Futebol de rua – Luís Fernando Veríssimo sábado, jul 28 2007 

Futebol de rua

(Luís Fernando Veríssimo, In: Para gostar de ler, vol. 7, São Paulo, Ática, 1986. Apud: Descoberta & Construção, 7.ª série,Tadeu Rossato Bisognin, São Paulo, FTD, 1991)

 

O mais interessante do texto é que, em vez de lamentar que não haja mais futebol de rua visível para a maioria da população, Luís Fernando Veríssimo descreve as situações divertidas da convivência infantil, com a regra principal: a falta de regras. As regras são “construídas” à medida que a situação se apresenta.

Importante: observar que os conselhos de “espírito de porco” do texto preservam o respeito às mães, à polícia e, principalmente, às regras.

 

            Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é um luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora.

            Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:

            DA BOLA – A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo. Também é permitido o uso de frutas ou legumes em vez de bola, recomendando-se nestes casos a laranja, a maçã, o chuchu e a pêra. Desaconselha-se o uso de tomates, melancias e, claro, ovos. O abacaxi pode ser utilizado, mas aí ninguém quer ficar no golo.

            DAS GOLEIRAS – As goleiras podem ser feitas com, literalmente, o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor, até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para agüentar o impacto. A distância regulamentar entre uma goleira e outra dependerá de discussão prévia entre os jogadores. Às vezes esta discussão demora tanto que quando a distância fica acertada está na hora de ir jantar. Lata de lixo virada é meio golo.

            DO CAMPO – O campo pode ser só até o meio fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e – nos clássicos – o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.

            DA DURAÇÃO DO JOGO – Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

            DA FORMAÇÃO DOS TIMES – O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o golo. Perneta joga na ponta, à esquerda ou à direita dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

            DO JUIZ – Não tem juiz.

            DAS INTERRUPÇÕES – No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:

a)       Se a bola for por baixo de um carro estacionado e ninguém consegue tirá-la. Mande o seu irmão menor.

b)       Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou do apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar  outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se imediatamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

c)       Quando passarem pela calçada:

1)       Pessoas idosas ou com defeitos físicos.

2)       Senhoras grávidas ou com crianças no colo.

3)       Aquele mulherão do 701 que nunca usa sutiã.

Se o jogo estiver empate em 20 a 20 e quase no fim, esta regra pode ser ignorada e se alguém estiver no caminho do time atacante, azar. Ninguém mandou invadir o campo.

d)       Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é golo.

DAS SUBSTITUIÇÕES – Só são permitidas substituições:

a)       No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer a lição.

b)       Em caso de atropelamento.

DO INTERVALO PARA DESCANSO – Você deve estar brincando.

DA TÁTICA – Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.

DAS PENALIDADES – A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antidesportiva e punida com tiro indireto.

DA JUSTIÇA ESPORTIVA – O casos de litígio serão resolvidos no tapa.

 

DADOS SOBRE O AUTOR: algumas sugestões

http://portalliteral.terra.com.br/verissimo/

http://www.releituras.com/lfverissimo_bio.asp

http://www.paralerepensar.com.br/verissimo.htm

 

  

Banco Nossa Caixa está sendo usado para cobrir rombos de péssima gestão sexta-feira, jul 27 2007 

 

O Banco Nossa Caixa está sendo usado para cobrir rombos de má gestão e de desvio de dinheiro público

“Alienação da folha de pagamento injetará mais de R$ 2 bilhões em obras de infra-estrutura em SP”

www.fazenda.sp.gov.br/publicacao/noticia.aspx?id=516

27/03/2007

O Contrato de Alienação do direito de efetuar, com exclusividade, o pagamento dos servidores e empregados públicos estaduais foi assinado em 27/03/2007 entre o Banco Nossa Caixa (diretor-presidente Milton Luiz de Melo Santos) e o governo do Estado de São Paulo (secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa). Dois bilhões e 84 milhões, a serem pagos à vista pelo Banco Nossa Caixa ao governo do Estado de São Paulo, valor do contrato com prazo de duração de 60 meses (05 anos, de 2007 a 2012) e “contempla” [leia-se o número de servidores que pagarão, com seus salários, aposentadorias, benefícios] 1.061 [um milhão e sessenta e um] mil – servidores e empregados públicos estaduais. Os R$ 2 bilhões e 84 milhões auferidos com a venda da folha de pagamento serão investidos em obras de infra-estrutura. Serão destinados R$ 1 bilhão e 84 milhões para o Rodoanel; R$ 300 milhões para as estradas vicinais [valor contrariado por nota de SINDUSCONSP que, em “Busca” resultou “Estado investirá R$ 54 mi em obras de estradas vicinais (11/05/2007 – 10:31:00)”  www.sinduscomp.com.br = quem conseguir entrar nessa nota, para lê-la integralmente, avise-me, pois foi impossível para mim] ; R$ 600 milhões para as obras do Metrô e da CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] e R$ 100 milhões para reforma e construção de fóruns de justiça em vários municípios.

INFELIZMENTE, TODOS OS “CONTEMPLADOS” COM A VENDA DA FOLHA DE PAGAMENTO – DA PARTE DO GOVERNO DO ESTADO – AO BANCO NOSSA CAIXA – O COMPRADOR DESSA FOLHA DE PAGAMENTO – ESTÃO SOB SUSPEITA, BEM COMO O PRÓPRIO GOVERNO DO ESTADO E O BANCO NOSSA CAIXA. O PRIMEIRO, PORQUE TIRA DINHEIRO DE ONDE NÃO REPÕE PARA USO IMPRÓPRIO E O SEGUNDO PORQUE É ESPOLIADO E, MESMO ASSIM, ASSINA CONTRATO COM O GOVERNO DO ESTADO PARA COMPRA DE UMA FOLHA DE PAGAMENTO QUE, EM 2012, SÓ DEUS SABE PARA QUE INSTITUIÇÃO BANCÁRIA IRÁ.

Abaixo, algumas provas das irregularidades:

 

Irregularidades sobre o Rodoanel

Uma nota:

TCU suspende repasse de verba para Rodoanel [que ficou conhecido como “Roubanel”]

São Paulo – O Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o repasse de R$ 8,7 milhões do governo federal para o já concluído trecho oeste do Rodoanel Mário Covas, em medida cautelar anunciada ontem. A suspensão será mantida até que seja julgado um processo sobre supostas irregularidades na obra. O tribunal questiona uma série de aditivos contratuais feitos em outubro do ano passado que levou a um acréscimo de R$ 77,5 milhões no valor da obra.

A decisão não afeta o trecho sul, que está em fase de licenciamento ambiental e cujas obras devem começar em janeiro. Ele está orçado em cerca de R$ 2,5 bilhões. Para 2006, a União prometeu liberar R$ 140 milhões.

O governo do Estado informou que os contratos foram aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e que não foi comunicado oficialmente da decisão do TCU. O trecho oeste do Rodoanel custou R$ 1,3 bilhão e foi concluído no ano passado. Estão em andamento as obras de compensação ambiental. A União gastou até agora cerca de R$ 400 milhões e o Estado, R$ 924,5 milhões.

Sílvia Amorim

Fonte: http://www5.estadao.com.br/cidades/noticias/2005/out/20/42.htm

=====================================================================================================================================

 

http://www.jornaldaserra.com.br/jsrodoanel/rodoambiente/rodoambientepage.htm

Imperdível! Uma edição especial que “Rodoanel Mário Covas
Edição Especial – Rodoanel: conforto caro demais”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na seqüência de “Busca”

 

1/6/2007

Roubanel

Obras do Rodoanel superfaturadas

No trecho oeste do Rodoanel foram tantas as irregularidades que a obra ficou conhecida como Roubanel. Agora no trecho sul as suspeitas voltam a pairar na condução dessa obra.


Assessoria de Transporte – Liderança do PT

No trecho oeste do Rodoanel foram tantas as irregularidades que a obra ficou conhecida como Roubanel. Agora no trecho sul as suspeitas voltam a pairar na condução dessa obra.

Indício de superfaturamento e de pagamentos indevidos, elevação do valor da obra em percentuais superiores aos permitidos pela Lei, levaram o Tribunal de Contas da União a suspender o repasse de R$ 20 milhões, ao governo do Estado de São Paulo, destinados às obras do Rodoanel.

O rodoanel é uma rodovia que vai ligar todas as rodovias que passam pela cidade de São Paulo, Ela vai circundar a cidade, passando por praticamente toda a Região Metropolitana de São Paulo. Essa obra é muito importante, pois vai tirar uma parte do trânsito que passa pela cidade, principalmente de caminhões. As obras do trecho oeste começaram em 1998, com prazo de 24 meses para terminar. Elas foram inauguradas 48 meses depois (o famoso choque de gestão tucano) e serviu como boca de urna do então candidato Geraldo Alckmin, para governador no ano de 2002, pois as obras foram inauguradas dias antes da eleição.

No Plano Plurianual 2004-2007 do governo tucano, consta que final do PPA, 100% das obras do Rodoanel estariam prontas. Mas até o momento as obras do trecho sul mal começaram, apesar da pirotecnia do início das obras terem sido iniciadas em 19 de setembro de 2006. Foi apenas mais um gesto para beneficiar o então candidato (de novo usando o Rodoanel como trampolim político) à presidência da República Geraldo Alckmin. As obras tiveram uma segunda inauguração, agora pelo governador José Serra do PSDB, em 28 de maio de 2007. A intenção do governador é terminá-lo em março de 2010, dando tempo de inaugurá-lo, antes da desincompatibilização para uma possível disputa presidencial. Pelo visto o cronograma do Rodoanel, que está cinco anos atrasado, segue a lógica eleitoral tucana.

O trecho sul do Rodoanel terá 57 quilômetros de extensão, mais 4,4 quilômetros que o ligarão à Avenida João XXIII em Mauá, que será duplicada. Se for seguida a proposta da extensão da Avenida Jacu-Pêssego (como consta no programa de governo do Mercadante), até Mauá, haverá a ligação do porto de Santos, com o aeroporto de Cumbica e a rodovia Dutra, facilitando a logística das empresas brasileiras.

O contrato para construção do trecho sul foi assinado pela Dersa em 27 de abril de 2006. Os consórcios que vão construir o Rodoanel são: Lote 1 (trecho Mauá/Anchieta) – Consórcio Andrade Gutierrez/Galvão, com o valor de R$ 492.885.725,16; Lote 2 (trecho Anchieta/Imigrantes) – Consórcio Norberto Odebrecht/Constran, com o valor de R$ 515.369.337,65; Lote 3 (trecho Imigrantes/Billings) – Consórcio Queiroz Galvão/CR Almeida, com o valor de R$ 562.162.110,55; Lote 4 (trecho Billings/Guarapiranga) – Consórcio Camargo Corrêa/Serveng, com o valor de R$ 505.109.238,06; e Lote 5 (trecho Guarapiranga/Régis Bittencourt) – Consórcio OAS/Mendes Junior, com o valor de R$ 511.734.055,00. O prazo para construção desse trecho é de 48 meses.

O custo inicial das obras civis estava estimado pela Dersa em R$ 2,23 bilhões. Após revisão, segundo a Dersa, por causa do impacto ambiental, os valores foram elevados para R$ 2,65 bilhões. Dessa forma, o custo total do Rodoanel passou do inicialmente previsto R$ 2,95 bilhões para R$ 3,5 bilhões, ou aumento de 18,64%, incluindo os custos com desapropriações.

Os argumentos da Dersa foram contestados pelo Instituto Socioamental (ISA), conforme consta no jornal “Folha de São Paulo” de 2 de abril de 2006, “para quem as alterações cobradas pelos ambientalistas não teriam esse impacto o que indica no mínimo que os projetos foram mal dimensionados e usaram a desculpa ambiental”. No trecho oeste, conforme relatório do Tribunal de Contas da União, essa suspeita é confirmada, pois segundo o TCU, os projetos desse trecho foram mal formulados pela Dersa.
As obras foram contratadas em R$ 2,58 bilhões, ou seja, 15,69% acima do inicialmente previsto para as obras civis. Esses contratos sofreram aditamentos que foram publicadas no dia 26 de maio de 2007 no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Nesses aditamentos os principais pontos são a troca de medição de preço unitário para preço global, a partir de 1º de junho de 2007, com inclusão na Cláusula I, item 1.4, os seguintes documentos: plano de ataques de obras revisado, cronograma financeiro de pagamento, norma de fiscalização, medição e pagamento e alteração da cláusula II, que dá um desconto de 4% sobre o saldo contratual a partir de 1º de abril (parece mentira) de 2007, em decorrência de reavaliação/renegociação do contrato. O preço dos cinco lotes com desconto de 4% ficou em R$ 2.487.053.669,99 ou cerca de 11,21% acima do preço inicialmente estimado pela Dersa.
O contrato com preço global joga maior responsabilidade para os consórcios, que não podem pedir nenhum aditamento, a não ser que haja revisão do projeto. Esse tipo de contrato foi abandonado no Brasil na década de 1970, em função de acidentes que houve em obras no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Esse tipo de contrato foi reativado nas obras da linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo, com os resultados nefastos de conhecimento público.
Em tese, a partir do momento em que há mais riscos para a empresa o preço sobe. E de forma inacreditável, houve um movimento inverso, os cinco consórcios deram um desconto de 4% nas obras do trecho sul. Esse percentual representa em muitas obras o valor usado na administração da obra.
Dessa forma é possível que houvesse um “excesso” nos preços contratados no Rodoanel. Não há lógica, passado mais de um ano de assinatura do contrato de uma obra de engenharia e mudança de preço unitário para preço global, as empresas darem um desconto nela. A não ser que houvesse uma mudança radical no projeto, o que não parece o caso ou queda muito acentuada dos insumos que compõem a obra, o que aparentemente também não ocorreu. Dessa forma fica a suspeita de superfaturamento no preço inicialmente contratado.
A Bancada do Partido dos Trabalhadores encaminhou à Secretaria dos Transportes, um Requerimento de Informação, com as seguintes indagações:
1) Qual o fator determinante para o governo do Estado ter conseguido o abatimento de 4% no valor das obras? Encaminhar os estudos probatórios.
2) Qual a vantagem para o Estado da troca do contrato para preço global?
3) Qual a previsão para a inauguração da obra?
4) Como será feita a fiscalização, ficará a cargo do consórcio ou será feita pela Dersa?
5) Houve alguma modificação do projeto inicial? Se sim, qual?
6) Qual a revisão que houve nos planos de ataque? Favor enviar cópia dos documentos dessa revisão.
7) Essa mudança tem impacto nos custos? Se sim, qual?
8) Qual o cronograma financeiro da obra? Enviar cópia dos documentos desse cronograma.
9) Quais os itens alterados e suprimidos do contrato? Favor enviar cópia do contrato original e do contrato com os aditivos de todos os lotes do Rodoanel, trecho sul.
10)Qual é a fórmula paramétrica adotada no regime de medição em preço global? Detalhá-la.
11) Qual a relação de projetos citado nos termos de aditamento?
12) Qual a norma de fiscalização, medição e pagamento?
13) Por quê as obras do Rodoanel seguem o calendário eleitoral?


Assessoria de Transporte – Liderança do PT

Fonte: http://ptalesp.locaweb.com.br/CN02/artigos/arts_det.asp?id=110

 

 

Irregularidades no Metrô

Além da tragédia do “buraco” que se abriu, que gerou uma polêmica tão trágica quanto as mortes que resultaram do desabamento de quem era a responsabilidade, com o Sindicato dos Metroviários denunciando, há muito tempo, as irregularidades na construção da linha do metrô em que aconteceu a tragédia?

 

Antes, uma notícia sobre o Banco Nossa Caixa, fonte Agência Carta Maior, do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo: http://www.metroviarios-sp.org.br/naoaprivatizacaodometro/noticia.asp?cod=9

 

Sindicatos irão à Justiça contra venda de mais uma subsidiária da Nossa Caixa

O governo de São Paulo agendou para o dia 26 de abril o leilão de privatização de mais uma subsidiária da Nossa Caixa. Desta vez, serão postos à venda 57% do capital da “Nossa Caixa Capitalização”, braço do banco que negocia títulos de capitalização. A Nossa Caixa é hoje a 11ª instituição financeira do país.

“Trata-se de mais um capítulo na novela da privatização das empresas estatais paulistas”, diz o diretor da Federação dos Bancários de São Paulo (Fetec), Elias Maalouf, que também é funcionário da Nossa Caixa. Tanto a federação quanto o Sindicato dos Bancários de São Paulo prometem entrar com uma ação na Justiça para impedir o leilão.

“Há irregularidades atestadas no edital do leilão da Nossa Caixa Capitalização”, afirma o diretor da Fetec. O fato de, por lei, ser exigida a realização de uma audiência pública para a venda de estatais é uma das irregularidades alegadas. A advogada Vilma Muniz de Faria, sócia do escritório que defende a Fetec, argumenta que há outras irregularidades no edital. “Mas não posso expô-las, sob o risco de fazer a defesa antes do processo”, explica ela.

Desestatização

Há quatro anos, a Nossa Caixa foi transformada em um “conglomerado”. A empresa foi dividida em sete subsidiárias, que controlam todos os serviços executados pelo banco. O processo tomou forma quando o governador Geraldo Alckmin lançou o Programa Estadual de Desestatização (PED), em 2001. “O próprio nome do Programa diz que ele trata de desestatização, ou privatização”, critica a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Raquel Kacelnikas.

As empresas são sete: uma financeira, uma distribuidora, uma empresa de cartões de crédito, uma de capitalização, uma de ramos elementares, uma de leasing e uma seguradora de vida e previdência. “Mais cedo ou mais tarde, todas essas subsidiárias serão vendidas para a iniciativa privada”, acredita Maalouf.

Na avaliação de Maalouf, o governo preocupa-se com sua imagem pública, arranhada desde a privatização do Banespa no ano de 2000, e por isso a venda da Nossa Caixa seguiu um processo mais complexo. O diretor da Fetec é claro: “A privatização ocorre às escondidas, e a venda é por partes. No futuro elas serão reunidas em uma empresa só, ou o banco se tornará uma ‘casca de ovo’, com nada dentro, em que só a fachada será pública”.

Tanto Maalouf quanto Raquel concordam que a venda de uma das subsidiárias permite à empresa compradora controlar equipamentos, contas dos clientes, funcionários e instalações das agências da Nossa Caixa. Raquel cita o leilão feito em maio de 2005 como exemplo.

Seguro e previdência

Naquele mês do ano passado, a subsidiária Nossa Caixa Seguros e Previdência foi vendida por R$ 225 milhões para a empresa espanhola Mapfre Vera Cruz Seguradora. “Agora a Mapfre detém o monopólio da venda de apólices de seguro pela Nossa Caixa. Ela dispõe não só das instalações, mas também do patrimônio e da marca da instituição pública”, reclama Raquel.

A venda mudou a composição do Conselho da subsidiária, que antes era preenchido por representantes do poder público. Agora, a empresa privada detém a maioria de votos. Para Maalouf, isso “descaracterizou a natureza jurídica do conglomerado submetido ao controle da Nossa Caixa”. Ele teme que a Mapfre tenha intenção de adquirir outras subsidiárias.

Indagada pela Carta Maior sobre essa possibilidade, a direção da Mapfre divulgou uma nota oficial, em que empresa admite que está avaliando a sua participação no leilão da empresa Nossa Caixa Capitalização. “Qualquer proposta que exista no mercado e que permita à Mapfre Seguros crescer de forma consistente em seu segmento de atuação será analisada. Se houver oportunidade, será concretizada”, informa a nota.

Em 8 de fevereiro, o juiz Wilson Zauhy Filho, da 13ª Vara Federal de São Paulo, concedeu liminar contra o leilão da Nossa Caixa Seguros e Previdência. A ação afirma que a venda violou a Constituição paulista, já que a subsidiária nasceu da fusão de duas anteriores, que lidaram cada uma com um serviço e eram sociedades de economia mista. A fusão não poderia ser feita sem a aprovação da Assembléia Legislativa.

Além disso, o leilão não estava previsto no Programa de Desestatização. Como não havia regulamentação para a venda, tudo foi feito por edital e contrato. O Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o poder legislativo não puderam fiscalizar o leilão.

No dia 23 de fevereiro, entretanto, o juiz Zauhy reconsiderou sua decisão sobre a liminar. De acordo com Vilma, ele assinalou a existência de diversas irregularidades, incluindo as apontadas na ação. Mas levou em conta que os clientes da Nossa Caixa que adquiriram apólices de seguros seriam prejudicados pelo cancelamento do leilão. Isso levou a Mapfre a voltar a controlar a Nossa Caixa Seguro e Previdência.

Sucateamento

A Cosesp (Companhia de Seguros do Estado de São Paulo), empresa estatal que negociava apólices de seguros para funcionários públicos estaduais através da Nossa Caixa, não pode fazer frente ao “monopólio” da Mapfre. “Agora, só as apólices da empresa espanhola são negociadas. E ela pode vender dentro e fora da Nossa Caixa. A Cosesp está sendo sucateada com isso”, constata Maalouf. O capital da Cosesp pertence ao Ipesp (Instituto de Previdência do Estado de São Paulo), submetido à Secretaria estadual da Fazenda.

Maalouf informa que, a partir de 2007, as contas do Banespa onde eram depositados os salários dos servidores serão transferidas para o banco Nossa Caixa. “É um mercado rico, que vai ser transferido para o banco, e a iniciativa privada pode receber a preço de banana se a privatização continuar”, preocupa-se ele.

O artigo 164 da Constituição Federal preconiza que cada Estado tenha uma instituição financeira oficial, papel que o Banco Nossa Caixa assumiu, depois que o Banespa foi vendido. A venda do controle acionário das subsidiárias, mais cedo ou mais tarde, “colocará em xeque o caráter estatal do banco”, lamenta Raquel.

A assessoria de comunicação da Nossa Caixa foi procurada, mas, até o fechamento deste texto, as questões levantadas pela reportagem não foram respondidas.

Da Agência Carta Maior (www.agenciacartamaior.com.br)

 

Na seqüência, algumas manchetes de notícias do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo:

Notícias

IPT condena obras da Linha 4 – Amarela
Mais uma tragédia na privatização da Linha 4 – Amarela
Demissões em massa no IPT
Comissão aprova relatório final sobre acidente
Nota do Sindicato sobre as denúncias de "não conformidades" existentes na obra da estação Fradique
Ato reafirma unidade de entidades civis contra a privatização do Metrô
Entidades se mobilizam contra a privatização do metrô
Manifesto contra a privatização da Linha 4 (PPP)
Ato público, dia 12/02, em solidariedade às vítimas do acidente na obra da Linha 4
O Acidente da Linha 4 e a engenharia nacional

Sindicato se reúne com o Promotor Público

DRT-SP embarga trecho da obra da Linha 4 – Amarela

Cipa aponta falha na contenção do terreno em estação Pinheiros

Fórum de entidades marca calendário de atividades para acompanhar o desfecho do acidente da L4

Entidades formarão grupo para acompanhar desdobramentos do acidente da Linha 4

Alckmin vendeu Linha 4 de "Porteira Fechada"

MP vai investigar o contrato da Linha 4 do Metrô

ANÁLISE – Acidente no metrô de São Paulo: alerta para as PPPs
Acidentes: deveria ser crime culpar a natureza
Este é o 11º acidente ocorrido nas obras da Linha 4 – Amarela
Posição do Sindicato sobre o acidente nas obras da Estação Pinheiros da Linha 4 do Metrô
Estado quer R$ 2 milhões dos metroviários por greve do dia 15/08
Conheça todos os acidentes ocorridos nas obras da Linha 4 – Amarela
Operário morre na obra da Linha 4 – Amarela
São Paulo é CONTRA a privatização de Alckmin!
População não abre mão do Metrô!
Sucesso absoluto na coleta de assinaturas contra a privatização! Novas coletas:
dia 29/08 na estação Sé e 31/08 na estação Jabaquara
Aumento da tarifa bancará lucro da empresa privada
Aos usuários: em defesa dos direitos dos cidadãos!
GREVE NO METRÔ a partir da zero hora de terça-feira, 15/08
Por que os metroviários são contra a privatização da Linha 4 – Amarela?
Abaixo-assinado contra a privatização da Linha 4 – Amarela
Licitação da Linha 4 continua suspensa
Ministério Público continua investigação sobre a tentativa de privatização da Linha 4 – Amarela
SP livre da privatização do Metrô, por enquanto
Após ganhar liminar na Justiça metroviários SUSPENDEM GREVE
Metroviários tentam negociação com o governo do Estado e o Metrô para barrar privatização
Metroviários aprovam GREVE contra a privatização da Linha 4 – Amarela
Por que ser CONTRA a privatização da Linha 4 – Amarela?
Metrô ameaça processar jornal do Sindicato dos Metroviários de São Paulo

Deputados apresentam representação no Ministério Público, pedindo investigação na obra da Linha 4 (28.04.06)
Tribunal de Justiça impõe nova derrota ao governo estadual (07.04.06)
Ato lança campanha contra a privatização da linha 4 do metrô (23.03.06)
Metroviários conquistam nova vitória na Justiça (23.03.06)
Tribunal de Contas suspende processo de privatização da Linha 4 do Metrô (22.03.06)
Ato contra a privatização do Metrô está mantido (22.03.06)
Sindicato entrega Ação Popular contra privatização do Metrô (17.03.06)

Mais uma tragédia na privatização da Linha 4 – Amarela
Sobre a privatização da Linha 4 – Amarela, ilusoriamente denominada Parceria Pública Privada (PPP), já era escandalosa o percentual de 27% (US$ 340 mi) referente à participação do Consórcio vencedor da licitação contra 73% (US$ 940 mi.) do poder público, que durante 30 anos terá que subsidiar o lucro das empresas consorciadas. O contrato ainda prevê que o poder público terá que pagar ao concessionário US$ 37 mi, parcelado em 48 prestações e sequer está comprovado que será mesmo desembolsado os US$ 340 mi, comprometidos no contrato.

Em seus diversos informativos, os metroviários denunciavam que o percentual real a ser aplicado pelo consórcio privado seria muito inferior aos 23% apregoados nas propagandas veiculadas pelo Governo do Estado de SP.

Este cenário começa a se consolidar com o pedido do governador José Serra, de tramitação em caráter de urgência na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), do Projeto de Lei 74/2007, publicado no dia de 21 de março no Diário Oficial do Estado. O Projeto solicita autorização para contrair empréstimos internacionais, no valor de US$ 450 mi, nos Bancos Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD, Sumitomo Mitsui Banking Corporation e Japan Bank for International Cooperation – JBIC.

Com este empréstimo, sobe para US$ 1.390 bi a participação direta do Estado de São Paulo na implantação da Linha 4 – Amarela, reduzindo para apenas 19% a participação da iniciativa privada na Linha 4 – Amarela, o que faz com que a tragédia seja muito maior. Porém, se contarmos que o contrato prevê como obrigação do Estado investir mais US$ 180 mi na expansão, modernização e aumento da frota de trens da Linha "C" da CPTM para garantir usuários na transferência da Estação Pinheiros. Somado aos pedidos de aditivos já solicitados ao Metrô pelo Consórcio Via Amarela, que ultrapassam US$ 200 mi, a participação do Consórcio Metrô 4 resume-se a menos de 15%.

Todas estas denúncias já foram feitas pelo Sindicato e pela Federação Nacional dos Metroviários ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Tribunal de Justiça de São Paulo, ALESP e mais recentemente à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Os metroviários não vão se calar e continuarão a luta para evitar que os interesses privados mais uma vez se sobreponham aos interesses do povo trabalhador de nossa cidade e de nosso estado.

Fonte: http://www.metroviarios-sp.org.br/naoaprivatizacaodometro/noticia.asp?cod=63

RELEMBRANDO: “Os R$ 2 bilhões e 84 milhões auferidos com a venda da folha de pagamento serão investidos em obras de infra-estrutura. Serão destinados R$ 1 bilhão e 84 milhões  para o Rodoanel; R$ 300 milhões para estradas vicinais; R$ 600 milhões para as obras do Metrô e da CPTM e R$ 100 milhões para a reforma e construção de fóruns de justiça em vários municípios”. Secretaria da Fazenda / Governo do Estado de São Paulo http://www.fazenda.sp.gov.br/publicacao/noticia.aspx?id=516

Portanto, deixo de procurar IRREGULARIDADES NA REFORMA E CONSTRUÇÃO DE FÓRUNS DE JUSTIÇA, pois é mais do que sabido que empreiteiras vencem licitações “no tapetão”, as reclamações de que a Justiça “não anda” recaem sobre os funcionários do mais baixo escalão (no bom sentido, porque são, de fato, os que mais trabalham e os que menos ganham), porque há indícios gravíssimos de que o poder Judiciário (bem como os Poderes Executivo e Legislativo) tem funcionários corruptos (em qualquer escalão), bem como os funcionários dos Poderes Executivo e Legislativo também têm funcionários corruptos.

Tudo isso porque, tenho em mãos, cópias das Resoluções 3.402 e 3.424, Banco Central do Brasil (Henrique de Campos Meirelles), de 06/09/2006 e 21/12/2006, respectivamente, que lerei com muita calma, pois, quando fui obrigada a me cadastrar no Banco Nossa Caixa, não o fiz com intuito de ser correntista da Nossa Caixa, mas de manter conta-salário e transferi-lo para o banco de minha opção. Infelizmente, o Sindicato dos Professores, APEOESP, e a Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, AFPESP, têm mantido um silêncio sepulcral sobre o assunto, sem que nenhuma medida tenha sido tomada para que descontos ilegais estejam ocorrendo por ocasião do depósito de M E U salário de aposentada como professora do Magistério Público (concursada e titular de cargo efetivo até a aposentadoria) e o desconto, em holerite, tanto de APEOESP quanto de AFPESP somam o valor que a Nossa Caixa tem descontado, de M E U  salário líqüido, como TARIFA ADIANT DEP (que não me quer dizer nada, pois não resgato M E U salário líqüido antes da data estipulada no holerite, bem como não utilizo outros serviços da Nossa Caixa, exceto buscar o holerite e preencher o cheque TB para transferência de meu salário) e, além disso, cobra R$ 12,00 por uma TARIFA MANUT. PROG. SERVIÇO, com descontos de retenção de CPMF, juros porque eu não sabia que havia essas taxas (não aparecem em extrato bancário) e, desde que passei a receber pela Nossa Caixa, deram-me um cartão e eu caí numa “armadilha”, pois, mesmo que de pensar morreu um burro, acreditei que o cartão facilitaria minha identificação como optante por conta-salário. Em virtude de os “traders” tupiniquins – os que estão elaborando as estratégias para que o governo do Estado de São Paulo cubra os rombos causados pela corrupção e esmiúçam de onde tirarão o dinheiro e elaborem estratégias para que a Nossa Caixa seja aquela que está tirando dinheiro dos funcionários públicos do Estado de São Paulo para repassá-los para cobrir os rombos e fazer promessas de investimento, exatamente nos “buracos” deixados pela corrupção, pelo desvio de dinheiro, pelos gastos públicos aumentados por quem está ganhando sem nada fazer, exceto funcionar como receptador de dinheiro público, não culpo os funcionários do mais baixo escalão (no bom sentido) da Nossa Caixa, que são os que mais trabalham, os que ficam no front, recebendo as reclamações, os xingamentos de correntistas ou de optantes por conta-salário, porque a Nossa Caixa, inclusive, não tinha e não tem infra-estrutura para receber o volume de pessoas que está recebendo em dias de pagamento de salários, benefícios, aposentadoria dos funcionários públicos. Os culpados são os superiores hierárquicos dos funcionários da Nossa Caixa, bem como o AFPESP, a APEOESP, os Dirigentes de Ensino do Estado de São Paulo e todos os que estão calados diante de tais aberrações.

Quando o BANESPA ficou na situação em que a Nossa Caixa está, financiando, inclusive, obras de particulares que nunca devolveram o dinheiro do financiamento, entre outras aberrações, quando o Banespa era o “banco oficial” de enfiar a mão no dinheiro público e não tinha de onde tirar dinheiro, pois os que nada faziam, exceto “enfiar a mão no dinheiro público e desviá-lo, só sacavam, o Banespa foi vendido ao Santander. Não quero nem pensar quem mais lucrou com os pagamentos do Santander ao “fundo perdido” em que se transformara o Banespa e em que bolsos os valores pagos foram parar. E quando a Nossa Caixa chegar, exatamente, na situação em que estava o Banespa, quem comprará a folha de pagamento dos funcionários públicos que nunca “enfiaram a mão” em dinheiro público, mas recebem porque trabalham ou já se aposentaram ou o titular do salário já morreu?

Vou, sim, me desassociar da APEOESP e da AFPESP. Já me informei sobre como proceder e tomarei as medidas necessárias. Economizarei R$ 20,00 (caraminguá, eu sei, mas o meu salário de aposentada também é caraminguá, mas é M E U), para que a Nossa Caixa possa prestar contas aos “patrões” que a estão levando à mesma situação em que ficou o Banespa, até ser vendido e o Santander perder a folha de pagamento para a Nossa Caixa, pagando dois bilhões e oitenta e quatro milhões ao governo do Estado de São Paulo, que os injetará nos rombos que o próprio governo causou. Péssimo gestor! Não tem moral para acusar ninguém de nada! Precisa se olhar no espelho, deixar de apontar o dedo sujo para outros, para ter moral para acusar alguém de algo. Vestem um santo, despem outro e quem paga, como sempre, são os que ficam quietinhos, para serem simpáticos e, com isso, cometem crimes de atos e omissões contra a população inteira.

SINHÁ, CADÊ SEU PADRE?

Lamentavelmente, o padre nada poderá fazer, exceto, como na tragédia do airbus da TAM e todas as demais tragédias que a corrupção causa, rezar pelas almas dos sofredores.

 

 

Não é ninguém, é o padeiro! Crônica de Rubem Braga “O padeiro” com reflexões quinta-feira, jul 26 2007 

Não é ninguém, é o padeiro!

 

            Estive à procura deste texto por muito tempo. Utilizei-o em uma avaliação escrita, quando ministrava aulas na escola “Convenção de Itu”. Encontrei-o – e tomei conhecimento dele – por causa da coleção de livros didáticos Descoberta & Construção, volume para 7.ª série, na época, do Ensino Fundamental. Do autor Tadeu Rossato Bisognin, Editora FTD, São Paulo, o ano da edição do Livro do Professor que possuo é de 1991.

 

            Na apresentação do pretexto para Estudo do Texto, Para fixar Palavras do Texto, Ditado Pega-Moscão, Produção de Texto, Dica 14 (sobre separação de sílabas se a palavra possuir ditongo, tritongo), Para complementar o Estudo da Língua do texto, cujo título original é “O padeiro”, de Rubem Braga, Apud: Ai de ti, Copacabana, Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1960, lê-se:

            “Todos têm seu valor, independentemente da atividade que exercem. Qual o trabalho mais importante, o do padeiro ou o do jornalista? Questões que parecem ofensivas podem ser consideradas normais, dependendo de como são encaradas?”

 

            Antes de iniciar a transcrição do texto, que vale como reflexão não apenas para a importância das profissões, seria interessante observar que, pelo menos na metrópole [ironia] em que resido, no centro da cidade, transformado em “área comercial” e, portanto, de pouco interesse para os políticos medíocres que ocupam cargos eletivos, pois é uma “área que não dá voto”, visto que os estabelecimentos comerciais concentram funcionários que não interessam receber atenções (não moram ali, certo? que os donos dos estabelecimentos se danem se os direitos não são respeitados, se as associações de classe, os sindicatos não cumprem as funções, não é mesmo? afinal, ninguém reclama, ninguém tem voz audível quando reclama, deixem os carros de som esbravejar, deixem os psicopatas, de megafone, berrarem suas filosofias baratas, porque “nóis carrega a cruiz com crasse”) não há mais padeiro entregando pão há muitos e muitos anos. Os armazéns e os mercadinhos foram engolidos por supermercados que se transformam em hipermercados que têm, inclusive, padaria e pão e por aí afora. Afinal, moramos numa província metida a metrópole.

            Só nessa colocação do parágrafo anterior já daria uma discussão acalorada, dentro e fora de sala de aula, sobre direitos, cidadania, conservação, preservação e “progresso” de profissões.

 

            Estabelecida, na apresentação do texto no livro didático de apoio, que a discussão será sobre o valor de atividades exercidas, neste caso comparadas as profissões de padeiro e de jornalista, o pretexto “O padeiro” serve para outras reflexões que permitiriam colunas e colunas de crônicas de quem tem leitura da palavra escrita e leitura do mundo.

           

Neste caso específico, a reflexão deve ser a de jamais ser permitido que alguém faça pouco de nós, porque somos alguém, porque não podemos calar diante de recalcados que nos usam para resolver seus recalques. Acima de tudo, sempre, agir como se não fosse melhor nem pior do que ninguém, como se não fosse mais nem menos do que ninguém. Apesar dos recalcados que insistem em nos menosprezar, nos diminuir, nos desrespeitar.

 

O padeiro

(Rubem Braga)

Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

– Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? “Então você não é ninguém?”.

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “Não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim, ficara sabendo que não era ninguém…

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação do jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar: e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!”. E assobiava pelas escadas.

Título original é “O padeiro”, de Rubem Braga, Apud: Ai de ti, Copacabana, Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1960, in Descoberta & Construção, volume para 7.ª série, autor Tadeu Rossato Bisognin, Editora FTD, São Paulo, 1991.

 

DADOS SOBRE O AUTOR: Rubem Braga, um dos maiores cronistas brasileiros, nasceu em Cachoeiro do Itapemirim (ES) em 1931 e faleceu em 1991. Formado em Direito, dedicou-se ao jornalismo e à diplomacia. Dentre seus livros, destacam-se O conde e o Passarinho, Um Pé de Milho e A Cidade e a Roça.

 

 

Confirmado: o “pobrema” do chato é “sequissual” quarta-feira, jul 25 2007 

 SuperNovas, Superinteressante, edição 241, julho / 2007, página 36.
Ciência Maluca
Texto Rodrigo Rezende
 
De cara para o mala
Por que os chatos gostam de irritar? Segundoestudo da Universidade de Michigan, EUA, a resposta está na cara de quem esiver de saco cheio do chato. É que, ao ver um rosto com raiva, o cérebro do mala liberaria mais testosterona, hormônio que faria o órgão funcionar melhor.
 
Ora, ora, ora!
Então, quando afirmo que suíno capado, lacaio do crime organizado, parasitas sofrem de impotência sexual e intelectual, não estou longe da verdade.
Não importa a opção sexual deles, a impotência sexual e intelectual não lhes permite chegar "aos finalmente", exceto se cnseguirem atormentar, matar ou anular os alvos de seus desejos psicopatas. Sempre me pergunto por que as santas mães desses psicopatas não criaram galinhas  poedeiras, em vez de terem parido psicopatas.
 
By the way: Deputado Federal C. R., que nunca se pronunciou a respeito dos direitos dos consumidores que viajam de avião (sem nos esquecermos dos que viajam de carro, de ônibus, pois determinadas estradas já estão privatizadas e os políticos "da hora" recebem porcentagens do que é arrecadado nos pedágios): A mais recente tragédia da aviação foi boa para você? Está conseguindo dividendos financeiros e políticos, fazendo o papel de mestre-sala junto aos familiares das vítimas? E os seus "amiguinhos" federais e estaduais? Também já traçaram as estratégias para homenagear as vítimas? Afinal, fica muito mais em conta homenagear do que ser Homem, no sentido de humanista, cidadão e tomar as providências que lhes competem ANTES que o que reste seja perguntar: "Sinhá, cadê seu padre?".
 

Em “7 soluções [utópicas] para São Paulo”, de Superinteressante quarta-feira, jul 25 2007 

Superinteressante, edição 240, junho de 2007, Editora Abril S. A.
Sob o título 7 soluções [utópicas] para São Paulo
 
Na quinta  solução utópica, CONSTRUIR UM CENTRAL PARK PAULISTANO, destaco o seguinte trecho: […] "Já o arquiteto Mario Biselli pensa numa idéia igualmente radical: transformar o Aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do Brasil, num parque. ‘Aquela rgião é residencial e não comporta mais nenhum tipo de aeroporto, muito menos o mais movimentado do país. Aquela área daria um belo parque’, diz".
 
Quem assistiu a um documentário, em TV por assinatura, sobre a construção do Central Park, no século XIX, tem uma pequena noção de quão utópica é, de fato, a solução de construir um Central Park Paulistano, em virtude de problemas, tais como, licitação, que empresa venceria (no tapetão) e o dinheiro público não agüenta mais ser desviado, para ser distribuído a todas as boquinhas famintas que elevariam o custo do projeto e da construção em cem vezes o valor deles.
 
Além disso, os funcionários públicos "barnabés", ou seja, sem Q. I., que trabalham, de fato, e ganham o que consta no holerite (ou recibo de pagamento), que não podem mentir para o Imposto de Renda, porque o imposto já vem descontado da "renda", que não têm a quem e a que recorrer, quando adoecem, porque o que lhes é descontado, para Saúde, em holerite é desviado para tapar buracos financeiros de outros setores dos governos estaduais, deixando os serviços de saúde que deveriam atender os funcionários públicos à míngua, sem condções de dar atendimento de saúde, locupletando os donos de Planos de Saúde, e o Fundo para aposentdoria – descontdo, também, em holerite, está com um rombo de tal tamanho que obrigou os demônios que cuidam de relocar dinheiro público a elaborar uma manobra em que o IPESP será extinto e dará lugar a um desses famosos Fundos de Pensão que, na suas origens, já permitem que o dinheiro arrecadado (antes que se transforme em salário líqüido dos funcionários públicos) seja utilizado para continuar a cobrir rombos de dinheiro público desviado de outros setores.
 
Com essas colocações (digitadas a duras penas, pois suíno capado está impedindo que a digitação apareça na tela, vade retro, lacaio do crime organizado! Uma das idéias que mais me deixam indignada é que você tem descendentes piores que você!), encerro com estas colocações:
Se a maioria absoluta, inclusve jornais que respeito, não os nativos da metrópole de Itu, claro, culpa, em primeiro lugar, o governo federal pela tragédia do airbus  da Tam no aeroporto de Congonhas, qual é a responsabilidade de:
1) Câmara de Vereadores da cidade de São Paulo? O aeroporto de Congonhas fica na cidade de São Paulo.
2) Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo? O aeroporto fica no Estado de São Paulo.
3) Responsáveis pela contratação de empresa que "maquiou" o aeroporto.
4) Todas as empresas aéreas que não ouviram as reclamações de TODOS os funcionários dessas empresas, a respeito da falta de Quaidade de Vida no Trabalho de empresas aéreas e de manutenção das naves e da infra-estrutura para que essas naves levantassem vôo e aterrisassem com segurança, chegando todos bem a seus destinos?
 
Agora, Sinhá, cadê seu padre? não soluciona nada, exceto rezar pelo descanso das almas e pelo consolo de todos que perderam alguém, porque o que se perdeu de bem material, com o tempo, será reposto. 

Quem sabe a reforma do “aeroporto” de Itanhaém seja a resposta para o desastre com o avião da Tam de 17 de julho? quarta-feira, jul 18 2007 

Hoje, minha irmã Maria Ignez Bernardini faria 57 anos, se não tivesse decidido acabar com o inferno em que vivia na Terra por causa dos canalhas que matam as pessas psicológica ou fisicamente.
Procurei o último texto que produzi sobre ela, mas, na pressa, encontrei outro que interessa muito mais, neste momento, sob o impacto das mortes causadas pelo acidente de avião da Tam, que se chocou, ironicamente, com o próprio prédio da TAM.
Inserirei o texto que ajuda a entender a ação dos canalhas que têm ajudado a matar, fisicamente, as pessoas que pagam para utilizar serviços de empresas que não denunciam por que não estão investindo em serviços corretos, seguros, porque canalhas desviam o dinheiro que deveria aperfeiçoar os funcíonários, modernizar todos os aspectos da segurança dos serviços que prestam.
Estou pensando, também, em mudar o título de meu espaço para SINHÁ, CADÊ SEU PADRE?, em homenagem a todas as denúncias que não surtem efeito algum e quando acontecem as tragédias que aquelas denúncias anunciavam, todos ficam com as mãos na cintura e, sem ter a quem recorrer, perguntam atônitos: "Sinhá, cadê seu padre?".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0609200501.htm

Texto de "Folha de São Paulo", caderno Cotidiano, de 06/09/2005.

 

A "Foia de Sum Paulo" que me perdoe por não pedir permissão para transcrever a notícia, pois, quando pedi permissão, minha mensagem deve ter caído, desviada, no colo de suíno capado, impotente sexual e intelectual, que precisa de ações criminosas para conseguir excitar-se e chegar lá de modo artificial.

 

E se todo a dinheirama gasta na reforma do "aeroporto" de Itanhaém não foi, de fato, aplicada na reforma e os aeroportos do Estado de São Paulo tenham deixado de receber as atenções, bem como os controladores, os pilotos, os mecânicos não tenham recebido os devidos treinamentos por causa dessa dinheirama que foi gasta no aeroporto de Itanhaém? Nesse caso, todos os integrantes do governo Alckimin, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo são os verdadeiros responsáveis pelos acidentes com vítimas fatais ou sem vítimas fatais.

Em homenagem à minha irmã Maria Ignez Bernardini, que jamais teria deixado de denunciar, se isso acontecesse na área do Judiciário em que atuava. Por esse motivo, não suportou a ação dos criminosos indiciados em Inquérito ou não indiciados em Inquérito. Porém, o que mais doeu foi presidir um inquérito contra o Banespa, antes, bem antes de ser vendido, e o Juiz Federal Rocha Mattos, hoje na cadeia, respondendo, inclusive, por venda de sentenças judiciais, ter arquivado esse processo, embora tenha redigido um elogio "deste tamanho", no próprio Inquérito, à minha irmã Maria Ignez Bernardini. E daí? Isso não impediu que ela considerasse que o que fazia, como eu, no Magistério Público, era enxugar gelo.

 

TRANSPORTES

Reforma em Itanhaém (litoral sul de SP) custou R$ 5,5 mi; neste ano, movimento médio foi de 5 pessoas ao dia


Alckmin amplia aeroporto "fantasma"

FABIO SCHIVARTCHE

DA REPORTAGEM LOCAL

 MOACYR LOPES JUNIOR

REPÓRTER-FOTOGRÁFICO

Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, tem 85 mil habitantes, praias de areia dura e agora um aeroporto totalmente reformado e ampliado, com uma pista capaz de receber até um Boeing 737, com cem passageiros a bordo.

Inaugurado na década de 50 com apenas uma pista de terra, o aeroporto estadual Antônio Ribeiro Nogueira Júnior passou nos últimos cinco anos por grandes modificações. Ganhou um terminal de passageiros, sede para os bombeiros, estacionamento, pátio de aeronaves e uma pista de 1.350 metros de extensão -maior até do que a do aeroporto Santos Dumont (RJ), por onde é feita a ponte aérea Rio-São Paulo.

Ao lado do gasto de R$ 5,5 milhões da administração Geraldo Alckmin (PSDB) para concluir a reforma em dezembro do ano passado, o que chama a atenção é o pequeno movimento: apenas cinco pessoas, em média, utilizaram o aeroporto a cada dia, entre janeiro e julho deste ano.
Há dias em que não há nenhum pouso ou decolagem em Itanhaém. Entediados, funcionários fazem palavras cruzadas e alguns até cochilam nas dependências do aeroporto no horário de serviço.

O secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, justifica os gastos com a obra com dois argumentos: diz que a reforma do aeroporto aumentou a segurança de vôo no Estado -dando mais uma alternativa de pouso para aviões que tenham problemas durante o vôo- e propiciou uma melhor infra-estrutura turística para o litoral sul.

"O aeroporto será um indutor para o crescimento da região", diz Lopes (leia texto na pág. C3), que comemora o aumento de 17% no movimento de aeronaves em julho deste ano em comparação com o mesmo mês de 2004.

Mas as estatísticas do Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo), órgão que controla 30 aeroportos pequenos e médios do Estado, mostram uma realidade diferente da festejada pelo governo.

Queda no movimento

Em relação ao número de pousos e decolagens, o pico dos últimos cinco anos foi registrado em 2002, ano em que o secretário Lopes, piloto amador, estreou a nova pista no comando de um avião Seneca, um bimotor.

O aeroporto de Itanhaém teve então 5.241 movimentações de aeronaves entre janeiro e julho daquele ano.

Mas de lá para cá, enquanto as obras eram feitas, o tráfego aéreo diminuiu em Itanhaém. Nos primeiros sete meses deste ano, foram registrados 4.088 pousos e decolagens -valor inferior até mesmo em relação ao mesmo período do ano passado, com 4.138 movimentações aéreas.
Em relação ao número de passageiros que utilizam o aeroporto, os números do Daesp também revelam uma diminuição gradativa.

Em 2000, ano em que começou a reforma, 2.542 passageiros passaram pelo aeroporto entre janeiro e julho. O número foi caindo gradativamente até chegar aos 1.068 deste ano. De 17º aeroporto mais movimentado por passageiros dos 30 mantidos pelo Daesp, passou para 21º neste ano.

Sem estudo

Para decidir pela reforma e ampliação do aeroporto de Itanhaém, o governo estadual não utilizou estudos técnicos para avaliar a demanda reprimida de vôos no litoral paulista nem tinha informações sobre o potencial econômico da região. O último dado disponível era da década de 80 -material desatualizado, segundo o próprio secretário.

Especialistas ouvidos pela Folha afirmam que, antes de investir na reforma, o governo deveria ter feito um estudo de demanda que apontasse a relação custo-benefício da obra (leia na pág. C3).
Hoje, de cada dez aeronaves que chegam ao município, seis são helicópteros e quatro, aviões de pequeno porte. E nenhum Boeing jamais pousou no município, para tristeza do administrador regional do aeroporto, José Antonio da Fonseca.

"Aqui só vem aviãozinho que puxa faixa na praia com anúncio publicitário e helicóptero do pessoal que faz prospecção de petróleo na bacia de Santos", afirma, com o olhar perdido nos 7.000 m2 do pátio das aeronaves, de onde se vê, ao longe, a serra do Mar.

 

 

 

  

A vaias ao Lula na abertura dos jogos terça-feira, jul 17 2007 

As vaias ao Lula na abertura dos jogos

Eu havia lido todos os textos a que tive acesso que justificavam as vaias.

Como visito, regularmente, Carta Maior e assinei o Boletim para receber notícias, copiei e colei um dos comentários que explicam as vaias de outra perspectiva.

Além do texto que segue abaixo, recomendo a leitura de

Análise & Opinião

 

 

Gilson Caroni Filho
Vaia, imprensa e esquerdismo
O debate político está interditado pelo "jornalismo-torcida". O tratamento dado pela grande imprensa às vaias contra Lula no PAN aponta que ela segue firme na tentativa de sabotar o governo. 16/07/2007

em http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3666

 

Colunista:
Flávio Aguiar

17/07/2007

 

DEBATE ABERTO

O aplauso das vaias

A direita e a extrema-esquerda dão-se as mãos para aplaudir as vaias contra Lula no Maracanã. Não conheço na história, numa circunstância dessas, nem vaia nem aplauso que não parta de uma orquestração. A puxada dos aplausos partiu da tribuna; quem terá puxado as vaias?

Data: 15/07/2007

Mais uma vez a direita e a extrema esquerda dão-se as mãos. Desta vez é para aplaudir as vaias contra Lula no Maracanã. Na imprensa oligárquica comemora-se e denuncia-se: quem falar que houve orquestração nas vaias é idiota. Voltam as teses de preconceitos vários: é a classe média contra o Bolsa Família, é o Sudeste/Sul contra o Norte/Nordeste, e por aí vai. Voltam os velhos clichês: o Rio é mesmo “irreverente”, etc.

O Estadão eletrônico pelo menos registrou que houve divisão no estádio: uma parte vaiou, outra parte aplaudiu, quando os aplausos foram puxados a partir da tribuna de honra. Ou seja, houve reação às vaias. É claro que a importância da notícia fica com as vaias, mas pelo menos houve, nesse caso, o registro da não-unanimidade. Porque o que a direita e a esquerda da esquerda comemoram é que “O Maracanã vaiou Lula”, “O Rio vaiou Lula”.

De minha parte, não conheço na história, numa circunstância dessas, nem vaia nem aplauso que não parta de uma orquestração. A puxada dos aplausos partiu da tribuna; quem terá puxado as vaias? DEMs distribuídos? Os incansáveis PSTUs e PSÓIS compactados? Tudo junto? É mais provável. Mas vá-se saber ao certo. O que é certo é que em estádio, vaia e aplauso pegam mais do que riso em teatro e cinema.

Pegou novamente pela direita e pela extrema esquerda a campanha implícita (não é preciso conspiração clássica para tanto, venho insistindo nisso) de que é necessário, absolutamente necessário “parar o governo Lula”. Com suas ainda que por vezes timoratas iniciativas populares, o governo Lula moveu o nosso Leviatã (o paquidérmico Estado brasileiro) alguns graus a bombordo, isto é, à esquerda em relação à sua proa. Isso é insuportável tanto para a direita quanto para a extrema esquerda. Para a direita porque lhe provoca pânico (de perder privilégios e rendas) e asco (de ver o povão feliz). Para a esquerda da esquerda porque lhe rouba público potencial.

De quebra, como demonstra o artigo de Bernardo Kucinski (o segundo da série sobre os bancos), Lula, seja por vocação, esperteza, intuição ou vontade explícita (ou tudo junto incluído), produziu o milagre de pôr no nosso Coliseu político, pela primeira vez desde Vargas, algo que pode se transformar num projeto hegemônico e nacional para a sociedade brasileira, quiçá para a América do Sul. É uma articulação política que contempla os de cima, acaudilha os de baixo, promove mobilidade social no meio, ou pelo menos abre vias e faz acenos para que isso aconteça, através do acesso, ainda que mitigado por ora, da classe média mais baixa e do proletariado (ops, desculpem o palavrão) mais alto ao ensino superior.

No plano externo, o governo Lula dá oportunidade à estratégia da diplomacia à esquerda dos “barbudinhos”, como se chamou historicamente a então nova geração de diplomatas formados depois que Azeredo da Silveira assumiu o Itamarati no governo Geisel. Essa oportunidade deu espaço a um passo histórico, fazendo que o Brasil assumisse uma posição de liderança na negação da Alca, na afirmação do Mercosul, na luta contra a desigualdade do comércio mundial, puxando até a Índia e a África do Sul, além da Argentina e quem sabe um dia o México, para essa frente.

Ocorre que tudo isso é insuportável para a nossa burguesia e seus “protegés” que guardam o espírito oligárquico. Esse setor da sociedade brasileira desenvolve urticárias, erisipela, furúnculos, herpes, cada vez que ouve falar em “América Latina”, em “projeto nacional”, e coisas assim. Foi-se o tempo, por exemplo, em que parcela da burguesia quatrocentona (para dar um exemplo) de S. Paulo se orgulhava de ter na família “uma avó caçada a laço” (a expressão corrente era essa mesma), apontando sangue índio nas veias, para se distinguir dos imigrantes recém chegados, sobretudo os italianos.

Agora essas e outras famílias dessa classe (nem todas, vamos assinalar) e também de outras partes do país se orgulham é de ter filhos estudando nos Estados Unidos e na Europa; ao mesmo tempo em que adoram elogiar o transporte público nas cidades do “primeiro mundo”, querem mesmo é ter espaço para seus carrões. Se fizessem um plebiscito nessa classe em S. Paulo, garanto que ganharia a abolição do rodízio de carros e dos corredores exclusivos de ônibus e táxis, embora isso, como se provou dramaticamente no começo deste julho, levasse a cidade ao completo caos.

Historicamente predominou nessa burguesia e em seus arautos na imprensa a hegemonia da não hegemonia, isto é, a felicidade privilegiada de administrar, no território pátrio, a hegemonia alheia, através da integração subordinada ao comércio mundial. Para essa parcela, numericamente não desprezível da população, ainda que esmagadoramente minoritária, se tivesse consciência histórica, a época áurea do Brasil estaria na República Velha, quando a oligarquia de então, depois de se ver livre do imperador e da maldita princesa que lhe tirou os escravos remanescentes sem pagar indenização, e de neutralizar os positivistas mais exaltados, conseguiu estabelecer o reino do “seu” liberalismo, aquele em que as liberdades constitucionais valem mesmo para os bem nascidos ou os bem acolhidos em seu universo de favores.

Esse universo, caracterizado pela ineficiência de nossa carta constitucional, qualquer que ela seja, além de criar ao longo da história as mazelas que ora vemos explodir no Congresso Nacional (mas que a imprensa oligárquica agora aponta como um “mal de Lula”), cai como luva para a retórica dos extremos da esquerda, cujo objetivo momentâneo, já que “não estão dadas as condições históricas para o grande salto”, é a conquista de adeptos. A opção do governo Lula “rouba” espaço a essa retórica, e hostiliza o imobilismo que ela contém, sempre preocupada mais em demonstrar que a razão sempre lhe pertence, do que em fazer avançar a situação, as condições de vida e a consciência dos próprios direitos por parte dos de baixo.

Não resta dúvida de que, mesmo com suas titubeações e inconsistências por vezes irritantes, o governo de Lula é o fato mais perigoso para a estabilidade desse quadro histórico brasileiro (desde Vargas, volto a citar) hoje ainda caro à oligarquia dominante e interessante para que a retórica de esquerda possa medrar. Por isso cabe mesmo orquestrar vaias contra o presidente, dentro dos estádios e nas páginas e telas eletrônicas.

Fonte: http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3665

 

 

Amoz Oz: a integridade terça-feira, jul 17 2007 

Texto de

Arnoldo Kraus, médico e escritor, publica artigos no jornal mexicano La Jornada.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3660

 

PERFIL

Amoz Oz: a integridade

Louvado por seus romances, Amoz Oz fundou, nos anos 70, o movimento pacifista israelense Paz Agora. Seja pelo precoce suicídio de sua mãe, quando Oz tinha 12 anos, ou porque aprendeu na terra das letras e das idéias, ele cedo intuiu que o ódio não leva a nada.

Data: 10/07/2007

 

Não sei quando nasceu minha aversão pelos políticos. Mas sei quais foram as causas: tirando algumas muito honrosas exceções, a imensa maioria são detestáveis. E não só detestáveis: são tão parecidos entre si que suspeito que Deus, ou a mãe natureza, dialogaram para criar uma determinante genética que condiciona um subgrupo de seres humanos cujo destino é a política. São tão parecidos entre eles, que não duvido que em breve, graças ao avanço no conhecimento do mapa genético, vamos saber que existe um gene, vamos chamá-lo de miserável, que vai determinar as condições pelas quais alguns "humanóides" se transformam em políticos. Quando o gene for publicitado vamos entender por que Putin, Bush, Katzav, Fox e Aznar, mesmo que sejam judeus-católicos-latinos-europeus-mexicanos, são tão parecidos entre si.

Exemplo fresco é o caso do ex -presidente israelense Moshe Katzav, que depois de ter reconhecido que acossou, aproveitando-se do cargo, várias empregadas da presidência, foi exonerado e não irá à prisão. Que pena que o Ministério da Justiça de Israel o tenha perdoado. Corrupção, impunidade, subornos, injustiça e amoralidade são algumas das possíveis razões pelas quais esse detestável personagem não será inquilino da cadeia. É assim mesmo: fala-se de política de merda e de políticos de merda.

Katzav serve como preâmbulo para escrever sobre "outro" israelense: Amoz Oz, que recentemente foi galardoado com o afamado Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras "pelo brilhantismo da sua literatura, sua contribuição para visualizar os problemas universais do nosso tempo e sua defesa da paz e a luta contra o fanatismo".

Louvado pelo valor excelso dos seus romances, talvez a cara mais importante diante do mundo de Oz – seu sobrenome original era Klausner – é ter fundado, nos anos 70, o movimento pacifista israelense Paz Agora, cujas idéias estão bem expressadas em "Contra o fanatismo" (Editora Siruela, 2003), na qual estão reunidos três ensaios.

"Contra o fanatismo" é um pequeno livro de apenas 15 centímetros de altura e escassas 100 páginas que encerra uma dose imensa de sabedoria, um olhar leigo sobre a filosofia do fanatismo e seus vínculos com a globalização, assim como um repasso da "praxe sem praxe" da maioria dos políticos anencéfalos que dizem governar o mundo. Nesses admiráveis escritos, Oz reflete sobre o triunfo da surdez do fanatismo, vencedor indiscutível no conflito entre palestinos e israelenses. Com razão o escritor israelense cunhou o termo "a síndrome de Jerusalém" para descrever a doença do fanatismo: "Todo o mundo grita, ninguém escuta".

Sua obsessão pelo fanatismo e por pretender iluminar um pouco a surdez implícita nesse "modo de ser" não é gratuita: nasceu em 1939, antes de que fosse criado o Estado de Israel, e viveu a guerra de Independência e os imensos desencontros e ódios que foram gerados desde então. "Confesso que quando criança, em Jerusalém, eu também era um pequeno fanático com o cérebro lavado. Com ares de superioridade moral, chauvinista, surdo e cego a todo discurso que fosse diferente do poderoso discurso sionista dessa época. Eu era um menino que lançava pedras, um menino da ‘intifada’ judia."

Seja pelo precoce suicídio de sua mãe, quando Oz tinha 12 anos, ou porque aprendeu na terra das letras e das idéias, cedo intuiu que o ódio não leva a nada. Deixou as pedras e dedicou-se a escutar, a escrever e a denunciar os políticos. Por isso, apesar de que sua obra literária se estuda nas escolas de Israel, e apesar de que obteve o Prêmio Israel de Literatura 1998, tem sido increpado por políticos e fanáticos israelenses. Tem razão quando denuncia a visão cega dos totalitários, para os quais traidor é "aquele que muda aos olhos daqueles que não podem mudar".

Segundo Oz, a essência do fanatismo "reside no desejo de obrigar os outros a mudar", e, igual que Kant, que dizia que o mal está determinado ontogenicamente, garante que o fanatismo faz parte da natureza humana: "é um gene do mal". Se for aceito que o fanatismo "nasceu" com o homem e que é anterior ao cristianismo, ao Islã e ao judaísmo é preciso concluir com Oz, como recomenda em seu livro, que a literatura, o humor e a imaginação podem mitigar um pouco o peso do fanatismo. Talvez assim seja possível impedir que a falta de sentido, a amoralidade e a política continuem sepultando o ser humano. Sem dúvida, políticos como Katzav são um bom estímulo para a luta e para as obsessões de Oz.

A ata do júri espanhol reconhece sua contribuição para "a revelação certeira das realidades mais urgente e universais do nosso tempo, com especial atenção tanto para a defesa da paz entre os povos como para a denúncia de todas as expressões do fanatismo". A essas qualidades acrescento sua coragem por se arriscar, por denunciar, por não se calar e por buscar a paz.

 

Prestação de serviços segunda-feira, jul 16 2007 

No endereço lá, muito lááááá abaixo, é possível conhecer os nomes dos Deputados Estaduais do Estado de São Paulo e, claro, confirmar que 94 Deputados Estaduais estão impedindo a realização de CPIs que nos ajudariam a descobrir onde está indo parar o dinheiro dos impostos que deveriam estar sendo aplicados em Saúde, Educação e Habitação.
Ora, dirão, nem todos são os responsáveis por, dentre outras barbaridades (lembram-se das hostes de hunos, godos e visigodos?) com o descaso total da população do Estado de São Paulo.
Experimentem, caras pálidas, o desgosto de serem "avaliados por baixo", por causa dos que não cumprem os juramentos nem imaginam o que seja exercer um cargo – ou uma função – para o qual se PREPARARAM, como eu me preparei para ser uma EDUCADORA e, hoje, por causa de interesses de "traders" tupiniquins, meu salário, a merreca de meu salário de PROFESSORA APOSENTADA sofre um desconto de quase QUARENTA REAIS, porque não aceito ter sido transferida, contra a minha vontade, para o "banco oficial", que comprou a folha de pagamento dos funcionários públicos do Estado de São Paulo por um valor que a Nossa Caixa não tem – nem jamais terá – a não ser que utilize expedientes de criminosos para tirar do que é meu, que me pertence: minha merreca, INTEGRAL, de professora aposentada.
Expermentem o que é ser "avaliada por baixo", quando o conhecimento que adquiri e ampliei, para exercer minha profissão de EDUCADORA nunca foi custeado por bolsas ou por prostituição a mestres-salas do crime organizado, mas pelo que MEUS PAIS me permitiram e pelo que paguei, de meu bolso, quando tinha um salário.
Tudo o que fiz, como EDUCADORA, foi investir na minha profissão de professora. Nada foi de graça nem tive que ser mestre-sala de gigolôs e cafetinas que, para alcançar seus objetivos escusos, pisoteiam cidadãos e, principalmente, quem não tem a mínima noção do que seja cidadania.
O que esses DEPUTADOS ESTADUAIS têm feito para proteger a sociedade?
O que os sindicato dos professores tem feito para proteger os associados e não-associados?
O que a associação dos funcionários públicos temfeito para proteger associados e não-associados?
Todos têm se calado diante do que está acontecendo entre a Nossa Caixa e o Governo do Estado de São Paulo.
Os funcionários da Nossa Caixa não têm como se explicar com os funcionários públicos que estão sendo traídos e o dinheiro honesto que recebem como aposentadoria ou como benefício está sendo utilizado para, a meu ver – e tudo indica que não estou enxergando mal – cobrir o rombo da corrupção que levou mais uma instituição bancária estadual a ser considerada "apta" para a privatização.
O Banco do Estado de São Paulo foi privatizado quando não tinha mais de onde tirar dinheiro, pois os que lesaram o Banespa nunca devolveram o dinheiro que dele desviaram.
Deu no que deu. Minha pergunta, senhores noventa e quatro DEPUTADOS ESTADUAIS, é para onde será enviada minha merreca de aposentadoria quando a Nossa Caixa, o banco oficial, não agüentar o tranco?
Que destino terão os funcionários da Nossa Caixa?
A solução, para que eu não tenha os quase quarenta reais de desconto mensais, embora minha conta seja "conta salário", pois preferi permancer no mesmo banco pelo qual sempre recebi meu salário de professora na ativa, seria investir, numa aplicação, no mínimo, vinte mil reais.
Já falei e escrevo: se eu tivesse esse dinheiro para investir na Nossa Caixa, para não ser descontada em quase QUARENTA REAIS da merreca de meu salário de aposentada do Magistério Público, eu utilizaria esses vinte mil reais para me sustentar enquanto movesse uma ação contra o Governo do Estado de São Paulo.
E, quando afirmo que suíno capado me persegue há muitos anos e faz exatamente o contrário do que deveria ser feito para me ímpedir de ter uma vida cidadã, sou chamada de louca, dizem que tenho mania de perseguição.
Todo mundo é poderoso, é "assim cos homis", todo mundo manda e desmanda, sem se importar que estejam matando, psicológica ou fisicamente quem nada lhes deve.
O único consolo é que ninguém vive para sempre e, quando morre, fede igual. A tragédia é: deixa descendentes que farão muito pior o que fizeram de péssimo.
O endereço para conhecer os nomes dos Deputados Estaduais, todos, é:
 
ATENÇÃO: nem ousem enviar mensagem a algum deles, na esperança de que se sensibilizem com os problemas que têm e saibam ser obrigação deles encaminhar para uma solução. Usarão seus endereços para autopropaganda, a fim de garantir a permanência nos cargos ou para que consigam cargos mais elevados. E, agora, Deputado Federal C. R., que continuo a considerar uma das maiores farsas deste país, como aquela heroína nacional que era "mula" de dinheiro público levado para e lavado fora do Brasil, "está bom para você?". Nunca e esqueça de que a morte chega, um dia para todos, e não poderá levar prestígio ou dinheiro no caixão.
 
  

O Haver, de Vinícius de Moraes segunda-feira, jul 16 2007 

O Haver, de Vinícius de Moraes

Quando tudo parece tão sem solução que a desesperança nos abate, é tempo de retomar textos iluminados que nos permitam vislumbrar a esperança, o otimismo – porque a origem deles é de iluminados – mesmo que os mestres-salas broxantes – mestres-salas (aqueles, homens ou mulheres, que fazem evoluções, piruetas, ajoelham-se diante da porta-bandeira da corrupção, da manutenção da injustiça social que dá origem aos miseráveis de intelecto e de dinheiro) do crime organizado são cascavéis delirantes, acreditam, em seus delírios, que mandam e desmandam em tudo e em todos – nos impeçam de reafirmar os textos como estímulos de esperança ou otimismo.

Tentei, desesperadamente, evitar a expressão já desgastada “enxergar a luz no final do túnel”. O resultado foi que dei a volta ao mundo para chegar onde eu queria chegar.

            Há necessidade absoluta de nos rendermos aos iluminados – sem julgá-los pela vida que tinham, caso não sejam nossos ideais de admiração por causa de suas vidas pessoais (usualmente, são considerados transgressores das normas sociais), pois o que importa, mesmo, é o que deixaram como documentos de expressão dessa luminosidade; afinal, esses nossos admirados não eram nossos pais, nossos parentes ou pessoas de nosso convívio, portanto, julgá-los pelo modo como conduziram suas vidas pessoais não é nosso direito, desde, lógico, que não tenham sido “mulas” para levar e trazer dinheiro do exterior, que não tenham ajudado os criminosos do colarinho branco a lavar dinheiro sujo, não tenham sido ladrões, assassinos etc. e tal – pois os textos iluminados sempre despertarão os sentimentos de que necessitamos.

 

Fonte: http://www.releituras.com/viniciusm_haver_imp.asp

O Haver

Vinicius de Moraes


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
– Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido…

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada…

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.

15/04/1962


A poesia acima foi extraída do livro "Jardim Noturno – Poemas Inéditos", Companhia das Letras – São Paulo, 1993, pág. 17.

_________________________________

Cláudia Cordeiro, professora de Literatura Brasileira no Recife (PE), escreveu ao Releituras para dizer que havia uma outra versão dessa poesia. Foi feita uma pesquisa e localizada, declamada pelo autor, no disco "Vinicius de Moraes – Antologia Poética". Consta no disco que foi publicada no jornal "O Pasquim", não sendo citado o número do exemplar nem a data. Abaixo a versão, que julgo ser a primeira, para que os leitores conheçam.


O Haver


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
– Perdoai! eles não têm culpa de ter nascido…

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo que existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de sua inútil poesia e de sua força inútil.

Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será e virá a ser
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante.

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta essa obstinação em não fugir do labirinto
Na busca desesperada de uma porta quem sabe inexistente
E essa coragem indizível diante do grande medo
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio
Pelo momento a vir, quando, emocionada
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante
Sem saber que é a minha mais nova namorada.

 

 

Por lembrar de empresas psicopatas… PSOL quer incluir Schincariol no processo contra Renan terça-feira, jul 10 2007 

Em virtude da vocação para a psicopatia de empresas, apesar de alguns funcionários íntegros, e por lembrar que tanto funcionários podem destruir o conceito de uma empresa como a empresa destruir o conceito dos funcionários… ler o texto abaixo com muita atenção:
Bem, a denúncia já foi para o Beleléu e não será incluída agora.
Resta-nos a atenção que o Ministério Público dará a ela.
Atenção, empresas psicopatas, quem está fazendo as inserções sou eu, Maria Lúcia, maior, vacinada, com endereço localizável. Portanto, não adianta retaliar contra meus familiares. Minha família nunca foi incluída em "folha de pagamento de Caixa 2".

Agencia Estado – 9/7/2007 20:04

PSOL quer incluir Schincariol no processo contra Renan

Apesar de dois dos três relatores do processo contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), alegarem que a inclusão de nova denúncia contra o parlamentar tem de ser objeto de uma nova representação, o PSOL vai apostar na pressão popular para anexar na investigação em curso os dados sobre a venda de uma fábrica da família de Renan à Schincariol. A fábrica da família Calheiros, segundo reportagem da revista Veja, foi vendida à cervejaria por R$ 27 milhões, embora não valesse mais do que R$ 10 milhões.

Segundo a revista, Renan teria atuado em favor da Schincariol junto ao INSS para impedir que a dívida de R$ 100 milhões da cervejaria fosse executada e na Receita Federal contra a multa por sonegação de impostos. O senador José Nery (PSOL-PA) confirmou que entregará amanhã aos três relatores do conselho o pedido para incorporar a nova denúncia no processo. Os relatores Almeida Lima (PMDB-SE) e Marisa Serrano (PSDB-MS) afirmam que o procedimento é incompatível com as normas de investigação do colegiado e que caberia aos interessados entrar com uma nova representação.

A presidente do PSOL, ex-senadora Heloisa Helena (AL), lembrou que a mesma objeção foi feita quando o partido pediu para que o Conselho de Ética apurasse a autenticidade dos documentos com os quais Renan queria comprovar o rendimento de R$ 1,9 milhão em quatro anos, com a venda de gado. "O pedido foi rejeitado, mas a pressão da opinião pública acabou fazendo com que eles (senadores) recuassem e pedissem à Polícia Federal para periciar os papéis", explicou.

Fonte: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=5111337

 

Os ditados populares segunda-feira, jul 9 2007 

Este texto foi escrito antes de fechar o micro, pois não conseguia navegar nos sites que eu queria e, certamente, foi acompanhado, à medida que o redigia, pela porta-bandeira do crime organizado do qual o usuário do celular (11) 91961126 é mestre-sala, em troca de sabe Deus o quê.

A sabedoria de ditados populares

            Menosprezados por intelectos abaixo do nível do mar, assim como as figuras de linguagem, os ditados populares têm uma carga de significação incontestável e, certamente, tornam-se cansativos e enjoam quando utilizados em excesso. Perdem, também, o significado, à medida que o tempo passa, e escrever por meio de parábolas, como é caso da Blíblia Sagrada, demanda traduções, muitas vezes distorcidas, dependendo dos objetivos de quem as utiliza.

            No entanto, num país como o Brasil, em que a “inguinorança astravanca o pogréssio”, porém os ignorantes de pai e mãe são os que detêm o “puder” e a grana para valer esse “pudêr”, é preciso insistir muito em ditados populares para que um deles se converta em realidade: água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

            Quando professora na ativa, denunciava, dentro da escola e em direção à ex-delegacia de ensino os descalabros que aconteciam em sala de aula, fora da escola e que deveriam ser contidos dentro da escola. Hostilizada, perseguida, motivo de chacota, de desrespeito desde as “otoridades” superiores, dentro do Ensino Público, e até por representantes, funcionários do Judiciário a quem levei as denúncias, hoje, leio os comentários dos “doutos” indignados com a situação da violência, do desrespeito em escolas públicas e particulares e me recordo da frase da professora Maria da Glória Novack: de mãos na cintura, aos berros, “Sinhá, cadê seu Padre?” é um recurso que não tem absolutamente efeito algum na solução desses graves problemas, pois estão na sociedade, feito cracas.

            Um dos melhores ditados populares, já há alguns anos, que melhor descreve a situação do Brasil é “quem dorme com cachorro, amanhece com pulgas”.

            De modo geral, a plebe ignara, que faz os malabarismos de mestres-sala da corrupção – e plebe ignara não significa, aqui, o sentido irônico que Sérgio Porto utilizava de “o povo marginalizado” – mas a generalização de todos os que se abaixam e mostram o que não devem à corrupção generalizada, à falta de noção do que seja cidadania, o resumo maior daqueles que nunca souberam o que seja dignidade (embora insistam em vender o que não têm) dormiram com cães e estão infestados de pulga.

            O objetivo maior desses infestados e “usar” quem não faz parte de quadrilha alguma para que os que os corromperam sejam punidos. Agora, sinhá, cadê seu padre? Como é que pessoas que nunca chafurdaram nas pocilgas do crime organizado serão as que terão que deter as ações dos patrões de tráfico de drogas, de tráfico de influência, de patrões que se apossaram de todo o dinheiro público que deveria ter sido destinado para fazer justiça social?

            Leio os comentários dos “doutos” que, de mão na cintura, denunciam – tardiamente – a situação de descalabro no Ensino Público e Privado, da violência nas escolas e me recordo dos profetas ensandecidos que acompanhei, durante o período em que eu, também, ensandecida pela ira santa, denunciava os mesmos problemas gravíssimos e, sugestivamente, a imagem de cão tentando alcançar o próprio rabo é a melhor resposta.

            Tá tudo contaminado e todos continuam a dar voltas e voltas para alcançar os próprios rabos.

            Então, volto para aquele ditado em inglês “a stich in time saves nine” que, em português, “é melhor prevenir do que remediar” soa fraco demais e repito: agora, Inês é morta. Quem contaminou meu micro e continua a me impedir de agir do modo que quero, numa manifestação de psicopatia típica de corrupto que jamais se converterá em santo, continuará a receber meu comportamento esquizofrênico de ser ignorado. Nunca será meu ideal de personalidade apta a fazer parte de meu mundo. Pode tirar o cavalo da chuva, ficará com pneumonia. Meu asco por pessoas que ostentam ou agem de modo selvagem, desrespeitando todas as normas que contribuiriam para uma convivência pacífica entre os integrantes da sociedade é tão grande que apenas posso confirmar que foram gerados (homens e mulheres) por amebas que se reproduzem – e como se reproduzem – ou por piranhas que deram o golpe da gravidez para tentar resolver a vida medíocre que elas mesmas criaram.

            Quando um psicopata, munido de megafone, que nada tem a acrescentar à vida de ninguém, patrocinado por supostos estabelecimentos comerciais, esgoela pelas ruas desta cidade metida a metrópole e nunca é detido a bem da comunidade – e que, em período eleitoral faz campanha para escrotos que são eleitos – é porque a cidade metida a metrópole não tem mais como se recuperar da podridão que a tomou de assalto, inclusive por pessoas de fora que, após terem tido problemas gravíssimos em suas terras natais, são acolhidas nesta metrópole metida à besta e continuam a viver como se fossem ideais de respeitabilidade, unidos às raposas conhecidas, mas que continuam a ser eleitas (e se não são, continuam a dar as ordens), juntamente com os calhordas que enriqueceram como especulação de dinheiro público e aos quais os lacaios se abaixam e dão o que não deveriam dar.

Pronto, usuário do celular (11) 91961126: aí está a razão de o suíno capado que lhe dá ordens ter escolhido o número do telefone fixo de minha casa para você passar um trote, a cobrar, as 2h17m de 08 para 09 de julho. Eu havia arquivado o texto para "suavizá-lo", mas você e sua quadrilha, usuário do celular (11) 91961126, não conseguiria entendê-lo.  

Ao usuário do celular (11) 91961126 segunda-feira, jul 9 2007 

Eventualmente, esse celular pode ter sido furtado e estar sendo utilizado pelo ladrão que o furtou.
Nesse caso, se tivesse sido furtado, já estaria bloqueado pelo dono e não poderia estar sendo usado para trotes, a cobrar, durante a madrugada.
Usuário do celular (11) 91961126:
Você é um piolhento (lesado pela corrupção endêmica do Brasil desde a data do descobrimento), mas não sei se é um piolhento mestre-sala do crime organizado (aquele que faz piruetas e reverencia os criminosos do colarinho branco, do tráfico de drogas, do tráfico de armas), mas, certamente, é um piolhento sem pai nem mãe, pois, mesmo lesado pela corrupção generalizada que destruiu todas as instituições da sociedade brasileira, você, no mínimo, teria o acompanhamento dos pais, para não agir de modo criminoso como agiu na madrugada de 08 para 09 de julho, ou seja, as 2h17m (a.m. para os alfabetizados funcionais como é o caso do usuário do celular 11 91961126), para passar o trote do "gol gelo", que respondi a você que estava, sim, na esquina de minha casa, mas já tinha derretido e você gargalhou, junto com a piranha que o acompanhava (você me colocou no "viva voz"?; então, certamente, os suínos capados que o rodeavam também tiveram uma leve ereção?) e, certamente, conseguiu, embora intoxicado por drogas que modificam o comportamento e o fazem perder a noção de que é um ser humano, deve ter conseguido uma ereção para fingir que é homem junto à piranha que o acompanhava. Cuidado: espero que tenha usado camisinha, pois gente que está sob efeito de drogas ilegais ou de legais, como o álcool, perdem o senso de prudência.
Pois bem, para variar, você conseguiu criar uma leve tensão até que eu saísse da minha cama e atendesse ao telefonema. Ligação a cobrar, com pessoas queridas que moram em cidades distantes, estados diferentes, AUTORIZADAS A LIGAR A COBRAR, caso necessitem de ajuda – não é o seu caso, usuário do celular (11) 91961126, pois você, para mim, é lixo, portanto, não tem autorização para ligar a cobrar ou sem ser a cobrar; quando quiser ter alguma ereção, ligue para o pai (conhece-o?) ou para a mãe (estava em casa ou curtindo a vida, apesar de ter colocado crias no mundo?) – e, mesmo ouvindo a música característica de ligação a cobrar, não desliguei, pois eu poderia ser solidária com alguém em necessidade.
Sabe, usuário do celular (1) 91961126, temos pessoas viajando e temos um filho de uma famíia querida que está desaparecido há mais de vinte dias. Isso não lhe importa, não é mesmo? Você, usuário do celular (11) 91961126, é um psicopata e não sente as emoções do mesmo modo que as demais pessoas, mesmo que não sejamos, todos, absolutamente normais. A propósito, numa sociedade em frangalhos, como é o caso da sociedade brasileiria – tem certeza que seus pais não vivem às custas de desvio de dinheiro público? – ninguém está em seu estado normal.
Avisei-o, usuário do celular (11) 91961126, que o "bina", o detecta já havia registrado o número de origem da chamada. Mesmo assim, insistiu mais QUATRO vezes em ligar a cobrar. Levei o telefone sem fio até a minha cama, para poder desligá-lo e não aceitar as chamadas. Isso virá registrado na conta telefônica.
Por causa dos criminosos que geraram piolhentos COMO VOCÊ, usuário do celular (11) 91961126, a Telefônica nos recomenda fazer Boletim de Ocorrência.
Por causa dos criminosos que geraram piolhentos COMO VOCÊ, usuário do celular (11) 91961126, algumas Delegacias de Polícia são "filiais" do crime organizado e não dão seguimento às ocorrências registradas, a não ser que os patrões do crime organizado os registrem contra cidadãos que não pertencem às suas quadrilhas.
Por causa de criminosos que geraram piolhentos COMO VOCÊ, esses Boletins de Ocorrência, quando encaminhados às "autoridades competentes" não têm prosseguimento.
Por causa de piolhetos como você, usuário do celular (11) 91961126, os celulares são descartados, qualquer revenda de celular desaparece com o número ou o repassa para presidiários que estão dando ordens A MESTRES-SALAS DO CRIME ORGANIZADO, como você, piolhento usuário do celular (11) 91961126.
Desse modo, num país em que existem leis, mas não são cumpridas, exceto para beneficiar o crime organizado e piolhentos como você, usuário do celular (11) 91961126, mestre-sala de patrões do tráfico de drogas, de influência, de armas e de todos os crimes que perpetuam a injustiça social, porque você, por ser piolhento, produto de um lar sem eira nem beira, de um sistema educacional em que as verbas não chegam, pois são desviadas para azeitar a corrupção generalizada, para eleger novos integrantes do crime organizado para ocupar o Poder Legislativo, nossos muros estão cada vez mais altos, instalamos cercas, limpamos e repintamos suas pichações, temos nossos micros invadidos, nossos destinatários de correspondência (por correio normal e por correio eletrônico) incomodados por mensagens que não enviamos ou nossas correspondências – por correio tradicional – violadas ou não entregues.
Somos reféns de um padrão de comportamento em que os cidadãos estão em número cada vez mais reduzido e "os mais espertos da sala" – sei que seu intelecto não alcançará o que quero dizer, usuário do celular (11) 91961126 – estão ficando com nosso dinheiro e o país transformado num amontoado de bandoleiros.
Continuarei atendendo aos telefonemas a cobrar, pois expliquei o motivo no início desta opinião pessoal e intransferível, até que, em algum momento, uma autoridade de verdade, que exerce as funções para as quais prestou concurso e pelas quais é paga com o dinheiro dos impostos do reduzido número de cidadãos, se apiede (= tenha piedade) dos cidadãos e não precise de "intermediários" calhordas que não permitem que as reclamações cheguem às autoridades que cumprem seus deveres, suas funções.
Não temos a quem reclamar, não temos quem coloque ordem nesse caos em que se transformou a sociedade.
As associações de classe, os sindicatos ou quaisquer outras do gênero estão dominadas pelos "traders" tupiniquins e, quando tomam alguma iniciativa, certamente estão "de olho" nos benefícios políticos que essas medidas trarão Só isso. Mais nada.
Usuário do celular (11) 91961126: eu estava assistindo a um documentário, pelo The History Channel, sobre como a civilização chinesa, há mais de cinco mil anos, solucionava problemas que, no Brasil, persistem AINDA. Só que eu estava acompanhando as invenções de cinco mil anos atrás de uma CIVILIZAÇÃO. Você não tem a mínima idéia do que isso significa, não é mesmo?
Lembranças para a mãe e para o pai – se é que os teve algum dia – pois, aparentemente, você é filho de chocadeira que gera os piolhentos. Avise-me, quando for candidato a algum cargo de ASPONE, às custas do dinheiro honesto de minha família. Você deveria ser enviado a um país xiita, onde er criminoso se resolve com amputações. Ou para a China, onde corrupto é morto com um tiro na nuca e a família paga pela bala utilizada.

Uma boa explicação ao fato de as CPIs não serem instaladas contra governos do PSDB segunda-feira, jul 9 2007 

Por não ter autorização para transcrever textos de Folha de São Paulo, recomendo a leitura de um que foi publicado em 06/07/2007, de autoria de Sérgio Fernando Moro.
O título é "Os privilegiados".
Sérgio Fernando Moro integra a Mobilização Nacional da Ajufe (Associaçãodos Juízes Federais) contra a PEC 358/2005.
Foi-me recomendado por mensagem eletrônica.

As CPIs não se instalam contra os governos do PSDB em São Paulo: por quê? sexta-feira, jul 6 2007 

PT X ALCKMIN

 

Justiça determina que CPIs sejam instaladas, mas deputados poderão escolher os temas

TJ-SP mantém decisão que declara inconstitucionais itens do regimento da Assembléia que dificultavam instalação de CPIs contra Alckmin, mas deixa nas mãos dos deputados a definição sobre comissões.

 

Maurício Reimberg – Carta Maior

 

Data: 28/06/2007

 

SÃO PAULO – O impasse sobre a instalação de CPIs na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) permanece sem solução a curto prazo. O Tribunal de Justiça rejeitou nesta quarta-feira (27) o embargo declaratório impetrado pela bancada do PT que tinha como objetivo a instalação imediata da CPI da Nossa Caixa. Com isso, a instalação de comissões de inquérito dependerá das disputas políticas na própria Alesp, onde o governo do PSDB tem maioria. Há pelo menos 70 requerimentos aprovados na legislatura anterior. Nesta legislatura, já são 15 pedidos protocolados.

 

Na decisão desta quarta, o TJ também rejeitou um recurso da presidência da Alesp contra a decisão que obriga o Legislativo a instalar CPIs. Em abril deste ano, o TJ, a exemplo do que já havia entendido o STF (Supremo Tribunal Federal), declarou inconstitucionais dispositivos do Regimento Interno da Assembléia que dificultavam a criação de CPIs, e aprovou por unanimidade a instalação imediata de comissões. Mas não foi específico sobre quais CPIs deveriam ser instaladas – justamente o que havia motivada a nova ação do PT que acabou derrotada.

 

A disputa judicial em torno dos CPIs ganhou força em 2006, quando a bancada do PT durante a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi à Justiça para pedir a instalação de comissões após as denúncias envolvendo a Nossa Caixa. A intenção era investigar, entre outros, patrocínios do banco estatal a meios de comunicação ligados a parlamentares de base de apoio de Alckmin.

 

Em entrevista à Carta Maior, desembargador Maurício Ferreira Leite, relator do processo, explicou que o TJ respeitou o "princípio da separação e independência dos poderes" e que não poderia exigir a instalação de determinada CPI porque há diversos requisitos regimentais para elas funcionarem, como a existência de apenas 5 ao mesmo tempo e a ordem de instalação – decisões que caberiam aos deputados. Mas deixou claro que a decisão "determina" a instalação de CPIs mediante acordo entre os deputados, e não voto em plenário.

 

"A resposta do Tribunal é para implementar todas as CPIs da legislatura anterior. O que nos joga para negociar com a maioria. Isso cria um problema para nós, que somos minoria. Ficamos desamparados", lamentou Simão Pedro, líder da bancada do PT. Apenas cinco CPIs podem funcionar simultaneamente na Casa. Na prática, a decisão deve empurrar o PT para tentar viabilizar um acordo interno na Alesp, no intuito de definir qual critério será utilizado para escolher os pedido de CPI que irão vingar.

 

O PT tenta costurar um entendimento que escape da regulação por ordem cronológica, que deixaria de fora CPIs que contestam diretamente o governo, como é o caso da CDHU, protocolada nesta legislatura. "O Vaz de Lima vai preferir que se construa um acordo. Mas a bancada do PT vai exigir que se instaure a CPI da CDHU, da Nossa Caixa ou do Metrô. Se quiser acordo vai ter que aceitar uma destas", diz Simão Pedro. O PT não descarta a hipótese de recorrer ao STF. Na relação citada pelo petista, somente a CPI da CDHU foi protocolada nesta legislatura.

 

O presidente da Assembléia, Vaz de Lima (PSDB), recorreu contra a decisão do TJ e vai aguardar a publicação do acórdão para decidir se instalará ou não a CPI da Nossa Caixa. Dentre os pedidos vetados durante o governo Alckmin, estão os de comissões que investigariam a CDHU, a Febem e o Rodoanel.

 

Fonte: www.cartamaior.com.br