YouTube – NABUCCO´S “VA PENSIERO SULL´ALI DORATE” sábado, jul 19 2008 

 The most popular opera chorus by the “Orfeón Donostiarra”:

http://www.youtube.com/watch?v=7K68tdN3fYw

11.[HD] Chorus and Orchestra of the Accademia Nacionale di Santa Cecilia. – ”Va pensiero” – Verdi Nabucco. ( Sacred Arias ).

http://www.youtube.com/watch?v=vORBLyGEozo&NR=1

Karaokê:

http://www.youtube.com/watch?v=9aRlyNxTR8w&feature=related

El Coro del Metropolitan Ópera House de Nueva York, interpreta Va Pensiero de la ópera Nabucco de Verdi, en 2002 (legendas em espanhol).

http://www.youtube.com/watch?v=DzdDf9hKfJw&feature=related

 

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“Erremos”: as inserções anteriores saíram invertidas segunda-feira, jul 14 2008 

Pois é, "seu" padre! As inserções anteriores saíram invertidas porque, a princípio, a primeira inserção foi recusada, era muita "areia para o caminhãozinho" do blog.

Tentei, tentei e decidi "repartir" o texto.

Quando enviei o comando "publique-se", fiz para a "continuação".

Para acertar, teria que perder muito tempo.

Como quem lê isto é muito inteligente, entenderá o que aconteceu: "Ué, continuação de quê? Cadê o início? Ah, tá lá embaixo da continuação!

Era muita areia para o caminhãozinho do blog, mas eu tirei todas as ilustrações!

Será recado de alguém que pensa que vou mudar de endereço por esse motivo?

Pode tirar o cavalo da chuva, pois pegará pneumonia!

Grampos da Polícia Federal expõem desvios do setor filantrópico (continuação) segunda-feira, jul 14 2008 

Por que não copiou e colou apenas o link?

Porque nem todos podem acessar o endereço, visto que pertence a um provedor e eu, que não sou tonta, não ganho dinheiro de provedor para "dar um gostinho" e, depois, obrigar o internauta a se associar a determinado provedor para ler o que sugeri. A bem da verdade, pago o provedor, portanto, quem quiser se associar a ele, que o faça por livre e espontânea vontade. Não sou lobista, não sou intermediária, não sou terceirizada, não sou cafetina nem prostituta. Então, reconheço, sou otária, mas não sou boba.

Diálogos insinuam a troca de um parecer por propina

Diálogos insinuam a troca de um parecer por propina

Os diálogos que você lerá a seguir contêm indícios de pagamento de propina. Repita-se: são vestígios refutados pelos envolvidos. Caberá aos investigadores reunir elementos que dêem substância ao que parece real.

18 de outubro de 2006, 11h06

Diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com o professor Pedro Menegat, pró-reitor da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), de Canoas (RS).

Os dois tratam de pendências da entidade junto ao CNAS. Problemas que constavam de processo submetido à análise do então conselheiro Misael Lima Barreto.

Misael alçara à cadeira de conselheiro do CNAS por indicação da União Norte Brasileira das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia. Uma logomarca de aparência insuspeita.

A despeito disso, a conversa do advogado Dutra com o pró-reitor Menegat sugere que a manifestação do conselheiro Misael teria um preço.

Dutra diz a Menegat que sugeriria ao conselheiro Misael a elaboração de “um parecer sobre o assunto” que interessava à Ulbra.

"Evidente que, depois, temos que acertar uma remuneração”. Sugere que o pagamento poderia ser feito por meio do seu escritório:

“Pode até ser pago por meu intermédio. Porque ele [Misael] é advogado,. Ele pode advogar à vontade. Não tem problema algum."

A PF anota em seu relatório sigiloso: “Mentiu o senhor Luiz Vicente Dutra.” Os delegados lembram que resolução do conselho de ética do CNAS, de 2005, estabelece:

Vedação explícita à “prestação de serviços de consultoria remunerada nos processos de registro e certificação das entidades de assistência social, concomitantemente com o exercício da função de conselheiro.”

“No mesmo sentido”, prossegue o texto da PF, “o Código Penal Brasileiro, em seu artigo 321, define como crime de advocacia administrativa o patrocínio, direto ou indireto, de interesse privado perante a administração pública…”

31 de outubro de 2006, 10h15

Novo diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com Pedro Menegati, o pró-reitor da Ulbra. Retoma-se o tema da remuneração a ser paga ao conselheiro Misael.

Dessa vez, Dutra sonda Menegati acerca da cifra que ofereceria ao representante da União Norte Brasileira das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia.

Dutra: Vê aquele assunto que eu tinha lhe proposto do conselheiro Misael fazer o parecer do desmembramento, aquilo eu acho importante, porque ele é a figura lá que trata da parte jurídica, é o único conselheiro que lida com essas questões jurídicas como conselheiro […]. E aí o que a gente poderia oferecer pra ele pra dar esse parecer, Pedro, verifica uma sugestão. Me dá uma sugestão ali que tu acha dentro do critério ali de  sempre… Eu acho… Eu vou ver se 5 mil, 5 ou 8 mil.

Pedro: Tá bom… tá bom."

01 de novembro de 2006, 14h38

Diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com o conselheiro Misael Lima Barreto. Os dois tratam de temas relacionados a várias entidades filantrópicas. Até que o advogado menciona ao conselheiro o caso da Ulbra.

De acordo com o relatório da PF, Dutra pergunta “quanto é que Misael vai cobrar para dar esse parecer.”

Misael “responde que é melhor conversar direito a respeito do que irão fazer, que não é uma coisa tão complicada".

Dutra afirma que "eles" o autorizaram a “negociar com Misael e pergunta se uns cinco mil está bom…”

Misael insiste “em não falar [sobre] o preço” ao telefone. Diz “que é melhor conversar depois, para ver o que é que irão fazer com esse caso.”

01 de novembro de 2006, 16h45

Diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com personagem identificado no relatório da PF como “professor” [provavelmente Pedro Menegati, da Ulbra].

Dutra diz que “falou com o Misael sobre a idéia de ele fazer o parecer. E ele topou.”. Informa que, na segunda-feira seguinte iria a Brasília, para ter “uma conversa com ele.”

PS.: Leia mais sobre o tema no texto abaixo.

Escrito por Josias de Souza às 02h01

PF: grupo prefere o ‘pagamento direto’, em dinheiro

PF: grupo prefere o ‘pagamento direto’, em dinheiro

Os delegados da Polícia Federal escreveram em seu relatório sigiloso: “O grupo é cuidadoso na condução dos honorários…”

“…Fala pouco ao telefone. E, aparentemente evita utilizar a rede bancária, servindo-se, ao que tudo indica, mais do pagamento direto, pessoal.”

Para reforçar os indícios –negados pelos envolvidos-, a polícia levou aos autos do processo uma curiosa seqüência de telefonemas. Leia a seguir:

19 de junho de 2006, 15h37

Diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com personagem identificado como Cláudio, supostamente funcionário de uma entidade filantrópica.

Dutra “diz que está indo para o aeroporto”. Conduziria em seu automóvel Misael Lima Barreto.

Trata-se daquele conselheiro que representava no CNAS a União Norte Brasileira das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia.

O advogado “pergunta a Cláudio se já mandou o dinheiro”.

 19 de junho de 2006, 15h43

O mesmo advogado Luiz Vicente Dutra dialoga ao telefone com pessoa referida no relatório da PF como “MNI” (Mulher não identificada).

Dutra “pergunta se chegou o envelope com o dinheiro do hospital Mãe de Deus [entidade filantrópica gaúcha]”. Ele “manda que o mesmo [dinheiro] lhe seja entregue no aeroporto.”

A mulher responde que a grana ainda não chegou. Afirma que “estão mandando agora.”

Prossegue o relatório da PF: “Dutra diz para mandar para o aeroporto, porque está levando dr. Misael. Diz para ficar na terceira porta do aeroporto do embarque de quem sobe a rampa…”

Dutra “…diz para o motorista ir voando para o aeroporto…”

19 de junho de 2006, 15h55

O advogado Luiz Vicente Dutra conversa com personagem identificada no relatório da PF como Isabel.

A mulher “diz que falou com a Ana [do hospital Mãe de Deus, segundo a PF].” Afirma que “ela ficou de avisar o motorista para ir direto ao aeroporto.”

Dutra a orienta a “pegar o telefone do motorista.” Isabel informa que está com outra personagem na linha, Cristina. Afirma que “ela já avisou ao motorista”. Acrescenta que “ele está indo para o aeroporto.”

19 de junho de 2006, 16h02

Diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com pessoa identificada pela PF como Cristina.

Dutra “pede o telefone do motorista que está indo levar o dinheiro” ao aeroporto. Cristina “diz que vai ligar para ele.”

19 de julho de 2006, 16h04

Diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com “Mário”, o motorista.

Segundo o relatório da PF, “Mário é a pessoa que está levando o dinheiro do Hospital Mãe de Deus”.

No texto, os delegados acrescentam: “Mário diz que está no túnel”. Afirma “que está indo para o aeroporto. Diz que vai aguardá-lo no embarque, na rampa, no portão do meio.”

Foram tantos e tão exaustivos os exemplos mencionados no relatório da PF, que os delegados sentiram-se compelidos a se desculpar com o juiz.

Pedimos escusas pela apresentação, por certo enfadonha, de tantos exemplos do mesmo proceder…”

“…Se o fazemos é para bem evidenciar a constância com que a quadrilha” agia. O texto vincula o advogado Luiz Vicente Dutra a pelo menos três conselheiros do CNAS:

São eles: Misael Lima Barreto, o representante dos Adventistas do Sétimo Dia; Sílvio Iung, da rede de escolas Luteranas; Euclides da Silva Machado, da Obra Social Santa Isabel, entidade de auxílio a idosos de Brasília; e Ademar de Oliveira Marques, do Movimento de Meninos e Meninas de Rua.

“As falsidades”, sustenta o relatório, eram múltiplas: “Não apenas os votos e as notas técnicas eram elaborados no escritório de Dutra. Até mesmo os relatórios e diligências [do INSS]  poderiam, em tese, ser confeccionados ali.”

PS.: Leia mais no texto abaixo.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

Sob nova direção, CNAS promete moficar métodos

Sob nova direção, CNAS promete moficar métodos

Reunido na terça-feira (8) da semana passada, o CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social) elegeu uma nova presidente.

Chama-se Valdete de Barros Martins. Ela integra a bancada de nove representantes do governo no colegiado, que tem 18 membros.

Chega com o desafio de deter as fraudes que levam à certificação de falsas filantrópicas.

Valdete recebeu o cargo das mãos da conselheira Simone Albuquerque, que ocupava a presidência do conselho interinamente desde março.

Simone fora ao comando graças a um pedido de licença do presidente anterior, Silvio Iung, um dos que se encontram sob investigação.

O blog procurou Simone, para saber que providências adotara depois da deflagração da Operação Fariseu, em março. Ela respondeu à indagação por escrito. Eis o que Simone diz ter feito:

1. Deste a instauração do processo, prestou todas as informações solicitadas pela Polícia Federal;

2. Conduziu o processo eleitoral, para renovação da composição do CNAS, que já estava em curso;

3. Solicitou à PF o compartilhamento das informações levantadas. A partir daí, diz Simone, serão revistos os certificados das entidades em situação de possíveis irregularidades. Encontram-se sob investigação, segundo a PF, 60 filantrópicas;

4. Abriu processo administrativo contra funcionários envolvidos nas possíveis irregularidades detectadas pela PF. Alguns foram demitidos imediatamente;

5. Solicitou a revisão de processos julgados e deferidos na reunião realizada pelo CNAS no último mês de fevereiro. A revisão será feita pela nova gestão;

6. Lembrou que, dois dias antes de a Operação Fariseu ter ganhado o noticiário, o governo enviara ao Congresso projeto de lei que modifica o procedimento de concessão de certificados filantrópicos;

7. Esquivou-se de fazer comentários sobre os procedimentos da PF, como solicitara o repórter.

De resto, Simone antecipou providências que “serão votadas pelo novo grupo de conselheiros do CNAS:”

A. Mudanças no regimento interno do conselho;

B. Adoção de novos procedimentos para conceder o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social, baseados em parecer técnico de cada ministério envolvido (Desenvolvimento Social, Saúde, Educação e Fazenda);

C. Para a certificação ou renovação da certificação, será solicitado parecer da Receita Federal para casos de entidades com renda acima de R$ 2 milhões.

Escrito por Josias de Souza às 01h50

 

13/07/2008

Grampos da Polícia Federal expõem desvios do setor filantrópico (01) segunda-feira, jul 14 2008 

  Sinhá, cadê "seu" padre que o País está podre?

Quem leu meus textos com os títulos

"Uma boa lei pressupõe as piores ações e os piores sujeitos";

"Ongs, bongs e fongs fajutas estão em desespero"

Quem lê meus desabafos a respeito de problemas de acesso, após conexão confirmada, para atualizar antivíurs, páginas "cracas" que se abrem, no desespero de "enfiar goela abaixo" produtos de consumo, sobre a poluição do meu micro, causada por hackers e crackers, a serviço do crime organizado, podem, agora, por meio de texto de autoria crível, ou seja, que tem credibilidade, algumas retaliações de ongs, bongs e fongs fajutas, aquelas que lavam dinheiro sujo de empresas que não cumprem as obrigações trabalhistas, por exemplo, mas gastam dinheiro com funcionários corruptos que, por nem imaginar o que seja dignidade, se vendem por tão pouco dinheiro.

Ora, comentará quem me lê, as somas descritas no texto abaixo resolveriam alguns problemas de qualquer pessoa. Esquece-se, o leitor, que as somas descritas são distribuídas, há muitos intermediários no meio do caminho.

É, depois reclamo porque, na rua ou em eventos públicos, sou olhada de cima abaixo como se eu é que fosse a "piolhenta" que participa de atos lesivos e está ganhando dinheiro!

Tenha paciência para ler o que copiei e colei do blog do Josias, chamada na página inicial do provedor UOL:

Fonte: [http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/]

Grampos da PF expõem desvios do setor filantrópico

Grampos da PF expõem desvios do setor filantrópico

Conselho nacional de filantropia vira balcão de negócios

Advogados de pseudofilantrópicas ‘aliciam’ conselheiros

Estima-se que o Tesouro foi tungado em mais de R$ 2 bi

O processo corre na 12ª Vara Federal de Brasília. Apura fraudes praticadas sob o manto da filantropia.

Os malfeitos ocorreram num órgão que funciona no ministério do Desenvolvimento Social.

Chama-se CNAS (Conselho Nacional de Assistência Social). Tem poderes para dar isenção tributária a organizações filantrópicas.

Descobriu-se que representantes de entidades de aparência insuspeita –de obras sociais a igrejas—se uniram a advogados, para ludibriar o INSS e a Receita.

O caso veio à tona em 13 de março. Numa operação batizada de “Fariseu”, a Polícia Federal levou ao cárcere seis pessoas.

Dias depois, estavam soltos. E, decorridos exatos quatro meses, o episódio sumiu do noticiário, suplantado por outros escândalos.

O processo segue, porém, o seu curso. Corre em segredo de justiça. A peça central dos autos é um relatório sigiloso da Polícia Federal. Tem 175 folhas.

O blog obteve uma cópia do documento. Contém diálogos inéditos. Foram captados por meio de grampos telefônicos feitos desde 2005.

As conversas levadas ao relatório expõem o lado obscuro da filantropia no Brasil, convertida em pilantragem.

O texto da PF anota: “A gama de benefícios de ordem tributária e de contribuições sociais auferidos por entidades que desenvolvem ações de filantropia tem sido objeto de desejo por parte de pessoas inescrupulosas…”

…Indivíduos “que, sob o albergue da impunidade, oferecem a extensão do manto estatal da isenção contributiva a toda e qualquer pessoa jurídica que esteja disposta a arcar com o ônus de seus honorários…”

“…Ainda que para isso […] tenha-se que praticar toda sorte de delitos: formação de quadrilha, malversação de verbas públicas, corrupção ativa e passiva…”

Mais: “…fraude à licitação, alteração de balancetes, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência…”.

São signatários do documento três delegados federais: Tatiane da Costa Almeida, Flávio Maltez Coca e Adnilson Lima Maia. Resumiram os achados da investigação.

Para tonificar suas conclusões, os delegados salpicaram o texto com extratos das conversas bisbilhotadas por meio dos grampos telefônicos.

A leitura dos diálogos (detalhes abaixo) conduz a uma dedução inescapável: o Conselho Nacional de Assistência Social tornou-se um balcão de negócios.

O CNAS é o tal órgão vinculado à pasta do Desenvolvimento Social. Sua principal atribuição é a emissão de um documento chamado CEBAS.

Vem a ser o “Certificado de Beneficência e Assistência Social”. Um pedaço de papel entregue a entidades privadas que, supostamente, se dedicam à filantropia.

O CEBAS não é um documento banal. Oferece aos seus detentores um benefício singular: a isenção tributária.

A PF reuniu um lote de evidência de que, mediante o pagamento de propinas e a distribuição de presentes, falsas filantrópicas vêm fraudando o erário.

Conforme o relato que a PF levou ao processo judicial, a malfeitoria funciona assim:

“…A ação é realizada por meio de retirada dos processos de pauta e pedidos de diligências, ambas atendendo a solicitações de advogados representantes das entidades requerentes…”

“…Assim, com o objetivo de ‘driblar’ as exigências do CNAS (exigências legais), que poderiam levar ao indeferimento da concessão do certificado [de filantropia], ou mesmo impedir a reversão de pedido já indeferido, é que conselheiros e advogados mantém um estreito relacionamento…”

Um relacionamento do qual resultam “…benefícios para ambos e para as entidades envolvidas. Obviamente, tais ‘benefícios’ geram grande prejuízo ao Fisco…”

Danos sentidos “…notadamente nos cofres da Previdência, vez que o certificado fornecido pelo CNAS isenta as entidades do pagamento da contribuição patronal incidente sobre a folha de pagamento dos funcionários.”

Estima-se que, desde 2004, a “quadrilha” –assim chamada pela PF— impôs às arcas do Tesouro prejuízo superior a R$ 2 bilhões.

O CNAS tem 18 conselheiros. Nove representam o governo. A outra metade chega ao conselho por indicação de entidades ditas benemerentes.

Veja nos cinco textos abaixo uma amostragem dos indícios de malfeitos captados pelos grampos que a PF realizou com autorização da Justiça.

Escrito por Josias de Souza às 02h21

Conselheiro pede R$ 100 mil para criar filantrópica

Conselheiro pede R$ 100 mil para criar filantrópica

“Eu, pra fazer tudo (…), utilidade pública federal, processo do CNAS, tudo né, com a equipe que trabalha comigo, e tudo, ficaria aí num 100 mil, no máximo.”

A voz que salta do grampo feito pela Polícia Federal é a de Carlos Ajur. Deficiente visual, chegou ao Conselho Nacional de Assistência Social –o CNAS— por indicação da Federação Brasileira de Entidades de Cegos.

Entre 2004 e 2006, Ajur presidiu o conselho. Um órgão que lida com cerca de 10 mil filantrópicas. Têm isenção tributária. Só aos cofres da Previdência, deixam de recolher R$ 4 bilhões por ano.

As investigações policiais, feitas com o acompanhamento do Ministério Público, levantaram indícios de que o cego Ajur enxergou no CNAS um meio de fazer dinheiro.

Eis como a PF descreve Ajur, hoje fora do conselho: Ele “lida diretamente com as entidades envolvidas, sem qualquer preocupação quanto à ilicitude de sua conduta…”

Atende “…a interesses particulares quando, a bem da sua função perante aquele colegiado, deveria pugnar pela prevalência do interesse público.”

A apuração nasceu há quatro anos, justamente nos calcanhares de Ajur. Em 2004, a PF recebera denúncia de uma dirigente de entidade social de Sergipe.

Ela relatara que havia sido procurada por Ajur. O então conselheiro oferecera-se para azeitar no CNAS a concessão de um certificado filantrópico. Em troca, pedira dinheiro.

A PF decidiu medir os passos de Ajur. Deparou-se com o impensável. Como a seqüência de conversas abaixo:

28 de março de 2006, 11h41

Diálogo de Carlos Ajur com mulher identificada pela PF como Marisa. Tratam da transformação de uma empresa convencional em entidade filantrópica.

Ajur: Então, se houver interesse do pessoal, qual que é o primeiro trabalho que a gente tem que fazer? Transformar ela numa empresa sem fins lucrativos.

Marisa: E como eu faria isso.

Ajur: Aí, agora, é um trabalhão.

Marisa: É?

Ajur: …Primeiro você tem que ver se eles topam isso aí, entendeu? Aí a gente pode ir até aí, pode tá explicando, pode tá conversando, pode até tá fazendo.

No curso da conversa, Ajur informa que havia um problema a contornar. Uma vez reconhecida como de “utilidade pública”, a entidade teria de amargar três anos de carência antes de começar a usufruir da isenção tributária.

Ele insinua que já dispunha de solução: a transformação da firma já existente “de empresa com fins lucrativos para empresa sem fins lucrativos.” E o prazo de carência seria dispensado.

Ajur: …Eu pego esse prazo que ela já existe (…). Eu acho que vale a pena eles gastarem um dinheiro e fazer essa transformação e adquirir esses títulos, entendeu?

Marisa: Entendi. E você calcula que, pra transformar isso, eles gastariam mais ou menos quanto? Você que está acostumado.

Ajur: Aí depende com quem que eles vão trabalhar. Se for trabalhar comigo eu cobro barato. Se você vai pegar um escritório de advogado famoso, eles vão cobrar (…) em cima da isenção da cota patronal.

Marisa: Mas eu liguei pra você por que eu gostaria que fosse você.

Carlos Ajur estima em até R$ 11 milhões a isenção previdenciária que a nova entidade teria a cada triênio. Valendo-se de péssimo português, ele não chega a fazer feio nas contas:

Ajur: …Cê joga aí 4% disso aí vai dar quanto, de 11 milhões? Vai dar 400 mil conto (…). Seria o que eles cobra… O que um escritório cobra hoje pra fazer isso.

Marisa: Nossa!

Ajur: Eu, pra fazer tudo, transformar, fazer tudo, utilidade pública federal, processo do CNAS, tudo né, com a equipe que trabalha comigo, e tudo, ficaria aí num 100 mil no máximo.

As tratativas se arrastaram. A empresa torce o nariz para a idéia de remunerar os bons préstimos de Carlos Ajur. O relatório da PF traz os extratos de mais sete diálogos.

Num deles, o nome da empresa que dialogava com Ajur é explicitamente mencionado: Hospital Evangélico de Londrina. Noutro, Ajur é informado de que a organização decidira recorrer à Justiça para obter o seu certificado filantrópico. Ele desaconselha a iniciativa.

O hospital reivindicava do CNAS, em verdade, a renovação de um certificado antigo. Tinha contra si uma decisão do TCU, que aconselhava o contrário.

 

Em 17 de maio de 2006, às 8h03, Ajur conversa com um personagem identificado no relatório da PF como “Curi”. Um dos diretores do Hospital Evangélico de Londrina se chama Koury. Luiz Soares Koury.

A diferença de grafia não permite saber se o “Curi” citado no texto da polícia e o Koury da diretoria do hospital são a mesma pessoa. De concreto tem-se apenas que Ajur renovou a proposta de socorrer a entidade:

Depois de informar que o caso seria julgado pelo CNAS, na linha do que preconizara o TCU, Ajur volta a se insinuar: A “opção de contratar o meu serviço é sua. Se você não me contratar, eu conheço o hospital, eu quero é mais que você resolva a situação…”

Mais adiante, o relatório da PF conclui: “…A entidade Hospital Evangélico de Londrina, finalmente, sucumbe:”

23 de junho de 2006, 16h32

Diálogo de Carlos Ajur com homem identificado como Wagner.

Wagner: Oh, Carlos, é o seguinte: nós tivemos um imprevisto de uns débitos na conta aí, que não tinha conhecimento nosso, na verdade a gente ia pagar tudo hoje, então veio aqui que deixou todo mundo a pé e a gente tá pegando dinheiro pra comprar remédio, para não parar o hospital… Mas a gente tá vendo, fez uma programação… Dá pra você agüentar até o dia 10?

Ajur: Dia 10 de julho?

(…)

Wagner: Dia 03?

Ajur: É.

Wagner: …O duro é que eu não tenho entrada nenhuma dia 03.

Ajur: Porque eu tenho pagamento dia primeiro.

Wagner “diz que vai fazer o possível.” Ajur repisa a data. Afirma que “dia 3 tem que pagar o pessoal do escritório aqui e de Brasília.”

O caso do hospital é apenas um entre tantos que a PF associa ao nome de Carlos Ajur. De resto, o ex-conselheiro aparece nos grampos combinando procedimentos com advogados que defendiam interesses privados no CNAS.

Seu relacionamento mais profícuo, segundo a PF, era com o advogado Ricardo Viana Rocha, do Rio. A dupla –Ajur e Viana—compôs a lista de seis pessoas que a PF prendeu em março passado.

Os personagens e as entidades mencionadas no documento da polícia negam os malfeitos insinuados nas conversas grampeadas. Caberá agora à PF e ao Ministério Público converter indícios em provas capazes de levar às condenações.

 PS.: Leia mais sobre o tema no texto abaixo.

Escrito por Josias de Souza às 02h15

Advogado de filantrópicas vira ‘19º conselheiro’

Advogado de filantrópicas vira ‘19º conselheiro’

Vão abaixo outros extratos de diálogos telefônicos obtidos pela Polícia Federal e levados ao processo que corre na Justiça Federal de Brasília.

O signatário do blog esclarece que, em depoimentos já ouvidos pela PF e em manifestações públicas, os personagens cujas vozes emergem dos grampos negam os malfeitos insinuados nas conversas.

Caberá à polícia e ao Ministério Público, na segunda fase da investigação, transformar em provas aquilo que, por ora, figura nos autos como indícios.

 

16 de outubro de 2006, 11h57

Diálogo do advogado com Luiz Vicente Dutra com o conselheiro do CNAS Sílvio Iung.

Luiz Vicente Dutra tem escritório em Porto Alegre. Advoga para filantrópicas. A PF refere-se a ele no relatório sigiloso obtido pelo blog como “um dos mentores da quadrilha” desbaratada no CNAS.

Na prática, segundo a PF, Dutra funciona como um conselheiro extra no colegiado de 18 membros –metade indicada por entidades filantrópicas e outra metade pelo governo.

“O que ocorre é que Luiz Vicente Dutra se vê, e o colegiado do CNAS também, como um 19º Conselheiro”, anotam os delegados no relatório sigiloso.

Nesse diálogo, o interlocutor do advogado é Sílvio Iung. Foi ao CNAS por indicação do ISAEC (Instituição Sinodal de Assistência, Educação e Cultura).

A entidade controla uma rede de escolas ligada à Igreja Luterana. Na época em que o grampo telefônico foi feito, Sílvio era nada menos que presidente do CNAS. Licenciou-se em março, depois que o escândalo foi pendurado nas manchetes.

Na conversa gravada pela polícia, a dupla Dutra-Iung fala sobre o processo de um hospital privado de Joinville (SC). Chama-se Dona Helena.

 

O time de técnicos do CNAS recomendara a rejeição do pedido de concessão do certificado de filantropia ao hospital.

Relator do processo, Sílvio endossara o parecer contrário às pretensões do hospital. Mas mudaria o seu voto. Estava tudo combinado. Eis o diálogo:

Dutra: Você pediu o deferimento, né?

Sílvio: Não, eu acompanhei a equipe de análise, lembra que nós fizemos isso como estratégia e o Ademar [de Oliveira Marques, então conselheiro do CNAS indicado pelo Movimento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua] esse sim, ele pegou aquele voto e mudou o voto. O pedido de vista dele já é pelo deferimento. O que vai acabar acontecendo agora é o seguinte: eles vão me perguntar se eu acompanho o voto de pedido de vistas, e é isso que eu fazer.

Dutra estranha o fato de Sílvio ter endossado o parecer da equipe técnica, contrário à entidade. Segue-se a resposta esclarecedora:

Sílvio: Não, agora, com o pedido de vistas, eu mudo meu voto.

Dutra: Ah tá!

Sílvio: Entendeu? Esse é o procedimento. Tem um pedido de vistas e aí é perguntado ao relator original se ele mantém o voto ou modifica. Evidentemente eu vou modificar.

Dutra: Claro, até porque tu teve a participação naquele caso de Curitiba, né.

Sílvio: Isso,  exatamente. Tá tudo dentro da estratégia.

Dutra: Agora eu tô entendendo, eu não me lembrava do teu acompanhamento…

 

17 de outubro de 2006, 12h26

Diálogo do advogado Luiz Vicente Dutra com o conselheiro do CNAS Ademar de Oliveira Marques, representante da entidade de meninos e meninas de rua.

Conversam sobre um processo envolvendo o Colégio Batista Santos Dumont, de Fortaleza (CE). A entidade estava sob risco de perder o certificado de filantropia.

Para contornar o infortúnio, Dutra sugere a Ademar a encomenda de uma “diligência” de fiscais do INSS na instituição, “para esclarecer algumas coisas que não ficaram claras no processo.”

Dutra: Pode ser?

Ademar: Claro.

No curso do telefonema, o advogado faz menção ao caso do Hospital Dona Helena. O conselheiro o tranqüiliza. Diz, segundo a PF, que, “com isso nem se preocupa.”

O advogado Dutra alcançou Ademar por meio do celular do então presidente do CNAS, Sílvio Iung. Estavam juntos. Preparavam-se para embarcar num avião. E Sílvio repassa o telefone para Ademar.

O diálogo da trinca revela o grau de intimidade que permeava as relações do advogado Dutra, o defensor de filantrópicas, com os membros do conselho que rege a filantropia no país.

Sílvio: Tu quer falar com ele, né? Nós tamo embarcando aqui no avião. Eu vou te passar ele, tá bom? Um abraço!

Dutra: Tu visse? Agora eu tenho secretário, héin!

Ademar: É… tô vendo! Tá forte, héin!

Dutra: … primeiro passo pro secretário…

Ademar: Tô percebendo. Tá bem assim!

 PS.: Leia mais sobre o tema no texto abaixo.

Escrito por Josias de Souza às 02h07

 

 

Ongs, bongs e fongs fajutas estão em desespero quarta-feira, jul 2 2008 

 

A duras penas, tenho clicado, todos os dias, no site do Câncer de Mama.

            Claro, já tive que me recadastrar três vezes e meus correios eletrônicos para que receba mensagens, todos os dias, me lembrando de que preciso clicar todos os dias, não estão chegando ao destino, portanto, cada vez que deixo de receber os “reminders”, me recadastro. Da última vez, cadastrei o The Animal Rescue Site (não conseguia receber os “reminders” do The Breast Cancer Site) e, por ele, estou clicando, também, no The Breast Cancer Site.

            Ora, alegará o crime organizado, por que precisa de “reminders” se clica desde o ano de 2002? Já não está suficientemente “lembrada” de que precisa clicar no site do câncer de mama todos os dias?

            Explico, impotentes sexuais e intelectuais: pelo “reminder”, não preciso digitar o endereço, basta clicar na mensagem do “reminder”. Além disso, qualquer parasita se julga no direito de me usar – por meio do micro e da minha vida pessoal – para se autopromover. Por que não permitirei que uma ong que não é de fachada não se promova, todos os dias, no meu micro? Só impotente sexual e intelectual não quer isso, porque não se apresenta pessoalmente, manda lacaios danar meu micro e minha vida pessoal.

            Atribuo esses obstáculos (de perder, constantemente, a oportunidade de clicar nos “reminders”) aos lacaios do crime organizado que, por precisar lavar dinheiro sujo, mantém ongs, bongs e fongs de fachada (bongs e fongs é para incluir todas as entidades salafrárias, que se aproveitam de legislação falha, de falta de controle sobre as práticas dessas entidades salafrárias e, muito grave, nelas trabalham os cupinchas, os cabos eleitorais de muitos salafrários que estão no poder legislativo e dos que querem fazer parte dessa festa) e o fazem por meio dos lacaios, que desviam minhas mensagens, que utilizam endereços eletrônicos de meus correspondentes para se comunicar com isso e, como já digitei muitas vezes, aproveitam para enriquecer os currículos de hackers e crackers que, depois, trabalham em empresas de informática. Claro, dominam toda a criminologia cibernética, portanto, são raposas tomando conta do galinheiro.

            Para meu gáudio, apesar dos obstáculos, leiam a mensagem do The Breast Cancer Site. Imagino que minhas contribuições nem tenham sido, de verdade, contadas, por só Deus sabe, quando clico nesse site, para onde vão minhas contribuições, a julgar pelos percalços que os lacaios do crime organizado me causam:

 

Oito milhões de cliques no mês de junho!

Dez mil dólares a mais, para mamografias gratuitas!

Candidatos a cargos do legislativo fajutos estão desesperados!

Enquanto faziam e desfaziam, ignorando a população, agora, não têm isso, no “currículo” deles e de suas ongs, fongs e bongs para utilizar em campanhas eleitorais.

The Breast Cancer Site = www.thebreastcancersite.com

Pelo menos ajudo mulheres desprivilegiadas a fazer mamografias gratuitas e, em caso positivo, a receber orientação e tratamento médico.

Mesmo que eu tenha feito compra e a Receita Federal tenha cobrado uma taxa, para retirar o que comprei dos Correios, que ficou em metade do valor da compra. Tudo bem: minha compra foi controlada, enquanto importadores de fachada continuam a receber suas compras, rodeando a legislação e funcionários que deveriam verificar isso fazendo “vista grossa”, enquanto criminosos que já foram para a cadeia (e de lá continuaram a “gerenciar” seus negócios ilícitos) usam “laranjas” para alegar que os “laranjas” é que fazem negócios ilícitos, o “coitadinho” apenas aluga imóveis para eles.

Sinhá, cadê “seu” padre que o crime não tem fim?