18 características de um bom mentiroso – Como as pessoas funcionam sábado, jul 30 2011 

18 características de um bom mentiroso – Como as pessoas funcionam.

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante sábado, jul 30 2011 

 

11 Bilhões em Ação

Vale a pena ser sede da Copa 2014?

Tomando por base só essa despesa, sediar o torneio parece uma fria; afinal, daria para turbinar áreas como saúde, habitação e educação (e ainda movimentar a economia) se não fosse preciso gastar uma grana modernizando estádios, por exemplo.

Texto por:  Mário Grangeia

– Teste: Você sabe tudo de Copa do Mundo?

– O que é preciso para um país sediar a Copa?

– Quantas vezes o Brasil já tentou ser sede de uma Copa e quando?

Do ponto de vista econômico, tudo indica que não. Segundo os cálculos preliminares da CBF, o Brasil vai precisar gastar R$ 11 bilhões para se preparar para a Copa de 2014. Tomando por base só essa despesa, sediar o torneio parece uma fria – afinal, daria para turbinar áreas como saúde, habitação e educação (e ainda movimentar a economia) se não fosse preciso gastar uma grana modernizando estádios, por exemplo. Mas é preciso considerar outros itens para medir o retorno de uma Copa, como o gasto dos turistas. Pelas contas do governo, a Copa deve atrair 500 mil estrangeiros, que gastariam até R$ 3 bilhões. Além disso, se a competição gerar tantos postos de trabalho quanto a Alemanha gerou em 2006 (25 mil novas vagas), dá para computar mais R$ 500 milhões em investimentos, já que o custo médio por novo emprego está na casa dos R$ 20 mil. Há ainda quem identifique uma expansão da economia dos países-sede. Mas isso não é consenso. “Crescimento econômico é algo difícil de prever com tanta antecedência. No fim das contas, a alta do PIB pode ficar próximo de zero”, afirma o economista Fábio Sá Earp, da UFRJ. A esperança são os benefícios de longo prazo, mais difíceis de medir. Um estádio novo, por exemplo, pode gerar um círculo virtuoso no bairro, bombando o comércio e elevando a arrecadação para fazer mais obras. Sem contar que o torneio pode aumentar o fluxo turístico e melhorar a imagem do país. Se tudo isso acontecer, aí, sim, quem sabe em algumas décadas a gente poderá dizer que sediar uma Copa é um bom negócio?

Bola dividida
À esquerda, a estimativa de gastos para o torneio. À direita, imaginamos um plano alternativo para aplicar a grana

R$ 8,5 bi

Onde – Infra-estrutura.

Quem gasta – Governo.

Grana para a infra-estrutura das cidades-sede. Segundo a Fifa, 4 candidatas precisam aumentar seu aeroporto e 6 não têm transporte público estruturado para  receber adequadamente os jogos.

R$ 2 bi

Onde – Reforma e construção de estádios.

Quem  gasta – Iniciativa privada.

A aposta é que os governos locais busquem capital privado para fazer decolar os projetos. Em troca, os empresários teriam o direito de administrar os estádios por no mínimo 20 anos, para, em tese, obter lucro.

R$ 700 mi

Onde – Instalações oficiais.

Quem  gasta –  Fifa.

Este é o único dinheiro garantido. A Fifa afirma que ela mesma vai bancar a construção de estruturas de apoio para  os jogos, da sede do comitê organizador, dos centros de mídia e das centrais de segurança.

R$ 2,1 bi

Onde – Expansão do saneamento.

Para levar água tratada a 2,2 milhões de casas e coleta de lixo a 2,1 milhões – cerca de 20% do déficit de saneamento.

R$ 2,8 bi

Onde – Crédito para casas populares.

Para  financiar a construção ou compra de 480 mil casas populares – 6% do déficit habitacional.

R$ 2,8 bi

Onde – Universalização da eletricidade.

Para levar luz a 1,6 milhão de pessoas no campo – 13% da população sem acesso à energia.

R$ 1,4 bi

Onde – Combate ao analfabetismo.

Para ensinar 600 mil jovens e adultos a ler e escrever – o que representa 4% a menos de analfabetos no país.

R$ 1,4 bi

Onde – Bolsa Família.

Para custear o programa por um ano Para – 1,8 milhão de famílias, que receberiam um auxílio mensal de R$ 62.

R$ 700 mi

Onde – Saúde da Família.

Para levar o programa Saúde da Família a mais 2 milhões de pessoas – superaria a população de Curitiba ou Recife.

Fontes: Orçamento Copa 2014 (conversão a partir do valor estimado em dólares), CBF, Fifa. Orçamento alternativo: números recentes dos ministérios do governo federal, IBGE, site Contas Abertas, Agência Brasil, FGV.

Superinteressante n.º 249, fevereiro de 2008.

Vale a pena ser sede da Copa 2014? – Superinteressante

Construindo Memórias – MyHeritage Portuguese Blog sábado, jul 30 2011 

Imperdível! Uma viagem no tempo, em Portugal, resgate da memória, educação para sempre, cultura medieval.

Construindo Memórias.

Programa Via Legal: Amor incondicional sábado, jul 30 2011 

A notícia de [que o filho era portador de] uma doença incurável e degenerativa mudou totalmente a vida de um engenheiro de Curitiba. Para salvar o filho, ele deixou a profissão, fez dívidas e até aprendeu medicina. Tudo para conseguir o que parecia impossível

Esta matéria foi exibida no Via Legal 392 em 11/03/2010

A exibição desse documentário – de 11/03/2010 – mostra uma sequência concatenada de pessoas – a começar pela família, em especial o pai de Vítor – que, em diferentes setores da sociedade, agiram e continuam a agir em benefício da sociedade inteira.

Arrepiante! Grata à Maria Adelaide por essa indicação que, na mensagem eletrônica, veio acompanhada do seguinte:

Diferença entre Direito e Justiça. O amor  incondicional de um pai, a criatividade de uma Juíza, a compreensão do sistema financeiro e seus advogados e, acima de tudo, a presença de Deus!”

Clique, depressa, em:
 

Programa Via Legal

Gente fina – título original “Se amar fosse fácil” de Karin Izumi quarta-feira, jul 27 2011 

Anexo em extensão “pps” recebido hoje, dia 27/07, da amiga Rosana Branco.

Senti-me honrada em recebê-lo e partilho:

GENTE FINA_Rosana Branco enviou

 

Águas de Itu = consumo alto X consumo baixo terça-feira, jul 26 2011 

Em 03/11/2010, ao recolher a conta de água (a leitura havia sido recém feita), observei o valor a ser pago: R$ 29,36 (vinte e nove reais e trinta e seis centavos).

Entrei em contato com Águas de Itu, após ler o que o “relógio” do hidrômetro mostrava que o consumo, em metros cúbicos, não era o que estava no Demonstrativo de Consumo. Conversei com dois funcionários, no mesmo dia 03/11/2010: Oscar e, porque a “ligação caiu”, repeti a ligação e conversei com Fernanda. “A leitura está errada. Preciso que seja corrigida, porque, no próximo mês, o demonstrativo de consumo mostrará que consumi por dois meses”.

Passei, para a funcionária Fernanda, o que o hidrômetro registrava, após a minha releitura.

A média de consumo, em minha casa, nunca é a mínima, ou seja, nunca fica na faixa de 01 a 10, como constava na leitura equivocada de 03/11/2010.

Porque até o dia 05/11/2010 não havia, no endereço eletrônico de Águas de Itu, correção do consumo, liguei, novamente, Protocolo de Atendimento 182619, Luís Paulo, e, infelizmente, ele me pediu que lesse, novamente, o que constava no “relógio” do hidrômetro.

Dessa vez, fui ríspida: “já informei, em 03/11/2011, o correto, portanto, se quiserem uma releitura, peçam ao funcionário, que ganha para isso, que retorne ao imóvel; caso contrário, acreditem em mim; a leitura não era 230, como consta no Demonstrativo de Consumo, é 240, verificado minutos depois do engano do leiturista”.

O atendente Luís Carlos me orientou, então, a acessar, no dia 08/11/2010, o site, porque a 2.ª via estaria disponível, já corrigida com o que eu informara.

A 2.ª via, impressa no dia 08/11/2010, mostrou que o total a pagar era de R$61,78 (sessenta e um reais e setenta e oito centavos).

Se eu não tivesse comunicado Águas de Itu sobre esse engano, eu, provavelmente, teria ficado muito contente com o valor mínimo a ser pago, porém, no mês seguinte… eu teria que ficar de boca fechada, porque, em vez de ser encaixada na faixa de 20 a 30, cálculo de 1X10 de R$17,10 (na época), certamente, no vencimento de janeiro/2011, o valor do consumo seria enquadrado na quarta faixa, o que quadruplica ou quintuplica o total a pagar, considerando-se que existe a tarifa de esgoto.

Não coloquei faixa, em frente de minha casa, com relação à minha honestidade, porque, na verdade, eu seria a prejudicada, caso não reparasse que o consumo registrado foi muito abaixo do normal.

Deu um “trabalhão”, porque ser mal interpretada é impressionante (afinal, eu estava avisando que havia engano na leitura para menos), porém preveni um valor alto de consumo, no vencimento do mês seguinte, que se somaria a IPVA, IPTUs, seguros e todos as demais obrigações que, normalmente, vencem no último mês do ano e início do ano seguinte.

Não recebo benefício algum de Águas de Itu por estar postando isto, mas todas as vezes que tive alguma dúvida, estive, pessoalmente, na agência de Águas de Itu, munida de toda a documentação necessária e, se não solucionei algo é porque não tinha como solucionar: entendi as explicações.

Acredito, sinceramente, independente de funcionário de Águas de Itu mal informado, que eu tenha CREDIBILIDADE junto a Águas de Itu. Se o funcionário mal informado não me auxilia, procuro outro mais graduado e esse, sim, ou corrige o que necessita de correção ou prova que a errada no raciocínio sou eu. Não recorro a vereadores ou à imprensa falada e escrita local, porque o problema é particular e tem que ser resolvido nesse sentido.

Prova material dessa credibilidade que tenho junto a Águas de Itu: imensamente ocupada, resolvendo problemas de consumo de água de terceiros, que, enquanto receberam demonstrativos de consumo com o mínimo durante quatro (04) meses, ficaram bem quietinhos e felizes e, quando o hidrômetro foi trocado resgatou o consumo verdadeiro e a conta ficou “astronômica”, só no dia 11/07/2011 “caiu a minha ficha” de que o Demonstrativo de Consumo, vencimento 12/08/2011, da casa em que resido e moro, não estava em minhas mãos. A leitura anterior fora em 02/06/2011 e no dia 11/07 ainda não recebera o Demonstrativo de Consumo.

Por meio do n.º de atendimento 246705, por telefone, a atendente Daiane me informou que a leitura fora feita no dia 05/07 e que o “dispositivo” que imprime o Demonstrativo “bloqueou”, porque houvera um acréscimo de consumo de três (03) metros cúbicos em relação à média de consumo.

Raciocinei, com Daiane, que a leitura anterior era de 02/06 e a mais recente de 05/07, que, certamente, o consumo registrara esses 03 dias a mais na leitura. Isso comprova, para mim, que o alarde feito pelas pessoas a quem ajudei a solucionar o consumo “astronômico” registrado não foi pura e simplesmente vazamento (ou a casa teria flutuado diante do alegado “vazamento”), mas foi ignorância, inércia não atentar para o fato de que cinco pessoas jamais consumiriam o mínimo de água. Conclusão: consumo excessivamente alto: reclamar. Consumo excessivamente baixo: alertar Águas de Itu. Ou entra em contato ou entra em contato com Águas de Itu, não há outra solução.

No dia 14/07/2011, em consulta ao site de Águas de Itu, lá estava, disponível, a conta de vencimento 12/08/2011, com a data de leitura e o registro do consumo, na terceira faixa, entre 20 a 30 metros cúbicos, dentro da normalidade.

No mesmo dia 14/07, enviei uma mensagem eletrônica a Águas de Itu, identifiquei o número do atendimento e agradeci as providências, confirmando que a segunda via já estava impressa. Recebi resposta à minha mensagem.

Não vou questionar aqui os valores de consumo de água e de tarifa de esgoto, porque isso diz respeito ao Legislativo e ao Executivo ituanos: foram os que aprovaram a “tabela” de cobrança. As tais faixas de consumo incluem Tarifa de Esgoto, não me recordo, agora, em que porcentagem proporcional ao consumo, o que encarece muito o valor a ser pago.

Em pouco tempo (questão de meses), a legislação dessa tabela de consumo. graças ao poderes Legislativo e Executivo ituanos, determinará que a Tarifa de Esgoto incidirá em 100% na Tarifa de Água.

De que adiantará xingar Águas de Itu em verso e prosa? Mas estou antevendo o que está por ser publicado e falado em rádio e televisão.

Todavia, será preciso ficarmos atentos aos que “jogarão areia” em nossos olhos com objetivos eleitoreiros. Esses, sim, independentemente da inércia, quando era necessário ter agido em defesa da população, bradarão aos quatro ventos que resolverão o problema da água em Itu.

 

Vingança não é justiça – repostagem quarta-feira, jul 20 2011 

Vingança não é justiça

A vingança é um sentimento torpe, baixo e mesquinho, próprio das pessoas que não se conformam com perdas e frustrações. Tais pessoas conseguem alimentar um sentimento de raiva até às raias do desequilíbrio. Invariavelmente, elas também trabalham arquitetando a maldade, dando o troco muitas vezes com bastante frieza e premeditação. Não sossegam até atingir o alvo que planejaram: destruir o outro com palavras e ações de uma forma sub-reptícia ou até bem direta. Algumas vezes, por covardia ou incompetência, essas pessoas partem para descontar suas frustrações em quem não tem nada a ver com a história. Que pobreza de espírito, não leitor?

Já a justiça, em si, não tem nada a ver com vingança. A justiça é a reparação de um mal cometido sem causa. Ela é um direito de todos os seres humanos feridos em sua honra, dignidade e patrimônio. Quando a pessoa é injustiçada, o mínimo que se exige não é uma vingança, mas, sim, uma boa retratação.

Pessoas de bom caráter também sentem suas raivas momentâneas. No entanto, devido à integridade que possuem, elas voltam rápido ao seu estado normal de equilíbrio e o que acaba prevalecendo, nelas, são a integridade e os valores éticos e morais com os quais foram criadas e formadas.

Bem, a justiça dos homens pode estar bem desacreditada pela maioria da população, mas resta sempre a justiça divina. Esta pode tardar, porém, acredite leitor, não falha nem falhará. Ela está ao lado das pessoas de bom caráter, que lutam para garantir seus direitos com todas as suas forças, mas jamais cometem o erro de praticar a justiça com as próprias mãos. Isso, embora, muitas vezes, dê uma tremenda vontade de fazer, devido à falência das nossas instituições jurídicas…

(Maria Helena Brito Izzo é terapeuta clínica e familiar. Revista Família Cristã, ano 67, n.º 784, abril/2001.)

Maria Lúcia Bernardini, digitado em 07/05/2001; arquivado em disquete.

 
 

O que você pode falar, afinal? – Superinteressante – julho/2011 – Editora Abril terça-feira, jul 19 2011 

 Não espere encontrar a solução, mas é uma excelente oportunidade para refletir.

Essencial

O que você pode falar, afinal?

A onda politicamente correta cresceu a ponto de tolher a liberdade de pensamento. O maior problema, porém, é outro: a reação torna tudo o que é incorreto “bacana”. E abre espaço para a intolerância.

por Maurício Horta

“Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra c… Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus.” A fala é de um show de comédia stand-up de Rafinha Bastos. O Twitter foi inundado de mensagens com variações do tema proposto por Mayara Petruso – a estagiária de direito que recomendou o afogamento de nordestinos. Claro que nem Rafinha está defendendo o estupro nem os afogadores de imigrantes são necessariamente homicidas em potencial.
Boa parte dessa truculência é uma reação à onda politicamente correta das últimas décadas. A incorreção, nesse sentido, virou uma arma para defender a liberdade de
expressão, que só existe quando você também é livre até para pensar o impensável e dizer o impronunciável.
Mas o que acontece quando o impensável agride o próximo gratuitamente? Para entender como chegamos a esse nó, vamos para a origem do termo “
politicamente correto“. Ele apareceu pela primeira
vez com um significado bem diferente do que usamos hoje: na China dos anos 30, para denotar a estrita conformidade com a linha ortodoxa do Partido Comunista, tal como enunciado por Mao Tsé-tung. Mas o significado com que a
expressão chegou até nós é uma criação dos Estados Unidos dos anos 60.
Na época, universitários americanos abraçaram a defesa dos direitos civis, seja das mulheres, seja dos negros. Era uma época de transformações na sociedade: as empresas e universidades, antes habitadas
exclusivamente por homens brancos, agora viam chegar mulheres, negros, gays, imigrantes. Era preciso ensinar as pessoas a conviver com a diferença.
Nisso, negro virou african-american, (“afro-americano”), fag (“bicha”) virou gay (“alegre”). O paradoxal aí é que, pela primeira vez na história americana, quem buscava estender os direitos civis também advogava por uma limitação na liberdade de
expressão.
O passo seguintes viria com os anos 90. Mais especificamente com a derrocada do mundo comunista. O fim do socialismo mudou a agenda dos grupos de esquerda. Se antes a busca pela igualdade era a busca pela diminuição das diferenças entre as classes sociais, agora era pela eliminação das “classes pessoais”. Tratava-se de não estigmatizar as pessoas por aquilo que elas eram – afinal, não faz sentido aumentar o peso do fardo que cada um tem de carregar na vida. Dessa maneira, não bastava combater só o sexismo e o racismo. E “obesidade” virou “sobrepeso”; “deficiência física” virou “necessidade especial”…
Só que o método, por mais bem-intencionado que seja, é inócuo. Quem explica por que é o francês Ferdinand Saussure, o pai da linguística, num texto de 1916: “De todas as instituições sociais, a linguagem é a que oferece menor margem a iniciativas”. Ela é utilizada por todos os membros de uma comunidade, que, por esta ser naturalmente inerte, acaba por conservar a linguagem. Qualquer interferência tende a ser rechaçada.
É aí que o debate começa, Politicamente corretos ficam do lado do conselho que a sua mãe dava: seu direito termina onde começa o do outro. Se o próximo se sente ofendido, você não pode falar. Ponto.
Parece um argumento inatacável. Mas tem um problema aí: quem é o juiz para decidir o que é certo e o que é errado, o que ofende e o que não ofende? Onde fica a liberdade de pensamento, de
expressão? A ideia de que o direito de um termina onde começa o do outro vale aqui também: pode alguém retirar o direito do outro de dizer o que pensa?
Talvez por isso a transformação ideológica de palavras seja tão utilizada por governos: é uma ótima forma de revogar o direito de pensar. Tanto regimes autoritários – como o apartheid sul-africano, em que a palavra “miscigenação” virou “imoralidade” – quanto democráticos – como o dos EUA, que usou o termo
“guerra preventiva” para o ataque unilateral ao Iraque – usaram do expediente. No mundo do
politicamente corretoisso é o equivalente a chamar de “melhor idade” a época da vida em que vemos multiplicar o valor do plano de saúde.
De boa intenção, o
politicamente correto passa a ser visto como hipocrisia. E de hipócrita a algo fundamentalmente errado. Como lidar com o excesso de correção política, então? Não temos a pretensão de dar uma resposta definitiva. Mas sair xingando os outros de gordo, aleijado, retardado e baranga estuprada é que não vai ser. Se fosse engraçado, talvez até funcionasse.Mas não. Não é .

O que você pode falar, afinal? – Superinteressante

Para você e para mim: advertência sobre preocupações sábado, jul 16 2011 

Um anexo em formatação “pps” que, sem os créditos, utiliza um recurso texto e ilustrações.

Quem disse que me lembro do nome desse recurso?

Divertido, pega nos nossos

e nos deixa com cara de

por pensarmos que podemos ajudar sem ter consequências, dependendo dos “ajudados”.

(Ilustrações de www.pixmac.com.br)

Agora, abram o anexo:

Essa+para+voce+2_Advertência sobre preocupações_Cidinha Carramenha enviou

Tartarugas não gostam de bocejar – Supernovas – Ciência Maluca sábado, jul 16 2011 

Tartarugas não gostam de bocejar

Para os humanos e várias outras espécies de animais, o bocejo é contagioso. Já entre as tartarugas… Cientistas da Universidade de Radboud, na Holanda, passaram 6 meses ensinando uma tartaruga a, quando estimulada, abrir a boca simulando um bocejo. Quando finalmente conseguiram, puseram outras tartarugas para observá-la fazendo isso. Não deu em nada. (Texto de Tiago Perin, em Superinteressante, julho/2011, Supernovas, Ciência Maluca, página 24)

A fonte da ilustração da esquerda é: www.pixmac.com.br

A da direita, www.papeldeparede.etc.br

Embora pareça cultura inútil, há pessoas que se entediam com leitura, mesmo que seja muito importante, às vezes, essencial para sua informação.

Exemplos que tive em sala de aula, quando no exercício do Magistério: muitas vezes, eu não tinha uma cópia do que estava lendo para os alunos para que acompanhassem a leitura. Embora isso me afligisse, porque sempre considerei que acompanhar a leitura em voz alta por meio de uma cópia é uma ferramenta essencial para aprimorar a escrita e a fala, não havia como fazer isso.

Assisti, muitas vezes, alunos sob minha responsabilidade bocejar de tal modo acintoso que era possível, quando se sentavam nas primeiras carteiras, enxergar a garganta. Sem descrever, a fundo, o alto ruído que produziam.

Recentemente, ao fazer o pagamento de um profissional, por serviços prestados, eu mesma redigi o recibo e o li, em voz alta, antes que o referido profissional o assinasse. Bocejou de tal modo, enquanto eu lia, que me lembrei, de pronto, dos alunos mal educados, em sala de aula, que faziam o mesmo.

Reconheço, portanto, que, em matéria de leitura em voz alta, sou um tédio absoluto. Felizmente, não estou mais em sala de aula, isto é, para a felicidade dos alunos.

Embora, como digitei, a informação da Superinteressante pareça inútil, serviu para esta reflexão de minha parte: quando a pessoa nunca recebeu incentivo para leitura, dificilmente é uma produtora de texto, seja de um orçamento de prestação de serviço seja de um recibo para indicar que recebeu pelos serviços prestados.

Quem presta serviço tem que fazer o orçamento por escrito (segurança para ambos os envolvidos no processo). Quem recebe tem que fazer o recibo ou ler, atentamente, o que assina, quando o recibo está pronto (também uma questão de segurança para ambos os envolvidos no processo). 

Concluí, com o texto da “Super”, que não faz parte da natureza da tartaruga bocejar.

O bocejo indica extremo cansaço, eu sei. Indica, também, tédio, desinteresse, uma forma de agredir, às vezes. Mas, aparentemente, apenas nos seres humanos.

Revista “Por exemplo” – Editora Mol – a ser lançada quinta-feira, jul 14 2011 

A Editora Mol é a responsável pela revista “Sorria pra ser feliz”, em prol do GRAACC.

Recebi e divulgo, porque a arrecadação da venda será, descontados os impostos, 100% revertida para projetos educacionais:

 Olá!

A Revista Por Exemplo, da Editora MOL, quer ouvir você!
Você já cometeu algum erro por desatenção? Já falou algo que não devia, olhou errado o mapa durante a viagem, foi centro das atenções em um mal entendido? Acima disso tudo, tirou alguma lição de vida da situação que viveu? Conte pra nós!
A Revista Por Exemplo, que será lançada em setembro em toda a rede de supermercados Extra, quer contar histórias inspiradoras de pessoas como você! Todos temos algo a aprender e todos temos algo a ensinar, e o nosso objetivo é mostrar isso.
Que tal contribuir conosco e contar a sua história? Escreva para mim ou para porexemplo@editoramol.com.br. Sua história será muito bem-vinda. 🙂
 
As melhores histórias serão selecionadas para aparecer na revista! E se a sua for uma delas, você ainda pode ser chamado para fazer um ensaio fotográfico para a Por Exemplo.Aguardamos seu retorno e, é claro, suas histórias. :)Em anexo, uma explicação mais aprofundada do conteúdo presente na revista e uma formalização do nosso pedido pela sua ajuda.

Até breve!

 


Rafaela Carvalho
Editora MOL
(11) 8400-6915

Wilma não consegue imprimir Demonstrativo de Pagamento… nem eu quinta-feira, jul 14 2011 

Ver a postagem atualizada: Demonstrativos de Pagamento – Inativos – Caminho das pedras para imprimi-los, de 04/08/2011

É, Wilma, infelizmente, a Secretaria da Fazenda e a SPPREV nos fizeram de peteca.

Tudo bem: que ninguém ignore o endereço www.sp.gov.br para imprimir demonstrativos de pagamento (inativos e beneficiários) anteriores aos que estão sendo publicados, na WEB, pelo endereço eletrônico da SPPREV.

Recebi mais um comentário a respeito da impossibilidade de imprimir o demonstrativo de pagamento diretamente do endereço

www.sp.gov.br

e é da “Wilma”, cuja  identidade preservarei, mas reproduzo o comentário abaixo:

“Já imprimi meu demonstrativo de pagamento via net , e agora não consigo, dá como senha inválida , outra hora usuário não cadastrado, erro da senha ,  até surgiu para  que mude  para via correio. Que palhaçada é essa?
Mudem o sistema, não compliquem , ou em vez de melhorarem gostam de complicar???”

Wilma, também não consegui, até agora, que, na página indicada, possa consultar o Demonstrativo de Pagamento de junho e de julho/2011 (“encalacrou” no de maio/2011, que ainda recebi por meio da agência bancária ex-Nossa Caixa Nosso Banco, atual Banco do Brasil), entrei no site da Apeoesp, cuja última informação, em Boletim dos Aposentados, ano XII, n.º 27, maio/2011, página 04 – disponível em arquivo “pdf”, com a manchete “Holerite: Internet ou Correios” – aparentemente, não está sabendo do problema enfrentado por aposentados, como nós, que optaram por imprimir Demonstrativos de Pagamento pela Internet.

No meu caso, Wilma, acesso tranquilamente a página do “resumo” dos Demonstrativos de pagamentos disponíveis, porém, como comentei, está “encalacrado” em maio/2011, ou seja, não houve atualização desde então.

Repito, portanto, que, hoje, dia 14 de julho de 2011 (Queda da Bastilha, França), entrei em contato com o sindicato – Apeoesp – do qual sou associada desde 1994 – e aguardarei uma resposta à minha mensagem eletrônica.

Querem ajudar a entrar em contato com a Apeoesp para que a Apeoesp ajude os aposentados que optaram por imprimir demonstrativos de pagamento diretamente do site da Fazenda possam fazê-lo sem maiores burocracias ?

e-mail: aposentados@apeoesp.org.br

Endereço do site do

Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo – Apeoesp
 
  

Meu filho, você não merece nada – de Eliane Brum quarta-feira, jul 13 2011 

 

Recebi de minha prima Maria Adelaide, com comentário (que deixo de postar) e aviso de que pode ser encontrado em várias postagens da Web.

Busquei e dentre as fontes o link para a revista Época e: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00-MEU+FILHO+VOCE+NAO+MERECE+NADA.html

Meu filho, você não merece nada

A crença de que a felicidade é um direito tem tornado despreparada a geração mais preparada.
ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). 
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.
Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste.
Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.
Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um questionamento importante para quem está educando uma criança ou um adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.
É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades individuais?
Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar seu lugar no país.
Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma pista para compreender a geração do “eu mereço”.
Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.
A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.
Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão da felicidade e da completude.
Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.
Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.
Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o jogo funcionando.
O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a frustração que move, mas aquela que paralisa.
Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse movimento que a gente vira gente grande.
Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil equilíbrio doméstico possa ser dito.
Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir para o outro a responsabilidade pela sua desistência.
Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.
(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

O restaurante mais velho do mundo – anexo em extensão “pps” quinta-feira, jul 7 2011 

Interessante observar a conservação dos restaurantes mais antigos do mundo, inclusive com registro no livro de recordes mundiais.

Aqui, na metrópole de Itu/SP, observamos colocar “tudo abaixo”, porque é muito mais fácil construir do que restaurar, conservar ou transformar um espaço particular.

Quando se trata, então, de um espaço particular, histórico… emperra tudo!

Atentem para o “festival” espetacular de azulejos decorados no primeiro restaurante apresentado:

EL RESTAURANT MAS VIEJO DEL MUNDO_Júlio César enviou

YouTube – ‪Brasil 1982 – The 11 Greatest Goals of Brasil 1982’s Magic 11‬‏ terça-feira, jul 5 2011 

 

Reenviado pela Maria Adelaide: arrepiante.

 

Enviado por Sebfootball em 21/04/2009

WATCH IN HQ
There is no doubt that the team Brasil sent to the 1982 World Cup is the most artful team in football history. The beauty of their play is perfectly mirrored by the elegance of the goals they scored.
This video is an ode to Brasil 1982, ranking their eleven most beatiful goals — all of which were scored in the course of only five games.
the 1982 Brasil World Cup team:
Valdir Perez; Leandro, Oscar, Luizinho, Junior; Toninho Cerezo, Falcao, Socrates, Zico; Eder, Serginho
coach: Tele Santana
Special thanks to:
-the guys at fbtz.com, for prodiving me with all the videofootage
-Julia, for tons of advice, feedback and useful tips.
Enjoy!
Sebastiaan van de Water

YouTube – ‪Brasil 1982 – The 11 Greatest Goals of Brasil 1982’s Magic 11‬‏

CCA – Centro para Cura das Atitudes – A fonte do medo e da raiva domingo, jul 3 2011 

 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A fonte do Medo e da Raiva

Alguém insultou você – a raiva irrompe de repente e você fervilha de raiva.
A raiva está fluindo na direção da pessoa que o insultou.
Agora você projetará toda essa raiva sobre o outro.
Ele não fez nada. Se insultou você,o que ele fez de fato? Só lhe deu uma alfinetada, ajudou a sua raiva a aflorar – mas a raiva é sua.
O outro não é a fonte; a fonte está sempre dentro de você.
O outro está atingindo a fonte, mas, se não houvesse raiva dentro de você, ela não poderia aflorar.
Se você bater num buda, só provocará compaixão, porque só existe compaixão dentro dele.
A raiva não vai aflorar porque não existe raiva.
Se você jogar um balde num poço vazio, ele voltará vazio.
Se jogar um balde num poço cheio de água, ele sairá de lá cheio de água, mas a água será do poço.
O balde só a ajudou a vir para fora.
Portanto, a pessoa que o insultou só está jogando um balde em você, e ele sairá de lá cheio de raiva, do ódio ou do fogo que existe em você.
Você é a fonte, lembre-se.
Para praticar esta técnica, lembre-se de que você é a fonte de tudo o que projeta sobre os outros.
E sempre que sentir uma disposição a favor ou contra, no mesmo instante volte-se para si e busque a fonte de onde o ódio está partindo.
Fique centrado ali; não dê atenção ao objeto.
Alguém lhe deu a chance de tomar consciência da sua própria raiva; agradeça-o imediatamente e esqueça-o.
Feche os olhos, volte para dentro e agora olhe a fonte de onde esse amor ou essa raiva está vindo.
De onde ela vem? Vá para dentro de si mesmo, volte-se para dentro. Você descobrirá a fonte, pois a raiva está vindo dali.
O ódio, o amor ou seja o que for, tudo vem da sua fonte.
E é fácil encontrar a fonte quando você está com raiva, ou sentindo amor, ou cheio de ódio, porque nesse momento você está quente.
É fácil voltar-se para dentro nessa hora.
A fiação está quente e você pode senti-la dentro de você e se guiar pelo calor.
E, quando atingir um ponto frio interior, descobrirá de repente uma outra dimensão, um mundo diferente abrindo-se para você.
Use a raiva, use o ódio, use o amor para mergulhar em si mesmo.
Um dos maiores mestres zen, Lin Chi, costumava dizer: “Quando eu era jovem, adorava andar de barco. Eu tinha um barquinho e remava sozinho num lago. Eu ficava ali durante horas.
“Uma vez, eu estava no meu barco, de olhos fechados, meditando, numa noite esplêndida.
Então um outro barco veio flutuando, trazido pela corrente, e bateu no meu. Meus olhos estavam fechados, então eu pensei.
‘Alguém bateu o barco no meu’. Enchi-me de raiva.
“Abri os olhos e estava a ponto de vociferar algo para o homem, quando percebi que o barco estava vazio!
Então não havia onde descarregar a minha raiva.
Em quem eu iria extravasá-la?
O barco estava vazio, à deriva no lago e tinha colidido com o meu. Então não havia nada a fazer.
Não havia possibilidade de projetar a raiva num barco vazio.”
Então Lin Chi continuou: “Eu fechei os olhos.
A raiva estava ali.
Mas não sabia como extravasar. Eu fechei os olhos simplesmente e flutuei de volta com a raiva.
E esse barco vazio tornou-se a minha descoberta.
Eu atingi um ponto dentro de mim naquela noite silenciosa.
Esse barco vazio foi meu mestre.
E, agora quando alguém me insulta, eu rio e digo: ‘Esse barco também está vazio’.
Fecho os olhos e mergulho dentro de mim”.
Osho, em “Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa.

CCA – Centro para Cura das Atitudes