Postado por Paulo Valzacchi, apelido “meu poder”.

Professor na área de crescimento pessoal, especialista em saúde emocional, biomédico, escritor, 5 livros publicados, mais de 50 CDs , DVDs e revistas na área de motivação e auto-ajuda.

Antes de reproduzir o “post” de Paulo Valzacchi, faço alguns comentários necessários:

Procurei uma crítica ao filme (assisti, na SKY, em 08/01/2011) e fiquei encantada com o conteúdo, mas o comentário de Paulo Valzacchi está perfeito, na minha humilde opinião (reler a biografia de Paulo, para entender a minha colocação como humilde), que o inseri aqui, em vez de eu mesma fazer qualquer comentário.

Senti, na pele e na profissão de professora, os efeitos da paranoia em relação aos muçulmanos, após os ataques de 11 de setembro, nos EUA, porque havia aceitado a sugestão da empresa de turismo que levaria os alunos da escola em que ministrava aulas de dois pontos de visita e um deles seria à Mesquita, em São Paulo/SP. Qualquer dia destes, postarei o que aconteceu, no seu todo, com relação a essa excursão didática, porém o mais importante é comentar que, no mesmo dia 11 de setembro de 2001, muitos pais de alunos que participariam da excursão ligaram para a escola e cancelaram a ida dos filhos à Mesquita, e a Diretora considerou por bem cancelar toda a excursão, sem ninguém perguntar se o outro local a ser visitado permaneceria no roteiro, sem nem perguntar se os muçulmanos, em São Paulo/SP, da Mesquita a ser visitada não seriam os primeiros a pedir que não fôssemos, pois tinham muito o que pensar, discutir e e fazer para esclarecer malentendidos com relação a todos os muçulmanos do mundo que não tinham participado do ataque terrorista.

Ao fazer a busca sobre comentário do filme, encontrei, inclusive, incluído no canal “Canção Nova”, católico (como eu sou católica também, mas não sou hipócrita) e fiquei muito contente com isso. Do fundo do meu coração, espero que os pais que cancelaram a ida de seus filhos à excursão, que incluía a PINACOTECA (oh, dor, depois desse fracasso, outras escolas foram à PINACOTECA com estardalhaço pela imprensa local, e, sinceramente, espero que tenham tido acesso ao Jogral que preparei – deixei a cópia com a agência de turismo que nos levaria, para outros “felizardos” –  para que os alunos da excursão soubessem o que estavam visitando e o que veriam e aprenderiam ali), sejam todos católicos praticantes e, hoje, talvez nem se lembrem quão ignorantes mostraram ser (incluam-se todos os de outras crenças religiosas que cancelaram essa ida dos filhos) ao cancelar a ida dos filhos à excursão, porque visitariam uma Mesquita e, hoje, por recomendação de um canal católico tenham assistido ao filme e não se lembrem de que agiram como na ficção desse filme, machucando física e psicologicamente inocentes, por causa de preconceito típico de ignorante, pois só é preconceituoso quem é ignorante.

Que o comentário de Paulo Valzacchi fique como algo que senti, também, ao assistir ao filme e que, como sempre, o conteúdo do filme seja transferido para outras situações da vida em que não se pode generalizar absolutamente nada.

04.12.2010

MEU NOME É KHAN – filme magnífico!!!!

Vasculhei de forma exaustiva o que tem de melhor em filmes indianos e encontrei o maravilhoso filme  My Name is Khan. que ganhou muitos prêmios no Festival de Berlim.

o texto abaixo é de um especialista em filmes indianos.

Sendo dirigido por Karan Johar e tendo música feita pelos SEL, My Name is Khan já tinha parte da fórmula garantida pro sucesso. Mas nada substitui a presença do mais unânime casal 20 de Bollywood: Shahrukh Khan e Kajol. E o filme é mesmo deles dois. Talvez o único ator um pouco famoso que também aparece é o jovem Tanay Chheda, que ficou famoso por fazer o amigo de Ishaan, em Taare Zameen Par, e o pequeno Jamal Malik, em Quem Quer Ser um Milionário?. Mas ele aparece pouco e só no começo, fazendo o personagem de SRK quando criança.

Bom, e a história é razoavelmente simples, mas cheia de emoções do começo ao fim. É tanto rir ou chorar que tem vezes que não sabemos o que fazer com nosso rosto e as duas coisas acabam acontecendo ao mesmo tempo. Logo no começo do filme já vemos que a história está sendo narrada por Risvan Khan (Shahrukh Khan), que está, em verdade, escrevendo tudo isso para Mandira (Kajol). É assim que ficamos sabendo que quando pequeno ele não era compreendido nem por seus amigos e nem por sua mãe. Ele visivelmente tinha algum problema, embora fosse ultra inteligente. Não se dando bem na escola, sua mãe acaba contratando um professor particular pra Risvan, potencializando sua inteligência.

Toda essa atenção dada a Risvan deixa seu irmão mais novo, Zakir, muito enciumado e, depois de grande, ele se muda a São Francisco, nos EUA. Mas o rancor não o impede de levar Risvan para lá depois que sua mãe morre. E Risvan leva na bagagem a coisa mais importante que ele tinha aprendido com sua mãe: que no mundo a única diferença que existe entre seres humanos é entre bons e maus.

Assim, lá em São Francisco, a esposa de Zakir, psicóloga, descobre que Risvan é portador da Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo “leve”. Pra ajudar o irmão, então, Zakir propõe a Risvan ajudá-lo na venda dos cosméticos da empresa em que trabalha, indo de porta em porta nos salões de beleza em são Francisco.

E lá vai Risvan, com toda sua dificuldade de comunicação e de relacionamento – e toda a sua sinceridade -, vender os cosméticos. E é assim que ele conhece Mandira, uma cabeleireira, apaixonando-se por ela imediatamente. Desde então ele sempre volta lá pra vender os produtos, e ela sempre muito amorosa. Não precisa muito pra ele dizer que quer se casar com ela. Insiste tanto que ela aceita. A verdade é que desde o princípio ela também havia se encantado com a simplicidade e o coração puro de Risvan.

Mandira já tinha um filho de outro casamento, o Samir, e era hindu. Fosse na Índia, esse casamento aconteceria debaixo de mil e duas dificuldades, a começar pela diferença de religiões, já que Risvan é muçulmano. Mas sua mãe havia lhe ensinado somente duas diferenças, e era só isso que importava.

O casamento decorre muito bem até chegar o dia 11 de setembro de 2001. Nesta data, não temos como esquecer, ocorreram os ataques às torres gêmeas, em Nova Iorque, e ao Pentágono, em Washington. E, também nesta data, tem início uma nova era de recrudescimento da xenofobia nos EUA e no mundo, principalmente contra muçulmanos. Pouco a pouco, a vida de Risvan e sua família começa a virar um inferno, afetando inclusive Samir.

O que por fim acontece não irei contar, para resguardar a emoção. Mas é a partir daí que Risvan promete à sua esposa ir de encontro com o presidente dos EUA e dizer a ele uma única frase: “My name is Khan and I’m not a terrorist” (Meu nome é Khan e eu não sou um terrorista). E é daí que a jornada começa e é daí que o link com o começo do filme é feito, já que tudo isso são apenas recordações que ocorrem nessa peregrinação de Risvan em direção ao presidente estadunidense.

E no caminho há uma oposição ultra óbvia a George Bush e um reverenciamento ultra óbvio a Barack Obama, embora nenhum nome seja citado. Também há uma lembrança ultra óbvia com a tragédia do furacão Katrina em Nova Orleans e as populações negras desassistidas. No filme, o furacão passa no estado da Geórgia. E, nesta comunidade negra, que seja feito um merecido destaque à Mama Jenny e seu filho, que acolheram Risvan em sua passagem por lá.

E claro, também é ultra óbvia a inspiração no filme estadunidense Forrest Gump, com Tom Hanks. Há várias referências a ele e isso não se esconde. Mas a história é outra.

A mensagem que o filme passa é algo primoroso, escolher entre o perdão e a raiva, dessa forma podemos nos perguntar:

– Como anda nosso coração.

Um dos melhores filmes que já assisti.

Os melhores filmes indianos: Black, Taare e hoje Khan.

Vale a pena conferir

postado por meupoder, às 07:20

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