A maior prova de que este blog não pode ser acessado por todos que deveriam acessá-lo (aqueles lacaios do crime organizado que receberiam alertas de como são burros) é o fato de eu não mais poder ADICIONAR UMA CATEGORIA. Em todo caso, continuarei a emitir minhas opiniões, para que suínos capados possam se livrar de suas acusações, enviar mensagens subliminares de que têm lido o que digito aqui, além de fornecer inspiração para os impotentes intelectuais para seus “assuntos” e para que os impotentes sexuais, que desenvolveram um “pudêr” de comando e domínio (são vocábulos com significados diferentes) poderem ejacular, visto que não conseguem pelas vias ditas normais.
 
O problema do entulho é algo que preocupa os não-piolhentos, pois é uma das causas de dano ambiental mais graves: morreremos sufocados pelo entulho, por absoluta ação e omissão da politicalha assassina.
 
Desde o ano de 2001 (precisa ser confirmado, pode ser 2002), há uma lei que obriga TODAS AS PREFEITURAS DO BRASIL a dar um destino reciclável ao entulho.
Alvo de pesquisas universitárias e de orgnaizações não governamentais idôneas, está provado que o entulho reciclado (transformado em predisco, por exemplo), além de permitir a pavimentação de estradas municipais, permite que as águas da chuva sejam absorvidas por essa pavimentação, impedindo muitas tragédias. O entulho reciclado, transformado em areia (pó resultante da transformação em pedriscos ou pedras menores) baratearia a construção de casas, que, no final, teriam o custo de oito mil reais, casas populares, um valor que, para um país com um déficit de habitação que é criminoso, é incrivelmente baixo. Imagino, então, se fosse financiado, de modo idôneo, para quem não tem casa própria.
 
No entanto, além dos interesses dos que praticam a politicalha assassina, para quem essa é uma solução que deveria ser guardada para momento mais “adequado”, em que promessas eleitoreiras jamais serão cumpridas, mas serviriam de plataforma para políticos ordinários, há outros interesses capitalistas selvagens, entre eles:
1. Arquitetos e engenheiros não ganhariam dinheiro, porque as casas teriam projetos já aprovados e não precisariam desses profissionais (como se pobre pudesse se dar ao luxo de contratá-los).
2. Empresas de cimento e de retirada de areia de portos passariam por graves dificuldades financeiras e teriam que desaparecer. Claro que as idôneas continuariam a existir, por causa do ciclo construção civil de padrão mais alto, por exemplo.
 
Não, não há interesse em que o entulho seja reciclado, porque os capitalistas selvagens (e não sou filiada a comunismo ou a socialismo) deixariam de ter suas “boquinhas” sustentadas por quem é honesto, não dá passo maior que a perna e, se constrói, não rouba, não furta, não lava dinheiro sujo, não faz nada de ilegal.
 
São tão burros que não pensam que os sem-teto, beneficiados por construções que utilizassem entulho reciclado, teriam um padrão de vida melhor e seriam os consumidores, no futuro, das empresas e dos profissionais ligados à construção, além de livrar o mundo de uma das piores formas de dano ambiental. Os descendentes dos beneficiados por construções mais racionais, também, teriam um padrão de vida melhor e etc e tal.
 
Para que isso seja melhor entendido, o texto “Entulho precioso” demonstrará melhor os benefícios da reciclagem do entulho.
E. T. A empresa citada FABRICA as máquinas que transformam entulho em pedras, pedriscos ou areia que será misturada ao cimento e produzirá argamassa resistente. Não é preciso importar essas máquinas.

Entulho precioso

A idéia dessa pequena empresa [1] do interior paulista é fazer com que o entulho que se acumula pelo Brasil seja reutilizado na construção civil. Uma sacada tão simples e lucrativa que pode se espalhar pelo país inteiro e mudar o panorama da degradação ambiental.[2]

Por Paulo D’Amaro, de Socorro / SP

            Socorro. Esse é o nome de uma bucólica estância hidromineral paulista, mas bem que poderia representar o grito da sua própria população. Afinal, até o ano passado [2001], mais de 1.000 toneladas de entulho e restos de construção eram despejados a cada mês na beira das estradas, rios e florestas, estragando a beleza do lugar. É o lado ruim do progresso da cidade, que, por estar a apenas 131 quilômetros da capital paulista, tem sido escolhida como refúgio de fim de semana – fato que aqueceu a construção civil. Mas uma idéia simples está mudando o cenário de degradação ambiental. Boa parte do entulho que sai das demolições e construções agora volta para elas, na forma de material reciclado – um exemplo que pode se espalhar pelo Brasil inteiro e diminuir enormemente o acúmulo de lixo no país. Tudo graças à criatividade de dois pequenos empresários, João Batista Preto de Godoy e seu pai, Sebastião Preto de Godoy – diretores da Irmão Preto Materiais para Construção, que derrotou, na categoria Solo, grandes empresas como o Grupo Pão de Açúcar.

            A história começou em 1994, quando a família Preto conduzia um modesto negócio de coleta de entulho. Suas caçambas eram alugadas por quem quer que estivesse reformando a casa para se livrar dos restos da obra. A empresa recolhia os rejeitos e os transportava até um dos depósitos de lixo irregulares da cidade (como Socorro não tem aterro sanitário, seu lixo, teoricamente, deveria ser levado a outros municípios, que cobram para ficar com ele). Enquanto isso, a cidade gastava fortunas comprando cascalho para recobrir as estradas de terra, açoitadas pelas chuvas freqüentes. “Percebi, então, que esse cascalho poderia ser substituído pelo meu entulho”, conta João Batista, que abandonou a faculdade de Biologia para ajudar nos negócios da família.

            Nasceu aí a idéia de moer o entulho para vender cascalho à prefeitura. Ao botá-lo em prática, em 2000, ele farejou uma possibilidade ainda melhor. “Eu vi aquela poeirada toda saindo do equipamento e então pensei: isso deve servir para alguma coisa”. Não demorou e João estava misturando os restos triturados de entulho a cimento e água. Bingo! O material funcionava tão bem quanto qualquer argamassa preparada pelo mais experiente pedreiro. Substituía perfeitamente a areia usada nas obras.

            E por que ninguém pensou antes nessa idéia tão simples? Pensar, muita gente deve ter pensado. Mas o triunfo da família Preto foi seu passado ligado à mineração de feldspato – mineral que era usado na fabricação de vidros. “Nessa época, aprendemos muito sobre como triturar e homogeneizar qualquer coisa, obtendo grãos do tamanho desejado”, explica o pai, Sebastião, de 58 [2001] anos. Por isso, a família conseguiu desenvolver, a partir de sucata, um britador de mandíbulas, equipamento capaz de moer o entulho e separar o material obtido em dois tipos: o agregado graúdo, ideal para pavimentação de estradas, substituindo cascalho e brita e o agregado miúdo, excelente para uso na construção de casas.

            Apesar da desconfiança de muitos engenheiros e pedreiros da região e também do descaso da prefeitura local, o projeto tornou-se um sucesso. Pudera: 1 metro cúbico de argamassa reciclada custa apenas 12 reais – três vezes menos que a areia usada tradicionalmente. “Em 2001, quase 2.000 toneladas de entulho voltaram os canteiros de obra como material reciclado”, orgulha-se João Batista. Outras 1.320 toneladas viraram pedriscos que foram espalhados pelas estradas de terra locais. Além disso, a empresa recolheu e armazenou 60% de todo o entulho produzido no município, evitando que ele degradasse as belas paisagens da região ou poluísse seus riachos cada vez mais usados pelos fãs de esportes de aventura.

            Consagrado no dia-a-dia do município, o projeto Recicla Socorro, como foi batizado pela família, está ganhando, agora, aval acadêmico. Virou alvo de tese de doutorado do engenheiro Leonardo Fagundes Rosemback Miranda, na Escola Politécnica da USP. “É um trabalho simples que requer pouco investimento”, diz João Batista Preto de Godoy. “Qualquer empresa de coleta de entulho em qualquer cidade do Brasil pode fazer isso, reduzindo as agressões ao meio ambiente e ganhando dinheiro ao mesmo tempo”. Fácil e genial.


[1] Irmãos Preto Materiais para Construção Ltda. ME – Estrada Municipal dos Nogueiras, s/n, Bairro dos Nogueiras – Socorro / SP, telefone confirmado por Maria Lúcia Bernardini: (19) 38 55 75 61.

[2] Encarte “Prêmio Super Ecologia – 2002” – revista Superinteressante, edição 177, junho / 2002; páginas 05 e 06 do Encarte; páginas 58 e 59 da revista Superinteressante.

 
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