Falta fiscalização no ensino à distância quinta-feira, jul 23 2009 

Sugestão de leitura informativa que encontrei na Página do Mês de Maria Adelaide:

http://www.geocities.com/adelaide.geo/pagimes.htm

Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=64213

7. Falta fiscalização no ensino a distância

Meta do MEC, no momento, é garantir a qualidade no segmento da graduação. O da pós fica para depois
Em 2000, eram 1.682 alunos em todo o país. Em 2007, já havia 396.766. E, ano passado, eram 760.599, sendo 72% (551.860) de instituições particulares. Isso considerando apenas a graduação. Os números da educação a distância (EaD) no Brasil são sempre dessa ordem, superlativos.
O problema é que o Ministério da Educação, apesar de credenciar as instituições de ensino, não acompanhou essa proliferação no mesmo ritmo: só ano passado, começou a fiscalizar o segmento. E, na pós-graduação, essa supervisão da qualidade ainda está longe de acontecer. Por isso, todo cuidado é pouco na hora de escolher uma especialização do gênero.
Instituições tradicionais ampliam leque de cursos
De acordo com a Secretaria de Educação a Distância do MEC, por enquanto, o foco são os cursos de graduação. O Brasil tem 33 instituições credenciadas para oferecer apenas pós-graduação lato sensu e 145 para graduação e pós. Dessas, somente 109 tinham alunos em 2008. A meta é terminar de fiscalizar todas até dezembro.
No ano passado, 13 delas, que concentram 61% do total de estudantes, passaram por supervisão. Nenhuma foi descredenciada, mas foi suspenso o ingresso de novos alunos em 3.561 polos de educação. Seis assinaram termo de compromisso para se adequarem a referenciais de qualidade publicados em 2007. As outras sete negociam a assinatura.
Enquanto os olhos não se voltam para a pós-graduação, vale confiar em instituições de tradição. A Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, tem 11 MBAs nessa modalidade, em áreas variadas como finanças, construção, negócios, administração, marketing, entre outras.
No início, eram só dois cursos. Hoje, a escola ainda participa do Open Course Ware Consortium (OCWC), um consórcio formado por instituições de vários países que oferecem conteúdo e material de graça pela internet.
— A proliferação da educação a distância no Brasil vai se acelerar, pois o mito de que cursos assim não funcionam está cada vez mais longe. A vida moderna e a facilidade do uso da tecnologia também favorecem essa modalidade de ensino, já que cada um pode se adequar segundo sua agenda. Fora o fato de que essa é uma das formas mais efetivas de democratizar o conhecimento — destaca o diretor-executivo da FGV online, Stavros Xanthopoylos, que só faz uma ressalva: — Estudar a distância requer mais disciplina e dedicação do que no modelo tradicional.
Contrariando a tese de que o ensino a distância não permite que alunos travem um relacionamento pessoal, próximo, a coordenadora de pós a distância do Senac-Rio, Céri Amaral, aponta a interatividade como outro fator que explica o crescimento desses cursos — a instituição começou, em 2005, oferecendo duas especializações e já conta com oito: — É possível ter um relacionamento interpessoal mais afetivo, interatividade maior e acesso a métodos diferentes.
O professor Xanthopoylos tem opinião semelhante:
— A educação a distância facilita a aproximação, ainda que virtualmente. O “networking” pode ser mais efetivo.
Patrícia Daher, de 40 anos, está terminando uma pós em “Educação a distância” pelo Senac e sentiu a mesma coisa:
— A educação a distância reúne diversas pessoas de lugares distintos ao mesmo tempo, e promove a interatividade. Além disso, ela também pode ser vista como uma ferramenta de inclusão social. Um indivíduo mais tímido se sente mais à vontade para se expor.
‘Área relativamente nova e de grande importância’
Patrícia foi professora do ensino fundamental por dez anos. Além de educadora, é formada em arquitetura e urbanismo. Resolveu fazer esse tipo de especialização porque queria otimizar seu tempo e aprender um pouco mais sobre a ferramenta. E se apaixonou pelo tema. Hoje, trabalha como desenhista instrucional para projetos corporativos.
O nome é complicado, mas trata-se do profissional que garante a qualidade do material didático na modalidade a distância. É ela que define como o conteúdo do programa será organizado, para se obter o máximo de aprendizado:
— É uma área relativamente nova e de grande importância, como a educação a distância.
(O Globo, 21/6)

Jornal da Ciência

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Vergonha de quem?, de Cristovam Buarque, 25/05/2009 quinta-feira, jul 23 2009 

Texto enviado por Maria Adelaide em 17 de julho de 2009, com comentários pessoais excelentes, para justificar o envio do texto [de 25/05/2009]. Evito copiar e colar os comentários de Maria Adelaide porque não pedi permissão a ela para isso e a página que mantém, na WEB, demonstra essa excelência da parte dela:

http://www.geocities.com/adelaide.geo/pagimes.htm

Vergonha de quem? – O Globo – 25/5/2009

Cristovam Buarque

No sábado passado, estava em Londrina, no Paraná. Lá, vi num adesivo de carro o lema: "Tenho vergonha dos políticos brasileiros". Pensei em copiá-lo, adaptando o texto para: "Tenho vergonha dos motoristas brasileiros". Afinal, se temos vergonha dos políticos, tenhamos também dos motoristas, já que somos o país com maior índice de assassinatos no trânsito. Nossos motoristas são tão assassinos quanto os políticos são ladrões. Mas não vou generalizar: há motoristas cuidadosos, e há políticos decentes.

Pensei que a lista de adesivos poderia ser bem maior. Alguns exemplos seriam: "Tenho vergonha dos profissionais liberais brasileiros", porque nos perguntam se queremos pagar com ou sem recibo; ou "Tenho vergonha dos contribuintes brasileiros", porque aceitam sonegar impostos; ou "Tenho vergonha dos alfabetizados brasileiros", porque são capazes de conviver tranquilamente com 14 milhões de compatriotas incapazes de ler, de reconhecer a própria bandeira. Ou ainda, "Tenho vergonha dos eleitores brasileiros", porque foram eles que elegeram os políticos que envergonham os brasileiros.

Mas considerei que estava generalizando, e pensei em outro adesivo: "Tenho vergonha dos brasileiros que generalizam".

O adesivo que vi em Londrina não estava errado. Hoje em dia, os motoristas têm razão em sentir vergonha de nós, políticos brasileiros. Assim como nós temos o direito de sentir vergonha dos motoristas. Mas esses adesivos que imaginei só se aplicam se atribuirmos a toda categoria os defeitos de alguns de seus membros. A diferença entre os políticos e as demais categorias é que, embora seja um erro generalizar, no que se refere ao nosso comportamento ético, é correto generalizar nossa incompetência para administrar o País, para eliminar a corrupção, para acabar com as vergonhas que sentimos. É um erro considerar que o comportamento corrupto está generalizado entre todos os políticos, mas é correto generalizar a responsabilidade dos políticos na aprovação das políticas públicas que fazem do Brasil um país atrasado, dividido, não-civilizado, desigual.

Aquele motorista de Londrina com o adesivo no carro atribuiu incorretamente o comportamento corrupto a todos os políticos. Ele certamente nem pensou em generalizar a incompetência que impede as lideranças políticas de mudarem os rumos do Brasil. Certamente, aquele motorista está incomodado com os políticos que se apropriam do dinheiro público, mas é bem possível que aprove as políticas orçamentárias que constroem mais viadutos do que escolas. Aquele motorista não deve se incomodar com políticas que o beneficiam – como a redução do IPI de automóveis -, mesmo que isso reduza recursos que atenderiam as necessidades da população pobre. Ele se declara contra a corrupção no comportamento dos políticos, mas é conivente com a corrupção nas prioridades das políticas públicas que o beneficiam.

O adesivo certo seria "tenho vergonha das políticas públicas brasileiras e dos políticos que as criam e aprovam, beneficiando a atual minoria privilegiada, e prejudicando a maioria excluída e as gerações futuras, que ficarão sem os recursos que estamos desperdiçando". Outra sugestão de adesivo seria "tenho vergonha de ser mais um brasileiro que incinera florestas e cérebros". "Tenho vergonha de queimarmos, por minuto, o equivalente a seis campos de futebol na Amazônia, e 60 cérebros de crianças, que são jogadas para fora da escola”.

Mas esses adesivos, além de muito compridos, não seriam bem compreendidos, porque, com nosso baixo nível de educação, somos incapazes de entender nuances e detalhes. Só entendemos as generalizações simplificadas.

Talvez o adesivo certo fosse "tenho vergonha do grau de deseducação dos brasileiros", até porque essa é uma generalização bastante aceitável. Porque a deseducação dos brasileiros que não foram educados; ou dos que receberam educação, mas não a usam; ou a utilizam apenas em benefício próprio, sem nenhuma consideração pelo Brasil – presente e futuro – é, sim, generalizada.

Fonte: Artigo publicado pelo jornal O Globo de sábado, 23 de maio.

Políticos e jornalistas: paradoxos brasileiros, de Venício Lima quinta-feira, jul 23 2009 

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4403&boletim_id=572&componente_id=9770

Colunista:
Venício Lima
23/07/2009

DEBATE ABERTO

Políticos e jornalistas: paradoxos brasileiros

Que os políticos gozam de pouca confiança, não é surpresa para ninguém. Eles estão entre as oito profissões que, segundo o GfK Trust Index 2009 merecem a confiança de menos de 50% da população. Qual seria a parcela de responsabilidade da mídia na construção de imagem de tal forma negativa dos políticos?

Data: 20/07/2009

O GfK, um dos maiores grupos de pesquisa de mercado do mundo, que opera em mais de 100 países, divulgou no início de junho os resultados do GfK Trust Index 2009, um survey realizado anualmente na Europa e nos EUA, sobre a confiança dos cidadãos em diferentes profissões e organizações (cf. http://www.gfk.es/pdf/pm_trust%20index_june%202009_efin.pdf).
Diante de uma lista de 20 profissões, pede-se aos entrevistados que informem quais são as profissões nas quais confiam mais e confiam menos. Os bombeiros confirmaram o primeiro lugar na confiança popular em todos os 17 países pesquisados e os políticos aparecem, inversamente em último lugar ou em primeiro lugar como a profissão na qual os cidadãos depositam menos confiança (ver quadro abaixo).
O press release da GfK chama a atenção para a queda de confiança que atingiu os profissionais que trabalham nos bancos, sobretudo na Suécia, na Inglaterra e nos EUA, entre 2008 e 2009. Presume-se que este seja um dos efeitos da responsabilidade ativa do comportamento ilícito de instituições financeiras globais no processo que levou à crise econômico-financeira mundial.
Merece registro a posição no ranking de confiança/desconfiança de algumas profissões do campo das comunicações. Publicitários, profissionais de marketing e jornalistas aparecem respectivamente em 19º, 16º e 15º lugares, na lista das 20 profissões pesquisadas.
No que se refere aos jornalistas, compreende-se que a profissão esteja em baixa na confiança popular depois da perda de credibilidade provocada pelos casos de manipulação da informação que se tornaram públicos relativos à cobertura da invasão/guerra do Iraque e/ou à rotina da cobertura política em jornais, como o conceituado New York Times. Lembre-se também a queda da circulação de jornais, conseqüência, dentre outros, da disseminação do acesso à internet em todo o mundo.
Surpresa no Brasil
No dia 16 de julho pp. o Jornal Hoje da Rede Globo de Televisão divulgou parcialmente os resultados do GfK Trust Index 2009 acrescidos de resultados obtidos em pesquisa realizada no Brasil (cf. http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1232234-16022,00-BOMBEIROS+LIDERAM+RANKING+DE+PROFISSOES+MAIS+CONFIAVEIS.html ).

Curiosamente, os resultados referentes à pesquisa brasileira não estão disponíveis no site da GfK, ao contrário daqueles referentes à Europa e aos EUA.
A chamada do Jornal Hoje colocava o foco na desqualificação dos políticos: “Uma pesquisa feita no Brasil, EUA e Europa mostra quais são as profissões mais confiáveis entre 20 categorias. Os políticos são os menos confiáveis em todo o planeta”. Além disso, para surpresa daqueles que já conheciam os resultados do GfK Trust Index 2009 na Europa e nos EUA, entre as cinco profissões mais confiáveis no Brasil apareciam também os jornalistas, dez posições acima daquela registrada na média dos outros 17 países pesquisados.
Os dados fornecidos pelo Jornal Hoje foram:
Profissões mais confiáveis
BRASIL
Bombeiros – 95%
Carteiros – 90%
Médicos – 82%
Professores – 81%
Jornalistas – 79%
Profissões menos confiáveis
BRASIL
Político – 16%
Executivo de banco – 38%
Policiais – 48%
Sindicatos – 49%
Funcionalismo público – 53%
Que os políticos gozam de pouca confiança no Brasil e no mundo, não é surpresa para ninguém. Eles estão entre as oito profissões que, segundo o GfK Trust Index 2009 – advogados, sindicalistas, jornalistas, profissionais de marketing, de bancos, executivos de grandes empresas e publicitários, nesta ordem – merecem a confiança de menos de 50% da população. Mesmo assim, no Brasil, os políticos ainda merecem a confiança de 16% dos entrevistados enquanto na Grécia esse número é de apenas 6%!
É uma triste constatação de vez que não se conhece outra forma de se fazer política democrática a não ser com políticos profissionais. Independente dos inúmeros desvios de conduta envolvendo a atuação de políticos em todo o mundo, há questões que, infelizmente, não são formuladas:
Qual seria a parcela de responsabilidade da própria mídia na construção de imagem de tal forma negativa dos políticos?
Quais as conseqüências dessa imagem para o descrédito do processo democrático?
Já com relação aos jornalistas ocuparem o 5º lugar entre as profissões mais confiáveis no Brasil, colocando-se abaixo apenas dos bombeiros, carteiros, médicos e professores, o mistério permanece:
O que diferenciaria o jornalista brasileiro do jornalista da Europa e dos EUA que o tornaria tão mais confiável?
Para aqueles que acompanham criticamente a grande mídia e o trabalho dos seus jornalistas no Brasil, o resultado da pesquisa GfK divulgado pelo Jornal Hoje certamente mereceria uma boa investigação jornalística.

Guerreiros de Xian terão sua própria estação de metrô na China – Estadao.com.br sexta-feira, jul 17 2009 

Tudo bem! A notícia é de 13 de abril de 2009. Eu estava no início do resgate dos patriarcas de minha família paterna, visitando cemitério, Cartório e conversando, pessoalmente ou por telefone, com pessoas da família que me forneceram informações preciosas.

Mas não há o ditado “Antes tarde do que nunca”?

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,guerreiros-de-xian-terao-sua-propria-estacao-de-metro-na-china,354084,0.htm

Guerreiros de Xian terão sua própria estação de metrô na China – Estadao.com.br

xian-guerreiros de terracota_réplica do exército

Arqueólogos encontram 100 guerreiros de terracota em famoso mausoléu na China – 17/07/2009 – Ciência e Saúde – EFE sexta-feira, jul 17 2009 

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/efe/2009/07/17/ult4429u2188.jhtm

Arqueólogos encontram 100 guerreiros de terracota em famoso mausoléu na China – 17/07/2009 – Ciência e Saúde – EFE

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Peças encontradas no mausoléu onde estão os famosos guerreiros de terracota, perto da cidade de Xian, no centro da China. As escavações recomeçaram 24 anos depois dos últimos achados, após muitas considerações, pela preocupação com a integridade das peças

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Arqueólogos chineses descobriram outros 100 guerreiros de terracota na cidade de Xian, no centro do país, nos primeiros trabalhos de escavação realizados no famoso mausoléu do imperador Qin Shihuang em 24 anos, informou hoje a agência oficial "Xinhua"

Saiba mais sobre os Guerreiros de Xi’An em

http://www.girafamania.com.br/asiatico/china-soldados.htm

Os mapas da alma não têm fronteiras – Carta Maior quinta-feira, jul 16 2009 

(*) Palavras proferidas em Montevidéu, dia 9 de julho, quando [Eduardo] Galeano foi condecorado com a Ordem de Maio, da República Argentina.

Os mapas da alma não têm fronteiras

Eu não conheço felicidade maior que a alegria de reconhecer-me nos demais. Talvez essa seja, para mim, a única imortalidade digna de fé. Reconhecer-me nos demais, reconhecer-me em minha pátria e em meu tempo, e também me reconhecer em mulheres e homens que são meus compatriotas, nascidos em outras terras, e reconhecer-me em mulheres e homens que são meus contemporâneos, vividos em outros tempos. As palavras são de Eduardo Galeano ao ser condecorado com a Ordem de Maio, da República Argentina.

Os mapas da alma não têm fronteiras – Carta Maior

A globalização da Máfia: destaque para “serviços públicos” como o destino do lixo quarta-feira, jul 8 2009 

Sinhá, cadê “seu” Padre que, em nome do lucro financeiro, a “Camorra cresceu tanto por se organizar numa rede flexível, composta de vários núcleos e aberta a receber mais e mais clãs” que “o Crime Companhia Limitada virou Crime Sociedade Anônima”?

“A desregulamentação do comércio não apenas fortaleceu os criminosos como enfraqueceu os que deveriam combatê-los. O lado B do fim da Guerra Fria são o tráfico de seres humanos, o de drogas e o de armas.

Mas o crime organizado foi além do submundo e se infiltrou na economia legal. Seja uma roupa de grife, num cigarro, num xarope contra a tosse seja num caminhão de lixo, a Máfia S.A. já pode ter chegado até você”.

Esses dois parágrafos iniciais, desta inserção, pertencem a “Máfia”, texto de Maurício Horta; design Adriano Sambugaro; fotos Dulla da edição de fevereiro/2009, Superinteressante, Editora Abril.

A partir de agora, destaco o contéudo de “Ecomáfia”, que tem tudo a ver com a notícia de que, desde fevereiro de 2009, o Brasil recebeu “lixo para reciclagem” importado da Inglaterra. No alto da página 46 está escrito:

“Serviços públicos” – As máfias do século 21 lucram com a ecologia, removendo lixo tóxico de indústrias, só que de um jeito especial. Saúde pública também está no pacote. E a venda de armas, outro serviço do crime, dá mais lucros do que nunca – e permitiu uma aberração: um país oficialmente governado pela máfia

ECOMÁFIA

O Triângulo da Morte está a poucos quilômetros de Nápoles. Lá, meninas menstruam aos 7 anos, ovelhas nascem com olhos abaixo da boca e as taxas de câncer são as mais altas da Itália. Graças à indústria do lixo industrial dominada pela Camorra. Em 1988, a máfia forçou  pela primeira vez caminhoneiros que transportavam lixo tóxico a Nápoles a pagar por proteção. Bom lucro, mas logo a Camorra sacou que ganharia muito mais controlando esse setor que o extorquindo. Então abriu empresas de lixo. Enquanto uma de verdade cobrava US$ 1 para coletar cada quilo de tóxicos, a máfia, mascarada com nomes como Ecoverde, cobraria apenas US$ 0,10. Ela só não precisaria informar que o caminhão ficaria numa usina de tratamento apenas pelo tempo suficiente para falsificar documentos. E logo despejaria o lixo como não-tóxico em aterros sanitários – ou no mar, rios e campos próximos a plantações e pastos. Bom para a indústria, bom para a máfia – mas péssimo para quem come a mussarela de búfala. Depois de pastarem em áreas contaminadas com dioxina, búfalas produzem leite tóxico. O consumo de queijo caiu 40% na Itália e países como Japão, Coreia do Sul barraram sua importação. A máfia trouxe tanto lixo do resto da Europa que, no Natal de 2007, Nápoles declarou seus aterros sanitários cheios. Cem toneladas dos restos das ceias de Natal e do Ano Novo viraram por semanas banquetes fétidos para ratos e insetos nas ruas da cidade.

Outra máfia do sul da Itália, a ‘Ndrangheta, foi acusada em 2007 de traficar lixo nuclear de Itália, Suíça, França, Alemanha e EUA nos anos 80 e 90. Por amor a sua terra, os mafiosos teriam preferido enviar o lixo para a Somália a enterrar na Calábria. Segundo o Programa Ambiental da ONU, são inúmeros os carregamentos de lixo tóxico e nuclear que as praias da Somália recebem. E os barris enferrujados expõem o povo à radiação.

Lixo que chegou ao Brasil deve voltar à Europa, diz MPF – – notícias quarta-feira, jul 8 2009 

Dá-lhe, Ministério Público Federal! Aprofundar as investigações para determinar os criminosos que “importaram” lixo para “reciclagem”, como se não estivéssemos nos afogando em nosso próprio lixo moral e material.

Lixo que chegou ao Brasil deve voltar à Europa, diz MPF – – notícias

Ibama: empresas inglesas enviam 290 t de lixo ao Brasil – 07/07/2009 – Agência Estado quarta-feira, jul 8 2009 

Importante ler essa notícia, porque pretendo inserir o link da revista “Superinteressante” de fevereiro/2009, edição 262, cujo título “Máfia” esclarece bem a “jogada” do crime organizado que “funciona como as grandes empresas: é globalizado, comandado por acionistas e, mais do que nunca, presente na sua [nas nossas] vida [vidas]”.

A editora Abril, como parte das comemorações dos 40 anos, disponibiliza a assinantes a não-assinantes o conteúdo de meses anteriores de suas publicações. Portanto, se eu não conseguir inserir o link de Superinteressante para o texto “Máfia”, encontrarei uma maneira de torná-lo acessível.

Ibama: empresas inglesas enviam 290 t de lixo ao Brasil – 07/07/2009 – Agência Estado

Coluna – Origens dos privilégios – Luís Carlos Lopes / Carta Maior sexta-feira, jul 3 2009 

Origens dos privilégios

O Estado para muitos dos críticos e dos que ocupam postos transitórios não passa de um negócio, um momento ímpar para acumular capital e gozar de privilégios incontáveis. As grandes mídias destacam alguns poucos episódios e os exploram à exaustão. Não há interesse em analisar esse problema em profundidade.

Data: 22/06/2009

Coluna – Origens dos privilégios

Amargo pesadelo (filme): duelo de banjo e violão quarta-feira, jul 1 2009 

Cena antológica! Emocionante! [Duelo de banjo e violão]
Trata-se de uma cena do filme Amargo Pesadelo (1972), em que há um duelo de banjo e violão, entre um forasteiro e um menino autista do posto de combustÍvel, onde pararam para abastecer, descarregar as canoas e a tralha para descerem o rio, e contratar motoristas, HillBillys locais, para levar os veiculos rio abaixo, para onde eles iriam desembarcar .
De todas as pessoas que aparecem no filme, o único que não é ator é o menino.
Ele é um autista, que o diretor teve a felicidade de encaixar na cena do filme.
E se não é o primeiro, é um dos primeiros filmes do Burt Reynolds, ai ainda em papel secundario .
Vale muito a pena apreciar a cena, em si, e sua excepcional qualidade musical .
O nome original do Filme é “Deliverance” . É fantastico, em seu tema, seu suspense e na riqueza de detalhes tecnico-artisiticos, em sucessão ininterrupta . Nada assim se faz hoje mais .
Quatro individuos 100% urbano-burocratas, exceto o Burt Reynolds, que ao descerem,
em canoas um rio, na iminencia de ser inundado por uma represa em construção, são levados, por circunstancias, a um pesado confronto com os caipiras locais, HillBillys, broncos, selvagens e assasinos .

Fonte: 119 ca Amargo Pesadelo – Duelo_ – Portal Luis Nassif

Quer assistir ao vídeo? Entre no link acima.