Da Itália nós partimos

Histórias e esperanças de imigrantes emiliano-romanholos no Brasil e de seus descendentes que vivem em Salto, Itu e Sorocaba (São Paulo)

Autor: Pierantonio Zavatti, nascido em Forlí (Itália) em 1943, é professor de matérias literárias, jornalista, membro da consulta dos emiliano-romanholos no mundo e conselheiro regional das Associações Cristãs de Trabalhadores Italianos – ACLI ou Acli.

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A Gráfica Igil é responsável por calendários (ou folhinhas, como chamamos carinhosamente] espetaculares que sempre enviou ao meu pai, Agenor Bernardini, dentro do relacionamento comercial e de amizade, mantidos há mais de 50 anos. Atualmente, quem o recebe é meu irmão, Washington Luiz, que me emprestou o exemplar do livro citado nesta inserção.

Meu interesse pelos imigrantes italianos se justifica pelo fato de meus bisávos Micai e Bernardini (lado paterno) serem “oriundi”.

Mantenho, no MyHeritage.Com, uma árvore genealógica da família Bernardini (bisavós Pietro e Maria Fortunata Bernardini) que foi montada a partir das informações e fotos obtidas com os descendentes.

Foi com imensa alegria que tomei conhecimento desse lançamento do livro Da Itália nos partimos, com um exemplar nas mãos, porque, além de ser um testemunho do bom relacionamento do autor, Pierantonio Zavatti, com o Brasil, é, também, uma homenagem aos 400 anos de Itu.

Tomo a liberdade, portanto, de redigitar a apresentação de Silvia Bartolini, Presidente da Consulta dos emiliano-romanholo no mundo, página 09:

“Na perda de sentido que caracteriza grande parte da informação proveniente da comunicação em massa cotidiana, creio que seja prudente, como faz Pierantonio Zavatti neste volume, ocupar-se de memórias, de estórias vivivadas, ricas de sentido e que representam uma condição humana especial: a emigração, a diáspora, a erradicação.

Como consultor representante das Acli regionais e, sobretudo, pela sua vocação forte para o ensino, Zavatti esclarece o sentido de comunidade e da transmissão do saber contando estórias.

A partir de sua longa experiência no Brasil, aonde conduziu cursos de língua italiana para a comunidade de Salto e Itu (duas cidades no interior do estado de São Paulo, onde fundou um círculo Acli), nasceram estas memórias ítalo-brasileiras, que pertencem a uma história coletiva de emigração partida da Emilia-Romagna e que se dispersou em tantas regiões, em tantos micro-cosmos habitados pelas famílias cujas vidas são aqui contadas por meio de testemunhos diretos, muitos dos quais com desdobramentos poéticos. Não faltam os pontos de vista das novas gerações, para ligar o fio vermelho da memória na complexidade do presente, muitas vezes fadada ao esquecimento.

Da profundidade do tempo, estas estórias, hoje relatadas superficialmente por Zavatti, pertencem a todos nós e são resgatadas graças ao trabalho de pesquisa que cabe às tarefas da “Consulta degli Emiliano-romagnoli nel mondo” (Consulta dos emiliano-romanholos no mundo).

Não quero acrescentar nada mais, deixando a vocês a leitura de ‘Da Itália partimos’, título que faz referência ao primeiro verso de ‘Mérica Mérica’, antiga música de emigração.

Concluo relembrando apenas que, na minha função de presidente da Consulta, encontrei muitas comunidades emiliano-romanholas no exterior, e que esta de Salto e Itu se distingue pelo entusiasmo, pelo planejamento, pela capacidade de reformular as manifestações culturais que levaram à sua criação em território estrangeiro, graças ao presidente Amauri Chaves Arfelli e a todas as pessoas que colaboram com ele para manter vivas e fortes as origens emiliano-romanholas em comum”.

Como diziam nossos antepassados: Que belo!