Adivinhou! São as empresas privadas
Para saber mais, Superinteressante edição 238, abril de 2007.
Chamada de capa: Esparta, uma cidade tirânica, militarizada, intolerante? Ou o verdadeiro berço da democracia e do Ocidente, injustiçado pela História? Saiba a verdade sore a cidade mais polêmica da Antigüidade,
 
A chamada para “Empresas, as verdadeiras donas do mundo”, nos remete para a página 88, Economia: “As donas do mundo”, Das primeirs firmas de navegações medievais ao Google, saiba como as companhias de ações dominaram o planeta.
 
Tudo a ver com globalização, privatização (política e economia neoliberal) e tercerização (tudo xô, satanás!).
 
Como não tem mais volta, ou seja, cada vez mais o Estado brasileiro recebe “a parte que lhe cabe”, enfia no bolso “a parte que lhe cabe”, os criminosos do colarinho branco enfiam no bolso “a parte que lhes cabe”, a sociedade civil abocanha “a parte que lhe cabe”, por meio de “serviços terceirizados”, ninguém paga as obrigações trabalhistas e contribuições assistenciais dos “terceirizados”, os otários, como eu, pagam por plano de saúde, declaram os impostos, não têm onde esconder dinheiro, não recebem “por fora” nem utilizam dinheiro público para pagar as dívidas e os “luxos”, pagam “para nascer, para viver e para morrer”, assistem às empresas de segurança, os planos de saúde abocanhar o dinheiro e não prestar os serviços a que se propõem, ou, no caso das empresas de segurança: “sabe como é, não temos poder de polícia”, a polícia mal aparelhada, mal remunerada, mal acomodada e, claro, com poucos preparados para exercer a função, atrapalhados pelos que só querem “a parte que lhes cabe”, eu pergunto: quando os otários pararão de pagar pelo particular e exigir, do Estado, que cumpra seus deveres e, para isso, recolhe tributos?
Atenção: não estou fazendo apologia para não pagar tributos, para corromper funcionários que deveriam impedir que isso e outros crimes acontecessem. Estou apelando para “Acorda, cidadão: não pague pelo que é dever do Estado, reclame, seja chato como eu sou chata! Prefira ser ‘persona non grata’ porque não faz parte de quadrilha ou porque não é gado marcado”.
Tem gente enriquecendo – e empobrecendo outras, matando outras, seja física ou psicologicamente – porque “se enfia” no lugar do Estado. Para poder se estabelecer, desvia dinheiro público, comete crimes de contrabando de armas, de tráfico de drogas, de contrabando de mercadorias, ilude funcionários públicos “pobres de espírito” que precisam de carro último tipo (só que o combustível é pago com dinheiro público) ou morar em locais “chiques no úrtimo”, que, também, não pertencem a eles, pois têm que pagar aluguel para o resto da vida (aquela taxa que, supostamene, também cobre o serviço de segurança).
Sim, somos todos asnos carregados.
No domingo, dia 15/04/2007, a “Folha de São Paulo” publicou a alta tenebrosa de terceirização nos serviços públicos (que deveriam ter apenas funcionários concursados), mas, infelizmente, não publicou a “fonte”, porque eu gostaria muito de saber quem deu, de fato, o pontapé inicial para a terceirização do Estado brasileiro. Se já morreu, gostaria de tripudiar em cima do jazigo. Não quero nomes do exterior, quero nomes tupiniquins!
O mundo caminha para a terceirização. Sobrará espaço para quem não se submeter a ela?
O mais triste, porém, é que é um mundo terceirizado em que lobo come lobo. As empresas surgem e desaparecem, deixando os funcionários “terceirizados” no desespero de processar alguém, que acabam sendo os que se utilizam dos serviços das terceirizadoras.
Bem, os excluídos desse meu “vômito” vão me retaliar também?
Nunca se esqueçam, sou a última a generalizar, pois, avaliada em meio a uma generalização de medíocres que trabalham na Educação Pública, sempre fui uma vagabunda, ignorante, mal preparada e, principalmente, fui e continuo a ser mal remunerada. Jamais soube que, antes de ensinar alunos da quinta série em diante até a última série do Ensino Médio a ler e a escrever, eu deveria ter ensinado, todos os dias, o que é certo e o que é errado. Portanto, a mediocridade que grassa tem início no berço.
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