O dia em que ficamos sem energia elétrica por oito horas quarta-feira, jan 30 2013 

No dia 23-01-2013 (quarta-feira), por volta de 9h30m, a energia elétrica de minha casa e do estabelecimento comercial (credenciado junto à CPFL para receber pagamento de contas) passou por uma série de apaga, acende e, logo em seguida, apaga, sem acende.

Em minha casa, começamos a olhar as caixas de disjuntores (duas) e, na entrada da casa, os “relógios de luz” tanto da casa quanto da loja, verificação dos funcionários. Não havia nenhum disjuntor desligado.

Quando abri a porta que dá para a sacada de minha casa, para observar se outros estabelecimentos, em frente, estavam sem energia elétrica, testemunhei uma nuvem branca que já se dissipava. Imediatamente, fiquei sabendo que o gerente da “Demanus”, quase em frente de casa e da loja, havia extinguido as chamas da fiação do poste de energia elétrica (na calçada dessa loja) com o extintor de incêndio do próprio estabelecimento.

Não foi uma nem foram duas vezes que a fiação do poste pegou fogo. Não sei, também, a razão para tais incêndios na fiação. No entanto, já testemunhei funcionários do Magazine Luiza e das Casas Pernambucanas (agora o gerente da Demanus) extinguir labaredas com extintores de seus estabelecimentos comerciais. Não adiantou, nas duas vezes anteriores, chamar o Corpo de Bombeiros. É uma seqüência de postes cujas fiações se incendeiam: em frente ao Magazine Luiza, em frente às Pernambucanas, agora, quase em frente à Demanus. De nossa parte, não temos aparelhos de ar condicionado e o nosso consumo de energia não é suficiente para provocar um incêndio nem um apagão nos estabelecimentos comerciais, como ocorreu nas duas primeiras vezes citadas.

Acredito, sinceramente, que essa deva ser uma situação a ser investigada pela CPFL Piratininga, a partir dos relatórios de consertos dos funcionários que prestam serviço a essa concessionária.

Ao notar que os demais estabelecimentos – fui até a rua para isso – do nosso lado da calçada e na calçada da frente tinham energia elétrica, constatei que estavam sem energia elétrica a nossa loja e a nossa residência.

Uma das funcionárias da nossa loja já havia ligado, por telefone móvel, visto que a nossa loja tem os serviços de telefonia de uma empresa que, quando falta energia, a loja fica sem telefone, sem conexão com a “CPFL Total”, sem conexão de computador, para a CPFL Piratininga, avisando do ocorrido (fogo na fiação do poste, do outro lado da calçada), eu, também, entrei em contato com a CPFL Piratininga para comunicar a ocorrência das chamas e do fato de estarmos sem energia elétrica.

A atendente me alertou que, sem a presença de um eletricista que constatasse que não era problema interno, um curto-circuito, por exemplo, os funcionários que prestam serviço não seriam enviados, pois os mesmos não têm autorização para fazer serviços internos.

Espero que esteja sendo bem clara nos antecedentes e que eu não me perca no relato com as minhas indignações.

Liguei de volta para a CPFL Piratininga, avisando que, no protocolo tal, eu comunicara a falta de energia elétrica em nossa residência e que o eletricista já constatara que o problema não era interno.

A funcionária da loja fez o mesmo que eu.

Por volta de 10h45m, um veículo da CPFL Piratininga estacionou próximo ao poste que apresentara problemas. Desci de minha residência (a funcionária da loja me avisou que haviam chegado) e os prestadores de serviço tinham entrado pela loja em direção aos dois “relógios de luz” que ficam na saída de nossa residência, pois o portão só pode ser destrancado, em caso de falta de energia elétrica, com chave. O “relógio de luz” que serve minha casa estava com um aparelho que, a meu ver, não só mede se há entrada de energia elétrica mas quanto de voltagem está entrando. O “relógio de luz” que serve a loja também estava aberto.

Estacionado na vaga de segurança do carro de transporte de valores, o veículo da CPFL, com um funcionário do lado de fora, aguardava que um veículo se retirasse, pois, estacionado bem debaixo do poste com problema, esse funcionário não se arriscaria a provocar algum dano nesse veículo (derrubar peças e ferramentas, por exemplo, além do fato de que não havia um milímetro sequer de espaço para colocar a escada).

Com a rua inteira tomada por carros estacionados, já quase por volta de meio-dia, fui até o veículo e constatei que o mesmo não tinha cartão de zona azul, placa de Belo Horizonte, MG.

Avistei um carro da polícia, com identificação Vigilância Escolar, fiz sinal para que me atendesse e contei o que estava acontecendo. O policial, no volante, disse que avisaria o “Trânsito”.

Enquanto isso, o funcionário da CPFL, de braços cruzados, permanecia na vaga de segurança de carros que transportam valores.

Da sacada de minha casa, observei a chegada de pelo menos três policiais da GM e percebi que o veículo de Belo Horizonte, irregularmente estacionado em área de zona azul, tinha três cones, da CPFL, em volta dele.

Dentre os três GMs, uma policial chamava o funcionário de prestação de serviços da CPFL para que estacionasse atrás do veículo de Belo Horizonte (um dos cones guardava lugar em vaga de estacionamento de zona azul) para sair da vaga de segurança. O funcionário avisou que sairia em poucos minutos, mas não para ocupar a vaga atrás do veículo de Belo Horizonte. Entendi que já havia esgotado o tempo de espera para a solução e o funcionário se mostrava visivelmente irritado com a situação.

Mais tarde, bem mais tarde, comecei a refletir que o funcionário de prestação de serviço da CPFL deveria ter autorização para chamar a própria CPFL, relatar o que estava acontecendo e a CPFL, por sua vez, autoridade para pedir um guincho para o veículo com placa de Belo Horizonte.

Acompanhem meu raciocínio: eu e minha irmã (sem contar o estabelecimento comercial) estávamos tendo um prejuízo moral e financeiro incalculável. Não sabia se deveria me dirigir até a Delegacia de Polícia para registrar um B.O. contra o veículo irregularmente estacionado. A CPFL não poderia ser responsabilizada pela demora no conserto, visto que não podia fazer o serviço sob risco de danificar o veículo de Belo Horizonte, cujo motorista, obviamente, se sofresse um arranhão na pintura ou outro dano qualquer, “procuraria seus direitos para ser ressarcido”.

A loja parada, num breu de dar dó, com fregueses brincando: que é que é isso? Recebem conta da CPFL e não pagam a energia?

Numa nova verificada, pela varanda, observei que o veículo da CPFL tinha se retirado – obviamente, tinha mais solicitações de problemas a solucionar – e que os veículos da frente e de trás do de Belo Horizonte já haviam saído e o gerente da “Demanus”, gentilmente, colocara os cones da própria CPFL na frente e atrás do veículo de Belo Horizonte. Nada de o condutor do veículo aparecer. Por essa altura, felizmente, já havia uma multa no para-brisa do referido.

Meu irmão havia pedido à funcionária da loja (sem energia elétrica, sem poder emitir cupom fiscal, sem receber contas, sem computador, sem telefones) que ligasse, novamente, para a CPFL, pois havia espaço na frente e atrás do veículo de Belo Horizonte.

Por minha vez, liguei, novamente, para a CPFL (foram três protocolos) e contei o mesmo: havia espaço na frente e atrás do veículo, por causa dos cones da CPFL e da vigilância do gerente da “Demanus” que alertava outros motoristas para que respeitassem esses cones; que estávamos sem energia elétrica desde as 9h ou 9h30m, que nossa geladeira e nosso freezer já estavam descongelando, que não tínhamos como ligar computadores, que não podíamos sair de casa para resolver problemas fora, sob o risco de os funcionários da CPFL retornarem e, na casa, não haver alguém que pudesse atendê-los e todas as demais inconveniências que a falta de energia elétrica causa.

Antes disso, eu liguei para um jornal local, pois queria contar sobre o surrealismo da situação, mas alertei que não era em defesa de calçadão para a rua Floriano Peixoto, pois, antes disso, há necessidade de educar a população de pedestres e de motoristas. Nem mencionei que, para calçadão, há necessidade de resolver o problema de abastecimento de água, de captação de esgoto que são antigos, de instalação de hidrômetros em paredes (na minha casa e na loja a leitura é feita por instalações na calçada), de retiradas de postes, de instalação elétrica subterrânea que não seja paralela a instalação de gás (temos, na rua Floriano, aquelas “tampinhas” que indicam o local do condutor de gás)…

O jornalista compareceu de imediato, anotou meu relato e fez fotos (menos da placa do veículo de Belo Horizonte, pois isso não pode) e foi confirmar com o gerente da “Demanus”. Pelo menos, me pareceu. Eu entrei em casa, pois tinha mais o que fazer, além de “curtir” a falta de energia elétrica.

Logo após a minha última ligação para a CPFL (já mencionada), minha irmã ligou para um número de telefone, supostamente responsável pela “zona azul” e recebeu a afirmação de que o veículo de Belo Horizonte não podia ser guinchado. Mesmo que ele amanheça estacionado? Sim, mesmo que amanheça estacionado. Mas não seria o caso de pedir à autoridade competente para verificar, pela placa, se o veículo não é furtado, se não é uma “desova”? É, pode ser, mas o veículo será observado, ao amanhecer, se continua estacionado… Nesse caso, o policial estaria a par do assunto? Não há nada que possa ser feito para que o veículo seja punido? Veja bem, já foi multado e o motorista “perderá pontos” na carteira. Mas o veículo tem placa de outro estado, será que receberá a multa? Com certeza, no momento de renovar a licença, a multa aparecerá.

Ocorreu-nos, então, que o veículo de Belo Horizonte poderia ser alugado. Não sei como isso funciona, em caso de locação de veículo, mas, certamente, os “pontos perdidos” ficarão para os contribuintes e para nós que sofremos as consequências da irresponsabilidade desse veículo estacionado irregularmente. Se tivesse um cartão de “zona azul” no painel, haveria uma possibilidade de que se retirasse do local, vencido o horário, e o funcionário prestador de serviço da CPFL (foi a nossa conclusão) teria esperado o vencimento do cartão. Porém, sem cartão, não havia como calcular o horário da saída.

Resultado: uma vaga orientação do setor responsável por “zona azul”, sem definição de responsabilidade. Conclusão dessa parte: estamos “ao Deus dará”.

Logo após esse telefonema, por volta de 16h30m, o jornalista ligou e perguntou se já havia uma solução para o problema. Não, não havia, e contei o que minha irmã havia conversado com o suposto setor responsável por “zona azul”. O veículo de Belo Horizonte continuava firme e forte, no local, e o horário de “zona azul” já tinha vencido, portanto, de minha parte, não havia esperança que saísse tão cedo da vaga que ocupou, irregularmente, durante o dia todo. Mas que eu havia solicitado a presença da CPFL, para proceder ao conserto, pois já estávamos (residência e loja) sem energia elétrica há sete horas.

Por volta das 17h15m, retorno dos prestadores de serviço da CPFL. Carro forte de transporte de valores estacionado, ligado, na frente do banco. Vaga de estacionamento mantida pelo gerente da “Demanus”. Engano meu: alguém ocupara a vaga bem atrás do veículo de Belo Horizonte, “empurrando” o cone, ou melhor, logo atrás do cone, não permitindo o estacionamento de outro veículo. Pudera, os demais motoristas que precisavam de vaga não sabiam o motivo do cone.  O gerente da Demanus não tinha que controlar isso. Quinze minutos para montar a logística para a subida do funcionário no poste. Carro forte buzinando para o prestador de serviço da CPFL que retirava o material de dentro do veículo. Claro, vá saber se não é uma estratégia de assalto a um carro forte! Funcionário passando dentre a “cama de gato” da fiação, em dois ou três minutos, desencapou o fio que se queimara, religou, energia elétrica de volta para a residência e para a loja. Ufa! Dezessete horas e trinta minutos. Oito horas sem energia elétrica. Quinze minutos para desmontar a logística para subir ao poste e guardar as ferramentas e se foram, provavelmente, para resolver mais problemas de falta de energia elétrica em outros locais. Pediram desculpas pela demora. Obrigada, vocês não foram os culpados.

E o carro de placa de Belo Horizonte ali, inerte, irresponsável em todos os sentidos.

Após a volta da energia elétrica, tomamos nossas providências para recuperar as oito horas perdidas sem energia elétrica, inclusive um banho correto, que ninguém é de ferro.

O carro de Belo Horizonte sumiu, desapareceu, mas só nos demos conta disso por volta de 18h45m. Nem conseguimos aplaudir, ovacionar o irresponsável.

No dia seguinte, dia 24/01 (quinta-feira), período da manhã, antes de começar a “zona azul”, tive que sair de casa para fazer algo e, na volta, observei o mesmo veículo do dia anterior estacionado em frente a outro banco, mas não na área de segurança, que não é louco  – que tem estacionamento, portanto, o motorista irresponsável não é prestador de serviço desse banco.  Parei, na frente do veículo, confirmei a placa e, espalhados pelo painel, havia sete (07) cartões de “zona azul” de duas horas cada um. Meu problema de visão e o reflexo no vidro me impediram de verificar se as datas e horários, em cada cartão, estavam de acordo. Todavia, não é minha responsabilidade cuidar disso, graças a Deus.

Voltei para casa, bufando com a audácia desse motorista do veículo de Belo Horizonte não só pelo transtorno e prejuízo do dia anterior, mas por garantir vaga de estacionamento ao colocar cartões de “zona azul” antes do período do início e não desocupar a vaga para outros que precisam de estacionar em período de até duas horas (garantido pelo cartão de “zona azul”), mas desocupam a vaga e outros podem estacionar.

Liguei para o mesmo número de telefone que minha irmã havia ligado no dia anterior: fui atendida por uma pessoa do sexo masculino, muito educada, e à minha dúvida se podemos colocar cartões de “zona azul” de fio a pavio durante o dia todo, perguntou, eu o ouvi perguntar, a quem alegou ser um agente do trânsito que afirmou que isso pode ser feito. Muito obrigada pela informação, bom dia.

Então, após este relato, fiquem todos sabendo: querem estacionar o dia inteiro na rua Floriano Peixoto? Espalhem cartões de “zona azul” no painel. Se houver alguma ocorrência que necessite de que tire o veículo para resolver problemas de energia, fiquem tranquilos, nada lhes acontecerá.

A não ser que a falta de energia comprometa a saúde de alguém que dependa de aparelhos de manutenção da vida. Aí, sim, talvez, a situação se complique. Mas até determinar quem é o responsável ou o irresponsável que sancionou lei que determina que os prestadores de serviço em via pública só o podem prestar em horários que não comprometam o trânsito e o vai e vem de pedestres e que motoristas em situação de estacionamento irregular não podem ser punidos com mais do que com uma multa, como sempre, os lesados serão os contribuintes e os que ficam sem energia elétrica, sem água. Nesse caso, não sei como o Juiz determinará que o irresponsável tenha o veículo guinchado por risco de morte de alguém que fique sem energia elétrica para a manutenção de aparelhos de suporte de vida.

Após oito horas sem energia elétrica por causa da irresponsabilidade de um “esperto”, quem nos ressarcirá dos danos morais e financeiros? Ninguém.

Tenho plena consciência de que o que relatei não chega aos pés da tragédia na boate em Santa Maria – RS. Por esse motivo, não fiz este relato já na segunda-feira, dia subseqüente à tragédia, após constatar que o jornal local não publicou uma linha de minha denúncia surrealista.

Todavia, ao respeitar a proporção da tragédia na boate em Santa Maria – RS, estou acompanhando as discussões sobre responsabilidade: falta de providências dos proprietários para o local poder acolher dez, cem ou uma superlotação, falta de alvarás, de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e subsequente notificação e até fechamento do local por período indeterminado, falta de fiscalização da Prefeitura…

Repito, então, o teor de algo que li na revista “Superinteressante” – já publicado em meu blog “Sinhá, cadê ‘seu’ Padre?” – a de que o sistema político e democrático de um país tem que estar perfeitamente alinhado entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Os legisladores têm que ser pessimistas ao criar leis. Têm que prever as intenções mesquinhas daqueles que burlam as leis e criar sanções para que as consequências sejam drásticas para os transgressores.

Se o jornal local ao qual recorri está esperando uma carta do leitor de minha parte, relatando tudo isso,  é melhor esperar sentado e na sombra. Estou “até aqui” de pessoas com segundas intenções e que se “escudam” em quem tem idoneidade [quando lhes interessa; quando não lhes interessa, parece que nos “olham com nojo de nóis”, como escreve Macaco Simão], que tem capacidade de verbalizar e de escrever. Não sou jornalista. Declarei meu nome e idade ao repórter e me responsabilizo por minhas declarações. Não ofendi ninguém nem questionei o fato de o veículo só ser multado depois que chamamos a polícia para denunciar a situação.  Apenas declarei os fatos. Qualquer pessoa é capaz de inferir o quanto a vida na cidade de Itu – SP é de péssima qualidade para cidadãos que não têm a quem recorrer quando a solução foge da alçada, inclusive, das terceirizadas que prestam serviços – e são pagas para isso – à população.

Há mais um aspecto que me enoja em relação a essa falta de energia por cerca de oito horas: até que ponto eu estou sendo usada por funcionários de prestadoras de serviços [todas] para denunciar o que esses funcionários deveriam denunciar aos donos dessas concessionárias, para proteger a população? Não é só em relação à CPFL, mas é a citada aqui por causa do relato.

Publicarei as fotos do veículo, inclusive as com placa descoberta. Desafio o condutor a vir tomar satisfação, pois tenho testemunhas da situação que nos provocou, inclusive da própria CPFL, e adoraria que se apresentasse para um B.O. contra mim. Eu teria, então, a identidade dele para mover um processo por perdas morais e financeiras e que ele contasse desde que dia estava estacionando irregularmente e nada lhe aconteceu. Esta colocação foi modificada por razões expostas abaixo.

Nunca faria isso – levantar a identidade do motorista – por meios ilegais. Para isso, entendo,  teria que recorrer ao poder Judiciário, ou seja, teria, após provar a necessidade, perante uma autoridade do Judiciário, de “levantar”, por meio de Alvará ou de Liminar (não sou advogada),  a identidade desse irresponsável, acobertado pela ineficácia da legislação municipal e de todos que concorreram para não solucionar em curto prazo a falta de energia elétrica em nossa casa e em nosso estabelecimento comercial.

Para fazer valer nossos direitos, os trâmites burocráticos são penosos e lentos. Para nosso prejuízo, basta que o diabo pisque os olhos.

Os ofendidos, embora não citados, serão muitos.

Não percorri, na sexta-feira, dia 25/01, nem nos dias úteis subsequentes, a Floriano Peixoto para verificar se o irresponsável continuava a estacionar com ou sem cartão de “zona azul”.  Repito, não é minha função. Se o “esperto” considera que colocar sete (07) cartões de “zona azul” de duas horas cada um compensa mais do que colocar o veículo num estacionamento, que continue a fazê-lo. Está garantido por uma legislação municipal falha que lhe permite fazer isso.

Adendo:  em 1.º de fevereiro de 2013, minha irmã perguntou a um Guarda Mirim Municipal se ela pode estacionar em área de “zona azul” e colocar vários cartões para garantir a permanência. O Guarda Mirim Municipal lhe respondeu que não pode e lhe mostrou um dos itens em que coloca uma notificação no para-brisa do veículo e o Guarda Municipal efetua a multa pelo fato de não ter desocupado a vaga e, depois, com novo carão de “zona azul”, estacionar em outra vaga. Ah, bom! Assim é que funciona no Mercado da Cantareira (Mercadão) em São Paulo. Tem que desocupar a vaga, vencido o cartão, sair do estacionamento, entrar, comprar novo cartão e, se conseguir, voltar a estacionar. E, no Mercadão, há um limite de horário, ou seja, se for avisado que não há vaga, tem que tomar seu rumo ou colocar em estacionamentos ao redor – que, por sinal, cobram “o olho da cara”.

Mas não foi essa a orientação que recebi em telefonema que dei e “o agente presente no local” informou que podia, sim, estacionar com uma série de cartões da “zona azul” no painel.

Lamento apenas que, ao contrário de estabelecimentos comerciais que agem em desacordo com minhas convicções – e não entro neles ou deixo de frequentá-los – não posso desistir dos serviços de telecomunicações, de energia elétrica, de abastecimento de água e captação de esgoto, a não ser que mude de país. Qualquer problema com um dos prestadores de serviço citados, resolvo sem estender faixa na frente de minha casa – com muito estresse – mas esta situação eu não poderia deixar de comentar.

Sei que meu blog não tem repercussão nenhuma, embora seja meu veículo de desabafo, de postagens divertidas, informativas… Portanto, já desabafei, e, como se diz em inglês, estou preparada para “move on”.

Mas só depois de inserir o arquivo em extensão “pdf” em que mostro o veículo, o horário das fotos, acompanhados de texto explicativo:

Fotos do veículo com proteção aos transeuntes e outros motoristas

 

Meu Tio Tonico terça-feira, jan 29 2013 

 

Recebi das primas Meire e Melinha.

Meu Tio Tonico….

PARA meu amigos aposentados, pensionistas ou apenas em posição de descanso, leiam com atenção, meditem e apliquem se acharem conveniente

Meu tio Tonico estava bem de saúde,até que sua esposa, minha tia Marocas, a pedido de sua filha, minha prima Totinha, disse:
-Tonico, você vai fazer 70 anos, está na hora de fazer um check-up com o médico.
– Para quê, estou me sentindo muito bem!
-Porque a prevenção deve ser feita agora, quando você ainda se sente jovem, disse minha tia.
Então meu tio Tonico foi ver um médico.  O médico, sabiamente, mandou-o fazer testes e análises de tudo o que poderia ser feito e que o plano de saúde cobrisse.
Duas semanas mais tarde, o médico disse que os resultados estavam muito bons, mas tinha algumas coisas que podiam melhorar.  Então receitou:
Comprimidos Atorvastatina para o colesterol
Losartan para o coração e hipertensão,
Metformina para evitar diabetes,
Polivitaminas para aumentar as defesas.
Norvastatina para a pressão,
Desloratadina em alergia.
Como eram muitos medicamentos, tinha que proteger o estômago, então ele indicou Omeprazol e um diurético para os inchaços.
Meu tio Tonico foi à farmácia e gastou boa parte da sua aposentadoria em várias caixas requintadas de cores sortidas.
Nessas alturas, como ele não conseguia se lembrar se os comprimidos verdes para a alergia deviam ser tomadas antes ou depois das cápsulas para o estômago e se devia tomar as amarelas para o coração antes ou depois das refeições, voltou ao médico.  Este lhe deu uma caixinha com várias divisões, mas achou que titio estava tenso e algo contrariado.  Receitou-lhe, então, Alprazolam e Sucedal para dormir.

Naquela tarde, quando ele entrou na farmácia com  as receitas, o farmacêutico e seus funcionários fizeram uma fila dupla para ele passar através do meio, enquanto eles aplaudiam.
Meu tio, em vez de melhorar, foi piorando.
Ele tinha todos os remédios num armário da cozinha e quase já não saia mais de casa, porque passava praticamente todo o dia a tomar as pílulas.
Dias depois, o laboratório fabricante de vários dos remédios que ele usava, deu-lhe um cartão de “Cliente Preferencial”, um termômetro, um frasco estéril para análise de urina e lápis com o logotipo da farmácia.
Meu tio deu azar e pegou um resfriado.  Minha tia Marocas, como de costume, fez ele ir para a cama, mas, desta vez, além do chá com mel, chamou também o médico.
Ele disse que não era nada, mas prescreveu Tapsin para tomar durante o dia e  Sanigrip com Efedrina para tomar à noite. Como estava com uma pequena taquicardia, receitou  Atenolol e um antibiótico, 1 g de Amoxicilina. A cada 12 horas, durante 10 días.  Apareceram fungos e herpes, e ele receitou  Fluconol com Zovirax.

Para piorar a situação, Tio Tonico começou a ler as bulas de todos os medicamentos que tomava, e ele ficou sabendo todas as contra-indicações, advertências, precauções, reações adversas, efeitos colaterais e interacções médicas.
Leu coisas terríveis.  Não só poderia morrer mas poderia ter também arritmias ventriculares, sangramento anormal,
náuseas, hipertensão, insuficiência renal, paralisia, cólicas abdominais, alterações do estado mental e um monte de coisas terríveis.
Com medo de morrer, chamou o médico, que disse para não se preocupar com essas coisas, porque os laboratórios só colocavam para se isentar de culpa.

– Calma, seu Tonico, não fique aflito, disse médico, enquanto prescrevia uma nova receita com um antidepressivo Sertralina com Rivotril 100 mg.  E como titio estava com dor  nas articulações deu Diclofenac.

Nessa altura, sempre que o meu tio recebia a aposentadoria, ia direto para a farmácia, onde já tinha sido eleito cliente VIP.
Chegou um momento em que o dia do pobre do meu tio Tonico não tinha horas suficientes para tomar todas as pílulas, portanto, já não dormia, apesar das cápsulas para a insônia que haviam sido prescritas.

Ficou tão ruim que um dia, conforme já advertido nas bulas dos remédios, morreu.
No funeral tinha muita gente mas quem mais chorava era o farmaceutico.

Agora tia Marocas diz que felizmente mandou titio para o médico bem na hora, porque se não, com certeza, ele teria morrido antes.
Este e-mail é dedicado a todos os meus amigos, sejam eles médicos ou pacientes ..!

Qualquer semelhança com fatos reais será “pura coincidência”

Teleportation in China – FULL Version Netsky – Escape Ft MC Darrison – YouTube terça-feira, jan 29 2013 

Recebi de meu irmão Agenor.

Com várias advertências do apresentador (não aparece aqui neste vídeo) de se é real ou falso.

Para mim, é falso, mas que foi muito bem feito, foi.

Teleportation in China – FULL Version Netsky – Escape Ft MC Darrison – YouTube.

Aposentou? Vá morar na praia! kkkk terça-feira, jan 29 2013 

 

Recebi das primas Meire e Melinha.

Parece que é igual a comprar chácara ou síto = duas alegrias, na compra e na venda.

 

Quando me aposentar vou morar na praia…

Dante Mendonça
Jornal  Estado do Paraná
O cara se aposentou e foi mesmo morar na praia.
Mês a mês manda notícias contando sua nova vida para o filho.

Janeiro

Estimado filho, tenho a lhe comunicar boas novas: me aposentei e agora vamos morar na praia.
Vendemos nossa casa.
Em março estaremos de mudança para o litoral.
Lembra quando eu falava prá tua mãe?
Quando me aposentar vou morar na praia!
Ela duvidava.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Fevereiro

Estimado, fechei negócio: quinto andar, seis por andar, nosso apartamento é de frente para o mar. É uma suite e mais um quarto, área de serviço, dependência de empregada. Uma sala  dois ambientes e, o melhor de tudo, uma deslumbrante sacada . A vista praquele marzão é maravilhosa.
Sua mãe achou a sala acanhada para os padrões dela.
Mas apartamento de praia é assim mesmo e a manutenção fica mais barata.
Beijo da mãe, bênção do Pai.

Março

Estimado, já estamos morando na praia!
O clima é um paraíso aqui na terra.
Espetáculo.
Não chove, faz um calorzinho do bom.
Mesmo assim, providenciei o que faltava: o ar condicionado da nossa suite.
Só não instalei porque procuro alguém para fazer o serviço mais em conta.
Aqui tudo custa o olho da cara.
De resto, tudo nos conformes..
Até fizemos uma agenda para nossas atividades diárias.
8h00: despertar.
8h30: lauto café da manhã.
9h30: caminhada de uma hora na praia para respirar o ar puro e aproveitar o sol da manhã.
10h30: super mercado e tarefas externas.
11h30: sua mãe vai para a cozinha.
13h00: o delicioso almoço da mamma.
14h30: soneca.
16h00: café da tarde.
17h00: leitura do jornal e revistas.
18h00: caminhada na orla para apreciar o por do sol.
20h30: lanche e telejornal.
21h00: novela.
22h00: jogo de cartas.
23h00: prá caminha, que ninguém é de ferro.
Que Tal, filhão?
Beijo da mãe, bênção do pai.

Abril

Estimado, já travamos amizade com os vizinhos do prédio.
Temos gaúchos, paulistas, catarinas, paraguaios e argentinos.
Só gente boa.
Novidades: já estou até tomando chimarrão e fui convidado para participar do aperitivo diário no barzinho dos aposentados.
Mudamos um pouquinho a rotina.
Das 11h30 às 12h30 faço aperitivo.
Tua mãe não gostou muito, mas ela precisa entender que  precisamos ter uma vida social.
Outra coisa: sabe a deslumbrante sacada?
Mandamos envidraçar.
A ventania é tanta que ela já estava inútil..
Tua mãe não se agradou, acha que é mais vidro prá lavar.
Beijo da mãe, bênção do Pai.

Maio

Estimado, tua mãe está bem nervosa, acha que precisamos arrumar alguma coisa prá fazer.
De minha parte estou de agenda cheia.
No meio da tarde,jogo bocha com a turma da associação dos aposentados e depois fico para a happy hour.
Tua mãe também não gostou muito.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Junho

Acabo de comprar um pequeno barco inflável pra pescar.
Só me falta companheiro de pescaria.
Tua mãe não ficou muito satisfeita e agora inventou de colorir estátuas de gesso.
Ela pintou algumas estátuas de Santa Edwiges e está vendendo bem, na feirinha.
Um dos quartos virou oficina e o cheiro de tinta está insuportável.
De resto, mudamos um pouco a rotina: estamos passando as tardes nas casas de bingo.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Julho

Estimado, o vento Sul aqui é de lascar e ainda não consegui botar o barco na água.
Desde o início de junho não estamos mais caminhando na praia.
Parece que a maresia enferruja os ossos, de tanto frio e chuva.
Só saio de casa para o aperitivo do almoço e pra happy hourno barzinho dos aposentados.
O médico mandou parar com os aperitivos.
Tua mãe também acha que estou muito barrigudo.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Agosto

Estimado filho, orgulha-te: eu fui eleito síndico do prédio!
Por unanimidade!
Tua mãe acha que o mês não foi propício para aceitar a incumbência.
Ela diz que agosto atrai coisa ruim.
Amanhã temos uma reunião de condomínio pra decidir a nova pintura da fachada do edifício, manutenção de dois elevadores, reforço nas fundações e reforma de todo o sistema hidráulico e elétrico e não para de chover.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Setembro

Estimado, o feriadão da Semana da Pátria foi um inferno.
Invadiram nossa praia.
Bem na frente do prédio, toneladas de som e cerveja.
Só conseguimos dormir depois das duas da manhã.
A vizinhança diz que isso foi coisa pouca, na temporada todos dormem quando o dia amanhece mesmo com muita chuva.
Tua mãe está nervosa e eu não estou com bons pressentimentos.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Outubro

Estimado, o tempo está esquentando mesmo com chuva: nos fins de semana já não dormimos em paz, o movimento no balneário começou a subir e os preços também.
Sábado faltou luz, domingo faltou água.
Amanhã tem reunião de condomínio para comprar um gerador e furar um poço artesiano.
Sobrou prá mim.
Vendi o barco inflável que nunca usei.
Tua mãe não se conforma com a minha barriga e agora não sai mais de casa, nem para vender as estátuas de Santa Edwiges. Colocamos o apto a venda.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Novembro

Estimado, eu não sei o que está acontecendo.
Os vizinhos gaúchos, paulistas e catarinas já botaram os apartamentos pra alugar e vão voltar pra suas origens, em dezembro.
Os argentinos e paraguaios vão ficar.
Mas os portenhos não tem onde cair mortos e os paraguaios, correm boatos, são uma gente exilada por corrupção ou coisa que o valha.
Tua mãe continua inconformada com a minha barriga e jogou pela janela todo o estoque de estátuas de gesso. Já vendemos o apartamento para outro aposentado.
Beijo da mãe, bênção do pai.

Dezembro

Estimado filho, estou de volta para onde nunca deveria ter saído.

Imagem removida pelo remetente.

Website das personagens de O Tempo e o Vento – MyHeritage.com sábado, jan 19 2013 

Ainda faltam muitos “dados” para os perfis das personagens do romance O Tempo e o Vento para eu inserir, além de creditar as fontes de modo mais correto.

Veja o que é possível fazer com um romance do “quilate” de O Tempo e o Vento.

Iniciei esse website das personagens de O Tempo e o Vento estimulada pela criação, do MyHeritage, numa homenagem não só ao romance mas também a Erico Verissimo.

Acompanhe e imagine o que você poderá fazer com os perfis de sua família, quando criar seu próprio website de família.

Comece com o Plano Básico e descobrirá que a atualização para um plano pago é fundamental para manter e melhorar o website de família.

Website das personagens de O Tempo e o Vento – MyHeritage.com.

O Tempo e o Vento na Wikipédia_atualizado em 04 jan 2014

Itu.com.br – Cultura – Caminhada Musical irá relembrar antigos carnavais em Itu quinta-feira, jan 17 2013 

Itu comemora, em 02/02/2013, 403 anos.

Em vez da tradicional (e sempre emocionante) Procissão Luminosa, com paradas defronte a edifícios e monumentos históricos, a Caminhada Cultural relembrará os antigos carnavais de Itu, com paradas defronte a determinados locais e… leia mais.

Correção do horário de início: 20 horas.

Itu.com.br – Cultura – Caminhada Musical irá relembrar antigos carnavais em Itu.

Verdadeira World Music! No YouTube domingo, jan 13 2013 

 

Recebi de Maria Adelaide.

Partilho com vocês exatamente como chegou por e-mail.

 

 

UMA MONTAGEM ESPLENDOROSA … FANTÁSTICO MESMO !!!

Simplesmente MARAVILHOSO !!!

Mundo, mundo vasto mundo …

 

Não perca por nada ! Se tiver fone de ouvido melhor ainda. Não perderá nem um pouco deste som MARAVILHOSO que começa mansinho no Rio de Janeiro, mas é só o início. Em seguida os instrumentos e instrumentistas espalhados pelo Brasil e pelo mundo vão se integrando.

http://www.youtube.com/embed/XMkaBN3x5AM