Cartão de Natal, de Iberê Camargo quarta-feira, jun 14 2006 

Se as notas não forem lidas, torna-se impossível entender o que Iberê contou e interpretar o texto, refletir sobre o texto.
 
Eu, também, sou assim: deveria ter notas explicativas por todo o meu corpo, pois os imbecis me interpretam de acordo com suas limitações intelectuais e seus desvios morais.
 

Transformei este texto numa das avaliações escritas mais bem elaboradas de minha vida de Educadora. Tomadora de sorvete pela testa, ainda tenho esperança de não ter jogado pérolas aos porcos com relação aos alunos sob minha responsabilidade (não os que já eram lacaios do crime organizado). Joguei, sim, pérolas aos suínos capados, para os praticantes de politicalha assassina, aqueles que marginalizaram e marginalizam a possibilidade de que TODOS recebam informações, como no caso do “Entulho precioso”, em que a informação ficou restrita aos que praticam politicalha assassina, aos que esperam ser os que ganharão com o entulho precioso e prejudicarão, como sempre, os que precisam ter acesso a moradia.

No entanto, foi um dos retornos mais decepcionantes, da parte dos alunos de Ensino Médio, no sentido de defasagem de leitura e de entendimento de texto (supostamente, estavam na escola há dez anos ou mais), apesar de toda a estratégia de leitura do texto PARA os alunos, COM os alunos e leitura silenciosa dos alunos, antes de interpretar, por escrito, o texto “Cartão de Natal”. Quanta miséria, Deus, provocada pela politicalha assassina que marginaliza os alunos e permite que os que praticam politicalha assassina ganhem votos e dinheiro público!

Não reproduzirei a interpretação de texto, porque cópias do que elaborei foram distribuídas a impotentes intelectuais, lacaios do crime organizado, que usaram essa minha atividade pedagógica para apresentar como de suas autorias.

 

Cartão de Natal

(Iberê Camargo)

“Um muro se ergue à minha frente, na curva do caminho…”

Pierre Teilhard de Chardin

            Sexta-Feira, 5 de dezembro de 1980.1 Tenho o hábito arraigado de andar pelas mesmas ruas, de freqüentar os mesmos lugares, como se deles não pudesse me afastar. Mas, nesta sexta-feira do mês natalino, decidi, para abreviar o caminho, percorrer uma rua pela qual não costumava transitar.

            ¾ Hoje, faremos um caminho diferente ¾ disse à minha auxiliar.

            Não imaginava que, ao mudar o rumo de meus passos, mudaria, também, o de minha vida.

            Vou ao encontro do destino, de coração alegre, conduzido pelas mãos inocentes de crianças pobres que pintam cartões de Natal para vender.

            Parece que o instante está prefixado no tempo, “na curva do caminho” de que fala Chardin.

            Sigo despreocupado, pensando nos amigos que à noite viriam jantar conosco. Pretendia regressar a casa mais cedo para recebê-los. Caminho, pois, com meus pensamentos, surdo ao tumulto permanente da rua. Levo a paz no coração, o silêncio na alma.

            O céu está claro, luminoso, azul. Nenhum sinal de borrasca, nenhuma nuvem no céu que esconda o sol e ensombreça a terra. Na rua, nenhum prenúncio do que se avizinha célere, do que está para acontecer, como no cenário das tragédias que vaticinam o drama. Meu drama não foi escrito pela mão do homem.

            A violência que se desencadeou alhures2 aproxima-se sem que eu a veja.

            Ela se oculta atrás dos muros, como fazem os salteadores. Caminho com meus pensamentos, com meus sonhos.

            São três horas da tarde.

            Eis que, de imprevisto, saído não sei de onde, como se rompesse uma barreira, desaba sobre mim um formidável vendaval de força física, um impacto que me aterra, que me arrasta no vórtice3 de uma fúria, que me arremessa ao chão, que me dilacera e me enche os olhos de espanto e medo.

            Ergo-me. Acossado, recuo. Hesito, vacilo, sem nada compreender. Ando com passos titubeantes. Ressoam dois tiros no ar morno daquela tarde que se imobiliza para sempre na memória.

            O homem, atingido, estremece, ergue-se no ar como se impulsionado por uma onda invisível. Um urro inumano reboa e antecede a sua queda.

            Agora, o homem seminu procura erguer-se. Com esforço, põe-se de joelhos, inclina-se para a frente, apoiando-se nos braços. As mãos tateiam o asfalto. A cabeça lhe pende. A respiração é curta, difícil, ofegante. Seus esforços são vãos. Fogem-lhe as forças. Do amplo dorso brotam, sem parar, sutis filetes de sangue – uma vertente, a fonte da vida que se esvai. Eu permaneço petrificado, mudo, como se uma catapulta me houvesse projetado para fora do tempo.

            Deixo-me levar. A provação chegou. Agora, o cansaço, uma lassidão me invade.

            Doravante, sou arrastado no caudal dos acontecimentos, na voragem do noticiário, no frio formalismo da Justiça. Provo, então, o amor e o ódio, a compreensão e a incompreensão, o insulto, a infâmia. A verdade e a mentira da notícia misturam-se na versão que adultera o fato.

            Presto depoimento na delegacia do bairro. As testemunhas se omitem, mentem pelo silêncio. A imprensa, cruel e insaciável. Alguns cronistas vomitam um ódio até então insuspeitado.

            Perseguido por repórteres, sou conduzido ao Ponto Zero, um velho casarão em Benfica.

            À entrada do túnel, o carro que me conduz sofre uma pane no motor. O advogado que me assiste põe-se a rezar o terço, coisa inusitada para mim.

            Finalmente, chego ao velho casarão. Para alcançar a cela, que ocupa um amplo espaço no terceiro andar, galga-se uma escadaria de pedra. A cela compõe-se de várias dependências, separadas do vasto salão de entrada, onde permanece a guarda, por uma grade de ferro que toca o teto. Nesse recinto, ocupado por quatro ou cinco presos, arma-se um leito, que me é destinado.

            Minha mulher e meus amigos que me acompanharam retiram-se com palavras de carinho. Agora, estou só entre estranhos. Exausto, deito-me de costas e cerro os olhos para evitar a luz da lâmpada, que permanece acesa, como uma lâmpada votiva, em vigília. O sono não vem.

            A noite é longa. Eu a atravesso insone, mergulhado na minha escuridão interior.

            Tenho fixa, na retina, uma cena que repete, sem cessar, que passa e repassa interminavelmente. Uma imagem obsessiva, cruel, que reverte a marcha do tempo: um corpo enorme que se ergue e se abate com o vagar da árvore que tomba. Mostra um dorso flagelado, mãos enormes que se aproximam, ameaçam, suplicam. Essa cena se repete ao infinito, incrustada, indelével, no meu cérebro.

            O dia chega devagar. A luz, a princípio tênue, penetra sorrateira e ilumina as paredes sujas do cárcere, nelas projetando a sombra das grades que guarnecem as janelas, no alto do muro. Os desconhecidos companheiros ainda dormem em seus beliches. O calor é intenso. Recende um fétido cheiro de lixo acumulado de vários dias e um insuportável fedor de latrina.

            Experimento uma profunda solidão. Fora, o mundo deixou de existir.

            Após permanecer dois dias no Ponto Zero, sou transferido para o Regimento Marechal Caetano de Farias4, antiga fortaleza, hoje transformada em quartel. Conduzem-me para a cela X-2, onde estiveram presos, antes, alguns políticos notórios.

            Encontro aí, dois reclusos – um jovem e um preto de setenta e um anos, que se entretém em dar migalhas de pão aos pombos. Às vezes, rompe o silêncio, murmurando frases místicas, em que aprecem o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo.

            A cela é espaçosa, permanentemente iluminada pelo sol e convenientemente mobiliada com mesas, cadeias, geladeira e televisão.

            Sobre uma bancada, junto da pia, um fogareiro elétrico onde se esquenta o café. Nas prateleiras de madeira, xícaras, pratos, utensílios de cozinha. Percebo, ao chegar, que a televisão está ligada em alto volume.

            Para atender – soube-o depois – a um pedido do sentinela, que, distante, queria ouvir os programas.

            O pátio que se estende em frente à cela é limitado pelas quatro fachadas internas do prédio, formando um espaçoso retângulo, que serve para exercícios dos soldados. Pela manhã, os pelotões marcham entoando hinos, de cujas letras posso apenas distinguir: “Essa é uma corrida mixuruca”.

            Quando cheguei, achava-se de visita ao quartel um jovem capitão da PM, que, de imediato, com avidez, quis saber como tudo tinha acontecido.

            Tentei relatar o ocorrido, sem contudo conseguir: ele sempre me interrompia com novas perguntas, mostrando-se surpreso com o tipo de arma, que assumia, a seus olhos, desmesurada importância. Cansado de recomeçar a narrativa que apenas iniciara, disse-lhe de chofre:

            ¾ Cada um tem seu modo peculiar de narrar. Certamente, capitão, o senhor já leu alguns livros e sabe, portanto, que escritores há que escrevem longos prólogos, outros são menos prolixos e outros ainda mais breves. Outros apenas fazem uma dedicatória à mãe.

 

(Fonte: http://www.uol.com.br//iberecamargo/pensamento/p5.htm)

Atualizado em 27/11/2011, porque o “link”, acima, não funciona mais:

http://iberecamargo.org.br/content/artista/pensamentos_05.asp

Imensamente grata a quem acessou, pois me alertou para o problema com o link antigo.


 


1 Na tarde de 5 de dezembro de 1980, por volta das três horas da tarde, Iberê Camargo, acompanhado de sua secretária, Sueli Santos da Silva, 27, deixa seu atelier, na Rua das Palmeiras, pega a Rua Sorocaba, quase na esquina da Voluntários da Pátria, em Botafogo, à procura de cartões de Natal. Pouco depois, surge o engenheiro projetista do setor de mineração e metalurgia da IESA, Sérgio Alexandre Esteves Areal, 32, que, trajando apenas um short, interpela Iberê: “O que você está olhando?”. Ao que este respondeu: “Não estou olhando nada”. Depois de empurrar Sueli, Sérgio avança contra Iberê e o derruba no chão. Este, recomposto, pega a arma na capanga e ameaça: “Não vem que eu atiro”. O engenheiro investe, novamente, contra o pintor que dispara duas vezes um Smith-Wesson 357, do tipo Magnum, calibre 38. O pintor possuía porte de arma. Defendido pelos advogados Evandro e Técio Lins e Silva, foi absolvido, liminarmente, em sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça, pois prevaleceu a tese de que agira em legítima defesa.

2ALHURES  adv. Em outro lugar.

3 VÓRTICE s. m. 1. Redemoinho, remoinho, voragem: “Ébrios de prazer, alheados da realidade ambiente, ei-los que, envolvidos no vórtice das fascinações de momento, se julgam no melhor dos mundos.” (Sílvio Romero, Provocações e Debates, pág. 170.). 2. Sentido figurativo: furacão. “Como o calor força o ar a subir, em vez de descer, o vento pára e o vórtice se desfaz”. (GUERRA DOS VENTOS, “Como cozinhar um tornado no microondas”, Superinteressante, pág. 28, outubro/2000, ano 14, n.º 10.)

4 Em maio de 1981, Iberê expõe na Galeria do Acervo, Rio de Janeiro, 28 trabalhos feitos durante o mês em que esteve preso no Regimento Marechal Caetano de Farias: 21 desenhos registram cenas do pátio interno da prisão. Dois deles intitulados “Tranca Rua”, apelido de um prisioneiro, condenado por ter assassinado mendigos. Um óleo, “Hup”, assim batizado por captar os gritos dos soldados em exercício militar.

 
 
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Politicalha assassina X Entulho precioso segunda-feira, jun 12 2006 

A maior prova de que este blog não pode ser acessado por todos que deveriam acessá-lo (aqueles lacaios do crime organizado que receberiam alertas de como são burros) é o fato de eu não mais poder ADICIONAR UMA CATEGORIA. Em todo caso, continuarei a emitir minhas opiniões, para que suínos capados possam se livrar de suas acusações, enviar mensagens subliminares de que têm lido o que digito aqui, além de fornecer inspiração para os impotentes intelectuais para seus “assuntos” e para que os impotentes sexuais, que desenvolveram um “pudêr” de comando e domínio (são vocábulos com significados diferentes) poderem ejacular, visto que não conseguem pelas vias ditas normais.
 
O problema do entulho é algo que preocupa os não-piolhentos, pois é uma das causas de dano ambiental mais graves: morreremos sufocados pelo entulho, por absoluta ação e omissão da politicalha assassina.
 
Desde o ano de 2001 (precisa ser confirmado, pode ser 2002), há uma lei que obriga TODAS AS PREFEITURAS DO BRASIL a dar um destino reciclável ao entulho.
Alvo de pesquisas universitárias e de orgnaizações não governamentais idôneas, está provado que o entulho reciclado (transformado em predisco, por exemplo), além de permitir a pavimentação de estradas municipais, permite que as águas da chuva sejam absorvidas por essa pavimentação, impedindo muitas tragédias. O entulho reciclado, transformado em areia (pó resultante da transformação em pedriscos ou pedras menores) baratearia a construção de casas, que, no final, teriam o custo de oito mil reais, casas populares, um valor que, para um país com um déficit de habitação que é criminoso, é incrivelmente baixo. Imagino, então, se fosse financiado, de modo idôneo, para quem não tem casa própria.
 
No entanto, além dos interesses dos que praticam a politicalha assassina, para quem essa é uma solução que deveria ser guardada para momento mais “adequado”, em que promessas eleitoreiras jamais serão cumpridas, mas serviriam de plataforma para políticos ordinários, há outros interesses capitalistas selvagens, entre eles:
1. Arquitetos e engenheiros não ganhariam dinheiro, porque as casas teriam projetos já aprovados e não precisariam desses profissionais (como se pobre pudesse se dar ao luxo de contratá-los).
2. Empresas de cimento e de retirada de areia de portos passariam por graves dificuldades financeiras e teriam que desaparecer. Claro que as idôneas continuariam a existir, por causa do ciclo construção civil de padrão mais alto, por exemplo.
 
Não, não há interesse em que o entulho seja reciclado, porque os capitalistas selvagens (e não sou filiada a comunismo ou a socialismo) deixariam de ter suas “boquinhas” sustentadas por quem é honesto, não dá passo maior que a perna e, se constrói, não rouba, não furta, não lava dinheiro sujo, não faz nada de ilegal.
 
São tão burros que não pensam que os sem-teto, beneficiados por construções que utilizassem entulho reciclado, teriam um padrão de vida melhor e seriam os consumidores, no futuro, das empresas e dos profissionais ligados à construção, além de livrar o mundo de uma das piores formas de dano ambiental. Os descendentes dos beneficiados por construções mais racionais, também, teriam um padrão de vida melhor e etc e tal.
 
Para que isso seja melhor entendido, o texto “Entulho precioso” demonstrará melhor os benefícios da reciclagem do entulho.
E. T. A empresa citada FABRICA as máquinas que transformam entulho em pedras, pedriscos ou areia que será misturada ao cimento e produzirá argamassa resistente. Não é preciso importar essas máquinas.

Entulho precioso

A idéia dessa pequena empresa [1] do interior paulista é fazer com que o entulho que se acumula pelo Brasil seja reutilizado na construção civil. Uma sacada tão simples e lucrativa que pode se espalhar pelo país inteiro e mudar o panorama da degradação ambiental.[2]

Por Paulo D’Amaro, de Socorro / SP

            Socorro. Esse é o nome de uma bucólica estância hidromineral paulista, mas bem que poderia representar o grito da sua própria população. Afinal, até o ano passado [2001], mais de 1.000 toneladas de entulho e restos de construção eram despejados a cada mês na beira das estradas, rios e florestas, estragando a beleza do lugar. É o lado ruim do progresso da cidade, que, por estar a apenas 131 quilômetros da capital paulista, tem sido escolhida como refúgio de fim de semana – fato que aqueceu a construção civil. Mas uma idéia simples está mudando o cenário de degradação ambiental. Boa parte do entulho que sai das demolições e construções agora volta para elas, na forma de material reciclado – um exemplo que pode se espalhar pelo Brasil inteiro e diminuir enormemente o acúmulo de lixo no país. Tudo graças à criatividade de dois pequenos empresários, João Batista Preto de Godoy e seu pai, Sebastião Preto de Godoy – diretores da Irmão Preto Materiais para Construção, que derrotou, na categoria Solo, grandes empresas como o Grupo Pão de Açúcar.

            A história começou em 1994, quando a família Preto conduzia um modesto negócio de coleta de entulho. Suas caçambas eram alugadas por quem quer que estivesse reformando a casa para se livrar dos restos da obra. A empresa recolhia os rejeitos e os transportava até um dos depósitos de lixo irregulares da cidade (como Socorro não tem aterro sanitário, seu lixo, teoricamente, deveria ser levado a outros municípios, que cobram para ficar com ele). Enquanto isso, a cidade gastava fortunas comprando cascalho para recobrir as estradas de terra, açoitadas pelas chuvas freqüentes. “Percebi, então, que esse cascalho poderia ser substituído pelo meu entulho”, conta João Batista, que abandonou a faculdade de Biologia para ajudar nos negócios da família.

            Nasceu aí a idéia de moer o entulho para vender cascalho à prefeitura. Ao botá-lo em prática, em 2000, ele farejou uma possibilidade ainda melhor. “Eu vi aquela poeirada toda saindo do equipamento e então pensei: isso deve servir para alguma coisa”. Não demorou e João estava misturando os restos triturados de entulho a cimento e água. Bingo! O material funcionava tão bem quanto qualquer argamassa preparada pelo mais experiente pedreiro. Substituía perfeitamente a areia usada nas obras.

            E por que ninguém pensou antes nessa idéia tão simples? Pensar, muita gente deve ter pensado. Mas o triunfo da família Preto foi seu passado ligado à mineração de feldspato – mineral que era usado na fabricação de vidros. “Nessa época, aprendemos muito sobre como triturar e homogeneizar qualquer coisa, obtendo grãos do tamanho desejado”, explica o pai, Sebastião, de 58 [2001] anos. Por isso, a família conseguiu desenvolver, a partir de sucata, um britador de mandíbulas, equipamento capaz de moer o entulho e separar o material obtido em dois tipos: o agregado graúdo, ideal para pavimentação de estradas, substituindo cascalho e brita e o agregado miúdo, excelente para uso na construção de casas.

            Apesar da desconfiança de muitos engenheiros e pedreiros da região e também do descaso da prefeitura local, o projeto tornou-se um sucesso. Pudera: 1 metro cúbico de argamassa reciclada custa apenas 12 reais – três vezes menos que a areia usada tradicionalmente. “Em 2001, quase 2.000 toneladas de entulho voltaram os canteiros de obra como material reciclado”, orgulha-se João Batista. Outras 1.320 toneladas viraram pedriscos que foram espalhados pelas estradas de terra locais. Além disso, a empresa recolheu e armazenou 60% de todo o entulho produzido no município, evitando que ele degradasse as belas paisagens da região ou poluísse seus riachos cada vez mais usados pelos fãs de esportes de aventura.

            Consagrado no dia-a-dia do município, o projeto Recicla Socorro, como foi batizado pela família, está ganhando, agora, aval acadêmico. Virou alvo de tese de doutorado do engenheiro Leonardo Fagundes Rosemback Miranda, na Escola Politécnica da USP. “É um trabalho simples que requer pouco investimento”, diz João Batista Preto de Godoy. “Qualquer empresa de coleta de entulho em qualquer cidade do Brasil pode fazer isso, reduzindo as agressões ao meio ambiente e ganhando dinheiro ao mesmo tempo”. Fácil e genial.


[1] Irmãos Preto Materiais para Construção Ltda. ME – Estrada Municipal dos Nogueiras, s/n, Bairro dos Nogueiras – Socorro / SP, telefone confirmado por Maria Lúcia Bernardini: (19) 38 55 75 61.

[2] Encarte “Prêmio Super Ecologia – 2002” – revista Superinteressante, edição 177, junho / 2002; páginas 05 e 06 do Encarte; páginas 58 e 59 da revista Superinteressante.

 

Politicalha assassina segunda-feira, jun 5 2006 

Os que praticam politicalha aguardam, às vezes, muitos anos, para praticar a politicalha assassina.
Usualmente, metem-se em organizações filantrópicas, associações comerciais, de moradores ou de qualquer outra entidade que agregue um número de pessoas e agem, nos subterrâneos, para "gorar" tudo e, quando chega a vez desses assassinos "liderar" essas organizações ou associações, começam a tirar os "trunfos" que guardaram para efeitos pirotécnicos de soluções. Por que não solucionaram antes, assassinos?
Porque estavam cavando o momento adequado: desse modo, serão conhecidos e eleitos para os cargos políticos que almejam e os conseguem. Não faltam os piolhentos deslumbrados (os mal resolvidos sentem necessidade desesperada de "ídolos" que lhes garantam, principalmente, de que participaração da festa numa posição especial) que se tornam cabos eleitorais.
Tenho visto chamadas, por meio de faixas, de mamografias gratuitas. Convenientemente, estamos em período eletivo e os praticantes de politicalha assassina demoraram muito para colocar esse recurso de prevenção ou detecção de câncer de mama em prática.
Quando eu ministrava aulas na escola "Convenção de Itu", numa quinta serie, deveria ser o ano de 1991 ou 1992, auge de inquéritos presididos por minha falecida irmã, contra criminosos do colarinho branco (não havia, ainda, legislação contra crimes do colarinho branco), conversando com os alunos, pedi a eles que alertassem as mães para que fizessem o papanicolau, pois é um exame preventivo ou de diagnóstico de câncer de colo de útero. Está bem, sou louca, mesmo, mas sou EDUCADORA, e pensava na possibilidade trágica de aquelas crianças todas ficarem sem mães por causa de uma doença perfeitamente previsível por exame anual absolutamente simples.
No mesmo dia, quando terminou a tarde letiva recebi as agressões de mãe de aluna que havia sido chamada à atenção por mim, em aula, pois, enquanto eu falava com a classe, estava de conversa e risos com uma colega do lado. Negou que estivesse conversando e rindo e a chamei de imbecil, caso pensasse que eu não observara o que estava negando. Assumo e, hoje, retiraria o imbecil: é uma infeliz, pois, além de a família toda pagar meu salário, a infeliz não estava prestando atenção. Chamei-a de imbecil e admito isso. Já recebera as admoestações de um advogado de porta de cadeia, dentro de minha sala de aula sem ser convidado e que eu pensei, erro justicado, era uma oitava série, tratar-se de alguém que venderia algo para os formandos (anel, diploma, fotografia), queixando-se de que a filha se sentia muito humilhada – jamais esquecerei, chorara quando fora lhe dar o beijo de boa-noite, pois me lembrei da série "Papai sabe tudo" – pelo que eu falava em sala de aula. Nunca agredi a filha dele e, lembro-me, era amiga de uma calhordinha com deficiência visual grave, que eu, para ajudar, me virava no avesso, para entregar-lhe as melhores impressões mimeografadas, por exemplo. Por isso que é preciso tomar muito cuidado com portadores de deficiência que não têm o menor conhecimento de que não somos culpados de suas deficiências. 
No dia seguinte, exigi da direção que o chamasse de volta, para aprender o que era ser humilhado (eu não me tocara, ainda, que o Poder Judciário já estava contaminado pelo crime organizado e que minha falecida irmã era uma pedra no sapato de todos os criminosos e agrediam os familiares, davam recados aos familiares dela) e esse advogado de porta de cadeia (lembro-me do sobrenome) viera do RIO DE JANEIRO para a metrópole de Itu. A diretora – eu não sabia na época – era uma boa bisca (como dizia minha mãe, quando queria mostrar que a pessoa não prestava) e estava assim, ó, com o poder executivo, para conseguir dinheiro para a escola (politicalha assassina) e o advogado de porta de cadeia não entrou em minha sala de aula, para que eu falasse a ele, na frente dos alunos, o que ele merecia ouvir (viera de paletó, gravata e uma valise). No dia em que voltou à escola, a meu pedido, parecia um pai-de-santo, todo de branco, inclusive o sapato, com corrente de ouro no pescoço e, em conversa, na sala da direção, não me pediu desculpas e conversou, com a diretora, sobre um problema jurídico em que ele fora o advogado da outra parte, contra a diretora. A CIDADE EM QUE MORO TEM muitos, muitos, muitos  LACAIOS DO CRIME ORGANIZADO E ABRIGA OS QUE VÊM DE FORA, DANDO-LHES, INCLUSIVE, VOTOS ELETIVOS, SEM CONHECER O PASSADO OU POR QUE ESTÃO NA CIDADE. Preciso descobrir o paradeiro desse advolgado de porta de cadeia e espero que a filha dele seja muito competente e feliz como advogada.
Volto para a mãe da imbecil, digo, infeliz: entrou como se fosse uma vaca desgarrada e, no corredor, com os demais alunos observando (já viram expressão de alunos que odeiam professora autoritária e consegue manter disciplina e ministrar aulas de verdade?) e, para defender a filha, pelo fato de a filha ter sido chamada de imbecil (aparentemente, a filha não contou o motivo) afirmou que faria isto, faria aquilo, iria à Delegacia de Ensino e eu perderia meu cargo, que eu só falava em sexo durante as aulas. Que tédio e que balde de água fria isso tudo ter se repetido, também, na escola "Regente" e, depois, no "Pinheiro Júnior" e continuar a acontecer, como no relato anterior sobre o circo. Que tédio! Em que meu país inteiro se tornou e os piolhentos usarem isso para críticas de "oposição": só estão acontecendo agora.
UPS! Mami, viúva, devia estar passando por algum problema gravíssimo.
Quando comentei com uma amiga nossa, em casa, o sucedido, essa amiga disse que ficara muito brava com a referida viúva, durante o Carnaval, porque, bêbada, dera em cima do marido dela (delegado civil, que fez boletim de ocorrência contra uma das diretoras da escola "Pinheiro Júnior", Lúcia Helena," e que pode estar por trás do boletim de ocorrência que foi feito contra mim, com a ajuda da supervisora que estava, coincidentemente, na escola naquela noite em que ocorreu um incidente com o esquizóide que me dizia, depois que pedi que se retirasse do meu recanto de fumar com a namorada, sobrinha da supervisora, "pensa que só você conhece gente importante? eu também conheço muita gente importante!", quando ela estava na direção) e que a referida viúva, numa aventura temerária noturna, havia sido largada, nua, em plena marginal, em São Paulo, por alguma desavença com o companheiro. As pessoas se defendem de modos muito estranhos, quando precisam de resolver problemas de recalque ou de situações que nós, absolutamente alheios a elas, não causamos. eu, que não sou deslumbrada, não conheço gente importante, mas respeito as pessoas importantes ou desimportantes, não engulo conversa de 171 ou de qualquer outro artigo do Código de Leis.
Fez? Assuma o que fez. Foi uma situação desesperadora naquele momento? Quem mandou fazer foi sua própria consciência. Aspecto positivo: não recebi reprimenda da Delegacia de Ensino nem apoio da diretora, uma boa bisca e, no ano seguinte (ou no mesmo ano?), a campanha da politicalha assassina instituiu o papanicolau nos postos de saúde. O salafrário que ficou com as glórias e seu bando (indiciados por minha irmã) devem ter se sentido ameaçados, por eu estar alertando, em sala de aula, anos-luz antes de providências públicas, pois era golpe para eleição e reeleição.
Quem sente uma sensação de "já sabia disso", saiba que foram divulgados em programa de entrevista, cujo apresentador jamais convidou minha falecida irmã para ser entrevistada (ela não aceitaria, porque não misturava profissão com objetivos escusos nem era candidata política), mas o apresentador estava com um problema grave com a Receita Federal (minha falecida irmã leu o processo) e, certamente, foi resolvido a contento. Com certeza, pelos que passaram a ser entrevistados, em dois blocos, nos programas seguintes e os mesmos que sempre traficaram influência, em prejuízo das pessoas honestas, competentes e merecedoras de todas as honras públicas. Assisti, anos depois, a mais um golpe: chamou uma pessoa para ser entrevistada, se derreteu por essa pessoa, demonstrou admiração. Passados uns quinze dias, descobri o objetivo: queria outra pessoa, mas a "exclusividade" não permitia que comparecesse, portanto, "armou" para que o objetivo principal engolisse a isca. Eu, também, engoli muita isca na vida, mas por pura ignorância de como os seres desclassificados pensam e agem.
 
Assim, favor detectar não apenas câncer de colo de útero e de mama por meio de exames preventivos, mas, também, os praticantes de politicalha assassina, que esperam que aconteçam muitas mortes, porque o momento não era "oportuno" para dar o golpe de marketing de que estavam fazendo algo em benefício da população, escondendo, por muitos anos, o dinheiro que deveria ter sido aplicado nisso  em seus próprios bolsos e, depois, tirar mais dinheiro público para medidas de prevenção que foram as causas de muitas mortes, muitos sofrimentos e muitas tragédias.
Exemplo concreto: o que aconteceu em São Paulo, recentemente, sob o denominado comando do PCC e assemelhados. Os canais abertos, que dependem de tráfico de influência, deveriam ter sido proibidos de entrevistar canalhas praticantes de politicalha assassina.
Basta ler as críticas – oportunas, digite-se de passagem – de que só agora, em início de campanha eleitoral, o dinheiro federal começa a ser "solto". Os opositores que fazem essas críticas deveriam estar preocupados com isso há muito tempo, pois essa prática não é nada nova. Sempre li as crônicas dos que denunciam isso a vida inteira e são tachados de tudo, menos de coerentes, de não-alienados, de não-golpistas. Um golpe nos opositores que criticam isso e são os que sempre praticaram essa politicalha assassina – cuidam, portanto, do que usam – é não elegê-los mais.
Cuidado com organizações de combate ao câncer, ou de qualquer providência que deveria ter sido tomada há muito tempo, PICARETAS, misturadas com as idôneas. Informe-se, porque as picaretas estão sendo sustentadas com dinheiro público desviado ou dinheiro sujo que foi lavado, apenas para que futuros candidatos políticos tenham oportunidades de legalizar o que vêm fazendo há muito tempo, isto é, desviar dinheiro ou lavar dinheiro com autorização do povo.
Por enquanto, prefiro ficar com os cliques diários em www.thebreastcancersite.com, que prestigio desde 2002.
É mais seguro, privilegio mulheres ESTRANGEIRAS, é verdade, que não têm acesso a mamografias, a não ser as gratuitas que esse site, PATROCINADO E QUE VENDE PRODUTOS PARA SUSTENTAR ESSAS MAMOGRAFIAS GRATUITAS, provê e PRESTAM CONTAS DE SUAS AÇÕES E DE SEUS PATROCÍNIOS.
Alerto, também, para possíveis compras que queira fazer, pois, ao chegarem as compras, terá que pagar uma taxa de impostos, que os praticantes de policalha assassina não pagam nem declaram, que aumenta o valor da compra em quase o dobro do que pagou. No entanto, estou aguardando que a Receita Federal pegue as organizações nacionais picaretas na malha fina. Algo difícil, pois são sustentadas com dinheiro público desviado por politiqueiros e funcionários públicos assassinos.
A quem criticar que é uma organização estrangeira, lembro que as nacionais honestas não têm muita oportunidade de se sobressair, porque as picaretas têm mais "pudêr", portanto, repito, informe-se sobre a organização nacional que gostaria de auxiliar, para que possa fazê-lo sem sobressaltos e sem ser cúmplice de crimes da politicalha assassina. Lembro, também, de ter lido algo – não sei se foi uma amiga que escreveu isso numa mensagem eletrônica – de que quando Nélson Piquet ganhou um prêmio, em dinheiro, na Inglaterra, colaborou ou entregou todo o dinheiro a uma creche ou a um orfanato. Recebeu críticas por isso, porque deveria ter ajudado uma "nacional", ou seja, uma brasileira. Não sou porta-voz dele, mas concordo, plenamente, em ter entregue o dinheiro que entregou a uma organização que pertencia ao país em que morava, o dinheiro pertencia a ele, sabia como seria administrado, ninguém tem nada com isso. Além disso, o patrocínio era, visivelmente, afirmado, não era patrocínio disfarçado por meio de empresas de fachada ou para fins eleitoreiros. Dose de matar, mesmo, são os picaretas que, patrocinados, não mostram nem na cara de pau nem nas contas bancárias (geralmente, não têm conta bancária) que recebem dinheiro sujo para fazer algo sujo.
Babacas que vibram com vitórias de brasileiros, em carros estrangeiros, em outros países, e chegam ao orgasmo porque a bandeira brasileira é desfraldada precisam de tratamento de choque, porque não percebem tratar-se de um ato de nacionalismo nazi-fascista, porque as escuderias são todas, sem exceção estrangeiras, os pilotos não montam, desmontam nem fabricam os carros (todos dependem da equipe da escuderia) e não sei quais são as intenções nacionalistas de patrocinados pelo IV Reich ou por outras organizaçõs criminosas.
 
Cuidado, muito cuidado com as "mulheres" (fachadas) que se candidatam e são apoiadas pelo crime organizado. Lógico que quero que o número de mulheres atuantes na política aumente. O que não quero é que as que se prostituem, seja por alienação total, seja por deslumbre total ,seja porque não são livres, seja porque não têm intelecto sejam minhas representantes. As "fingidas falsas" não me representam. Jamais me representarão. Xô, prostitutas.
 

News da metrópole de Itu segunda-feira, jun 5 2006 

Fui ao circo ontem, dia 03/062006.
Não citarei o nome do circo, mas contarei fatos que provam que o crime organizado, aquele que utiliza dinheiro público para financiar seus "negócios" particulares e só têm receio de que quem nunca pertenceu à quadrilha seja testemunha, mas é um risco muito grande "queimar arquivo", portanto, utiliza de terrorismo psicológico e mensagens subliminares de "estou de olho em você".
Em virtude de este blog não estar disponível, exceto para as quadrilhas do crime organizado, contarei alguns "lances" demonstrativos de que a metrópole de Itu está dominada pelo crime organizado:
1) O bilheteiro do circo não estava no "buraco" onde deveria estar para vender ingressos: estava, certamente, recebendo instruções de lacaios de como agredir a mim, à minha irmã e à minha sobrinha de 6 anos, que foi quem insistiu em ir ao circo, motivada pela fantasia infantil.
2) Quando se posicionou no "buraco", passou a bater, chamando a atenção de minha irmã, que havia passado de "buraco" em "buraco" para localizar o piolhento (lesado pela corrupção e que deve ter ganho, para fazer o que fez, ou seja, o que Luzia ganhou atrás da horta) do bilheteiro.
3) Como tínhamos seis (6) bônus e utilizamos três, entregamos dois para uma senhora que estava, aparentemente, com o filho. O bilheteiro perdeu as estribeiras e passou a nos agredir, verbalmente, que não era para distribuir "bônus" para quem estava na fila para comprar bilhetes. Respondemos à altura e expliquei, à minha sobrinha, que perguntara por que "o moço estava bravo", que, provavelmente, a mulher dele dormira de pijama e ele queria que ela tivesse dormido de camisola. Sim, pessoas casadas (ou juntadas ou sei lá o que, não tenho nada com isso) são muito mais mal resolvidas do que pessoas solteiras, pois, sabe como é, normalmente, falham e, depois, descontam em quem nada tem a ver com o assunto ou a companheira descobre que "entrou numa fria" e passa a desprezar o suíno capado do marido e dá no que dá: família e sociedade sofrem as conseqüências trágicas dessas escolhas mal feitas.
4) Após entrarmos no circo, nos acomodamos e, só prestei atenção a isso hoje, as cadeiras que nos interessavam, na primeira fileira, foram desocupadas (estavam sendo guardadas?) e ocupadas, ó, almas gêmeas, por duas mulheres e uma criança: que coincidência, éramos duas mulheres e uma criança. Uma delas, que se sentou à frente de minha cadeira, tinha o cabelo louro mirrado, comprido, todo despontado. Inclinou-se para trás, de tal modo, na cadeira (embora muito magra) que o cabelo tocava meus joelhos e não tinha como não tocá-los, quando eu me movimentava. Nada contra (embora eu não seja homossexual para ficar excitada com isso, pois aparentavam limpeza, mas eu não queria que ela ficasse irritada, por culpa dela, comigo, de, ao me movimentar, relar nas madeixas dela).  Fiquei com aquela vontade, desesperada, de ter uma tesoura (à la Monk) para acertar as pontas todas, absolutamente desalinhadas. Mau gosto, sô.
Ao meu lado, sentou-se um senhor, que, depois trocou de lugar com o pirralho ou a piralha (não consigo me lembrar) bem comportado (ou bem comportada), mas, antes, ao passar por mim, lado externo da tenda, tivera um acesso de tosse, antes de entrar sob a lona, porque eu, audácia de minha parte, estava fumando e o lacaio precisou dar sinal aos demais integrantes da quadrilha de que estava passando por mim. Às vezes, me questiono se meu celular não serve de microfone para calhordas que ficam sabendo, pelas tosses e pelos espirros, onde estou.  Aliás, desde o ano de 1999, é uma constante: o número de tuberculosos pode ser medido pelos que, ao aproximar-se de mim, tossem ou espirram. Tadinhas das mães deles, deram o golpe da gravidez nos homens errados e criaram esses parasitas, dependentes do crime organizado até para tossir.
5) Tanto o senhor que se sentou na mesma fileira (que não teve mais acesso de tosse) que eu e, depois, trocou de lugar com a cria, quanto a loira que se sentiu honrada em depositar aquele cabelo minguado nos meus joelhos, foram chamados à arena, para participar de números e receberam prêmios. Nós, não (nem eu iria e quero ver quem me obrigaria a isso, mas os lacaios do crime organizado sabem muito bem disso e não se atreveriam a chamar uma caipora que sabe detectar lacaios de crime organizado, incluindo-se aí, determinados patrocinadores do circo). LAMENTEI POR MINHA SOBRINHA QUE, NA INFANTILIDADE E NÃO VENDO MALDADE, AINDA, NOS SERES HUMANOS, QUERIA TER PARTICIPADO. Felizmente, nenhuma criança foi chamada à arena, pois, acredito, já foram alertados o suficiente por causa do Estatuto da Criança e do Adolescente. Que adultos se exponham ao ridículo de serem filmados em "pegadinhas" ou fotografados, vá lá, mas as crianças precisam ser poupadas. Aliás, quatro semanas de circo e não é que havia um fotógrafo ou um filmador exatamente no dia em que fomos assistir? O lado bom é que minha sobrinha tem que aprender que, algumas vezes, será o alvo de holofotes; outras vezes, tem que dar oportunidades (e serão poucas oportunidades, pois há muito mais pessoas no mundo além dela) a outros.
6) Terminado o circo, preparamo-nos para sair do local, que não será citado, mas ficamos "presas" no trânsito de indecisos e desesperados por atenção (muitos acreditam que ando com câmera e microfones escondidos e os filmes e as gravações serão transmitidos pela rede "Grobo" ou por quem sonha em ser rede "Grobo" ou retransmissora de rede "Grobo". Sabe como é que é, não que eu admire o IV Reich, mas isso não impede que os iludidos tentem arranjar uma "boquinha", não é mesmo? Pois bem, após a dificuldade de sair da vaga do estacionamento, quem se aproxima, dando a impressão de que está num filme de horror em que o motorista do veículo é um "serial killer" e vem para cima de nosso carro? Sim, um suíno capado, dirigindo um desses veículos que só cabem em ruas e estradas dos EUA, jamais nas ruas da metróple de Itu: uma dessas pick-ups pretas, com vidros negros que, repito, só cabem em ruas e estradas dos EUA. Por que será que penso que o motorista seja um desses que vivem com dinheiro público (a pick-up é "brinde" do crime organizado; o bastardo não paga nada para usá-la, cheira "tudo" e, depois, sai por aí, dando … bem … é dele, dê para quem quiser, mas não precisa passar por cima do nosso carro, logo após entrar no local em que estava o circo, para estacionar na vaga que enxergou, mas não enxergou NOSSO carro no caminho, em direção à saída.
É, a maioria absoluta dos metropolitanos de Itu acredita, piamente, que uma família de cidadãos responsáveis, como é a minha, está errada: não somos espelho para criminosos nem fazemos parte de quadrilha alguma.
O tempo que passamos no circo foi suficente para que todos os integrantes do crime organizado soubessem onde estávamos e a que hora sairíamos.
Ainda bem que restam os esperançosos de que a maioria absoluta dos criminosos será contida. Espero que isso aconteça antes de que consigam o intento: acabar com minha vida.   

Agradecimento a Magna Carla / A Balsa da Medusa sexta-feira, jun 2 2006 

Recebi um comentário de Magna Carla muito simpático.
Enviou mensagem de que sou muito especial para Deus.
Obrigada, Magna Carla, aprendi isso, também, em casa, com meus pais, que agradeciam cada bênção recebida como prova do amor de Deus por cada um dos seres humanos.
 
Lembrei-me, a semana inteira, de um texto que explica de um modo muito belo a pintura "A Balsa da Medusa".
Em virtude de outras ocupações, só consegui buscar o site que tem essa explicação há poucos minutos.
É uma mensagem em "Power Point", o que é muita areia para o meu micro, pois, com várias páginas abertas, não consegui abri-la e "furtar" o texto, mas coloco o endereço:
 
Alga – Associação Livre para Gerenciamento Ambiental
 
Clicar em A BALSA DA MEDUSA (está escrito DE MEDUSA)
 
É uma tela de Gericault, a respeito do naufrágio da Balsa da Medusa e, na concepção de Gericault, o horror e a esperança se mostram, pois os retratados têm atitudes de desistência, de sobrevivência, de esperança.
Na época, os sobreviventes ao naufrágio comeram carne dos companheiros mortos, para sobreviver, à deriva no mar, até o resgate.
 
Magna Carla mandou mensagem de esperança. Foi recebida e está guardada.
Agradecida!
 
 

Fundef ainda existe? Não, claro! É de 2001 sexta-feira, jun 2 2006 

 

Fundef – Fundação de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério.

 

De acordo com cartaz, afixado na Agência dos Correios de Itu, com o apoio de Banco do Brasil, Correios, Ministério da Educação e Governo Federal, a cidade de Itu recebeu:

janeiro de 2001

R$86.692,62

fevereiro de 2001

R$64.788,30

março de 2001

R$81.322,50

abril de 2001

R$76.500,35

maio de 2001

 

R$9.061.154,00

junho de 2001

julho de 2001

agosto de 2001

setembro de 2001

Não disponível em 05/12/2001

outubro de 2001

Não disponível em 05/12/2001

novembro de 2001

Não disponível em 05/12/2001

dezembro de 2001

Não disponível em 05/12/2001

Valor total do que está disponível

R$9.370.457,70

Fundef – O que é Fundef

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) foi instituído pela Emenda Constitucional nº 14, de setembro de 1996, e sua regulamentação está na Lei 9.424, de 24 de dezembro do mesmo ano, e no Decreto nº 2.264, de junho de 1997. O FUNDEF foi implantado, nacionalmente, em 1° de janeiro de 1998, quando, a nova sistemática de redistribuição dos recursos destinados ao Ensino Fundamental passou a vigorar.

A maior inovação do FUNDEF consiste na mudança da estrutura de financiamento do Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries do antigo 1º grau) no País, ao subvincular uma parcela dos recursos a esse nível de ensino. Além disso, introduz novos critérios de distribuição e utilização dos recursos correspondentes, promovendo a partilha de recursos entre o Governo Estadual e os Governos Municipais de acordo com o número de alunos atendidos em cada rede de ensino.

Genericamente, um Fundo pode ser definido como o produto de receitas específicas que, por lei, se vinculam à realização de determinados objetivos. O FUNDEF é caracterizado como um Fundo de natureza contábil, com o mesmo tratamento dispensado ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso significa que seus recursos são repassados automaticamente aos Estados e Municípios, de acordo com coeficientes de distribuição estabelecidos e publicados previamente. As receitas e despesas, por sua vez, deverão estar previstas no orçamento e a execução, contabilizada de forma específica.

Os recursos do FUNDEF devem ser empregados exclusivamente na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental e, particularmente, na valorização do seu magistério.

Fundef – recursos

De onde vêm os recursos

Com a implantação do Fundef a partir de 01.01.1998, cerca de 1,5% do PIB brasileiro passou a ser destinado ao ensino fundamental público. São recursos vinculados à educação por força do disposto no artigo 212 da Constituição Federal, transferidos regular e automaticamente aos governos estaduais e municipais, com base no número de alunos. Em 2001, o Fundef deve movimentar quase R$ 20 bilhões.

·         O Fundef é formado, no âmbito de cada estado, por 15% das seguintes fontes:

·         Fundo de Participação dos Municípios – FPM;

·         Fundo de Participação dos Estados – FPE;

·         Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS;

·         Imposto sobre Produtos Industrializados, proporcional às exportações – IPIexp;

·         Desoneração de Exportações, de que trata a Lei Complementar nº 87/96 (Lei Kandir).

Além desses recursos, o Fundo recebe uma complementação da União nos estados onde a receita originalmente gerada não é suficiente para a garantia de um valor por aluno/ano igual ou superior ao valor mínimo nacional fixado pelo Presidente da República.

Valor mínimo por aluno/ano

O valor mínimo nacional fixado para 1998 e 1999 foi de R$ 315,00 e, para 2000, estes valores foram diferenciados, sendo de R$ 333,00 para os alunos da 1ª a 4ª séries e de R$ 349,65 para os da 5ª a 8ª séries e da educação especial. Em 2001, os valores mínimos ficaram em R$ 363,00, para alunos de 1ª a 4ª séries, e R$ 381,14, para os de 5ª a 8a séries e da educação especial.

FUNDEF – Controle

Acompanhamento e Controle Social do Fundef

Em cada estado e em cada município o Fundef deve ser fiscalizado por um Conselho de Acompanhamento e Controle Social, com a atribuição de supervisionar o Fundef e o Censo Escolar. No âmbito dos municípios, a composição mínima desse conselho é de quatro membros, representando:

·         a Secretaria Municipal de Educação ou órgão equivalente;

·         os professores e os diretores de escola;

·         os pais de alunos;

·         os servidores das escolas.

Um quinto membro, representando o Conselho Municipal de Educação, é obrigatório nos municípios onde este conselho exista.

O poder executivo estadual ou municipal é obrigado a disponibilizar, mensalmente, ao conselho do Fundef, todos os dados e informações sobre os recursos e sua utilização. O Banco do Brasil, quando solicitado, fornece extrato bancário da conta do Fundef a membros do conselho, deputados, vereadores, Ministério Público e tribunais de Contas. Na internet também estão disponíveis os dados sobre os valores repassados, nos seguintes endereços:

Secretaria do Tesouro Nacional – dados por município, por origem dos recursos e por mês.

Banco do Brasil – dados por governo (municipal ou estadual). Por origem dos recursos e por data do crédito, período da pesquisa (até 60 dias entre datas inicial e final).

FUNDEF – Repasses

Repasses de Recursos

Os recursos do Fundo são repassados aos estados e municípios obedecendo a coeficientes (disponíveis na Secretaria do Tesouro Nacional) calculados com base no número de matrículas no ensino fundamental regular nas respectivas redes de ensino no ano anterior, segundo os dados do Censo Escolar (disponíveis no Inep). Os valores são creditados numa conta específica aberta no Banco do Brasil e os depósitos devem ser utilizados pelos governos beneficiários em ações de manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental (conforme artigo 70 da Lei 9.394/96 – LDB), sendo obrigatória a utilização anual do mínimo de 60% para remuneração dos profissionais do magistério em efetivo exercício no ensino fundamental público. Dentro desse mínimo de 60% é possível, em caráter provisório (até dezembro de 2001), utilizar recursos para habilitar os professores leigos.

 

FUNDEF – O que pode

UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS DO FUNDEF

Os recursos do FUNDEF destinam-se exclusivamente ao Ensino Fundamental, devendo ser aplicados nas despesas enquadradas como "manutenção e desenvolvimento do ensino", conforme estabelecido pelo artigo 70 da Lei Federal n.º 9.394/96 (LDB).

Recursos destinados à remuneração do magistério (mínimo de 60% do FUNDEF)

Seguindo orientações constantes do Resolução nº 03, de 08.10.97, do Conselho Nacional de Educação, nesta rubrica poderão ser realizadas, no âmbito do ensino fundamental (regular, especial, indígena ou supletivo):

·         despesas com remuneração dos professores (inclusive os leigos) e dos profissionais que exercem atividades de suporte pedagógico, tais como: direção, administração, planejamento, inspeção supervisão e orientação educacional, estando estes profissionais em exercício em uma ou mais escolas da respectiva rede de ensino. É importante destacar que a cobertura destas despesas poderá ocorrer, tanto em relação ao profissional integrante de Regime Jurídico Único do Estado ou Município, quanto o regido pela Consolidação da Leis do Trabalho – CLT, inclusive antes da implantação do novo Plano de Carreira e Remuneração do Magistério.

·         durante os primeiros 5 anos de vigência da Lei 9.429/96, ou seja, entre 1997 e 2001, é permitida a utilização de parte dos recursos dessa parcela de 60% do FUNDEF na capacitação de professores leigos, sendo essa utilização definida pelo próprio governo (estadual ou municipal) de acordo com suas necessidades. Assim, é permitida a cobertura de despesas relacionadas à formação dos professores, de modo a torná-los habilitados ao exercício regular da docência.

Por fim, é recomendável que cada município procure orientações junto ao respectivo Tribunal de Contas (Estadual ou Municipal) a que esteja subordinado, com o objetivo de obter, se for o caso, orientações sobre o tratamento a ser aplicado, no âmbito da respectiva Unidade Federada, no que tange à definição dos profissionais que poderão ser pagos com a parcela de 60% do FUNDEF. Esta recomendação decorre do fato de alguns tribunais, no entendimento e aplicação do norma legal, limitarem, com os 60% dos recursos do FUNDEF, apenas a cobertura das despesas com remuneração de professores.

Outras Despesas de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (máximo de 40% do FUNDEF)

Deduzida a remuneração do magistério (contemplada com os 60% do FUNDEF), o restante dos recursos (correspondente ao máximo de 40%) deverá ser utilizado na cobertura das demais despesas previstas no art. 70 da Lei n 9.393/96 (LDB), que permite:

·         "remuneração e aperfeiçoamento de demais profissionais da educação"Sendo alcançados por esta classificação os profissionais do ensino fundamental que atuam no âmbito do respectivo sistema de ensino (estadual ou municipal), seja nas escolas, seja nos demais órgãos integrantes do sistema, e que desenvolvem atividades de natureza técnico-administrativa (com ou sem cargo de direção ou chefia), como, por exemplo, o auxiliar de serviços gerais lotado e em exercício nas escolas ou órgão/unidade administrativa do ensino fundamental.

·         "aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino" – Sendo alcançados por esta definição as despesas com:

·         compra de equipamentos diversos, necessários e de uso voltado para o atendimento exclusivo das necessidades do sistema de ensino fundamental público (exemplos: carteiras escolares, mesas, armários, mimeógrafos, retroprojetores, etc);

·         manutenção dos equipamentos existentes (máquinas, móveis, equipamentos eletro-eletrônicos, etc), seja mediante aquisição de produtos/serviços necessários ao funcionamento desses equipamentos (tintas, graxas, óleos, energia elétrica, etc), seja mediante a realização de consertos diversos (reparos, recuperações, reformas, reposição de peças, revisões, etc);

·         ampliação, construção (terreno e obra) ou acabamento de escolas e outras instalações físicas de uso exclusivo do sistema de ensino;

·         conservação (serviços de limpeza e vigilância, material de limpeza, de higienização de ambientes, desinfetantes, cêras de polimento, utensílios utilizados na limpeza e conservação como: vassouras, rodos, escovas, etc) das instalações físicas do sistema de ensino;

·         reforma, total ou parcial, de instalações físicas (rede elétrica, hidráulica, estrutura interna, pintura, cobertura, pisos, muros, grades, etc) do sistema de ensino;

·         "uso e manutenção de bens vinculados ao ensino" – Sendo caracterizadas neste item as despesas com o uso de quaisquer bens utilizados no sistema de ensino (exemplo: locação de um prédio para funcionamento de uma escola) e com a manutenção do bem utilizado, seja com a aquisição de produtos consumidos nesta manutenção (material de limpeza, óleos, tintas, etc) , seja na realização de consertos ou reparos no seu funcionamento;

·         "levantamentos estatísticos, estudos e pesquisas visando precipuamente ao aprimoramento da qualidade e à expansão do ensino" – Sendo inseridas nesse rubrica as despesas com levantamentos estatísticos (sobre alunos, professores, etc), estudos e pesquisas (exemplos: estudo sobre gastos com educação no município, sobre custo aluno, por série do ensino fundamental, etc), visando ao aprimoramento da qualidade e à expansão do atendimento no ensino fundamental;

·         "realização de atividades–meio necessárias ao funcionamento do ensino" – Nesta rubrica são classificadas as despesas inerentes ao custeio das diversas atividades relacionadas ao adequado funcionamento do ensino fundamental, dentre as quais pode-se destacar: serviços diversos (de vigilância, de limpeza e conservação, dentre outros), aquisição do material de consumo utilizado nas escolas e demais órgãos do sistema (papel, lápis, canetas, grampos, colas, fitas adesivas, giz, cartolinas, água, produtos de higiene e limpeza, tintas, etc);

·         "amortização e custeio de operações de crédito destinadas a atender ao disposto nos itens acima";

·         "aquisição de material didático – escolar e manutenção de transporte escolar" – Nesta classificação são consideradas as despesas com:

·         aquisição de materiais didático-escolares diversos, destinados ao uso coletivo nas escolas (material desportivo utilizado nas aulas de educação física por exemplo) ou individual dos alunos, seja a título de empréstimo (como é o caso do acervo da biblioteca da escola, composto de livros, atlas, dicionários, periódicos, etc), seja para fins de doações aos alunos carentes (exemplo: lápis, borrachas, canetas, cadernos, cartolinas, colas, etc);

·         Aquisição de veículos escolares para o transporte de alunos do ensino fundamental na zona rural, bem como a manutenção desses veículos, com combustíveis, óleos lubrificantes, consertos, revisões, reposição de peças, serviços mecânicos, etc.

A LDB estabelece, igualmente, em seu art. 71, os impedimentos de uso dos recursos do FUNDEF. Os recursos do Fundo não poderão ser utilizados para pagamento de:

·         Pesquisa, quando não vinculada às instituições de ensino, ou , quando efetivada fora dos sistemas de ensino, que não vise, precpuamente, ao aprimoramento de sua qualidade ou à sua qualidade ou à sua expansão;

·         Subvenção a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial, desportivo ou cultural;

·         Formação de quadros especiais para Administração Pública, sejam militares ou civis, inclusive diplomáticos;

·         Programas Suplementares de alimentação, assistência médico-odontológica, farmacêutica e psicológica, e outras formas de assistência social;

·         Obras de infra –estrutura, ainda que realizadas para beneficiar direta ou indiretamente a rede escolar;

·         Pessoal docente e demais trabalhadores da educação, quando em desvio de função ou em atividade alheia à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.

Além disso, a Constituição Federal estabelece em seu artigo 212, que os Estados e Municípios gastarão, anualmente, pelo menos 25% de seus impostos e transferências na educação. As despesas correspondentes à utilização do Fundo, então, deverão ser consideradas apenas quando realizadas dentro do próprio exercício. As despesas de exercícios anteriores, mesmo as de educação, deveriam ter sido efetivadas com os recursos do exercício correspondente, visto que as contas públicas são regidas pelo regime de competência e não de caixa.

LEMBRE-SE:

A correta aplicação dos recursos do FUNDEF não isenta o município de:

·         Destinar 15% das demais receitas de impostos e transferências não incluídas no Fundo, na manutenção e desenvolvimento do Ensino Fundamental (Emenda Constitucional 14); e

·         Aplicar, no mínimo, 25% das receitas e transferências na educação (Artigo 212 da Constituição Federal).

·         2- O FUNDEF E O PROFISSIONAL DO MAGISTÉRIO

A fim de alcançar o objetivo de valorização do profissional do magistério, a Lei nº 9.424/96 determina que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem adotar um novo Plano de Carreira e Remuneração do Magistério. As diretrizes nacionais para esse Plano de Carreira e Remuneração estão fixadas na Resolução nº 03/97 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação – CEB/CNE, publicada no Diário Oficial União em 13 de outubro de 1997.

De acordo com essa Resolução, são considerados profissionais do magistério aqueles que "exercem atividades de docência e os que oferecem suporte pedagógico direto a tais atividades, incluídas as de direção ou administração escolar, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional". Além destes, a Lei nº 9.394/96 refere-se a trabalhadores da educação, aí incluídos aqueles que exercem atividades de natureza técnica-administrativa e de apoio, nas escolas ou nos órgãos da educação.

FUNDEF – Resultado

Balanço do primeiro ano do FUNDEF
Texto de avaliação do Fundef – 1998 para leitura e downlaod

Síntese de Dados Financeiros sobre o Fundef em 1999
Dados financeiros sintéticos sobre o Fundef.

Principais efeitos do Fundef

Com o critério redistributivo dos recursos e a garantia de uma significativa parcela do fundo para remuneração do magistério, importantes transformações ocorreram no cenário de financiamento do ensino fundamental ao movimentarem-se recursos dos governos com maior capacidade financeira e/ou com um baixo de nível de participação no atendimento escolar na direção dos municípios em situação inversa. Com isso, mais de 2.700 municípios obtiveram ganhos financeiros com o Fundef em 1998, superando 3.200 municípios em 1999, segundo dados do Departamento de Acompanhamento do Fundo.

Outra expressiva mudança foi a elevação de 6% nas matrículas entre 1997 e 1998, de acordo com o Censo Escolar. Anteriormente, a média de crescimento anual era da ordem de 3%. Verificou-se, ao mesmo tempo, importante modificação na participação dos governos estaduais e municipais no atendimento ao ensino fundamental. Em 1997 os municípios atendiam 40,7% dos alunos e os estados, 59,3%. Em 1999, essas participações foram de 49,4% e 50,6%, respectivamente.

Com relação à remuneração do magistério, entre 1997 e 1998 verificou-se uma melhoria salarial média de 13% em favor dos profissionais em exercício nos sistemas estaduais e municipais do país, conforme pesquisa da Fipe-USP. No Nordeste esses ganhos atingiram 49% na média das redes municipais.

 

            De posse de todas essas informações, além dos balancetes da A.P.M. da EE “Professor José Leite Pinheiro Júnior” (que devem ser motivo de reflexão, também, pois os recursos do Fundef, que chegam à escola “Pinheiro Júnior”, não permitem cumprir o que está em Fundef – o que pode), como explicar as seguintes manchetes?

Estudantes brasileiros não entendem o que lêem – “O Estado de São Paulo”, 05/12/2001, Geral, Educação, página A9.

Brasil é o último em pesquisa escolar – “Folha de São Paulo”, Campinas, Educação, 05/12/2001, página C6.

Aluno termina o Ensino Médio sem dominar a escrita – “O Estado de São Paulo”, Geral, Educação, página A10.

Enem tem a pior média dos últimos três anos – “Folha de São Paulo”, Campinas, Educação, 06/12/2001, página C5.

Sugestão de Projeto a ser desenvolvido no ano 2002, por todos os professores, Ensino Fundamental e Ensino Médio:

            Como CADA professor, no seu componente curricular, desenvolveria um projeto baseado nos dados dos recursos do Fundef enviados a Itu de 2001?

            O tema é palpitante, rico, aborda cidadania, meio ambiente, discriminação, crime (má distribuição de recurso ou desperdício), pesquisa de que escolas receberam os recursos do Fundef, quanto receberam, se não foram apenas as escolas que receberam, como o dinheiro foi empregado, como preservar e manter o que existe dentro das escolas e no seu entorno, para poder gastar o dinheiro em compra de material pedagógico e na manutenção desse material,  como planejar um orçamento (o que pode ser gasto e como pode ser gasto), pesquisa de preço, licitação,  consumismo, ou seja, pode ser trabalhado em todas as disciplinas da grade curricular, permeando o conteúdo específico com as sugestões de temas transversais, o que leva à interdisciplinaridade. Cuidado: a colocação de Nélio Bizzo, educador, em “A difícil tarefa de ensinar (e aprender) ciências”, (O Estado de São Paulo, 26/11/2001), “As precariedades que precisam ser enfrentadas estão sendo maquiadas com um discurso que usa a interdisciplinaridade como panacéia. É um discurso que apresenta as carências como vantagens”, é uma reflexão a ser levada em conta.     Honestamente, a meu ver, a interdisciplinaridade deve existir, em sala de aula, não em temas comuns ou transversais, mas na atuação, nas atitudes dos educadores: todos, bem formados e bem informados, tratarão de assuntos atuais e exigirão o mesmo tipo de comportamento (no mínimo) dos alunos, aquele comportamento que a sociedade espera, não discriminando cabelo, piercing, modo de vestir, mas orientando e organizando o modo de pensar dos alunos, mostrando como as atitudes e as características exteriores provocam, nos interlocutores, reações adversas, até que se conheça o caráter da pessoa “diferente” (o que é impossível de acontecer numa entrevista para vaga de serviço, por exemplo, a não ser que o responsável pela entrevista seja bem formado e bem informado) e, desse modo, os alunos respeitarão tudo e, mesmo que não concordem com o que nós, educadores, pensamos ser o que a sociedade espera de todos, terão respeito por toda e qualquer pessoa, respeito por si mesmos, auto-estima (estímulo + limite), saberão das exigências de freqüência às aulas, por exemplo, bem como entenderão a necessidade de participar de atividades, dentro da escola e fora da escola, agindo de modo cidadão, com respeito por  horários, respeito às datas de provas e trabalhos (quando forem funcionários de empresas idôneas, terão que fazer isso), saberão como inserir-se na sociedade, porque todos os educadores devem ler para si, ler para os alunos e estimular os alunos à leitura, à reflexão, à escrita correta (independentemente do componente curricular no qual atuam, pois professores que não sabem ler nem escrever não são capazes de ensinar os alunos, educador é exemplo, portanto, se comete infrações no seu campo de autuação, estarão reforçando maus exemplos)… enfim, educar para viver em sociedade justa, equilibrada, mesmo que não o seja, pois os educandos terão as ferramentas corretas, não violentas,  para transformar essa sociedade), enquanto não puder educar, especificamente, no conteúdo curricular que ministra.

Quando todos os professores souberem o que estão fazendo, dentro e fora de sala de aula, como educadores e, conseqüentemente, o que os alunos estão fazendo, na escola e fora dela, talvez possamos trabalhar conteúdos específicos e elevar os níveis de aprendizagem formal, porque estaremos, de fato, trabalhando com a matéria-prima mais importante, o ser humano, para que cada um saiba como exercer a cidadania fora da escola e, na seqüência, preparará seus descendentes para um futuro melhor, não utópico, que está sendo buscado há mais de dois mil anos pela civilização ocidental.

Lamento a conclusão tão amarga: mas as escolas deixarão de ser meros “depósitos” de crianças e adolescentes que, no presente, aguardam, apenas, um fim trágico, um local de “passagem”, enquanto esperam a morte violenta, a submissão a “patrões” inescrupulosos, a saída para a criminalidade. Quem se assustar com esta conclusão, não tem a mínima idéia do que está ocorrendo na sociedade ituana, no Estado, no Brasil, muito menos dentro de sala de aula e nos limites da escola.  Portanto, deve sair de sala de aula e procurar uma profissão mais “suave”, se é que existe alguma. 

 Maria Lúcia Bernardini.

 Itu, 06 de dezembro de 2001.

Aquele estranho animal sexta-feira, jun 2 2006 

 

Como as pessoas reagem ao novo, ao estranho?

Aquele estranho animal

(Mário Quintana)

            Os de Alegrete dizem que o causo se deu em Itaqui, os de Itaqui dizem que foi no Alegrete, outros juram que só poderia ter acontecido em Uruguaiana. Eu não afirmo nada: sou neutro.

            Mas, pelo que me contaram, o primeiro automóvel que apareceu entre aquela brava indiada, eles o mataram a pau, pensando que fosse um bicho. A história foi assim como já lhes conto, metade pelo que ouvi dizer, metade pelo que inventei, e a outra metade pelo que sucedeu às deveras. Viram? É uma história tão extraordinária mesmo que até tem três metades… Bem, deixemos de filosofança e vamos ao que importa. A coisa foi assim, como eu tinha começado a lhes contar.

            Ia um piazinho estrada fora no seu petiço – tropt, tropt, tropt (esse é o barulho do trote) – quando, de repente, ouviu – fufufupubum! fufufupubum chiiiipum!

            E eis que a “coisa”, até então invisível, apontou por detrás de um capão, bufando que nem touro brigão, saltando que nem pipoca, chiando que nem chaleira derramada e largando fumo pelas ventas como a mula-sem-cabeça.

            “Minha Nossa Senhora!”.

            O piazinho deu meia-volta e largou numa disparada louca rumo da cidade, com os olhos do tamanho de um pires e os dentes rilhando, mas bem cerrados, para que o coração, aos corcoveios, não lhe saltasse pela boca.

            É claro que o petiço ganhou luz do bicho, pois no tempo dos primeiros autos, eles perdiam para qualquer matungo.

            Chegado que foi, o piazinho contou a história como pôde, mal-e-mal e depressa, que o tempo era pouco e não dava para maiores explicações, pois já se ouvia o barulho do bicho que se aproximava.

            Pois bem, minha gente: quando este apareceu na entrada da cidade, caiu aquele montão de povo em cima dele, os homens uns com porretes, outros com garruchas que nem tinham tido tempo de carregar de pólvora, outros com boleadeiras, mas todos a pé, porque também nem houvera tempo para montar, e as mulheres umas empunhando as suas vassouras, outras as suas pás de mexer marmelada, e os guris, de longe, se divertindo com os seus bodoques, cujos tiros iam acertar em cheio nas costas dos combatentes. E tudo abaixo de gritos e pragas que nem lhes posso repetir aqui.

            Até que, enfim, houve uma pausa para respiração.

            O povo se afastou, resfolegante, e abriu-se uma clareira, no meio da qual se viu o auto emborcado, amassado, quebrado, escangalhado, e não digo que morto, porque as rodas ainda giravam no ar, nos últimos transes de uma teimosa agonia. E, quando as rodas pararam, as pobres, eis que o motorista, milagrosamente salvo, saiu penosamente engatinhando de seu ex-automóvel.

            ¾ A la pucha! ¾ exclamou então um guasca, entre espantado e penalizado ¾ o animal deu cria!

(Mário Quintana. Aquele estranho animal. Caderno H, Porto Alegre, 1973. In Português de todo dia, 7.ª série, Luís Agostino Cadore, Editora Ática, São Paulo, 4.ª edição, 1990.)

VOCABULÁRIO

A la pucha = locução interjectiva ou interjetiva: mostra espanto, admiração, surpresa.

Às deveras = de verdade; na realidade; realmente.

Boleadeiras = aparelho que serve para prender o animal em campo aberto. É formado por três bolas de pedra ou de ferro, envolvidas num couro espesso e ligadas entre si por meio de cordas de couro. O mesmo que bolas, pedras ou três-marias.

Capão = porção de mato isolado no meio do campo; ilha de mato.

Causo = história; caso; acontecimento; conto.

Corcoveios = pulos; saltos (próprios de cavalos).

Disparada = corrida a toda brida; corrida desenfreada.

Garruchas = pistolas de carregar pela boca.

Guasca = gaúcho; homem do campo ou do interior.

Indiada = grupo de gaúchos; gauchada; grupo de homens qualquer.

Neutro = imparcial; nem contra nem a favor.

Petiço = cavalo pequeno.

Piazinho = diminutivo de piá, palavra tipicamente sulina, significa menino que, nas estâncias, presta pequenos serviços.

Resfolegante = ofegante; que respira com esforço e ruído.

Rilhando = rangendo; ringindo; roendo ou comendo entre resmungos.

Sucedeu = aconteceu; ocorreu; seguiu-se.

CONTO  s.m. Gênero de prosa de ficção. / Narrativa folclórica. / História mentirosa. / Historieta, estória, narrativa; conto popular. / Fig. Invenção, peta, embuste, engodo. / Extremidade inferior da lança. / Ant. Número, conta. // Conto de réis, um milhão de réis. // Conto (ou história) da carochinha, lenda ou conto popular para crianças. // Sem conto, grande quantidade; inumerável, incontável.


 

A voz do próximo sexta-feira, jun 2 2006 

 

É IMPOSSÍVEL AGRADAR A GREGOS E TROIANOS

(Provérbio)

 

A voz do próximo

(Lygia Fagundes Telles)

 

Quando ela se achou velha, calmamente resolveu dependurar as chuteiras (nos negócios do amor, nunca fora uma jogadora do primeiro time) e assumir a velhice com dignidade. Então, ouviu a voz do próximo: “Que horror, mas como uma pessoa se entrega desse jeito, ficou até desleixada, presença negativa! De repente, parece que resolveu envelhecer e envelheceu tudo, sem nenhuma luta, isso só pode ser neurose, há de ver, quer provocar piedade, é uma punitiva!”

Muito impressionada com o que ouviu, ela resolveu reagir, lutar por uma imagem melhor. Fez plástica, pintou os cabelos, comprou roupas da moda e começou a namorar outra vez. Então, ouviu a voz do próximo: “Mas que ridícula! Caindo de velhice e ainda querendo fazer charme, uma desfrutável! Já puxou a cara umas três vezes, se pinta feito palhaça, virou arroz-de-festa, ainda namorando um moço que podia ser seu filho! Devia se recolher, devia ir rezar!”

Muito impressionada com o que ouviu, ela resolveu se afastar da vida frívola, das vaidades deste mundo e, na solidão, decidiu entrar para um convento, quem sabe no convento se encontraria? E se encontrando, quem sabe encontraria Deus? Então, ouviu a voz do próximo: “Depois de velho o Diabo fez-se ermitão! Vê se é possível uma vocação assim retardada, por que só agora essa mania de religião? Tudo mentira, afetação, vontade de ser original, imagine se vai durar… Quando descobrir que ninguém está ligando, deixa de bancar a santa. Pode ser, também, que esteja esclerosada, pode ser isso, esclerose!”

Muito impressionada com o que ouviu, ela resolveu sair do convento e, num dia de depressão mais aguda, decidiu se matar. Mas queria uma morte silenciosa, sem chamar a menor atenção – se possível, sem deixar sequer o corpo, estava tão triste consigo mesma que achou que nem enterro merecia. Tirou a roupa para não ser identificada, dependurou na cintura uma sacola com pedras e entrou no rio. Então, ouviu a voz do próximo: “Está vendo? A vida inteira ela só quis uma coisa, se exibir, se mostrar, uma narcisista até na hora em que cismou de morrer, imagine, entrar nua no rio! No velho estilo para provocar escândalo. Só para comover, mas a mim é que não comoveu, ao contrário, fiquei decepcionada, que idéia de querer fazer da morte um espetáculo!”

Muito impressionada com o que ouviu (e ouviu mal, a voz do próximo longe demais, quase apagando), ela quis gritar de alegria, quis rir, rir – mas, então era assim? – ô Deus! – e se preocupando com isso, perdendo a vida, que maravilha não ter morrido, quer dizer que alguém entrou no rio para salvá-la? Maravilha, coisa extraordinária, quer dizer que… Mas onde estava agora? No hospital? Se estava ouvindo (ouvindo mal, embora!) é porque estava viva, pena não poder ver nem falar, o corpo, também, insensível, nem sentia o corpo, mas estava ouvindo, hem?! Se estava ouvindo – e livre, para sempre livre, ah, como demorou para entender que os outros – ah, que demora para se libertar, nascer de novo! Então, ouviu a voz do próximo (desta vez, tão longe que ficou um sopro) pedir depressa a tampa, já estava passando da hora de fechar o caixão.

(A disciplina do amor. 2ª edição. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1981, páginas 136 e 137. In Linguagem Nova, Faraco & Moura, 7ª série, Editora Ática, 1994, São Paulo, 2ª edição. )

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VOCABULÁRIO

próximo = pessoa; cada homem, nosso semelhante

neurose = perturbação mental

punitivo = que pune, que castiga

desfrutável = pessoa escandalosa, leviana

frívolo = sem importância, sem valor, leviano

ermitão = indivíduo solitário; pessoa que se retira da sociedade

retardado = fora de época, atrasado

afetação = fingimento, dissimulação, pedantismo

esclerose = doença que, quando ataca o sistema nervoso central, provoca mudanças no comportamento do doente (Atenção: atualmente, a Medicina refere-se a esta doença com outro nome e, embora ainda não de todo entendida, a tendência não é mais referir-se, na Medicina, a “esclerosado”; na linguagem coloquial, porém, continuamos a usar esse “rótulo” para as pessoas que aparentam mostrar sinais de esquecimento, a só lembrar-se do passado …)

narcisista = que ama excessivamente a si mesmo.

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