The importance of the question quarta-feira, abr 25 2007 

The importance of the question

            One of the most fruitful moments in my life came when Dr Stephen Williams of Miami (Florida) University, the renowned professor of Zoology, told me that he would give any student an A in his course who turned up with one intelligent question.

            Up to that time I had assumed that intelligence consisted of giving answers. Now I began to see that the question is as much a part of knowledge as the answer – often the more important part.

            Men had assumed from the beginning of time that a heavier object fell faster than a lighter one – until Galileo said, “Does it?”. Men had marveled at the giraffe’s neck for thousands of years before Darwin asked “Why?”.

            It has been 36 years since my old teacher startled me with his pronouncement. For 30 of those years I have myself been a teacher. Most of facts he taught me have long been forgotten – most of the answers he gave me. But I have not forgotten that a questioning student is often more important than an answering teacher.

(From This Week Magazine. Apud: Apostila do Grupo Impacto – Inglês)

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Esta é uma realidade para o ensino de qualquer conteúdo nas escolas formais.

Não adianta entregar, de modo paternal, o conteúdo aos alunos – o que tem sido dito e escrito por pedagogos em linguagem empolada e repleta de estatísticas, porque precisa de um “título” para aumentar o salário de fome – e esperar que retenham esse conteúdo, porque, usualmente, os professores não são educadores, são “o máximo” e a única autoridade do saber, distribuindo-o de modo magnânimo.

Li, há algum tempo, que educar é a capacidade de encantar os aprendizes para aprender.

Qualquer pessoa, dentro ou fora da escola, que não tenha curiosidade em aprender, não aprenderá.

Obviamente, o texto em inglês está subentendendo o Construtivismo. Quem quer aprender, precisa de conteúdo que se aproxime da realidade que vive, porque fará as perguntas que o levem a encontrar as respostas e será, então, conduzido a expressá-las oralmente e, depois, por escrito. A tarefa do educador, no sentido de que qualquer pessoa é um educador, será o de corrigir, no significado de orientar, a forma de expressar, tanto oralmente quanto por escrito, essas respostas que indicam elaboração de hipóteses e respostas que comprovem essas hipóteses. Deixarão de ser hipóteses.

Dentre os recursos de correção de respostas, das cópias de apostilas que estou fragmentando, encontrei as seguintes respostas de alunos, certamente de 1998, pois a identificação é 2.º Colegial “A” e o antigo Colegial passou a ser denominado Ensino Médio em 1999. Durante o restante da fragmentação, encontrarei o texto que foi utilizado como pretexto para as respostas à seguinte pergunta: 09. Um dos temas da reportagem que você leu é a criminalidade nas grandes cidades. Na sua opinião, quais são as causas dessa criminalidade?

As respostas foram redigitadas por mim com a seguinte observação no final delas: Esta folha [uma folha com duas páginas, frente e verso, que copiei numa copiadora e, com as cópias distribuídas aos alunos, discutiríamos as correções de construção de frases e orações, pois eu só corrigira, ao redigitar, erros de concordância e de grafia] só será discutida se os alunos do 2.º Colegial “A” permitirem que isso aconteça. Pelo desinteresse que têm demonstrado, pelo excesso de conversa entre eles mesmos, fazendo questão de ignorar a presença do professor, pelo número de faltas em dia de aula, é provável que estas folhas não possam ser discutidas, as respostas dos alunos não possam ser julgadas ou corrigidas.

Desgraçadamente, o crime organizado, aquele que tinha – e continua a ter – desespero para que eu fizesse parte da quadrilha, de modo a aproveitar-se de tudo o que eu fazia, aliciava e instruía os alunos sob minha responsabilidade para que agissem exatamente do modo como eu os orientava a não agir e mostrava, sempre, o que eu não aceitava como comportamento. Todavia, para gáudio dos psicopatas suínos capados, os alunos sob minha responsabilidade faziam exatamente o contrário do que eu esperava de alunos dispostos a aprender, suficientemente estimulados para aprender, com recursos pagos por mim para executar o que eu havia preparado para todos os alunos, sem distinção, delinqüentes ou não delinqüentes, porque todos tinham as mesmas oportunidades.

Agora, Inês é morta e não há nada que me faça voltar a trabalhar de graça para parasitas, sejam eles de escolas estaduais, municipais, federais ou particulares.

Conseguiram o intento, ou seja, afastar uma pessoa tão perigosa como eu, porque não me sujeitei a entregar minha dignidade para promover criminosos semi-alfabetizados, que receberam autoridade para agir em nome dos “patrões” desse crime organizado, que não aparecem, mas deixam que os suínos capados sejam abatidos no momento em que lhes for conveniente. Bem feito para os suínos capados.

Não duvido que as respostas dos alunos sob minha responsabilidade tenham, na verdade, servido para algum (ou alguma) salafrário (ou salafrária) apresentá-las como “de sua otoria”, em defesas de tese de mestrado, de doutorado, para publicação e fingimento de que tinha competência para algo na vida. Afinal, esta otária, que continua a tomar sorvete pela testa, sempre foi escada, corrimão e trampolim para salafrário, à revelia, claro.

Respostas dos alunos do 2° Colegial "A" à questão:

(Atenção: são respostas espontâneas – pelo menos, esta otária esperava que fossem – de jovens que repassaram suas vivências. Observar, contudo, que alguns elogiam a polícia – hoje, sei que é porque, antes de educadora, os caluniadores, difamadores repassavam aos alunos minha imagem de, talvez, pessoa perigosa, que os deduraria] e, outros, fazem questão de usar da sinceridade, muito provavelmente, porque tinham experiências trágicas sobre a atuação da polícia e de pretensas autoridades do judiciário, que utilizavam as transgressões desses jovens para impor uma autoridade baseada na chantagem moral e financeira.)

09. Um dos temas da reportagem que você leu é a criminalidade nas grandes cidades. Na sua opinião, quais são as causas dessa criminalidade?

§         No país em que vivemos, existem vários tipos de crimina!idade. Isto é por causa das drogas (maconha, crack, cocaína, heroína e até mesmo o álcool). Hoje, os jovens procuram algo para fugir de problemas com a família e se tornando pouco a pouco viciados em fumo e muito em breve virão as drogas e por falta de informação e policiais, isto está piorando mais. Com isso, jovens adolescentes estão se despedindo da vida logo que estão começando a viver.

§         1) Uma parte é que a pessoa já é pobre, fica desempregada, com família para tratar, contas para pagar. Isto vem pressionando a cabeça da pessoa e vai cada vez mais apertando até que ela não tem mais saúde e resolve encarar a vida criminal entre roubos e mortes.

            2) Essa parte é composta por pessoas vagabundas, sem vergonha, que não têm coragem de trabalhar e vivem procurando casas para roubar, carros.

§         No país em que vivemos, existem vários tipos de criminalidade. Isto é por causa das drogas (maconha, cocaína, heroína). Hoje, os jovens procuram· algo para fugir de problemas com a família ou em seu próprio trabalho. Eles se drogam e acabam entrando e se tornando pouco a pouco viciados nas drogas. E graças aos policiais que um dia tudo isso vai se acabar e não existirão as drogas e se não tiver mais drogas não terá violência e se não tiver violência, haverá paz.

§         Na minha opinião são: a falta de emprego, de moradia e de educação. Se uma pessoa estudar, claro que ela irá conseguir ter dignidade. O governo deveria investir mais na educação, pois assim os jovens estudando, mais tarde serão, com certeza, alguém na vida.

§         Na minha opinião são: o desemprego, a falta de cultura, pois as crianças, em vezde estar nas escolas, estão nas quebradas das favelas, usando drogas.

§         Na minha opinião são: a falta de moradia, o desemprego, a falta de educação. Uma pessoa tendo estudo, trabalho não terá tempo para a criminalidade, pois isso não é bom para ninguém neste mundo. Se os jovens tiverem estudo, terão tudo na vida, sem precisar mostrar ou até mesmo qualquer tipo de criminalidade neste mundo de hoje.

§         A .criminalidade aumenta cada vez mais com a falta de emprego. As drogas cada vez mais usadas pelos jovens por problemas que vêm de casa. Se não tiver mais drogas, não terá violência e se não tiver violência, haverá paz.

§         Na minha opinião, o que vem gerando a criminalidade são a falta de cultura, de educação e o tráfico de drogas, pois o Brasil está sendo um país competitivo na criminalidade. [Esta resposta é um exemplo típico de falhas que os vestibulandos apresentam e seria a oportunidade, sem humilhar ou constranger o autor dela, de os demais alunos contribuírem com a correção. “O que você quis dizer com ‘um país competitivo na criminalidade’? Se você explicar melhor, sua respostas estará completa. E se trocar essa expressão por, por exemplo, …”]

§         Pais fazendo coisas na frente dos filhos menores, jovens mostrando drogas para as crianças, armas e tudo de ruim. As crianças crescem aprendendo a aula dos marmanjos, ignorantes. A criminalidade aumenta com o alto consumo de drogas, tráficos, roubos. Aumenta, também, pela falta de emprego (desemprego) que está atacando o país. Os desempregados colocam na cabeça que está difícil essa vida e vê que é muito complicado arrumar emprego e parte para outra vida. A vida das drogas, dos roubos, da prostituição e saem querendo ganhar a vida em segundos. Fazendo furtos grandes, mas na verdade é diferente. Porque a gente, quando consegue coisa rápida e fácil, vai embora fácil e acaba muito rápido. Por isso, tem que ser sofrido, suado e valoroso, porque Deus abençoa quem trabalha e se

§ esforça. Dura mais e é para sempre. Verdadeiramente, estamos agora já no fim do mundo. As palavras estão sendo cumpridas. [Esta tem, também, problema de pontuação, que seria corrigido com as sugestões dos alunos – José Vanderlei Geraldi sugeriu isso em livro – e a resposta é, evidentemente, inspirada em conceitos religiosos, o que não invalida a resposta do aluno. Melhor ser influenciado por religião do que não acreditar em nada, principalmente crianças e jovens.]

§         As causas são: a pobreza, a violência em geral, tráfico e uso de drogas, o descaso das autoridades, a corrupção e outros …

§         As causas são: a pobreza, as violências, o tráfico e o uso de drogas, o descaso das autoridades governamentais, a corrupção, a falta da união do povo e outros.

§         As diferenças sociais, a falta de emprego, álcool e as drogas (fazendo com que as pessoas roubem para comprá-las).

§         Falta de policiamento, subordinação com os nossos policiais [quis dizer que há falta de respeito aos policiais? Se foi, excelente oportunidade de discutir por quê], salários baixos, falta de treinamento com os policiais, corrupção entre os policiais, delegados e juízes e, sem dúvida, os nossos governantes do país e, também, falta de armamento que só está em poder dos traficantes e não dos policiais.  

§         Falta de policiamento nas ruas, falta de denúncias, corrupção dos policiais, impunidade, transgressão de regras, subornos, baixos salários, pouco preparo psicológico, falta de armamento, falta de treinamento.

§         São o desemprego, o tráfico de drogas, a prostituição que contribuem para a criminalidade.

§         O desemprego, a falta de educação.

§         A prostituição, o tráfico de drogas e, principalmente, com a impunidade de alguns policiais que abusam da autoridade e o desemprego que levam as pessoas a roubarem para sustentar a família e, se preciso, até matar para conseguir dinheiro. [Atenção para a seqüência em que a polícia, aquela que, em vez de me ajudar a educar, foi conduzida, pelo crime organizado, a acreditar que EU era uma ameaça e não os aduladores dos policiais.]

§         Má índole, desemprego, falta de educação. [Que oportunidade teria sido para quem deu esta resposta ler as outras e enriquecer suas reflexões! Que trabalho insano o meu, o de enxugar gelo]

Quem adivinhar que esta é a minha resposta para que os alunos lessem o que eu falava, acertará:

§         As causas da violência são inúmeras. Para começar, o ser humano é violento por natureza. Por esse motivo, as sociedades estabelecem regras a serem seguidas pela comunidade que, se não obedecidas, permitem a punição, após julgamento por essa mesma sociedade. Mesmo com  as regras e com a observação constante das autoridades, sempre há indivíduos que escapam do controle da sociedade e provocam tragédias ou cometem crimes diversos. No Brasil, infelizmente, as punições reservam um lugar em cadeias lotadas, onde os punidos ficam sem fazer nada, a não ser aprendendo a cometer mais crimes e imaginando como fugir dessas cadeias superlotadas. Escrever sobre as causas da criminalidade nas grandes cidades é muito fácil em nosso país: os cidadãos pagam impostos para que os governantes eleitos utilizem essa verba na construção de casas (moradia), postos de saúde e hospitais, paguem os funcionários de postos de saúde e de hospitais, comprem o material necessário para suprir os postos de saúde e hospitais (saúde); construam, mantenham, supram e conservem escolas, pagando os funcionários da educação de maneira digna, pois os funcionários da educação guiarão, orientarão os cidadãos (educação). Esse é o tripé que mantém um país: moradia, saúde, educação. Qualquer país progride e permite que a população obtenha bem-estar, viva com justiça social, A insegurança e a violência [havia uma vírgula indevida no original, mas sempre fui atrapalhada por algum suíno capado enquanto redigia ou elaborava relatos de desempenho dos alunos] são conseqüências gravíssimas do descaso a esses itens. Começa pelo fato de quem ganha mais, dá um jeito de sonegar impostos. Quem governa não consegue administrar o dinheiro arrecadado e tem que entregar uma parte ao governo federal que não consegue administrar o dinheiro recebido dos estados; sem falar dos que governam e usam o dinheiro arrecadado em benefício próprio. Culpar o poder judiciário (policiais, delegados, juízes), culpar as escolas mal equipadas, sem verba decente para a manutenção do que existe, com uma clientela que continua a destruição, alegando que os professores são mal preparados, desqualificados, culpar os hospitais pela falta de posto de saúde, de médicos, de medicamentos, sem a verba que o INSS deixa de repassar pelos tratamentos, atendimentos, é atacar a superfície do problema, É NÃO BUSCAR AS SOLUÇÕES PARA AS CAUSAS. Moradia, saúde e educação não solucionam, mas amenizam as causas da violência.

•. OBSERV.AÇÃO: Esta folha só será discutida se os alunos do 2° Colegial “A” permitirem que isso aconteça. Pelo desinteresse que têm demonstrado,  pelo excesso de conversa entre eles mesmos,  fazendo questão de ignorar a presença do professor,  pelo número de faltas em dia de aula é provável que estas folhas não possam ser discutidas, as respostas dos alunos não possam ser julgadas ou corrigidas.

            E. T. Julgadas não queria dizer que o conteúdo seria criticado, mas a forma de expressão e, assim mesmo, sem constranger ou humilhar os autores das respostas. Afinal, todos estávamos aprendendo. Tragicamente, o suíno capado que acompanhava minhas digitações enquanto eu digitava (tela aberta no próprio micro) nunca conseguiu acompanhar meu intelecto e sempre deu um jeito de prejudicar, mais ainda, a possibilidade de executar o que quer que eu houvesse planejado. Às vezes, minha auto-estima me leva a extremos, tais como: perguntar para que Diretrizes e Bases, sempre fui as Diretrizes e Bases. Para que um Projeto de Educação em 2007, eu já era esse Projeto. Esgoelei no deserto, feito esses profetas ensandecidos e com um detalhe: tudo por escrito. Outro detalhe trágico: alguém tem cópias de tudo isso e as distribuiu aos parasitas. Quem disse que eu queria ser candidata a cargo eletivo baseando-me em história de vida que é obrigação de qualquer cidadão? Ah, otária, você não quis, eu quero!

 

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Saudade, mãe, feliz aniversário! terça-feira, abr 24 2007 

Espero que esteja feliz, ao lado do papai, da Maria Ignez e de todos os que não estou nomeando.

Dois países, duas medidas terça-feira, abr 24 2007 

Mensagem que recebi de minha prima, Maria Adelaide, texto digno de fazer parte deste blog.
Nada como corresponder-se com pessoas que têm conteúdo (licencinha, Estadão) e não apenas fazem cara de conteúdo.
 
Opinião: Dois países, duas medidas…
Fritz Utzeri, jornalista
Jornal do Brasil, 22/04/2007
 
 
Volto ao Brasil depois de uma semana na França e vejo a seguinte cena. Vejo não, leio no jornal. Um homem atravessava a rua em frente ao Hospital Souza Aguiar quando desmaiou vítima de uma crise epilética. Ao cair, foi atropelado e acabou na calçada do hospital com a perna fraturada e tendo convulsões, sem ser socorrido por quatro guardas municipais que – como costuma acontecer – batiam papo alheios ao sofrimento do cidadão.
 

A sorte foi que um procurador da República, Flávio Carvalho, passava pelo local e ficou perplexo e indignado ao ver o descaso com que o acidente era tratado. O procurador foi obrigado a ameaçar dar voz de prisão aos guardas para que um deles se dispusesse a acompanhá-lo à recepção do hospital, que fica a menos de 50m do local onde o acidentado se debatia desassistido.
No hospital, novos problemas. Primeiro queriam impedi-lo de entrar, afirmando que deveria ficar na fila. Depois de nova "carteirada" e mais ameaças de prisão, o procurador pegou uma maca e pediu aos enfermeiros presentes que o ajudassem a trazer o acidentado. Para seu espanto, ouviu uma recusa. Os enfermeiros alegavam que recolher acidentados nas ruas "é função do Corpo de Bombeiros".
"Isso mostra que o hospital está completamente largado, sem comando. É inadmissível que um ser humano esteja pedindo socorro em frente a um hospital e tenha que esperar uma ambulância para removê-lo alguns metros adiante", criticou o procurador que, já empurrando a maca, voltou à calçada e obrigou os guardas a ajudá-lo a socorrer a vítima que, levada à emergência, acabou – finalmente – sendo atendida.
"Isto é o Brasil", limitou-se a dizer o procurador, depois de resolver o problema do cidadão que não foi identificado.
Enquanto estive na França, tomei um trem de Paris para Mulhouse, um trem "normal", "vagaroso", um Corail que anda a velocidades de até 200 km/h e que, dentro de pouco mais de um mês, será substituído por um TGV que vai encurtar muito o tempo de viagem. Dentro do trem, confortável, um homem subitamente fica lívido e começa a passar mal. A passageira a seu lado, chama um dos fiscais da ferrovia e avisa que seu vizinho de poltrona não está bem. O fiscal vê o que ocorre e pelo alto-falante pede a presença de um médico no trem, exatamente como ocorre nos aviões de vez em quando.
 
Costumava atender a esses pedidos, mesmo não exercendo a profissão de médico, mas com o passar do tempo a ciência e o conhecimento se afastaram de mim. Hesito e fico aliviado ao ver um homem que se aproxima com uma maleta de médico. Crise hipertensiva, diagnostica o médico. O fiscal entra em contato por rádio com a locomotiva e com o Samu, enquanto o trem corre e o médico conversa com o paciente e o coloca em posição mais favorável. O trem corre ainda durante uns cinco minutos em meio a campos cultivados e a pequenas aldeias que se sucedem, a paisagem de toda a França.
De repente, surge a plataforma de uma pequena estação: Vezul, e o trem para. Na rua, estacionada, há uma ambulância UTI dos bombeiros e três paramédicos entram no trem. Um deles traz uma mochila que continha quase um hospital em miniatura. Tiram um eletro ali mesmo, conversam com o médico e o doente pedindo informações sobre como avisar a sua família, enquanto o removem numa maca e deixam o trem, que começa a mover-se. O doente é colocado na ambulância com destino ao Hospital Geral mais próximo, com o qual os paramédicos já estão em contato, adiantando os dados clínicos e exames para o diagnóstico e tratamento.
Isso eu não li no jornal. Isso eu vi. E comparo as situações. De um lado, um Estado que ignora o cidadão e o trata como vassalo, lixo, sem direitos. Do outro, apenas um país civilizado onde o cidadão é respeitado. Triste país, triste Estado é o nosso. Por quê?

Aposentados, direitos ameaçados terça-feira, abr 24 2007 

Pensou que, quando se aposentasse, balançaria o esquelo na rede?
Dançou! E dançou feio!
Quando você era criancinha pequenina, mesmo que não morasse em Barbacena, diziam "procê" que o melhor era ser servidor público, municipal, estadual ou federal? Para isso prestou concurso, passou por todas as etapas eliminatórias, agüentou que "apadrinhados" fossem admitidos sem concurso?
ERROU: deveria ter seguido carreira de LEGISLADOR, mas de legislador que legisla em causa própria.
Agora, não adianta perguntar: "Sinhá, cadê seu padre?", porque o estrago já foi feito lá atrás, mais de quinhentos anos atrás.

 

Aposentados, direitos ameaçados

Editorial de Folha do Servidor Público

Órgão Oficial da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo – AFPESP

Edição Mensal – abril / 2007 – n.º 173

Por Antônio Luiz Ribeiro Machado – Presidente da AFPESP

            A Constituição Federal assegura aos servidores públicos aposentados a equiparação de seus proventos à remuneração dos que estão em atividade, isto é, a paridade e a integralidade da remuneração entre os da ativa e os aposentados.

            Essa garantia constitucional tem por finalidade assegurar aos servidores aposentados condições de manterem o seu nível de vida, na linha de uma aposentadoria com dignidade, principalmente considerando-se que a idade exige mais despesas para tratamento da saúde.

            Acontece que essa garantia constitucional está sendo totalmente descaracterizada, em razão de dois fatores básicos. Primeiro, a grande maioria está se aposentando com vencimentos ou salários baixos, e porque, dentro da nossa atual necessidade social, em razão do desemprego generalizado o aposentado é quem passou a sustentar seus familiares, filhos e netos. Segundo, a administração pública, por sua vez, vem cumprindo uma política de desvalorização e de esvaziamento das aposentadorias.

            Nessa orientação, para fugir ao preceito constitucional já referido, os reajustes concedidos aos servidores na ativa são feitos através da forma disfarçada de gratificações, de abonos, de vantagens pessoais, vantagens essas que não são transferidas aos aposentados.

            A respeito, temos a recente proposta do governo paulista de estabelecer prêmio para a produtividade visando remunerar melhor os servidores das unidades mais produtivas.

            Considerando que os aposentados não possuem índice de produtividade, por certo, ficarão fora dessa forma disfarçada de reajuste.

            Na área de administração federal, temos o PAC – Plano de Aceleração do Crescimento lançado pelo Presidente Lula no dia 22 de janeiro deste ano.

            O PAC causará, por certo, congelamento ou redução salarial. Os gastos com o funcionalismo federal não poderão ultrapassar o limite de 1,5% (um e meio por cento) ao ano, dentro da política de, segundo o PAC “redução gradual das despesas de pessoal em relação ao PIB, a partir de 2008”.

            Isso quer dizer que o Governo Federal somente poderá conceder aumento salarial aos seus servidores abaixo de 1,5% (um e meio por cento).

            A previsão feita por técnicos, com base no mesmo PAC, indica que os servidores federais não terão reajustes salariais durante 10 (dez) anos.

            O PAC, segundo sua justificativa, também tem por objetivo “garantir uma redução gradual com as despesas com aposentadorias e pensões de servidores públicos”.

            Para tanto foi criado o Fórum Nacional de Previdência, para programar nova “reforma”, com previsão de criar um fundo de previdência privada do funcionalismo para os Três Poderes.

            Esse fundo complementar é regido pelo sistema de contribuição definida, a ser pago pelo trabalhador na base de 7,5% (sete e meio por cento) de seu salário integral.

            No entanto, a sua aposentadoria não tem piso definido porque dependerá da boa administração do fundo e de seus rendimentos.

            Aquele que não aderir ao fundo de pensão contribuirá com 11% (onze por cento) de seu salário sobre sua remuneração. Sua aposentadoria será calculada pelo valor médio de sua remuneração ao tempo de serviço, mas dentro do teto do INSS.

            Como se vê, nuvens negras e ameaçadoras cobrem o futuro dos aposentados.

            Diante dessa triste realidade, cabe às Associações e aos Sindicatos de Servidores e Trabalhadores em geral, iniciar uma campanha de esclarecimento público e conscientizar seus representantes junto ao poder legislativo para defenderem os direitos constitucionais dos aposentados, que lhes assegurem uma aposentadoria digna.

             

Não à Emenda 3! Ela quer roubar você segunda-feira, abr 23 2007 

Este é o texto de Metalúrgico, Boletim Especial sobre a Emenda 3, Sindicato dos Metalúrgicos de Itu e Região, filiado à CUT:

 

[EMENDA- termo jurídico = no sentido legislativo, proposta para alterar ou modificar o teor de um projeto de lei, no todo ou em parte Obs.: cf. substutivo.

http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=Emenda&stype=k&x=11&y=7]

 

Não à Emenda 3! Ela quer roubar você

            A Emenda 3 é uma invenção de um grupo de deputados e senadores para favorecer os patrões que não gostam de pagar os direitos dos trabalhadores. Esses deputados enfiaram a emenda no projeto de lei que cria a Super Receita.

            Se a Emenda 3 não for destruída, uma nova lei vai impedir os fiscais do Ministério do Trabalho e da Previdência Social de punir empresas que praticam a seguintes fraudes contra os trabalhadores:

– não assinam a Carteira de Trabalho de seus funcionários;

– obrigam esses funcionários a abrir firma e a emitir nota fiscal, como se eles fossem grandes empresas prestadoras e serviço e não trabalhadores que dão expediente todo dia e estão sujeitos a regras e disciplinas típicas de quem é contratado em carteira;

– a empresa não paga o salário se o funcionário não emitir nota fiscal;

– se o trabalhador acha ruim, é dispensado.

            O trabalhador que é forçado a se tornar pessoa jurídica (PJ) e a emitir nota fiscal, como se fosse uma empresa, deixa de receber 13.º, férias remuneradas, FGTS, vale-transporte, vale-refeição, assistência médica e aposentadoria.

            Além de ter esses direitos roubados, continuam a recebendo os mesmos salários que tinham antes e são obrigados a bancar do próprio bolso as passagens de ônibus, trem ou metrô, o almoço e até o INSS, se quiser se aposentar quando ficar mais velho. E todo mês precisa pagar imposto de renda, impostos para a prefeitura da cidade e ainda pagar salário para um escritório de contabilidade. Se não pagar essas taxas, fica com o nome sujo.

            Isso é um roubo e já acontece em diversas empresas. Trabalhadores de diferentes categorias já fazem isso, porque se não fizerem são demitidos.

            Se a Emenda 3 passar, a situação vai piorar muito mais. Os fiscais do governo, que hoje têm poder de denunciar esses patrões e forçá-los a regularizar a situação dos trabalhadores, será proibidos de cumprir essa missão. Aí, até quem ainda tem carteira assinada vai ser “convidado” pelo patrão a abrir firma e emitir nota fiscal.

            Pela Emenda 3, se alguém quiser reclamar vai ter de procurar a justiça. Se o patrão ficar sabendo, vai demitir, claro.

            Os deputados e as empresas que defendem a Emenda 3 querem mesmo é acabar com a carteira de trabalho e jogar na lata do lixo todos os direitos básicos dos trabalhadores – que já não são muitos.

            [Sorry, Sindicato dos Metalúrgicos, para os empregadores que cumprem a legislação, os direitos trabalhistas não são poucos, embora saibamos que os encargos pagos pelas pequenas e médias empresas, que cumprem a legislação, não sejam corretamente aplicados e distribuídos, mas isso não interessava muito, antes, a não ser quando os trabalhadores passaram a ser prejudicados, não é mesmo? “Sinhá, cadê seu padre?”. Tenham calma, aparecerá um “salvador da pátria” muito interessado em se eleger ou se reeleger às custas da desinformação de todos nós.]

Por que a TV, o rádio e os jornais não nos contam essas coisas?

            A resposta é simples. Nos jornais, rádios e emissoras de TV – até mesmo na Globo, que tem tanta grana – a imensa maioria dos funcionários já foram obrigados a se tornar PJ e a emitir nota fiscal todo mês. Do motorista ao apresentador e à apresentadora do telejornal, todos já caíram nessa armadilha (só que o apresentador e a apresentadora ganham muito, aparecem na revista Caras e escondem essas verdades de você).

            Se os fiscais perderem o poder de fiscalizar as empresas, elas vão ficar livres de pesadas multas. Por isso é que estão defendendo a Emenda 3.

            E atenção: com muitas mentiras, os jornais dizem, por exemplo, que quem é multado é o funcionário que emite nota fiscal, o que não é verdade.

             

Raul da ferrugem azul, Ana Maria Machado, Ed. Salamandra segunda-feira, abr 23 2007 

Quem disse que livro infanto-juvenil só pode ser lido pelos infantes e pelos jovens é um tapado sem tamanho.
Comprei dois exemplares, pela Submarino, e pretendo comprar mais dois, pois Thaysa e Maria Carolina merecem ler esse livro também.
 

Finalmente, após mais de vinte e cinco anos após tomar contato – em livro didático de apoio – com Raul da ferrugem azul, de Ana Maria Machado, Editora Salamandra, comprei dois exemplares, um para Marina e um para Pedro, pois ambos já tiveram uma pequena idéia do que se trata a história de Raul.

Serão presentes para meus sobrinhos e, claro, li a história toda, num piscar de olhos, e resolvi que tinha que propagandeá-la. Raul da ferrugem azul foi publicado, originalmente, em 1980. Estamos em 2007, portanto, são 27 anos de tentativas de mudar, de transformar a sociedade por meio, inclusive, da leitura (o que subentende COMPREENSÃO DO QUE SE LÊ) e, embora eu tenha doado à escola “Pinheiro Júnior” mais de trezentos livros infanto-juvenis de meu acervo particular, que emprestava aos alunos sob minha responsabiidade, porque havia "empacado" no Ensino Médio e de la não sairia a não ser aposentada ou morta (aposentei-me a pedido), para que os mesmo fizessem parte do acervo da biblioteca da escola, para que os alunos de todos os períodos de todas as séries, incluindo o Ensino Médio (nunca é tarde para começar a ler), esses mais de trezentos livros desapareceram no ar e a escola “Pinheiro Júnior”, por meio da diretora Lúcia Helena e da vice-diretora Rita de Cássia, por meio das gloriosas (porém inúteis) coordenadoras pedagógicas, jamais me entregaram um agradecimento, relacionando os livros infanto-juvenis recebidos, como comprovante de que passaram a fazer parte do acervo da escola. Se ignoraram, algum motivo tiveram, mas omissão, além de pecado contra a Humanidade, é crime previsto no Código Civil.

Não foram poucas as vezes em que observei as tentativas de demonstrar que sabiam, sujeito indeterminado, que eu havia doado os livros, mas que nunca chegaram, na totalidade, talvez uns vinte, aos alunos da escola “Pinheiro Júnior”. Quem quis denunciar isso por meio de enigmas, de montagem de “cenário”, para que eu me exaltasse e as pessoas responsáveis dissessem para eu ter calma, que elas jamais tiveram conhecimento disso, são todos cúmplices de uma doença chamada “falta de vergonha na cara”, sintoma de fazer parte de quadrilhas que têm certeza que cooptarão mais integrantes por meio de ações típicas de quem faz uso de droga que muda comportamento.

Agora, não adianta clamar: “Sinhá, cadê seu padre!”, porque o estrago está feito e a podridão está em todos os níveis, com os "enferrujados" querendo "tirar a parte que lhes cabe e deixar tudo como está, para ver como é que fica".

 

Palavras da autora, Ana Maria Machado, sobre Raul da ferrugem azul

 

      Quando escrevi Raul da ferrugem azul, foi no tempo em que o Brasil vivia na ditadura. Eu era jornalista e tinha sido convidada, com vários outros colegas, que também chefiavam redações, para um encontro de dois dias na casa do Cardeal do Rio. Nesse tempo, não tínhamos liberdade de reunião. Achei que aquela era uma oportunidade única para protestarmos contra a censura – uns cinqüenta profissionais, reunidos em território razoavelmente protegido, podíamos fazer um documento coletivo a respeito. Para minha total surpresa, com exceção de Ziraldo e Millor Fernandes, nenhum dos presentes topou reclamar. E eu fiquei pensando: como podem todos serem considerados entre os maiores jornalistas do país se enferrujaram sua capacidade de reagir?

Voltei para casa pensando nisso e meu filho chegou da escola revoltado porque vira um episódio num ônibus em que alguém era chamado de "neguinho" de forma pejorativa. "E ninguém reclamou", dizia ele. Comecei a reparar em situações revoltantes em que as pessoas preferiam se calar a reivindicar.

Fui juntando as coisas e o livro começou a tomar forma. Quando ficou pronto, teve uma carreira engraçada. Foi rejeitado por oito editoras, que elogiavam a história mas ponderavam que era uma provocação à ditadura e podia ter conseqüências sérias para todos. A Salamandra estava começando, levei o texto para eles e foi o início de uma vida de entendimento. Publicaram, o livro ganhou o prêmio de "Melhor do Ano" da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e saiu vendendo feito pão quente. Até hoje é meu maior sucesso de vendas. É um livro que desperta paixões. Em geral, o público adora. Mas parte da crítica torceu o nariz, de uma forma que nunca encontrei nem antes nem depois. Um bom exercício de humildade para mim: ser rejeitada oito vezes e criticada pelos jornais. O que vale é que também fui lida em mais de quarenta edições, só no Brasil.

 

Ana Maria Machado

http://www.anamariamachado.com

 

(Observação da editora Salamandra: Raul da ferrugem azul foi publicado originalmente em 1980. Já vendeu mais de meio milhão de exemplares e foi publicado também em língua espanhola.)

 

Na contracapa

      Raul estava mesmo intrigado com aquelas manchas azuis que se espalhavam pelo seu corpo. Ora apareciam nos braços, e ele não conseguia fazê-las sumir, mesmo lavando com xampu, álcool e até detergente. Ora – que susto! – estavam no pescoço, nas pernas, na língua e até na garganta!

      O que estaria acontecendo? O que seriam aquelas estranhas manchas que ninguém parecia ver? Alguma doença contagiosa?

      De tanto pensar, Raul deduziu: ele, Raul, tinha ferrugem azul! O mistério tinha que ter uma explicação. Em busca das respostas, o menino descobre como a dificuldade de reagir às pequenas – e grandes – violências do cotidiano marcam nosso espírito e nosso corpo.

      Depois de mais de meio milhão de exemplares vendidos, vários prêmios e publicação no exterior, Raul da ferrugem azul está de volta, para encantar novas gerações de leitores.

(Salamandra)

 

 

“Enron – Os mais espertos da sala” – filme segunda-feira, abr 23 2007 

 
Assisti a documentário "Enron – os mais espertos da sala" em 29/04/2007.
Se colocarmos o Brasil, como pano de fundo, as empresas psicopatas são a Enron, todas, e todos os que são alvos de processo judicial, de escuta, de gravações, incluindo-se os políticos e integrantes do Judiciário, são os cínicos traders, psicopatas que apenas querem tirar dinheiro. No caso específico do documentário, a população da Califónia, unidade da federação dos EUA, é a situação de todos os brasileiros que não fazem parte da festa.
Enquanto isso, à medida que catamos os cacos de nossos prejuízos, mais "traders" passam por nós, falam alto perto de nós, para vender os produtos e serviços de que, certamente, necessitamos para reparar os prejuízos causados por criminosos que eles mesmos enviaram para nos lesar.
 
 
Carta Maior
 

CLAQUETE

Apagão "made in USA"

O filme "Enron – Os Mais Espertos da Sala" é obrigatório para qualquer um interessado em conhecer os mecanismos que movimentam a lógica capitalista que, cedo ou tarde, provocará danos irreversíveis ao planeta e colocará de joelhos a raça humana – inclusive aqueles que se julgam os mais espertos da sala.

André Lux*Data: 20/04/2007

Quando alguém vier pregar as maravilhas oriundas do enxugamento do Estado e das privatizações, pergunte se ele já assistiu ao excelente documentário Enron – Os Mais Espertos da Sala. Se a resposta for “não”, então nem perca seu tempo discutindo. Não vale a pena. Quem acredita nessa ladainha que demoniza a regulamentação e o controle do Estado e pinta as empresas privadas como a salvação da economia só pode ser ingênuo ou mal intencionado.

O mais emblemático (e estarrecedor) exemplo das conseqüências destruidoras dessa corrente de pensamento criada pelo "consenso de Washington" e chamada carinhosamente de neoliberal está registrado neste filme assinado por Alex Gigbey. Exportada para o resto do mundo e implantada com maior voracidade nos países ditos de terceiro-mundo (Brasil, inclusive), essa ideologia que traveste o que existe de mais selvagem no capitalismo como sendo algo moderno, natural e irreversível, moldou e travou a mentalidade das pessoas na busca pelo consumismo sem limites (“consumo, logo existo”) e jogou a humanidade para a beira do abismo.

O caso da Enron ilustra de forma cabal o que acontece quando o cinismo, a arrogância, a ganância e a manipulação da informação juntam-se sem qualquer limite e controle externo. Apostando no que existe de mais agressivo em termos de marketing e relações públicas, seus executivos conseguiram elevar os preços das ações da empresa a níveis estratosféricos sem que houvesse lastro real na contabilidade. Isso se deu pela aplicação de uma técnica contábil absurda chamada de mark-to-market, por meio da qual projetavam lucros exorbitantes a partir do fechamento de transações que nem ainda haviam sido completadas, entre outras práticas simplesmente ilegais.

E, mesmo cientes da fragilidade e irracionalidade dos seus negócios, os manda-chuvas da Enron continuavam a propagar a solidez da empresa aos quatro ventos e estimulavam a compra das suas ações inclusive entre seus pobres funcionários que investiram nelas seus preciosos fundos de pensão. Um das coisas que mais chama a atenção nessa história absurda é a maneira como a mídia e os analistas financeiros aceitavam e festejavam o “sucesso” da empresa sem levantar uma questão sequer a respeito desse verdadeiro milagre econômico – nem o fato da Enron atuar em uma dos mercados mais complexos e arriscados do mundo, que é o da prospecção e consumo de energia elétrica e gás, levantou suspeitas entre os “formadores de opinião” estadunidenses! Como se vê, o pensamento único propagado como verdade absoluta e incontestável não é privilégio da imprensa corporativa brasileira…

Todavia, o fato mais chocante deu-se quando negociadores (traders) da Enron literalmente derrubaram as usinas de força da Califórnia para fazer subir o preço da energia elétrica e salvar as finanças da empresa, prejudicando a economia do Estado e arriscando a vida de milhares de pessoas. Essa operação criminosa está toda documentada e é apresentada didaticamente no filme, inclusive com gravações em áudio das conversar entre os negociadores, que não apenas falavam abertamente do golpe em andamento, como debochavam do povo que estava sofrendo as conseqüências. Qualquer semelhança com o “apagão” ocorrido no (desculpem o trocadilho) apagar das luzes do governo Fernando Henrique Cardoso é mera coincidência?

Está aí representado o ápice do que o pensamento neoliberal, que visa ao lucro financeiro acima de tudo e de todos, significa. Uma das conseqüências mais nefastas desse “apagão” operado pela empresa foi a queda do então governador da Califórnia que acabou sendo substituído, via um recall eleitoral no meio do mandado, pelo ator Arnold Schwarzenegger (não por acaso do mesmo partido dos Bush).

E todas essas barbaridades aconteceram graças às brechas encontradas nas novas leis anti-protecionistas e ao suporte do governo Bush, recém-eleito na época, cuja família mantinha laços estreitos com o fundador da Enron, Ken Lay, que chegou a ser cogitado para assumir uma pasta no secretariado do governo federal antes de ser condenado em seis acusações de fraude corporativa e morrer de ataque cardíaco em 2006 enquanto esperava a sentença.

No final, as ilusões criadas pelo criativo CEO da Enron, Jeffrey Skilling (condenado em 19 acusações de fraude corporativa), acabou e a empresa faliu totalmente em questão de semanas, deixando na miséria todos seus funcionários – mas não seus altos executivos que, antes da derrocada final, já haviam vendido todas suas ações obtendo lucros astronômicos.

Essa história sórdida sobre os bastidores do capitalismo selvagem teria ficado oculta não fosse o trabalho dos jornalistas Bethany McLean e Peter Elkind, que dedicaram anos na investigação do caso Enron até a publicação do livro que dá nome ao filme. Graças a isso, os principais ex-executivos da Enron foram presos e processados pela Justiça dos EUA. Prova de que o bom e velho jornalismo investigativo, praticamente extinto no Brasil, pode trazer contundentes resultados.

Enron – Os Mais Espertos da Sala é um filme obrigatório para qualquer pessoa interessada em conhecer os reais mecanismos que movimentam a lógica capitalista a qual, cedo ou tarde, provocará danos irreversíveis ao planeta e colocará de joelhos toda a raça humana – inclusive aqueles sujeitos que se julgam os mais espertos da sala.

(*) Leia mais de André Lux em http://tudo-em-cima.blogspot.com/

A guerra pela água, de Washington Novaes, 2002 segunda-feira, abr 23 2007 

A guerra pela água limpa

 

WASHINGTON NOVAES

 

A água no mundo vai acabar? – perguntam as pessoas, assustadas diante das notícias de que será da água a maior crise deste século. Não vai acabar, pois a quantidade de água no planeta praticamente não muda. Mas – dizem os estudos – todas as pessoas vão sofrer, por escassez de água (em função do aumento da população e do consumo per capita), conflitos pelo uso ou poluição. Sem falar que a água pode deslocar-se por vários fatores.

De todas as possibilidades, a poluição parece a que menos preocupa as pessoas, tanto a de águas superficiais como a de águas subterrâneas, aqüíferos e lençóis. Embora seja muito inquietante no mundo todo.

Os Estados Unidos, por exemplo, decidiram há pouco reduzir o nível de arsênico inorgânico admitido na água, de 50 partes por bilhão para 10 partes, pois essa substância perturba a atividade de hormônios chamados de glucocorticóides, que regulam a presença de açúcar no sangue e dificultam a formação de tumores. Mas houve uma disputa intensa antes de chegar à decisão (que igualará os Estados Unidos aos padrões da União Européia e da Organização Mundial de Saúde). A Agência de Proteção Ambiental chegou a anunciar a redução dos limites, antes da posse do presidente Bush, depois voltou atrás e pediu um estudo da Academia Nacional de Ciências, para só então anunciar a modificação, que valerá a partir de 2006.

Os estudos da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos mostram que a ingestão de uma taxa diária de 50 microgramas por litro – o limite atual – pode aumentar em 1% o risco de morte por câncer, risco semelhante ao do "fumante passivo". Em Taiwan, estudo de 40 mil casos mostrou que a presença de altos níveis de arsênico (até 170 microgramas por litro) favoreceu taxas de câncer da bexiga muitas vezes acima dos padrões normais. Pesquisas na Argentina e no Chile dizem que 7% das mortes de pessoas acima de 30 anos de idade estão relacionadas com a absorção de arsênico.

Esse é apenas um dos dramáticos caminhos da poluição das águas. Outros estudos nos Estados Unidos estão recomendando a redução drástica da tolerância à presença de mercúrio na água – advindo quase todo de fontes industriais – mas a oposição, tal como no caso do arsênico, é forte: argumenta-se que os serviços públicos de tratamento de água não terão como arcar com os custos muitas vezes mais elevados que os atuais – e os usuários não estariam dispostos a pagá-Ios.

No Rio Hudson, as autoridades norte-americanas estão enfrentando o problema do despejo de 500 mil quilos de mercúrio durante 35 anos pela empresa General Electric agora condenada a remover 2 milhões de metros cúbicos de resíduos, ao custo de US$ 500 milhões.

No Alabama, é a Monsanto que se vê acusada de ter despejado durante 40 anos, num córrego e em lixões a céu aberto, polifenilas bicloradas (PCBs), um dos "poluentes orgânicos persistentes", cujo uso uma convenção internacional proíbe.

Nas águas subterrâneas o problema não é menor, principalmente por causa dos efluentes de criações (porcos, bois, aves). Principalmente se se lembrar que nos Estados Unidos os rebanhos produzem 130 vezes mais dejetos que os seres humanos.

Um pesquisador da Universidade de IIlinois mostrou recentemente que bactérias saídas do organismo de animais estão transmitindo a bactérias do solo, através das águas subterrâneas, genes super-resistentes a antibióticos. Essas bactérias podem migrar também para o organismo humano pela água. E disseminar várias doenças. Por isso mesmo, os Estados Unidos estão proibindo o uso, em animais, de antibióticos usados em seres humanos, como a tetraciclina, a penicilina e a estreptomicina (em animais são aplicados 70% dos antibióticos naquele país). Organismos super-resistentes já foram encontrados em águas de 15 rios, entre eles o Mississipi, o Ohio e o Colorado.

A Europa está às voltas com dramas semelhantes. Um tribunal de Rennes condenou o governo francês por não evitar a contaminação de água usada para abastecimento humano por nitratos provenientes de criações, principalmente de porcos e frangos. A Corte Internacional da União Européia condenou a França por não aplicar regulamentação de 1975 que reduziu para 50 miligramas por litro o limite de nitratos na água.

Na Holanda, o problema dos efluentes de criações é dramático, num país que tem mais porcos que seres humanos – e por isso mesmo já decidiu reduzir esses animais em 25% numa primeira etapa (haverá outras). A Alemanha passou a exigir dos proprietários rurais exame das águas subterrâneas a cada seis meses. No México, relatório recente mostrou que 93% dos rios apresentam alto grau de poluição.

No Brasil, periodicamente surgem notícias de protestos e movimentos contra a poluição mais pesada, como é o caso dos PCBs na baía da Guanabara ou em Belfort Roxo (liberados por incinerador de lixo industrial).

Relatório do final do ano passado da Agência Nacional de Águas (ANA) diz que a poluição está "fora de controle" nos rios de oito Estados, do Rio Grande do Sul à Bahia 70% dos cursos examinados apresentavam "alto índice de contaminação".

A cobrança pelo uso da água, em vigor já este ano [2002], talvez possa abrir um novo caminho na difícil batalha que terá de ser travada nesse setor. A experiência do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, que cobrará R$ 0,02 por m3 de água, poderá ser decisiva, se de fato proporcionar os R$ 20 milhões anuais esperados, para aplicar em projetos de despoluição na bacia.

Estamos muito atrasados nessa guerra pela água limpa. Nem sequer conseguimos tratar ainda mais de 90% dos esgotos domésticos coletados, pouquíssimo dos efluentes industriais e nem começamos a nos preocupar com os efluentes rurais. Deveríamos correr.

Fonte: http://www.estado.estadao.com.br/editorias/02/02/15/abertoOO 1.html

Washington Novaes é jornalista E-mail: wlrnovaes@uol.com.br

Impresso em 16/02/02 – Utilizado em meio a uma apostila com textos de Folha de São Paulo, a saber: “Programa de hidrovias de FHC encalha 3 anos depois”, de 03/02/2002; “Dinheiro não foi aplicado devido a impasse judicial”, de 03/02/2002; “Degradação ambiental começa a afetar a navegação”, de 03/02/2002. De O Estado de São Paulo, “A guerra pela água limpa”, de 15/02/2002. A apostila ficou com onze (11) páginas, numeradas a mão, pois elaborei um glossário baseado em todos os textos citados, o que acrescentou mais quatro páginas digitadas, caractere tamanho 9, à apostila:


Antibiótico

Aqüífero

Arsênico

Assessoria

Assoreamento

Cassiterita

Ciliar (mata)

Coletar

Creditar

Declive

Defasagem

Degradação

Dragagem

Drástico

Eclusa

Efluente

Empreendimento

Encalhar

Erosão

Escassez

Estiagem

Garimpo

Geológico

Gerenciamento (ambiental)

Glucocorticóide

Hidrovia

Hormônio

Igarapé

Impacto ambiental

Impasse

Implantação

Implementar

Irrigação

Lençol freático

Licenciamento

Liminar

Meta

Monitorar

Montante

Multimodal

Navegabilidade

Nitrato

Obter

Parecer (substantivo)

Plano diretor

Polifenila bicloretada

Prioritário

Prioridade

Projeto

Subaproveitar

Suscetibilidade

Tonelada

Travar

Viabilidade    

E. T. Quando interessou a parasitas, meu micro precisou de reformatação – entre outros motivos – para que os softwares (desenvolvidos para reconhecimento e correção de palavras) tupiniquins se baseassem no acervo de meu micro, sem me pagar direitos autorais pelo imenso trabalho braçal e intelectual. Ao contrário, a fim de evitar que eu reclamasse, ajudaram a me transformar em otária, louca, maníaca, motivo de piada. Enquanto isso, “programador de corretor ortográfico” tirou proveito, sem fazer nada, ficou com os lucros e os louros, usualmente, ignorantes de pai e mãe em português, mas que sabem “mexer” com informática. Sem esquecer de mencionar o conteúdo do texto de Washington Novaes, que trata de um assunto que os ambientalistas de araque, aqueles que não sabem desenhar um círculo com copo, utilizaram para mostrar “conheçimentu” e galgar postos em que, suínos capados, são “donos” de ONGs e de importantes cargos no legislativo. Já as críticas sobre hidrovias foram ignoradas, porque não queriam ficar “mal” com a situação ou porque o intelecto de extrato de pó de ameba não conseguiu alcançar. Afinal, o que tinha a ver as hidrovias com a guerra pela água que está para acontecer muito em breve?

 

Diferença entre elogiar e adular sábado, abr 21 2007 

 

Diferença entre elogiar e adular

A apostila abaixo, redigitada, mas comprovada por meio de imagens escaneadas, foi utilizada a partir de 05/10/2002, com cópias, com os alunos, sob minha responsabilidade, na escola “Pinheiro Júnior”. Embora eu nunca tenha deixado de ensinar o certo e o errado e me esfalfado em ensinar alunos de quinta série em diante a aprender a ler e a escrever, também tentava ensinar o certo e o errado e, principalmente, dei excelentes exemplos por meio de minhas atitudes e nunca por omissões. A bem da verdade, quando houve omissão de minha parte foi em denunciar todas as retaliações que sofria. Todavia, quem me garante que eu não estaria denunciando retaliações, humilhações, calúnias, difamações, injúrias de que fui alvo EXATAMENTE PARA QUEM AS PROMOVERA?

Sim, pois do mesmo modo que o traficante de drogas, o criminoso do colarinho branco adula para aliciar, quem me garante que não estaria pedindo ajuda aos criminosos? Tive tantas provas –  e continuo a tê-las – de que quem denunciei foi promovido e quem elogiei está pastando até agora ou foi convencido de que eu nunca o elogiara, mas o criticara e quem o elogiava era quem o estava adulando e fazendo-o de “laranja”. Inclusive para retaliar contra mim mesma.

Thank you very much a todos os suínos capados que interferiram em minha vida profissional e pessoal e continuam a interferir em minha vida pessoal, pois me deram mais uma ótima idéia: procurar a diferença entre cinismo e descrença. Foram os que aliciaram os deslumbrados, certos de que estavam para serem promovidos sem mérito algum, simplesmente “encostando” em mim ou estourando todas as bolhas de meu entusiasmo. Continuo com minha auto-estima intacta, embora lutando, ainda, contra os retardados deslumbrados que se convenceram de que a única saída é: “se não pode com os inimigos, junte-se a eles”.

 

(SEM OS ERROS E AS CORREÇÕES A MÃO QUE A APOSTILA ORIGINAL APRESENTAVA)

elogiar [De elogio + -ar.] V. t. d. 1. Fazer elogio(s) a; louvar, gabar; enaltecer: elogiar um escritor, um romance, um filme. {Pret. Imperf. Ind.: elogiava, … elogiáveis, elogiavam. Cf. elogiáveis, pl. de elogiável.]

adular [Do lat. adulare.] V. t. d. 1. Lisonjear servilmente; bajular, incensar, sabujar: Adula sempre os poderosos. 2. Gabar por interesse próprio e com afetação. 3. Bras. MG Acarinhar, acariciar, agradar. Como aquela mãe adula o filho! 4. Bras. N.E. Sentir admiração a; admirar. [Fut. Do pret.: adularia, etc. Cf. adularia.]

pejorativo [De pejorar + -tivo] Adj. 1. diz-se de vocábulo que expressa desaprovação ou significação desagradável. [O sufixo –ês, p. ex., quando designa um jargão e não um glossônimo, tem uso pejorativo: economês, politiquês.] 2. Diz-se de vocábulo que adquiriu ou tende a adquirir significação torpe, obscena. 3. Diz-se de tal significação: Usou a palavra moleque em sentido pejorativo. Fonte: Dicionário Aurélio http://www.uol.com.br/aurelio/

“Definir uma palavra é capturar uma borboleta no ar” = Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

 

Noções de valores morais

            De acordo com as definições acima, o significado de “adular”, em nossa região, a região Sudeste, é pejorativo. Portanto, quem elogia com objetivos futuros de conseguir algo ou age de um determinado modo, por determinado tempo, e, repentinamente, muda esse modo de agir, indica que “descobriu” que estava sendo sincero para a pessoa errada e, agora, quer mudar isso da noite para o dia. No entanto, é muito tarde e perdeu a confiança de quem agiu, e sempre agiu, com boa fé, boa vontade, para o bem de todos.

confiança [De confiar + -ança] S. F. 1. Segurança íntima de procedimento. 2. Crédito, fé. O mensageiro não merecia a confiança nele depositada. 3. Boa fama: A joalheria é de confiança. 4. Segurança e bom conceito inspiram as pessoas de probidade, talento, discrição, etc. 5. Esperança firme: O congresso inaugurou-se numa atmosfera de confiança. 6. Pop. Familiaridade (3). 7. Pop. Atrevimento, petulância[: Boçal, quem foi que lhe fez pensar que lhe dei o direito de agir com tanta confiança para comigo?] 8. Bras. Atos libidinosos; licença. =S. m. 9. Bras. RS Empregado (ou outra pessoa) de confiança, com quem se pode contar em qualquer situação: “andei muito por esses meios, como vasqueano, como chasque, como confiança dele (Simões Lopes Neto, Contos Gauchescos e Lendas do Sul, p. 168). Dar confiança a. 1. Tratar (alguém) com familiaridade e/ou consentir em ser assim tratado. Depositar confiança em. 1. Crer na honradez ou discrição de. 2. Ter em bom conceito, em alta estima.

            A partir de agora e, principalmente, após a leitura de “Os estatutos do homem” de Thiago de Mello [eu tinha aluno tão aliciado, adulado pelo crime que a simples menção do prenome “Tiago” era suficiente para tirá-lo do chão e fazê-lo pensar que ele é que era o assunto, e, assim, qualquer boçal, à simples menção de uma marca, de uma cor, como se de minha boca brotasse, o tempo todo, propaganda e eu ganhasse dinheiro com isso], procure agir com honestidade, sinceridade, admitindo que ignora e, no momento certo, mostrando o que sabe. Sua vida melhorará de um modo extraordinário, porque todas as pessoas agindo desse modo mudam a atmosfera (a “aura”, para quem acredita nisso) do ambiente em que estão, do ambiente que freqüentam. Como conseqüência, os inoportunos perderão espaço e Cidade mudará, o Estado mudará, o País mudará.

            Assuma as falhas e os erros. Verifique como poderá sanar as falhas e corrigir os erros e será, de verdade, alguém livre. Ninguém o terá nas mãos nem guiará seus atos e seus pensamentos.

            Esta é a verdadeira aula do “conheça-se a si mesmo”, porque se você se conhece, ninguém será capaz de lhe impor nada nem convencê-lo a fazer parte de um grupo com o qual não se identifica.

Itu, 05 de outubro de 2002.

Maria Lúcia Bernardini.

 

Na parede da sala de aula, afixei uma cópia, A3 de “Os Estatutos do Homem”, de Thiago de Mello, que tinha, como plano de fundo, a escultura de Auguste Rodin, A mão de Deus ou A criação, com data de 29 de outubro de 2002.

 

Os Estatutos Homem

(Ato institucional permanente)

Thiago de Mello

Artigo I – Fica decretado que, agora, vale a verdade, que, agora, vale a vida e que, de mãos dadas, trabalharemos pela vida verdadeira.

Artigo II – Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III – Fica decretado que a partir deste instante haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis  terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer o dia inteiro abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV – Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único – O homem confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Artigo V – Fica decretado que os homens estão livres do jogo da mentira. Nunca mais será preciso usar a couraça do silêncio nem a armadura das palavras. O homem se sentará à mesa com seu olhar limpo, porque a verdade passará a ser servida antes da sobremesa.

Artigo VI – Fica estabelecida, durante dez séculos, a prática sonhada pelo profeta Isaías e o lobo e o cordeiro pastarão juntos e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII – Por decreto irrevogável, fica estabelecido o reinado permanente da justiça e da caridade e a alegria será uma bandeira generosa para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII – Fica decretado que a maior dor sempre foi e sempre será sempre não poder dar-se amor a quem se ama e saber que é a água que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX – Fica permitido que o pão de cada dia tenha, no homem, o sinal de seu suor. Mas que, sobretudo, tenha sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X – Fica permitido a qualquer pessoa, a qualquer hora da vida, o uso do traje branco.

Artigo XI – Fica decretado, por definição, que o homem é um animal que ama e que, por isso, é belo, muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII – Decreta-se que nada será obrigado nem proibido. Tudo será permitido, inclusive brincar com rinocerontes e caminhar, pelas tardes, com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo Único – Só uma coisa fica proibida: amar sem amor.

Artigo XIII – Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras. Expulso do grande baú do medo, o dinheiro se transformará em uma espada fraternal para defender o direito de cantar e a festa do que chegou.

Artigo Final – Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante, a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio e a sua morada será sempre o coração do homem.

(Santiago do Chile, abril de 1964.)

Apud: páginas 62 e 63 de Palavra & Ação. Português: recepção e produção de textos, 8.ª série, Editora do Brasil S. A., São Paulo, 1983.

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Aos de intelecto “carreta na subida”, amor, neste texto, não se refere a amor físico, mas amor fraternal.

Posto e inserido, ao final, passo a fragmentar as cópias que, entregues aos alunos, para que acompanhassem a leitura junto comigo, que serviram para nada, ou seja, a fragmentar mais um pacote de apostilas pelas quais gastei dinheiro e continuei a tomar sorvete pela testa, enquanto o crime organizado se divertia e gargalhava.

 

 

 

 

E viva a privatização e a terceirização! sábado, abr 21 2007 

PF diz que vazamento prejudicou operação e faz críticas ao STJ

FREDERICO VASCONCELOS
LEANDRO BEGUOCI
da Folha de S.Paulo

A Polícia Federal informou que houve vazamento de informações para os suspeitos da Operação Têmis, o que prejudicou a busca e apreensão.
"Atrapalhou muito porque, embora a prova pré-constituída esteja muito boa, a PF assim o julga, muitas provas foram destruídas, subtraídas ou desaparecidas", afirmou ontem Geraldo José de Araújo, superintendente da PF em São Paulo.

O Ministério Público Federal e a PF apuraram que, por precaução, os suspeitos retiraram documentos de gabinetes, escritórios e veículos. Eles sabiam que estavam sendo investigados e previam operação de busca e apreensão. Alguns deles teriam se hospedado em hotéis dias antes da operação.

Durante as investigações, foram interceptadas com autorização judicial conversas suspeitas de magistrados e alguns dos membros da suposta quadrilha. Segundo Araújo, investigados souberam que estavam sendo monitorados por meio de funcionários da Telefônica, que, ainda segundo a polícia, teriam repassado a informação a um policial civil ligado ao suposto esquema, que avisou os demais supostos envolvidos.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u91441.shtml

"Funcionários da companhia telefônica envolvida na investigação, permita-me não dizer o nome, propiciaram o vazamento através desse policial civil. A partir dele chegou ao conhecimento dos próprios investigados. O prejuízo é grande", disse.

Luiz Roberto Ungaretti de Godoy, delegado da PF e um dos responsáveis pela operação, disse que o vazamento será investigado em inquérito.
"Houve, inclusive, um mandado de busca na própria empresa concessionária privada de telefonia", disse Ungaretti. Mandado de busca é autorização judiciária para a polícia vasculhar uma empresa ou uma residência, para colher provas.

STJ

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) não permitiu nem a prisão temporária dos investigados pela PF nem o bloqueio de suas contas. Em nota, a PF criticou o tribunal. "Foram também requeridas 43 prisões temporárias de todos os investigados que, entretanto, foram indeferidas pelo STJ". "A questão é que havia, no entendimento da polícia e do Ministério Público, elementos para prisão temporária, como a lei entende. Se iria ser bom ou não, íamos averiguar no momento das prisões", disse Godoy.

Felix Fischer, ministro do STJ que negou o pedido de prisão, não quis se pronunciar sobre o assunto.

Com colaboração da Folha de S.Paulo, em Brasília

E a notificação da Prefeitura continua a provar os mandos e desmandos na metrópole de Itu sábado, abr 21 2007 

Com os responsáveis pelos mandos e desmandos fingindo que não sabem de nada.
As retaliações, porém, típicas de criminosos, continuam.
Cuidado, muito cuidado, porque o que de ti provém a ti retornará!
Em resumo: quem age como suíno capado, aquele que aguarda abate, será abatido por quem os aliciou para agir como suínos capados.
 

Tem seresta na Chácara do Rosário, dia 21/04 quinta-feira, abr 19 2007 

Seresta, na Chácara do Rosário, dia 21/04
Além do cantor, do violão e cavaquinho, também haverá bandolim e pandeiro.
Contatar João Pacheco, pelos telefones (11) 4013 43 88 ou (11) 96 07 74 83
Um deslumbre.

Seu amigo psicopata quarta-feira, abr 18 2007 

Só para os assinante de Superinteressante, para que possam reler essa pérola:
Para os não assinantes, para que sintam o gostinho:
Seu amigo psicopata
Não é só nos EUA. Cinco milhões de brasileiros são incapazes de sentir emoções. Eles podem até matar sem culpa e estão incógnitos ao seu lado. Agora, a ciência começa a desvendá-los
Por Leandro Narloch

Tinha alguma coisa errada com o Guilherme. Desde quando era pequeno, 4 anos de idade, a mãe, Norma*, achava que ele não era uma criança normal. O guri não tinha apego a nada, era frio, não obedecia a ninguém. O problema ficou claro aos 9 anos. Guilherme, nome fictício de um rapaz do Guarujá, litoral de São Paulo, que hoje tem 28 anos, roubava os colegas da escola, os vizinhos e dinheiro em casa. Também passou a expressar uma enorme capacidade de fazer os outros acreditar no que inventava. Aos 18, o garoto conseguiu enganar uma construtora e comprar um apartamento fiado. "Quando um primo da mesma idade morreu de repente, ele só disse ‘que pena’ e continuou o que estava fazendo", conta a mãe. Tinha alguma coisa errada com o Guilherme.

Em busca de uma solução, Norma passou 15 anos rodando com o filho entre psicólogos, psiquiatras, pediatras e até benzedeiros. Para todos, ele não passava de um garoto normal, com vontades e birras comuns. "Diziam que era mimo demais, que não soubemos impor limites." Uma pista para o problema do filho só apareceu em 2004. A mãe leu uma entrevista sobre psicopatia e resolveu procurar psiquiatras especializados no assunto. Então descobriu que o filho sofre da mesma doença de alguns assassinos em série e também de certos políticos, líderes religiosos e executivos. "Apenas confirmei o que já sabia sobre ele", diz Norma. "Dói saber que meu filho é um psicopata, mas pelo menos agora eu entendo que problema ele tem."

Guilherme não é um assassino como o Maníaco do Parque ou o Chico Picadinho. Mas todos eles sofrem do mesmo problema: uma total ausência de compaixão, nenhuma culpa pelo que fazem ou medo de serem pegos, além de inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está em volta. A gente costuma chamar pessoas assim de monstros, gênios malignos ou coisa que o valha. Mas para a Organização Mundial da Saúde (OMS), eles têm uma doença, ou melhor, deficiência. O nome mais conhecido é psicopatia, mas também se usam os termos sociopatia e transtorno de personalidade anti-social.

Com um nome ou outro, não se trata de raridade. Entre os psiquiatras, há consenso quanto a estimativas surpreendentes sobre a psicopatia. "De 1% a 3% da população tem esse transtorno. Entre os presos, esse índice chega a 20%", afirma a psiquiatra forense Hilda Morana, do Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo (Imesc). Isso significa que uma pessoa em cada 30 poderia ser diagnosticada como psicopata. E que haveria até 5 milhões de pessoas assim só no Brasil. Dessas, poucas seriam violentas. A maioria não comete crimes, mas deixa as pessoas com quem convive desapontadas. "Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam", disse à SUPER o psicólogo canadense Robert Hare, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e um dos maiores especialistas no assunto.

Os psicopatas que não são assassinos estão em escritórios por aí, muitas vezes ganhando uma promoção atrás da outra enquanto puxam o tapete de colegas. Também dá para encontrá-los de baciada entre políticos que desviam dinheiro de merenda para suas contas bancárias, entre médicos que deixam pacientes morrer por descaso, entre "amigos" que pegam dinheiro emprestado e nunca devolvem… Lendo esta reportagem, não se surpreenda se você achar que conhece algum. Certamente você já conheceu.

 
Publicado na Edição 228 – 04/2007

Suíno capado me segue até nos caixas eletrônicos do Santander Banespa quarta-feira, abr 18 2007 

Se eu não tivesse certeza de que suínos capados (aqueles que estão sendo cevados para abate no momento mais conveniente) estão do outro lado das câmeras de vigilância, eu pediria, por telefone ou por carta, que o Santander Banespa trocasse todos os caixas eletrônicos, pois, ao digitar neles, me fazem perder um tempo precioso de minha ocupada vida: um toque, numa tecla, valem por dois. No final da operação, tudo volta para o início, pois a última tecla vale por dois toques.
No meu micro, digitar online é uma tortura, seja meu endereço eletrônico de provedor ou minha senha. Aparentemente, os suínos capados seguram a minha digitação (por causa de ejaculação precoce ou por ejaculação atrasada, não sei) e tenho que esperar o tempo em que estão "segurando" a ejaculação para continuar a teclar.
Tá bom, é o teclado que está com problema, mas só online e offline. Ah, bom. Então é um pobrinho que quer que eu compre outro teclado, outro pobrinho que quer que eu compre outra CPU, outro pobrinho que quer que eu compre outro vídeo, outro pobrinho que quer que eu mude de antivírus, outros pobrinhos que querem que me associe a outros provedores. Quanto pobrinho terceirizado!
Quanto suíno capado!
Quanto impotente sexual e intelectual!
Tenha calma, Maria Lúcia!
Tenho, sim. O que não tenho é intelecto de idiota, embora os suínos capados insistam em me fazer de idiota.
Xô, alma gêmea de araque, pois é parasita em busca de ser sustentado! Que falta faz o pai biológico orientar os filhos que pôs no mundo de modo irresponsável! Mãe que se mata para criar os filhos dão péssimo exemplo, porque os filhos crescem acreditando que sempre terão que se "encostar" numa mulher que os sustente. Que falta de bons exemplos de pais biológicos que insistam para que seus filhos vivam de modo honesto, pois de modo desonesto não adianta viver.
Que falta de juízes que, no inicio do "golpe da gravidez para obter pensão alimentícia", não deram um pé na bunda, no tribunal, nessas piranhas que assim criaram filhos e filhas que só sabem viver às custas dos outros.
Que pena, tornei-me uma daquelas pessoas que, diante de um teclado, seja qual for, o martelam, visto que não posso provar, apenas "mostrar o dedo" para a câmera de vigilância do Santander Banespa, que estou sendo seguida, dentro e fora do Santander Banespa, por teceirizados sem condição moral alguma de estar do outro lado da câmera e por hackers e crackers sem pai nem mãe que os tivesse orientado para o bem.
Perdi mais de quinze minutos para digitar isto, pois iniciei em 18h25 e, ao encerrar, são 18h40m, porque tem que ir e vir, para corrigir o que não apareceu, apesar de digitado, e para retomar de onde parei.
Cruzes, que País miserável! Que mediocridade!  

Os donos e as donas do mundo quarta-feira, abr 18 2007 

Adivinhou! São as empresas privadas
Para saber mais, Superinteressante edição 238, abril de 2007.
Chamada de capa: Esparta, uma cidade tirânica, militarizada, intolerante? Ou o verdadeiro berço da democracia e do Ocidente, injustiçado pela História? Saiba a verdade sore a cidade mais polêmica da Antigüidade,
 
A chamada para “Empresas, as verdadeiras donas do mundo”, nos remete para a página 88, Economia: “As donas do mundo”, Das primeirs firmas de navegações medievais ao Google, saiba como as companhias de ações dominaram o planeta.
 
Tudo a ver com globalização, privatização (política e economia neoliberal) e tercerização (tudo xô, satanás!).
 
Como não tem mais volta, ou seja, cada vez mais o Estado brasileiro recebe “a parte que lhe cabe”, enfia no bolso “a parte que lhe cabe”, os criminosos do colarinho branco enfiam no bolso “a parte que lhes cabe”, a sociedade civil abocanha “a parte que lhe cabe”, por meio de “serviços terceirizados”, ninguém paga as obrigações trabalhistas e contribuições assistenciais dos “terceirizados”, os otários, como eu, pagam por plano de saúde, declaram os impostos, não têm onde esconder dinheiro, não recebem “por fora” nem utilizam dinheiro público para pagar as dívidas e os “luxos”, pagam “para nascer, para viver e para morrer”, assistem às empresas de segurança, os planos de saúde abocanhar o dinheiro e não prestar os serviços a que se propõem, ou, no caso das empresas de segurança: “sabe como é, não temos poder de polícia”, a polícia mal aparelhada, mal remunerada, mal acomodada e, claro, com poucos preparados para exercer a função, atrapalhados pelos que só querem “a parte que lhes cabe”, eu pergunto: quando os otários pararão de pagar pelo particular e exigir, do Estado, que cumpra seus deveres e, para isso, recolhe tributos?
Atenção: não estou fazendo apologia para não pagar tributos, para corromper funcionários que deveriam impedir que isso e outros crimes acontecessem. Estou apelando para “Acorda, cidadão: não pague pelo que é dever do Estado, reclame, seja chato como eu sou chata! Prefira ser ‘persona non grata’ porque não faz parte de quadrilha ou porque não é gado marcado”.
Tem gente enriquecendo – e empobrecendo outras, matando outras, seja física ou psicologicamente – porque “se enfia” no lugar do Estado. Para poder se estabelecer, desvia dinheiro público, comete crimes de contrabando de armas, de tráfico de drogas, de contrabando de mercadorias, ilude funcionários públicos “pobres de espírito” que precisam de carro último tipo (só que o combustível é pago com dinheiro público) ou morar em locais “chiques no úrtimo”, que, também, não pertencem a eles, pois têm que pagar aluguel para o resto da vida (aquela taxa que, supostamene, também cobre o serviço de segurança).
Sim, somos todos asnos carregados.
No domingo, dia 15/04/2007, a “Folha de São Paulo” publicou a alta tenebrosa de terceirização nos serviços públicos (que deveriam ter apenas funcionários concursados), mas, infelizmente, não publicou a “fonte”, porque eu gostaria muito de saber quem deu, de fato, o pontapé inicial para a terceirização do Estado brasileiro. Se já morreu, gostaria de tripudiar em cima do jazigo. Não quero nomes do exterior, quero nomes tupiniquins!
O mundo caminha para a terceirização. Sobrará espaço para quem não se submeter a ela?
O mais triste, porém, é que é um mundo terceirizado em que lobo come lobo. As empresas surgem e desaparecem, deixando os funcionários “terceirizados” no desespero de processar alguém, que acabam sendo os que se utilizam dos serviços das terceirizadoras.
Bem, os excluídos desse meu “vômito” vão me retaliar também?
Nunca se esqueçam, sou a última a generalizar, pois, avaliada em meio a uma generalização de medíocres que trabalham na Educação Pública, sempre fui uma vagabunda, ignorante, mal preparada e, principalmente, fui e continuo a ser mal remunerada. Jamais soube que, antes de ensinar alunos da quinta série em diante até a última série do Ensino Médio a ler e a escrever, eu deveria ter ensinado, todos os dias, o que é certo e o que é errado. Portanto, a mediocridade que grassa tem início no berço.

Cuidado, muito cuidado! sábado, abr 14 2007 

Que o que de ti procede, a ti voltará!
Suíno capado não serve apenas para ser cevado e abatido!
Suíno capado é aquele que se submete ao crime e, quando oposição e situação voltam a dormir, comer e beber juntas, é abatido, porque não tem mais serventia.
Daí, não adianta mais perguntar: "Sinhá, cadê seu padre?".
 

E a notificação da Prefeitura continua a provar os desmandos na Metrópole de Itu sábado, abr 14 2007 

Em homenagem às novas invasões e depredações de imóveis de nossa propriedade.
Alguém quer intimidar e "forçar" a venda para quem quer esconder dinheiro sujo?
Alguém quer que EU contrate empresa de segurança fajuta – pertencente a quem alicia debilóides e contrata raposas para vigiar galinheiro – para, no momento de novas invasões e depredações nada poderem fazer? Não tem dinheiro, não! Precisamos consertar, consertar, reparar, reinstalar o que foi ROUBADO (não é furto, não; furto é muito "suave") e não sobra dinheiro para contratar empresa de segurança fajuta.

Sobre Notificação 030/07, supostamente da Secretaria Municipal de Obras e Planejamento Urbano / Fiscalização de Limpeza Pública, de 22/02/2007, contra a Eletro Paraíso Comércio de Materiais Elétricos Ltda., com o número rasurado de 994 para 990, assinatura do Agente Fiscal ilegível, sem carimbo, 1.ª via.

Dá-lhe, Polícia Federal! Há de chegar nos envolvidos no que relato abaixo, também!

Cumprida em 27/02/2007, até 06/03/2007 por não ter havido retorno da Fiscalização, para constatar que a notificação fora cumprida [e dar 10 com estrelinhas pelo fato de a notificação ter sido cumprida em todos os itens, inclusive, principalmente, pelo que foi advertido que deveria ser consertado e o foi de modo oral, pelo fiscal, porque não consta da notificação] e pelo fato de a rua Floriano Peixoto inteira estar com as calçadas em petição de miséria, eu, Maria Lúcia Bernardini relato a seguinte “peregrinação telefônica” e conversas e testemunhos de infração que precisam de esclarecimentos de todos os envolvidos citados. Ressalte-se que todos foram contatados, mas não houve retorno algum que justificasse os fatos esdrúxulos, surreais, NÃO DIGNOS DE UMA COSMÓPOLE OU METRÓPOLE METIDA A BESTA :

– Em 06/03/2007, tentativas de Maria Lúcia Bernardini, para os telefones 48139337 e 48139338 (conseguidos por meio de 156), para conversar sobre a notificação, dúvidas quanto à veracidade da origem da mesma, passando pelos atendimentos de Rafael, Marcelo, Cláudio, voltando para Rafael (nenhum deles poderia descobrir o nome de quem assinou a notificação; não têm acesso às vias das notificações); impossível conversar, por telefone, com o Sr. Luís Carlos Lourencetti, Secretário de Obras e Planejamento ou com sua secretária, de acordo com todos que atenderam Maria Lúcia Bernardini. Aparentemente, Sua Excelência não se dá ao trabalho de atender a telefonemas que não sejam os que usam o celular dela e que, portanto, tenham alto grau de amizade. Sem respostas, outras tentativas de telefonemas posteriores não foram atendidas, chegando a cair as ligações por não atendimento às mesmas, como se houvesse um “detecta” e soubessem quem estava ligando.

– Em 06/03/2007, ou seja, no mesmo dia, após as ligações infrutíferas para os números mencionados, Maria Lúcia retornou ao 156 e foi orientada a conversar com a Supervisora Senides. Não se encontrava no momento, portanto, a conversa ficou para “mais tarde”.

– Em 15/03/2007, telefonemas, novamente, para 48139337 resultaram em “caídas das ligações” após o telefone tocar até o final e após um primeiro contato com atendente e, posteriormente, portanto, nenhum atendimento. Finalmente, Regina anotou para que o Sr. Luís Carlos Lourencetti entrasse em contato com Maria Lúcia, que se identificou como irmã do Delegado de Polícia Federal Agenor Bernardini Júnior, pois, possivelmente, o Secretário não se lembraria de Maria Lúcia, mas sim do irmão dela. Acrescentou mais Maria Lúcia à atendente de nome Regina: que o contato não fosse no dia 16/03/2007, mas no dia 17/03/2007. Porém Maria Lúcia não atentou para o fato de que dia 17 era um sábado. Conseqüentemente, o pedido de contato foi para o limbo. Amigos, no dia 16, sugeriram que poderiam dar a Maria Lúcia o número do celular do Secretário, mas Maria Lúcia recusou, porque não quer parecer que está pedindo favor. QUER MOSTRAR QUE ESTÁ EXERCENDO A CIDADANIA, que O SECRETÁRIO ESTÁ CERCADO DE INCOMPETENTES, DE CASCAVÉIS DELIRANTES, de pessoas que se “investem de autoridade” que não têm, porque não o alertam sobre o que uma cidadã quer relatar e, certamente, a culpa cabe a quem é o superior hierárquico e que responde por um cargo "de confiança", obviamente indicado por um prefeito em exercício.

Maria Lúcia explica por que utilizou o nome do irmão que é Delegado de Polícia Federal: em contato pessoal com o Sr. Luís Carlos Lourencetti, em ocasião anterior, quando Maria Lúcia fora alertada para o fato de que a pavimentação de uma estrada rural, ao longo de aproximadamente 70 metros de uma propriedade da família Bernardini (que suínos capados insistem em insinuar tratar-se de família mafiosa, porque utiliza, com muito orgulho, "família Bernardini"), por não haver garantia alguma, por escrito, de que a cerca de aramado, com um ano de instalação, bem como a cerca viva de Sansão do Campo ao longo desses aproximadamente 70 metros de extensão não seriam destruídas resultou numa Notificação Extrajudicial à Secretaria de Obras, o Sr. Luís Carlos Lourencetti se mostrou [nesse contato pessoal] muito amigo do irmão de Maria Lúcia (embora, na ocasião, desconhecesse, totalmente, apesar de Memorial na Prefeitura, que o terreno prestes a ser invadido por máquinas que alargariam a rua, de modo que ficasse na medida “X”, por causa de pavimentação gratuita, pertencesse a Agenor Bernardini Júnior e aos irmãos, Espólio de Agenor Bernardini, e metros e metros seriam “devorados” pela Prefeitura, sem pagamento de indenização, afinal a pavimentação valorizaria muito o terreno – de fato, o IPTU 2007 veio quatrocentos reais mais caro e, no ano anterior, os valores constantes do "espelho", todos, de IPTUs tinham sido “baixados” por decreto que os digníssimos vereadores aprovaram, mas o IPTU aumentou, também, em 2006 – assim, ignorava, o Secretário de Obras e Planejamento que o terreno pertencesse a Agenor Bernardini, cujos IPTUs remontam ao ano de 1957 e, o Secretário alegou que jamais aconteceria o que um funcionário, apressadamente, concluiu, mesmo porque era muito amigo de Agenor Bernardini Júnior.

– Em 23/03/2007, por absoluta falta de retorno do Secretário Luís Carlos Lourencetti ou dos demais contatados, Maria Lúcia conversou, pelo 156, com Senides, Supervisora, que anotou os dados de Maria Lúcia e se comprometeu a encaminhar suas queixas para providências. As demais calçadas continuavam sem providências com relação às notificações para reparos, visto que, segundo o Agente Fiscal que entregou a notificação 030/07 e recebeu a assinatura de Maria Lúcia Bernardini, todos os proprietários de lojas ou responsáveis por elas tinham sido notificados, a rua Floriano inteira fora notificada para reparar as calçadas. Se foi propaganda de governo, quem está usando a família Bernardini como escada, trampolim, corrimão e a oposição, que "melecou" tudo morrerão com a boca cheia de formiga, pois Maria Lúcia Bernardini não se impressiona nem se deixa deslumbrar por ostentação de poder nem por criminosos do colarinho branco.

Maria Lúcia não se queixou de ser notificada, afinal é uma obrigação manter a calçada em ordem, mas ficou, COMO SEMPRE, um sabor de que os suínos capados (aqueles que servem à oposição e quando situação e oposição voltam a comer, tomar banho e dormir juntos abatem os suínos capados), os impotentes sexuais e intelectuais estavam, na verdade, perseguindo a família Bernardini que nada deve ao crime organizado, aos criminosos do colarinho branco ou aos criminosos de colarinhos de qualquer cor. Alguém ou mais de um alguém conseguiu chegar ao orgasmo, que não consegue pelas vias normais, ao tentar, mais uma vez, pressionar ou demonstrar “pudêr” de calhorda, para mostrar que “pode”. Não pode e não deve, pois lugar de psicopata é manicômio e de esteliontário é na cadeia. Portanto, todos os supostos notificados da rua Floriano Peixoto, na metrópole de Itu, deveriam, também, ter providenciado os consertos das calçadas.

– Em 28/03/2007, a Prefeitura Municipal, OSTENSIVAMENTE, consertou a calçada (carro da Prefeitura ficou no local, na parte da manhã) defronte à Joalheria Robusti. Contatado por Maria Lúcia Bernardini, Toninho Facciolli [Joalheria Robusti] alegou, na frente de um senhor, aparentemente vendedor, que entrara com recurso contra o SAAEI, responsável pelos danos na calçada defronte à Joalheria Robusti e a Prefeitura consertara a calçada gratuitamente.

Por que as demais lojas da rua Floriano Peixoto não se manifestaram contra esse tratamento diferenciado da Prefeitura dado à Joalheria Robusti? Testemunharam Maria Lúcia varrer a calçada e a sarjeta, na segunda-feira seguinte ao desfile de Carnaval, e recolher cerca de dois quilos de entulho do carnaval que estavam na sarjeta sem que fizessem o mesmo e reclamassem junto à FISCALIZAÇÃO DE LIMPEZA URBANA, o mesmo departamento que, na quinta-feira, depois da Quarta-Feira de Cinzas notificou a Eletro Paraíso a consertar a calçada? Querem usar Maria Lúcia como corrimão, escada ou trampolim para seus objetivos escusos? Devem algo e não podem reclamar? São as mesmas lojas que colocam, por motivos que Maria Lúcia não consegue alcançar, caixas de som ligadas numa rádio tupiniquim voltadas para a rua?

A Associação Comercial e Industrial de Itu e o Sindicato do Comércio Varejista (ambos com origem na atuação absolutamente íntegra de Agenor Bernardini, um dos fundadores) não têm tempo para acompanhar os mandos e desmandos que acontecem no comércio varejista do centro da cidade? Precisam de que se desenhe o que está acontecendo, para que um possível interessado em alçar vôo em carreira política se apresente como “salvador da pátria”? Não sabem que, acima da Prefeitura da Metrópole de Araque de Itu está o Poder Judiciário? Por que não recorrem à Promotoria Pública, quando loucos desvairados querem transformar a rua Floriano Peixoto em passarela de exibições de egos, digo, em “calçadão”? Maria Lúcia Bernardini gostaria muito de saber quanto de “tutu” chegaria a mãos indevidas caso a rua Floriano fosse transformada em “calçadão”. Essa é a única explicação para, em vez de resolver problemas gravíssimos de saneamento básico (encanamentos de água e de esgoto “vencidos”, além de submetidos a trânsito pesadíssimo de veículos), de falta de educação de motoristas que parecem ter tirado carteiras de habilitação na base “de sou amigo do rei”, falta de uma política de trânsito mais racional e de delimitação de autoridade policial, afinal, que polícia responde pelo quê? De que adianta a Polícia Militar ficar com carros parados na rua 7 de Setembro se nada podem fazer em relação às inúmeras infrações cometidas por veículos, por pedestres, por camelôs, por “sorveterias” abertas em portão de entrada de imóvel que acarretam filas de compradores que tomam o espaço dos pedestres nas calçadas, de lotéricas que permitem que os apostadores façam fila e tirem o espaço de pedestres nas calçadas? Os desvairados, que querem que a rua Floriano se transforme em “calçadão” pagam a esses “formadores de fila” para que “comprovem” a necessidade de se transformar a Floriano em calçadão? Não conseguirão! Muito menos obrigar Maria Lúcia Bernardini a comprar imóvel em condomínio horizontal, como querem os desesperados donos de condomínios horizontais!

Qualquer cidade de 1.º mundo, seja ela uma metrópole (como Itu) ou uma simples “town” está fazendo de tudo para resgatar o centro, transformado em “downtown” – pejorativamente – em razão da especulação imobiliária. A metrópole de Itu está sempre fazendo o caminho contrário. É preciso resgatar o centro de Itu, o verdadeiro Centro Histórico, não obrigando os moradores a se mudar pela falta de qualidade de vida ocasionada pela lojas de “carregação”, mas tornando as vidas dessas lojas um inferno e cobrando, cobrando tudo o que devem e obrigando-as a pagar o que devem. Arranjar pêlo em ovo para que saiam do centro da cidade, o verdadeiro Eixo Histórico de uma “metrópole” prestes a completar 400 anos. As casas, os casarios foram destruídos, demolidos e, embora uma ou duas lojas tenham conservado a “fachada de cidadezinha histórica”,  as demais foram poluindo o Centro Histórico com camelôs e barraqueiros desrespeitosos, mal-educados, que agem e demonstram que têm o rei na barriga, porque têm costas quentes. Ninguém os tira, mesmo que prejudiquem os tão amados, da parte de Prefeito e Deputada Estadual, idosos, aqueles que não têm onde se abrigar quando vão ao banco (Caixa Econômica Federal, por exemplo) e se espremem entre a parede e as barracas de camelôs. Estacionam os carros ou veículos em que transportam as mercadorias (os mesmos que, em época de eleição são “ilustrados” com campanhas políticas para vereadores ou para deputados) e ficam, enquanto a vida de cidadãos que ainda têm a “ousadia” de morar no centro é transformada em inferno.

– Em 29/03/2007, com o objetivo de “aprender o caminho das pedras” e ser ressarcida, pela Prefeitura, pelo gasto de R$ 100,00 para cumprimento da notificação 030/07 e entrar com recurso contra o SAAEI e contra a Prossegur, empresa de transporte de valores do Banespa, que, costumeiramente, estaciona o pesado carro-forte sobre parte da calçada do número 992, sem que nunca os motoristas tenham sido multados ou advertidos pela Polícia, seja ela Municipal ou Militar, para que não mais fizesse isso, e, ao sair, passa sobre os canos de entrada de água e saída de esgoto da residência, o que ocasionou diversas visitas do SAAEI (a chamado ou sem ter sido chamado, pois o vazamento aparente nunca foi o defronte ao número 992 ou 990, mas do hidrante do Corpo de Bombeiros), para reparar vazamentos e, depois, para que orientasse o reparo de vazamento de cano rompido, inexplicavelmente, depois do hidrômetro, às expensas da família Bernardini, obviamente causados tanto pela Prossegur quanto pelo serviço “porco” do SAAEI, cujos funcionários de leitura, inclusive, constatavam o hidrômetro cheio de água, mas não notificavam o SAAEI nem os proprietários do imóvel, ocasionando imensos prejuízos ao longo desses anos todos (documentos e reclamações arquivados pela família) à família Bernardini, e, ao ser contatado novamente, Toninho Facciollli (na presença de uma jovem que pode ser funcionária da Joalheria ou não) “desdisse” o que dissera em 28/03/2007, isto é, que entrara com recurso contra a notificação da Secretaria de Obras, mas que se recusara a assinar a notificação, porque os danos haviam sido causados pelo SAAEI e, assim, a Prefeitura consertara a calçada gratuitamente. No entanto, Maria Lúcia repete, no dia 22/02/2007, o suposto Agente Fiscal afirmara que a rua Floriano inteira estava sendo notificada e que o vizinho (Joalheria Robusti) teria que providenciar tais e tais reparos, inclusive guia rebaixada ilegalmente e que as providências para a Eletro Paraíso eram tais e tais, tudo dito oralmente, não consta da Notificação.

Isso prova ou não prova que a família Bernardini é alvo de retaliações inexplicáveis da parte de suínos capados (aqueles que estão no aguardo do abate, deixa oposição ficar de bem com situação) e que a família Bernardini é usada como corrimão, escada e trampolim por quem não tem condição moral e intelectual de resolver os problemas, porque “deve” e precisa arranjar, cada vez mais, um número maior de “devedores” também?

– Em 29/03/2007, após sair da Joalheria Robusti, indignada com o tratamento diferenciado dado pela Prefeitura à família Bernardini, em prejuízo da Eletro Paraíso (que inveja esse estabelecimento, fundado em 1953, causa em quem só existe para emitir nota fiscal “fria”), Maria Lúcia Bernardini testemunhou o maior responsável pelo afundamento da calçada e rompimento de canos de água para a residência de número 992 da Floriano Peixoto: a Prossegur estacionou o carro-forte em cima da calçada, defronte ao Banco do Brasil, como sempre o fizera na calçada do número 992, residência em cima da Eletro Paraíso, para o transporte de valores do Banespa, hoje Santander Banespa.

E. T. Maria Lúcia Bernardini conversou, dias antes, com uma funcionária do Santander Banespa, sobre esse assunto, após ter providenciado o conserto da calçada, e a funcionária ficou de tratar, em reunião, desse assunto. Com a palavra a funcionária que ouviu a reclamação de Maria Lúcia, sob as vistas daqueles seguranças de banco que costumam “segurar” Maria Lúcia na porta giratória. Quer que eu ligue para o Santander Banespa em São Paulo? Não tem problema, não. Maria Lúcia já papel de otária consciente muitas vezes, inclusive quando ligou no Santander Banespa para saber da existência de “Sra. Pandeló, a que está a par de todo processo Banespa X Construtora Y”, que trata de um empréstimo do Banespa – nunca devolvido e alvo de um processo judicial – a uma Construtora “Y”, que não sabe (mas está fazendo de tudo para reaver as unidades pelas quais recebeu o “tutu” e alega que não o recebeu) como reaver as unidades, para “apagar” os rastros dos crimes que cometeu e dos criminosos envolvidos que permitiram que esse crime acontecesse. Gente “graúda”, todas com cargo de confiança e com funcionários larápios envolvidos.

Maria Lúcia Bernardini, ao som indesejado do “propagandista do megafone”, de apelido “Baú”, que perturba, todos os dias, no período da tarde, e, coincidentemente, quando Maria Lúcia Bernardini está resolvendo algo para o que precisa percorrer a rua Floriano ou o Largo do Mercado ou esquina da 7 de Setembro com a Santa Rita e esse indesejado (em época de campanha política, faz propaganda de candidatos políticos a vereador e a última foi para a deputada estadual; por esse motivo ninguém se livra do indesejado?) se posta na rua ou na calçada para esgoelar suas mensagens delirantes e propagandas indesejadas.

Por telefone, Maria Lúcia se comunicou com a Polícia Militar para denunciar o flagrante da Prossegur e foi encaminhada para a Polícia Municipal. Enquanto ligava para a Polícia Militar, avistou um carro da Polícia Militar, com dois integrantes, avisou o atendente do telefonema e desligou o telefone. Comunicou ao policial que estava como passageiro a infração da Prossegur sobre a calçada do Banco do Brasil. Foi orientada a se comunicar com a Polícia Municipal, responsável pelo trânsito.

Ligou para a Polícia Municipal e a atendente fez Maria Lúcia perder muito tempo, pedindo-lhe a identificação, que não era obrigada a se identificar, em vez de mandar que a viatura mais próxima testemunhasse o flagrante e autuasse a Prossegur. Tudo bem, fofinha, a multa que a Polícia Municipal “cravou’ no carro de propriedade da família Bernardini, por ultrapassar em oito minutos o estacionamento do veículo EM FRENTE DA RESIDÊNCIA, sem possibilidade de parar de lavrar o aviso de infração, porque, uma vez começado, não pode ser rasurado, já está em vias de a multa ser paga, SEM RECORRER A QUEM QUER QUE SEJA, visto que comprovará, mais uma vez, que a família Bernardini está sendo “vigiada de perto” e qualquer deslize será punido pelas autoridades competentes. Uma pena que a recíproca não seja verdadeira e, doravante, Maria Lúcia Bernardini vai encarar, também, todo e qualquer policial que a encare, dentro ou fora do veículo de Polícia Militar ou de Polícia Municipal. Aparentemente, esses policiais têm sido muito mal orientados a respeito de quem é criminoso e quem não é, vigiando quem não é criminoso, enquanto os criminosos perpetram seus crimes.

E. T. Em 27/10/2006, Maria Lúcia Bernardini conversou, pelo telefone 4023 02 91, com o comandante da Guarda-Mirim, a respeito dos guardinhas-mirins que andam, de três em três ou de quatro em quatro nas estreitas calçadas, obrigando Maria Lúcia Bernardini a se espremer nas paredes. O Sr. José Maria disse que Maria Lúcia não deveria se espremer na parede. Maria Lúcia respondeu que, durante 18 anos, em escolas públicas, teve que lidar com delinqüentes de alta periculosidade, enfrentou-os, dentro dos limites da lei, e ganhou desrespeito, calúnia, injúria e difamação, pois os mesmos que aliciam e tornam os jovens delinqüentes são os que os deseducam. Aproveitou para denunciar uma policial da Polícia Municipal que, de posse de um rádio em que ouvia e se comunicava, por trás do balcão da “Perfil Line” (esperarão sentados que Maria Lúcia volte lá para consertos ou compras) defendeu a atendente (sem conhecimento de causa, como se estivesse esperando isso mesmo) com quem Maria Lúcia CONVERSAVA a respeito de comentário, dois dias antes, maldoso, mal-intencionado, ofensivo a respeito de Maria Lúcia para a costureira que a atenderia para fazer barra em duas calças jeans. Alguns dias depois do telefonema, na rua Floriano, uma pretensa policial municipal, que Maria Lúcia não sabe como foi selecionada para integrar a Polícia que, a princípio, deve educar e prevenir crimes e quetais, desgarrou-se do bando com quem conversava no meio da calçada e forçou Maria Lúcia a subir o degrau de uma loja, para evitar uma trombada. Se isso não prova, também, mais atos de desrespeito que partem dos mais diversos setores da sociedade em relação à família Bernardini, alguém precisa, urgentemente, de voltar para a barriga da mãe, de modo a nascer de novo num mundo um pouco melhor. Educação, nessas alturas, não tem mais o que fazer, pois, a longo prazo, a sociedade ituana não terá como resgatar a cidadania, a civilidade.

Porque o trânsito estava paralisado por um carro da Polícia Militar, o carro-forte da Prossegur foi obrigado a descer da calçada defronte ao Banco do Brasil e estacionar na vaga de emergência da Droga Raia. O policial militar, depois que o veículo da Prossegur se retirou, com o motorista rindo, se dirigiu a Maria Lúcia Bernardini, pediu a ela que se acalmasse (quando ela se acalmar quando está demonstrando indignação, estará morta, enterrada no jazigo da família) e afirmou que anotara, na mão, os dados do veículo, mas nada podia fazer, por ser função da Polícia Municipal que, até o momento em que Maria Lúcia se retirou do local não atendera à ocorrência para a qual Maria Lúcia chamou por telefone.

Todavia, a multa da Prefeitura da Estância Turística de Itu, Secretaria Municipal de Defesa do Cidadão (quiá, quiá, quiá), Departamento de Trânsito, lavrada em 08/01/2007, com prazo de recurso a JARI que vence em 30/04/2007, dirigida ao veículo da família Bernardini, motorista com todos os dados em absoluta ordem para ser localizada e responder pelas multas, SERÁ PAGA SEM RECURSO, para comprovar, mais uma vez, que a família Bernardini não tem “costas quentes” nem depende dos “patrões” que pululam na metrópole de Itu. Acima de tudo, comprovará que infrações gravíssimas são ignoradas pela polícia municipal, enquanto que, para recolher dinheiro os integrantes são muito prestativos e agem de acordo com a lei. Sim, o veículo da família Bernardini cometeu a infração de ultrapassar por oito minutos o tempo permitido de estacionamento. Todavia, outras infrações não estão tendo a mesma atenção das autoridades policiais, de seus supervisores, daqueles que ocupam cargos “de confiança”, daqueles que, de alguma maneira, se sentem prejudicados, pois não são espelhos para a memória de Agenor e Adalgisa Bernardini, muito menos para os filhos deles. A eles os votos de Maria Lúcia Bernardini para que, de alguma maneira, sejam afastados do convívio de cidadãos, pois são marginais, vivem à margem da sociedade.

São esses os fatos que exigem explicações da parte de todos os envolvidos para comprovar que, inexplicavelmente, a família Bernardini tem sido alvo de retaliações, de abusos de autoridade, de comportamento de marginais, mesmo nada devendo a todos os citados neste relato.

Continuo a considerar CR uma fraude, uma laranja de “donos” da mídia sábado, abr 14 2007 

Cadê essa "fofa" para defender os direitos de quem é retaliado porque não faz parte do crime organizado? Por exemplo, que não vende propriedade para especuladores imobiliários (pobres de espírito e de dinheiro, mas que têm "ótimas" idéias sobre o que fazer com a propriedade, desde, claro, que o proprietário use o dinheiro e esses especuladores tenham lucro?) e calhordas que escondem dinheiro sujo comprando propriedades legalzadas às custas de exercício de cidadania?

Dá-lhe, Polícia Federal sábado, abr 14 2007 

Dá-lhe, Polícia Federal!
"Limpando a casa", "cortando na própria carne", extirpando cânceres da sociedade, aqueles que deveriam dar o exemplo máximo de correção, honestidade e, também, esses calhordas que vivem da ilusão do povo que enriquecer não é trabalhar, mas apostar, servir de "laranja" para ganhar dinheiro de apostas!
Dá-lhe, Polícia Federal!
Extermiadora de corruptos, de criminosos do colarinho branco, de assassinos de pessoas honestas, daqueles que nos desesperam, porque, por sermos honestos, parecemos apenas ser os que devam ser vítimas desses criminosos!
Deus os abençoe e permita que sejam os que colocarão este País inteiro nos trilhos da cidadania.
O Ministério da Justiça é a única saída para que este País possa "arrumar a casa". Eu acreditava que era a Educação, mas tornou-se impossível enxergar alguma esperança na Educação, se os criminosos não forem penalizados.
 

Cálculo exato – um site mais do que útil sexta-feira, abr 13 2007 

 
Mais do que útil, esse endereço é uma aula de cidadania.
Há pessoas (desclassificadas) que guardam essas informações que o site "Cálculo Exato" disponibiliza de um modo absolutamente prático, transparente e os desclassificados têm a audácia de cobrar muito caro pelos serviços e pelas informações que aprendemos e utilizamos no próprio "Cálculo Exato", para exercer a cidadania e sermos justos, corretos em relação aos compromissos trabalhistas dos nossos empregados, por exemplo. Além de outras informações e aprendizados importantes.
Esses desclassificados são os atravessadores, os terceirizadores, aqueles que encarecem todas as nossas obrigações financeiras e nos lesam, porque "tem que pagar pra nascer, tem que pagar pra viver, tem que pagar pra morrer".
Nos intervalos, os parasitas, como a própria palavra significa, nos esfolam.
Xô, parasitas! Xô, terceirização e terceirizados, antes, conhecidos como "atravessadores" que a política e a economia "neoliberal" (xô, satanás) oficializou.
E quando eu "tomava sorvete pela testa", ou seja, quando educadora em exercício, eu distribuía essas informações gratuitamente para os alunos sob minha responsabilidade – gratuitamente para eles, para mim saíam muito caras – e a maioria absoluta deles admirava, mesmo, aqueles que "davam" e continuam a "dar" a dignidade (que pensam que têm) ao crime organizado. Xô, crime organizado! Xô, deslumbrados com os parasitas, com os psicopatas, com os dependentes do Estado.

Centrais sindicais começam pressão contra ‘reforma disfarçada’ quarta-feira, abr 4 2007 

Um panfleto da CUT, distribuído pela "metrópole" de Itu (que conta com muitas empresas psicopatas, que obrigam os funcionários a "abrir empresas de fachada", para emissão de notas fiscais, quando essas empresas psicopatas precisam lavar dinheiro sujo, ou seja, burlar a Receita Federal, esconder dinheiro e colocá-lo "na praça", prejudicando a Metrópole de Itu, o Estado de São Paulo, o País, ou seja, de novo, a população que trabalha honestamente, que paga tributos para que os criminosos do colarinho branco o embolsem e os tributos – e o que é recolhido por fora – não beneficiem a população brasileira, mas apenas os criminosos), pois é, esse panfleto ficou em minha cômoda e, quando tentei acessar "Carta Maior", referência no panfleto, o "meu" (eufemismo) micro não conseguiu abrir "Carta Maior".
Hoje, dia 04/04/2007, após ler uma chamada do jornal "O Estado de São Paulo", consegui acessar o texto original, citado no panfleto da CUT. Aí vai, com um lembrete muito importante: não é questão de ser PT ou qualquer outra sigla partidária ou pertencer a esta ou aquela associação ou sindicato, mas questão de estar, sempre, atento naquilo que é de interesse de cidadãos honestos (ridículo que "cidadãos" tenha que estar acompanhado de "honestos", mas é o retrato do Brasil, pirâmide invertida), não lacaios por causa "da falta de vagas, da falta de oportunidade de iniciar uma carreira, porque está desempregado, porque não tem acesso à educação, aos serviços de saúde e outros motivos", porque se a situação está como está é porque DEIXAMOS QUE O CRIME ORGANIZADO TENHA DOMINADO A NAÇÃO, sem nada fazer para que isso fosse impedido. É similar à situação do tráfico de armas e de drogas em favelas, porque os moradores de favelas não são, obrigatoriamente, criminosos, mas, por ausência do ESTADO, pelo fato de não terem como obrigar que seus direitos de cidadania sejam respeitados (porque todos somos piolhentos, isto é, submetidos à ignorância por dominação de interesses privados).
Agora, uma expressão odiada pelos puristas da língua portuguesa (que, antes de apontar os "erros" deveriam ajudar a solucionar os problemas, apontando as fontes que geraram esses problemas), para "correr atrás do prejuízo", é preciso lutar não apenas contra o crime organizado, mas contra os legisladores, contra os executores da legislação, pressionar os que deveriam estar punindo as infrações da lei: os poderes Legislativo, Executivo, Judiciário.
No Brasil, infelizmente, cada um desses poderes está voltado para um lado e a "plebe ignara" (nós, caras pálidas ou não) que se arda!
O Brasil é uma "moeda" de quatro faces.

TRABALHO X CAPITAL

Centrais sindicais começam pressão contra ‘reforma disfarçada’

Ato em Brasília e greve (10 de abril) têm como objetivo impedir que Congresso insista em proibir fiscais de multar empresa que foge da carteira assinada. Parlamentares já aprovaram proibição, mas Lula vetou. Agora, querem derrubar veto.

André Barrocal – Carta MaiorData: 27/03/2007

BRASÍLIA – As sete maiores centrais sindicais brasileiras uniram-se e montaram um plano de ações para pressionar o Congresso e tentar impedir que deputados e senadores ignorem uma decisão política do governo e aprovem, mais uma vez, uma regra que, para elas, funciona como reforma trabalhista disfarçada e põe em risco direitos dos trabalhadores. As entidades querem que fiscais trabalhistas continuem multando empresas que contratam empregados como prestadores de serviço para fugir da carteira assinada e não pagar direitos (saiba mais). Para defender as multas, planejam constranger parlamentares em aeroportos e no gabinete deles, divulgar pelo país o nome dos que apóiam a regra e até a fazer uma greve geral no dia 10 de abril.

O plano foi arquitetado pela direção das centrais numa reunião nesta segunda-feira (26), em São Paulo, e aprovado nesta terça-feira (27) por centenas de sindicalistas num ato conjunto das entidades realizado na Câmara dos Deputados. Com as ações previstas e a manifestação, as entidades pretendem evitar que os parlamentares julguem a decisão do presidente Lula de manter o poder dos fiscais de multar (veja matéria). Como este tipo de julgamento ocorre em votação secreta – não se sabe como cada parlamentar votou -, as centrais acham que já estão em desvantagem em relação ao interesse patronal.

É possível que o julgamento aconteça em 11 de abril, por um acerto feito entre os partidos e o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem a prerrogativa de marcar a votação do veto. O dia da greve geral – a princípio, uma paralisação por três horas – foi escolhido com base na provável votação, que ocorreria em sessão conjunta de deputados e senadores.

Carona na Super Receita
O fim das multas foi aprovado pelos parlamentares na votação da lei que criou a Super Receita, repartição federal que passou a ser a única arrecadadora de impostos, tributos e contribuições. Os congressistas proibiram as multas incluindo a chamada “emenda 3”, que dizia que só a Justiça do Trabalho poderia aplicá-las. Ao sancionar o texto, o presidente anulou a emenda.

Para as centrais sindicais, o fim do poder de multar dos fiscais e a necessidade de decisão prévia da Justiça, processo tido como lento, seria um tiro de morte na carteira de trabalho e nos direitos garantidos pelo vínculo empregatício formal, como férias, décimo-terceiro e FGTS. Segundo os sindicalistas, a emenda incentiva as empresas a demitir funcionários registrados para readmiti-los como prestadores de serviço. Num país em que o desemprego é alto, na casa de 10%, os trabalhadores estariam fragilizados para resistir à ofensiva patronal.

“Essa emenda faz uma reforma trabalhista que mesmo o empresariado mais atrasado não imaginava. Deixa os trabalhadores sem nenhum direito”, afirmou o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho. “O maior apagão do Brasil vai ser a retirada desses direitos e a derrubada do veto”, disse a presidente interina da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmen Helena Foro.

Os engajados e o boicote da mídia
Além das duas maiores centrais, também organizaram a manifestação dirigentes de CGT, CGTB, SDS, CAT e NCST. A preocupação das centrais – ameaça aos direitos trabalhistas – foi endossada por representantes de fiscais, juízes e procuradores do trabalho e por parlamentares que igualmente participaram do ato.

“Vai ser o fim da legislação trabalhista e da carteira de trabalho. A fiscalização não vai mais poder exigir o cumprimento da lei”, disse a presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosa Maria. O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), José Nilton Ferreira Pandelot, disse que os 3,5 mil juízes do trabalho “estão engajados” na luta junto com as centrais porque concordam que o fim das multas facilitaria a perda de direitos trabalhistas.

Na avaliação do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), a “emenda 3” não só enfraquece os trabalhadores perante os patrões, como também dá sobrevida ao trabalho escravo, que seria combatido com mais dificuldade sem as multas. “Essa emenda segue a lógica empresarial da globalização, da pessoa jurídica, da redução do poder do Estado de fiscalizar”, afirmou.

Durante o ato, a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) acusou a imprensa de não debater adequadamente a “emenda 3”, porque só reproduz a opinião patronal, favorável à idéia. A posição dos trabalhadores, segunda ela, estaria sendo sufocada. Para ela, o motivo é simples: os meios de comunicação são eles mesmos empresas e querem a “emenda 3” para contratar prestadores de serviço, em vez de empregados com carteira assinada. “Mas nós podemos tomar as ruas e usar a internet contra esse bloqueio da mídia”, disse Vanessa.

O líder do PT na Câmara, Luiz Sérgio (RJ), externou opinião semelhante. “Passou-se a idéia de que a sociedade toda era a favor da emenda. Já era hora de as centrais fazerem o contraditório”, afirmou.

O boicote dos veículos de comunicação ao posicionamento dos sindicatos no debate da “emenda 3” foi um dos motivos que levaram as centrais a organizar o ato em Brasília e a montar o plano cujo ápice será uma greve geral no dia 10. “A imprensa tem dado um lado só. Segundo a imprensa brasileira, ser PJ é a melhor coisa do mundo”, afirmou Paulinho. “É por isso que tem pouca imprensa hoje aqui, porque ela não quer divulgar a nossa luta”, completou.

Saída intermediária
Ex-presidente da CUT paulista, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), compareceu ao ato – foi convidado, como Renan Calheiros, mas este não apareceu – e mostrou-se disposto a intermediar a criação de uma mesa de negociação entre parlamentares, governo, empresários e trabalhadores para discutir o tema.

Para ele, existem casos em que uma empresa contrata um prestador de serviço sem carteira assinada apenas para não pagar direitos trabalhistas, mas também há situações em que a contratação de PJ não busca burlar a lei. Daí a necessidade de encontrar um meio termo. “Uma saída que não coloque em risco o emprego formal tem o meu apoio”, disse Chinaglia.

O governo propôs uma saída intermediária, quando o presidente Lula vetou a “emenda 3”. Mandou ao Congresso projeto que permite à empresa que contrata prestador de serviço explicar por que fez isso e provar que não está somente fugindo dos encargos trabalhistas. Até que a defesa fosse feita, o fiscal não poderia multar. As explicações seriam analisadas pela Super Receita, e o desfecho do caso ocorreria em seis meses. No entanto, se o Congresso julgar o veto à “emenda 3”, esta proposta perderá o sentido.

Fonte: http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaImprimir.cfm?materia_id=13799

Motivo desta inserção:

Agencia Estado – 4/4/2007 09:22

Novo ministro do Trabalho rejeita mudanças na CLT

Na cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, rejeitou ontem qualquer mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele afirmou que não aceita a redução dos direitos dos trabalhadores – uma posição "historicamente" irredutível de seu partido, o PDT. "Por que que a discussão tem de ser sempre para retirar direitos dos trabalhadores?", argumentou o ministro.

Após uma cerimônia, Lupi apontou a reforma tributária como a solução para incentivar as empresas a contratarem mais empregados com carteira assinada. "O que temos de discutir com profundidade é a quantidade de impostos que as empresas pagam", afirmou. Para o ministro, os governos (federal, estaduais e municipais) têm de aceitar algum tipo de redução de arrecadação fiscal para que a negociação da reforma tributária possa avançar.

“Quem é que quer perder receita? Ninguém. Mas eu faço o seguinte raciocínio: será que haverá perda de receita tendo mais gente empregada com carteira assinada? Eu garanto que não”, defendeu o ministro. Em sua opinião, com o aumento da formalização do emprego certamente os cofres públicos terão compensação de uma eventual perda fiscal com a redução de impostos. As palavras do novo ministro indicam que, dificilmente, avançará uma discussão sobre reforma trabalhista em sua gestão. Nesse contexto, também a proposta de reforma sindical, encaminhada ao Congresso pelo governo ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem poucas chances de ser ressuscitada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=4631114

E a notificação virou uma prova de desmando na metrópole de Itu segunda-feira, abr 2 2007 

Sobre Notificação 030/07, supostamente da Secretaria Municipal de Obras e Planejamento Urbano / Fiscalização de Limpeza Pública, de 22/02/2007, contra a Eletro Paraíso Comércio de Materiais Elétricos Ltda., com o número rasurado de 994 para 990, assinatura do Agente Fiscal ilegível, sem carimbo, 1.ª via.

Dá-lhe, Polícia Federal! Há de chegar nos envolvidos no que relato abaixo, também!

Cumprida em 27/02/2007, até 06/03/2007 por não ter havido retorno da Fiscalização, para constatar que a notificação fora cumprida [e dar 10 com estrelinhas pelo fato de a notificação ter sido cumprida em todos os itens, inclusive, principalmente, pelo que foi advertido que deveria ser consertado e o foi de modo oral, pelo fiscal, porque não consta da notificação] e pelo fato de a rua Floriano Peixoto inteira estar com as calçadas em petição de miséria, eu, Maria Lúcia Bernardini relato a seguinte “peregrinação telefônica” e conversas e testemunhos de infração que precisam de esclarecimentos de todos os envolvidos citados. Ressalte-se que todos foram contatados, mas não houve retorno algum que justificasse os fatos esdrúxulos, surreais, NÃO DIGNOS DE UMA COSMÓPOLE OU METRÓPOLE METIDA A BESTA :

– Em 06/03/2007, tentativas de Maria Lúcia Bernardini, para os telefones 48139337 e 48139338 (conseguidos por meio de 156), para conversar sobre a notificação, dúvidas quanto à veracidade da origem da mesma, passando pelos atendimentos de Rafael, Marcelo, Cláudio, voltando para Rafael (nenhum deles poderia descobrir o nome de quem assinou a notificação; não têm acesso às vias das notificações); impossível conversar, por telefone, com o Sr. Luís Carlos Lourencetti, Secretário de Obras e Planejamento ou com sua secretária, de acordo com todos que atenderam Maria Lúcia Bernardini. Aparentemente, Sua Excelência não se dá ao trabalho de atender a telefonemas que não sejam os que usam o celular dela e que, portanto, tenham alto grau de amizade. Sem respostas, outras tentativas de telefonemas posteriores não foram atendidas, chegando a cair as ligações por não atendimento às mesmas, como se houvesse um “detecta” e soubessem quem estava ligando.

– Em 06/03/2007, ou seja, no mesmo dia, após as ligações infrutíferas para os números mencionados, Maria Lúcia retornou ao 156 e foi orientada a conversar com a Supervisora Senides. Não se encontrava no momento, portanto, a conversa ficou para “mais tarde”.

– Em 15/03/2007, telefonemas, novamente, para 48139337 resultaram em “caídas das ligações” após o telefone tocar até o final e após um primeiro contato com atendente e, posteriormente, portanto, nenhum atendimento. Finalmente, Regina anotou para que o Sr. Luís Carlos Lourencetti entrasse em contato com Maria Lúcia, que se identificou como irmã de Agenor Bernardini Júnior, pois, possivelmente, o Secretário não se lembraria de Maria Lúcia, mas sim do irmão dela. Acrescentou mais Maria Lúcia à atendente de nome Regina: que o contato não fosse no dia 16/03/2007, mas no dia 17/03/2007. Porém Maria Lúcia não atentou para o fato de que dia 17 era um sábado. Conseqüentemente, o pedido de contato foi para o limbo. Amigos, no dia 16, sugeriram que poderiam dar a Maria Lúcia o número do celular do Secretário, mas Maria Lúcia recusou, porque não quer parecer que está pedindo favor. QUER MOSTRAR QUE ESTÁ EXERCENDO A CIDADANIA, que O SECRETÁRIO ESTÁ CERCADO DE INCOMPETENTES, DE CASCAVÉIS DELIRANTES, de pessoas que se “investem de autoridade” que não têm, porque não o alertam sobre o que uma cidadã quer relatar e, certamente, a culpa cabe a quem é o superior hierárquico e que responde por um cargo “de confiança”, obviamente indicado por um prefeito em exercício.

Maria Lúcia explica por que utilizou o nome do irmão: em contato pessoal com o Sr. Luís Carlos Lourencetti = em ocasião anterior, quando Maria Lúcia fora alertada para o fato de que a pavimentação de uma estrada rural, ao longo de aproximadamente 70 metros de uma propriedade da família Bernardini (que suínos capados insistem em insinuar tratar-se de família mafiosa, porque utiliza, com muito orgulho, “família Bernardini”), por não haver garantia alguma, por escrito, de que a cerca de aramado, com um ano de instalação, bem como a cerca viva de Sansão do Campo ao longo desses aproximadamente 70 metros de extensão não seriam destruídas resultou numa Notificação Extrajudicial à Secretaria de Obras, o Sr. Luís Carlos Lourencetti se mostrou [nesse contato pessoal] muito amigo do irmão de Maria Lúcia (embora, na ocasião, desconhecesse, totalmente, apesar de Memorial na Prefeitura, que o terreno prestes a ser invadido por máquinas que alargariam a rua, de modo que ficasse na medida “X”, por causa de pavimentação gratuita, pertencesse a Agenor Bernardini Júnior e aos irmãos, Espólio de Agenor Bernardini, e metros e metros seriam “devorados” pela Prefeitura, sem pagamento de indenização, afinal a pavimentação valorizaria muito o terreno – de fato, o IPTU 2007 veio quatrocentos reais mais caro e, no ano anterior, os valores constantes do “espelho”, todos, de IPTUs tinham sido “baixados” por decreto que os digníssimos vereadores aprovaram, mas o IPTU aumentou, também, em 2006 – assim, ignorava, o Secretário de Obras e Planejamento que o terreno pertencesse a Agenor Bernardini, cujos IPTUs remontam ao ano de 1957 e, o Secretário alegou que jamais aconteceria o que um funcionário, apressadamente, concluiu, mesmo porque era muito amigo de Agenor Bernardini Júnior.

– Em 23/03/2007, por absoluta falta de retorno do Secretário Luís Carlos Lourencetti ou dos demais contatados, Maria Lúcia conversou, pelo 156, com Senides, Supervisora, que anotou os dados de Maria Lúcia e se comprometeu a encaminhar suas queixas para providências. As demais calçadas continuavam sem providências com relação às notificações para reparos, visto que, segundo o Agente Fiscal que entregou a notificação 030/07 e recebeu a assinatura de Maria Lúcia Bernardini, todos os proprietários de lojas ou responsáveis por elas tinham sido notificados, a rua Floriano inteira fora notificada para reparar as calçadas. Se foi propaganda de governo, quem está usando a família Bernardini como escada, trampolim, corrimão e a oposição, que “melecou” tudo morrerão com a boca cheia de formiga, pois Maria Lúcia Bernardini não se impressiona nem se deixa deslumbrar por ostentação de poder nem por criminosos do colarinho branco.

Maria Lúcia não se queixou de ser notificada, afinal é uma obrigação manter a calçada em ordem, mas ficou, COMO SEMPRE, um sabor de que os suínos capados (aqueles que servem à oposição e quando situação e oposição voltam a comer, tomar banho e dormir juntos abatem os suínos capados), os impotentes sexuais e intelectuais estavam, na verdade, perseguindo a família Bernardini que nada deve ao crime organizado, aos criminosos do colarinho branco ou aos criminosos de colarinhos de qualquer cor. Alguém ou mais de um alguém conseguiu chegar ao orgasmo, que não consegue pelas vias normais, ao tentar, mais uma vez, pressionar ou demonstrar “pudêr” de calhorda, para mostrar que “pode”. Não pode e não deve, pois lugar de psicopata é manicômio e de esteliontário é na cadeia. Portanto, todos os supostos notificados da rua Floriano Peixoto, na metrópole de Itu, deveriam, também, ter providenciado os consertos das calçadas.

– Em 28/03/2007, a Prefeitura Municipal, OSTENSIVAMENTE, consertou a calçada (carro da Prefeitura ficou no local, na parte da manhã) defronte à Joalheria Robusti. Contatado por Maria Lúcia Bernardini, Toninho Facciolli [Joalheria Robusti] alegou, na frente de um senhor, aparentemente vendedor, que entrara com recurso contra o SAAEI, responsável pelos danos na calçada defronte à Joalheria Robusti e a Prefeitura consertara a calçada gratuitamente.

Por que as demais lojas da rua Floriano Peixoto não se manifestaram contra esse tratamento diferenciado da Prefeitura dado à Joalheria Robusti? Testemunharam Maria Lúcia varrer a calçada e a sarjeta, na segunda-feira seguinte ao desfile de Carnaval, e recolher cerca de dois quilos de entulho do carnaval que estavam na sarjeta sem que fizessem o mesmo e reclamassem junto à FISCALIZAÇÃO DE LIMPEZA URBANA, o mesmo departamento que, na quinta-feira, depois da Quarta-Feira de Cinzas notificou a Eletro Paraíso a consertar a calçada? Querem usar Maria Lúcia como corrimão, escada ou trampolim para seus objetivos escusos? Devem algo e não podem reclamar? São as mesmas lojas que colocam, por motivos que Maria Lúcia não consegue alcançar, caixas de som ligadas numa rádio tupiniquim voltadas para a rua?

A Associação Comercial e Industrial de Itu e o Sindicato do Comércio Varejista (ambos com origem na atuação absolutamente íntegra de Agenor Bernardini, um dos fundadores) não têm tempo para acompanhar os mandos e desmandos que acontecem no comércio varejista do centro da cidade? Precisam de que se desenhe o que está acontecendo, para que um possível interessado em alçar vôo em carreira política se apresente como “salvador da pátria”? Não sabem que, acima da Prefeitura da Metrópole de Araque de Itu está o Poder Judiciário? Por que não recorrem à Promotoria Pública, quando loucos desvairados querem transformar a rua Floriano Peixoto em passarela de exibições de egos, digo, em “calçadão”? Maria Lúcia Bernardini gostaria muito de saber quanto de “tutu” chegaria a mãos indevidas caso a rua Floriano fosse transformada em “calçadão”. Essa é a única explicação para, em vez de resolver problemas gravíssimos de saneamento básico (encanamentos de água e de esgoto “vencidos”, além de submetidos a trânsito pesadíssimo de veículos), de falta de educação de motoristas que parecem ter tirado carteiras de habilitação na base “de sou amigo do rei”, falta de uma política de trânsito mais racional e de delimitação de autoridade policial, afinal, que polícia responde pelo quê? De que adianta a Polícia Militar ficar com carros parados na rua 7 de Setembro se nada podem fazer em relação às inúmeras infrações cometidas por veículos, por pedestres, por camelôs, por “sorveterias” abertas em portão de entrada de imóvel que acarretam filas de compradores que tomam o espaço dos pedestres nas calçadas, de lotéricas que permitem que os apostadores façam fila e tirem o espaço de pedestres nas calçadas? Os desvairados, que querem que a rua Floriano se transforme em “calçadão” pagam a esses “formadores de fila” para que “comprovem” a necessidade de se transformar a Floriano em calçadão? Não conseguirão! Muito menos obrigar Maria Lúcia Bernardini a comprar imóvel em condomínio horizontal, como querem os desesperados donos de condomínios horizontais!

Qualquer cidade de 1.º mundo, seja ela uma metrópole (como Itu) ou uma simples “town” está fazendo de tudo para resgatar o centro, transformado em “downtown” – pejorativamente – em razão da especulação imobiliária. A metrópole de Itu está sempre fazendo o caminho contrário. É preciso resgatar o centro de Itu, o verdadeiro Centro Histórico, não obrigando os moradores a se mudar pela falta de qualidade de vida ocasionada pela lojas de “carregação”, mas tornando as vidas dessas lojas um inferno e cobrando, cobrando tudo o que devem e obrigando-as a pagar o que devem. Arranjar pêlo em ovo para que saiam do centro da cidade, o verdadeiro Eixo Histórico de uma “metrópole” prestes a completar 400 anos. As casas, os casarios foram destruídos, demolidos e, embora uma ou duas lojas tenham conservado a “fachada de cidadezinha histórica”,  as demais foram poluindo o Centro Histórico com camelôs e barraqueiros desrespeitosos, mal-educados, que agem e demonstram que têm o rei na barriga, porque têm costas quentes. Ninguém os tira, mesmo que prejudiquem os tão amados, da parte de Prefeito e Deputada Estadual, idosos, aqueles que não têm onde se abrigar quando vão ao banco (Caixa Econômica Federal, por exemplo) e se espremem entre a parede e as barracas de camelôs. Estacionam os carros ou veículos em que transportam as mercadorias (os mesmos que, em época de eleição são “ilustrados” com campanhas políticas para vereadores ou para deputados) e ficam, enquanto a vida de cidadãos que ainda têm a “ousadia” de morar no centro é transformada em inferno.

– Em 29/03/2007, com o objetivo de “aprender o caminho das pedras” e ser ressarcida, pela Prefeitura, pelo gasto de R$ 100,00 para cumprimento da notificação 030/07 e entrar com recurso contra o SAAEI e contra a Prossegur, empresa de transporte de valores do Banespa, que, costumeiramente, estaciona o pesado carro-forte sobre parte da calçada do número 992, sem que nunca os motoristas tenham sido multados ou advertidos pela Polícia, seja ela Municipal ou Militar, para que não mais fizesse isso, e, ao sair, passa sobre os canos de entrada de água e saída de esgoto da residência, o que ocasionou diversas visitas do SAAEI (a chamado ou sem ter sido chamado, pois o vazamento aparente nunca foi o defronte ao número 992 ou 990, mas do hidrante do Corpo de Bombeiros), para reparar vazamentos e, depois, para que orientasse o reparo de vazamento de cano rompido, inexplicavelmente, depois do hidrômetro, às expensas da família Bernardini, obviamente causados tanto pela Prossegur quanto pelo serviço “porco” do SAAEI, cujos funcionários de leitura, inclusive, constatavam o hidrômetro cheio de água, mas não notificavam o SAAEI nem os proprietários do imóvel, ocasionando imensos prejuízos ao longo desses anos todos (documentos e reclamações arquivados pela família) à família Bernardini, e, ao ser contatado novamente, Toninho Facciollli (na presença de uma jovem que pode ser funcionária da Joalheria ou não) “desdisse” o que dissera em 28/03/2007, isto é, que entrara com recurso contra a notificação da Secretaria de Obras, mas que se recusara a assinar a notificação, porque os danos haviam sido causados pelo SAAEI e, assim, a Prefeitura consertara a calçada gratuitamente. No entanto, Maria Lúcia repete, no dia 22/02/2007, o suposto Agente Fiscal afirmara que a rua Floriano inteira estava sendo notificada e que o vizinho (Joalheria Robusti) teria que providenciar tais e tais reparos, inclusive guia rebaixada ilegalmente e que as providências para a Eletro Paraíso eram tais e tais, tudo dito oralmente, não consta da Notificação.

Isso prova ou não prova que a família Bernardini é alvo de retaliações inexplicáveis da parte de suínos capados (aqueles que estão no aguardo do abate, deixa oposição ficar de bem com situação) e que a família Bernardini é usada como corrimão, escada e trampolim por quem não tem condição moral e intelectual de resolver os problemas, porque “deve” e precisa arranjar, cada vez mais, um número maior de “devedores” também?

– Em 29/03/2007, após sair da Joalheria Robusti, indignada com o tratamento diferenciado dado pela Prefeitura à família Bernardini, em prejuízo da Eletro Paraíso (que inveja esse estabelecimento, fundado em 1953, causa em quem só existe para emitir nota fiscal “fria”), Maria Lúcia Bernardini testemunhou o maior responsável pelo afundamento da calçada e rompimento de canos de água para a residência de número 992 da Floriano Peixoto: a Prossegur estacionou o carro-forte em cima da calçada, defronte ao Banco do Brasil, como sempre o fizera na calçada do número 992, residência em cima da Eletro Paraíso, para o transporte de valores do Banespa, hoje Santander Banespa.

E. T. Maria Lúcia Bernardini conversou, dias antes, com uma funcionária do Santander Banespa, sobre esse assunto, após ter providenciado o conserto da calçada, e a funcionária ficou de tratar, em reunião, desse assunto. Com a palavra a funcionária que ouviu a reclamação de Maria Lúcia, sob as vistas daqueles seguranças de banco que costumam “segurar” Maria Lúcia na porta giratória. Quer que eu ligue para o Santander Banespa em São Paulo? Não tem problema, não. Maria Lúcia já papel de otária consciente muitas vezes, inclusive quando ligou no Santander Banespa para saber da existência de “Sra. Pandeló, a que está a par de todo processo Banespa X Construtora Y”, que trata de um empréstimo do Banespa – nunca devolvido e alvo de um processo judicial – a uma Construtora “Y”, que não sabe (mas está fazendo de tudo para reaver as unidades pelas quais recebeu o “tutu” e alega que não o recebeu) como reaver as unidades, para “apagar” os rastros dos crimes que cometeu e dos criminosos envolvidos que permitiram que esse crime acontecesse. Gente “graúda”, todas com cargo de confiança e com funcionários larápios envolvidos.

Maria Lúcia Bernardini, ao som indesejado do “propagandista do megafone”, de apelido “Baú”, que perturba, todos os dias, no período da tarde, e, coincidentemente, quando Maria Lúcia Bernardini está resolvendo algo para o que precisa percorrer a rua Floriano ou o Largo do Mercado ou esquina da 7 de Setembro com a Santa Rita e esse indesejado (em época de campanha política, faz propaganda de candidatos políticos a vereador e a última foi para a deputada estadual; por esse motivo ninguém se livra do indesejado?) se posta na rua ou na calçada para esgoelar suas mensagens delirantes e propagandas indesejadas.

Por telefone, Maria Lúcia se comunicou com a Polícia Militar para denunciar o flagrante da Prossegur e foi encaminhada para a Polícia Municipal. Enquanto ligava para a Polícia Militar, avistou um carro da Polícia Militar, com dois integrantes, avisou o atendente do telefonema e desligou o telefone. Comunicou ao policial que estava como passageiro a infração da Prossegur sobre a calçada do Banco do Brasil. Foi orientada a se comunicar com a Polícia Municipal, responsável pelo trânsito.

Ligou para a Polícia Municipal e a atendente fez Maria Lúcia perder muito tempo, pedindo-lhe a identificação, que não era obrigada a se identificar, em vez de mandar que a viatura mais próxima testemunhasse o flagrante e autuasse a Prossegur. Tudo bem, fofinha, a multa que a Polícia Municipal “cravou’ no carro de propriedade da família Bernardini, por ultrapassar em oito minutos o estacionamento do veículo EM FRENTE DA RESIDÊNCIA, sem possibilidade de parar de lavrar o aviso de infração, porque, uma vez começado, não pode ser rasurado, já está em vias de a multa ser paga, SEM RECORRER A QUEM QUER QUE SEJA, visto que comprovará, mais uma vez, que a família Bernardini está sendo “vigiada de perto” e qualquer deslize será punido pelas autoridades competentes. Uma pena que a recíproca não seja verdadeira e, doravante, Maria Lúcia Bernardini vai encarar, também, todo e qualquer policial que a encare, dentro ou fora do veículo de Polícia Militar ou de Polícia Municipal. Aparentemente, esses policiais têm sido muito mal orientados a respeito de quem é criminoso e quem não é, vigiando quem não é criminoso, enquanto os criminosos perpetram seus crimes.

E. T. Em 27/10/2006, Maria Lúcia Bernardini conversou, pelo telefone 4023 02 91, com o comandante da Guarda-Mirim, a respeito dos guardinhas-mirins que andam, de três em três ou de quatro em quatro nas estreitas calçadas, obrigando Maria Lúcia Bernardini a se espremer nas paredes. O Sr. José Maria disse que Maria Lúcia não deveria se espremer na parede. Maria Lúcia respondeu que, durante 18 anos, em escolas públicas, teve que lidar com delinqüentes de alta periculosidade, enfrentou-os, dentro dos limites da lei, e ganhou desrespeito, calúnia, injúria e difamação, pois os mesmos que aliciam e tornam os jovens delinqüentes são os que os deseducam. Aproveitou para denunciar uma policial da Polícia Municipal que, de posse de um rádio em que ouvia e se comunicava, por trás do balcão da “Perfil Line” (esperarão sentados que Maria Lúcia volte lá para consertos ou compras) defendeu a atendente (sem conhecimento de causa, como se estivesse esperando isso mesmo) com quem Maria Lúcia CONVERSAVA a respeito de comentário, dois dias antes, maldoso, mal-intencionado, ofensivo a respeito de Maria Lúcia para a costureira que a atenderia para fazer barra em duas calças jeans. Alguns dias depois do telefonema, na rua Floriano, uma pretensa policial municipal, que Maria Lúcia não sabe como foi selecionada para integrar a Polícia que, a princípio, deve educar e prevenir crimes e quetais, desgarrou-se do bando com quem conversava no meio da calçada e forçou Maria Lúcia a subir o degrau de uma loja, para evitar uma trombada. Se isso não prova, também, mais atos de desrespeito que partem dos mais diversos setores da sociedade em relação à família Bernardini, alguém precisa, urgentemente, de voltar para a barriga da mãe, de modo a nascer de novo num mundo um pouco melhor. Educação, nessas alturas, não tem mais o que fazer, pois, a longo prazo, a sociedade ituana não terá como resgatar a cidadania, a civilidade.

Porque o trânsito estava paralisado por um carro da Polícia Militar, o carro-forte da Prossegur foi obrigado a descer da calçada defronte ao Banco do Brasil e estacionar na vaga de emergência da Droga Raia. O policial militar, depois que o veículo da Prossegur se retirou, com o motorista rindo, se dirigiu a Maria Lúcia Bernardini, pediu a ela que se acalmasse (quando ela se acalmar quando está demonstrando indignação, estará morta, enterrada no jazigo da família) e afirmou que anotara, na mão, os dados do veículo, mas nada podia fazer, por ser função da Polícia Municipal que, até o momento em que Maria Lúcia se retirou do local não atendera à ocorrência para a qual Maria Lúcia chamou por telefone.

Todavia, a multa da Prefeitura da Estância Turística de Itu, Secretaria Municipal de Defesa do Cidadão (quiá, quiá, quiá), Departamento de Trânsito, lavrada em 08/01/2007, com prazo de recurso a JARI que vence em 30/04/2007, dirigida ao veículo da família Bernardini, motorista com todos os dados em absoluta ordem para ser localizada e responder pelas multas, SERÁ PAGA SEM RECURSO, para comprovar, mais uma vez, que a família Bernardini não tem “costas quentes” nem depende dos “patrões” que pululam na metrópole de Itu. Acima de tudo, comprovará que infrações gravíssimas são ignoradas pela polícia municipal, enquanto que, para recolher dinheiro os integrantes são muito prestativos e agem de acordo com a lei. Sim, o veículo da família Bernardini cometeu a infração de ultrapassar por oito minutos o tempo permitido de estacionamento. Todavia, outras infrações não estão tendo a mesma atenção das autoridades policiais, de seus supervisores, daqueles que ocupam cargos “de confiança”, daqueles que, de alguma maneira, se sentem prejudicados, pois não são espelhos para a memória de Agenor e Adalgisa Bernardini, muito menos para os filhos deles. A eles os votos de Maria Lúcia Bernardini para que, de alguma maneira, sejam afastados do convívio de cidadãos, pois são marginais, vivem à margem da sociedade.

São esses os fatos que exigem explicações da parte de todos os envolvidos para comprovar que, inexplicavelmente, a família Bernardini tem sido alvo de retaliações, de abusos de autoridade, de comportamento de marginais, mesmo nada devendo a todos os citados neste relato.

 

 

Maria Lúcia Bernardini.

Itu, 30 de março de 2007.

Encerrado em 02 de abril de 2007, embora Washington Luiz, em 29/03/2007, tenha afirmado que entrou em contato com a Prefeitura da ESTÂNCIA Turística de Itu e a secretária do Prefeito tenha prometido a Washington que haveria um retorno para Maria Lúcia.

Como não houve retorno nenhum, ALÔ, TEM ALGUÉM NO COMANDO DA METRÓPOLE?, o texto foi acrescido de mais comentários, em relação ao iniciado em 30/03/2007, e vai para o “blog” do jeito que está.

Afinal, ninguém lê o “blog” de Maria Lúcia Bernardini, não é mesmo?

Continuo a achar Celso Russomano (e uma retroescavadeira de outros nomes) um arremedo de jornalista e de deputado a quem jamais recorreria, pois não tenho muita certeza se não esteja causando problemas a mim e à minha família para ser contatado para mostrar “pudêr” ou seus cabos eleitorais assim estejam agindo.