À procura de ilustração dos macacos (não ouço, não vejo, não falo) para a próxima inserção, encontrei esta pérola.

Observem que a ilustração tem crédito.

Arigatô, Samara!

 

Não ouço! Não vejo! Não falo!

Postado por Samara em Nov 7, ’07 8:44 AM para todos

Os três macacos se chamam Iwazaru (não falo o mal), Mizaru (não vejo o mal) e Kikazaru (não ouço o mal) e pregam uma filosofia que vem de uma lenda japonesa.
Segundo ela, durante o sono, três lombrigas malignas chamadas sanshi deixam os corpos das pessoas para relatar aos reinos do céu os pecados que souberam de cada um. Esta filosofia é uma forma de enganar as sanshi, pois se cada pessoa não ouvir, ver ou falar sobre os pecados uma das outras, as sanshi não terão o que denunciar.

Qual a origem daqueles três macacos que um não vê, o outro não escuta e o terceiro não fala?
Os macaquinhos, conhecidos como ‘Três Macacos Sábios’, ilustram a porta do Estábulo Sagrado, um templo do século 17 localizado na cidade de Nikko, no Japão. Sua origem é baseada em um trocadilho japonês. Seus nomes são ‘mizaru’ (o que cobre os olhos), ‘kikazaru’ (o que tapa os ouvidos) e ‘iwazaru’ (o que tampa a boca), que na língua é traduzido como ‘não ouça o mal’, ‘não fale o mal’ e ‘não veja o mal’. A palavra ‘saru’, em japonês, significa ‘macaco’ e tem o mesmo som da terminação verbal ‘zaru’.
O folclore japonês diz que a imagem dos macacos foi trazida por um monge budista chinês, no século 8. Apesar disso, não há comprovação dessa suposição.

Grilos na cabeça e borboletas nos pés – Não ouço! Não vejo! Não falo!

Anúncios