Tenho assistido, num jornal televisivo de determinado canal, as acusações de comunidades contra determinados policiais, algo que, infelizmente, afeta toda a corporação.

Sempre pensei assim e já tive mais de uma oportunidade de ler, em textos de JORNALISTAS críveis – em virtude de suas ações, pois a credibilidade não é algo que se crie e, depois, sirva de leito, para dormir sobre ela, como se não nos tornássemos críveis por nossas ações, mas pela fama – que quaisquer denúncias, acusações, boatos devem ser confirmados, primeiro, junto à pessoa caluniada, difamada ou injuriada, porque, primeiro, precisamos analisar se não estamos “fazendo o serviço” para alguém que tem problemas gravíssimos de comportamento e quer livrar-se desses problemas jogando outros “na arena”, desviando a atenção de seus problemas reais.

Junto, agora, calúnia, policiais, crime organizado.

Quem combate o crime de peito aberto, literalmente, são os policiais municipais, estaduais, federais, cada um dentro de suas limitações estatutárias e com isso quero significar que não podem invadir seara alheia, porque estão restritos aos seus Estatutos.

Não penso que seja novidade alguma que o Brasil inteiro está contaminado pelo crime organizados – caso contrário, seria desorganizado – e, desse modo, em cada estrato social há mais de um representante do crime organizado, a quem me refiro como lacaios. Atentar bem: em cada estrato social, em cada empresa pública ou privada, em cada círculo social, há lacaios de plantão que, se não são os próprios responsáveis pelas calúnias, injúrias, difamações recebem as ordens para espalhá-las.

Expliquei bem ou preciso desenhar, estendendo-me mais do que deveria?

Não é novidade, também, que as ações policiais afetam o crime organizado que, muitas vezes, ocupa as funções do Estado em comunidades carentes e, desde há muito tempo, na própria sociedade organizada (que inclui as comunidades, cada uma delas com seus integrantes com histórias maravilhosas de vida), mas que alguns desses integrantes agem como lacaio, não tenho dúvida.

O crime organizado é um dos maiores responsáveis por disseminar calúnia, injúria, difamação com o objetivo de jogar areia nos olhos daqueles que deveriam analisar, com calma e firmeza, essas calúnias, injúrias, difamações, o que inclui qualquer cidadão, de que estrato social for.

Há, no entanto, dentro e fora da sociedade organizada, aqueles que são cruéis ou se tornaram perversos – por razões que não discutirei aqui, mas crueldade, perversidade são sintomas de personalidade com distúrbio – e que têm prazer em ouvir, criar e espalhar calúnias, injúrias, difamações, sentem prazer diante da desgraça alheia.

Só Deus sabe os objetivos reais de perversos, de cruéis.

Estão a serviço do crime organizado – na maioria das vezes, sem saber disso – insiro, portanto, a imagem de um manual, publicado pela Superinteressante de dezembro 2008, que ensina como se livrar do crime organizado.

Talvez, até que me provem o contrário, as denúncias contra policiais (que devem ser investigadas, porque é um direito de quem denuncia) não sejam, na verdade, uma das ações do crime organizado, para jogar areia nos olhos de quem está investigando as ações do crime organizado, para que os criminosos, de fato, não sejam penalizados.

Como escapar do crime organizado_Super_dez 2008_editada

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