a rua Floriano Peixoto, pois, antes disso, há necessidade de educar a população de pedestres e de motoristas. Nem mencionei que, para calçadão, há necessidade de resolver o problema de abastecimento de água, de captação de esgoto que são antigos, de instalação de hidrômetros em paredes (na minha casa e na loja a leitura é feita por instalações na calçada), de retiradas de postes, de instalação elétrica subterrânea que não seja paralela a instalação de gás (temos, na rua Floriano, aquelas “tampinhas” que indicam o local do condutor de gás)…

O jornalista compareceu de imediato, anotou meu relato e fez fotos (menos da placa do veículo de Belo Horizonte, pois isso não pode) e foi confirmar com o gerente da “Demanus”. Pelo menos, me pareceu. Eu entrei em casa, pois tinha mais o que fazer, além de “curtir” a falta de energia elétrica.

Logo após a minha última ligação para a CPFL (já mencionada), minha irmã ligou para um número de telefone, supostamente responsável pela “zona azul” e recebeu a afirmação de que o veículo de Belo Horizonte não podia ser guinchado. Mesmo que ele amanheça estacionado? Sim, mesmo que amanheça estacionado. Mas não seria o caso de pedir à autoridade competente para verificar, pela placa, se o veículo não é furtado, se não é uma “desova”? É, pode ser, mas o veículo será observado, ao amanhecer, se continua estacionado… Nesse caso, o policial estaria a par do assunto? Não há nada que possa ser feito para que o veículo seja punido? Veja bem, já foi multado e o motorista “perderá pontos” na carteira. Mas o veículo tem placa de outro estado, será que receberá a multa? Com certeza, no momento de renovar a licença, a multa aparecerá.

Ocorreu-nos, então, que o veículo de Belo Horizonte poderia ser alugado. Não sei como isso funciona, em caso de locação de veículo, mas, certamente, os “pontos perdidos” ficarão para os contribuintes e para nós que sofremos as consequências da irresponsabilidade desse veículo estacionado irregularmente. Se tivesse um cartão de “zona azul” no painel, haveria uma possibilidade de que se retirasse do local, vencido o horário, e o funcionário prestador de serviço da CPFL (foi a nossa conclusão) teria esperado o vencimento do cartão. Porém, sem cartão, não havia como calcular o horário da saída.

Resultado: uma vaga orientação do setor responsável por “zona azul”, sem definição de responsabilidade. Conclusão dessa parte: estamos “ao Deus dará”.

Logo após esse telefonema, por volta de 16h30m, o jornalista ligou e perguntou se já havia uma solução para o problema. Não, não havia, e contei o que minha irmã havia conversado com o suposto setor responsável por “zona azul”. O veículo de Belo Horizonte continuava firme e forte, no local, e o horário de “zona azul” já tinha vencido, portanto, de minha parte, não havia esperança que saísse tão cedo da vaga que ocupou, irregularmente, durante o dia todo. Mas que eu havia solicitado a presença da CPFL, para proceder ao conserto, pois já estávamos (residência e loja) sem energia elétrica há sete horas.

Por volta das 17h15m, retorno dos prestadores de serviço da CPFL. Carro forte de transporte de valores estacionado, ligado, na frente do banco. Vaga de estacionamento mantida pelo gerente da “Demanus”. Engano meu: alguém ocupara a vaga bem atrás do veículo de Belo Horizonte, “empurrando” o cone, ou melhor, logo atrás do cone, não permitindo o estacionamento de outro veículo. Pudera, os demais motoristas que precisavam de vaga não sabiam o motivo do cone.  O gerente da Demanus não tinha que controlar isso. Quinze minutos para montar a logística para a subida do funcionário no poste. Carro forte buzinando para o prestador de serviço da CPFL que retirava o material de dentro do veículo. Claro, vá saber se não é uma estratégia de assalto a um carro forte! Funcionário passando dentre a “cama de gato” da fiação, em dois ou três minutos, desencapou o fio que se queimara, religou, energia elétrica de volta para a residência e para a loja. Ufa! Dezessete horas e trinta minutos. Oito horas sem energia elétrica. Quinze minutos para desmontar a logística para subir ao poste e guardar as ferramentas e se foram, provavelmente, para resolver mais problemas de falta de energia elétrica em outros locais. Pediram desculpas pela demora. Obrigada, vocês não foram os culpados.

E o carro de placa de Belo Horizonte ali, inerte, irresponsável em todos os sentidos.

Após a volta da energia elétrica, tomamos nossas providências para recuperar as oito horas perdidas sem energia elétrica, inclusive um banho correto, que ninguém é de ferro.

O carro de Belo Horizonte sumiu, desapareceu, mas só nos demos conta disso por volta de 18h45m. Nem conseguimos aplaudir, ovacionar o irresponsável.

No dia seguinte, dia 24/01 (quinta-feira), período da manhã, antes de começar a “zona azul”, tive que sair de casa para fazer algo e, na volta, observei o mesmo veículo do dia anterior estacionado em frente a outro banco, mas não na área de segurança, que não é louco  – que tem estacionamento, portanto, o motorista irresponsável não é prestador de serviço desse banco.  Parei, na frente do veículo, confirmei a placa e, espalhados pelo painel, havia sete (07) cartões de “zona azul” de duas horas cada um. Meu problema de visão e o reflexo no vidro me impediram de verificar se as datas e horários, em cada cartão, estavam de acordo. Todavia, não é minha responsabilidade cuidar disso, graças a Deus.

Voltei para casa, bufando com a audácia desse motorista do veículo de Belo Horizonte não só pelo transtorno e prejuízo do dia anterior, mas por garantir vaga de estacionamento ao colocar cartões de “zona azul” antes do período do início e não desocupar a vaga para outros que precisam de estacionar em período de até duas horas (garantido pelo cartão de “zona azul”), mas desocupam a vaga e outros podem estacionar.

Liguei para o mesmo número de telefone que minha irmã havia ligado no dia anterior: fui atendida por uma pessoa do sexo masculino, muito educada, e à minha dúvida se podemos colocar cartões de “zona azul” de fio a pavio durante o dia todo, perguntou, eu o ouvi perguntar, a quem alegou ser um agente do trânsito que afirmou que isso pode ser feito. Muito obrigada pela informação, bom dia.

Então, após este relato, fiquem todos sabendo: querem estacionar o dia inteiro na rua Floriano Peixoto? Espalhem cartões de “zona azul” no painel. Se houver alguma ocorrência que necessite de que tire o veículo para resolver problemas de energia, fiquem tranquilos, nada lhes acontecerá.

A não ser que a falta de energia comprometa a saúde de alguém que dependa de aparelhos de manutenção da vida. Aí, sim, talvez, a situação se complique. Mas até determinar quem é o responsável ou o irresponsável que sancionou lei que determina que os prestadores de serviço em via pública só o podem prestar em horários que não comprometam o trânsito e o vai e vem de pedestres e que motoristas em situação de estacionamento irregular não podem ser punidos com mais do que com uma multa, como sempre, os lesados serão os contribuintes e os que ficam sem energia elétrica, sem água. Nesse caso, não sei como o Juiz determinará que o irresponsável tenha o veículo guinchado por risco de morte de alguém que fique sem energia elétrica para a manutenção de aparelhos de suporte de vida.

Após oito horas sem energia elétrica por causa da irresponsabilidade de um “esperto”, quem nos ressarcirá dos danos morais e financeiros? Ninguém.

Tenho plena consciência de que o que relatei não chega aos pés da tragédia na boate em Santa Maria – RS. Por esse motivo, não fiz este relato já na segunda-feira, dia subseqüente à tragédia, após constatar que o jornal local não publicou uma linha de minha denúncia surrealista.

Todavia, ao respeitar a proporção da tragédia na boate em Santa Maria – RS, estou acompanhando as discussões sobre responsabilidade: falta de providências dos proprietários para o local poder acolher dez, cem ou uma superlotação, falta de alvarás, de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e subsequente notificação e até fechamento do local por período indeterminado, falta de fiscalização da Prefeitura…

Repito, então, o teor de algo que li na revista “Superinteressante” – já publicado em meu blog “Sinhá, cadê ‘seu’ Padre?” – a de que o sistema político e democrático de um país tem que estar perfeitamente alinhado entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Os legisladores têm que ser pessimistas ao criar leis. Têm que prever as intenções mesquinhas daqueles que burlam as leis e criar sanções para que as consequências sejam drásticas para os transgressores.

Se o jornal local ao qual recorri está esperando uma carta do leitor de minha parte, relatando tudo isso,  é melhor esperar sentado e na sombra. Estou “até aqui” de pessoas com segundas intenções e que se “escudam” em quem tem idoneidade [quando lhes interessa; quando não lhes interessa, parece que nos “olham com nojo de nóis”, como escreve Macaco Simão], que tem capacidade de verbalizar e de escrever. Não sou jornalista. Declarei meu nome e idade ao repórter e me responsabilizo por minhas declarações. Não ofendi ninguém nem questionei o fato de o veículo só ser multado depois que chamamos a polícia para denunciar a situação.  Apenas declarei os fatos. Qualquer pessoa é capaz de inferir o quanto a vida na cidade de Itu – SP é de péssima qualidade para cidadãos que não têm a quem recorrer quando a solução foge da alçada, inclusive, das terceirizadas que prestam serviços – e são pagas para isso – à população.

Há mais um aspecto que me enoja em relação a essa falta de energia por cerca de oito horas: até que ponto eu estou sendo usada por funcionários de prestadoras de serviços [todas] para denunciar o que esses funcionários deveriam denunciar aos donos dessas concessionárias, para proteger a população? Não é só em relação à CPFL, mas é a citada aqui por causa do relato.

Publicarei as fotos do veículo, inclusive as com placa descoberta. Desafio o condutor a vir tomar satisfação, pois tenho testemunhas da situação que nos provocou, inclusive da própria CPFL, e adoraria que se apresentasse para um B.O. contra mim. Eu teria, então, a identidade dele para mover um processo por perdas morais e financeiras e que ele contasse desde que dia estava estacionando irregularmente e nada lhe aconteceu. Esta colocação foi modificada por razões expostas abaixo.

Nunca faria isso – levantar a identidade do motorista – por meios ilegais. Para isso, entendo,  teria que recorrer ao poder Judiciário, ou seja, teria, após provar a necessidade, perante uma autoridade do Judiciário, de “levantar”, por meio de Alvará ou de Liminar (não sou advogada),  a identidade desse irresponsável, acobertado pela ineficácia da legislação municipal e de todos que concorreram para não solucionar em curto prazo a falta de energia elétrica em nossa casa e em nosso estabelecimento comercial.

Para fazer valer nossos direitos, os trâmites burocráticos são penosos e lentos. Para nosso prejuízo, basta que o diabo pisque os olhos.

Os ofendidos, embora não citados, serão muitos.

Não percorri, na sexta-feira, dia 25/01, nem nos dias úteis subsequentes, a Floriano Peixoto para verificar se o irresponsável continuava a estacionar com ou sem cartão de “zona azul”.  Repito, não é minha função. Se o “esperto” considera que colocar sete (07) cartões de “zona azul” de duas horas cada um compensa mais do que colocar o veículo num estacionamento, que continue a fazê-lo. Está garantido por uma legislação municipal falha que lhe permite fazer isso.

Adendo:  em 1.º de fevereiro de 2013, minha irmã perguntou a um Guarda Mirim Municipal se ela pode estacionar em área de “zona azul” e colocar vários cartões para garantir a permanência. O Guarda Mirim Municipal lhe respondeu que não pode e lhe mostrou um dos itens em que coloca uma notificação no para-brisa do veículo e o Guarda Municipal efetua a multa pelo fato de não ter desocupado a vaga e, depois, com novo carão de “zona azul”, estacionar em outra vaga. Ah, bom! Assim é que funciona no Mercado da Cantareira (Mercadão) em São Paulo. Tem que desocupar a vaga, vencido o cartão, sair do estacionamento, entrar, comprar novo cartão e, se conseguir, voltar a estacionar. E, no Mercadão, há um limite de horário, ou seja, se for avisado que não há vaga, tem que tomar seu rumo ou colocar em estacionamentos ao redor – que, por sinal, cobram “o olho da cara”.

Mas não foi essa a orientação que recebi em telefonema que dei e “o agente presente no local” informou que podia, sim, estacionar com uma série de cartões da “zona azul” no painel.

Lamento apenas que, ao contrário de estabelecimentos comerciais que agem em desacordo com minhas convicções – e não entro neles ou deixo de frequentá-los – não posso desistir dos serviços de telecomunicações, de energia elétrica, de abastecimento de água e captação de esgoto, a não ser que mude de país. Qualquer problema com um dos prestadores de serviço citados, resolvo sem estender faixa na frente de minha casa – com muito estresse – mas esta situação eu não poderia deixar de comentar.

Sei que meu blog não tem repercussão nenhuma, embora seja meu veículo de desabafo, de postagens divertidas, informativas… Portanto, já desabafei, e, como se diz em inglês, estou preparada para “move on”.

Mas só depois de inserir o arquivo em extensão “pdf” em que mostro o veículo, o horário das fotos, acompanhados de texto explicativo:

Fotos do veículo com proteção aos transeuntes e outros motoristas