Capela de São Miguel Arcanjo: Histórico

Quem leu o texto de Veja São Paulo, 19/10/2011, intitulado “O tesouro de São Miguel”, foi informado sobre o blog (em destaque acima) da Capela de São Miguel Arcanjo, localizada em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo – SP.

“Reforma em capela revela pintura que pode ser uma das mais antigas do país”. Veja São Paulo

O texto de Mariana Barros, as fotos de Mario Rodrigues me transportaram para o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, Portugal, algo postado aqui no meu espaço.

Fico emocionada quando aprendo sobre o que está sendo restaurado e preservado por iniciativa popular, com doações, neste caso, de um grupo de patrocinadores que inclui empresas como Votorantim, Itaú e Petrobras.

São Paulo tem como marco de nascimento a Missa de Fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga, em 1554.

A Capela de São Miguel Arcanjo surgiu em 1560, apenas seis anos depois da Missa da Fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga.

Há cerca de dois meses, durante o restauro da Capela de São Miguel Arcanjo, ou seja, no mês de agosto/2011, foi descoberto um mural, atrás dos altares de madeira laterais,composto de sóis e caracóis, que está sendo datado por carbono 14. É provável que se trate de um painel do século XVI. Tem 3 metros de altura por 2,5 de largura e foi desenhado em tons de vermelho, preto e branco.

O restaurador Júlio Moraes, diz, no texto de Veja São Paulo, que se a data [séc. XVI] for confirmada, “será uma das pinturas mais antigas desde o descobrimento do Brasil”.

Acompanhe o texto de Jornal da Tarde,  indicado na Wikípédia, a Enciclopédia livre, no verbete Capela de São Miguel Arcanjo:

Capela mais antiga abre para visitas

  • 23 de março de 2011 |
  • 23h42

Categoria: Geral, Urbanismo

Flávia Tavares

Depois de uma restauração que levou sete anos, será inaugurado nesta quinta-feira (24) um circuito de visitação que vai contar a história da Capela de São Miguel Arcanjo, zona leste de São Paulo. Com as paredes de taipa, sem as reluzentes relíquias das catedrais mais tradicionais, é hoje a igreja mais antiga da capital. A capela foi construída em 1622, pelos índios Guaianases catequizados por jesuítas.

É considerada a mais antiga porque a igreja do Pátio do Colégio, que levaria o título por ter sido fundada em 1554, acabou destruída e reconstruída com modificações. Ali não: 90% das paredes de taipa originais foram recuperadas, assim como as pinturas que as ilustram – a mais célebre está na capa do livro dos 70 anos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), de 2008. Só que não será exposta aos visitantes, por sua fragilidade.

“Há sete anos, olhamos a capela e nos perguntamos se, de fato, ela guardava a riqueza que todos falavam”, explica o padre Geraldo Rodrigues, presidente da Associação Cultural Beato José de Anchieta, responsável pelo projeto. “Hoje, vemos que sim e notamos que a comunidade precisava reocupar logo aquele espaço. “

Onze imagens dos séculos 16 a 18 estão entre as peças exibidas no circuito. Além disso, o estudo arqueológico feito no terreno encontrou peças de cerâmica indígena e ossadas que seriam de índios. O resultado dessa pesquisa pode ser conferido no passeio, no alpendre lateral da capela.

“Quase todas as igrejas da época tinham esses alpendres, mas eles desapareceram nas demais e lá foram conservados”, diz Percival Tirapeli, professor de História da Arte Brasileira da Unesp.

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/capela-mais-antiga-abre-para-visitas/

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