Sinhá, cadê “seu” padre que os vendedores on-line precisam de limites! quarta-feira, abr 23 2008 

Desde os mais simples Trabalhadores em Informática (se essa é minha interpretação correta de TI, aqueles que têm um contrato tão especial que emitem recibo pelo trabalho que fazem, para que os donos das terceirizadas não precisem pagar as obrigações trabalhistas que as empresas que não são terceirizadas têm que pagar; sim, quando forem se aposentar, os trabalhadores regulares é que pagam as despesas, descontadas de suas aposentadorias) até os mais especializados estão num desespero – e com isso nos provocam danos morais e financeiros – para vernder os produtos que há necessidade de se recorrer ao padre, para ver se ele recorre ao bispo, para colocar um limite nesses desesperados.

Basta ligar o micro que vem o aviso de que a "memória virtual está baixa". Junto com esse recado, a seqüência do texto fica truncada, pois não sabemos o que fazer com o "clique aqui". Conectamo-nos à Internet e recebemos, de "baldada", avisos de como otimizar o micro.

Ora, por que o micro, que recebeu um aumento de memória no ano passado, encontra-se com a memória virtual baixa? Será por causa da impotência sexual e intelectual dos hackers que trabalham em empresas de segurança em informática e, por falta de vagas, trabalham, também, em empresas que vendem suprimentos de informática?

Outros produtos de segurança em informática, que não o que eu utilizo, que não foi baixado "de grátis" e, portanto, não precisa aparecer nas mensagens de correio eletrônico que envio, propagandeando qual é o pacote de segurança, atualizado diariamente – e, nesse meio tempo, sujeito a invasões de hackers de outras empresas de segurança em informática – e, no devido tempo, passado pelos procedimentos de confirmação de continuar a assinatura, por pagamento, o "upgrade" acontece devidamente, enviam hackers e crackers para convencer que é justamente esse pacote de segurança que está muito pesado, dificultando tudo.

Ainda não consegui pesquisar nem detectar onde foi que uma craca de um "Adware.Lop" me pegou, determinando que o pacote de segurança me avisasse do alto risco desse desgraçado desse "adware". E, agora, foi quando visitei uma página recomendada para conhecer determinada descendência e a página insistia para a instalação do Controle Activex que, uma vez instalado, só abria a página de um provedor, supostamente "de grátis", mas que não me interessa?

Sinhá, cadê "seu" padre, para que ele inicie uma campanha de moralização contra esses capitalistas selvagens que, em vez de ganhar dinheiro honesto, mais parecem estar devendo para agiotas ou para o crime organizado?

Que falta de ética universal! Que falta generalizada de respeito! Que falta faz uma ação contundente da parte de quem deveria estar impondo limites a todos, sem exceção, no real e no virtual.

Ah, é, todos só têm direitos. Nenhum dever! Quando chamados à devida atenção para as faltas que cometem, ameaçam, aparentando certeza absoluta de que jamais serão punidos.

Esse foi um dos exemplos de como um internauta é assediado e não tem a quem recorrer. Sim, existem os sites de denúncias e até os provedores disponibilizam algo nesse sentido. Todavia, quem nos garante que não estamos denunciando exatamente para quem está cometendo os crimes de assédio ou essa pessoa que recebe nossas denúncias não ganhe dos dois lados? Ups! Sem trocadilho.

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Falando sobre Justiça de RO multa Google por ‘fofocas’ no Orkut – Artigo – notícias quarta-feira, abr 23 2008 

 

Pelo que entendi da justificativa do "Google" e da sentença judicial, quem abre o espaço e permite os recursos tecnológicos, tem sim, responsabilidade pelo que é publicado e está acessível a "qualquer um" e qualquer um, aqui, está sendo usado no sentido pejorativo.

Eu não tenho interesse nem em fofocas sobre "ricos e famosos", muito menos pretendo ler, na WEB, fofoca sobre pessoas de minha cidade, por exemplo.

Então fica combinado assim, "seu" Padre, para que as pessoas não ganhem dinheiro e, na hora de responder pelo que devem responder, para não atribuir essa responsabilidade às vítimas (sem nos esquecer que os criminosos, aqueles, no caso, que criam ou participam de comunidades virtuais com a finalidade de externar seus recalques, usualmente, não assumem as responsabilidades, bem como os que prestam serviços "terceirizados", no caso os que disponibilzam os recursos tecnológicos sem exigir apresentação de identidade, endereço, carteira de vacina contra delinqüência, antecedentes…), é imperioso que todos se identifiquem, desde os que detém o "pudêr" de um portal, um provedor, um muquifo, uma central clandestina – e demonstrem de onde veio o rico dinheirinho que possibilitou a existência desses recursos e, também, a identificação completa, localização geográfica – quem sabe, embora este país seja miserável, alguns dos usuários não estejam internados em hospitais psiquiátricos ou cumprindo pena em presídios de segurança mínima ou máxima, filiação, documentação e tudo o que permita que sejam facilmente localizdos e respondam pelos crimes que cometem.

Nós, os que usamos a Internet para o bem, pagamos por acesso e, mesmo que o provedor seja gratuito, nós, os que não nos escondemos em endereços eletrônicos piadistas (reveladores de índoles criminosas) nem nos escondemos em endereços eletrônicos clonados, submetidos, muitas vezes, à exposição pelo endereçamento aberto, nós, os que, em qualquer lugar, pedem nosso endereço eletrônico e não sabemos em que mãos desonestas esses nossos endereços honestos vão parar, tenhamos, enfim, a oportunidade de ver a justiça sendo feita?

Eu sou mesmo muito otimista no meio de tanto pessimismo em que se transformou a vida, não sou?  

Citação

Justiça de RO multa Google por ‘fofocas’ no Orkut – Artigo – notícias

São Tomé e Príncipe se tornou um modelo de como roubar uma nação africana sábado, abr 19 2008 

Se os comentários que fiz, na inserção anterior, ficou ininteligível, é possível que você necessitasse de ler este texto.

É muito longo? O que você quer, cara pálida, que eu grave a leitura para Vossa Mercê? Já fiz muito, justificando as linhas, para que a leitura ficasse mais confortável!

19/04/2008
São Tomé e Príncipe se tornou um modelo de como roubar uma nação africana

Os moradores de uma minúscula ilha-Estado africana sonham com grande riqueza desde que petróleo foi descoberto em suas águas territoriais. Empresas, potências estrangeiras e políticos corruptos estão disputando licenças de exploração na esperança de obter riqueza.

Mathieu von Rohr

Em São Tomé e Príncipe

O lobby do Hotel Miramar, em São Tomé, seria o cenário perfeito para um thriller de espionagem tropical. Ele é o melhor hotel da cidade, o que não significa muito, mas seu lobby com ar-condicionado, completo com sofás coloridos e vasos com plantas, se tornou um importante local de encontro para todos aqueles que têm algum negócio nesta ilha curiosa: atravessadores e seus assistentes, representantes de governos estrangeiros e organizações internacionais e um grande número de figuras duvidosas. Pessoas boas e ruins se congregam no lobby do Hotel Miramar, mas diferenciá-las não é fácil.

Membros da Marinha dos Estados Unidos marcham pelo lobby toda manhã e embarcam em um ônibus para construir uma estação de radar (como todos sabem). No salão de café da manhã, duas mulheres e um homem olham silenciosamente para seus laptops; eles são membros de uma delegação do Banco Mundial que está em São Tomé para se reunir com ministros do governo. E há os homens em camisetas desbotadas que as pessoas dizem ser agentes da CIA, apesar de não ser necessariamente verdade. Boatos são comuns.

As ilhas de São Tomé e Príncipe formam um único país soberano, com população de 160 mil habitantes. Até poucos anos atrás, a única fama das ilhas eram os selos postais de Marilyn Monroe, linhas de tele-sexo fraudulentas e um produto chave de exportação, o cacau.

Isto é, até a descoberta de petróleo sob o leito marítimo além da costa do país. Poderá ser uma bênção ou uma maldição para este minúsculo país; e parece ter deixado todos loucos.

O paradoxo da abundância

No mapa mundial, São Tomé e Príncipe são dois pontos pouco detectáveis no Golfo da Guiné, quase exatamente na linha do Equador, a 200 quilômetros da costa do Gabão. O país é pacífico, democrático e desesperadamente pobre. Seus habitantes sobrevivem de ajuda estrangeira e empréstimos internacionais. Além da pequena produção de cacau, o país não possui produtos significativos.

Os são-tomenses mal podiam acreditar em sua sorte quando estudos sísmicos concluídos nos anos 90 revelaram uma enorme reserva de 11 milhões de barris de petróleo pouco além de sua costa. Eles estavam ricos! Os são-tomenses repentinamente podiam sonhar em se tornar uma espécie de Brunei, um minúsculo e rico país africano onde as pessoas podiam viver despreocupadamente. O maná dos céus!

Então o resto do mundo ficou sabendo. Empresas dos Estados Unidos, China, Noruega e Canadá enviaram equipes para as ilhas, e governos estrangeiros -em particular os Estados Unidos e a grande vizinha de São Tomé, a Nigéria- começaram a demonstrar interesse.

Uma riqueza de recursos naturais nem sempre faz bem para um país pobre. Isto se chama "paradoxo da abundância" e exemplos infelizes proliferam na vizinhança imediata de São Tomé. Um é a Nigéria, uma grande produtora de petróleo governada pelo regime corrupto do presidente Olusegun Obasanjo desde 2007. E há a Guiné Equatorial, cujo ditador brutal, Teodoro Obiang Nguema, mantém seu povo na pobreza; e o Gabão, onde a classe alta praticamente se apossou da riqueza do petróleo do país; e, é claro, Angola, ainda sofrendo dos efeitos de sua longa guerra civil.

Quando o presidente são-tomense Fradique Melo de Menezes assumiu o governo em 2001, ele prometeu manter seu país livre desses problemas. Fradique é um homem baixinho e musculoso com um grande bigode -um mercador de cacau que trata a todos pelo primeiro nome. Ele impressionou a comunidade internacional quando falou sobre o desejo de usar a riqueza do petróleo para ajudar seu país.

Fradique recorreu a Jeffrey Sachs, da Universidade de Colúmbia, em Nova York, o famoso especialista americano em ajuda para desenvolvimento, para orientação e apoio. Sachs já prestou consultoria a governos de todo o mundo e escreveu um livro chamado "O Fim da Pobreza". Ele viu uma oportunidade de transformar São Tomé em um modelo e levou suas melhores equipes para investigar o país pessoalmente. Suas metas eram ajudar todos os são-tomenses a dividirem a nova riqueza, evitando o erro de depender totalmente do petróleo. Ele seria um país sem conflitos violentos.

E graças a Sachs, São Tomé possui uma nova lei do petróleo que pode ser a melhor do gênero no mundo. Ela exige que a receita do petróleo seja depositada diretamente em uma conta no Federal Reserve (o banco central americano) em Nova York. Apenas uma pequena parcela deste dinheiro pode ser reinserida no orçamento; o restante é poupado para o futuro. O controle do próprio petróleo cabe a uma comissão composta de são-tomenses de todo o espectro político do país.

Assim, ao menos, é como "deveria" funcionar. Mas a comissão ainda não existe. E ninguém viu os contratos das companhias de petróleo, que deveriam ser divulgados publicamente. Isto não é exatamente surpreendente, dado que os políticos em São Tomé nem sempre cumprem a lei.

Mas será que São Tomé pode se tornar um modelo para o mundo? O petróleo realmente existe?
‘A região de petróleo mais importante do mundo’

Quando o presidente Fradique de Menezes chegou ao poder há mais de seis anos, ele impressionou tanto os especialistas quanto o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. A revista "New Yorker" escreveu: "Quem precisa da Arábia Saudita quando se tem São Tomé?" Bush se reuniu com Fradique e 10 outros chefes de Estado africanos em setembro de 2002, e apesar de outros terem entediado o presidente com discursos em francês, Fradique teria falado de forma "eloqüente, em um bom inglês com leve sotaque, sobre os interesses comuns de São Tomé e dos Estados Unidos". Bush até mesmo parou de brincar com seu lápis.

Fradique lembrou aos seus ouvintes dos "trágicos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono" e destacou a importância de fontes alternativas de petróleo fora do politicamente volátil Oriente Médio. Seu país, ele disse, se encontra em uma "localização estratégica na região de petróleo mais importante do mundo -o alto-mar da costa oeste da África".

Foi uma jogada inteligente da parte de Fradique, porque o petróleo desta região tem enlouquecido os americanos. Eles atualmente importam 13% de seu petróleo da África sub-saariana; esse número deverá crescer para 25% em poucos anos. O petróleo africano é bastante procurado por causa de seu baixo conteúdo de enxofre e suas reservas geralmente marítimas, onde pode ser carregado em petroleiros sem a necessidade de se colocar os pés em um país.

Para ficar rico, seja um ministro

O homem que foi o primeiro-ministro de São Tomé até fevereiro de 2007 se chama Tomé Vera Cruz, um homem de aspecto poderoso encarregado de dirigir um país amargamente pobre. Durante seu mandato, São Tomé mergulhou em uma crise econômica severa. O preço do quilo de arroz aumentou cinco vezes. A comida é escassa e em grande parte importada, com iogurte vindo de Libreville, no Gabão, e as massas de Lisboa. Apesar de eletricidade estar disponível apenas 12 horas por dia, a empresa estatal de energia elétrica aumentou seus preços em 68%. Uma unidade policial de elite recentemente se rebelou, ocupando o quartel da polícia e fazendo o chefe de polícia como refém.

Muitos atribuem estes novos problemas em São Tomé ao petróleo. "Nós desconfiamos uns dos outros", diz Tomé Vera Cruz. "Todos estão convencidos de que outros já estão embolsando o dinheiro. Muitas pessoas pararam de trabalhar e estão esperando pelo petróleo." A nova lei do petróleo, pelo menos, foi adotada, ele diz. "Mas é o mesmo que em outros lugares: você pode ter leis e tudo mais, mas você também tem pessoas." Ele ri em voz alta.

Há um ditado em São Tomé: "Para ficar rico, tudo o que você precisa fazer é ser ministro por 24 horas".

Veja, por exemplo, o ministro dos Recursos Naturais. Seu nome é Manuel de Deus Lima, e todos em São Tomé conhecem sua história: quando ele trabalhava para o banco central do país, ele fez um acordo com uma empresa de Liechtenstein para criação de uma moeda são-tomense comemorativa do milênio. O único problema é que uma parte dos lucros iria diretamente para ele. Lima foi sentenciado a dois anos sob condicional -o que não o impediu de ser nomeado ministro.

Lima estudou na Alemanha Oriental. Ele fala alemão. Quando telefonamos para pedir uma entrevista, ele gritou ao telefone, em alemão: "Petróleo! Petróleo! Petróleo! Todo mundo vem aqui para escrever a respeito, mas ninguém quer nos ajudar a extraí-lo!" Então ele desligou.

Não apenas ministros

Mas os problemas não são puramente domésticos. A história de São Tomé e Príncipe é uma longa história de intervenção estrangeira. Quando os portugueses descobriram as ilhas no século 15, elas eram desabitadas. Navios portugueses compravam escravos africanos aqui com a intenção de enviá-los para as Américas. Os escravos plantavam cana-de-açúcar e posteriormente café e cacau. Não houve grande mudança – por séculos – até uma ditadura em Lisboa ser derrubada por um golpe militar em 1974. Os portugueses concederam rapidamente a independência para suas últimas colônias remanescentes, incluindo São Tomé e Príncipe, onde 100 mil negros africanos e outras pessoas multirraciais repentinamente tinham seu próprio país.

Trinta e três anos depois, a ilha ainda enfrenta dificuldades. Apesar dos US$ 600 milhões em ajuda que o país recebe desde a independência, o padrão de vida continua caindo. Segundo o Banco Mundial, mais de 50% da população é considerada "pobre".

Quando depósitos de petróleo foram detectados nos anos 90, o primeiro empresário a aparecer foi o sul-africano descendente de alemães chamado Christian Hellinger, que ganhou fortuna com os diamantes angolanos. Ao chegar, ele supostamente deu a cada ministro um gerador. Logo ele adquiriu o apelido de "Rei de São Tomé". Ele transferiu sua empresa de transporte aéreo para cá e foi o primeiro a explorar petróleo.

Hellinger trouxe uma empresa para São Tomé que desde então só significa problemas. A pequena empresa nascida na Louisiana e atualmente sediada em Houston, se chama ERHC (Environmental Remediation Holding Corporation). Na época ela era especializada em dar destino aos resíduos da indústria do petróleo e não tinha entendimento nenhum de produção de petróleo. Mas a ERHC convenceu o governo a assinar um contrato em 1997. Por US$ 5 milhões a empresa recebeu direitos exclusivos sobre a comercialização e exploração de todas as reservas de petróleo de São Tomé pelos próximos 25 anos. A organização não-governamental Global Witness posteriormente chamou isto de "um dos acordos mais chocantes de todos os tempos".

O país fez acordos com outras empresas, incluindo a ExxonMobil, mas aparentemente foram igualmente ruins. O presidente Fradique conseguiu renegociar alguns dos acordos, mas a ERHC, agora de propriedade de um nigeriano influente, ainda ganha sua parte das concessões e de novas descobertas de petróleo.

O segundo problema de São Tomé sempre foi sua poderosa vizinha, a Nigéria, que não estava interessada em permitir que a minúscula nação lucrasse com petróleo em seu próprio quintal. A Nigéria contestou a fronteira marítima entre os dois países e forçou São Tomé a aceitar um acordo para formação de uma "Zona Conjunta de Desenvolvimento", no qual 40% da receita da produção de petróleo iria para São Tomé e 60% para a Nigéria.

Quando os dois países leiloaram as primeiras licenças de exploração em 2003 e 2004, as coisas não transcorreram da forma como os são-tomenses esperavam. Grande parte das companhias de petróleo se manteve distante, exceto no caso do mais promissor setor na zona de petróleo, conhecido como Bloco 1, pelo qual um consórcio da Chevron e ExxonMobil conquistou a licença de exploração por US$ 123 milhões. Todavia, foi um dia monumental para São Tomé. Sua parcela de 40%, US$ 49 milhões, quase equivalia ao orçamento anual do país.

Mas a Nigéria reteve o valor, usando seu controle do dinheiro para forçar São Tomé a conceder licenças a certas empresas pequenas na próxima rodada de leilão -empresas de propriedade de empresários nigerianos com laços estreitos com os políticos do país. O procurador-geral de São Tomé posteriormente expôs este esquema

‘O que acontece se não houver petróleo?’

A história de São Tomé e seu petróleo é uma de acordos ruins em um país sem entendimento do setor de petróleo. Se alguém sabe disto é Patrice Trovoada, o filho rico do primeiro presidente eleito democraticamente, Miguel Trovoada. Ele esteve envolvido em quase todos os acordos.

Ele se senta na varanda de sua quinta na praia – um homem de 46 anos robusto e com um grande sorriso – e nega qualquer culpa. Ele insiste que tudo o que fez foi tentar salvar o que outros tinham estragado.

Ele foi inicialmente o ministro das Relações Exteriores de Fradique e posteriormente seu consultor de petróleo. Então Fradique o demitiu, se queixando de que os Trovoada estavam tratando o Estado como sua propriedade privada. Patrice se tornou seu rival.

Atualmente ele é o primeiro-ministro do país. "Meu pai e eu escolhemos Fradique como presidente", ele diz. "Mas uma pessoa sempre pode cometer erros. O homem assumiu o governo e começou a falar demais. Blá, blá, blá. Sobre petróleo. Ele falava demais sobre petróleo. E lutou contra todos, contra a Nigéria, dizendo que estavam roubando isto e aquilo, que era um contrato ruim, blá blá blá." Ele ri de forma contida.

Patrice Trovoada é conhecido por dirigir um jipe Hummer com seus guarda-costas. Ele passou grande parte de sua vida fora do país. Ele fala português, a língua oficial de São Tomé, com sotaque; ele se converteu ao Islã. Ninguém sabe a origem de seu dinheiro. Ele é dono de uma empresa de construção em Houston, Texas. Ele disse que foi erroneamente acusado de envolvimento no tráfico de drogas.

Ele não tem Jeffrey Sachs e a Universidade de Colúmbia em grande estima. Ele disse que apesar de apoiar a transparência, ele não vê por que toda a receita do petróleo deve ser depositada em uma conta bloqueada. Talvez fosse melhor manter parte dela em São Tomé.

Trovoada diz que deseja arrumar as coisas em São Tomé, onde os políticos pararam de pensar desde que souberam do petróleo. Eles gastam dinheiro aos montes, ele diz. "O que acontecerá se não houver petróleo? E aí?" Ele sorri, claramente satisfeito consigo mesmo.

Ele também diz que a corrupção faz parte da tradição da ilha e comprar votos faz parte do jogo. Ele faz isso, ele disse, assim como Fradique.

Ainda um modelo?

As primeiras sondagens experimentais foram realmente decepcionantes. A Chevron encontrou petróleo a uma profundidade de cerca de 1.700 metros, mas em quantidades tão pequenas e de qualidade tão ruim que não era "comercialmente viável".

A busca por petróleo nem sempre leva a resultados claros. Dados sísmicos promissores não são garantia da existência de tanto petróleo quanto antecipado. É um pouco como pôquer: você tem uma boa idéia e faz sua aposta, e com sorte pode ganhar. Descobrir novo petróleo se tornou mais difícil. As empresas estão sondando em profundezas cada vez maiores, mas com o aumento do preço do petróleo, a exploração a grandes profundidades passa a valer a pena.

Os chineses estão atualmente explorando no Bloco 2, enquanto os americano exploram o Bloco 3. A Addax, uma empresa suíça-canadense, está convencida de que petróleo pode ser encontrado a ponto de ter comprado direitos de exploração em todos os quatro blocos. Ela adquiriu a participação da Exxon no Bloco 1 no outono de 2007 por pouco menos de US$ 78 milhões. O representante da empresa, um americano chamado Tim Martinson, disse que é importante manter o otimismo neste ramo, e que "alguma produção" certamente se materializará, mas dificilmente antes de 2015.

E Fradique? Ele há muito parou de falar sobre suas metas ambiciosas. Há rumores de que seu relacionamento com a equipe de Jeffrey Sachs esfriou.

Quase ninguém mais acredita que São Tomé será um modelo para o mundo. Joaquin Sacramento, um pescador, se encontra em uma praia na cidade de São João dos Angolares, a duas horas ao sul da capital. Ele está lixando seu barco de madeira, que colocou sobre blocos na praia, sob uma chuva quente. Ele é um homem de 39 anos e pele bem escura, vestindo uma camisa vermelha de time de futebol.

A verdadeira questão em São Tomé gira em torno dele -se pessoas como Sacramento algum dia verão algum benefício do petróleo e se as visões otimistas de Sachs e de sua equipe foram exageradas.

Sacramento não tem respostas. "Nós somos pescadores", ele diz. "Alguém tem que pescar. O petróleo é para os políticos."

Ele sabe sobre o mar -ele conhece seus humores e a melhor hora do dia para pegar certos tipos de peixe. Mas ele sabe muito pouco sobre petróleo. Ele escutou que o mar fica vermelho quando as empresas perfuram e duvida que isto fará algum bem aos peixes.

"O oceano é azul", ele diz. "É com que estão acostumados."

Tradução: George El Khouri Andolfato

Visite o site do Der Spiegel

Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2008/04/19/ult2682u766.jhtm

Infância roubada, com música “Ameno” e tradução sábado, abr 19 2008 

O lado positivo de computadores e da Internet é encontrar uma mensagem preciosa como a que recomendarei.
 
 
Clicar – ou não, à vontade do freguês – no slide que mostra uma foto do álbum do grupo Era, e terá o fundo musical com a canção “Ameno”.
Eu estava à procura dessa letra e tradução para inserir neste blog, mas… havia a possibilidade de que os assediadores – que são psicopatas – entendessem a tradução do modo errado, como só o intelecto diminuto e a libido deformada dos psicopatas entendem: como uma permissão para continuar a me assediar.
Na mensagem “Infância Roubada”, todavia,  a tradução está perfeitamente contextualizada: a perversidade da guerra traz às principais vítimas – as crianças – todo o reflexo do egoísmo, da ignorância causada pela miséria intelectual e financeira dos psicopatas.
Conclusão: a humanidade não existe mais, foi tragada pela psicopatia universal. Prova disso é que nos países mais miseráveis impera a corrupção deslavada, embora os países ricos também tenham essa desgraça.
Em todo país miserável impera a corrupção.
Todo país corrupto corrompe a humanidade.
Logo, países ricos ou pobres não se diferenciam em nada, pois quem corrompe tem poder político e econômico para isso.
A solução é fazer o que for indispensável para que os psicopatas deixem de ser ídolos e se tranformem em vilões.
 

Hackers são bandidos, sim sexta-feira, abr 18 2008 

Hackers e derivados são bandidos, porque, psicopatas, são, também, estelionatários.
De libido desvirtuada, só conseguem gozar, porque são impotentes sexuais e intelectuais, quando concretizam suas invasões, por meio de endereços eletrônicos que clonam e, infelizmente, dentro de empresas de segurança em informática ou empresas que terceirizam serviços e utilizam QUALQUER UM, sem preocupar-se com os antecedentes criminais ou a estabilidade mental desses contratados.
A mais recente prova é o envio de mensagens, utilizando a empresa COMPRA FÁCIL, para meus dois endereços eletrônicos de que o pedido que fiz – não fiz pedido algum – está a caminho.
De que adiantaria avisar a empresa, por telefone, de que está sendo usada para o envio de mensagens falsas que carregam links que nos levam a páginas falsas, para a captura de nossos dados (phishing) ou que nos infectam com vírus, se nossos telefonemas são interceptados por hackers de telefonia (a empresa telefônica, por meio de atendentes tercerizados, jura, de pés juntos, que não há centrais clandestinas, que não há funcionários desonestos) e entregamos o mapa da mina e o ouro para os bandidos?
Só há uma solução: repetir o que escrevi para os hackers e os demais nomes que esses lacaios do crime organizado recebem.
Como sempre escreveu o baiano João Ubaldo Ribeiro: quem quiser reclamar, envie carta para o redator chefe. Como eu sou a redatora chefe do meu blog… reclamem com o bispo, porque Sinhá, cadê "seu" Padre não responderá às críticas. Monte seu blog, salafrário, mas não use micro alheio, nem endereço eletrônico alheio, para seus crimes. "Haqueie" o micro daquela que o pariu ou, se souber quem é seu pai biológico, tome satisfação dele por que não lhe deu educação, senso de cidadania.

Hackers sao bandidos, sim

Sinhá, cadê “seu” padre? Para avisar que hackers são bandidos, sim!

            Inicio com uma série de frases feitas, de chavões, mas com informações também. Li o texto da Superinteressante com a maior boa vontade e imparcialidade possível e quero discutir idéias. Ao citar o nome da empresa de segurança em informática que contrata hackers para invadir o sistema dos clientes “na cara deles”, pretendo fazer o paralelo entre o real e o virtual: quem trabalha e é honesto vale menos do que delinqüentes que conseguem tudo, inclusive ótimos salários. Retomo portanto, os conceitos de trabalhadores versus aventureiros. Hackers são aventureiros, parasitas, psicopatas, corruptos e corruptíveis. Quem nos garante que, ao trabalhar em empresas de segurança em informática não se “leiloem” a quem pagar mais? Ah, vai ver são tão bem vigiados quanto os terceirizados que nos atendem para associar-nos e, quando queremos nos desassociar, cancelar assinaturas, salve-se quem puder! Todos são descomprometidos, como é a lei da selva, do capitalismo selvagem.

1)       Há cinco milhões de psicopatas no Brasil. Não adianta tentar “curá-los”, não têm cura. Psicopatas não têm simpatia, não conseguem ter empatia (capacidade de se colocar no lugar de outro ser vivo) e quando parecem ter, estão fingindo, para alcançar objetivos pessoais. Especialistas dizem que não adianta castigá-los, puni-los para que “endireitem” (apresentam os “sintomas” em tenra idade) e sejam como a maioria da sociedade, pois a psicopatia é parte integrante do ser psicopata, como se tivesse um gen defeituoso. Por esse motivo, são marginais, vivem à margem da sociedade. Na maioria absoluta das vezes, são “171” (artigo do Código Penal, estelionatários), praticam crimes denominados “contos do vigário”, passam a mão no dinheiro público com a maior cara lavada e se consideram “justiçados” ou “justiceiros”. São malandros, assim como são os malandros de “Auto da Compadecida”, que são perdoados por Nossa Senhora, Mãe de Jesus, porque se defendem (no raciocínio torto de corruptos), com suas malandragens, da injustiça, da opressão praticada por “coronéis”, os donos do poder econômico. Acreditam, piamente, que “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, mas jamais se consideram ladrões (ficam ofendidos, “meu amor, não sou hacker”, vade retro, satanás), porque estão roubando dos ricos para dar aos pobres, no caso, os pobres são eles mesmos. E o amor é lindo!

2)       Pessoas de intelecto pouco desenvolvido (os piolhentos, os lesados pela corrupção de mais de 500 anos), psicopatas não conseguem distinguir realidade de ficção e, desse modo, utilizam o subterfúgio de ter “visto na Rede Globo” ou numa outra imbecil que quer fazer concorrência e, sem conseguir interpretar (piolhento não sabe ler no sentido pleno da palavra, foi lesado já no útero), utiliza-se de argumentos, sofismas e outros recursos, mesmo que não saiba o significado disso, para justificar o injustificável.

3)       Trambiqueiro, malandro ou “esperto” só conhece direitos. Sempre existiram, porém em menor número, cada cidade do país conhecia, muito bem, cada trambiqueiro, malandro ou “esperto”. O tempo passou, elaborou-se um estatuto de proteção ao menor e ao adolescente (ECA!) de primeiro mundo, mas se esqueceram da tal da justiça social (ou seja, para leis de primeiro mundo, é preciso que exista uma sociedade de primeiro mundo) para que esse estatuto pudesse ser posto em prática. Porém, foi colocado em prática, com interpretações, muitas vezes, de tal ignorância ou má fé que, agora, todos perguntam: “Sinhá, cadê ‘seu’ padre, que ninguém segura esses criminosos de menor idade?”. Como os legisladores são, na maioria absoluta das vezes, raposas velhas, sabiam, de antemão, que esse estatuto geraria lucro: o voto dos adolescentes delinqüentes que, podem até matar, mas por serem menores de idade, quando alcançam a maioridade, as “folhas corridas” zeram. Aliás, para proteção deles, nem “folha corrida” existe. Construíram instituições para reeducar esses jovens. Como tudo no país, não funcionaram, pois os vícios de uma sociedade apodrecida ali estavam, escancarados. Mudaram o nome da instituição, ou seja, mudaram as moscas. Por que será que hackers, cracker são tão jovens? Não confiam em ninguém com mais de trinta anos? Ora, faz décadas que os filhos de mães “independentes” sabem que quem os sustentará, para o resto da vida, é uma mulher! A sociedade criou cafetões com registro de nascimento, RG, CPF, endereço conhecido, mas a ética pública prevalece sobre a ética particular. “Menino, tenha respeito por aquela que o criou”. “Por quê? Ela não me dá o que quero, é obrigação dela me dar tudo o que quero!”. Há uma diferença enorme em adolescente saudável que quer tudo o que pode querer e psicopata que pensa só ter direitos. Um entende, na marra, que não pode ter, pois dinheiro não é capim. Outro jamais entenderá e se apossará do que não lhe pertence.

4)       Leu no texto “Como funciona a cabeça de um corrupto”, que o colonizador usufrui a mãe sem o interdito do pai? A mãe é a sociedade, o pai é o Estado e o psicopata, o corrupto (o colonizador) se locupleta às custas do dinheiro recolhido da sociedade, porque o Estado não gera dinheiro, não é uma empresa, portanto tem que tirar dinheiro da sociedade por meio de taxas, impostos, empresas terceirizadas, empresas públicas tornadas privadas etc e tal, sem que o pai (o Estado) imponha limites, punições e, obrigatoriamente, correção no comportamento. Estabelecida a bacanal, a libertinagem, não há como impor a liberdade, pois a liberdade pressupõe consciência de Ética, assim como a liberdade pressupõe o livre arbítrio (saravá, Prof. Marins) e o livre arbítrio pressupõe que, se a escolha foi errada, o “livre-arbitrador” terá que agüentar as conseqüências dessa escolha. Como o Estado não interdita aqueles que deveria interditar (não pune os que merecem punição, entope o sistema carcerário com os malandros representados em “Auto da Compadecida”, deixa para fora os que comandam a roubalheira e lhes dá novos períodos legislativos ou finge que não sabe que os verdadeiros “patrões” se escondem por trás de quem tem mandato legislativo, enfim, não tira a liberdade de quem precisa ser contido) a suruba está disseminada, de norte a sul, de leste a oeste e todas a subdivisões. Pensou que eu estava defendendo a ditadura, o nazismo? Não, você é que é ditador, nazista, fascista, xiita, fundamentalista, mas banca de “democrata”, apenas quando lhe interessa. Alegar que sou nazista, ditatorial é estratégia de estelionatário, aquele que acusa porque sabe ser criminoso.

5)       Muito bem explicado, o texto mencionado da Superinteressante nos relembra que não existe uma ética pública e uma ética privada, do mesmo modo que a mulher de César não tem apenas que parecer séria, mas tem que ser séria ou que não existe estar “um pouco” grávida. Ou é ou não é. Ou está ou não está. Simples leis da Física demonstram essas verdades.

6)       Estamos “carecas” de saber que informações obtidas por meio de “escutas” ilegais não condenam criminosos, mesmo que saibamos que são criminosos. A lei não funciona com o coração, funciona de acordo com um rígido entendimento de legal ou de ilegal, de justo ou injusto. É certo que os “casuísmos” transformam advogados em “feras” disputadas por aqueles que têm dinheiro para pagá-los.

7)       Como todos, sem exceção, querem se destacar em algo – sem exageros, isso é até sadio; porém quando a mentalidade é a de “pertencer” ou ser “exclusivo” já é caso de doença, de psicopatia – aquele que consegue se destacar é disputado com unhas e dentes, para que pertença ao “quadro” e traga mais dinheiro. Vichi, este item dá um livro.

8)       A sociedade tolerou os bicheiros, perdeu o controle sobre os bicheiros. A sociedade tolerou os menores infratores, perdeu o controle sobre os que se tornaram adultos e os que se tornarão adultos. A sociedade perdeu o controle sobre a paternidade responsável, sobre o exercício da sexualidade responsável (aquela que evita doenças sexualmente transmissíveis, desencoraja a promiscuidade, a gravidez indesejada) e, assim, a paternidade passou a ser responsabilidade de avós e, na ausência deles, dever do Estado – mas o número de abandonados cresceu – e criou-se um círculo vicioso, pois o Estado só participa daquilo que lhe dê lucro, não investe em sociedade organizada, espera que a sociedade organizada se resolva sozinha. A sociedade tolerou as roubalheiras do dinheiro público (cada um disputando o seu quinhão, quem denunciasse se tornaria réu) até que perdeu, de tal maneira, o controle que se tornou ético ser um ladrão; otário é quem vive de modo honesto. Típico comportamento e pensamento de psicopata, de corrupto.

Agora, querem me convencer que, quando o virtual reproduz o real – hacker é do bem? Que quem sempre invadiu meu micro ou me vigiou ou me ouviu até dentro de minha casa estava prestando um serviço? Que quem contava aos alunos sob minha responsabilidade tudo o que eu preparara no micro e copiara – às minhas custas – antes que eu apresentasse em sala de aula (quando não havia uma equipe qualquer de saúde bucal, por exemplo, que me impedia de executar o que passara o dia preparando para aquele dia de aula) estava me prestando um serviço, mostrando as falhas de segurança, mas não me prevenindo sobre isso? Que esses carros funerários que circulam ao meu redor, quando ando pelas ruas, estão me protegendo? Protegendo-me de quê? De uma promoção que não pedi? Querem me convencer de que o “mouse” que trava, a tela que trava, a demora para navegar são problemas do meu micro? Querem me convencer que os lobistas, mortos de fome, que precisam “enfiar goela abaixo” o que promovem, para sustentar seus impulsos distorcidos estão a meu serviço? Ei, nada é gratuito! Querem me convencer que sou musa inspiradora? Ou, como dizia minha sobrinha, na sua santa ingenuidade de cinco ou seis anos, mula respiradora? Querem me convencer que os constantes avisos de que a memória virtual está baixa não é interferência de hackers, crackers em busca de uma “boquinha” às minhas custas e às custas de meu prejuízo moral e financeiro, além de se exibir, de modo indecente, para que eu saiba que há um calhorda ali, mesmo que não haja conexão com cabo? Que o aviso que recebi, logo após renovar – paga em dinheiro – a proteção do micro, de que se esse canalha fosse mal intencionado teria invadido meu micro e esse aviso estava numa das pastas vitais de meu micro, que eu atentasse para falhas de segurança? Vá te catar e masturbe-se às custas de outra vítima, não de mim, canalha! Está à procura de “brecha”? Ache a da sua mãe, a da sua irmã. E querem me convencer que assediador é do bem? Assediador é criminoso com libido psicopata, que precisa de estímulos anormais para se excitar e chegar ao orgasmo. Isso é hacker, cracker e toda a quadrilha para mim: são escaladores, usam outros como corrimão, escada, trampolins, para conseguir os objetivos pessoais doentios que perseguem; do mesmo modo que os parasitas do mundo real fazem. São recalcados que sonham com bens materiais, fuçando, como suínos capados, micros de outras pessoas para que se tornem “visíveis” para empresas que os contratam de modo criminoso, pois contratam criminosos – muitos deles menores de idade – estimulando-os a permanecer como são: criminosos que, quando adultos, quando não forem mais úteis, assim como os suínos capados são abatidos, serão lançados à marginalidade. Técnicos em informática hackers, crackers? São lacaios do crime organizado, pois injetam veneno em nossos micros (precisam do crime para se excitar, lembram-se?) e são tão tontos e pobres de espírito que justificam tudo no estilo “o amor é lindo!”.

A ICTS – aprendi no texto da Superinteressante – é uma multinacional israelense de segurança de informação que presta serviços para várias empresas e está há dez anos no Brasil. Utiliza mão-de-obra hacker tanto do Brasil quanto de Israel, fazendo testes de invasão. Quantos dessa “mão-de-obra” são éticos pelos parâmetros da sociedade? Sabemos que não há crimes reais ou virtuais sem que haja “ajuda”, “colaboração” de funcionários, o famoso “trabalho interno”. Então, por que devo aceitar ser assediada (invasão de micro é assédio moral, prejuízo moral e financeiro), ter os arquivos do micro invadidos, minha vida pessoal vigiada e PAGAR por isso? Que diferença há entre os que fazem isso e os integrantes do crime organizado? Sempre avisei, com todas as letras e força pulmonar que não sou mulher de malandro, que apanha, ajoelha-se e pede mais, pois é doente. Nunca houve uma consulta pessoal ou por escrito para ter essa permissão de invasão de privacidade. Ao contrário dos calhordas, não pratico isso contra eles para me defender. Afinal, defender-se praticando crime é Lei de Talião, olho por olho, dente por dente e o Código de Hamurabi é base da Ética, mas não pode ser praticado pela legislação moderna. Eu li “1984” e não entendo como boçais queiram praticar o conteúdo do livro, como se vivêssemos no virtual o tempo todo, 24 horas por dia, a não ser que seja técnica de tortura psicológica de psicopata.

“Para mostrar que os hackers são necessários, empresas de segurança em informática invadem o sistema dos clientes na cara deles”. E eu sendo chamada de louca, com mania persecutória por afirmar que doentes mentais mexem e fuçam em meu micro desde o primeiro momento em que o conectei à Internet? E, naquela época, era tecnologia de fios telefônicos! Logo depois, passou a ser por meio de satélite. Meu toca CDs sendo danificado por um otário que o paralisava: “anjo, anjo, anjo…”. E, agora, vai trocar o leitor de CD ou vai me dar um novo? Claro, fiquei com o prejuízo. E eu pagando para ser invadida por um bando de dar ânsia de vômito por ter que considerá-los seres humanos? E ter a agressão, na cara, de ler um recado de que havia uma “brecha na segurança” do recém-renovado pacote de segurança, para que outras empresas de segurança em informática se autopromovam às minhas custas, com meu dinheiro suado e honesto, tendo que reformatar muitas vezes o micro antigo e o atual, por causa desses calhordas? Com calhordas “segurando” minha navegação a ponto de, em vez de inserir o endereço eletrônico, inserir a senha e ter que trocá-la, só para que eu recebesse, na cara, o entendimento de que, não importa quantas vezes troque a senha de acesso, sabem minha senha assim que a troco? E avisando ao UOL que já instalei e reinstalei o AntiSpam e o pacote de segurança alerta que bloqueou o Banking Infostealer (um cavalo de tróia que rouba senhas e informações bancárias) que está, certamente, atrelado ao “serviço terceirizado”  e funcionários, por escrito e por telefone, tentam me convencer que o problema é o pacote de segurança?

E eu sendo chamada de louca, com mania persecutória, porque percebo, claramente, que o destinatário de minhas mensagens eletrônicas não foi o autor da resposta, que o meu interlocutor, no Messenger, não é, de fato, com quem supostamente deveria estar conversando, com a imagem do interlocutor sendo repetida à exaustão, dia após dia, e não coincidindo com o que está falando ou com o momento em que está digitando? E por qual razão o meu diálogo não se concretiza por microfone, enquanto meu interlocutor me avisa que não tem problemas com outros? Dá licença, foi um técnico em informática que o formatou!

Quem são esses imbecis? Vivem à custa de adrenalina, endorfina ou de drogas ilícitas? E ainda têm a audácia de fazer com que lacaios, ao meu redor, demonstrem saber tudo o que digitei, falei, comi, interrompendo-me exatamente no momento em que não deveriam me interromper, apenas para demonstrar que sabem o que falo, o que como, onde estou, para onde vou, com quem vou, de que modo me locomoverei. Vade retro, satanás!

Quem contrata hackers, para variar, poderia fazer um grande favor? Que tal contratar profissionais honestos e valorizar os que merecem, de fato, ganhar os salários que esses cafajestes crackers, hackers menores de idade ou já distorcidos pelo “passado de experiência” e demais denominações odiosas ganham, duas vezes o salário de um educador, já no início, e, mais à frente, com a “experiência”, dez vezes, ou mais, o salário de um policial honesto? Que tal, então, preparar os educadores (que ganham uma miséria e são humilhados por ESTELIONATÁRIOS dentro de sala de aula) para que orientem esses ESTELIONATÁRIOS MENORES DE IDADE a não fazer o que fazem, visto que os pais perderam o controle sobre suas crias mal-criadas? Que tal investir esse conhecimento em pessoas bem formadas que exerçam a função de policiais, os que deveriam estar fazendo segurança, pois essas são suas atribuições, e não terceirizar as funções dos funcionários públicos, deixando-os, para variar, à margem da sociedade, humilhando-os, desacreditando-os?

“Mamãe, quando eu crescer, quero ser hacker”. Antigamente, era jogador de futebol. Logo, os hackers terão empresários que levam a maior parte da grana.  

Certo, todos têm um lugar ao sol, inclusive as empresas de segurança privada do real e do virtual, mas a concorrência poderia ser mais leal? O Estado não está nem aí e, comprovadamente, na minha atuação de EDUCADORA, é o maior gigolô de todos, tolerado há 500 anos e, agora, não há Sinhá, cadê ‘seu’ padre que solucione essa mentalidade do salve-se quem puder.

Como não há a quem recorrer, “Sinhá, cadê ‘seu’ padre?”.

Afinal, o raio-X foi um avanço extraordinário para o diagnóstico, mas provoca doenças e mata, por excesso de exposição e pelo componente que utiliza, o césio. A bomba atômica foi um avanço do raio-X, mas mata! Hackers e crackers são conseqüência do desenvolvimento da informática, mas matam, porque foram tolerados e, hoje, são utilizados para segurança em informática.

 

Espelhos, uma história quase universal, de Eduardo Galeano quarta-feira, abr 2 2008 

Para quem não se recorda, Eduardo Galeano escreveu, entre outras obras, mas li apenas a que citarei: As veias abertas da América Latina.
O trecho abaixo se encontra em Agência Carta Maior, http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14903.
Danado, Eduardo Galeano, acerta-nos na veia! 

EDUARDO GALEANO

Espelhos, uma história quase universal

No fim da Inconfidência Baiana, o poder colonial indultou todos, com quatro exceções: Manoel Lira, João do Nascimento, Luís Gonzaga e Lucas Dantas foram enforcados e esquartejados. Os quatro eram negros, filhos ou netos de escravos. Há quem acredite que a Justiça é cega.

Eduardo Galeano – La JornadaData: 02/04/2008

Alguns capítulos do livro "Espelhos/ Uma história quase universal", de Eduardo Galeano, que em breve estará nas livrarias:

O herói
Como teria sido a guerra de Tróia contada do ponto de vista de um soldado anônimo? Um grego a pé, ignorado pelos deuses e desejado apenas pelos abutres que sobrevoam as batalhas? Um camponês metido a guerreiro, cantado por ninguém, por ninguém esculpido? Um homem qualquer, obrigado a matar e sem o menor interesse em morrer pelos olhos de Helena?

Teria pressentido esse soldado o que Eurípedes confirmou depois? Que Helena nunca esteve em Tróia, que somente sua sombra esteve ali? Que dez anos de matanças ocorreram por uma túnica vazia?

E se esse soldado sobreviveu, o que lembrou?

Quem sabe.

Talvez o cheiro. O cheiro da dor, e simplesmente isso.

Três mil anos depois da queda de Tróia, os correspondentes de guerra Robert Fisk e Fran Sevilla contam que as guerras têm cheiro. Eles estiveram em várias, sofreram-nas por dentro, e conhecem esse cheiro de podridão, quente, doce, pegajoso, que se mete por todos os poros e instala-se no corpo. É uma náusea que jamais te abandonará.

Americanos
Conta a história oficial que Vasco Núñez de Balboa foi o primeiro homem que viu, desde um cume do Panamá, os dois oceanos. Os que ali viviam, eram cegos?

Quem colocou seus primeiros nomes no milho e na batata e no tomate e no chocolate e nas montanhas e nos rios da América? Hernán Cortés, Francisco Pizarro? Os que ali viviam, eram mudos?

Os peregrinos do Mayflower escutaram: Deus dizia que a América era a Terra Prometida. Os que ali viviam, eram surdos?

Depois, os netos daqueles peregrinos do norte apoderaram-se do nome e de todo o resto. Agora, americanos são eles. Os que vivemos nas outras Américas, o que somos?

Fundação dos desaparecimentos
Milhares de mortos sem sepultura deambulam pela pampa argentina. São os desaparecidos da última ditadura militar.

A ditadura do general Videla aplicou em escala jamais vista o desaparecimento como arma de guerra. Aplicou, mas não inventou. Um século antes, o general Roca utilizou contra os índios esta obra prima da crueldade, que obriga cada morto a morrer várias vezes e que condena seus queridos a ficarem loucos perseguindo sua sombra fugitiva.

Na Argentina, como em toda a América, os índios foram os primeiros desaparecidos. Desapareceram antes de aparecer. O general Roca chamou de conquista do deserto a sua invasão das terras indígenas. A Patagônia era um espaço vazio, um reino do nada, habitado por ninguém.

E os índios continuaram desaparecendo depois. Os que se submeteram e renunciaram à terra e a tudo, foram chamados de índios reduzidos: reduzidos até desaparecer. E os que não se submeteram e foram vencidos à bala e sabraços, desapareceram transformados em números, mortos sem nome, nos comunicados militares. E seus filhos desapareceram também: repartidos como butim de guerra, chamados com outros nomes, esvaziados de memória, escravinhos dos assassinos de seus pais.

Pai ausente
Robert Carter foi enterrado no jardim.

Em seu testamento, pediu descansar debaixo de uma árvore de sombra, dormindo em paz e escuridão. Nenhuma pedra, nenhuma inscrição.

Este patrício da Virgínia foi um dos mais ricos, talvez o mais, entre todos aqueles prósperos proprietários que se tornaram independentes da Inglaterra.

Apesar de que alguns pais fundadores dos Estados Unidos tinham má opinião sobre a escravidão, nenhum deles libertou seus escravos. Carter foi o único que desacorrentou seus quatrocentos e cinqüenta negros para deixá-los viver e trabalhar segundo sua própria vontade e prazer. Libertou-os gradualmente, cuidando que nenhum fosse lançado no desamparo, setenta anos antes de que Abraham Lincoln decretasse a abolição.

Esta loucura condenou-o à solidão e ao esquecimento.

Deixaram-no sozinho seus vizinhos, seus amigos e seus parentes, todos convencidos de que os negros livres ameaçavam a segurança pessoal e nacional.

Depois, a amnésia coletiva foi a recompensa por seus atos.

A Justiça vê
A história oficial do Brasil continua atraindo inconfidências, deslealdades, às primeiras revoltas pela independência nacional.

Antes que o príncipe português se transformasse em imperador brasileiro, houve várias tentativas patrióticas. As mais importantes foram as de Minas Gerais e da Bahia.

O único protagonista da Inconfidência Mineira que foi enforcado e esquartejado, Tiradentes, era um militar de baixa graduação. Os demais conspiradores, senhores da alta sociedade mineira fartos de pagar impostos coloniais, foram indultados.

No fim da Inconfidência Baiana, o poder colonial indultou todos, com quatro exceções: Manoel Lira, João do Nascimento, Luís Gonzaga e Lucas Dantas foram enforcados e esquartejados. Os quatro eram negros, filhos ou netos de escravos.

Há quem acredite que a Justiça é cega.

Olympia
São femininos os símbolos da revolução francesa, mulheres de mármore ou bronze, poderosas tetas nuas, gorros frígios, bandeiras ao vento.

Mas a revolução proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, e quando a militante revolucionária Olympia de Gouges propôs a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, a guilhotina cortou sua cabeça.

Ao pé do cadafalso, Olympia perguntou:

– Se as mulheres estamos capacitadas para subir na guilhotina, por que não podemos subir nas tribunas públicas?

Não podiam. Não podiam falar, não podiam votar.

As companheiras de luta de Olympia de Gouges foram trancadas no hospício. E pouco depois de sua execução, foi a vez de Manon Roland. Manon era a esposa do ministro do Interior, mas nem isso pôde salvá-la. Foi condenada por sua antinatural tendência à atividade política. Ela tinha traído sua natureza feminina, feita para cuidar do lar e parir filhos valentes, e havia cometido a mortal insolência de meter o nariz nos masculinos assuntos de estado.

E a guilhotina caiu de novo.

Os invisíveis
Em 1869, o canal de Suez tornou possível a navegação entre dois mares.

Sabemos que Ferdinand de Lesseps foi autor do projeto, que o paxá Said e seus herdeiros venderam o canal aos franceses e aos ingleses em troca de pouco ou nada, que Giuseppe Verdi compôs a ópera Aída para que fosse cantada na inauguração e que noventa anos depois, após uma longa e dolorosa disputa, o presidente Gamal Abdel Nasser conseguiu que o canal fosse egípcio.

Quem lembra dos cento e vinte mil presidiários e camponeses, condenados a trabalhos forçados, que construindo o canal caíram assassinados pela fome, a fadiga e a cólera?

Em 1914, o canal do Panamá abriu um talho entre dois oceanos.

Sabemos que Ferdinand de Lesseps foi autor do projeto, que a empresa construtora faliu, em um dos mais estrondosos escândalos da história da França, que o presidente dos Estados Unidos, Teddy Roosevelt, apoderou-se do canal e do Panamá e de tudo o que encontrou pelo caminho, e que sessenta anos depois, após uma longa e dolorosa disputa, o presidente Omar Torrijos conseguiu que o canal fosse panamenho.

Quem lembra dos operários antilhanos, indianos e chineses que caíram construindo o Canal? Por cada quilômetro morreram setecentos, assassinados pela fome, a fadiga, a febre amarela e a malária.

As invisíveis
Mandava a tradição que os umbigos das recém nascidas fossem enterrados debaixo da cinza do fogão, para que cedo aprendessem qual é o lugar da mulher, e que daí não se sai.

Quando estourou a revolução mexicana, muitas saíram, mas levando o fogão nas costas. Por bem ou por mal, por seqüestro ou por vontade, seguiram os homens de batalha em batalha. Levavam o bebê grudado na teta e nas costas as panelas e as caçarolas. E as munições: elas encarregavam-se de que não faltassem tortillas nas bocas nem balas nos fuzis. E quando o homem caía, empunhavam a arma.

Nos trens, os homens e os cavalos ocupavam os vagões. Elas viajavam nos tetos, rogando a Deus que não chovesse.

Sem elas, soldaderas, cucarachas, adelitas, vivanderas, galletas, juanas, pelonas, guachas, essa revolução não teria existido.

Nenhuma recebeu pensão.

Tradução: Naila Freitas / Verso Tradutores