Bolsa-Família inibe expansão do emprego formal no interior sábado, out 31 2009 

Em 25/10/2009, minha prima Maria Adelaide enviou a reportagem do jornal “O Globo”, daquele dia, com o seguinte comentário:

“Uma longa reportagem do Globo de hoje.  É muito triste esta situação, pois a gente vê que os empregos formais não vão surgir nesses lugares, pois a miséria é tanta que trabalhar sem carteira assinada recebendo R$100 parece uma boa opção”.

Minha prima, inteligente como é, abordou as idéias do texto, não criticou nomes. O texto, por sua vez, é excelente, porque não se fixou em filosofia político-partidária, não criticou nomes; mostra a distorção num programa que pretendia equilibrar a situação econômica da população de baixa renda, propiciando oportunidades democráticas de desenvolvimento sócio-econômico. Todavia, por causa da distorção na aplicabilidade do programa, o programa criou mais um “cabide” para oportunistas (aqueles que “distribuem magnanimamente” bolsas-família) e, assim, a população de baixa renda se encontra, como sempre, entre a cruz e a espada, alvo de críticas de que depende de paternalismo, de populismo, sem perspectiva de se tornar independente da "caridade" para sobreviver.

Quando, Sinhá, educação, saúde e moradia serão, de fato, o tripé para que não haja tanta desigualdade social?

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Bolsa Família inibe expansão do emprego formal no interior

Em cidades onde o programa beneficia 71% das famílias, trabalho chega a 1,3% da população.

Criado para reduzir a miséria, o Bolsa Família, maior programa social do governo federal, não gerou empregos no interior do país. Em 85 municípios onde o programa atinge em média 71% das famílias, o emprego com carteira assinada só alcança 1,3% da população. Em Presidente Vargas, no Maranhão, onde 80% das famílias são atendidas pelo programa, empregos formais são contados nos dedos de uma mão: 4, para 10,2 mil habitantes, relatam os enviados REGINA ALVAREZ e SÉRGIO MARQUES. Gestores reconhecem que o programa pode levar à acomodação e que é difícil fazer funcionar as chamadas portas de saída. E a baixa escolaridade, aliada à falta de capacitação, dificulta o crescimento profissional.


Onde o emprego formal quase não existe

Nas 85 cidades do país com maior cobertura do Bolsa Família, só 1,3% da população trabalha com carteira assinada

Regina Alvarez PRESIDENTE VARGAS (MA)

A estrada de chão batido, repleta de buracos e restos de asfalto ordinário, avança no meio do coqueiral e leva a Presidente Vargas, a 190 quilômetros de São Luís. A terra batizada com o nome do pai da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não tem emprego formal. O que se vê é uma legião de apartados, dependentes do auxílio oficial para o sustento da família.

O emprego formal é praticamente inexistente nos municípios no topo da lista de beneficiários do Bolsa Família.

Em Presidente Vargas, contam-se nos dedos de uma mão empregos com carteira assinada no setor privado.

O município tem 10 mil habitantes e 2.292 domicílios; 1.832 famílias (80%) recebem o auxílio do governo e só quatro pessoas têm emprego com carteira, segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho.

Entre os cem municípios com maior cobertura do programa, 85 têm informações disponíveis sobre emprego formal. Juntos, abrigam um milhão de habitantes e 259 mil domicílios, sendo que 184,3 mil famílias recebem o Bolsa Família – 71%. Já os empregos com carteira assinada no setor privado somam 14,1 mil, o equivalente a 1,3% dessa população.

A precariedade do emprego formal nessas cidades – municípios pobres, com população abaixo de 30 mil habitantes – não tem relação direta com a concessão do Bolsa Família.

Existem barreiras anteriores ao programa que impedem o acesso dos trabalhadores a empregos: a baixa escolaridade e a falta de capacitação profissional.

As parcas vagas com carteira assinada no comércio de Presidente Vargas exigem ensino médio.

“Há interesse, mas falta estudo”.

Mês passado, surgiu uma vaga de vendedor “fichado” no Armazém Paraíba, rede de varejo presente em cinco estados do Nordeste. O gerente Raimundo Nonato Cardoso aplicou testes em seis candidatos, mas só um se classificou para a segunda fase. Na loja, que vende móveis e eletrodomésticos, há três funcionários, todos com carteira assinada.

– Há interesse, mas falta estudo. A maioria das lojas não assina carteira. Aqui assinamos, mas exigimos qualificação – afirma Cardoso, que ganha salário mínimo mais comissão, e chega a tirar R$ 800 num mês de boas vendas.

Israelma Uchoa Mendes, de 22 anos, casada, é caixa da Credinorte, loja de móveis e eletrodomésticos, e tem salário de R$ 465 na carteira.

Faz faculdade de Pedagogia.

– Muitas moças daqui que concluíram o ensino médio trabalham em casa de família para ganhar R$ 100.

Não é só emprego formal que falta em Presidente Vargas. Faltam estradas, infraestrutura, presença do Estado e da iniciativa privada na geração de emprego.

Os beneficiários do Bolsa Família não estão no mercado formal nem no informal. O programa mantém as crianças na escola, mas a maioria das famílias está acomodada com o benefício, que varia de R$ 22 a R$ 200. Elas têm medo de perdê-lo ao adicionar outra fonte ao rendimento familiar. Assim, não demonstram interesse em cursos de qualificação profissional.

– Relutei em aceitar a ideia, mas é a realidade. As famílias estão acomodadas, e não tem sido fácil tirá-las da acomodação. Acreditam que podem se manter com cento e poucos reais – afirma Ivete Pereira de Almeida, secretária de Assistência Social da prefeitura de Presidente Vargas.

Responsável pelo Bolsa Família no município, Ivete organiza cursos de qualificação por meio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), com apoio do Ministério do Desenvolvimento Social. Cursos de brinquedos, arranjos, alimentação alternativa foram ministrados, mas as tentativas de inserção no mercado de trabalho foram frustradas.

Exemplo é o esforço de organizar as quebradeiras de coco babaçu em cooperativa e submetê-las a treinamento para aproveitar todas as potencialidades da fruta, abundante na região. Das 70 mulheres que começaram o curso, só três concluíram e conseguiram vender a primeira produção.

– No curso, aprenderiam a retirar o mesocarpo (massa sob a casca do coco), que vale R$ 10 o quilo. Preferem quebrar o coco e vender a amêndoa por R$ 0,90 o quilo – diz Ivete.

– Quebro, uso o azeite e a casca como carvão. O curso era difícil. Dá trabalho tirar esse mesocarpo – diz Maria dos Reis Nascimento, 53 anos, cinco filhos, que vive do Bolsa Família e da pensão do INSS do marido.

Nestor Holanda, de 63 anos, a mulher, filhos e netos moram em uma casa de taipa nos arredores da cidade. A família deixou a roça. Os meninos frequentam a escola, pois se faltarem perdem o benefício. A frequência escolar é uma das condicionalidades do programa, junto com a vacinação das crianças e pré-natal de gestantes.

– A geração de trabalho e renda é opcional (no programa). Como não há condicionalidade, as famílias se acomodam – destaca Ivete.

– Não dá para exigir condicionalidade.

Não há oferta de trabalho, não estamos no mundo do pleno emprego.

Infelizmente, a política de trabalho não é universal – pondera Camile Mesquita, secretária substituta da Secretaria Nacional de Renda da Cidadania.

– Tudo isso está sendo feito. Em alguns lugares com sucesso, outros nem tanto. A preocupação não deve ser só do governo federal, mas também de estados e municípios.


Quebradeiras de coco se unem no Maranhão

Grupo espera máquina e convênio

PRESIDENTE VARGAS (MA). De bicicleta, Luzia Bezerra Abreu, de 35 anos, percorre em poucos minutos o caminho de terra que separa a casa minúscula, onde mora com os cinco filhos e dois netos, da Associação das Quebradeiras de Coco Mulher na Luta, em Presidente Vargas. Ela comanda a associação e personifica o que está escrito na fachada do prédio de tijolos brancos que há muito não recebem uma mão de cal. Mulher guerreira, Luzia não tem marido, assim como a maioria das mulheres daquela família, mas está na luta. Com a ajuda do pai, tenta construir uma fonte complementar de renda aos R$ 170 que recebe do Bolsa Família.

Tímida, põe-se a falar sem parar quando o assunto são as potencialidades do coco de babaçu.

– Dá para utilizar tudo do coco. A pindova (palmito) dá para fazer com arroz. O mesocarpo é muito rico. Na alimentação, é como remédio. É usado até no tratamento de câncer – afirma, com entusiasmo.

As propriedades terapêuticas do mesocarpo, massa entre a casca e o caroço do coco, são comprovadas cientificamente. No Maranhão, pesquisas mostram o uso bem-sucedido do pó do mesocarpo de babaçu no tratamento de feridas crônicas, úlceras gástricas, duodenais e outras inflamações, na prevenção de tumores e no tratamento de diabetes.

Em outras regiões do estado, como no Vale do Itabecuru-Mirim, existem fábricas que exploram as potencialidades do coco em escala comercial.

Com a farinha pode-se fazer bolos, biscoitos, tortas. O azeite retirado da amêndoa serve para fazer sabão e sabonete. Da casca se faz artesanato. São muitas possibilidades.

Luzia quer seguir esse caminho. Reuniu na associação 50 quebradeiras de coco, que se revezam no trabalho de produzir a farinha do mesocarpo, feita de forma artesanal, com uma faca.

Não é fácil raspar o coco e obter a farinha, como explica dona Maria dos Reis, que vive com o marido aposentado e os cinco filhos numa casinha de taipa com tijolos de barro à mostra. Tadeu, o pai de Luzia, confirma que o trabalho é demorado e minucioso. A camada do mesocarpo é fina e dura, mas ele vai raspando com uma faquinha de gume afiado.

Tadeu e Luzia estão na expectativa de receber uma máquina que vai fazer esse trabalho. O equipamento vai ser fornecido por um programa de incentivo do governo do estado à geração de emprego e renda.

Com a máquina nova para retirar o mesocarpo, as quebradeiras esperam fechar um convênio com a prefeitura local para fornecer a farinha às escolas, que irão adicioná-la à merenda dos alunos. Rico em nutrientes, o produto é um poderoso aliado contra a desnutrição.

– Se tudo der certo, vai dar para tirar meio salário mínimo, além do Bolsa Família. E, depois, quem sabe um pouco mais. Não dá para ficar acomodada. Tem que ir à luta – diz Luzia.

 

Comércio repassa verba e fica com troco

‘Se o benefício é de R$ 102, eles pagam R$ 100 e dizem que tem que pegar alguma coisa no valor de R$ 2’

Regina Alvarez Enviada especial

CAJAPIÓ E PRESIDENTE VARGAS (MA). Sem agência bancária nas cidades, todo mês, 3.300 benefícios do Bolsa Família são pagos pela Caixa por meio de máquinas instaladas em pequenos comércios, e os abusos são recorrentes.

Quem recebe um valor quebrado, de R$ 112 ou R$ 132, por exemplo, tem que levar R$ 2 em mercadorias do próprio estabelecimento.

Na maioria dos casos, são os comerciantes que digitam a senha do cartão do beneficiário e boa parte do dinheiro já fica por ali para pagar a “compra fiado”.

– Eu peço troco (dinheiro trocado) no Bradesco, mas é difícil.

Se não tem troco, o jeito é levar os R$ 2 em mercadorias – diz José de Ribamar Amaral.

Proprietário do Comércio do Amaral, ele é o “correspondente bancário” credenciado pela Caixa em Cajapió, um pequeno município de dez mil habitantes, distante 330 quilômetros de São Luís, se o percurso for feito por terra.

Amaral acha tudo perfeitamente normal. Tem conta no Bradesco de uma cidade vizinha e todo final de mês retira os recursos do Bolsa Família para repassar às 1.500 famílias que recebem o benefício no seu município. Também não vê problema em digitar a senha na hora de sacar o dinheiro do caixa.

– O problema é que 90% não sabem digitar. Me dão a senha e eu digito.

Na última terça-feira, dia de pagamento do benefício, ele estava por lá, mas só para explicar para as mulheres que foram receber o dinheiro que a máquina estava quebrada. Veridiana de Jesus, de 24 anos, três filhos, foi receber R$ 134, mas perdeu a viagem. Ela confirma a história do troco e das “compras a crédito”.

Em Presidente Vargas, acontece a mesma coisa.

– Se o benefício é de R$ 102, eles pagam R$ 100 e dizem que tem que pegar alguma coisa no valor de R$ 2 – diz Maria do Espírito Santo, 25 anos, dois filhos, moradora de Presidente Vargas.

“É crime”, diz secretária.

O município tem 1.800 beneficiários do Bolsa Família, que enfrentam todo mês filas enormes debaixo de um sol escaldante na frente do Armazém do Puluca. Este é o apelido de Edson Nicário, dono do único estabelecimento credenciado para o pagamento do auxílio federal.

Os abusos cometidos pelo comerciante já foram denunciados ao Ministério Público e à superintendência da Caixa, em São Luís, mas nenhuma providência foi tomada, informa a secretária de Assistência Social da Prefeitura de Presidente Vargas, Ivete Pereira de Almeida.

– Esse procedimento é completamente irregular. É crime. O ministério vai apurar.

A Caixa tem uma relação contratual com o ministério. Outras irregularidades detectadas já resultaram em diversos descredenciamentos – afirma Camile Mesquita, secretária substituta do Bolsa Família.

Ela explica que o ministério está tentando melhorar os sistemas de pagamento com um programa de inclusão bancária, que permitirá aos titulares dos cartões movimentarem uma conta, como se fosse um cartão de débito.

O Bolsa Família atende mais de 11 milhões de famílias – em torno de 44 milhões de pessoas – em todo o país, a um custo anual de cerca de R$ 12 bilhões.


‘Seria melhor que o governo desse emprego’

Beneficiária reclama do preço dos alimentos e lamenta que roças estejam sendo abandonadas
CAJAPIÓ E PRESIDENTE VARGAS.

Maria Raimunda Martins, de 68 anos, aposentada, recebe R$ 80 mensais do Bolsa Família, pois cria uma neta em idade escolar. Beneficiária do programa federal, está vendo as roças encolherem ou desaparecerem em Presidente Vargas.

As famílias estão se mudando para a cidade e agora compram tudo no armazém.

– Não se vê um pé de macaxeira plantado, mas tem muita pobreza, pois as coisas são caras por aqui. Um litro de óleo custa R$ 4, um quilo de arroz, R$ 2. Seria melhor que o governo desse um emprego. Todo mundo teria salário – afirma.

Araildes Rodrigues Santos, de 36 anos, coordenadora da Pastoral da Criança no município, vive no dia a dia o desafio de combater a desnutrição infantil.

Recentemente, a Pastoral promoveu um curso de alimentação alternativa, para mostrar como se usam cascas de banana, caju, folhas de mandioca e outros ingredientes disponíveis na região para fazer pratos nutritivos e saborosos e, quem sabe, tirar dali uma nova fonte de renda.

– Tinha 20 vagas, mas só cinco mulheres fizeram o curso.

As famílias não demonstram interesse nos treinamentos.

Não dão continuidade ao trabalho (de treinamento e qualificação). Recebem o recurso e se acomodam. Isso é real – afirma Araildes.

A Pastoral trabalha com 120 voluntários e produz uma multimistura que combate a desnutrição, formada por folhas e sementes de alimentos da região.

Atende, no momento, 50 gestantes, 1.500 crianças e 500 famílias.

– Antes tinha plantação de arroz e macaxeira. A roça diminuiu e agora compram os alimentos no comércio. O Bolsa Família era para ser um complemento, mas as famílias usam o benefício como única e exclusiva fonte de renda.

A própria Araildes é um exemplo de força de vontade – casada, três filhos, cuida da casa, faz trabalho voluntário na Pastoral, trabalha no programa Pró-Jovem como orientadora social e ainda estuda pedagogia num curso de extensão da Universidade do Maranhão, nos fins de semana.

Ela acredita que, se as condicionalidades aumentarem, a tal porta de saída para o Bolsa Família pode virar realidade.

– Não tem jeito. O povo só vai sob pressão.

Alunas do curso de manicure venderam os kits Em Cajapió, a realidade é semelhante.

Marinalva Petrosa, assistente social gestora do programa, conta que recentemente foi oferecido um curso de manicure, mas participantes venderam os kits fornecidos no treinamento. Outra barreira identificada nesses treinamentos é o analfabetismo.

– Às vezes, as pessoas são chamadas, mas se sentem inibidas.

Os homens, principalmente, não aceitam participar – relata o coordenador do programa em Cajapió, Alteredo Jesus Costa Filho.

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Vingança não é justiça quarta-feira, out 28 2009 

Vingança não é justiça

A vingança é um sentimento torpe, baixo e mesquinho, próprio das pessoas que não se conformam com perdas e frustrações. Tais pessoas conseguem alimentar um sentimento de raiva até às raias do desequilíbrio. Invariavelmente, elas também trabalham arquitetando a maldade, dando o troco muitas vezes com bastante frieza e premeditação. Não sossegam até atingir o alvo que planejaram: destruir o outro com palavras e ações de uma forma sub-reptícia ou até bem direta. Algumas vezes, por covardia ou incompetência, essas pessoas partem para descontar suas frustrações em quem não tem nada a ver com a história. Que pobreza de espírito, não leitor?

Já a justiça, em si, não tem nada a ver com vingança. A justiça é a reparação de um mal cometido sem causa. Ela é um direito de todos os seres humanos feridos em sua honra, dignidade e patrimônio. Quando a pessoa é injustiçada, o mínimo que se exige não é uma vingança, mas, sim, uma boa retratação.

Pessoas de bom caráter também sentem suas raivas momentâneas. No entanto, devido à integridade que possuem, elas voltam rápido ao seu estado normal de equilíbrio e o que acaba prevalecendo, nelas, são a integridade e os valores éticos e morais com os quais foram criadas e formadas.

Bem, a justiça dos homens pode estar bem desacreditada pela maioria da população, mas resta sempre a justiça divina. Esta pode tardar, porém, acredite leitor, não falha nem falhará. Ela está ao lado das pessoas de bom caráter, que lutam para garantir seus direitos com todas as suas forças, mas jamais cometem o erro de praticar a justiça com as próprias mãos. Isso, embora, muitas vezes, dê uma tremenda vontade de fazer, devido à falência das nossas instituições jurídicas…

(Maria Helena Brito Izzo é terapeuta clínica e familiar. Revista Família Cristã, ano 67, n.º 784, abril/2001.)

Maria Lúcia Bernardini, digitado em 07/05/2001; arquivado em disquete.

Fábula do Porco-Espinho (Reflexões e Utopias) quinta-feira, out 15 2009 

Recebi o texto, no corpo da mensagem eletrônica, “vurgo” e-mail, de minha prima Maria Adelaide.

Acompanhada de várias fotos de um porco-espinho filhote, não pedi permissão à minha prima para incluir as fotos aqui, porque, exímia fotógrafa, desconfio que as fotos pertençam a ela ou a amigos dela, com quem partilha em site específico.

Ao procurar pela “Fábula do Porco-Espinho”, encontrei o endereço abaixo, que recomendo não só por conter a fábula como, também, outras inserções.

Assim que postar isto (meu micro já estava com o horário de verão, que odeio! Eta pressa em alterar a hora, sô!, mas já acertei o relógio), colocarei esse site em “Favoritos”.

Fábula do Porco-Espinho « Reflexões e Utopias

ABI: O valor da vírgula domingo, out 11 2009 

Postado em julho de 2009, no site “Estratégia Empresarial”, recebi como mensagem eletrônica, no corpo do texto, do primo Tadeu, o mesmo que enviou aquele anexo em “pps” com a canção “Volver a los 17”, Mercedes Sosa e Milton Nascimento (ainda não abriu esse anexo de pasta “Público” do meu espaço?).

O valor da vírgula foi a campanha de 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa e pode ser visto ou revisto aqui:

ABI: O valor da vírgula « Estratégia Empresarial

Em forma de texto e vídeo do YouTube.

Erros Historicos – apresentação Microsoft Power Point “pps” quarta-feira, out 7 2009 

Recebi a apresentação “Erros Históricos” de minha prima Maria Adelaide, a quem agradeço o envio.

Ao buscar pelo título, encontrei a postagem dessa apresentação em um site denominado “Slideshare”.

Considerei que não deveria postar a apresentação na pasta “Público” de meu espaço, mas promover o acesso a “Erros Históricos” e apresentações relacionadas, bem como dar a oportunidade, a quem se interessar, de não só cadastar-se no site com enviar suas produções.

Bom proveito.

Erros Historicos

 

“Volver a los 17”, Mercedes Sosa e Milton Nascimento terça-feira, out 6 2009 

A apresentação do Microsoft Power Point “Volver a los 17” foi postada em 24/09/2008, na pasta “Público” do meu espaço.

De Violeta Parra, os intérpretes são Mercedes Sosa e Milton Nascimento.

A configuração é magnifíca. Vale conferir, clicando no link:

Volver a los 17_enviado por Luiz Tadeu Godoy.pps – Windows Live

Mercedes Sosa – 09/07/1935 – 04/10/2009 terça-feira, out 6 2009 

Haydée Mercedes Sosa

Nasceu em San Miguel de Tucumán, Argentina em 09/07/1935.

Morreu em Buenos Aires, Argentina, em 04/10/2009.

Como muitos, eu a conhecia por causa de uma canção, embora soubesse que era uma ativista e ficou no exílio durante a ditadura argentina.

Para saber mais:

Mercedes Sosa – Wikipédia, a enciclopédia livre

Não sei muito de TI, mas tomo algumas precauções domingo, out 4 2009 

TI é Tecnologia da Informática.

Meus conhecimentos em informática se resumem à utilização do microcomputador. Quando no exercício do Magistério Público, principalmente para preparar, desenvolver, aplicar, fazer controles de ausências, de conceitos durante o bimestre, de médias bimestrais e média final, de controle de ausências semestrais… enfim, tudo o que se relacionasse ao exercício de minhas atividades pedagógicas. Tudo o que produzi, já de posse de microcomputador, está arquivado em disquetes. Vez ou outra, a impressora “emperrava”, mas pude imprimir o que era absolutamente urgente em impressora de uma pessoa amiga em especial. Não citarei o nome dela, porque não pedi permissão a ela para fazê-lo.

Vez ou outra, também, inexplicavelmente, o que eu salvara em disquete, ao ser aberto em outro micro, de um de meus irmãos, por exemplo, o disquete se degradou.

Com o passar do tempo, minha mania persecutória ficou mais aguçada. Será que consegui expressar, nas entrelinhas anteriores, o motivo de minha mania persecutória?

Três ou quatro vezes, acho que até mais, meu microcomputador precisou de ser “reformatado”. Minha mania persecutória me avisava que o motivo seria – não, não era vírus – porque quem estava mexendo em meu micro, lá do outro lado de uma tela que se abria assim que eu ligava o micro, estava prestes a ser detectado (recuso-me a tirar o “c” dessa palavra; “detetado” não me é familiar). Assim, perdia todos os “Favoritos” (mas não meus Planos de Aula nem meus controles sistemáticos de ausências de alunos, tarefas cumpridas por eles, notificações à diretoria de péssimos comportamentos de alunos, suas ausências, suas necessidades de repor as aulas, os direitos e os deveres tantos meus quanto dos alunos sob minha responsabilidade, enfim, tudo impresso e arquivado em disquetes).

Houve um tempo – bom tempo – em que o sistema de segurança do micro – que assino desde 2002 – registrava IPs e localização geográfica daqueles que o Norton System Works acusava como tentativa de invasão. Fiz o “backup” de tudo isso: em disquete e impressão.

Antes de perder o HD de meu micro, em setembro de 2008, já adquirira o bom hábito de arquivar em CDs as mensagens enviadas, recebidas, enviadas a mim mesma dos dois endereços eletrônicos que tenho – já contei que recebi e imprimi, há uns quatro ou cinco anos, uma mensagem com endereço do UOL destinada a uma professora, remetente uma agência de viagem, com a única diferença de que se destinava a “Maria Luisa” e, pelo teor não era para mim? já contei, também, dos inúmeros telefonemas que dei para denunciar aos provedores o que estava acontecendo e fui tratada como uma extraterrestre, como se o que eu digitava ou falava não pudesse ser entendido? – e, atualmente, tenho um HD que, supostamente, foi retirado de meu micro, porque se danificou E QUE TINHA O SISTEMA OPERACIONAL WINDOWS VALIDADO, ou seja, poderia ser atualizado a qualquer momento e inúmeros CDs com mensagens recebidas, enviadas e enviadas a mim mesma? Se já contei, reconto. Servirá para que alguém se precavenha.

E por que estou comentando isso?

Porque quem nunca utilizou a Internet para praticar o mal, não tem, em seus arquivos deletados ou atuais, vestígios ou provas de ter praticado o mal seja por “brincadeira” seja por motivos que minha razão não consegue alcançar.

Como iniciei esta inserção, não sou “expert” em TI, e o conselho “sempre faça um back-up” é muito vago, pois se eu fizer um “back-up” de meus arquivos e ficar com esse “back-up” dento do microcomputador, quando a CPU e o sistema operacional se desentenderem (ou outro sistema operacional quiser se impor e se sobrepor ou qualquer outra empresa que desenvolveu um “software” quiser se impor e sobrepor ao que temos) como recuperaremos esse “back-up”? De que tamanho tem que ser o disco de “back-up” para salvar todo o conteúdo do nosso microcomputador, incluindo o sistema operacional? Será que existe um vírus bomba-relógio que, depois de um tempo, danifica nossos microcomputadores, para que necessitem de reformatação?

Quando eu falava – e digitava – que tinha receio de técnico em informática que “enfiava” e retirava discos do microcomputador que eu não sabia de que se tratavam, era “crucificada” por meio de retaliações, de calúnias, injúrias e difamações. No entanto, com 5 milhões de psicopatas, quem me garante que não haja malfeitor, também, entre os técnicos em informática?

Não são todos, não, psicopatas ou lacaios do crime organizado.

Tudo leva a crer que, ao trocar a empresa de conserto de micro – diferente daquela que detectou que o HD estava “inconsertável” – acertei “em cheio” nas pessoas honestas: tanto a empresa quanto o técnico. Um dia destes, revelo o nome da empresa. É a mesma da qual adquiri meu primeiro microcomputador e meu primeiro “scaner”. Tive problemas com essa empresa, em pouco tempo depois das compras. No entanto, foi numa época em que o assediador-mor sabia de tudo o que acontecia em meu microcomputador e fora dele e, aparentemente, me caluniava, difamava e injuriava não apenas na empresa da qual adquiri o micro, mas em todos os estabelecimentos comerciais, dentro e fora de minha vida pessoal.

Caldo de galinha e precaução, embora pareçam, muitas vezes, excesso de preocupação, mania persecutória, fazem bem e nunca sabemos se os efeitos serão a longo prazo.

Olha o tempo passando! Depois de Deus, o melhor remédio para tudo é o tempo! 

A praia do carioca começa na Lapa: crônica – Blog da Ti: mãe, mulher domingo, out 4 2009 

 Recebi a mensagem de minha prima Maria Adelaide, em 30/09/2009, e fiquei encantada com o texto “A praia do carioca começa na Lapa”.

Porque o texto já está num “blog”, com o crédito da autoria e as fotos que ilustram esse texto, recomendo clicar no link, abaixo, para saber a história de um biscoito de polvilho que é uma tradição das praias do Rio de Janeiro, em especial a da Lapa, e quem é o dono da padaria – e sua maravilhosa história de vida – que possibilita que seres humanos tenham dignidade, vendendo biscoitos, principalmente na praia – e não vivam às custas de malandragem, perversidade ou sendo “laranjas” do crime organizado.

Milhões de parabéns a quem contou a história do Sr. Milton Ponce, que foi o jornalista Marcelo Migliaccio.

Grata ao Blog da Ti, mesmo que eu não tenha pedido permissão à Ti para copiar e colar o link dela aqui:

Grata ao jornalista Marcelo Migliaccio por ter abordado um assunto tão importante: a cidadania.

A praia do carioca começa na Lapa – crônica | Blog da Ti: mãe, mulher

Seu aquário virtual – Aquário para sua distração – Gustavo – 19/08/2009 quinta-feira, out 1 2009 

Shark break – Relax – Take a shark break

Quem não gosta de Power Point ou “pps” não tem idéia do potencial desse recurso nas mãos de pessoas competentes.

Quem não conhece proteção de tela com cenas do fundo do mar?

Pois este é um Power Point em que os animais do fundo do mar interagem com o mouse.

Seu aquário virtual_MAdelaide enviou.pps – Windows Live