YouTube – PROGRAMA JB | INSTITUTO NEO MAMA terça-feira, maio 31 2011 

 

Que tal colocar o Instituo Neo Mama e o Câncer de Mama entre os “Favoritos”?

Links logo abaixo.

http://youtu.be/apd5qFks7Hw

YouTube – PROGRAMA JB | INSTITUTO NEO MAMA

Após assistir ao vídeo, visite:

http://www.neomama.com.br/

e

http://www.cancerdemama.com.br/

Há uma campanha para, ao clicar, doar uma mamografia digital gratuita.

Antes de clicar para essa doação gratuita e divulgar entre seus destinatários de correspondência eletrônica, leia um comunicado do próprio site em

http://www.cancerdemama.com.br/hoax/

DE QUE É FEITA ESSA ESCULTURA? – Internet para todos segunda-feira, maio 30 2011 

 

Leiam mais em: http://hypescience.com/visite-sao-paulo-e-nao-deixe-de-admirar-o-enorme-macaco-de-%E2%80%9Chavaianas%E2%80%9D/

Recomendado por minha cunhada Sônia.

DE QUE É FEITA ESSA ESCULTURA?

Tente adivinhar… antes de ver as duas últimas fotos. Você pode se surpreender…

DE QUE É FEITA ESSA ESCULTURA? – Internet para todos

Esculturas no mundo – volume 2 segunda-feira, maio 30 2011 

Recebi, também, de minha cunhada Sônia.

Origem: http://www.4shared.com/get/epAAm4W8/EsculturasEnElMundoV2.html

Pode abrir aqui mesmo, embora a origem tenha sido citada.

EsculturasEnElMundo.V2

O problema do elogio – Superinteressante segunda-feira, maio 30 2011 

O problema do elogio – Superinteressante.

Elogie do jeito Certo « Reforço Escolar Multidisciplinar segunda-feira, maio 30 2011 

 

Recebi essa indicação de minha cunhada Sônia. Disponibilizo uma das fontes dessa mensagem para quem se interessar pelo “Reforço Escolar Multidisciplinar”.

Elogie do jeito Certo « Reforço Escolar Multidisciplinar

YouTube – DVD Amizade Sincera – Vida Boa domingo, maio 29 2011 

 Todos conheciam e cantavam essa canção e eu, não.

Foi preciso conhecer, no “Viola, minha viola”, Inezita Barroso, esse DVD Amizade sincera, para me apaixonar pela canção.

Comprei o DVD, mas o YouTube disponibiliza a canção para que a gente cante junto e chacoalhe o esqueleto.

Será que tem alguém me vendo e ouvindo a cantar o português do nível coloquial?

Oh, céus! Cantar respeitando a norma culta deve ser um tédio!

Vida boa – de Victor Chaves

Moro num lugar
Numa casinha inocente do sertão
De fogo baixo aceso no fogão, fogão à lenha ai ai

Tenho tudo aqui
Umas vaquinha leiteira, um burro bão
Uma baixada ribeira, um violão e umas galinha ai ai

Tenho no quintal uns pé de fruta e de flor
E no meu peito por amor, plantei alguém (plantei
alguém)

Refrão
Que vida boa ô ô ô
Que vida boa
Sapo caiu na lagoa, sou eu no caminho do meu sertão

Vez e outra vou
Na venda do vilarejo pra comprar
Sal grosso, cravo e outras coisa que fartá, marvada
pinga ai ai

Pego o meu burrão
Faço na estrada a poeira levantar
Qualquer tristeza que for não vai passar do mata-burro
ai ai

Galopando vou
Depois da curva tem alguém
Que chamo sempre de meu bem, a me esperar (a me esperar)

Refrão

Fonte: http://victor-leo.musicas.mus.br/letras/797049/

BERNADETE MENEGATHY: Homossexualidade e outros pecados, de Rubem Alves sexta-feira, maio 27 2011 

 

HOMOSSEXUALIDADE E OUTROS PECADOS…
(último acesso: 27/5/2011 23:53:00)

HOMOSSEXUALIDADE E OUTROS PECADOS…  – Rubem Alves* 

Cristãos fundamentalistas são os que acreditam que as sagradas escrituras foram ditadas diretamente por Deus e que, por isso, tudo o que nelas está escrito é sagrado, verdadeiro e deve ser obrigatoriamente obedecido para sempre. A verdade divina está fora do tempo. Aquilo que Deus comandava há 3.000 anos é válido para hoje e para todos os tempos futuros. 

Digo isso a propósito de uma carta dirigida a Laura Schlessinger, conhecida locutora de rádio nos Estados Unidos que tem um desses programas interativos que dá respostas e conselhos aos ouvintes que a chamam ao telefone. Recentemente, perguntada sobre a homossexualidade, a locutora disse que se trata de uma abominação, pois assim a Bíblia o afirma no livro de Levítico 18:22. Um ouvinte escreveu-lhe então uma carta que vou transcrever:

`Querida doutora Laura, muito obrigado por se esforçar tanto pra educar as pessoas segundo a lei de Deus. (…) Mas, de qualquer forma, necessito de alguns conselhos adicionais de sua parte a respeito de outras leis bíblicas e sobre a forma de cumpri-las: gostaria de vender minha filha como serva, tal como o indica o livro de Êxodo 21:7. Nos tempos em que vivemos, na sua opinião, qual seria o preço adequado?

O livro de Levítico 25:44 estabelece que posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, desde que não sejam adquiridos de países vizinhos. Um amigo meu afirma que isso só se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Será que a senhora poderia esclarecer esse ponto? Por que não posso possuir canadenses?

Sei que não estou autorizado a ter qualquer contato com mulher alguma no seu período de impureza menstrual (Levítico 18:19, 20:18 etc.).O problema que se me coloca é o seguinte: como posso saber se as mulheres estão menstruadas ou não? Tenho tentado perguntar-lhes, mas muitas mulheres são tímidas e outras se sentem ofendidas.

Tenho um vizinho que insiste em trabalhar no sábado. O livro de Êxodo 35:2 claramente estabelece que quem trabalha aos sábados deve receber a pena de morte. Isso quer dizer que eu, pessoalmente, sou obrigado a matá-lo? Será que a senhora poderia, de alguma maneira, aliviar-me dessa obrigação aborrecida?

No livro de Levítico 21:18-21 está estabelecido que uma pessoa não pode se aproximar do altar de Deus se tiver algum defeito na vista. Preciso confessar que eu preciso de óculos para ver. Minha acuidade visual tem de ser 100% para que eu me aproxime do altar de Deus?

Eu sei, graças a Levítico 11:6-8, que quem tocar a pele de um porco morto fica impuro. Acontece que adoro jogar futebol americano, cujas bolas são feitas de pele de porco. Será que me será permitido continuar a jogar futebol americano se usar luvas?

Meu tio tem um sítio. Deixa de cumprir o que diz Levítico 19:19, pois que planta dois tipos diferentes de semente ao mesmo campo, e também deixa de cumprir a sua mulher, que usa roupas de dois tecidos diferentes -a saber, algodão e poliéster. Será que é necessário levar a cabo o complicado procedimento de reunir todas as pessoas da vila para apedrejá-la? Não poderíamos queimá-la numa reunião privada?

Sei que a senhora estudou esses assuntos com grande profundidade de forma que confio plenamente na sua ajuda. Obrigado de novo por recordar-nos que a palavra de Deus é eterna e imutável`.

Rubem Alves,Escritor, Psicanalista, Doutor em Filosofia, Doutor em Teologia, Educador (e muito inspirado…)*

BERNADETE MENEGATHY

Carta Maior – Direitos Humanos – ABGLT critica bancada religiosa fundamentalista no Congresso quinta-feira, maio 26 2011 

 

Carta Maior – Direitos Humanos – ABGLT critica bancada religiosa fundamentalista no Congresso

Matéria da Editoria:
Direitos Humanos
26/05/2011

ABGLT critica bancada religiosa fundamentalista no Congresso

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT) divulgou nota oficial lamentando a decisão do governo de suspender o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. “Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso”, diz a nota.

ABGLT

Data: 25/05/2011

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia:
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT, por meio de suas 237 ONGs afiliadas, assim como a Articulação Nacional de Travestis e Transexuais – ANTRA, a Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL, o Grupo E-Jovem, milhares de militantes LGBT e defensores dos direitos humanos, lamentam profundamente a decisão da Presidenta Dilma de suspender o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia. A notícia foi recebida com perplexidade, consternação e indignação.
Apesar de entender que houve suspensão, e não cancelamento, do kit, até porque o material ainda não está disponível para uso nas escolas e aguarda a análise do Comitê de Publicações do Ministério da Educação, a ABGLT considera que sua suspensão representa um retrocesso no combate a um problema – a discriminação e a violência homofóbica – que macula a imagem do Brasil internacionalmente no que tange ao respeito aos direitos humanos.
Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso Nacional. O fundamentalismo de qualquer natureza, inclusive o religioso, é um fenômeno maligno atentatório aos princípios da democracia, um retrocesso inaceitável para os direitos humanos.
Os mesmos que queimaram os homossexuais, mulheres e crentes de outras religiões na fogueira da Inquisição na idade média estão nos ceifando no Brasil da atualidade. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, a cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil.
Uma forma essencial de fazer isso é através da educação. E por este motivo o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Entre estes são os resultados de diversos estudos realizados e publicados no Brasil na última década.
A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela UNESCO e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.
O estudo “Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas”, publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula.
A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual e identidade de gênero.
A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação.
Estas e outras pesquisas comprovam indubitavelmente que a discriminação homofóbica existe na sociedade é tem um forte reflexo nas escolas. Eis a razão e a justificativa da elaboração do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia.
Com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração.
Em resposta às críticas ao kit, informamos que o material foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa” (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). Todos os vídeos do kit tiveram classificação livre, revelando inquestionavelmente as mentiras, deturpações e distorções por parte de determinados parlamentares e líderes religiosos inescrupulosos, que além de substituírem as peças do kit por outras de teor diferente com o objetivo de mobilizar a opinião pública contrária, na semana passada afirmaram que haveria cenas de sexo explícito ou de beijos lascivos nas peças audiovisuais do kit.
O kit educativo foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.
Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, como base em informações científicas, que o material está perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destina.
Os direitos humanos são indivisíveis e universais. Isso significa que são iguais para todas as pessoas, indiscriminadamente. Os direitos humanos de um determinado segmento da sociedade não podem, jamais, virar moeda de troca nas negociações políticas. Esperamos que a suspensão do kit não tenha acontecido por este motivo e relembramos o discurso da posse da Presidenta no qual afirmou a defesa intransigente dos direitos humanos.
Esperamos que a Presidenta Dilma mantenha o diálogo com todos os setores envolvidos neste debate e que respeite o movimento social LGBT. Da mesma forma que há parlamentares contrários à igualdade de direitos da população LGBT, há 175 nesta nova legislatura que já integraram a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, e que com certeza gostariam de ter a mesma oportunidade para se manifestarem em audiência com a Presidenta, o mais brevemente possível.
A Presidenta Dilma tem assinalado que seu governo está comprometido com a efetiva garantia da cidadania plena da população LGBT, por meio das ações afirmativas de seus ministérios. Na semana passada, na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a ABGLT foi recebida por 12 ministérios do Governo Dilma, onde um item comum em todas as pautas foi o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Também na semana passada, por meio de Decreto, a Presidenta convocou a 2ª Conferência Nacional LGBT. Porem, com a atitude demonstrada no dia de hoje acreditamos estar na contramão dos direitos humanos, retrocedendo nos avanços dos últimos anos. Exigimos que este governo não recue da defesa dos direitos humanos, não vacile e não sucumba diante da chantagem e do obscurantismo de uma minoria perversa de parlamentares e líderes fundamentalistas mal intencionados.
Esperamos que a Presidenta da República reconsidere sua posição de suspender o kit do projeto Escola Sem Homofobia, para restabelecer a conclusão e subsequente disponibilização do mesmo junto às escolas públicas brasileiras do ensino médio. Esperamos também que estabeleça o diálogo com técnicos e especialistas no assunto. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que nossa disposição neste sentido seja retribuída o mais rapidamente possível, sendo recebidos em audiência pela Presidenta Dilma e pela Secretaria-Geral da Presidência da República e que a mesma reveja sua posição.
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
25 de maio de 2011
Links para os vídeos do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia:
ENCONTRANDO BIANCA
PROBABILIDADE
TORPEDO

Fábula do Porco-Espinho « Reflexões e Utopias quinta-feira, maio 26 2011 

 

Recebi, há tempos, de minha prima Maria Adelaide.  Senti necessidade de recuperar esse texto e o faço por meio de um blog existente.

Fábula do Porco-Espinho

outubro 9, 2009, 6:00 am
Filed under: Parábolas | Tags: Espinho, Fábula, Porco

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio. Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros. Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos. Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro. E assim sobreviveram…

Moral da História:
“O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas,
mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro
e consegue admirar suas qualidades.”

Fábula do Porco-Espinho « Reflexões e Utopias

A Justiça é amiga dos gays – Superinteressante quarta-feira, maio 25 2011 

A Justiça é amiga dos gays – Superinteressante.

Após pressão contra Palocci, governo suspende kit anti-homofobia do MEC – 25/05/2011 – UOL Notícias – Educação – Redação quarta-feira, maio 25 2011 

 

Parabéns aos que, desinformados, ajudaram a combater o Projeto.

Parabéns aos que têm poder de barganha.

De luto toda a sociedade brasileira (embora não saiba), porque perdeu uma oportunidade para aprender a combater o assédio moral e físico, por meio da educação formal.

Como desvincular, agora, a suspensão do Projeto e a retirada de pedidos de CPIs?

 

Após pressão contra Palocci, governo suspende kit anti-homofobia do MEC – 25/05/2011 – UOL Notícias – Educação – Redação

Créditos: os dois primeiros são Cliparts da Microsoft Corporation.

O terceiro pertence ao endereço: http://www.canstockphoto.com.br/triste-emoticon-5729398.html

Cavalgada fazenda histórica e pôr-do-sol. Sábado 28,na Rosário Itu/SP quarta-feira, maio 25 2011 

 


Venham passear com a gente!

Cavalgada fazenda histórica com pôr-do-sol.

Sábado, dia 28, na Rosário em Itu.

Chegar ate as 14h15.

Saída do passeio as 15h00. Volta apos o  pôr-do-sol com pequeno Happy Hour na volta.

Valor  R$ 58,00 por pessoa.

Reservas por este email ou pelo telefone 011 96077483.

www.rural.tur.br

YouTube – Mataram a Formiguinha – Que Dó [Original] terça-feira, maio 24 2011 

 

Você matou a formiguinha dele? “Mati”.

Por que, em criança, é lindo?

Que dó que o irmão sente da formiguinha assassinada.

Conheci na casa de um de meus irmãos, no domingo, dia 22/05.

Porque é muito chato cantar sozinho: ouvir, ler e falar terça-feira, maio 24 2011 

Acredito que tenha sido em 1981 que fiz minha primeira viagem às Cidades Históricas de Minas Gerais, mas, com certeza, foi por meio de uma agência de viagens de Campinas/SP.

Nossa guia turística se chama Conceição – espero que ainda se chame assim, se me entendem – e o que aprendi, nas cidades históricas visitadas, por causa da guia Conceição, continua, até hoje, em minha memória. O que vi, também, tanto que retornei mais duas vezes ao longo desses anos. Tenho fotos e outras lembranças.

Conceição tinha um modo de falar – nunca pareceu decorado – bem peculiar, para o meu entender na época, ou seja, “comia” todos os “esses” das palavras que deveriam estar no plural, o que, também na época e até recentemente, eu classificava como pertencente ao grupo que fala “nóis vai, nóis vem, nóis vorta”.

Voltei, porém, encantada com a viagem e com a Conceição. Quando a agência de viagens se comunicou comigo, por telefone, para saber do que tinha gostado, como transcorrera a viagem e outros assuntos pertinentes, comentei com a pessoa com quem falava do meu encanto em relação à guia Conceição, que ela “falava errado”, mas eu fiquei encantada com o conhecimento dela, com a simpatia etc e tal.

Ainda não era Professor (não existe feminino no cargo; muita gente faz, ainda, gozação, tanto que, na fala, eu usava Professora) Titular de Cargo Efetivo, o que só ocorreu em meados de 1984. Nesse mesmo ano, tive a felicidade de participar de encontros que discutiam os novos Parâmetros Curriculares (que ficou conhecido como “Verdão”), em São Paulo/SP, portanto, iniciei, junto com o Magistério Público, a aprendizagem de ser educadora, embora, naquele ano, meu cargo de Titular Efetivo fosse de Língua Estrangeira Moderna – Inglês. Juntamente com minha vivência e aprendizado na Cultura Inglesa de Campinas/SP, procurei praticar o que continuava a aprender na minha atuação no Magistério.

Em 1991, eu já havia me removido, por meio de concurso, para a cidade de Itu/SP, me exonerado do cargo de LEM – Inglês e, como havia prestado outros concursos públicos no Magistério, optei pelo cargo único de Português ou Língua Portuguesa, conforme a nomenclatura na Grade Curricular da época.

Quando aplicava avaliação de Interpretação de Texto, procurava, em outros livros didáticos de apoio que não aquele utilizado em sala de aula, os textos, as perguntas sobre a Interpretação de Texto e elaborava, para mim, um roteiro das respostas discursivas esperadas (sei ler, portanto, não tinham que ser exatamente da forma esperada), para a correção.

Conhecem As águias não sobem pela escada? Procurem, neste blog, em “Pesquisar” e o leiam: era eu mesma! Tudo criteriosamente elaborado, meticulosamente… bem, apesar de todo o aprendizado em cursos de aperfeiçoamento e da participação do início da elaboração dos Parâmetros Curriculares, que ficou conhecido como “Verdão”, as correções à Interpretação de Texto ficavam “contidas” nas respostas esperadas, destacando, com um círculo em vermelho, as palavras grafadas de modo incorreto.

Num dia de correção de Interpretação de Texto sobre o aniversário de “seu” Nonô, diante da pergunta “Por que todos cantaram parabéns?” um dos alunos de quinta série respondeu: “Porque é muito chato cantar sozinho”.

Felizmente, uma amiga estava junto comigo (não é professora) e ela adorou a resposta, riu muito (no bom sentido) e me impediu de colocar o sinal de errado. Digitei “no bom sentido”, porque nunca foi meu mau hábito “tirar sarro” de aluno ou juntar as respostas que eu considerasse absurdas para publicação de “olha como eu sou boa, mas eu sofro”. Nem foi esse o sentido da risada de minha amiga.

Refleti muito, depois, sobre a resposta daquele aluno de 5.ª série: ô pergunta boba, não? Por que todo mundo cantou parabéns? Porque era aniversário do “seu” Nonô (resposta esperada). Só que o garoto de 5.ª série, o único a responder “Porque é muito chato cantar sozinho” tinha entendido, sim, o texto, a pergunta é que era boba para o nível de conhecimento dele de  interpretação do texto. Ele foi além do que era esperado dele; não usou porque separado na resposta; não escreveu chato com “x” nem sozinho com “s”.

Passei a cuidar melhor das correções e, quando encontrava, em que série fosse, respostas que eram coerentes, no contexto do que os alunos tinham entendido como interpretação, além de verificar se não colocara errado para um aluno e certo para outro, considerava a resposta coerente e escrevia um elogio.

Mas, de fato, é muito chato cantar sozinha e percebi que era diferente dos demais e que, posteriormente, havia aqueles que faziam parte do círculo do Ensino, que esperavam “tudo pronto”, para assinar embaixo, sabe como é, trabalho de “equipenico”; que eu não sabia trabalhar em equipe e outros quetais.

Acredito que tenha sido em 1993 ou 1994 que, num encontro de professores de Língua Portuguesa, no “Regente Feijó”, a orientadora pedagógica nos proporcionou a oportunidade de conhecer João Wanderley Geraldi. Acrescentarei uma informação sem consultar a biografia de João Wanderley Geraldi: filho de pais agricultores, analfabetos, do RS, João Wanderley Geraldi tem diversos títulos acadêmicos, dentre eles “Doutor”. Leram a sentença judicial, postagem anterior? Sim, Geraldi percorreu todas as etapas da educação formal e muito mais.

Desse encontro, lembro-me de uma situação exposta: uma oração foi colocada para análise e nos foi perguntado sobre a análise sintática e sobre a análise morfológica dos termos. Choveram respostas corretas. João Wanderley Geraldi elogiou o conhecimento de Gramática dos participantes. Depois, ele nos colocou o seguinte, se me recordo: um cirurgião, numa sala de cirurgia, diante de um paciente com o abdômen aberto, que interesse há em que saiba qual é o sujeito da oração, se o sujeito é simples, composto? Uma de nós respondeu que, no momento de elaborar um relatório, se o cirurgião não souber escrever… Ah! Se o cirurgião não soubesse escrever, sim, mas não seria cobrado dele, no momento daquela cirurgia, se intestino é sujeito e qual sua classificação. Acrescento: o cirurgião aprendeu, ao longo de sua vida acadêmica, a ouvir, a ler, a escrever, portanto, saberá redigir o relatório.

Não estou comentando, neste ponto, sobre a decadência do Ensino, mas lembrando que um dos mais concorridos Vestibulares é Fuvest (para citar um), inteiramente voltado para a avaliação de habilidade de ler e escrever, visto que redação tem o peso maior, que, como o da Unicamp, tem questões que exigem respostas discursivas, que o “peso” de saber análise sintática, análise morfológica (saber que deve ser totalmente dominado por todos os professores não importa de que componente curricular seja) não reprova o candidato. Tem que saber ler e escrever, dominar o registro linguístico no português coloquial e no culto. Em vestibulares, por exemplo, o candidato tem temas e opta por dissertação, narração etc. É possível imaginar um vestibulando que opte por uma narrativa em que escreva diálogos e esses diálogos sejam escritos no mais puro português?

Então, concursos que são promovidos – que não os Vestibulares que seguem os PCNs – que “cobram” um domínio de Língua Portuguesa que seja obrigação de professores de Língua Portuguesa estão completamente fora de “órbita”.

Não corrigir mais o aluno? Balela! Isso nunca foi veiculado nos Parâmetros Curriculares Nacionais. Como permitir ao aluno o domínio da língua materna e de língua estrangeira moderna? Há sugestões, mas os professores podem criar suas técnicas.

Agora, a denúncia é que não se corrige mais o português coloquial. Balela! Isso nunca foi nem será veiculado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais ou por quaisquer livros didáticos de apoio adotados em escolas públicas municipais e estaduais. Atentar para a palavra “apoio”, após livro didático, porque essa é uma das recomendações dos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).

Ah, bom! Foi preciso ouvir João Wanderley Geraldi falar, naquele encontro, nos sacudir, balançar nossas tradições e comprei o livro:

 O texto na sala de aula

Fonte: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?isbn=8508101155&sid=87399917113523474632942139

Texto Na Sala De Aula, O

 
Organizador: GERALDI, JOAO WANDERLEY
Editora: ATICA
Assunto: PEDAGOGIA

João Wanderley Geraldi, professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), organizou essa coletânea inovadora, que vem fazendo sucesso desde seu lançamento, em 1984. Apresenta os aspectos pedagógicos e sociais do ensino da língua portuguesa com base na experiência dos professores em sala de aula. Especialistas das melhores universidades brasileiras assinam 12 artigos, em que revelam os fundamentos do ensino da língua, da literatura, da leitura e da produção de textos na escola. O texto na sala de aula é um convite à reflexão e uma oportunidade rara de atualização para professores e estudantes das áreas de Letras, Pedagogia e Lingüística.

Esse livro não contém “receitas”, mas sugestões de práticas pedagógicas para o ensino da Língua Portuguesa que fazem, parte, inclusive, dos Parâmetros Currilares Nacionais de 1997.

Tudo bem, eu estava só dez anos atrasada, mas tirei excelente proveito das lições.

Então, pedi aposentadoria, em 2003, e, dependendo do problemão levantado a respeito da péssima qualidade de Ensino Público, pergunto a mim mesma “Sinhá, cadê ‘seu’ Padre?” e não ouço, não falo e não vejo, a não ser em raras exceções.

Não é ninguém, não, é só a professora aposentada.

JUIZ ajuizou ação contra CONDOMÍNIO, por ser chamado de "VOCÊ" pelo porteiro. Leia a sentença: | Prestjur terça-feira, maio 24 2011 

Espero que ninguém se prenda ao “Juiz ajuizou”, mas leia o conteúdo do sentença judicial. 

O Juiz, ao contrário de muitos de nós, está a par de que o padrão culto não está ao alcance de todos os brasileiros, portanto, de modo extremamente polido, gostaria que a sentença desse Juiz fosse a portadora da seguinte mensagem de minha autoria:

Educadores: como o livro didático de apoio recomenda aos senhores, não façam pouco, em sala de aula, dos educandos que utilizam o padrão coloquial para falar e para escrever; respeitem o registro que trazem do lar – quiçá da rua, dependendo da injustiça social que impera neste País desde os tempos coloniais – e, após ler a introdução dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, no qual há uma análise soberba das condições do Ensino Público no Brasil, instrumentalizem os educandos sob suas responsabilidades de que não devem fazer pouco da cultura dos pais ou de outros com quem aprenderam a falar – após dominar e passar a utilizar o padrão culto, pois, eventualmente, encontrarão pessoas que os ridicularizarão e não os aceitarão como trabalhadores, porque utilizam, no falar,  “nós pega o peixe”, por exemplo.

Atenção: os educandos não foram ridicularizados nas críticas ao livro didático de apoio que compara o padrão coloquial e o padrão culto; a crítica recaiu sobre o fato de os autores do livro didático terem chamado a atenção para o que acontece, durante o processo de alfabetização, mas, infelizmente, os exemplos, extraídos do contexto, nos levam a acreditar que o padrão coloquial é que está sendo ensinado em sala de aula.

Perdoai-os, “seu” Padre, não conhecem Emília Ferrero e outros pedagogos geniais que ensinaram e continuam a ensinar, a nós, EDUCADORES, a entender as hipóteses de alfabetização, dentre elas a certeza de que, ao utilizar “os”, “as”, “um”, “umas” tudo o que se constroi (não uso mais o acento gráfico?), depois, subentende que esteja em concordância verbal, nominal etc.

Sinhá, e quando se trata de infinitivo flexionado ou não flexionado? Felizmente, para os que trabalham em jornais de repercussão e em revistas de repercussão, existem os Manuais de Redação, os revisores, que bom, Sinhá, ou encontraríamos muito o que criticar.

Antes que me esqueça, grata aos citados por me dar a oportunidade de fazer estas colocações pessoais e intransferíveis: são todos dignos de respeito, preocupados com a boa causa, mas corre, pela Internet e, também, por canais de televisão, as denúncias de uma professora a respeito das condições do Ensino Público, muito bem verbalizadas, que eu gostaria que tivesse tido a repercussão que está tendo há trinta anos, pelo menos.

Recebi a mensagem da sentença judicial, em 19/05/2011, da amiga Cidinha Carramenha, a quem ainda não agradeci. Insiro essa postagem (com os devidos créditos) como pretexto às críticas ao livro didático de apoio, “incluído entre os livros comprados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLB), que consagra muitas obras didáticas no país, promove o não ensino da língua padrão, que todos os brasileiros, dos mais simples aos mais sofisticados, têm direito de conhecer e usar” (Lya Luft, Chancela para a ignorância, Veja, pág. 26, 25/05/2011, que se fundamentou em Alexandre Garcia, programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo e, na mesma edição da revista Veja, páginas 86 e 87, Os adversários do bom português, de Renata Betti e Roberta de Abreu Lima.

JUIZ ajuizou ação contra CONDOMÍNIO, por ser chamado de “VOCÊ” pelo porteiro. Leia a sentença:

Enviado por Prestjur, ter, 09/02/2010 – 10:45

Observe a bela redação, sucinta, bem argumentada, até se solidariza com o juiz que se queixa, mas….

Bom, leia a sentença abaixo..

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO  COMARCA DE NITERÓI – NONA – VARA CÍVEL

Processo n° 2005.002.003424-4

S E N T E N Ç A

Cuidam-se os autos de ação de obrigação de fazer manejada por ANTONIO MARREIROS DA SILVA MELO NETO contra o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO LUÍZA VILLAGE e JEANETTE GRANATO, alegando o autor fatos precedentes ocorridos no interior do prédio que o levaram a pedir que fosse tratado formalmente de ’senhor’. Disse o requerente que sofreu danos, e que esperava a procedência do pedido inicial para dar a ele autor e suas visitas o tratamento de ‘Doutor’, senhor’ ‘Doutora’, ’senhora’, sob pena de multa diária a ser fixada judicialmente, bem como requereu a condenação dos réus em dano moral não inferior a 100 salários mínimos. (…)

DECIDO. ‘O problema do fundamento de um direito apresenta-se diferentemente conforme se trate de buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter.’ (Noberto Bobbio, in ‘A Era dos Direitos’, Editora Campus, pg. 15).

Trata-se o autor de Juiz digno, merecendo todo o respeito deste sentenciante e de todas as demais pessoas da sociedade, não se justificando tamanha publicidade que tomou este processo. Agiu o requerente como jurisdicionado, na crença de seu direito. Plausível sua conduta, na medida em que atribuiu ao Estado a solução do conflito.

Não deseja o ilustre Juiz tola bajulice, nem esta ação pode ter conotação de incompreensível futilidade. O cerne do inconformismo é de cunho eminentemente subjetivo, e ninguém, a não ser o próprio autor, sente tal dor, e este sentenciante bem compreende o que tanto incomoda o probo Requerente.

Está claro que não quer, nem nunca quis o autor, impor medo de autoridade, ou que lhe dediquem cumprimento laudatório, posto que é homem de notada grandeza e virtude. Entretanto, entendo que não lhe assiste razão jurídica na pretensão deduzida. ‘Doutor’ não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento. Emprega-se apenas às pessoas que tenham tal grau, e mesmo assim no meio universitário. Constitui-se mera tradição referir-se a outras pessoas de ‘doutor’, sem o ser, e fora do meio acadêmico.

Daí a expressão doutor honoris causa – para a honra -, que se trata de título conferido por uma universidade à guisa de homenagem a determinada pessoa, sem submetê-la a exame. Por outro lado, vale lembrar que ‘professor’ e ‘mestre’ são títulos exclusivos dos que se dedicam ao magistério, após concluído o curso de mestrado. Embora a expressão ’senhor’ confira a desejada formalidade às comunicações – não é pronome -, e possa até o autor aspirar distanciamento em relação a qualquer pessoa, afastando intimidades, não existe regra legal que imponha obrigação ao empregado do condomínio a ele assim se referir.

O empregado que se refere ao autor por ‘você’, pode estar sendo cortês, posto que ‘você’ não é pronome depreciativo. Isso é formalidade, decorrente do estilo de fala, sem quebra de hierarquia ou incidência de insubordinação. Fala-se segundo sua classe social. O brasileiro tem tendência na variedade coloquial relaxada, em especial a classe ’semi-culta’, que sequer se importa com isso.

Na verdade ‘você’ é variante – contração da alocução – do tratamento respeitoso ‘Vossa Mercê’. A professora de linguística Eliana Pitombo Teixeira ensina que os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome ‘você’, devem ser classificados como formais. Em qualquer lugar desse país, é usual as pessoas serem chamadas de ’seu’ ou ‘dona’, e isso é tratamento formal.

Em recente pesquisa universitária, constatou-se que o simples uso do nome da pessoa substitui o senhor/ a senhora e você quando usados como prenome, isso porque soa como pejorativo tratamento diferente. Na edição promovida por Jorge Amado ‘Crônica de Viver Baiano Seiscentista’, nos poemas de Gregório de Matos, destacou o escritor que Miércio Táti anotara que ‘você’ é tratamento cerimonioso. (Rio de Janeiro/São Paulo, Record, 1999).

Urge ressaltar que tratamento cerimonioso é reservado a círculos fechados da diplomacia, clero, governo, judiciário e meio acadêmico, como já se disse. A própria Presidência da República fez publicar Manual de Redação instituindo o protocolo interno entre os demais Poderes. Mas na relação social não há ritual litúrgico a ser obedecido. Por isso que se diz que a alternância de ‘você’ e ’senhor’ traduz-se numa questão sociolingüística ( é com você Weden), de difícil equação num país como o Brasil de várias influências regionais.

Ao Judiciário não compete decidir sobre a relação de educação, etiqueta, cortesia ou coisas do gênero, a ser estabelecida entre o empregado do condomínio e o condômino, posto que isso é tema interna corpore daquela própria comunidade.

Isto posto, por estar convicto de que inexiste direito a ser agasalhado, mesmo que lamentando o incômodo pessoal experimentado pelo ilustre autor, julgo improcedente o pedido inicial, condenando o postulante no pagamento de custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. P.R.I. Niterói, 2 de maio de 2005.

ALEXANDRE EDUARDO SCISINIO

Juiz de Direito

Fonte: Internet.

JUIZ ajuizou ação contra CONDOMÍNIO, por ser chamado de “VOCÊ” pelo porteiro. Leia a sentença: | Prestjur

CAPITU – NÁ OZZETTI (letra e vídeo) sábado, maio 21 2011 

 CAPITU – NÁ OZZETTI (letra e vídeo)

Machado de Assis – Um mestre na periferia sábado, maio 21 2011 

 

Portal Domínio Público

Vídeo em homenagem aos cem anos [2008] da morte de Machado de Assis.

Machado de Assis – Um mestre na periferia

Parâmetros Curriculares Nacionais e o Projeto Escola sem Homofobia sexta-feira, maio 20 2011 

Enquanto quem critica o, erroneamente, denominado “Kit Gay” não tiver assistido ao filme Orações para Bobby (e outros do gênero), lido os Parâmetros Curriculares para o Ensino Fundamental e os Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio, quaisquer críticas ao Projeto Escola sem Homofobia, na minha opinião, não têm credibilidade alguma.

Na minha opinião – e não é Maria Angula digitando, não – trata-se de “briga de foice no escuro” entre duas emissoras de televisão e não entro nessa briga, porque a sociedade toda só tem a perder.

Acima de tudo, a meu ver, o Projeto Escola sem Homofobia é um material que, distribuído em escolas públicas municipais ou estaduais – enquanto existirem – deve ser, primeiramente, exibido [todo o material] e discutido com os pais dos alunos que participam, de fato, da vida escolar dos filhos e, então, decidido, democraticamente, se deve ser utilizado com os filhos-educandos.

Disponibilizei a sinópse de um filme – Orações para Bobby – destacado dentre muitos outros (quem não se lembra de Philadelphia?) que podem ser exibidos nesses encontros com os educadores e os pais dos educandos.

Disponibilizo, também, os Parâmetros Curriculares Nacionais para Ensino Fundamental e Ensino Médio, além de uma nota oficial sobre o Projeto Escola sem Homofobia (atentar para o fato de que não é nota oficial do Governo Federal) e decidam o que pensam ser o correto para que a sociedade não crie mais “hipócritas fariseus” que não sabem nada sobre o assunto, não viram, não querem ver, nada leram e não querem ler, mas são contra, porque, como Drummond afirma sobre “cão latindo por princípio”, em O leiteiro, os críticos emitem suas críticas também por princípio.

Nota Oficial sobre o Projeto_Escola_Sem_Homofobia

Parâmetros Curriculares Nacionais_Ensino Fundamental_1997

Parâmetros Curriculares Nacionais_Ensino Médio_2000

Esta é minha opinião pessoal e intransferível e não foi baseada em quaisquer textos publicados, a respeito do Projeto Escola sem Homofobia, em revistas, jornais ou mesmo na Web, mas por críticas ao projeto veiculadas por uma emissora de televisão.

Considero essas críticas válidas, porém não fico apenas com a visão de uma emissora de televisão. Quando emito uma opinião, procuro saber os dois lados da história.

Orações Para Bobby « Cinema e Argumento sexta-feira, maio 20 2011 

 

Orações Para Bobby

29/08/2009 por Matheus Pannebecker

Direção: Russell Mulcahy

Elenco: Sigourney Weaver, Ryan Kelley, Henry Czerny, Dan Butler, Austin Nichols, Carly Schroeder, Shannon Eagen

Prayers for Bobby, EUA, 2009, Drama, 88 minutos, 14 anos

Sinopse: Mary (Sigourney Weaver) é uma religiosa que segue à risca todas as palavras da bíblia. Quando seu filho Bobby (Ryan Kelley) revela ser gay, ela imediatamente leva o filho para terapias e cultos religiosos com o intuito de “curá-lo”. No entanto, Bobby não suporta a pressão e se atira de uma ponte, encerrando sua vida aos 20 anos de idade. Depois desse fato, Mary descobre um diário do garoto e passa a conhecer melhor o mundo dos homossexuais, tornando-se, logo, uma ativista em prol dos diretos gays. Baseado em uma história real.

“Eu não vou ter um filho gay”. Essa é a última frase que Mary (Sigourney Weaver) disse para o seu filho, Bobby (Ryan Kelley). Ele pulou de uma ponte e acabou com sua jovem vida de 20 anos de idade. A mãe do garoto acredita que gays são pessoas que fazem sexo em banheiros públicos, depravados suscetíveis a qualquer tentação carnal e que são assim porque escolheram. Esse é o pensamento dela e também o de muitas pessoas. O cinema, ao meu ver, nunca conseguiu realizar um filme sobre esse tema com a devida sensibilidade. E nisso incluo, também, o cultuado O Segredo de Brokeback Mountain (pra mim, mais uma história de atração do que de amor) e o recente Milk – A Voz da Igualdade. Orações Para Bobby vem mudar esse cenário.

Pena que o filme de Russell Mulcahy tenha sido feito para TV – ou seja, destinado a não ter grande repercussão. É um trabalho que, certamente, merecia um reconhecimento mais amplo. Encontramos nele uma abordagem diferente sobre o mundo homossexual: trata puramente sobre as emoções, deixando de lado o tão explorado lado sexual. Aí que está o maior mérito de Orações Para Bobby; ele traz jornadas sentimentais muito interessantes. Tanto do garoto quanto da sua mãe. A primeira metade do filme é sobre como o garoto procura se aceitar e se inserir na família preconceituosa, sofrendo com discriminações e com o fato de ser “diferente”. Na segunda metade, acompanhamos o arrependimento da mãe, que começa a descobrir toda a sensibilidade que seu filho tinha ou como os gays são seres humanos providos de sentimentos como qualquer pessoa.

Todas as histórias, além de terem um cunho emocional fantástico, são representadas com grande excelência pelos atores. O jovem Ryan Kelley está excelente como Bobby e cumpre com precisão o papel do personagem. Mas, sem dúvida alguma, o show fica com Sigourney Weaver. Ela, que apareceu pouco nos últimos anos, tem aqui uma grande interpretação. É aquele tipo de personagem que vai evoluindo em cena, passando por uma grande transformação. Primeiro, a mãe de uma família perfeita. Depois, católica fervorosa tentando curar o filho. Por fim, mulher arrependida e tentando se redimir de sua ignorância perante ao homossexualismo do filho. É uma atuação sublime, que vai desde minúcias até momentos de choros emocionantes.

Orações Para Bobby tem seus defeitos. A direção, por exemplo, é simplista, sem ousadias – com alguns maneirismos estéticos estranhos, principalmente em alguns enquadramentos. Com certeza, se esse aspecto fosse mais contundente e menos convencional, o longa teria ainda mais impacto. Todavia, o que se conclui é que os defeitos ficam pequenos perto de uma história tão certeira em suas emoções. Um filme essencial para quem é ou conhece alguém homossexual. Mas, é dirigido mais especificamente para as mães, especialmente aquelas que não aceitam seus filhos como eles são. Que elas tenham, ao final do filme, o mesmo pensamento de Mary: “Eu sei porque Deus não ‘curou’ o meu filho. Ele não o curou porque não havia nada de errado para ser curado”.

Orações Para Bobby « Cinema e Argumento

Como lidar com pessoas insuportáveis – Maria de Lima quinta-feira, maio 19 2011 

Publicado, pela primeira vez, neste espaço, em 1.º/04/2006.

Recuperei a postagem por causa da inserção do anexo “A arte de não adoecer”. 

Como lidar com pessoas insuportáveis

Por Maria de Lima **

(de maio/2001)

Saber lidar com tipos difíceis é decisivo para sobreviver no mundo dos negócios.

Existem pessoas que têm poder fenomenal de provocar aborrecimentos por onde passam. Talvez você reconheça esse tipo no chefe ameaçador; no colega com capacidade imbatível para bajular os superiores e infernizar a vida de seus pares; no professor perfeccionista ao extremo; na sogra ranzinza e intrometida; no amigo pessimista que espera sempre o mundo desabar; no vizinho barulhento e indiscreto.

Dizia o filósofo francês Voltaire que a maioria da humanidade é como um ímã: uma parte atrai e a outra repele. A atração ocorre por meio de sentimentos nobres como amor, justiça, compaixão, perdão. A repulsão é resultado da raiva, vaidade, presunção, do rancor, pessimismo, orgulho. É o predomínio de sentimentos negativos que torna as pessoas insuportáveis.

 O intolerável está nas melhores famílias, melhores empresas, melhores vizinhanças, em todos os lugares. Em geral, não tem papas na língua, mas é bem-intencionado, apenas acha-se no direito de expressar suas opiniões. Mas, passa do limite e não tem consciência de como seu comportamento prejudica as pessoas com quem se relaciona. Quase sempre está convencido de que os outros precisam mudar, não ele.

Saber lidar com gente problemática é importante tanto para a realização na carreira quanto para o bem-estar pessoal. No trabalho, onde cada vez mais as tarefas são desenvolvidas em grupo, essa habilidade tornou-se básica, pois é impossível manter a produtividade elevada, se os integrantes da equipe não suportarem as diferenças individuais.

Conviver pacificamente com pessoas difíceis está ao alcance de todos, mas exige compromisso pessoal e persistência. E quando alguém se empenha verdadeiramente para compreender o outro, também se conhece mais e se torna melhor, isso já valerá o esforço.

“Para suportar alguém a quem não se suporta é essencial saber controlar a própria maneira de ser e aceitar a pessoa problemática tal como é”, ensinam os médicos holísticos americanos Rick Brinkman e Rick Kirschner, autores do livro Como lidar com pessoas que você não suporta (Editora José Olympio).

De acordo com os autores, existem quatro opções básicas para lidar com o problema:

Não fazer nada – Deixar as coisas exatamente como estão. Nesse caso, nada vai mudar e pode até piorar: um dia você pode perder a paciência e explodir.

Desistir – Saída indicada para o caso dos insuportáveis crônicos, quando não houver mais nada a ser feito.

Mudar de opinião – Tentar ver a pessoa a quem não se suporta com outros olhos: aproximar-se dela, tentar compreender que está por trás de seu comportamento.

Mudar de atitude – Apegar-se às qualidades da pessoa de forma que os defeitos dela irão parecer menores. Ao mudar sua postura em relação a pessoas difíceis, elas podem passar a agir de forma diferente com você.

A compreensão é a melhor saída

Em qualquer situação, ouça efetivamente seu interlocutor. Respeite-o, demonstre que você se interessa por ele. Faça isso nem que seja por humanidade, compaixão.

Assegure-se de que você não está contribuindo para dificultar o relacionamento. Todos nós, em alguns momentos, também somos difíceis. E pode ser que a pessoa a qual considera intolerável seja apenas diferente.

Lembre-se de que por trás de um comportamento distorcido, podem existir boas intenções. É possível que a pessoa se comporte com você da mesma maneira que o faz com os outros. Por isso, não leve os ataques dela para o lado pessoal.

Compreenda que você não pode mudar os outros, pode apenas influenciá-los a mudar de atitude, nada mais. Teste sua resistência aos insuportáveis – Encare o convívio com a pessoa difícil como um desafio, como sugerem Brinkman e Kirschner. “Na próxima vez em que lidar com alguém insuportável, lembre-se de que a vida não é um teste, é a prova final”, propõem os autores.

** Maria de Lima é jornalista, pós-graduanda em Filosofia, e ex-editora do programa “Breakfast” da Rádio Alpha FM de São Paulo. Escreve artigos nas áreas de carreira e desenvolvimento pessoal.

Fonte: NÃO FUNCIONA MAIS http://www.manager.com.br/indexuol.asp?pagina=/coluna/resp_coluna62.asp

[Maria de Lima é mestranda em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela (PUC-SP). Graduou-se em jornalismo pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado (FIAM-SP). Trabalhou para a Rádio Alpha FM, Revista VENCER!, entre outros veículos. Foi articulista do Management, caderno sobre carreira e gestão do Semanário Econômico (Portugal). Fonte: http://www.vidaecarreira.com.br/dicas_dez05.htm. Consulta de 19/05/2011, texto de Maria de Lima sobre PERFECCIONISMO]

A arte de não adoecer quarta-feira, maio 18 2011 

A exposição do texto, por meio de “slides”, e o teor do texto são tão bons que nem me preocupei em procurar a fonte, quem formatou e se o texto pertence, de fato, ao Dr. Drauzio Varella.

Grata, primo Luiz Sérgio.

A_ARTE_DE_NAO_ADOECER_SOM_Primo Sérgio enviou

A lição dos pássaros: perseverança quarta-feira, maio 18 2011 

Extraído de Paisagens do Mundo: http://carlosqueiroz-paisagens.blogspot.com/

Lição dos Pássaros_Perseverança_autora Bianca_origem Blog pessoal de Carlos Queiroz

YouTube – MUSEU MEMORIAL IMIGRANTES – DVD MONUMENTOS SAO PAULO terça-feira, maio 17 2011 

 

YouTube – Projeto do novo Museu da Imigração terça-feira, maio 17 2011 

 

As guardiãs de São Luiz do Paraitinga – Planeta Sustentável terça-feira, maio 17 2011 

 De fevereiro de 2010, “Atitude”, em Planeta Sustentável mostra a ação direta das mulheres, após a tragédia, em São Luiz do Paraitinga/SP, na passagem do ano 2009/2010.

 “As mulheres quando se juntam mudam qualquer realidade. Até a mais dura das catástrofes.”

As guardiãs de São Luiz do Paraitinga

A prefeitura, a Câmara dos Vereadores, a Justiça e a delegacia da pequena cidade paulista que foi devastada pelas águas em janeiro [2010] são comandadas por mulheres. Desde a tragédia que arruinou o centro histórico tombado e deixou metade da população desalojada, elas trabalham sem trégua, ajudadas por centenas de heroínas anônimas.

Patrícia Zaidan

“As mulheres quando se juntam mudam qualquer realidade. Até a mais dura das catástrofes”.  Renata Martins de Carvalho Alves, 48 anos, ocupante do único posto de juiz de São Luiz do Paraitinga, tem os olhos cheios de lágrimas enquanto conversa. “Estou chorando desde o dia em que vi esse cenário triste”, diz, desculpando-se. De luvas e botas de borracha azuis, ela está à frente da limpeza pesada no que restou do fórum local, à beira do rio Paraitinga. Ali as águas subiram 14 metros afogando computadores, móveis e os documentos da comarca, além dos registros do cartório eleitoral – muitos saíram boiando. A cidade hoje não tem processos criminais, de divórcio, de partilha de bens… “Está vendo este processo aqui?  Trata da desapropriação do Parque Estadual da Serra do Mar. Envolve milhões”, diz a juíza apontando para a pilha de papéis apodrecidos no chão. O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Viana Santos, providenciou um espaço no fórum de Taubaté, cidade vizinha, para Renata despachar de lá. “Não quero ir”, disse ao superior. “Vou cuidar do meu fórum recuperando cada pasta. Prefiro que o senhor mande para cá o trailer do juizado itinerante até que o prédio possa ser usado de novo”.  A determinação de Renata é a mesma da prefeita, da presidente da Câmara Municipal e da delegada, que comandam as iniciativas para reerguer São Luiz do Paraitinga, a cidade das mulheres.
A pérola encravada no Vale do Paraíba, a 187 quilômetros da capital, dona do Carnaval de rua mais animado do estado e famosa pelo casario colorido que somava 437 imóveis do século 19, tombados, se transformou num grande entulho depois que o rio transbordou e produziu ondas que chicotearam casas, lojas e escolas no dia 1.º de janeiro. “A luz apagou, os telefones ficaram mudos, os carros rodaram, não havia água potável, metade da população se viu desabrigada, a matriz do padroeiro, São Luiz de Tolosa, desabou e deixou a sensação de total desamparo, de fim de mundo”, diz a prefeita Ana Lúcia Bilard Sicherle, 38 anos, para resumir o quadro, uma semana após a tragédia.

Pânico nas águas
Nas primeiras horas, num bote remado por jovens que praticam rafting, Ana Lúcia navegava até as janelas dos andares superiores dos casarões do centro histórico e convencia os moradores a abandoná-los antes que se desmanchassem – muitos têm estrutura de barro, em taipas de pilão. Um dos botes era capitaneado pela comerciante Paula Ferreira Rolo, 33 anos, ex-instrutora de rafting, que remou seis horas. Enquanto seus companheiros traziam velhos e crianças, ela segurava nos fios de alta-tensão, já sem energia elétrica, para o bote não descer com a água.
“Foi um trabalho de força física”, conta. “Bem tarde, me lembrei da minha filha, de 4 anos, e fui até o casarão da nossa família, onde ela estava. Eu a abracei, coloquei no bote e segui remando. No escuro, ouvi pessoas gritando, mas não entendi o que queriam me avisar. Logo percebi os estrondos e a poeira no alto: era a escola desabando bem em cima de nós. Aceleramos e ninguém ficou ferido”, afirma. Hoje Paula é tida na cidade como heroína. Assim como o time do rafting, que salvou mais de 700 pessoas.
Com o dia claro, a prefeita não sabia o que fazer primeiro: “Chorar, ligar para o governador ou atender o sobrecarregado telefone dos bombeiros”, recorda. Resolveu esquematizar o socorro. Em meio ao caos, a cidade, de 11 mil habitantes, vai se organizando: quase todos os moradores são voluntários, mesmo os que conseguiram voltar para casa uma semana depois. Eles usam máscara porque restos de alimentos, animais mortos, esgoto e lixo mofado deixam no ar um cheiro ácido insuportável. Cada um tem uma função nas cozinhas comunitárias ou na limpeza de ruas, retirada de entulho (foram 800 caminhões nos primeiros dias), distribuição de água mineral e no ginásio onde estão os sem-teto.
Do gabinete improvisado na praça, já que a prefeitura ruiu, Ana Lúcia mandou ofício para uma grande rede de roupas femininas pedindo doação de lingeries. “Nenhum prefeito se lembraria disso”, gaba-se. Ali, atende autoridades como o governador de São Paulo, José Serra, os ministros do presidente Lula e os técnicos do Instituto de Pesquisa Tecnológica e dos órgãos Condephaat e Iphan, que cuidam da preservação de prédios tombados. Será necessário muito dinheiro para reerguer a cidade. Os prejuízos, estima-se, ficam em torno de 100 milhões de reais, 70% dos prédios precisam de reparos e outros, como a matriz e a Igreja das Mercês, do século 18, devem ser reconstruídos.

Câmara aberta
O plenário da Câmara Municipal foi transformado pela presidente, Edilene Alves Pereira, a única vereadora do município, em posto de distribuição de produtos de limpeza, de higiene pessoal, leite em pó e alimentos secos. “É um trabalho braçal”, conta Edilene. Perdi vários quilos carregando caixas de doações”. Tudo organizadíssimo para que uma família não volte a se abastecer duas vezes no mesmo dia. Lá pelo sétimo, ela passou a se envolver com a vacinação visitando pessoas para informar sobre a importância da imunização no ambiente propenso a doenças. Ainda estava alojada no andar superior da Câmara, pois sua casa ficou no barro. “Saímos com a roupa do corpo. Minha filha passou no vestibular de medicina e nem tinha documentos para a matrícula”, diz. Para ela, que é petista, não há neste momento partido político: “Estamos juntas”, diz, referindo-se à prefeita, que é tucana. “Do contrário, a cidade não sai dos escombros.”
Também a pastora Genilsa Prado, 50 anos, não se preocupa com diferenças religiosas. Os 100 garotos que sua igreja, a Comunidade Evangélica Nova Geração, tirou das drogas entregam roupa e comida a gente de todos os credos. “A tragédia deixa as pessoas iguais. Os abonados perderam cheque, cartão de crédito e não puderam voltar para casa: vieram pedir donativos”, revela. Os cultos estão suspensos. “Agora, atacamos as necessidades materiais. Do espiritual, Deus já cuidou, não deixou que as águas afogassem os moradores”.  Duas semanas após a tragédia, um homem que permanecia desaparecido na zona rural foi encontrado morto.

Ordem no caos
No trânsito congestionado do lamaçal, entre caminhonetes do Exército, dos bombeiros, da Defesa Civil, da Cruz Vermelha e de ONGs humanitárias, como a SOS Global, passa a viatura da delegada Vânia Zácaro de Oliveira, 42 anos. Essa Land Rover foi o primeiro veículo potente a prestar ajuda ziguezagueando sobre as águas que invadiam a praça histórica, onde veículos comuns não corriam e os oficiais ainda não haviam chegado. Também foi da viatura que os policiais desceram para advertir um lojista que teria vendido um pacote de arroz por 30 reais e um litro de leite por 10. É crime contra a economia popular”, diz a delegada. Em parceria com a PM, ainda ficou de olho nas tentativas de saques a imóveis fechados – uma delas acabou em detenção de cinco rapazes. “Na verdade, o que fizemos foi trabalho de cidadão, não de policial”, garante. “Numa cidade pequena, a gente se envolve, conhece os moradores e os problemas sociais”. Vânia é delegada em São Luiz há cinco anos. “Aprendi a amar este lugar especial, que respeita as mulheres”. Um exemplo? Ela responde: “Da Lei Maria da Penha para cá, prendi apenas um homem por violência doméstica. Na vizinha Lagoinha, com a metade da população e onde também sou a delegada, já foram presos seis maridos”.
No sábado, 9 de janeiro, a juíza Renata Alves estava de volta ao seu fórum. Recebeu Raquel Orlando, representante do Patrimônio do Tribunal, que fotografou tudo e avisou-a de que defenderá o envio de móveis e computadores novos, porque é impossível recuperar os atuais. Renata comemorou. Também apareceu ali a especialista em conservação de bens culturais Fernanda Tozzo e se ofereceu como voluntária para ajudar na recuperação das pastas e dos processos danificados. A juíza pediu a Fernanda apoio ainda para a restauração das certidões e outros papéis dos cartórios de notas e protestos, de imóveis e de registro civil, dos quais é corregedora. Comentou que, nos três, os oficiais também são mulheres, “todas empenhadíssimas em devolver os documentos à população”. Renata lembrou que ao ser designada para São Luiz do Paraitinga, sete anos atrás, começou uma operação modernizadora. Capacitou servidores, incrementou o ritmo das tramitações e fez até uma horta, um pomar e um jardim. “Já tenho tempo e experiência para fóruns maiores, mas permaneci aqui por opção. Não será agora que vou deixar a Justiça parar”.

As guardiãs de São Luiz do Paraitinga – Planeta Sustentável

Enquete – Somos… – MyHeritage Portuguese Blog sexta-feira, maio 13 2011 

Leiam, por favor, a indicação abaixo.

Não inseri nenhum comentário no blog, mas quem quiser fazê-lo, fique à vontade, porque falar sobre e agradecer nossos irmãos é uma oportunidade de, como no teor do texto está implícito, demonstrar nosso amor por toda a Humanidade.

Quem não tem irmãos, certamente tem parentes e amigos que são como irmãos. 

Enquete – Somos….

Uma mensagem… – MyHeritage Portuguese Blog sexta-feira, maio 13 2011 

Ao postar, embora eu não tenha deixado nenhum comentário no blog, demonstro meu apreço: é uma crônica maravilhosa de lembranças de infância que moldaram o adulto atual.

Linda!

Não deixem de assistir aos vídeos!

Uma mensagem….

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem – Blog do Roberto Shinyashiki quarta-feira, maio 11 2011 

 

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem Blog do Roberto Shinyashiki

Recebi essa indicação de leitura do amigo Joaquim Emídio.

Esse amigo é um exemplo concreto de como o sucesso é construído, pois dedica-se, há muitos anos, em preservar os 9 hectares da Fazenda Paraizo de Itu, com auxílio de sonhadores que, também, agem no sentido de concretizar esse projeto de preservação.

Insiro duas das mais recentes fotos que me enviou para mostrar como a Fazenda Paraizo está sendo preservada com recursos próprios.

A foto da direita é de 04 de julho de 2010, atual Casa Sede da Fazenda Paraizo.

Atual Casa Sede -  Fazenda Paraizo (125) Atual Casa Sede -  Fazenda Paraizo (93)

APOD: 2008 July 22 – Happy People Dancing on Planet Earth sexta-feira, maio 6 2011 

 Prefiro esta versão, mas pode ser encontrado, também, no YouTube.

Recebi a indicação, em 2008, de minha prima Maria Adelaide.

Impossível não sorrir durante a visualização.

APOD: 2008 July 22 – Happy People Dancing on Planet Earth

Folha.com – Ciência – Astronautas fotografam pôr de sol na América do Sul – 06/05/2011 sexta-feira, maio 6 2011 

E eu deixaria passar esta beleza sem postar em meu espaço virtual?

Que me importa se grafaram um acento em “por” (que continua lindo, também)!

Que me importa essa discussão tola se é presidente ou presidenta, o uso de “presidenta” será carimbado como correto em pouco tempo, afinal o Português é língua viva.

O que me importa é a beleza da foto, visto que postei um por da Lua sobre o Rio de Janeiro recentemente (20/04/2011).

Lindésimo!

Folha.com – Ciência – Astronautas fotografam pôr de sol na América do Sul – 06/05/2011

Secretaria da Fazenda – Governo do Estado de São Paulo sexta-feira, maio 6 2011 

Ver a postagem atualizada: Demonstrativos de Pagamento – Inativos – Caminho das pedras para imprimi-los, de 04/08/2011

Atenção aposentados e beneficiários de complementação de aposentadoria/pensão

Acessem o endereço que consta em “Demonstrativo de Pagamento” (se é que ainda o recebe pelo banco), pois abre, primeiramente, com o aviso (reproduzido abaixo) em

Secretaria da Fazenda – Governo do Estado de São Paulo

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Senti-me uma analfabeta digital, até criar a senha para obter o Demonstrativo de Pagamento.

De acordo com o comunicado acima, a partir de junho/2011, o Banco do Brasil suspenderá a distribuição dos comprovantes de pagamento em sua rede bancária e, ao considerar-se essa suspensão de entrega dos comprovantes de pagamento pelo Banco do Brasil, o aposentado ou o beneficiário terá duas opções:

a) consultar o seu comprovante de pagamento diretamente do “site” da Secretaria da Fazenda (se beneficiário de complementação de aposentadoria/pensão) e da São Paulo Previdência (se inativo), com a opção de imprimir em seu computador e sem custos;

b) receber por meio dos correios o comprovante de pagamento no seu endereço, mediante opção e autorização para o desconto em folha de pagamento da importância destinada à postagem.

Continuo insegura a respeito de ter criado o “login” e a senha para imprimir meu Demonstrativo de Pagamento de aposentada, por causa do seguinte parágrafo:

“Considerando ainda que, a partir da competência maio/2011, crédito em 07/06/2011, o controle de processamento da folha de pagamento dos aposentados será feito pela SPPREV, o Senhor(a) poderá, a partir de 29/04/2011, manifestar a sua opção e atualizar o endereço por meio do site www.spprev.sp.gov.br, clicando demonstrativo de pagamento” /…/

Por que a minha insegurança?

Embora tenha me recasdastrado, de acordo com a Portaria que assim o exige, ou seja, no mês do meu aniversário, não tenho certeza de que esses dados já foram repassados para a SPPREV. Apenas o tempo confirmará essa minha dúvida, pois eu não fui orientada para isso por ninguém, Sinhá, e tenho tido imensa dificuldade em retirar os Demonstrativos de Pagamento, com atraso de um mês, no mínimo. Assim mesmo, ninguém, Sinhá, no banco, me orientou sobre essas opções mencionadas.

É ou não é para perguntar Sinhá, cadê “seu” Padre?

A língua portuguesa agradece (e os ouvidos também) quinta-feira, maio 5 2011 

Recebi o anexo com esse título do amigo Joaquim Emídio.

Procurei a origem, para não desprezar créditos, e encontrei duas postagens:

a-lngua-portuguesa-agradece135_apresentação mais curta_autora Viviane Lopes

A língua portuguesa agradece_Viviane Lopes_origem s3dotamazonawsdotcom_slideshare

Quem amarrou seu paraquedas hoje? – 2 quinta-feira, maio 5 2011 

Quem dobrou seu paraquedas hoje?

Origem: http://www.amadeuw.com.br/powerpoint.php?c=60&id=511&t=Quem+dobrou+seu+paraquedas+hoje%3F

 “Charles Plumb era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, o avião foi derrubado por um míssil. Plumb saltou de paraquedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão. Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem: “Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?”. “Sim, como sabe?”, perguntou Plumb. “Era eu quem dobrava o seu paraquedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?”. Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: “Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje”. Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: “Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro”. Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários paraquedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia. Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia: “Quem dobrou teu paraquedas hoje?”. Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos paraquedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual. Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido. Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável. Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procure dar-se conta de quem prepara seu paraquedas, e agradeça-lhe. As pessoas ao  redor notarão esse gesto, e retribuirão preparando o seu paraquedas com esse mesmo afeto. Todos precisamos uns dos outros, por isso, mostre-lhes gratidão. Às vezes, as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples. Só um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um Gosto de Você, um Te Amo. Obrigado por todos os favores que sem merecer recebi e nunca agradeci”.

 

E. T. Peço desculpas ao autor da formatação em Power Point, pois modifiquei o final, por não ser uma mensagem eletrônica, mas uma cópia do conteúdo dos “slides”. Maria Lúcia, 05 de maio de 2011.

Quem amarrou seu paraquedas hoje? – 1 quinta-feira, maio 5 2011 

O mistério do quarto escuro quinta-feira, maio 5 2011 

 

Estimulada pela foto do Hospital de Panelas, lembrei-me da Unidade 1, A Narrativa, Língua Portuguesa no Ensino Médio – Produção de Textos, Coleção Horizontes, Língua Portuguesa no Ensino Médio, Hermínio Sargentim, Atende aos Parâmetros Curriculares do Ensino Médio [Parâmetros Curriculares Nacionais, Ensino Médio, Brasília, 1998), IBEP – Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas, São Paulo – SP.

O texto foi escrito por Carmo R. E. da Silva, quando tinha 14 anos e foi publicado, primeiramente, in Folhinha, Folha de São Paulo.

A leitura integral do texto mostra por que a foto do Hospital da Panelas me lembrou esse texto que, abordado em sala de aula, provoca imensa curiosidade nos alunos.

Infelizmente, minha busca pela data da publicação original não trouxe respostas, mesmo com o acervo digital da Folha de São Paulo disponível para degustação, aparentemente, porque eu não soube pesquisar.

Então, para efeito de fontes:

In Folhinha, Folha de São Paulo (sem a data);

Apud Língua Portuguesa no Ensino Médio, Hermínio Sargentim, IBEP, 1999 ou 2000 (não anotado no livro didático), São Paulo.

Acordo atordoada, tonta, não me lembro de nada, me viro para lá, me viro para cá e não consigo sair daqui. A porta está fechada. Por mais que eu tente, não consigo abrir. Aqui dentro está uma bagunça de roupas esparramadas, um mau cheiro. Está mal ventilado, sinto até falta de ar. Aqueles homens me prenderam sem motivo algum.

Tento mais uma vez, não consigo abrir a porta, me trancaram, está escuro, não enxergo nem onde piso, esbarrando em tudo. Aqui, apesar de fazer muito frio, estou até corada de calor e aflição.

Este escuro me dá medo. Apesar de tudo, preferia estar lá fora. Só consigo ver luz em uma brecha da porta. Pouca coisa posso ver do outro lado, não sei o que estão fazendo com as minhas amigas. Não sei se estão fazendo ou já fizeram. Ai! não quero nem pensar.

Esses homens que me prenderam aqui dentro não têm coração, não nos respeitam, a nós que somos tão inofensivas e indefesas.

Fico em silêncio e ouço vozes masculinas confusas do lado de fora. Acho que estão discutindo o que farão comigo. Essas cordas estão me machucando. Não gosto nem de pensar o que me vai acontecer. Acho que me prenderam por eu ser a mais gordinha.

Meu medo aumentou, ouço passos em minha direção, não posso me esconder, não consigo nem me movimentar. Estão forçando a porta e têm a chave. Não sei o que fazer. Acho que chegou a minha vez, vieram me buscar, não posso mais escapar.

Abriram a porta. É um moreno magro e comprido, de cabelo grande, feio que Deus me livre. Vem com as mãos em minha direção e me agarra com força em seus braços, me desamarra, joga as cordas e me leva para fora num gesto brutal, me põe no chão para fechar novamente o local. Tento correr mas não consigo. Ele sorri, me leva para outro lugar. Vejo uma de minhas amigas, penso em pedir socorro, mas ela não pode me ajudar, pois ela está sendo vigiada por um careca ainda mais feio que o outro (o que o outro tem de cabelo, neste está em falta). Coitada! será que o destino dela será o mesmo que o meu?

Até que ele para comigo, mas não me coloca no chão (acho que de medo de eu fugir outra vez) e então é a hora, ele me bate, bate, bate no chão. Entra comigo no garrafão, pula comigo e faz a primeira cesta do jogo!

 

 

Agenda Cultural Cidade de Salto – SP quarta-feira, maio 4 2011 

 Recebi, do Balcão de Informações Turísticas da Cidade de Salto – SP, arquivo em extensão “pdf”.

Balcão de Informações Turísticas
Secretaria Cultura e Turismo
Prefeitura da Estância Turística de Salto
11 4021-0530 / 4028-1649

Acessem o arquivo, em extensão “pdf”, ampliem para ler todo o roteiro da agenda.

Agenda cultural maio 2011_origem balcão de informações turísticas Prefeitura de Salto SP

Criança diz cada uma… MyHeritage Portuguese Blog quarta-feira, maio 4 2011 

Criança diz cada uma….