O amor não é “lindjo”, é outra coisa quinta-feira, out 23 2008 

Recebido como mensagem eletrônica de minha prima Maria Adelaide em 30 de agosto de 2007.
Procurei a autoria, mas encontrei o texto – tal qual será redigitado aqui, mesmo discordando dos "te" e "ti" – em muitos blogs e cada "dono" do blog acrescentou o que quis no final do texto.
Pretendo transformá-lo em mensagem em extensão "pps", mas, momentaneamente, até que o assediador precise se ocupar com a própria vida – uma hora ou outra terá que fazer isso – estou sem o correio eletrônico do provedor "craca" para baixar mensagens no meu micro. É muito complicado ser refém dos cartéis que nos querem como exclusividade. Brigam entre si, de foice no escuro, e as vítimas dos prejuízos morais e financeiros somos nós. Esses desgraçados cartéis, assim como o assediador é um desgraçado, nunca perdem.
Eis o texto:
O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares nunca visto.
O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.
 
O amor não é uma coisa que escondes dentro de ti e não mostras para ninguém.
Isso se chama vibrador tailandês de três velocidades.
O amor é outra coisa.
 
O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.
 
O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém.
Isso se chama seqüestrador.
O amor é outra coisa.
 
O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa.
Isso se chama pombo com diarréia.
O amor é outra coisa.
 
O amor não é uma coisa que tu podes prender ou botar para fora de casa quando bem entender.
Isso se chama cachorro.
O amor é outra coisa.
 
O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre ti, te levou pra ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso se chama alienígena.
O amor é outra coisa.
 
O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de ti.
Isso se chama controle remoto de TV.
O amor é outra coisa.
 
Quando recebi a mensagem de minha prima, o final era este: "O amor é muito… mas muito simples… tão simples que a gente complica pra justificar porque demoramos tanto pra entender".
 
Nos blogs em que encontrei esse texto, os finais variaram.
Quando reenviei esse texto ao meu afilhado, digitei que amor tem um sentido tão universal que não significa, necessariamente, o relacionamento entre duas pessoas (para não ficar só no relacionamento homem/mulher), mas um sentimento dirigido a qualquer ser vivo ou inanimado, sem esquecer de mencionar que precisa ser, acima de tudo, saudável. Amor doentio, direcionado a qualquer ser vivo ou inanimado, não é amor, é, como já foi digitado, doença.
 
Interessante observar que o texto trata o amor como "coisa" e, talvez, explique a origem do texto: traduzido do inglês. A princípio, antes de ler até o final, imaginei que o autor terminaria o texto "descoisificando" o sentimento. Quando eu era criancinha "pequena", nesta mesma província em que nasci e moro, minha mãe – uma senhora que só freqüentou a escola até o quarto ano primário – costumava nos corrigir, quando usávamos a palavra "coisa". Ela usava um refrão da época: "coisa é de cachorro". Durante a minha infância – e uma amiga brinca com isso até hoje – ouvíamos algumas pessoas tratar outras por "coisinha": "Viu, coisinha?". Passou. Parece que era gíria
 
Porque o texto é divertido, há um descompromisso com a linguagem padrão e o uso de "o amor é outra coisa" não me inspira acrescentar mais nada. Parece que está completo. "Coisificaram" – sujeito indeterminado – o amor e os cartéis que decidiram ser os que nivelam padrão de comportamento – mas não têm moral para isso – continuam a "passar" conceitos "coisificantes". Há alguns anos, quando eu acreditava que, como educadora, pudesse transformar pelo menos o meu entorno ou que alguém me provasse que estava equivocada no que considerava ser ético sem me transformar na "otária da hora", sem retaliações – costumava acreditar que os cartéis de mídia que decidiram impor "padrão de comportamento" estavam tentando, por meio de ironia, por meio de personificações caricatas – quem estudou Literatura Inglesa como eu estudei, refiro-me às Morality Plays, em que as personagens não eram seres humanos, mas virtudes e vícios – porém o passar do tempo mostrou que os lesados pela corrupção (que nega os direitos básicos para o exercício da cidadania: saúde, escola, habitação) não entendem ironia e outros recursos da linguagem, interpretam tudo ao pé da letra, acreditam que cartéis devam impor padrões de comportamento, de beleza, de consumo. O passar dos anos e a nivelação, por baixo, no duplo sentido, do que seja "padrão de comportamento", mostrou que eu estava totalmente errada.
 
Amor, portanto, não é coisa. Coisa se compra, se vende, se dá, se joga fora, se recicla. Mas essa conclusão está no próprio texto divertido.
Desclassificados são coisas. Como hackers e crackers e outros psicopatas que precisam de troféus por invadir micro alheio, para serem contratados por empresas de segurança em informática. Por que essas "coisas" não invadem micros de criminosos do colarinho branco ou de colarinho sujo ou de sem colarinho e usam esses troféus para limpar a sociedade, ajudando a colocar esses criminosos na cadeia? Ah! Ladrão que rouba ladrão não tem recompensa, é punido pelas leis que os próprios criminosos criam. É o que quero dizer quando chamo alguém de "suíno capado", não por ser gordo ou obeso, mas porque suíno capado é cevado para ser morto. É duro digitar usando figura de linguagem, porque lacaios do crime organizado e piolhentos (lesados por 500 anos de corrupção) entendem tudo ao pé da letra. 
 
Este foi o último texto que inseri, antes de meu micro surtar, sintomático, voltar do conserto sem meu sistema operacional validado pela Microsoft. Acontece que o micro "surtou" novamente, mesmo com o sistema operacional que não era mais o que era validado pela Microsoft,  perdi o "hardware", aquele que precisa de perícia para localizar todos os invasores que detonaram o "HD" do meu micro, que tinha sistema operacional validado pela Microsoft e, como não sou exclusiva do crime organizado, ao voltar para o conserto, tive que aceitar que o HD tinha que ser trocado e aceitar um sistema operacional "genérico" (para não digitar "pirata", que me impede de validar o sistema operacional que não tinha sido desenvolvido por meio de "pirataria" e montagem de quebra-cabeças, por esse motivo custa muito caro. O sistema operacional original foi desenvolvido por uma empresa – mas o perdi no primeiro surto do micro – que gastou muito dinheiro para colocá-lo no mercado e precisa de vender o produto para custear novas pesquisas, novos avanços tecnológicos e, claro, ter lucro, porque empresa que não gera lucro não é privada, é pública. Estranho que meu micro tenha surtado e, ao voltar do conserto, não fosse mais o meu sistema operacional original. Muito estranho!
 
Todavia, hackers e crackers, podem confirmar que, não é por ser honesta – isso vem de berço, piolhentos – apenas que não tenho o que quero de modo ilegal. É para que não provoquem mais "surtos" em meu micro, pois o que estão furtando de mim, vocês já tem: tudo ilegal, num micro velho, de 2002. Se eu tiver que comprar um novo, comprarei de uma empresa que emita nota fiscal e me forneça um produto com o sistema operacional original ou denuncio a empresa à Microsoft.
 
 
 
 
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YouTube – Vincent (Starry Starry Night) – Don McLean (legendado em português) quarta-feira, out 22 2008 

Conheci a canção, após muitos anos de lançamento e de sucesso (é da década de 70) por causa da Antena 1.

Ao encontrar, na web, um site em que podia ouvir a canção de autoria e interpretação de Don McLean, iniciei um projeto, com telas de Van Gogh de um CD de História da Arte, para que os alunos sob minha responsabilidade tivessem acesso às informações (um projeto pretensioso, como só eu poderia ter planejado, pois trabalharíamos com conceitos de expressionismo, uma apostila com telas de Van Gogh, terminaríamos com a canção “Vincent -Starry, starry night” e a tradução da canção para o português; afinal sou bacharel em Letras, Português/Inglês e só não encontrei Matemática nesse projeto interdisciplinar; todavia, é fato que música é matemática), mas aposentei-me e arquivei tudo em disquete. Perdi o endereço do site eletrônico – ficou em “Favoritos” do meu micro 586 que foi “detonado” pelos parasitas que nunca quiseram ser rastreados, claro – e, após ler um texto na revista “Veja”, de 1.º/10/2008, sobre a exposição de obras de Vincent (relou! por esse motivo a canção tem o nome “Vincent”) nos EUA, busquei e encontrei, na web, as pérolas inseridas aqui sobre esse assunto.

São pérolas imperdíveis. Espero que sejam mais felizes do que eu, para assistir aos vídeos, pois o Windows Media Player não “bate com o santo” dos vídeos do YouTube. Pelo menos em meu micro.

 

Starry Starry Night – Para entender os versos de “Vincent (Starry, starry night)” quarta-feira, out 22 2008