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Rua Conde de Sarzedas, Bairro da Liberdade, em São Paulo terça-feira, dez 12 2006 

Nessa rua, Conde de Sarzedas, meus avós João Manuel (João Pirapora) e Maria Juliana viveram por muitos anos, criaram os filhos e era "ponto de parada", de referência para os que vinham de Pirapora do Bom Jesus e sabiam que podiam parar ali. Minha mãe contava que meu avô, João Manuel, resolveu muitos problemas médicos dos que ali se hospedavam (tratamento caseiro) e as portas estavam sempre abertas para os conterrâneos. Muitos irmãos de meu pai, também, tiveram acolhida ali.

Agradeço à Roselene (Ene) que enviou o texto abaixo, que repassarei para as irmãs de minha mãe e sobrinhos.

 

UM POUCO DA HISTÓRIA DO BAIRRO DA LIBERDADE

Rua Conde de Sarzedas, a rua dos japoneses

Em 1912 os imigrantes japoneses passaram a residir na rua Conde de Sarzedas. Era uma ladeira íngreme e, na baixada, havia um riacho e toda uma área de mangue.
Um dos motivos de procurarem as casas da rua Conde de Sarzedas era que quase todas tinham porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Por ser um bairro central,de lá poderiam se locomover fácilmente para o centro e também para os locais de trabalho.
Os japoneses se reuniam, preparavam o missoshiru (sopa de massa de soja) e assavam sardinhas para as refeições. Em meio ao cheiro característico desses produtos, eles acabaram por formar gradativamente uma sociedade, pequena ainda, chamada de "rua dos Japoneses". Daí começaram a surgir a primeira hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos. Em 1915 foi criada a Taisho Shogakko (Escola Taisho), que ajudou na educação dos filhos de japoneses ( então em número aproximado de 300 pessoas). No dia 14 de julho de 1915 foi criado o Consulado Geral do Império do Japão em São Paulo, o número 297 da rua Augusta. Em 1918, foram inauguradas a Casa Mikado e a Casa Tokyo, que vendiam móveis de fabricação própria.
Em 1932 já eram cerca de 2 mil japoneses. Os imigrantes vinham diretamente do Japão para São Paulo e também do interior, após esses encerrarem o contrato de trabalho na lavoura. Todos vinham em busca de uma oportunidade na cidade.
Cerca de 600 japoneses moravam na rua Conde de Sarzedas. Outros moravam nas ruas irmã Simpliciana, Tabatinguera, Conde do Pinhal, Conselheiro Furtado, Tomás de Lima (onde em 1914 foi fundado o Hotel UEJI, o pioneiro dos hotéis japoneses em São Paulo) e estudantes.
Os japoneses trabalhavam em mais de 60 diferentes atividades, mas quase a totalidade dos estabelecimentos funcionava para atender quase que exclusivamente a coletividade japonesa. Segundo conta Tomoo Handa, em seu livro Imim Seikatsu no Rekish (história da imigração japonesa), o início da fabricação de shoyu (molho de soja) colaborou para o surgimento de uma fábrica de tofu que, por sua vez, estimulou a fabricação de Udon (macarrão). As hospedarias foram sugindo também em função desses produtos japoneses.
O Shoyu fez com que os imigrantes pudessem matar a saudade da comida japonesa.

A Expulsão

A vida não era fácil para os imigrantes japoneses que viviam em São Paulo, mas havia trabalho, comida e moradia. Nos anos de 1920 e 30 , eles já estavam integrados à vida na cidade. Havia jogos de Yakyu (beisebol) nos fins de semana, as crianças podiam estudar em escolas de ensino do idioma japonês.
Podia- se saborear comida japonesa nas pensões e ler publicações em japonês. Em 1941, o Governo ordenou a suspensão da publicação dos jornais em língua japonesa. Deixaram de ser publicados naquele ano os jornais Sieshu Jihô, Burajiru Jihô, Nippon Shimbun e por último Burajiru Shimbun (Nippaku Shimbun).Com o inicio da guerra no Pacífico, em 1942, o Governo de Vargas rompeu relações diplomáticas com o Japão. No dia 6 de Setembro, por conta do rompimento das relações diplomáticas, o Governo Brasileiro decretou a expulsão dos japoneses residentes nas ruas Conde de Sarzedas e Estudantes.

Os jornais japoneses

Uma parte dos japoneses aceitou a derrota (Makegumi) do país, enquanto outros continuavam não aceitando a situação (Kachigumi), chegando a gerar alguns conflitos fatais entre eles. Mas os japoneses voltaram às suas atividades. Em 12 de outubro de 1946 foi fundado o jornal São Paulo Shimbun, que se tornou o primeiro no idioma japonês no pós-guerra.
Em 1º de janeiro de 1947 foi fundado o Jornal Paulista, que seguia a linha editorial do Ninshiha (Clientes da Verdade). Naquele mesmo ano, Shigetsuna Furuya, Yoshio Fujita e Yasushi Okinaga inauguraram a Livraria Sol (Taiyodô), que passa a importar livros japoneses através dos Estados Unidos. A Tunibra, agência de viagens, inicia suas viagens no mesmo ano. Uma orquestra formada pelo professor Masahiko Maruyama faz o primeiro concerto do pós-guerra em março de 47, no auditório do Centro do Professorado Paulista (antigo endereço do Nipon C. Club), na Avenida Liberdade.
Em 1º de janeiro de 1949 foi fundado o jornal Diário Nippak.

O Cine Niterói e o Bairro

Em 23 de julho de 1953, Yoshikazu Tanaka inaugurou na rua Galvão Bueno, um prédio de 5 andares, com salão, restaurante, hotel e uma grande sala de projeção no andar térreo, para 1500 expectadores, batizado de Cine Niterói. Eram exibidos semanalmente filmes produzidos no Japão para o entretenimento dos japoneses de São Paulo. A rua Galvão Bueno passa a ser o centro do bairro japonês, crescendo ao redor do Cine Niterói, tendo recebido parte dos comerciantes expulsos da rua Conde de Sarzedas. Era ali que os japoneses podiam encontrar um cantinho do Japão e matar saudades da terra natal. Na sua época áurea, funcionavam na região os cines Niterói, Nippon (na rua Santa Luzia), Jóia (na praça Carlos Gomes) e Tokyo (rua São Joaquim).

Associação Cultural e Assistencial da Liberdade – ACAL

Em 1965 foi fundada a Associação de Confraternização dos Lojistas do Bairro da Liberdade (Liberdade Shôten Shimbokukai), precurssora da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade – ACAL, sob a presidência de Yoshikazu Tanaka, para defender os interesses do bairro perante as autoridades municipais e estaduais. Com a crescente criminalidade do bairro, promove encontro com os responsáveis pela Secretaria de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar, para discutir a questão do policiamento. A liberdade passa a ser local de visita obrigatória para todos os visitantes da cidade de São Paulo. Em 1967 o bairro recebeu a visita do então Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko, hoje o Casal Imperial do Japão.
Na década de 60, as atividades e os interesses dos japoneses em São Paulo foram conduzidos pela Associação Cultural Japonesa (hoje Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa) e pela Associação dos Lojistas, pois eram as duas entidades mais representativas da comunidade.

Nova Urbanização

O ano de 1968 representou o início das mudanças no bairro. A Diametral Leste-Oeste obrigou o cine Niterói, marco inicial da prosperidade do bairro, a se mudar para a esquina da avenida da Liberdade com a rua Barão de Iguape. Além disso, com a construção da estação do metrô, alguns pontos comerciais nas ruas Galvão Bueno, Glória, Conselheiro Furtado e Tomás de Lima e na avenida da Liberdade desapareceram. Para muitos, essas mudanças significaram descaracterização do bairro, mas para outros foi apenas o início de muitas mudanças. 
A Liberdade deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais. Com isso, o bairro passou a ser procurado também por chineses e coreanos. 
Em 1968, na inauguração do Viaduto Osaka, o então prefeito Paulo Maluf pediu para que, ao invés de "bairro japonês", a região passasse a ser conhecida como "bairro ocidental". Apesar disso, a Liberdade continuou sendo o principal reduto da coletividade japonesa no Brasil, graças à unidade mantida através da ação da Associação de Confraternização dos Lojistas da Liberdade.
Além de lojas, restaurantes e bares orientais, o bairro passou a oferecer outros atrativos. A praça da Liberdade é utilizada como palco para manifestações culturais, como o bom odori, dança folclórica japonesa. Os palcos dos cinemas do bairro passam também a receber artistas e cantores japoneses.
Graças à iniciativa da Associação dos Lojistas, o bairro recebeu decoração no estilo oriental, com a instalação de lanternas suzurantô. Em 1973, a Liberdade foi vencedora do concurso de decoração de ruas das festas natalinas.
No dia 28 de janeiro de 1974, a Associação de Confraternização dos Lojistas passou a ser chamada oficialmente de Associação dos Lojistas da Liberdade. Seu primeiro presidente, Tsuyoshi Mizumoto, buscou a imigração japonesa para o Brasil, o prefeito Olavo Setúbal acendeu as lanternas suzurantô. No total eram 240 os lojistas filiados na entidade. A Feira Oriental passou a ser organizada nas tardes de Domingo, com barracas de comida típica e de artesanato, na praça da Liberdade.
Graças à concentração de restaurantes típicos, a rua Tomaz Gonzaga ficou conhecida como aji no suzuran dôri – a rua do sabor, a rua Suzuran.
No dia 18 de junho de 1978, por ocasião da comemoração dos 70 anos da imigração japonesa, iniciou-se a prática do Rádio Taissô, na praça da Liberdade. 
São dezenas de pessoas que todas as manhãs fazem uma sessão de ginástica, ao som de música. O final da década de 70 e o início da de 80 foram marcados por pequenas mudanças que aconteceram no bairro. As "hostess" das casas noturnas do bairro, na sua maioria composta de nisseis (japoneses de primeira geração), estava dando lugar a uma nova geração. O japonês continua sendo o idioma mais usado na Liberdade, mas a Segunda geração, os sansseis, já começavam a herdar os negócios da família. As casas noturnas davam lugar aos Karaokês, uma nova mania que começava a surgir no bairro. 

O TRABALHO DA ACAL

A Associação Cultural e Assistencial da Liberdade vem, ao longo dos seus 25 anos de existência, lutando pela melhoria do bairro. A Acal visa não somente embelezar o bairro mas também melhorar a infra-estrutura e a divulgação da cultura oriental. Para isto, ela conseguiu a doação, por um prazo de 99 anos, do terreno ao lado do Viaduto Osaka, e ali construiu a Casa de Cultura Oriental. A Acal esforça-se também para integrar os comerciantes chineses e coreanos nesta luta pela preservação e melhoria do bairro, e também para que estas comunidades venham a participar com maior intensidade dos programas culturais do bairro. Hoje, a Casa de Cultura Oriental abriga exposições de arte, aulas de japonês e de música. Ministram-se ainda aulas de arranjo floral, dobraduras de papel, dança de salão e alfabetização de adultos, para todos os interessados, e aulas de Karaokê só para os associados. Anualmente, no mês de abril, a Acal realiza também um bazar beneficente, com roupas, livros e revistas usadas trazidas do Japão, juntamente com o Rotary Clube do bairro da Liberdade.

Fonte: http://www.fecap.br/solidaria/html/Liberdade/hist_liberdade.html

Falando sobre :: SUPER Online : 6 pessoas que você deve conhecer para entender o mundo dos blogs :: terça-feira, dez 12 2006 

 

Citação

:: SUPER Online : 6 pessoas que você deve conhecer para entender o mundo dos blogs ::

Imperdível, para dar um gostinho, aí vai:

> SUPER > Revista > Edição 233 > Cultura

6 pessoas que você deve conhecer para entender o mundo dos blogs


O homem que inventou a fórmula, o que a deixou simples feito e-mail, o que ganhou muito dinheiro, o que…


Por Barbara Axt, com edição de Sérgio Gwercman

 

Em 11/9/2001, o mundo assistia embasbacado à queda do WTC. Televisões colocavam no ar imagens ao vivo de Nova York e jornais noticiavam em tempo real pelos sites. E então o jornalismo tradicional começou a esbarrar nos seus limites. Era difícil levantar histórias em meio ao caos. Os sites saiam do ar, tantas eram as pessoas tentando acessá-los ao mesmo tempo. "Chegou um momento em que as únicas fontes de informação atualizadas eram blogs em que as pessoas contavam o que estava acontecendo ao lado de casa", diz Pedro Doria, responsável por um dos primeiros blogs jornalísticos do Brasil. Foi aí que o mundo se deu conta de que estava diante de uma novidade: um veículo capaz de dar voz a qualquer pessoa que tenha acesso à internet.

É uma revolução equivalente à criação da imprensa por Gutemberg, no século 15. Até então, reproduzir um texto exigia dias e dias de trabalho à mão. Os tipos móveis fizeram ser possível imprimir livros em série, com tiragens impensáveis para o antigo sistema artesanal. O que estamos testemunhando é algo da mesma grandeza. Na era pré-sites e blogs, se você quisesse falar para o mundo, tinha duas opções: utilizar meios de comunicação tradicionais (coisa para pouquíssimos privilegiados) ou fazer folhetos e distribuí-los pela rua (atingindo bem pouca gente). Agora, quase que de um dia para o outro, passou a ser possível publicar sua opinião (de graça!). E ainda ser lido por qualquer pessoa no planeta.

Os blogs foram inventados em 1997 (culpa de Dave Winer, como você lerá em seguida) e começaram a se tornar populares de verdade em 1999, com o surgimento do Blogger (veja a história de Evan Williams). Hoje, calcula-se que eles sejam mais de 50 milhões. Na verdade, agora que você acabou de ler essa frase, pode incluir mais uns 10 a esse número – a cada segundo, surgem mais dois blogs no mundo. A blogosfera cresce tantoque a cada 6 meses dobra de tamanho. Nas próximas páginas, você vai conhecer os personagens principais dessa história.

DAVE WINER
O que ele fez: Inventou o formato do blog.

Em 1994, mortais comuns nem sonhavam que o pc 486 guardado em um canto da sala poderia conectá-los a qualquer outro computador do planeta. Mas o americano Dave Winer já era uma celebridade do mundo virtual. Além de trabalhar como programador no Vale do Silício, ele escrevia a Davenet, coluna sobre tecnologia publicada no site da revista Wired, bíblia dos nerds da computação. Num esquema meio amizade, meio profissional, Dave também distribuía os textos por e-mail a quem pedisse. O mundo da internet era tão pequeno – e a Davenet tão influente – que, quando Dave criticava a Microsoft, recebia um e-mail com resposta do próprio Bill Gates (você pode ler uma dessas conversas em http://davenet.scripting.com/1994/10/27/replyfrombillgates, mas apenas em inglês).

Winer deixou a Wired em 1997 e passou a disponibilizar sua coluna através de um site pessoal, onde todo o conteúdo era organizado por data: cada novo texto era publicado no topo da página, imediatamente acima do artigo mais recente da lista. Estava criado o blog. A idéia era simples, mas tinha charme e agilidade. Para Dave, ficou fácil publicar as novidades. Para os leitores, era moleza encontrá-las: o mais novo estava sempre em 1º lugar.

Pouco tempo depois, o programador John Barger, outro na lista de blogueiros pioneiros, apelidou o novo formato de weblog, depois encurtado para blog. O nome remete aos daily logs, diários de bordo dos capitães de navios. Logo no começo, a maioria dos blogs era exatamente isso: diários de navegação pela web, que mostravam e comentavam páginas bacanas – lembre-se que estávamos na era a.G., antes de Google, quando localizar informações era dificílimo e dicas desse tipo, valiosíssimas.

Ainda hoje existem sites que mantêm esse formato de diário de navegação. É o caso do Metafilter, um dos blogs mais acessados do mundo, mantido por uma comunidade de blogueiros que posta links com coisas encontradas na internet – vale de notícias sobre terrorismo a vídeos engraçados feitos por anônimos. O blog atrai tanta gente que deu origem ao termo "efeito Metafilter", fenômeno que acontece quando um site pequeno é citado por outro mais popular. Geralmente, tanta gente segue o link em busca do tal site que ele acaba saindo do ar por excesso de tráfego. Nos tempos de Dave Winer, esses problemas não existiam.

EVAN WILLIAMS
O que ele fez: Criou a ferramenta que deixou o uso do blog tão simples quanto o do e-mail.

Quer entender o quanto Williams foi importante para o blog? Bem, ele inventou uma ferramenta de publicação chamada Blogger. E foi graças a essa ferramenta que a blogosfera deixou de ser um lugar habitado exclusivamente pela panelinha de Dave Winer e Bill Gates para incluir qualquer garoto com espinhas na cara – e até aqueles que nem mesmo têm idade para espinhas.

Evan e sua sócia, Meg Hourihan, eram donos da Pyra Labs, uma empresa que desenvolvia aplicativos para web, quando criaram o Blogger. Não tinham qualquer pretensão de revolucionar a internet. Apenas queriam que os 3 ou 4 funcionários da companhia pudessem manter um diário aberto de suas atividades. Assim, todos estariam atualizados sobre os projetos dos outros, em vez de conversar sobre essas coisas ao redor da máquina de café. Em agosto de 1999, quando o número de blogs no mundo não passava de 100, a Pyra decidiu disponibilizar o serviço pela internet. Até então, para criar o próprio blog era preciso entender um pouco (ou um muito) de informática, publicação e programação. Com o Blogger, qualquer leigo pôde criar e atualizar seu diário eletrônico com poucos comandos e alguns segundos. Blogar ficou tão fácil quanto enviar um e-mail.

Novos publicadores foram surgindo, caso do Blogspot, e a comunidade blogueira se formou. "A palavra certa para descrever o blog é ‘comunidade’. Não se trata de uma comunicação de mão única. O blogueiro recebe comentários, vaias, responde aos leitores, visita outros blogs", diz o jornalista Ricardo Noblat, do http://www.noblat.com.br, um dos blogs políticos mais visitados do país – na época do escândalo do Mensalão, ele chegou a ter mais de 1 milhão de acessos por mêse viu seus posts citados nas CPIs em Brasília.

Em 2003 a Pyra Labs foi vendida para o Google. Evan se manteve como diretor do Blogger até 2004, quando decidiu abrir um novo negócio, a Odeo, empresa voltada para podcasts. Podcasts são blogs de áudio. Mas isso é assunto para outro personagem.

MARKOS MOULITSAS ZUNIGA
O que ele fez: Influenciou os rumos da política americana. A partir de um blog.

Nenhum outro blogueiro alcançou a influência política de Markos Moulitsas – excetuando-se, é claro, os governantes blogueiros, caso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que tem o ahmadinejad.ir. Nas eleições americanas de 2004, Kos, como é conhecido, comandou a arrecadação de US$ 1 milhão para campanhas de candidatos democratas. Suas convenções contam com a presença de políticos ilustres. E John Kerry, derrotado por George W. Bush na disputa pela Presidência, é um colaborador habitual do blog. Não à toa, a cada semana o Kos recebe cerca de 3,5 milhões de leitores – pouco menos que a circulação da Time, maior revista americana de notícias.

Tudo isso não seria lá muito impressionante se Moulitsas fosse um macaco velho do jornalismo e dos bastidores de Washington. Mas não. Até lançar o blog, em 2002, ele era um zé-ninguém. Não tinha fama ou contatos e acabara de ser demitido do Latino Web, portal hispânico que foi a pique no naufrágio da internet.

O Daily Kos, blog que levou Moulitsas ao centro do poder, foi lançado para ocupar um espaço que ele julgava vago: um site que reunisse idéias e debates sob o ponto de vista da esquerda. No início, divulgava notícias relevantes ao Partido Democrata. Depois, surgiram informações dos bastidores da política. Com o projeto já explodindo em popularidade, o Daily Kos foi transformado em portal coletivo. Hoje, 99% do conteúdo é feito pelos usuários, que postam 14 mil comentários por dia e abastecem 2 mil miniblogs hospedados no site – em geral, vociferando contra Bush, as corporações, os evangélicos de direita.

Sucesso garantido (ele põe no bolso cerca de US$ 500 mil por ano), Markos diz que vai abandonar o filho pródigo em 2007. Ele promete desligar o Kos e levá-lo ao mundo real. Quer construir espaços com centros culturais, restaurantes e áreas de lazer. Ali, simpatizantes do blog poderão se encontrar e discutir idéias, juntando as famílias, dividindo o prato de alimento livre de transgênicos e tomando café sem agrotóxico.

JASON CALACANIS
O que ele fez: Montou um império de mídia feito só de blogs. E ganhou muito dinheiro (muito mesmo) com isso.

Em 2003, Jason Calacanis era mais um milionário falido do Vale do Silício. Fundador da revista Silicon Alley Reporter, que cobria o mundo da tecnologia, ele viu o negócio ruir quando a bolha do mercado pontocom explodiu, levando junto boa parte de seus leitores e anunciantes. Dois anos depois da derrocada, Calacanis insistia na idéia de que, sim, era possível ganhar dinheiro com a internet. E provou que tinha razão.

Com a ajuda do sócio, Brian Alvey, Calacanis montou uma rede de blogs, o Weblogs.Inc. A idéia era reunir sob seu guarda-chuva diversos sites independentes e centralizar a negociação de espaços publicitários. Não era exatamente a invenção da roda: um ano antes, Nick Denton criara uma rede parecida, o Gawker Media. A diferença é que, enquanto Denton reuniu apenas 15 blogs de enorme audiência, Calacanis entendeu que, para a internet, limites são infinitos. Assinou contrato com blogueiros de tecnologia, cinema, viagens, finanças, diabetes. Qualquer que fosse o tema (e o interessado em pagar por um anúncio), Calacanis tinha um especialista escrevendo – ele mesmo mantém um blog, o www.calacanis.com, sobre tecnologia. Os blogueiros cuidavam do conteúdo e ficavam com uma parte do retorno financeiro gerado pelo próprio trabalho. Calacanis cuidava do negócio – e faturava em cima de todos os blogs da sua rede.

Em outubro de 2005, Calacanis vendeu o Weblogs.Inc para a AOL por US$ 25 milhões. E conseguiu provar que não só dá para fazer uma bela grana vendendo informação pela internet, como é possível montar um império de comunicações mesmo que seus soldados estejam escrevendo de pijama na sala de casa.

SALAM PAX
O que ele fez: Inventou o jornalismo do futuro (mas foi meio sem querer).

Salam Pax é o melhor exemplo do poder que os blogs têm para dar voz a qualquer um. Seu blog ficou famoso por ter driblado as censuras do regime de Saddam Hussein para contar sua versão da Guerra do Iraque. Trabalhando sozinho, e no computador de casa, o blogueiro conseguiu fazer a melhor cobertura da invasão militar, relatando o dia-a-dia dos moradores de Bagdá – algo que, por causa das limitações impostas pela guerra, nenhum outro repórter conseguiu revelar. Tem muito especialista em comunicação dizendo que o jornalismo do futuro é exatamente assim.

Os posts começaram a aparecer em setembro de 2002. Sabendo que poderia ser preso ou morto por expor suas opiniões, o blogueiro adicionou ao seu primeiro nome Salam ("paz", em árabe) o sobrenome Pax, que também quer dizer paz, mas em latim. A fama veio quando a mídia internacional descobriu o blog que mostrava Bagdá sob o ponto de vista de um cara normal, de 29 anos, que morava na casa dos pais. Ele contava detalhes da vida em família, dos amigos fazendo malas para fugir, dos vizinhos cavando poços artesianos no quintal em busca de água, dele mesmo tentando driblar bloqueios militares.

Após muita ameaça, em 20 de março de 2003, os EUA invadiram o Iraque. Salam postou, praticamente em tempo real, tudo que acontecia a sua volta. Seus textos – ou melhor, reportagens – incluíam retratos de Bagdá num momento em que nenhum jornalista ocidental conseguia circular com liberdade pela cidade. De tão bom que era, muitos duvidavam de que um iraquiano estivesse por trás daquele conteúdo – os fãs das conspirações diziam que os posts eram escritos em alguma sala de propaganda da CIA. Com mais de 20 mil acessos por dia, o blog de Salam se tornou uma espécie de porta-voz do país em guerra. Só saiu do ar em 2004, após o autor ganhar uma coluna no jornal inglês The Guardian. Hoje, Salam Pax continua na ativa, mascom um novo blog. O justzipit.blogspot.com também fala sobre a rotina de Bagdá. A vida por lá, conta ele, continua complicada.

ADAM CURRY
O que ele fez: Inventou o podcast.

Muitos blogueiros puristas ficarão indignados ao ver Adam Curry assumir sozinho nesta lista o papel de pai do podcast. Não que ele não tenha seus méritos – Curry provavelmente é o maior divulgador e empreendedor dos "blogs de áudio". Mas despertou a ira dos seus pares ao ser pego com a boca na botija fraudando a Wikipedia. Os servidores da enciclopédia livre mostraram que o ex-vj da MTV havia editado o verbete sobre podcast, aumentando sua importância como pioneiro da nova tecnologia e, principalmente, sumindo com as menções ao trabalho de outras pessoas. Foi um escândalo no mundo virtual, onde Curry já era estrela das mais brilhantes. (A título de informação balanceada, vale informar que o "pai do podcast" disse que tudo, claro, não passou de engano. Ele apenas teria se confundido ao usar a ferramenta de edição da Wikipedia.)

Mas você comprou a Superinteressante, e não a Caras, então deixemos de lado a fofoca e passemos à tecnologia. Ao lado de Dave Winer, aquele mesmo que inventou o blog, Curry era figurinha fácil nas primeiras transmissões de áudio em formato de podcast – estamos falando dos meses entre o fim de 2000 e o início de 2001. Pouco depois, ele já tinha um dos podcasts mais populares da internet, o Daily Source Code, um programa de rádio que parece um blog: Curry toca as músicas de que gosta, faz piadas que acha engraçadas e palpita sobre o que ele acredita ser o futuro da tecnologia. É apenas um entre milhões de podcasts disponíveis na rede. E não é difícil entender o motivo de a tecnologia ter se espalhado tão rápido. Na prática, podcast é uma espécie de rádio em que o ouvinte escolhe os programas que quer ouvir – e pode escutá-los na hora que achar melhor, no carro ou no aparelho de mp3. É bem possível que você nunca tenha escutado um podcast. Mas não se preocupe. Até há pouco tempo, muita gente nem sequer sabia o que era um blog.

 

INDICAÇÕES DA REDAÇÃO

Alexandre Soares Silva
soaressilva.wunderblogs.com
O que é: Disparos contra todo tipo de bicho-grilagem.
Quem indica: Leandro Narloch, editor.

Slashfood
http://www.slashfood.com/
O que é: O curioso, o estranho e as novidades da gastronomia.
Quem indica: Marcos Nogueira, editor.

Blog do Adriano
super.abril.com.br/ytrends
O que é: Conversas sobre tendências da cultura jovem.
Quem indica: Adriano Silva (o blogueiro em pessoa!), diretor do Núcleo Jovem.

Blog do Sayeg
blogdosayeg.blogspot.com
O que é: Produtos bacanas e o lado inusitado da tecnologia.
Quem indica: Alexandre Versignassi, editor.

Fark
www.fark.com
O que é: Blog sempre disposto a ridicularizar o noticiário.
Quem indica: Rafael Kenski, editor.

Music for Robots
www.music.for-robots.com
O que é: Tendências de música.
Quem indica: Bruno Oliveira Santos, estagiário de design.

Weblog
pedrodoria.nominimo.com.br
O que é: Discussões sobre os grandes temas da atualidade.
Quem indica: Denis Russo, diretor de redação.

 

PARA SABER MAIS

O Blog de Bagdá
Salam Pax, Companhia das Letras, 2003

www.scripting.com
O pioneiro da internet Dave Winer fala sobre tecnologia – confira a seção de arquivos (em inglês), que incluem os comentários de Winer desde 1994

www.noblat.com.br
Blog de política do jornalista Ricardo Noblat

www.evhead.com
Blog de Evan Williams, inventor do Blogger

Publicado na Edição 233 – 12/2006

Fonte: http://super.abril.com.br/super/edicoes/233/conteudo_192411.shtml#top

 

 

A rolha do champanhe domingo, dez 10 2006 

Alguém, ou mais de um alguém, recentemente, e, certamente, algum nome clássico e respeitado já comentou isso com outras palavras: não é possível legislar em cima do abstrato, delirando que vive em país desenvolvido.
José Vasconcelos, humorista, comentou, certa vez, durante uma piada que contava, que a rolha da garrafa de champanhe não voltava a selar a bebida por um motivo: faziam a rolha e, depois, a garrafa em volta dela. Essa era a única explicação para a rolha inchar de tal modo que não voltava mais para o mesmo lugar.
Assim, também, o Brasil (e não sei se em outros países acontece o mesmo); os legisladores (sejam eles de que poder for) fazem as leis e, depois, querem encaixar a realidade do país nelas.
Só pode dar no que dá. A melhor legislação do mundo não consegue resolver problemas básicos, pois faltam as soluções para aquilo que causa os problemas. Por que será que é tão difícil entender a metáfora das crianças que eram levadas rio abaixo e dos dois pescadores que tentavam salvá-las, um deles desistiu e explicou ao outro o motivo de estar "subindo" o rio pela margem: você fica aí, salvando quantas crianças conseguir; eu vou tentar descobrir quem as está jogando no rio. 
Do mesmo modo que não se pode planejar algo sem que se conheça a realidade – por exemplo, uma atividade pedagógica e, mesmo assim, conhecendo a realidade da clientela alvo há "any" obstáculos para que esse plano se concretize – não é possível "encaixar" a aplicação de legislações, pois cada lei demanda a participação de todos os setores que as concretizarão. Se fosse possível solucionar a injustiça por decreto, lei ou mais um artigo inserido na legislação, isso teria acontecido há muito tempo.
Taqueospa de país miserável.
ERREMOS: é o povinho que habita o país é que é miserável intelectualmente. Eu, então, estou abaixo da linha da miséria.
 

Crimes reais e crimes virtuais quarta-feira, dez 6 2006 

O que fazer quando se é vítimas de inúmeras situações desrespeitosas, de assédio, de "pegadinhas" (para mim, todas são imorais), de todos os tipos de crimes, reais ou virtuais, para sentir-se como uma cobaia de covardes, impotentes sexuais e intelectuais que nos usam (como se fôssemos papel higiênico ou prostitutas – prostitutas, pelo menos, ganham dinheiro, mas, infelizmente, têm que dar a maior parte dele aos cafetões, por esse motivo a analogia é perfeita), mas não se é papel higiênico nem prostituta?
Infelizmente, não há a quem recorrer nem o que fazer, pois, aparentemente, a maioria absoluta da população, no real e no virtual, faz uso desse estratagema criminoso: a maioria absoluta não tem moral para denunciar o que deveria ser denunciado e punido, portanto, "utiliza" quem tem moral para que sejam vítimas de retaliações, de mensagens eletrônicas desviadas.
O que os criminosos querem, mais do que tudo, é receber o dinheiro de seus patrões, porque cumpriram as ordens e aparecer, na certeza absoluta de que não serão punidos. E não são, pois quem deveria iniciar o encaminhamento do processo e quem deveria dar continuidade, certamente, está "nas mãos" dos patrões do crime organizado.
Então, ficamos combinados assim: eu continuo a fingir que suínos capados, impotentes sexuais e intelectuais não estão manipulando o meu micro, meu acesso à Internet, como se eu fosse esquizofrênica.
Finjo, também, que a maioria absoluta de minhas mensagens, enviadas aos poucos endereçados que tenho, não chegam às mãos e aos olhos dos covardes que as utilizam para suas "inspiradas" inserções e que os destinatários que não respondem às minhas mensagens não estão envolvidos, deslumbrados ou a serviço do crime organizado.
Finjo, também, que meu precioso site do Câncer de Mama, que, repentinamente, deixou de me enviar os lembretes para que eu clique, todos os dias, em www.thebreastcancersite.com, está travado, trancado por mal intencionados que ganham dinheiro, com sites e ongs nacionais, às custas de tontos que não vigiam para onde estão sendo enviadas suas contribuições.
Minhas mensagens de pedido de envio de lembretes para clicar todos os dias não estão chegando ao The Breast Cancer Site porque sou "otária", imbecil, burra e tenho "pobremas pssicológicos" … todos os demais são sadios, porque são espertos, sabidos.
Não sei por que, então, com tanta descrição negativa, continuo a ser assediada por covardes, impotentes sexuais e intelectuais. Certamente, o mercado dos cafetões está abarrotada e estão "pegando qualquer uma".
ERROU! Não sou qualquer uma! Qualquer uma é a mãe de quem age do modo que descrevi, sendo gigolô, lacaio do crime organizado, além de ser barata. Se já morreu, uma barata a menos.
A vida real e o mundo virtual são meios de se aprender sobre ególatras, emaiólatras: só querem enviar mensagens ou fazer discursos, para ouvir a própria voz ou para ler o que escreveram. O resto? É resto! A não ser que o "resto" seja trampolim, escada ou corrimão. Sai para lá, cafetão!
Sai para lá, cafetina.
Nunca esquecer que alcoviteiro, alcoviteira não passa de cafetão ou de cafetina: ganham algo em troca de favores prestados.