Peço desculpas para aqueles que considerarem essa notícia antiga (é de março/2012), mas só tomei conhecimento do fato por mensagem eletrônica de minha cunhada Sônia.

Enviou-me o “link” do vídeo, no YouTube e, ao assisti-lo, fiquei emocionada e impressionada com a atitude espontânea dos que participaram desse salvamento.

Ao longo da exibição do filme, pensei na possibilidade de danos físicos aos golfinhos, porém, ao considerar a espontaneidade dos que devolveram os golfinhos para mais longe da praia, onde esses animais puderam nadar (o vídeo tem duração de quatro minutos), também louvei a atitude desses banhistas. Eu, naquele momento, não saberia o que fazer. Aos que tomaram atitude no intuito de salvar os golfinhos, minha admiração.

Ao ler os comentários, no próprio YouTube, um deles afirma que todos os golfinhos morreram, em virtude de danos na delicada estrutura óssea da cauda.

Aproveito, portanto, para fazer um comentário pessoal: procurei pelas consequências da atitude rápida dos banhistas e não encontrei, em “Busca”, nenhuma nota jornalística, a não ser essa postagem, abaixo, identificada como de “Veja”, Editora Abril. Há muitas outras postagens, mas eu procurava uma nota de jornal impresso. Não sei se os voluntários teriam tempo de avisar algum setor de preservação ambiental para que tomassem as medidas corretas para devolver os golfinhos para local mais profundo, ou seja, esperar a maré subir, suportar os golfinhos na altura da “barriga” para conduzi-los o mais longe da praia etc…

Registro, aqui, uma observação filosófica pessoal sobre determidas pessoas que falam, depois que tudo aconteceu, e palpitam em cima da frieza dos fatos. A meu ver, são aquelas que apenas observam e, depois, demonstram como seria correto ter agido.

Sabemos que, em caso de acidentes com seres humanos, a não ser que a vítima sofra riscos de morrer numa explosão, a melhor solução é aguardar a chegada de pessoal qualificado para removê-la, pois o salvamento por pessoas não qualificadas pode agravar o estado da vítima.

Todavia, no caso desses golfinhos, por exemplo, não encontrei, em “Busca”, nenhuma opinião de especialistas que louvassem a atitude dos voluntários e acrescentassem que, embora entendessem a urgência dos sentimentos desses voluntários, numa próxima ocasião, esses voluntários e os cidadãos, em geral, agissem de tal modo (e fornecessem todas as orientações corretas).

Acompanhem, agora, para quem não conhecia esse fato, os eventos do título da postagem. 

Vídeo: o emocionante salvamento de 30 golfinhos em praia de Arraial do Cabo (RJ).

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