Ah, cansei! – paródia de uma pintura do francês Millet – autoria desconhecida terça-feira, jul 31 2012 

Recebi a imagem com o título “Ah, cansei!” da amiga Cidinha.

Antes de postá-la, interessei-me sobre o nome da pintura, do autor e consegui estas informações = acesse o “link” para ler mais e ver a reprodução do original.

As respigadeiras

Obra do pintor Jean-François Millet (4 de Outubro, 1814 – 20 de Janeiro, 1875).

Nessa pintura, “As respigadeiras” (1857), Millet retrata três camponesas que trabalham na colheita. Não há nenhum drama e nenhuma história contada, mas apenas três mulheres camponesas em um campo. As respigadeiras são mulheres humildes que recolhem o que sobrou após a colheita dos proprietários de terra. Os proprietários e os trabalhadores são vistos na parte de trás da pintura. Millet aqui mudou o foco, o assunto mais importante seria aqueles que eram considerados parte inferior da escada social. Millet também não pintou seus rostos para enfatizar sua posição de anonimato e marginalização. Seus corpos curvos representam o trabalho difícil de todos os dias.

Fonte: Luciaadverser’s Blog =

http://luciaadverse.wordpress.com/2010/03/24/a-pintura-e-a-fotografia/

Agora, a paródia da pintura =

Não sirvo, sirvo-me – cultura – versaoimpressa – Estadão – por João Ubaldo Ribeiro terça-feira, jul 31 2012 

 Recomendação de MAdelaide.

 Não sirvo, sirvo-me

 

29 de julho de 2012 | 3h 11

JOÃO UBALDO RIBEIRO – O Estado de S.Paulo

Acho que todo mundo já se intrigou, ou se intriga a cada dia, com a constatação de que a vida pública, segundo os que exercem o poder político, é duríssima e exige todo tipo de sacrifício e, não obstante, ninguém que está no poder quer deixá-lo. É um paradoxo curioso e não duvido que, entre parlamentares, por exemplo, exista quem tenha a cara de pau de afirmar que com isso se demonstra o espírito cívico do brasileiro, disposto a doar a própria vida à nação, pois, conforme está no Hino Nacional, quem adora a pátria não teme a própria morte, quanto mais algumas inconveniências perfeitamente suportáveis para um espírito forte, determinado e norteado por ideais.

Estamos fartos de saber que é tudo mentira e enrolação safada e que, entre nós, o habitual para quem chega ao poder, em qualquer dos níveis da federação, é furtar de todas as formas concebíveis, desde material de escritório a verbas públicas, direta ou indiretamente, ou se beneficiar de sua condição de maneira indevida, seja por meio de privilégios legais mas indecentes, imorais e abusivos, seja por tráfico de influência. Ninguém tem ideal nenhum e muito menos se organiza em grupos ou partidos para procurar fazer valer princípios ou visar ao bem comum. O negócio aqui no Brasil é se fazer e tirar do mandato ou cargo público o maior proveito pessoal possível e todos os partidos obedecem a um mesmo manual de conduta, partido aqui não quer dizer nada.

O poder engorda e os poderosos vivem bem-dispostos e cevados, com todos os dentes. Nenhum deles, evidentemente, admite que se apropria criminosamente do que não lhe pertence ou se aproveita de vantagens ilegítimas. Mas a parentela viceja e o patrimônio prospera. Quantos, por este nosso Brasil afora, não são conhecidos em suas cidades como habilidosíssimos ladrões, que nasceram em famílias para lá de mal remediadas e hoje estão entre as grandes fortunas dos Estados de onde vieram, ou mesmo do Brasil? Ou, se não estão entre as grandes fortunas, se encontram entre os mais bem aquinhoados, com terreninhos, fazendinhas, apartamentozinhos e a família toda “colocada”.

E também, apesar dos percalços da vida pública, o poder com toda a certeza libera endorfinas formidáveis, de modo que seus ocupantes têm o riso fácil, são generosos e de boa convivência, em paz com a vida. Não sei se contribui para isso o fato de que os mais poderosos entre eles não têm, nem nunca vão ter, problemas de moradia, problemas de aposentadoria ou problemas de tratamento de saúde, nunca entraram numa fila, nunca precisaram penar à porta de repartição nenhuma, nunca tiveram que se preocupar com o futuro e ficarão impunes, com a fortuna intacta, não importa em que falcatruas sejam pilhados. É, deve favorecer um pouco a calma e a tranquilidade deles.

Já nos acostumamos a ver os nossos governantes – e lembro que parlamentar, seja senador, seja deputado estadual ou federal, assim como vereadores, é governante – serem qualificados de larápios e ninguém mais se espantar, ou mesmo se interessar, quando alguém comenta que o governador Fulano é ladrão, o deputado Sicrano levou comissão em todas as obras de seu reduto eleitoral, o prefeito Beltrano tomou uma grana pesada de empreiteiras e imobiliárias, o desembargador Como-é-nome vendeu duas dúzias de sentenças a peso d’oiro, o vereador Unha Grande cobra por serviços legislativos e por aí vai, qualquer compatriota sabe essas coisas de cor, parecem fazer parte de nossa identidade. Talvez simbolicamente, pelo menos um governante nosso, o lulista Paulo Maluf, está sendo procurado pela Interpol e, se sair do Brasil, vai preso. Em verdade lhes digo: Não se fará justiça enquanto essa lista da Interpol não contiver alguns milhares de nomes genuinamente brasileiros.

Somos assim desde o nosso começo. Em nossa vida pública, muito raramente servir foi a diretriz, servir-se tem sido a norma. Nos Estados Unidos, por exemplo, o governo, diferentemente daqui, não costuma ocupar as principais manchetes. E as capitais, para surpresa de muitos, não são, como no Brasil, as maiores cidades de cada Estado. Ao contrário, são cidades pequenas, destituídas de qualquer glamour e sem nada do movimento das grandes metrópoles. Aqui não, aqui, como se gravita em torno do Estado e do poder, onde o Estado se mete em tudo e a burocracia parasítica e dispendiosa, a ganância fiscal, a roubalheira e a ineficiência fazem parte de um aparato secularmente estabelecido, as capitais são de longe as maiores cidades.

Hoje deve ser mais fácil roubar do que há relativamente poucos anos. A máquina do Estado tornou-se um Leviatã disforme e teratoide, em que ninguém de fato se entende, nem lhe conhece os labirintos institucionais e jurídicos. O dinheiro é cada vez mais volátil e portável pelos ares, ninguém sabe o tamanho e as ramificações dos tentáculos da corrupção e ainda moramos num país com muitos municípios onde, se quiser, o prefeito saca o dinheiro do governo, enfia-o na algibeira e se pirulita para sempre, já aconteceu. Ou às vezes é pegado, mas não dá em nada, o processo rola indefinidamente, o senador Esse-Menino é padrinho do rapaz, o juiz é gente do senador, a acusação faz corpo mole e, sabem como são essas coisas, o pessoal acaba esquecendo e não é nem impossível que o indigitado, munido da bênção do padrinho de um punhado de ordens judiciais, se eleja prefeito novamente.

Por essas razões e por outras, não deve causar espanto anunciarem tanto dinheiro para conquistar prefeituras minúsculas e inexpressivas. Compra-se em grosso, é exigência da economia criada em torno das eleições, que envolve muitas atividades. Não tem nada a ver com o interesse público. Bem verdade que quem acaba pagando somos nós, mas foi combinado que não faz parte da democracia brasileira dar palpite sobre como gastam nosso dinheiro.

Não sirvo, sirvo-me – cultura – versaoimpressa – Estadão

“O Grande Milagre” – Trailer Oficial Legendado em Português – YouTube terça-feira, jul 24 2012 

 

O Grande Milagre – Filme 2012 – AdoroCinema terça-feira, jul 24 2012 

O Grande Milagre – Filme 2012 – AdoroCinema

Disponível em “pay-per-view” da Sky.

Muito bom. Repentinamente, as três baleias cinzentas, presas no gelo, com um único orifício para respirar, atraem a atenção mundial e o problema se torna uma “batata quente” para os governantes dos EUA e para o empresário que explora a região (petróleo).

Fato real, eu não me lembrava disso (1998), porém podemos observar a briga de foice, no escuro, entre todos os que querem “aparecer” e lucrar com a tragédia dessas baleias, inclusive dentre os jornalistas que, a princípio, não pensaram que o assunto interessaria tanto e até “fizeram pouco” de estar presentes numa área que atinge 40 graus negativos.

Acompanhamos, no desenrolar do filme, aqueles que, de fato lutam por salvar as baleias e os que só querem “pegar carona” nas caudas delas.

Crítica: Mamma Gogo – Cinema | Omelete quarta-feira, jul 4 2012 

 

Diretor islandês acerta as suas contas com a família e com o que esperava da sua carreira

Mariana Laviaguerre
27 de Outubro de 2010


Mamma Gogo

Mamma Gogo

Islândia , 2010 – 88 minutos
Comédia / Drama

Direção:
Fridrik Thor Fridriksson

Roteiro:
Fridrik Thor Fridriksson

Elenco:
Kristbjörg Kjeld, Hilmir Snær Gudnason, Gunnar Eyjólfsson

Bom

mamma gogo

oscar

mostra 2010

A Islândia pode não ser um país conhecido por sua cinematografia, mas se uma pessoa tem espalhado o cinema local para o mundo é Fridrik Thor Fridriksson, um dos diretores (e também ator) mais respeitados em seu país e responsável por Mamma Gogo (2010), vencedor de três prêmios no Icelandic Film and Television Awards, maior premiação local. Selecionado pela Islândia para disputar uma vaga no Oscar 2011, se aprovado será a segunda indicação de Fridriksson ao prêmio. O primeiro foi em 1992, quando o seu Children of Nature foi indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Mamma Gogo é a triste autobiografia do diretor. Conta a história de Gogo, mãe de Hilmir (alter ego de Fridriksson), e a reação da família quando ela é diagnosticada com Alzheimer. Embora Hilmir tenha duas irmãs, é a ele que sua mãe recorre sempre que precisa, assim como também é a ele que a polícia liga quando ela, já doente, acidentalmente incendeia a casa ou provoca uma inundação no prédio onde mora.

Fridriksson não fica nos seus assuntos domésticos. Num flerte com a metalinguagem, em Mamma Gogo o diretor Hilmer ainda tem que lidar com o fracasso comercial do seu filme Children of Nature, que consequentemente leva a um problema financeiro que agrava a situação familar.

É interessante observar a maneira como o Fridriksson opta por dramatizar essa fase tão complicada de sua vida, de forma direta e muitas vezes cômica, fazendo de Mamma Gogo um filme fácil de ser visto. Algumas situações criadas pela mãe em razão do Alzheimer são propositalmente engraçadas, como na cena em que ela esquece o neto sozinho na sala de sua casa com uma garrafa de vodca, ou em seu protesto de fuga pela descarga do banheiro, quando já está em uma casa de repouso. A atriz Kristbjörg Kjeld está ótima no papel principal, tanto nas cenas engraçadas quanto nas tocantes, quando Gogo vê o espírito de seu falecido marido, ilusão provocada pela doença degenerativa.

Há também o protesto velado de Fridriksson em relação à má recepção comercial na Islândia de Children of Nature, um filme sobre idosos que precisam sair de sua cidade e morar em uma casa de repouso. O paralelo que o diretor insiste em traçar entre esse filme e Mamma Gogo desvia o roteiro de seu foco principal. A decepção em ver Children of Nature fracassar é minimizada pela esperança do Oscar de 1992, e isso vira uma obsessão desnecessária no filme.

É irônico ver como essa fascinação se transporta para a vida real e se repete, agora que Mamma Gogo também tem uma chance de ser indicado ao prêmio.

Crítica: Mamma Gogo > Cinema | Omelete

Monmouth, a primeira cidade do mundo integrada com a Wikipédia domingo, jul 1 2012 

 

Monmouth, a primeira cidade do mundo integrada com a Wikipédia

Li a informação na Superinteressante, Editora Abril, página 85, “Tendências”, edição 306, julho/2012 e, ao fazer uma busca, encontrei, primeiramente, a indicação do link acima.

Em busca, também, encontrei este acesso para a própria Wikipédia do Reino Unido: atente, sempre, para a atualização da página, no final do verbete, para entender que o projeto está atraindo a participação da comunidade ao pedir, inclusive, colaboração por meio de fotos antigas.

http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:GLAM/MonmouthpediA

Amália Rodrigues – Wikipédia, a enciclopédia livre: nascimento em 01/07/1920 domingo, jul 1 2012 

 Amália Rodrigues – Wikipédia, a enciclopédia livre