Voto de Pesar – ALESP – pelo falecimento de João Manoel de Souza, 09/03/1981 terça-feira, maio 12 2009 

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Requerimento n.º 57, de 1981.
Voto de profundo pesar pelo falecimento de João Manoel de Souza (“João Pirapora”)
São Paulo/SP, 09 de março de 1981

O Voto de Pesar pelo falecimento de meu avô materno foi de autoria do Deputado Archimedes Lammoglia.

Em 04/05/2009, minha tia Durva me emprestou o Requerimento n.º 57/1981 que fora entregue à família para ciência do mesmo. Pediu-me que fizesse algo no sentido de resgatar esse documento, porque a cópia já está bastante degradada pela passagem do tempo, para que os descendentes tivessem uma cópia do mesmo.

Em 05/05/2009, entrei em contato, via mensagem eletrônica, com meu atencioso e querido ex-aluno Daniel Fernandes Maciel, hoje um amigo, um dos assessores da Deputada Estadual Rita Passos, para que fizesse o favor de entrar em contato com o Arquivo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo de modo que eu recebesse orientação de como obter uma cópia do Requerimento de n.º 57/1981.

Para encurtar a história, no dia 07/05/2009, atendi ao telefonema da assessora da Deputada Rita Passos, de prenome Ivana, para que buscasse as cópias simples do referido Requerimento, cópias essas que já se encontravam em poder dos assessores no Comitê da Deputada, em Itu/SP.

Na pasta “Público”, inseri o documento em extensão “PDF” (o título é Voto de Pesar_João Manoel de Souza) e explico detalhadamente o que aconteceu.

Agradeço, de coração, a todos os que se envolveram nessa localização e obtenção de cópia do Voto de Pesar dirigido à família de João Manoel de Souza, “João Pirapora”, porque fui um mero instrumento de resgate de uma parte da história de vida de um dos Souza, especificamente de meu avô materno João Manoel de Souza, mas sem o empenho atencioso e imediato dos que a obtiveram, eu não teria dado a alegria que dei à minha tia Durva que me elogiou como se eu tivesse feito tudo isso sozinha.

O que fiz para preservar esse documento só foi possível ser feito com ajuda de pessoas que fizeram muito além do que lhes foi solicitado.

 

Terapia do elogio terça-feira, maio 12 2009 

Recebi como mensagem eletrônica da prima Goreti e li em 12/05/2009. Partilho com todos:

TERAPIA DO ELOGIO

Arthur Nogueira (Psicólogo)

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.

A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais os homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos, etc

Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.

Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados.

Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.

Vamos observar o que as pessoas gostam.

O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida… Enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

Pense nisso!

Nunca é demais fazer um elogio . . .

Aparências escolhidas – de Cristovam Buarque segunda-feira, maio 11 2009 

Recebi de minha prima Maria Adelaide, como mensagem eletrônica, em 09/05/2009.

Aparências escolhidas
Cristovam Buarque
O Globo, 9/5/09

Há alguns anos, em um sinal de trânsito, às duas da tarde, em Manaus, o motorista mostrou-me o fusquinha ao lado e disse: “Ele fecha os vidros para dar a aparência que seu carro tem arcondicionado.” Na hora, percebi que aquele era um retrato do Brasil. Não importava sentir calor, mas sim aparentar ter ar-condicionado.
Alguns dias atrás, dois juízes do Supremo se acusaram verbalmente e levantaram um debate nacional sobre o decoro nas reuniões da Corte.
Um ministro acusou o presidente do Supremo Tribunal Federal de estar desmoralizando a Justiça com seu gosto pela mídia e por decisões tomadas, acusou-o de andar protegido por capangas. Mas os críticos não exigiram que o acusador provasse, nem que o acusado mostrasse a mentira do acusador; e, se verdade, que fosse punido, perdesse o cargo. O debate foi sobre as aparências. Não importou se um dos juízes é mentiroso ou se o presidente da nossa máxima corte está desmoralizando a Justiça.
Importou que Suas Excelências não devem falar naquele tom. A aparência, a liturgia prevalecendo sobre a substância e o conteúdo.
No lugar de apurar quem tinha razão, a opinião pública ficou horrorizada com o comportamento, os ministros preocupados em pôr “panos quentes” e o povo já esqueceu, porque as aparências são substituídas rapidamente. E já não importa se há ministros que mentem ou ministros que desmoralizam a Corte.
Foi preciso a falta de decoro no uso de passagens, com recursos do Senado, para que a mídia e a população descobrissem que havia algo errado. A omissão não aparecia. Há tempo, nós parlamentares comparecemos a Brasília por apenas dois a três dias por semana e ficamos espalhados no edifício do Congresso; passamos a maior parte do tempo correndo de uma comissão a outra, não temos tempo de parlamentarmos entre nós. Ficamos a maior parte do tempo com a pauta trancada por medidas provisórias do Poder Executivo ou surpreendidos por medidas do Judiciário. Mas a omissão do Congresso não aparece. Porque a culpa das medidas provisórias e das legislações feitas pelo Poder Judiciário é do Congresso.
No Brasil, temos 14 milhões de analfabetos, 2,5 vezes mais do que há 120 anos, quando a República foi proclamada; em cada minuto de ano letivo, 60 crianças abandonam a escola; os poucos que chegam ao final do ensino médio saem despreparados para os cursos que chamamos de superiores. No século XXI, isso significa o naufrágio da nação, mas não vira escândalo, porque não afeta as aparências: temos escolas aparentes, programas de alfabetização aparentes, universidades aparentes. Para um país de aparência, isso basta.
Apesar da Embraer e outros poucos setores de alta tecnologia, nossa balança comercial é baseada sobretudo em ferro, soja, suco de laranja, alguns produtos da indústria mecânica; e nossas importações são chips, aparelhos de alta tecnologia, componentes inteligentes para a indústria, mas o resultado financeiro é positivo e o que vale é essa aparência.
A política brasileira é corrupta no comportamento e nas prioridades, mas nos dedicamos apenas à primeira dessas corrupções, porque ela aparece. O roubo de dinheiro público está aparecendo, mas desvio de dinheiro público das prioridades sociais para eventos midiáticos, imediatistas, dirigidos aos privilegiados não aparece. Por isso, a corrupção nas prioridades não é considerada.
Apesar da realidade de violência, desigualdade, depredação ambiental, baixa educação e o previsível fracasso de nosso desenvolvimento, somos um país de 190 milhões de brasileiros dentro de um fusquinha fechado, dando a impressão de termos ar-condicionado.
Porque a aparência é de crescimento econômico, porque além da preferência pelas aparências, aprendemos a esconder as aparências do que não interessa ver. Felizmente, descobrimos a podridão na superfície da política, que aparece graças às denúncias da mídia, mas não vemos a ferrugem na engrenagem da sociedade inteira, porque nem a mídia, nem nós todos queremos ver.
Somos um povo não só de aparências, mas também de aparências escolhidas.