Vale pena sediar a Copa em 2014? quarta-feira, out 31 2007 

Vale a pena sediar a Copa de 2014?

 

            Em editorial de Folha de São Paulo, de 30/10/2007, intitulado “A Copa e as contas”, em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz3010200701.htm (se não é assinante do Uol ou de Folha de São Paulo nem tente utilizar o link, xééééééé, como lidarão com a queda de leitores? Que leitores, cara pálida, se o que menos existe, aparentemente, na vida real e no virtual, sejam leitores? Todos vivem “de ouvir falar”, sem consultar mais de uma fonte!), há ótimas colocações sobre o que seria positivo e o que é necessário para que o Brasil sedie a Copa em 2014. Esta “tia” não pode reproduzir o editorial, porque não tem permissão e, como esta “tia” não tem por hábito cometer crimes, não o reproduzirá.

            Todavia, como esta “otária” (aquela de quem todos riem, porque vive na legalidade) nunca foi admoestada pela reprodução de textos de “Superinteressante” ou de “Os caminhos da Terra”, os textos estão lá, no site da "Superinteressante", os de "Os caminhos da Terra" sempre estiveram disponíveis, reproduzirá uma “Superrespostas” de junho de 2007, Superinteressante, edição 240, do exemplar de assinante.

            Por conhecer bem o caráter da maioria absoluta da população brasileira (que jamais poderá ser desculpada pela obra de Suassuna, Auto da Compadecida, aquela em que Nossa Senhora perdoa o criminoso que foi para o inferno e lhe dá uma nova oportunidade de voltar à vida e continuar suas malandragens, se compadece dele, porque ele só aprendeu a viver pelos maus exemplos dos criminosos e por eles sempre foi lesado; pois isso foi há muito tempo, ou seja, quem comete crimes para se defender ou para se vingar dos crimes que cometeram contra ele não é desculpável, não merece perdão nem ser alvo de compaixão; por acompanhar a sujeira toda que envolve times, jogadores, cartolas, patrocinadores – não é justo nem lícito generalizar, a generalização inclui os inocentes, mas, como eu costumava dizer aos alunos, que se queixavam da injustiça de medidas punitivas a fim de evitar novos delitos por causa daqueles que os tinham cometido, visto que eles (os generalizados) não tinham cometido os delitos, “Eva comeu a maçã e, catapimba, todos nós nascemos com o pecado original e não adianta chiar; por que não evitaram que os delinqüentes delinqüissem no ato? Ah, é, riram bastante, deram ‘Ibope’ aos delinqüentes”,– por, aturdida, acompanhar, impotente, os atos de torcidas desnorteadas,por saber que haverá “exclusividade” de transmissão (sabe-se lá o que “rola” para haver exclusividade) e outras perversidades com dinheiro do povo contra o povo, declaro que a Copa de 2014, no Brasil, está fadada a ser uma grande festa para os bolsos de poucos e um imenso prejuízo para os bolsos de todos os brasileiros.  

Quanto vale o show?

Vale a pensa ser sede de um Pan?

Texto Francis Jones

            Não se sabe ao certo – e varia muito de caso a caso. Faltam estudos e balanços confiáveis sobre os jogos já realizados que permitam analisar se um Pan gera recursos e impactos positivos o suficiente para pagar pelo investimento necessário. Winnipeg, no Canadá, sede dos jogos de 1999, é a cidade que fez o balanço mais preciso até hoje de um Pan. Pela contabilidade das autoridades, o evento mais ou menos se pagou. Ou melhor, na época, deixou um prejuízo de cerca de R$ 3,6 milhões na tesouraria. Como essa conta não leva em consideração os impactos de longo prazo, o evento valeu a pena. Os jogos de 2003, em São Domingos, na República Dominicana, não tiveram o mesmo resultado. Deixaram obras sem utilidade na capital e dívidas.

            A comparação entre as duas cidades dá um bom exemplo do que costuma acontecer com as sedes. Em geral, as do hemisfério norte não precisam investir tanto em obras para receber um Pan. Com recursos urbanos melhores, elas aproveitam a infra-estrutura já existente e apenas reformam o necessário. No hemisfério sul, muita coisa é construída. E os gastos vão lá para o alto. “Nunca se investiu tanto num Pan como neste, do Rio”, diz o professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo André Viana, contratado pelo governo federal para analisar o impacto econômico e social que os jogos no Rio terão. Estima-se um gasto oficial de R$ 3,5 bilhões no evento – desses R$ 1,9 bilhão são classificados como “legado” pelo comitê do governo federal para o Pan. Por legado entenda as melhorias que ficam para a cidade após os jogos e que costumam justificar a realização de eventos desse porte. A herança mais valiosa que os cariocas receberão é a reforma de hospitais, do autódromo de Jacarepaguá e o novo estádio olímpico.

            Viana acredita que o balanço final do Pan será positivo e que o investimento retornará na forma de impostos. Mas a opinião não é consensual. Gilmar Mascarenhas, especialista em geografia do esporte da Uerj, acredita que o Pan virou “uma grande oportunidade de negócios com farto subsídio público” para empresas, em detrimento dos interesses da cidade. “O esporte adquiriu força imensa para catalisar recursos públicos. É uma grande festa, mas o legado para a população está muito aquém do que poderia ser”.  Para ele, exemplo de Pan bem feito é o de São Paulo, em 1963, onde o “custo público beirou zero”: tudo que o governo gastou foi o equivalente a 17 fusquinhas.

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Ofende os bons quem poupa os maus sexta-feira, out 26 2007 

 

"Tudo está perdido quando os maus servem de exemplo e os bons de mofa"

 

Ofende os bons quem poupa os maus

 

            No resumo do “folder” de propaganda, recebido hoje, dia 26/10/2007[1], destaco o que tem o título da inserção: “Ofende os bons quem poupa os maus”, Coleção “Treinando a Empresa por Inteiro”, Programa de Treinamento Contínuo Commit, Prof. Luiz Marins, www.commit.com.br

            Assim está no resumo: “Neste DVD o Prof. Marins explica que um dos mais importantes fatores de motivação na empresa é ter chefes ‘justos’. Toda vez que um funcionário relapso é poupado, os bons sentem-se injustiçados. De que adianta você ser um funcionário comprometido e dedicado se os que não são têm a mesma avaliação? E ainda zombam de seu comprometimento. 20 m – Bônus: Os ofendidos pelo sucesso alheio – 19m”.

            Os vídeos, as palestras do Prof. Marins são de um acerto ao alvo que impressionam. Lógico que, sem ter assistido ao vídeo, meus comentários podem ser mera repetição do que ele contém, pois, certamente, o Prof. Marins deve abordar o mal (oposto de bem) que um dos vícios mais perniciosos de toda a sociedade brasileira (que é, claro, um reflexo dos vícios de empresas privadas e públicas) que é o de, pelas mais diferentes explicações, o de poupar os maus (oposto de bons) e prejudicar os bons, causando-lhe, inclusive, doenças profissionais que afetam suas vidas pessoais. Por esse motivo, não me estenderei mais sobre o conteúdo do vídeo. Já expliquei que não o assisti.

            Todavia, pelo fato de as empresas privadas e públicas serem o reflexo do que ocorre na sociedade organizada (o crime organizado recompensa, e muito bem, os lacaios, por meio de dinheiro na mão, de promoções, e tudo o que já se sabe), os que se submetem às Leis, à Ética são, sempre, os punidos, aqueles que são considerados “estranhos no ninho” (loucos, birutas, esquisitos), “peixes fora d’água”, “coitados, não se enturmam”, “chatos, são os que estragam a festa”.

            Enquanto aproveito o fato de que, miraculosamente, pelo segundo dia, as torneiras que recebem água da rua têm água, para que possa lavar a roupa suja, literalmente, acumulada pelo fato de querer poupar água da caixa, do reservatório, aquele que, há muito tempo, na “calada da noite”, só recebia um fio de água da rua, insuficiente para abastecer os reservatórios (alô, concessionária de serviço de água e esgoto da metrópole de Itu, Água de Itu, que assumiu a concessão em 04 de outubro de 2007, ainda aguardo a revisão da conta que nos puniu com uma conta de R$ 319.80, enquanto a água, na calada da noite, já no mês de setembro, entrava feito um fio, o que não era suficiente para abastecer reservatório e, pior, em local onde o registro do hidrômetro é mantido fechado), porque os bons pagadores são ofendidos pelo fato de os maus pagadores não sofrerem as conseqüências de serem maus pagadores ou de pagarem por consumo mínimo, enquanto os bons pagam os prejuízos desses maus, aproveito para desabafar, aproveitando-me dos conteúdos dos DVDs e das palestras do Prof. Marins para mostrar, aos curtos de intelecto, que não é possível separar vivência profissional da vivência pessoal e da vivência social.

            Retomo, também, o conteúdo do documentário “Enron – os mais espertos da sala”, porque, não há como duvidar, os que queriam porque queriam que a concessão fosse concedida, como os “traders” da Enron, deixaram a população de Itu ajoelhada, implorando por água. A mesma água que deveria ter sido poupada, pois Itu, desde que nasci há 53 anos, sofre com a estiagem, aparentemente, a única fonte de abastecimento de água de Itu: a chuva.

            É, também, impressionante o número de empresas públicas e privadas que não investem na formação moral e intelectual dos donos, dos chefes, dos funcionários e se negam a pagar por palestras, cursos de reciclagem, cursos que supram a defasagem de formação moral e intelectual dos contratados. Mas a empresa (ou o órgão público) não pode contratar quem nada sabe para, então, ensinar! Ah, é? Então por que contratou o piolhento, o lesado por 500 anos de intensivo exercício da corrupção, a maior responsável por injustiças sociais?

            Pois é, como na lenda que mostra que existem que, enquanto uns resgatam os prestes a morrer afogados, há os que saem à procura de quem os está lançando na água, tem que haver os que ganham dinheiro para ensinar como não existir quem lança outros para a morte.

            É corriqueiro, também, ouvir que “só pagando é que as pessoas aprendem a não cometer os mesmos erros, as mesmas infrações”. No entanto, os bons continuam a pagar pelos maus e os maus não são punidos, são premiados com privilégios, para que continuem a cometer os mesmos erros, as mesmas infrações, os mesmos crimes.

            Sinhá, cadê “seu” Padre?

 


[1] Recebo esses “folders” desde que adquiri, ainda no exercício do Magistério PÚBLICO, uma coleção em vídeo cassete, na época, denominada “Motivando para Vencer”, que utilizei, em sala de aula, emprestei a alunos, para que levassem os vídeos para as empresas em que trabalhavam (os vídeos têm dispositivo que bloqueia gravação pirata), a uma professora que os levou à escola particular em que trabalhava e, infelizmente, os vídeos devem ter sido utilizados, também, por picaretas (entenda-se: o conteúdo foi “sugado”), para que o utilizassem em suas palestras picaretas de auto-ajuda. Os temas das palestras do Prof. Marins se encontram, também, em www.anthropos.com.br. São tão interessantes, que não entendo como muitas pessoas perdem um tempo enorme, na Internet, com besteiras ou com visitas a sites que não enriquecem em nada. Bastaria ler os textos que se encontram disponíveis no endereço eletrônico do Prof. Marins! Ah, esqueci-me de que há cinco milhões de psicopatas. Só no Brasil!

“Tudo está perdido, quando os maus servem de exemplo e os bons de mofa” (mofa: piada, riso) sexta-feira, out 26 2007 

"Convenhamos em que não seria posível viver neste mundo sem, de vez em quando, fingir um pouco. A diferença entre o homem de bem e o canalha está precisamente nisto: o homem de bem só finge quando a tal se vê obrigado, ou para escapar a um perigo; o canalha, pelo contrário, busca as oportunidades". (Chamfort)
 
"A aceitação da tirania pelo oprimido acaba por ser uma cumplicidade; há apreciável solidariedade e vergonha partilhada entre o governo que faz mal e o povo que não protesta. Sofrer é coisa digna de respeito; suportar é coisa desprezível". (Victor Hugo)
 
"Um tolo encontra sempre outro, mais tolo, que o admira". (Nicola Boileau)
 
"Um homem não é escravo por ser obrigado a trabalhar contra a sua vontade, mas por ser obrigado a trabalhar sem esperança e sem recompensa". (W. W. Reade)
 
"Antes de entrar em qualquer aventura, convém primeiramente verificar se a porta de saída não é muito estreita". (Dante Veoléci)
 
"Qualquer um pode ser inimigo, mas nem todos podem ser amigos; poucos são capazes de fazer o bem, e quase todos são capazes de fazer o mal". (Gracián)
 
"Quando a alma, ao termo de mil hesitações e desenganos, cravou as raízes para sempre num ideal de amor e de verdade, podem calcá-la e torturá-la, podem-na ferir e ensangüentar, que, quanto mais a calcam, mais ela penetra no ideal que busca, mais ela se entranha no seio ardente que deseja". (Guerra Junqueiro)
 
"A verdadeira grandeza das nações está nas qualidades que constituem a grandeza do indivíduo". (Charles Sumnes)
 
"Imagino que o pior que há na necessidade não é a privação de alguns apetites ou desejos de sua natureza transitórios, porém, essa escravidão moral, que submete o homem aos outros homens". (Machado de Assis)
 
"Disse Diógenes: ‘Eu piso o orgulho de Platão’. E Platão retrucou: ‘Logo, com um orgulho maior’ ". (Francis Bacon)
 
"O que sufoca o bom grão não são as ervas daninhas, é a preguiça do cultivador". (Confúcio)
 
"O respeito de si próprio é, depois da religião, o principal freio de todos os vícios". (Francis Bacon)
 
"O bom-senso é coisa de que todos carecemos, que poucos têm, e de que ninguém julga precisar". (Benjamim Franklin)
 
"Há dois gêneros de inimigos: os que perseguem e os que adulam. Mais para temer é, porém, a língua do lisonjeiro que as mãos do perseguidor". (Santo Agostinho)
 
"O sábio avalia o ignorante, porque já foi gnorante; mas o ignorante não pode avaliar o sábio, porque nunca foi sábio". (Sadi)
 
"Há homens aos quais devemos tratar com superioridade, não somente quando lhes ordenamos alguma coisa, como também quando lha pedimos ou rogamos; porque se eles percebem que lhes temos respeito, já não digo receio, se tornam insuportáveis; são comumente aqueles a quem a natureza humilhou e a sorte elevou". (Baltasar Gracián)
 
"O sábio não permite que o governem, nem tampouco pretende governar os outros; o que quer apenas é que a razão governe sozinha e sempre". (La Bruyère)
 
"É bom fazer um gracejo, mas não do gracejar fazer ofício". (Thomas Fuller)
 
"Cuidado, muito cuidado, que o que de ti procede a ti retornará". (Tseng Tsêu)
 
And, the last, but not the least (nesta inserção, claro)
 
"TUDO ESTÁ PERDIDO, QUANDO OS MAUS SERVEM DE EXEMPLO E OS BONS DE MOFA". (Demócrates)

Dá-lhe, Polícia Federal ! Estou esperando restituição de taxa desde 21/12/2004 quinta-feira, out 18 2007 

Manchete de Folha de São Paulo, 17/10/2007:
PF aponta fraude de R$ 1,5 bi envolvendo multinacional

Operação prende 40 acusados de importação ilegal, entre eles o presidente da Cisco no país

Segundo a investigação, a empresa de informática, uma das maiores do mundo, foi beneficiada por esquema de sonegação de impostos

 
Claro que tem mais do que a manchete, mas o que me levou a inseri isso é que aguardo, desde dezembro de 2004, que a Receita Federal me restitua um Imposto de Importação, pago nos Correios no ato da retirada de uma compra (e se não pagasse o ‘tributo", minha compra, já paga por meio de cartão, seria devolvida) pelo The Breast Cancer Site (única organização confiável, em meio a uma, em especial, trambiqueira, que serve para esconder dinheiro que é falsamente declarado como contribuição), que me custara, em reais, R$ 261,04 (conversão da compra de braceletes de bijuteria, para presentear pessoas da família, que custara US 94,65) e o Imposto de Importação (quiáquiáquiáquiá) me custou MAIS R$ 133,93. Ou seja, uma compra de presentes de Natal, com o objetivo de proporcionar mais mamografias para mulheres desprivilegiadas, me custou R$ 394,97, enquanto, há quantos anos?, calhordas  se refestelam, com ajuda de funcionários graduados da Receita Federal (que vergonha! que falta de caráter!!) e de rufiões e rufiãs em importar sonegando impostos.
Eu mesma redigi uma Recurso Voluntário, com data de 16/12/2004, Protocolado em 21/12/2004, Indeferido em 19/01/2005, que chegou às minha mãos em 04/03/2005, com data de 23/02/2005 e, depois, redigi um Recurso Voluntário ao CC – Manifestação de Inconformidade, protocolado na ARF / Itu em 11/03/2005.
Está, até agora, na caixa de "pendências" (quem manda não ser amiga do "rei" e não ter ido embora para Passárgada? Acontece que não sou barata, sou muito cara! Barata é a mãe de quem abriu as pernas e calculou mal para quem as abriu, evacuou esses parasitas que se refestelam com dinheiro que deveria se transformar em benefícios para toda a sociedade)
Não sei se essa multinacional psicopata, apanhada na Operação Persona (dá-lhe, Polícia Federal; em breve, nos jornais, os defensores estarão declarando que isso é "normal, todo mundo faz"), será suficiente para me consolar por ter sido feita, mais uma vez, de idiota, escada, corrimão, trampolim.
A decepção, o sentimento de depressão é muito caro, para que eu me sinta justiçada!
"Também entre os presos estão seis auditores da Receita, sendo dois aposentados. Ao ser preso em Santos (SP), um deles, da ativa, tinha consigo US$ 200 mil. No total, a operação apreendeu US$ 290 mil e R$ 240 mil em espécie, além de R$ 10 milhões em mercadorias".
E então, para que o crime organizado fature tanto é ou não é necessário ter "lacaios" em todos os postos-chave?

Manual da perfeita menininha – Viníciu de Moraes quinta-feira, out 18 2007 

Aí vai o “Manual da perfeita menininha”, de Vinícius de Moraes, que explica, entre outros conceitos éticos perdidos o que é responsabilidade, defender e manter a personalidade, a despeito dos pobres de espírito e oportunistas que queiram convencer a menininha do contrário, para que aja contra suas convicções e, acima de tudo, o conceito de obediência, reagindo, todavia, contra a prepotência e, sobretudo, a injustiça.

Claro que os psicopatas encaram um texto como esse como sinal livre para interferir, assediar, repetir tudo o que Vinícius orienta a filha a não aceitar. Pudera! Com cinco milhões de psicopatas só no Brasil, esperar o quê? Gente louca! Não consegue separar realidade de texto ou filme ou enredo escrito por outros! Que a sociedade melhore de uma hora para outra?

 

Manual da perfeita menininha

(Vinícius de Moraes)

Para minha filha Luciana, no dia de seu aniversário.

            A generosidade de coração é uma coisa que seu pai adora numa menininha. Por exemplo: emprestar os brinquedos às crianças que não os têm. Eu sei que, às vezes, é um pouco duro, porque há esses meninos terríveis que estragam tudo em que põem as mãos, querem logo ver o que há no interior das bonecas e das máquinas fotográficas. A esses, sim: se você tiver alguma experiência ruim com algum, então você diga que não lhe empresta mais nada, porque ele é um menino sem responsabilidade. Ele vai querer saber o que é responsabilidade, e aí você diz:

            – Responsabilidade é saber zelar pelas coisas dos outros tanto quanto pelas nossas.

            A perfeita menininha nunca se chateia em sua própria companhia e brinca sozinha quando é preciso, sem ficar com uma cara de mártir do destino, como fica uma certa garotinha – por sinal, muito bacaninha – que eu conheço. Nem tudo na vida é como a gente queria que fosse sempre. Esse defeito, por exemplo, seu pai brincava sozinho ou pegava um livro. Ler é maravilhoso, filhinha! Faça disso uma constante. A pessoa não fica só mais inteligente, como menos egoísta, pois o livro ensina a gente a interessar-se pelos outros, suas vidas, seus ensinamentos, seus problemas.

            Uma qualidade que a perfeita menininha tem aos potes é a personalidade. Ela não é nunca uma Maria-vai-com-as-outras, que acha graça nas malfeitorias e má-educação dos meninos de mau caráter; não destrói a propriedade alheia (e aqui penso no famoso caso do automóvel do americano, mas não consigo mais lembrar quem o arranhou… – deixa pra lá…); não é dedo-duro de colega ou amigo, nem “chaleira” de professor; pede as coisas “por favor” e, depois, diz “muito obrigada”; não tem vergonha de pedir desculpa quando estiver errada; não agride primeiro, mas quando é agredida, reage pra valer – e nunca leva desaforo para casa; aprende a cuidar do que é seu, pendurando a roupa quando chega, não deixando tudo pelo caminho para a mãe, a tia ou a avó apanhar; e é discreta – não repete no colégio para as amiguinhas as coisas que ouviu em casa: ouviu, filhinha?

            Enfim, a perfeita menininha deve ser o que a Luciana de Moraes quase já é. É só um empurrãozinho mais.

            A questão da obediência aos pais, professores e mais velhos deve ser, filhinha, numa menina de sua idade, resolvida com inteligência. Nem a tudo que se deve obedecer. Se seu pai, num incêndio, mandar você se atirar, é lógico que você deverá fazê-lo sem hesitação, porque ele terá entrevisto, certamente, uma possibilidade de você, atirando-se, não morrer. Mas se não houver nenhum incêndio e lhe disser o mesmo, então, em hipótese alguma, você deve obedecer. Se ele lhe pedir para ir buscar um maço de cigarros que esqueceu no quarto, você deve ir, porque ele é seu pai, uma pessoa mais velha, e não custa fazer-lhe esse favor. Mas se ele lhe pedir para apanhar um maço que está ao alcance das mãos, aí você deve bronquear. Não deixe nunca ninguém lhe fazer de idiota. Uma menininha tem que ser obediente, mas com independência. Reagindo, sempre, contra a prepotência e, sobretudo, a injustiça.

 

(Manual da perfeita menininha foi copiado de Português de todo dia, 5.ª série, Luís Agostinho Cadore, Editora Ática S. A., 3.ª edição, 1990 que cita, por sua vez, Comunicação, expressão e cultura brasileira, 3.ª edição, Petrópolis, Vozes, 1972 como fonte.)

 

            Aos que se satisfazem em tratar outros como idiotas, fazê-los de idiotas, haverá a inserção sobre a necessidade de mudar a denominação “laranja” para “rufião” ou “rufiã”. Ainda falta burilar o texto para torná-lo mais agressivo, mais ofensivo para esses piolhentos que vivem como criminosos.

 

 

 

 

Globalização, neoliberalismo, terceirização: causadores da tragédia nacional moderna? terça-feira, out 9 2007 

Globalização, neoliberalismo, terceirização: causadores da tragédia nacional moderna?

            Como tudo, absolutamente tudo, que não é como o conselho de Fernando Pessoa (“nem tanto ao mar, nem tanto a terra”), a “tal” da globalização desaguou na terceirização,  que é uma das vertentes mais perversas, que gerou, também, a adoção do neoliberalismo na estruturação de empresas: a biboca é “exclusiva”, pagamos tudo, mas tem que emitir nota fiscal para a nossa empresa psicopata, pois precisamos “esconder” dinheiro sujo.

O neoliberalismo do século XX se resume no seguinte: eu (empresa privada, governo municipal, estadual ou federal) privatizo (terceirizo) empresas ou bibocas ou serviços, não tenho mais obrigação alguma, “só corro para o abraço de recolher a grana ou esconder a grana”. Não importa como, se por meio de ISS, de ICMS, de venda de folha de pagamento dos funcionários, de dinheiro em mala, em cueca, mas eu (governo, sistema político que não sofre vigilância alguma da parte do povo, seja qual for a razão que pessoas esclarecidas e não-participantes do esquema entendam) quero a parte que me cabe em dinheiro.

Que as empresas privadas se utilizem desse expediente da terceirização, vá lá, porque causam prejuízos à saúde dos funcionários (a mais grave é a Síndrome de Burnout), prejuízos ao SUS, ao INSS, à Receita Federal para, no final do esquema, quem sofre os processos trabalhistas dos quais as empresas de terceirização deveriam ser as responsabilizadas (não são regidas pelas Leis Trabalhistas, são os tais “casuísmos” de qualquer legislação brasileira, casuísmos que nossos legisladores “piolhentos” e proprietários ou lacaios de empresas terceirizadas aprovam) são os que contrataram os serviços das empresas de terceirização.

O consumidor final, sim, é o maior penalizado, pois os serviços não são prestados corretamente, se cancelados representam um calvário, porque, de terceirizado em terceirizado, nenhuma terceirizada tem a responsabilidade, palavra-chave, de fechar, com chave de ouro, o que se iniciou com a adesão do consumidor ao serviço e, agora, quer o cancelamento dele.

Não sei se me fiz entender, mas, entre a manchete – atenção, não discutirei as pessoas citadas, discutirei idéias – “Lula supera FHC em despesas com terceirizados”, no endereço http://noticias.br.msn.com/brasil/artigo.aspx?cp-documentid=5543139, mais o excelente texto “Você está globalizado?”, “Superinteressante”, edição 242, agosto de 2007, mais o excelente texto “A Super faz 20 anos. Vai fazer 30?” (“A Internet está tirando os classificados dos jornais, roubando leitores e fechando algumas revistas”, “Como as pessoas vão se informar daqui a 10 anos? Esse é o grande enigma dos executivos da imprensa”), mais os dados impressionantes de que uma das causas modernas da Síndrome de Burnout é o fato de estar “globalizado” ou “não globalizado”, dúvida que poderá ser esclarecida no trabalho FONSECA, Ricardo Tadeu Marques da. Saúde Mental para e pelo trabalho. Sem data. Procurador Regional do Ministério Público do Trabalho – 9ª Região, Professor de direito do Trabalho da Faculdades do Brasil, Especialista e Mestre em Direito do Trabalho pela Universidade de São Paulo e Doutorando pela Universidade Federal do Paraná. Disponível em

http://www.unibrasil.com.br/publicacoes/direito/02/E.pdf . As dicas para acessá-lo são estas: UniBrasil, Curitiba, PR http://www.unibrasil.com.br/.

Na página inicial, clicar em “Publicações”;

em http://www.unibrasil.com.br/detalhe_categoria.asp?id=17, clicar em “Publicações Científicas”;

em http://www.unibrasil.com.br/detalhe_categoria.asp?id=81, clicar em “Cadernos da Escola de Direito e Relações Internacionais”;

em http://www.unibrasil.com.br/detalhe_categoria.asp?id=447,  clicar em “Edição 2”;

em http://www.unibrasil.com.br/detalhe_categoria.asp?id=452 “Edição 2 / Editorial”, clicar em “Clique aqui para ter acesso aos artigos”;

em http://www.unibrasil.com.br/detalhe_categoria.asp?id=453, em “Artigos do corpo docente”, encontra-se listado o texto do Professor Ricardo Tadeu Marques da Fonseca: “Saúde mental para e pelo trabalho”.

            Finalmente, a fonte desse texto particularmente esclarecedor do Professor Ricardo Tadeu Marques da Fonseca é uma monografia apresentada, em 2006, à Academia Nacional de Polícia, Brasília / DF, e à Universidade Federal de Tocantins – UNITINS – pelos Delegados da Polícia Federal Cláudio Pires Martins e Agenor Bernardini Júnior, intitulada “Síndrome de Burnout”, como pré-requisito para obtenção do certificado de conclusão do XX Curso Superior de Polícia para obtenção de título de especialista em Gestão de Políticas de Segurança Pública.

            Após essa leitura, imperdível, refletir se ser terceirizado como Trabalhador em Informática, e funcionário terceirizado é, de fato, uma promessa ou uma ameaça. Se o presidente Lula está pensando como estadista ou como um presidente que não consegue romper os grilhões da globalização. Se empresas privadas que trilharam o mesmo caminho da globalização, neoliberalismo, terceirização estão fadadas a provocar tragédias na saúde dos funcionários e na economia nacional, mas suas situações e jamais responderão pela tragédia que provocaram e continuam a provocar.  

O novo padre da paróquia domingo, out 7 2007 

O novo padre da paróquia

15/05/2002

(“Rir ainda é o melhor remédio”, do extinto Armazém Literário: www.armazem.literario.nom.br/diversoes/rir/36_pagina36.htm)

            O novo padre da paróquia estava tão nervoso no seu primeiro sermão a ponto de quase não conseguir falar.

            Antes do segundo sermão, no domingo seguinte, perguntou ao Arcebispo como poderia fazer para relaxar e este lhe sugeriu que, na próxima vez, colocasse umas gotas de vodka na água, que, depois de uns goles, estaria mais relaxado.

            No domingo seguinte, o padre aplicou a sugestão e sentiu-se tão bem que poderia falar alto até no meio de uma tempestade, de tão feliz e descontraído que se encontrava.

            Depois de regressar à reitoria da paróquia, encontrou uma nota do Arcebispo dizendo:

            “Querido padre:

1 – Da próxima vez, coloque gotas de vodka na água e não gotas de água na vodka.

2 – Não coloque limão e açúcar na borda da taça.

3 – O missal não é um apóia-copo.

4 – O manto da imagem de N. S. J. C. não deve ser usado como guardanapo.

5 – Existem 10 Mandamentos e não 12.

6 – Existiram 12 apóstolos e não 10.

7 – Não nos referimos ao Nosso Salvador Jesus Cristo e seus apóstolos como “JC e sua Banda”.

8 – Não nos referimos a Judas como Chunda.

9 – O Papa é sagrado e não castrado e não nos referimos a ele como “O padrinho”.

10 – Judas não enforcou Jesus e Tiradentes não tem nada a ver com a história.

11 – A hóstia não é “chicletes”, portanto, evite tentar fazer bolas.

12 – Procure moderar-se no vinho e, mesmo assim, beba-o em uma taça.

13 – Backstreet Boys não estava na relação de música do coro.

14 – Não se deve apoiar na imagem de Nossa Senhora, muito menos abraçá-la.

15 – A iniciativa de chamar o público para dançar foi muito plausível, mas fazer trenzinho e correr pela igreja, não.

16 – Limite-se a sermões sobre religião e evite falar de futebol e política.

17 – Água benta é para se benzer e não para refrescar a nuca.

18 – As hóstias devem ser distribuídas para o povo e não usadas como aperitivo para acompanhar o vinho.

19 – Edir Macedo não é Diretor Financeiro da Igreja Católica.

20 – Procure usar roupas debaixo da batina. Evite abanar-se com a batina quando estiver com calor.

21 – O nome do Papa é João Paulo e não Leonardo e nenhum dos dois fez dupla com Xororó.

22 – Belém, onde Jesus nasceu, não fica no Pará.

            Pelos 45 minutos de missa que acompanhei, notei essas falhas.

            Lembro que uma missa leva em torno de 1 hora e não 2 tempos de 45 minutos.

            Numa missa, não se faz perguntas ao público nem existem cartas e universitários. Onde se reza a missa não é chamado de “Palco Mundo” e sim Altar.

            Aquele, sentado no canto do altar, ao qual se referiu como travesti de saia, era eu.

            Espero que tais falhas sejam corrigidas no próximo domingo.

Atenciosamente,

O Arcebispo”.

 

 

A Internet é muito louca, mais do que eu! domingo, out 7 2007 

A Internet é muito louca. Em 15/05/2002, imprimi, para ler para os alunos, em sala de aula, dois textos de um site chamado “Armazém Literário”. O endereço era www.armazem.literario.nom.br . Vale a pena visitar esse endereço para descobrir que “saiu do ar” em 17/03/2003 e qual foi a razão.

A responsável pelo site “Armazém Literário” era Malva Barros. Ao colocar esse nome em “Busca”, em 07/10/2007, porque, para fragmentar meu ex-material pedagógico preciso de guardar pelo menos um exemplar, descobri a importância de Malva Barros, porque esperava que já tivesse voltado.

Uma antiga indicação para o site é a seguinte:

"Armazém Literário


Site coordenado pela poeta e escritora Malva Barros, que colocou o Estado de Sergipe no circuito internacional dos concursos literários, chegando a ser considerado o Canto do Conto, da Crônica e da Poesia, ou seja, parada obrigatória do contista, do cronista e do poeta. O Armazém promove concursos, divulga poesias, contos, crônicas, possui colunas com escritores, além de ofertar uma série de dicas e novidades para o navegante".

Fonte: http://www.sobresites.com/poesia/tematicos.htm

 

Obviamente, é uma indicação antiga, pois o site consta como “novo”.

Estou contando tudo isso porque quero redigitar “O novo padre da paróquia”, que constava de “Rir ainda é o melhor remédio”, era uma piada que fora enviada por Jandyra adami Neves de Carvalho e, naquela época, os colaboradores podiam colocar o endereço eletrônico, sem medo de serem assediados pelos imbecis que se satisfazem em perturbar outros.

 

Antes, vale a pena colocar “Malva Barros” em “Busca”, pois tentei

 www.armazemliterario.com.br

(para saber se a Malva voltara) e “dei com a cara na porta”, pois o “dito cujo” está passando por manutenção ou coisa que o valha.

 

Procurei, também, por “O novo padre da paróquia” e seria encaminhada para blogs que colocaram a piada recentemente, o primeiro deles avisando que “um amigo enviara”.

Tem coisa mais chata do que a mensagem enviada não ter autoria, crédito e no início dela aparecer  “uma amiga de (cita a cidade) me enviou” ?

Toda essa introdução para redigitar a piada (mesmo sabendo que os xiitas se ofenderão), porque é divertida e pode funcionar como um alerta para o abuso de bebida alcoólica e, também, porque não suporto enviar uma mensagem que o povo que recebe diz “Já é velha, já corre na Internet há muito tempo”. Claro que é antiga, eu já acessara a mesma piada em 2002!

 

 Na próxima inserção: O novo padre da paroquia.

Por que sou contra a concessão privada do SAAEI sexta-feira, out 5 2007 

Em primero lugar, SAAEI significa Serviço AUTÔNOMO de Água e Esgoto de Itu
Nunca entendi como, salvo raras exceções que conheço pessoalmente, um SERVIÇO AUTÔNOMO tenha desviado tanto dinheiro para cobrir buracos (será?) da dívida pública de Itu. Afirmo isso porque, uma cidade como Itu, aldeia metida à metrópole, com todos os vícios de "cidade grande", não tem de onde tirar água para o abastecimento. Em determinado ano, uma empresa contratada para tratar do esgoto, lançá-lo limpo no Tietê, a CAVO, originou um problema que deveria ser de intervenção municipal, pois os pagantes de contas de água eram cobrados, em conta de consumo, pelos serviços e, para encurtar a história, a CAVO precisou entrar com um processo judicial, pois não recebera a parte que lhe cabia. Os pagantes de contas de água e de tratamento de esgoto, passaram a não pagar mais o tratamento, porém, a conta DUPLICA com o iem "manutenção de esgoto", o que significa que o SAEEI recebe o dobro do que o pagante paga pelo consumo de agua. Supostamente, a água que entrou no imóvel, sai pelo esgoto e, assim, pagamos duas vezes.
Não sei se é um mito, mas muitos mortais afirmam que o pagante paga em excesso pelo consumo de água, porque o ar faz o "contador" de consumo girar adoidado.
Um deputado federal, Celso Russomano, de grande influência na aldeia de Itu, aproveitou-se disso para fazer propaganda de um aparelho que, instalado na entrada de água, após o hidrômetro, impediria que o ar fizesse parte dos milímetros cúbicos de consumo. Fiquei "p." da vid, porque, como REPRESENTANTE DO POVO, eleito pelo povo tonto que o elegeu, agora deputado federal, Sua Insolência deveria, há muito tempo, ter dado origem a uma lei a um decreto em que os servços de abastecimento e manutenção de esgoto DE TODO O PAÍS, fossem obrigados a instalar esse aparato, juntamente com o hidrômetro, sem custos adicionais para os pagantes de contas de água e manutenção de esgoto.
Pagantes, porque nem todos pagam e, sabidamente, alguns inquilinos que têm "costas quentes", deixam de pagar suas contas por anos. Quando o locador do imóvel descobre, autoriza o corte. Até A ÚLTIMA GESTÃO MUNICIPAL, vereadores piolhentos, para manter a "freguesia", se metiam na administração do serviço AUTÔNOMO de água e esgoto, par que a água fosse religada, mesmo que o devedor não pagasse a conta. Havia uma "promessa" de pagamento, que o devedor não cumpria, Desocupado o imóvel, por via judicial, uma luta titânica para tirar o "piolhento" e sua família piolhenta (os lesados pela corrupção que se deixam levar pelos péssimos exemplos dos criminosos oficiais, os lesados que acreditam que o dono do imóvel é que deve sutentá-los, pois o Estado assim os deixa acreditar, visto que o Estado é ausente, omisso, conivente com os criminosos, não ensina nem dá bons exemplos de cidadania), o dono do imóvel fica com o débito de anos e anos de contas de água e manutenção de esgoto. Além do prejuízo de aluguéis atrasados e prejuízos (os piolhentos têm total proteção da Justiça, coitadinhos), o dono do imóvel, se não pagar os atrasados, ALÉM DE TER QUE PROVAR QUE É DONO DO IMÓVEL, fica sem abastecmento para o resto da vida.
Muito bem, sem água para abastecer a aldeia de Itu, quando começa o tempo de estiagem, ninguém começa o racionamento e, como muito bem lembrado por uma amiga, não estoca água em período de chuva, e, neste mês de setembro, por exempo, o abastecimento de água virou questão de calamidade pública. Na rua Floriano Peixoto, onde se localiza minha casa há quase cinqüenta anos, o abastecimento começa a acontecer por volta das 23 horas, mas a água não tem "força" para abastecer o andar superior (residência) nem a caixa do andar inferior (que abastece o comércio e tem conta e hidrômetro separado da residência, embora funcionários piolhentos do SAAEI, a mando de seus "patrôes" do crime organizado, não necessariamente superiores deles no SAEEI, porque o serviço AUTÔNOMO sempre teve mais cacique do que tribo para chefiar, sempre duvidem e dêem um jeito de obstruir o abastecimento (mesmo que não estejamos em débito). Essas obstruções parecem ser retaliações. A quê? Algo a ser investigado com muito cuidado, mesmo que eu seja considerada louca, com mania de perseguição. Tenho muitas provas de tratamento diferenciado de SAAEI, CPFL, Telefônica e problemas quase incontornáveis, com os funcionários sempre prevendo que a solução será impossível. Por esse motivo, estou sempre digitando que não sou escada, corrimão, trampolim de ninguém, pois sou obrigada a ouvir – nunca por escrito – que o problema foi causado por tais e tais motivos (não trabalho em nenhum desses locais mencionados, não sou causadora dos problemas, pago e quero os serviços corretos, soluções imediatas, pois os pagamentos são feitos em dia).
Além de não haver como captar água para o abastecimento, os tresloucados irresponsáveis (Prefeitura e SAAEI) permitem que condômínios horizontais e verticais, loteamentos de casas de alto padrão sejam instalados e, obviamente, quem paga a conta e fica com os prejuízos são os cidadãos pontuais nos pagamentos de seus débitos de abastecimento de água e de manutenção de esgoto. Sem me estender no fato de que o Centro da Aldeia de Itu tem um sistema de abastecimento de água e captação de esgoto que se aproxima dos cem anos, sem manutenção, sem modernização (foi tudo asfaltado, às custas dos moradores, os consertos, os remendos levam um dia inteiro). Mas isso será resolvido! Há um complô para tornar o centro um imenso calçadão e esses problemas serão escamoteados. Os que ainda resistem a morar no centro que se mudem para um dos loteamentos ou condomínios verticais. Muito mais chique! Uma expectativa de lucro medonho para os especuladores imobiliários, cuja primeira providência é demolir o imóvel, para construir o que lhes dê na veneta!
Tenho provas de que, especificamente, um condomínio vertical, com 39 unidades ou apartamentos consome o equivalente ao mínimo por unidade (somos proprietários de UMA unidade e sustentamos, há dezesse anos, a construtora e os que nada pagaram para que esse prédio fosse construído E NÃO SOMOS PROPRIETÁRIOS LEGÍTIMOS DA UNIDADE, a luta, na justiça, a quem o imóvel e as unidades foram penhorada, à revelia de seus legítimos proprietários, pois a construtora nunca legalizou a propriedade dos que construíram o prédio e as unidades habitacionais, dura dez anos. O processo de quem cedeu a hipoteca se iniciou no ano de 1997, com Auto de Penhora em 1998. Digitado isso, o condomínio, que só foi legalizado em 2004, nunca ficou devendo o consumo de água e manutenção de esgoto (exceto em 2000, quando os condôminos adimplentes, sem a participação da construtora, tiveram que fazer uma "vaquinha" e pagar extras, pois a arrecadação não era suficiente para pagar contas de água e de luz; três meses atrasadas, o corte no abastecimento já havia sido anunciado). Pois é, 39 unidades habitacionais, não sei por qual contrato lesivo à cidade entre SAAEI e Construtora, a R$ 17,40 o consumo mínimo por unidade, a conta fica em R$ 678,60. Mencionei que a construtora não pagou, durante dez anos, a taxa de condomínio ordinária e as taxas extras bem como outros proprietários espertos? Após 2004, com a legalização da convenção do condomínio, os inadimplentes, ameaçados de processos de cobrança judiciais, estão tratando de colocar as taxas em dia, mas só a partir de setembro de 2004. Isso não é problema do SAAEI, pois o SAAEI não é responsável pela adimplência do condomínio.
A responsablidade, ou melhor, a irresponsabilidade do SAAEI (juntamente com quem fornece o Habite-se, que é a Prefeitura) é PERMITIR a instalação de condomínios horizontais e verticais, sem que haja um planejamento de como serão abastecidos por água tratada, EM PREJUÍZO DA POPULAÇÃO QUE MANTÉM A PREFETURA E O SAAEI azeitados, sem que os pagamentos se revertam em serviços adequados, regulares, perfeitos, pagando os funcionários CONCURSADOS com salários dignos, porque prestam serviços corretos, honestos. Diferentemente daqueles que ocupam cargos de confiança, não estão à altura, não são comprometidos com os órgãos que chefiam ou fingem que chefiam.
Ironicamente, um de nossos imóveis, invadido, depredado, com fiação e torneiras externas furtadas em abril de 2007 (e que não apresentou aumento de consumo de água), foi avisado de que, entre 12/08 e 11/09, apresentou um consumo de água exorbitante, em valores R$ 319,80, e, mesmo eu tendo entrado com uma petição para que essa cobrança seja suspensa, os funcionários que me atenderam disseram que isso não será possível. Todas as medidas foram tomadas, para confirmar que o hidrômetro está registrando corretamente um consumo impossível de ter acontecido (todas os canos sem torneiras receberam "plugs", todos os registros internos da propriedade foram fechados e confirmados como fechados após a depredação, não havia sinal de que a água vazara pelos canos que tiveram as torneiras quebradas ou furtadas, em contas com vencimentos de abril, maio, junho, julho e agosto o consumo foi mínimo e para consumir 78 milímetros cúbicos, entre agosto e setembro, haveria necessidade que alguém estacionasse um veículo para transportar esse volume de água, o que não foi denunciado pelos vizinhos). Comparado o consumo no valor de R$ 319,80 (que não saiu pelo esgoto, certamente, mas a conta inclui os valores de manutenção de esgoto) com o consumo do condomínio vertical, com 39 unidades, a indignação é imensa!
Não tem água para fazer os testes de aferição do hidrômetro. Não há, de acordo com os funcionários, possibilidade de suspender essa cobrança até que o hidrômetro seja testado com água, sobram muitas dúvidas.
Todos os proprietários de imóveis em condomínios, horizontais e verticais, pagam consumo mínimo?
O leiturista (do imóvel que apresentou um consumo exorbitante a que estou me refererindo) estava fazendo a leitura corretamente ou fingindo que fazia e, agora, porque existe a concessão do SAAEI para uma empresa privada – QUE PASSARÁ A COBRAR DOS PAGANTES O ISS QUE A PREFEITURA RECEBERÁ SEM NADA TER FEITO PARA MERECER, muito pelo contrário, que não investigou nem investigará TODAS AS IRREGULARIDADES anteriores nem os que cometeram as irregularidades jamais serão punidos, jamais devolverão dinheiro que se apossaram indevidamente – o leiturista, repito, estava lendo corretamente o consumo. De repente, alguém foi ao local e descobriu que a leitura não era feita desde o mês de fevereiro, por exemplo, É UMA HIPÓTESE, e os prejudicados seremos nós? Nunca dormi, comi ou tomei banho com qualquer funcionário ou superior hierárquico do SAAEI, portanto, não há como ter feito acordo ilícito para não pagar o consumo real. Aliás, o Boletim de Ocorrência de 18 de abril de 2007 me ampara a afirmar que nenhum consumo foi exagerado, mesmo com furto e depredação de torneiras. O imóvel não apresenta sinais de vazamento, o encanador que "plugou" todos os canos comprovará isso por meio de um laudo que fornecerá. O funcionário que fez capina no imóvel, durante cinco dias da semana, antes dessa leitura de consumo exagerado testemunhará que, enquanto eu o acompanhava e fechava a propriedade, nunca presenciou que eu consumira água, excesso para uso absolutamente necessário, quem nem mexeria no hidrômetro.
Sou contra a concessão do SAAEI sem que haja uma auditoria rigorosa, sem que a população seja esclarecida dos motivos de uma empresa querer um "abacaxi" tão grande, sem que sejam esclarecidos quem serão os cobrados pelos prejuízos que aconteceram até agora, sem que esse consumo exorbitante que ns está sendo cobrado seja esclarecido, para que eu não me sinta, mais uma vez, sendo usada como escada, corrimão, trampolim por situação ou por oposição à concessão do SAAEI a uma empresa privada. 

A maior parte de meus erros de digitação se devem… sexta-feira, out 5 2007 

Ao inserir páginas, quando o faço on-line, diretamente, tenho problemas com a digitação.
Não sei se é uma falha do "blog" ou de intervenção alienígena (suínos capados, impotentes sexuais e intelectuais) ou intervenção de suínos capados, impotentes sexuais e intelectuais que querem me impedir de apresentar as provas dos crimes que cometeram, quando no exercício do Magistério, e que continuam a cometer, interferindo na minha vida pessoal e familiar.
Se isso acontece por intervenção de QUAISQUER outros que não os mencionados, solicito que enviem proostas, por escrito, para que eu faça parte de seus provedores ou seja uma colaboradora de portais. Todavia, esses provedores ou portais terão que ser acessíveis (contas abertas) para que eu comprove que não existem às custas de sacrifício de dinheiro público desviado, ou seja, que o dinheiro utilizado seja LIMPO e não às custas de sacrifício de quem paga as contas em dia, para privatizados, por exemplo, que dão um lucro absurdo para governos municipais, estaduais e ara o governo federal, por meio de recolhimento, dos usuários, de ISS, ICMS (os usuários é que pagam essas taxas) e nós, pagantes, contribuintes não temos acesso a o que é feito com esse dinheiro que vai para AS MÃOS dos municípios, dos Estados, da Federação.
A lentidão com que a digitação aparece na tela, bem como a falta de letras fica por conta de quem está com a MINHA tela aberta enquanto digito.
Quando produzo o documeto no Word, salvo e quero copiar e colar na inserção do blog, dependendo do que digitei, o documento não é inserido.
Provavelmente, atingi, exatamente, quem está "filtrando", como em regimes ditatoriais, o que digitei.
Mensagens eletrônicas, também, quando enviadas diretamente para o site para o qual pretendo enviar reclamação ou crítica, não são enviadas.
A mais recente mensagem que não foi enviada e apareceu na tela que a página não estava acessível foi uma denúncia à franquia "Embeleze" sobre o responsável, um senhor oriental, que estacionava o veículo, plotado com o nome da franquia "Embeleze", o dia inteiro, numa rua (a Floriano Peixoto), em frente ao Instituto Embleze, como se não houvesse "zona azul", sem cartão, sem ser multado.
Telefonei para o Secretário de Trânsito e, assim como o oriental do Instituto Embeleze, minha denúncia quase me transforma em ré.
Vale para este comentário, também, pois se tentar me comunicar com o MSN Messenger, serei interceptada por criminosos (os mesmos que manipulam meu micro) e entregarei ouro, mapa da mina para bandidos.
 

Caça-palavras baseado em textos de jornais sexta-feira, out 5 2007 

A ilustração inserida é um dos exemplos de minha atuação impecável em escolas públicas.
Baseada em textos jornalísticos, publicados pela Folha de São Paulo, em 2002, os alunos tiveram acesso à leitura deles, por mei de cópias que eu providenciava e distribuía,em sala de aula, sem custo algum para eles, a saber:
1) Programa de hidrovias de FHC encalha 3 anos depois
2) Dinheiro não foi aplicado devido a impasse judicial
3) Degradação ambiental começa a afetar navegação
4) A guerra pela água limpa
 
Após a leitura dos textos, os alunos receberam, como atividade a ser considerada participação em sala de aula, juntada entre outras participações aos conceitos obtidos em provas ou avaliações escritas, computadas, todas, para a média bimestral (ou seja, só ficava sem conceito bimestral quem não comparecia às aulas e havia os que não compareciam às aulas, mas eram aprovados, porteira aberta, no final do ano, não importava o que eu havia controlado, tim-tim por tim-tim freqüência e participação, naquelas recuperações de ausências, além da recuperação de "férias" de um ano letivo para outro).
Se eu soubesse inserir melhor, haveria possbilidade de localizar todas as palavras (cujos significados foram esclarecidos aos alunos por meio de uma lista de vocábulos, definições, sinônimos) e, certamente, quem tiver acesso à ilustração encontraria dois ou três erros meus. Num caça-palavras de mais de trinta palavras, isso é passável e meus enganos foram apontados no momento da correção, série por série, das cinco séries que executaram essa atividade.
Sempre fui a melhor, porém, a maquiavélica "máquina do Estado", além de minha recusa em me prostituir ou de fazer parte de "panelinha" me fizeram desaparecer na maioria dos incompetentes.
Hoje, minha aposentadoria (a pedido) está servindo para esconder os rombos da corrupção, do desvio de dinheiro público e, ainda por cima, a Nossa Caixa me desconta doze reais por estar fazendo o grande favor de minha aposentadoria estar sendo depositada nesse órgão oficial de escamotear dinheiro público, usando o dinheiro dos funcionários públicos para isso.
Vade retro, FHC e "tchurma".
Vade retro, PSDB. Dezesseis anos de desgoverno e falta de competência de estadistas.

Sinhá, cadê seu padre, que os piolhentos são os que mais se ofendem com este texto que os defende? quinta-feira, out 4 2007 

Este texto precisa ser atualizado, para incluir os piolhentos hackers, crackers, psicopatas que querem porque querem nos usar como escadas, corrimões, trampolins.

On-line ou off-line, tem piolhento desligando meu micro à distância.

A próxima desligada será a quarta!

Vade retro, piolhento!

 

 

 

Os piolhentos e nós

“Já vi criança queimada… queimada de cigarro… machucada com tiro no pé, que o pai deu… criança com piolho, aqui tem muito piolho…”

(Depoimento de uma mulher para o trabalho da Secretaria do Menor no Jardim São Luís, em São Paulo [que ex-governador piolhento pensa que é o responsável pelo trabalho honesto de outros, se apossa dos trabalhos e se autopromove às custas dos outros, como outros parlamentares contemporâneos, ou será a maioria dos parlamentares contemporâneos? C. R., deputado federal piolhento, suas ações sorrateiras estão prejudicando minha família, só porque tenho asco de você. Foi bom para você e para seus lacaios nativos, as ratazanas de esgoto? Está no meio da concessão? Não duvido, pois suas “fontes de renda” incluem prejudicar o restante da sociedade organizada e beneficiar o crime organizado])

 

De: Fernando Pacheco Jordão

            Logo nas primeiras páginas de seu livro De Beirute a Jerusalém, recém [março de 1991] lançado no Brasil, o jornalista americano Thomas Friedman descreve seu espanto ante a violência do seqüestro de um homem por um bando armado, em Beirute, à luz do dia, sem que ninguém esboçasse a menor reação. E registra o comportamento do motorista do táxi em que viajava. Mudo, retido num engarrafamento, limitou-se a acompanhar a cena pelo canto do olho. Não fez comentário algum. Friedman comenta que na convivência cotidiana com episódios como aquele, banais na guerra civil de Beirute, a pessoa aos poucos tece para si um colete emocional que lhe permite atravessar imune essa rotina de violência.

            Aqui, fazemos mais ou menos o mesmo. Tecemos nosso colete de indiferença, erguemos nossas cidadelas para morar e nos julgamos a salvo de uma guerra que imaginamos confinada ao terreno dos que queimam suas crianças com cigarros e chegam a lhes dar tiros nos pés.

            Até o dia em que invadem nossos muros, estupram nossa filha, e outros caem de pancada sobre nossa mulher, como costumam fazer com quem lhes pareça delinqüente. Só aí reagimos [Sinhá, cadê seu padre?], com a mais justa das indignações. E perguntamos: será preciso erguer mais os muros da cidadela? [instalar cerca elétrica; contratar segurança privada que, muitas vezes, têm funcionários piolhentos, quando os donos e sócios não são os piolhentos maiores, dão péssimos exemplos aos funcionários e ficam indignados porque os funcionários não sã honestos; instalar câmeras de vigilância com piolhentos vigiando as imagens, vendendo-as para a mídia piolhenta; quando nossos representantes eleitos, em todasas esferas, cometem crimes e se auto-protegem; quando o corporativismo é um trunfo para que nenhum criminoso seja punido?] Ou, quem sabe, mudá-la para mais longe? Na verdade, nunca fazemos a pergunta crucial: o que temos a ver com esta guerra?

            Os dois recentes casos de violência [fevereiro de 1991] que vitimaram em São Paulo pessoas de classe média – o assassinato da jovem estudante de Alphaville e a agressão policial à mãe de uma criança que buscava o filho na escola, na Avenida Higienópolis – convidam à reflexão sobre os perigos do individualismo suicida que cada vez mais nos contamina o tecido social.

            Não se trata de invocar injustiças sociais para justificar violências e pedir clemência para seus autores. Nada disso. Trata-se simplesmente de lembrar que, por mais que nos isolemos, por mais que nos escondamos atrás dos muros, não dá para fazer de conta que nosso universo tem a dimensão de nossos domínios particulares. Não dá para ficar espiando pelo canto do olho, como o motorista de Beirute, indiferente ao que se passa além-fronteiras da nossa cidadela. Não por caridade ou amor ao próximo, mas porque, em nosso cotidiano, dependemos a todo momento dos piolhentos que catalogamos como uma sociedade à parte.

            Podemos pagar escolas particulares. Por isso, que se dane o resto.

            Mas amanhã, um piolhento lesado por um ensino público falido vai ser nosso funcionário ineficiente. Sua irmã piolhenta e semi-analfabeta vai ser a babá de nossos filhos. Podemos pagar seguro-saúde privado. Que se dane o resto. Mas, amanhã, um piolhento desses será nosso enfermeiro de cuja formação precária vamos precisar num hospital. Assim como um piolhento se torna assassino e outro, fardado, esbanja truculência. Nosso individualismo burro condena os piolhentos a uma marginalidade social que, cada dia mais, se volta contra nós mesmos, em prejuízo de nosso próprio conforto material e de nossa qualidade de vida. É algo introjetado no caráter da classe média brasileira: não nos importamos com o social – o público – porque nos iludimos achando que garantimos nossa sociedade com o pagamento da fatura do privado. Ao contrário do que Thomas Friedman descobriu na guerra de Beirute, na nossa guerra não há colete emocional nem físico que resista. [E piolhento acredita, mesmo, por questão de lucro pessoal, que privatização é o que importa.] 

(Jornalista Fernando Pacheco Jordão. Publicado em O Estado de São Paulo, 22/03/1991, n.º 35.614, página 02.)

 

 

 

PSDB, uma farsa de origem = em “Carta Maior” quarta-feira, out 3 2007 

Não ficar apenas neste texto. Vale ler a edição inteira:

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1

DEBATE ABERTO

PSDB, uma farsa de origem

Fundado em 25 de junho de 1988, o Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) é um equívoco no próprio nome. Um lance de oportunismo travestido de roupagem ética e veleidades de modernização política.

Gilson Caroni Filho

De quem depende a continuação desse domínio?
De quem depende a sua destruição?
Igualmente de nós.
Os caídos que se levantem!
Os que estão perdidos que lutem!
Quem reconhece a situação como pode calar-se?

(Elogio da dialética- Bertold Brecht)

A dúvida como método sempre foi o melhor caminho. Nestes tempos em que a análise política se divorciou dos seus conceitos clássicos, a leitura de proeminentes pensadores dos anos 60/70 pode ser de grande valia para quem quer entender a conjuntura atual. Definir o perfil ideológico dos principais atores e as clivagens político-partidárias que nos desorientam é tarefa detetivesca, tal a fluidez de conceitos, categorias e discursos. Requer da literatura política recente um pouco mais de profundidade analítica. Algo que vai na contramão da afoiteza de marcar presença nas páginas da imprensa. Nessa batida, se perde o tucanato como excelente estudo de caso.

Fundado em 25 de junho de 1988, o Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) é um equívoco no próprio nome. Um lance de oportunismo travestido de roupagem ética e veleidades de modernização política. Uma agremiação de origem parlamentar que, desde o início, apostou na arbitragem suprema do mercado guarda alguma relação com suas supostas congêneres européias? A resposta parece negativa independentemente da angulação que escolhamos. Um partido de quadros de classe média e sem base operária que se autodenomina social-democrata é uma idéia fora do lugar. Nada mais que isso.

No plano econômico, os filhos do cisma entre socialistas e comunistas europeus praticavam um modelo no qual, embora a acumulação fosse realizada pela iniciativa privada, em sociedade ou não com empresas públicas, uma tributação progressiva gravava parte da mais-valia acumulada, direcionando-a para setores pouco rentáveis ao grande capital: educação, saúde pública, transportes, saneamento e previdência. Alguma semelhança com os oito anos de governo FHC e a primazia dada ao avanço puro do capital rentista? Alguma relação com a adoção do receituário que previa a desregulamentação da economia e privatização criminosa do patrimônio público?

No campo das políticas públicas havia, na social-democracia alemã, forte presença de subsídio aos desempregados, apoio ao trabalhador aposentado e o freio institucional ao livre fluxo do capital. Por ameaçar a coesão social com sérios riscos de anomia, a lógica do lucro era submetida a uma triagem prevista na institucionalidade do regime político. Até aqui, alguma semelhança com o modelo brasileiro adotado no final do século passado?

Aqueles que, em Bad-Godesberg (1959), romperam em definitivo com o marxismo assinariam um modelo que, segundo o Mapa da Fome, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, em 2001, levava à indigência 29% da população? Coonestariam a regressividade tributária que onerava mais pessoas físicas que grandes corporações e bancos? Com seu apreço a Keynes, levariam oito anos para dar ao trabalhador um rendimento médio de R$ 350, enquanto decuplicam os lucros do setor financeiro? A versão tupiniquim teve ,nesses indicadores, as premissas para o êxito de sua estabilidade macroeconômica. Bernstein se revira no túmulo. De tanto rir.

Mas não paremos por aqui. Segundo Wanderley Guilherme dos Santos, conceituado cientista político, "não há social-democracia sem a afirmação de um parlamento forte, soberano, capaz de efetivamente legislar" (A proposta social democrata, org. Hélio Jaguaribe, José Olympio, Rio, 1989). Nesse ponto podemos trabalhar com a memória dos tempos tucanos: sai fortalecida a instância representativa que vê o destino de emendas orçamentárias ser decidido pelas conveniências da aprovação de uma emenda constitucional de interesse do Executivo? E o abuso de medidas provisórias? E a inexistência de relações estreitas entre movimento social e representação partidária? Algum leitor pode, a essa altura, indagar: mas muitos dessas práticas não continuam? Aos puristas, respondo com outra pergunta? Nosso conhecido patrimonialimo foi amplificado com o pragmatismo utilitário-eleitoral da turma de FHC? Como se daria a ruptura abrupta com tais práticas? Com bonapartismo ou súbita conversão ética das oligarquias? Como as duas alternativas são impossíveis, não nos entreguemos a exercícios de hipocrisia política.

Francisco Weffort, o dirigente partidário que, por uma prebenda, dormiu petista e acordou tucano, na mesma publicação se pronunciava sobre o tema: "Quando se fala de social-democracia fala-se de um padrão histórico determinado de organização político-partidária e de regime político, numa certa época, num determinado período histórico na Europa (…) em que os partidos social-democratas chegaram ao poder apoiado em organizações sindicais de trabalhadores". Alguém reconhece aqui o PSDB ou mesmo a realidade em que ele surge? Em suma, a social-democracia no Brasil guardaria a mesma licenciosidade que o liberalismo. São idéias fora do lugar.

Ora, como definir então a criação de FHC? Chamá-la social-democrata como quer o colunismo chapa-branca de plantão é prova de desconhecimento histórico. A "direita da esquerda" alemã do século passado não guarda qualquer relação com a esquerda da direita do governo que, por oito anos, apresentou a lógica da banca investida do poder de verdade. Há quem possa afirmar que a social-democracia contemporânea reza a mesma cartilha do tucanato. Matou o welfare state e foi ao cinema com o neoliberalismo. Tudo bem. Tal constatação só reforçaria que a tentativa de clonagem foi exitosa, mas o clone brasileiro, tal como a ovelha Dolly, já nasceu envelhecido.

Chegou a hora de a esquerda decidir o que quer ser. Ou defende as conquistas dos últimos anos e buscamos, na medida do possível, avançar. Ou, tal como o PPS, escolhe o símbolo que melhor define sua trajetória recente: a de palhaço da burguesia. As gargalhadas são garantidas.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa.