Repeteco, porque os piolhentos alcançaram seus propósitos segunda-feira, maio 29 2006 

Inclusive o de manter meu blog como uma farsa para mim mesma.
Obrigada, isso só me fortalece, porque o autor desse texto deveria estar bradando em todas as línguas vivas: eu não disse? Eu não disse? Tá tudo dominado, sim, pelos piolhentos e não apenas nas denominadas funções "menos importantes", mas em qualquer setor da vida pública ou privada.
 
 

Este texto costuma provocar a ira de quem o lê pela primeira vez.

No entanto, se você não é um "piolhento" (um lesado pela corrupção que grassa no Brasil desde o "descobrimento" em 1500) perceberá que o autor dele SE INCLUI (pelo uso de "nós") e não nos está apontando com o dedo sujo.  

Os piolhentos e nós

De Fernando Pacheco Jordão, jornalista, publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, 22/03/1991, página 2.

“Já vi criança queimada… queimada de cigarro… machucada com tiro no pé, que o pai deu… criança com piolho, aqui tem muito piolho…”

(Depoimento de uma mulher para trabalho da Secretaria do Menor no Jardim São Luís, em São Paulo)

 

                

           Logo nas primeiras páginas de seu livro De Beirute a Jerusalém, recém [1991] lançado no Brasil, o jornalista americano Thomas Friedman descreve seu espanto ante a violência do seqüestro de um homem por um bando armado, em Beirute, à luz do dia, sem que ninguém esboçasse a menor reação. E registra o comportamento do motorista do táxi em que viajava. Mudo, retido num engarrafamento, limitou-se a acompanhar a cena pelo canto do olho. Não fez comentário algum. Friedman comenta que na convivência cotidiana com episódios como aquele, banais na guerra civil de Beirute, a pessoa aos poucos tece para si um colete emocional que lhe permite atravessar imune essa rotina de violência.

            Aqui, fazemos mais ou menos o mesmo. Tecemos nosso colete de indiferença, erguemos nossas cidadelas para morar e nos julgamos a salvo de uma guerra que imaginamos confinada ao terreno dos que queimam suas crianças com cigarros e chegam a lhes dar tiros nos pés.

            Até o dia em que invadem nossos muros, estupram nossa filha e outros caem de pancada sobre nossa mulher, como costumam fazer com quem lhes pareça delinqüente. Só aí reagimos, com a mais justa das indignações. E perguntamos: será preciso erguer ainda mais os muros da cidadela? Ou, quem sabe, mudá-la para mais longe? Na verdade, nunca fazemos a pergunta crucial: o que temos a ver com esta guerra?

            Os dois recentes [1991] casos de violência que vitimaram em São Paulo pessoas de classe média – o assassinato da jovem estudante de Alphaville e a agressão de um policial à mãe de uma criança que buscava o filho na escola, na Avenida Higienópolis – convidam à reflexão sobre os perigos do individualismo suicida que cada vez mais nos contamina o tecido social.[Destaque de Maria Lúcia]

            Não se trata de intenção piegas de invocar injustiças sociais para justificar violências e pedir clemência para seus autores. Nada disso. Trata-se simplesmente de lembrar que, por mais que nos isolemos, por mais que nos escondamos atrás de muros, não dá para fazer de conta que nosso universo tem a dimensão de nossos domínios particulares. Não dá para ficar espiando pelo canto do olho, como o motorista de Beirute, indiferente ao que se passa além-fronteiras da nossa cidadela. Não por caridade ou amor ao próximo, mas porque, em nosso cotidiano, dependemos a todo momento dos piolhentos que catalogamos como uma sociedade à parte.[Destaque de Maria Lúcia]

            Podemos [destaque de Maria Lúcia] pagar escolas particulares. Por isso, que se dane o resto.

            Mas, amanhã, um piolhento lesado por um ensino público falido vai ser nosso funcionário ineficiente. Sua irmã piolhenta e semi-alfabetizada vai ser babá de nossos filhos. Podemos [destaque de Maria Lúcia] pagar seguro-saúde privado. Que se dane o resto. Mas, amanhã, um piolhento desses será o enfermeiro de cuja formação precária vamos precisar num hospital. Assim como um piolhento se torna assassino e outro, fardado, esbanja truculência. Nosso individualismo burro condena os piolhentos a uma marginalidade social que, cada dia mais, se volta contra nós mesmos, em prejuízo de nosso próprio conforto material e de nossa qualidade de vida [Destaque de Maria Lúcia]. É algo já introjetado no caráter da classe média brasileira: não nos importamos com o social – o público – porque nos iludimos achando que garantimos nossa sociedade com o pagamento da fatura do privado. Ao contrário do que Thomas Friedman descobriu na guerra de Beirute, na nossa guerra não há colete emocional nem físico que resista.

 

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Origem dos números segunda-feira, maio 29 2006 

Embora não seja do interesse dos que só pensam em ter e aparecer, seria interessante, apesar do limite de intelecto dos mesmos, contar que, no início de minha profissão de professora, educadora para sempre, dentre os livros didáticos de apoio, de inglês, que eu consultava para melhorar minhas aulas, havia um que apresentava a curiosidade de que os números, hoje corrigidos para indo-arábicos, formavam tantos ângulos quanto o número que queriam representar.
Infelizmente, procuro, na minha estante, há muitos anos essa coleção e nunca mais a encontrei. Esta otária, que sempre tomou sorvete pela testa,deve ter emprestado a coleção ou a doado, para ajudar quem nunca merecia ter tido o privilégio de minha atenção. Certamente, a coleção foi doada ou emprestada a quem me esfaqueou pelas costas, na ânsia de ter e aparecer. Espero que seja desmascarada antes que se torne nome de alguma escola ou líder ou candidato (ou candidata) a cargo eletivo, porque representa um perigo muito grande para a sociedade, tão grande quanto os criminosos comuns.
Para conhecer melhor sobre os números, encontrei este endereço:
 
Para ilustrar os ângulos que, supostamente, os números teriam para representar as unidades a que se referem, "puxei" e "repuxei" a memória e, apesar de desenhos primitivos, servirão para demonstrar o que apareciam naquela coleção de livros desaparecida.
 
Sempre afirmei que seria capaz de elaborar e pôr em prática aulas sobre qualquer componente curricular, exceto Matemática e componentes curriculares afins. Não é verdade! Eu teria sido capaz de dominar todos os assuntos se o fato de aprender e ensinar Inglês e Português não fossem atividades profissionais que exigissem tanto tempo e senso de responsabilidade.

Assassinato da Justiça segunda-feira, maio 29 2006 

 

O relato “Assassinato da Justiça” é exemplo concreto de falha nos procedimentos legais relacionados à prisão, indiciamento, julgamento e cumprimento de pena nos EUA.

Por saber que as leis brasileiras permitem muitas interpretações, dependendo de quem está sendo julgado ou submetido a um possível indiciamento (referência às CPIs ou a “investigações internas” antes de os suspeitos serem apresentados, de verdade, às autoridades competentes do Judiciário e ao fato de que o crime organizado manda neste país desde o descobrimento, além de ter “criado” o PCC e dele fazer parte, só não percebeu isso quem não quer), por conhecer, de leituras e de experiência própria, a morosidade, o acúmulo de serviço do Poder Judiciário e outros problemas tão graves quanto os que vivi e presenciei, em relação ao Ensino Público, quando professora de escolas estaduais, partilho o texto “Assassinato da Justiça”.

Claro que foi partilhado, também, com professores da escola “Pinheiro Júnior”, mas o crime organizado “deu um jeito” para que a leitura do texto fosse prejudicada, entre outros problemas de má formação e má informação de meus “pares”, por uma prostituta, digo, professora substituta, de Sorocaba, uma loira, que, juntamente com outra “colega” de profissão, abaixaram as cabeças nas carteiras da sala de aula que ocupavam e fingiram dormir durante a leitura deste texto, em reunião de HTPC (professores reunidos sob a batuta de uma ou duas coordenadoras pedagógicas, duas horas-atividade obrigatórias na escola), com cópias para os demais professores a serem feitas a partir das matrizes que entreguei às coordenadoras pedagógicas ou que raio de nome tenham atualmente, se mudaram esse “título”, pois se mudaram, certamente, não mudaram as atitudes de privilegiar a alienação, a inércia, a incompetência em nome de ações político-partidárias que permitam eleições e reeleições em prejuízo dos maiores interessados e os alvos verdadeiros da Educação Formal: os educandos.

Chore, agora, sociedade, os seus mortos, pois não há nada mais a ser feito. Quando era tempo de se rebelar, de modo pacífico, todos enfiaram a cabeça na areia. As escolas, sob ordens da Secretaria de Educação, foram transformadas em locais de receber e tratar de “ensinar” menores infratores que não dispunham de espaço em FEBENS falidas (secretário de Educação Chalita) e os professores não tinham acesso nem aos prontuários desses alunos nem eram informados como lidar com os “nem minha mãe fala assim comigo!” (em tom de ameaça). Chore, agora, sociedade que desprezou e fez pouco de educadores que, como eu, alertavam para o que estava acontecendo e não admitiam que esses infratores “dominassem” a sala de aula, mesmo sob ameaça deles e dos adultos que os aliciavam.

Meu profundo desprezo aos patrões do crime organizado, os que mais lucram com o caos e a decadência de toda a sociedade: são rufiões, são suínos capados, são os que interferem na vida profissional e pessoal dos que alertam para o que está por vir. Nunca conseguirei estar em compasso intelectual com esses calhordas, pois o meu intelecto e minha personalidade não foram formados às custas desses calhordas: foram e continuam a ser livres.

Hoje, quero que todos, sem exceção, que interferiram em minha vida e deram péssimos exemplos aos criminosos, para que agissem do mesmo modo, voltem a cuidar de suas devidas vidas pessoais e profissionais – que devem estar de ponta cabeça e verifiquem, também, onde se encontram suas mães e seus filhos e suas filhas, pois, pelos péssimos exemplos em casa, devem estar em situação de alto risco – tomem no lugar que adoram tomar e vão para o raio que os parta. Nunca pedi a ajuda de bandido, muito menos de quem não se considera bandido, mas é: suínos capados, rufiões!

 

Como sugestão de atividade pedagógica, tenho arquivado, em disquete, o que escrevi às coordenadoras pedagógicas, além de entregar o material para que se tornasse uma atividade pedagógica e NUNCA RECEBI RETORNO OU O MATERIAL DE VOLTA, além da certeza de que, antes de entrar em reunião de HTPC, assim como quando entrava em sala de aula, o assunto de minha sugestão já era de domínio dos integrantes do crime organizado, interessados em acabar comigo física ou moralmente, pois eu era um chute na canela nos planos dessas quadrilhas de ou acabar comigo ou me tornar integrante delas.

 

 

Fonte: Seleções Reader’s Digest, junho de 2000, páginas 107 a 112, redigito:

 

O policial e o garoto de rua morreram juntos.

Se o sistema tivesse funcionado, ainda estariam vivos.

ASSASSINATO DA JUSTIÇA

Por Jeffrey Robinson

 

            Correy Major era um garoto de 19 anos que vivia nas ruas de Fort Myers, Flórida. Robert Clarck tinha 36 anos, e morava em Cleveland. Seus caminhos se cruzaram uma única vez.

            Clark nunca soube que as primeiras prisões de Correy por contravenção foram aos 8 anos de idade. Ou que, aos 11, vieram delitos mais graves. Ou ainda que, na adolescência, fora acusado de quase 150 crimes.

            Correy nunca soube que Clark sempre sonhara ser policial, assim como o bisavô, oficial morto por um criminoso. Ou que, quando Clark se formou na academia de polícia, recebeu permissão para usar o número do distintivo do bisavô – 545.

            O policial e o garoto de rua nunca deveriam ter se encontrado. No entanto, numa noite de verão de 1998, as vidas de dois completos estranhos uniram-se para sempre.

            Corey Major nunca teve uma figura paterna e desprezava os homens que entravam e saíam da vida de sua mãe. Quando criança, ao voltar para casa, muitas vezes a encontrava sob efeito de drogas. Mas ficou com ela, mesmo depois dos cinco irmãos e irmãs terem ido embora.

            Mãe e filho mudaram-se para Cleveland, depois voltaram a Fort Myers. Correy abandonou a escola antes do curso secundário. Começou a usar drogas e passou a ser preso por roubo de carros, assaltos e invasão de casas. Tinha 1,83 metros, 72 quilos e seis dentes frontais de ouro.

            Quando Robert Clark estava com 20 anos, conheceu Catherine Cooper, de 17 anos, que trabalhava numa lanchonete. Ele sempre aparecia lá. Catherine tinha problemas de visão e temia que ele se afastasse quando descobrisse a gravidade deles. Clark não só não foi embora como telefonou para o hospital depois da cirurgia a que ela se submetera.

            Casaram-se e tiveram três filhos. Naquela noite de julho de 1998, Melissa estava com 7 anos, Alina 5, e Robby, 2.

            Dois meses após seu 18º aniversário, e ao fim de cinco dias usando drogas continuamente, Correy Major tentou roubar a bolsa de uma senhora de 88 anos. Como ela não soltasse a bolsa, ele a derrubou e pisou em seu rosto.

            Perseguido pela polícia de Fort Myers, fugiu num carro roubado, bateu em um poste e começou a correr. Dois policiais o encurralaram em uma vala. Correy atravessou a lama até o outro lado.

            O sargento Andu Rudolph estava à sua espera, com a arma em punho. “Parado! Deite-se de bruços agora!”.

            Rendido, com as mãos para o alto, Correy agachou-se devagar. De repente, deu um pulo para a frente, derrubando Rudolph de costas.

            Rudolph agarrou Correy pelo pescoço. Lutaram, rolando pelo chão, até que Correy ficou por cima. Ele deu uma cotovelada no peito do policial e agarrou o cano da arma.

            Rudolph conseguiu retirar o pente e jogá-lo longe, de modo que a arma não pudesse disparar.

            Então, pegou o cassetete e golpeou a cabeça de Correy. O golpe abriu um talho imenso e o sangue jorrou. Correy, porém, nem sequer pestanejou. Deu uma joelhada no peito de Rudolph e correu em direção à viatura de polícia.

            Lutando para respirar, rudolph tentou pegar a chave. Correy o agarrou pelo pescoço, sufocando-o, e engrenou o carro. Rudolph conseguiu tirar a chave da ignição. Foi, então, que dois civis tiraram Correy do carro e dois outros policiais chegaram.

            A senhora tinha sido levada para o hospital. Quando chegou, os médicos pensaram que estivesse morta.

            Correy foi acusado de nove crimes, incluindo roubo de carro, assalto à mão armada, resistência à prisão com violência, agressão a um policial e apropriação de sua arma. Um juiz tentou mantê-lo preso sem direito a fiança, mas esta acabou sendo fixada em 55.500 dólares.

            No dia 15 de novembro, a avó de Correy pagou a fiança e ele foi solto.

            Quando não estava desenhando e caricaturando todos na delegacia, Robert Clark quebrava a tensão do patrulhamento nas ruas fazendo brincadeiras com os colegas. Uma de suas piadas favoritas era puxar Bill Van Verth de lado e dizer-lhe que Jerry Zarlenga falara algo horrível a seu respeito. Então, dizia a Zarlenga: “Não posso acreditar no que Bill contou sobre você”. Então, se sentava e ficava observando o caos que criara. {Nota pessoal de Maria Lúcia Bernardini: essa seria, na opinião dela, uma falha de caráter e não motivo de ser considerada uma “piada”, pois, além de ser de mau gosto, “legaliza” as brincadeiras de pobres de espírito que agem assim o tempo todo. Particularmente, se eu tivesse escrito o texto, não contaria isso aos leitores. Aparenta ser falta do que fazer, além de criar um clima de hostilidade, de fofoca a respeito de alguém que será assassinado por um criminoso com 150 acusações de crime. Ou, como educadora, aproveitaria para externar minha opinião a respeito desse lado “brincalhão” de Robert Clark e as conseqüências de irresponsabilidades como essa. Seria preferível que contasse piadas, a ser o autor de diz-que-diz-que.]

            Quando não estava trabalhando, o lugar favorito de Clark era sua casa. Nos aniversários dos filhos, prepara o bolo e os enfeites, e fazia o impossível para dar-lhes o que desejavam. No dia de Ação de Graças, servia tortas de abóbora para todos. Na véspera do Natal, não importava até que horas trabalhasse, acordava Catherine, vestia a fantasia vermelha e pedia que o filmasse colocando os presentes debaixo da árvore, para que as crianças pudessem ver Papai Noel.

            A despeito das 62 acusações acumuladas contra ele desde dezembro de 1995, Correy Major se deu conta de que, dessa vez, estava mesmo encrencado. Acusado como adulto, ele agora não tinha escolha. Caso se declarasse inocente e perdesse – o que era provável – passaria 24 anos na cadeia. Se aceitasse um acordo, pegaria 14 anos e poderia sair em 12.

            “Eles estão tentando me pegar”, disse Carrey à mãe. “Prefiro morrer a ir para a cadeia por algo que não fiz”.

            Na manhã do dia 6 de maio de 1998, no tribunal do Condado de Lee, Flórida, o oficial de justiça chamou o nome de Correy Major. Ninguém respondeu.

            Mais tarde, no mesmo dia, um mandado de prisão para Correy foi enviado ao departamento de polícia do condado. Em vez de relacionar os nove delitos cometidos por Correy, a mulher que digitava as informações seguiu o procedimento costumeiro – mas incorreto – do departamento e digitou apenas “não compareceu”.

            Para reduzir os custos administrativos ligados ao cumprimento da lei, muitos estados, incluindo a Flórida, montam uma rede relativamente pequena para capturar fugitivos procurados por delitos menores. No caso de Correy, o erro da digitadora limitou sua área de expedição ao “sudeste dos EUA apenas” – ou seja, a Flórida e seus estados limítrofes. Se Correy fosse capturado fora dessa área, o Condado de Lee não o queria de volta.

            Com caçadores de recompensa vasculhando Fort Myers à sua procura, Correy escondeu-se em casas de amigos.

            No dia 12 de maio, em pânico, fugiu da cidade de ônibus, em direção a Cleveland.

            Nas ruas, Robert Clark era só trabalho. Para os garotos com quem lidava, não havia nada de engraçado no policial grandalhão a quem chamavam de RoboCop e Power Ranger . Certa vez, Clark e Zarlenga localizaram os suspeitos de homicídio de uma garota de 17 anos dentro de uma van. Usando a viatura da polícia, eles imprensaram a van contra a lateral de uma ponte e capturaram os quatro bandidos – ainda de posse de um rifle e uma pistola – sem que um só tiro fosse disparado.

            As 2h18 do dia 1.º de julho de 1998, a delegacia de polícia de Brook Park, no subúrbio  de Cleveland, recebeu um telefonema. Um jovem havia arrombado um caminhão no estacionamento de um bar de strip-tease.

            Segundo testemunhas, o homem se encontrava em outro bar, a 500 metros dali. Seis policiais foram enviados ao local e precisaram de grande quantidade de spray de pimenta para rendê-lo e capturá-lo. Como o suspeito se recusava a dar seu nome verdadeiro, foi fichado como desconhecido e detido durante a noite.

            Estava claro que o garoto tinha antecedentes criminais; assim, suas digitais foram enviadas ao FBI. Ao amanhecer, a polícia já o havia identificado como Correy Major. Também descobriram que sua ficha policial era extensa e que ele estava sendo procurado na Flórida.

            A polícia de Brook Park informou aos oficiais do Condado de Lee que tinham seu fugitivo sob custódia. Uma auxiliar da delegacia de Fort Myers consultou o banco de dados e leu “sudeste dos EUA apenas”. As 11h57, ela respondeu: “Não haverá extradição de seu estado. Obrigada”.

            Perplexo, o chefe de polícia, Tom Dease, pediu que tornassem a ligar para a delegacia do Condado de Lee, a fim de confirmar a informação. Mas, na Flórida, a auxiliar simplesmente repetiu o que estava no computador: “Sudeste dos EUA apenas”.

            Correy Major deu um telefonema para providenciar a fiança. Então se estipularam as multas para cada um dos quatro delitos – dano patrimonial, resistência à prisão, furto simples e falsa identidade. O total chegava a 900 dólares.

            Com a fiança paga, Correy Major estava de volta às ruas.

            Eram 15h35.

            Naquele instante, Robert Clark encontrava-se em casa, tomando conta dos três filhos, enquanto a mulher não chegava. No fim da tarde, as crianças o ajudaram a fazer o jantar. Quando Catherine voltou, a comida estava na mesa. Por volta das 18h30, Robert deu um beijo de boa-noite nas crianças, despediu-se da mulher e foi para o trabalho.

            Correy Major passou o resto do dia em pânico. Telefonou para a namorada na Flórida. Chorando, perguntou: “Por que me soltaram? Estão tentando me matar?”.

            Estava convencido de que aquilo era uma armadilha da polícia.

            Por volta das 22h30, Clark e dois detetives à paisana – Keith Haven e Ray Diaz – dirigiam-se a um bar que deveriam vigiar. No caminho, avistaram três pessoas em atitude suspeita numa esquina. Clark achou que parecia uma transação de drogas. “Vamos pegá-los”, disse ele.

            Correy viu três homens, obviamente policiais, vindo em sua direção e correu para a entrada de um prédio de dois andares na Madison Avenue.

            “Espere aqui fora”, gritou Clark para Haven, enquanto ele e Diaz subiam correndo as escadas estreitas e escuras. Correy tentava escapar por uma porta no andar superior. Clark o imobilizou contra a parede, enquanto Diaz, um degrau abaixo, começava a revistá-lo. Correy gritava.

            Diaz encontrou cocaína no bolso do garoto que, nesse momento, o empurrou para trás. Diaz começou a cair e Clark tentou ajudá-lo. Ambos rolaram pelas escadas – primeiro Diaz, depois Clark.

            Correy virou-se, sacou da cintura uma pistola 9 mm e começou a atirar. Haven chegou correndo. Clark estava caído nos degraus. Diaz, atônito e machucado com a queda, jazia ao pé da escada. Correy batia furiosamente na porta, gritando para que o deixassem entrar. Haven abriu fogo.

            Mais tarde, a polícia encontrou a carteira de Clark na escada, em meio a uma poça de sangue. Dentro dela, havia desenhos dos filhos, guardados junto ao distintivo número 545.

            O funeral de Correy Major foi realizado no Centro de Renascimento Apostólico de Fort Myers. Cerca de 150 pessoas compareceram.

            O de Robert Clark foi na igreja de Nossa Senhora dos Anjos, em Cleveland. Milhares de pessoas – com cartazes, flâmulas e bandeiras – aglomeravam-se em silêncio no trajeto até o cemitério, acenando e dizendo adeus a um homem que não conheceram.

            Desde que esses dois caminhos se cruzaram…

            A mãe de Robert vai ao cemitério duas vezes por dia. Em torno do pescoço, usa uma corrente com a cópia do distintivo 545.

            A delegacia do Condado de Lee admitiu seus erros, mas insiste que já corrigiu os procedimentos para tratar de mandados e extradições.

            O chefe de polícia de Brook Park, Tom Dease, continua furioso com a decisão do Condado de Lee de não extraditar Correy Major. Ele se pergunta se alguém, na Flórida, não pensou: Esse cara já foi embora. Vamos deixá-lo onde está.

            Na casa dos Clarks, o pai ainda participa de tudo que a família faz. Quando Catherine põe os filhos para dormir, eles querem dois abraços – um pela mãe, outro pelo pai. Melissa dorme abraçada à jaqueta do pai e Alaina à camisa. O pequeno Robby pergunta sempre onde está papai.

            No primeiro aniversário de Robert Clark depois de sua morte, Catherine levou as crianças e 20 balões de gás ao cemitério. Os quatro postaram-se ao lado do túmulo e desejaram feliz aniversário ao pai, enquanto olhavam os balões subirem cada vez mais alto ao céu.

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Jogral Liberdade quinta-feira, maio 18 2006 

 

JOGRAL

Liberdade

( 1) Sou livre quando amo o que faço;

 

(2 ) Sou livre quando amo as coisas e os homens porque o amor os faz mais livres e eu menos escravo;

 

(3) Sou livre quando aceito e defendo a liberdade dos outros;

 

(1) Sou livre quando a minha liberdade vale mais do que o dinheiro;

 

(2) Sou livre quando aceito que o mais importante é a minha consciência;

 

(3) Sou livre quando creio que Deus é maior do que o meu pecado;

 

(1) Sou livre quando sei que, na hora do fracasso, é sempre tempo de começar outra vez;

 

(2) Sou livre quando sou capaz de amar o instante da vida que tenho nas mãos;

 

(3) Sou livre quando estou consciente de que nem tudo me convém;

 

(1) Sou livre quando,  acorrentado, continuo a gritar o direito à minha liberdade;

 

(2) Sou livre quando tento fazer do meu trabalho um ato de criação;

 

(TODOS) Bem-aventurados os livres, porque possuirão a Terra.

 

 

(Liberdade, de Juan Arias. In Persona: o teatro na educação – o teatro na vida, s. n. t.) Fonte: Aulas de Português, Luiz Antônio Ferreira, 5ª série, Editora Ática.

Não sabe quem era governador de tal ano a tal ano? segunda-feira, maio 15 2006 

Encontrei este endereço eletrônico muito informativo ao fazer uma busca no UOL Brasil
 
 
Vale a pena conferir!

O crime toma partido segunda-feira, maio 15 2006 

Grande novidade… para os políticos "da hora"!

O texto prova, mais uma vez, que devemos ignorar as candidaturas políticas de DESCOMPROMISSADOS, que nunca foram punidos pela Lei pelos seus atos ou omissões, os descompromissados por ações em benefício da sociedade, mas que colaboram, a curto, médio e longo prazos, para o caos social que se instalou no país.

Quem não tomou as providências em relação às graves denúncias contidas nesta entrevista, feitas há mais de DEZ anos, publicadas em 2001, dessa Procuradora de Justiça (atente para o nome do cargo público) foi e continua a ser:

1)       Inapto, incompetente, imoral para o cargo ou a função que ocupa;

2)       Analfabeto ou portador de índole de má fé (mau caráter), pois se não obteve as informações no próprio âmbito de sua atuação, também não lê jornais e revistas de grande circulação (comprometidos com a sociedade, não com o crime organizado). Programas de televisão de qualidade, descomprometidos com o crime organizado, independentes do tráfico de influência não têm IBOPE, lembra-se? Ah, também me esqueci que não alcança o intelecto dos que estudaram e estudam em escolas públicas onde os funcionários, professores e superiores hierárquicos apenas servem como escadas, corrimões e tranpolins para políticos "da hora", aqueles comprometidos com o crime organizado, a quem interessa, mesmo, que a população, de modo geral, não "alcance" as informações de bons programas televisivos.

3)       Dependente do tráfico de influência, descomprometido, de novo, com o cargo ou a função que ocupa, pois trabalha, como “leiloeiro quem dá mais”, para o crime organizado, não para a FONTE de seu salário, ou seja, para os cidadãos honestos que pagam impostos em dia e não vêem resultado algum do dinheiro que pagam, investido em saúde, educação, habitação, à qual a violência está atrelada;

4)       Impunidade de funcionários públicos e de funcionários de pequena, média e grande empresas que se filiam aos partidos dos criminosos, seja ele do colarinho branco ou criminosos comuns. Atos e omissões são crimes que deveriam ser denunciados NO ATO, não em época de eleição ou de reajuste salarial. Denúncia de que a empresa ou autarquia ou órgão público estão sendo sucateados deveria ser SEMPRE, não em épocas de eleição ou de reajustes salariais. Impedir que funcionários honestos,  em que empresa privada ou órgão público for, que não tenham interesses políticos-partidários, sejam alvo de chacotas, humilhação, calúnia, difamação…

Solução: processos sumários de demissão para prevaricadores, integrantes do crime organizado. Ah, é, têm direito à defesa? Empurrar com a barriga, para que o próximo governo "se dane". Não é assim que os governantes muncipais, estaduais e federal e seu "staff" fazem com tudo? Empurrem, também, com a barriga, as demissões sumárias de prevaricadores.

 

 O crime organizado toma partido

Entrevista: Lúcia Maria Casali de Oliveira

Por Antonio Edson.

Fonte: Família Cristã, ano 67, n.º 784, abril de 2001, exemplar de assinante.

            O dia 18 de fevereiro [2001], domingo, vai ficar gravado nos corações e mentes dos brasileiros. Pela primeira vez, o crime organizado, dentro de 29 presídios paulistas, deu uma demonstração de força que mobilizou 27 mil presos e desmoralizou o poder público. Por intermédio de telefones celulares, integrantes de um autodenominado PCC (Primeiro Comando da Capital) transmitiram ordens para, ao meio-dia, penitenciárias de 12 cidades começarem a cair nas mãos dos presos. O resultado oficial foi de 16 mortos e uma ameaça do “partido do crime”, como a imprensa denominou o PCC: o País viu só uma demonstração de força. As rebeliões viriam depois.

            Para muitas pessoas a sigla PCC era nova. Para outras, não, como a procuradora de justiça Lúcia Maria Casali de Oliveira, 54 anos, membro do Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo, que trabalhou no sistema penitenciário por 18 anos – trata-se de uma das maiores especialistas no tema. “Alerto as autoridades do setor penitenciário sobre o PCC há uma década [1991/2001]. E elas falavam que tudo era ficção. Pois a ficção agora está aí. Mais organizada do que nunca” – constata a procuradora, que concedeu a seguinte entrevista:

Como a senhora explica a existência de um partido do crime?

Tudo o que está acontecendo dentro das cadeias resulta da violência que ocorre fora delas. É fruto de um estelionato que o governo pratica sobre a população livre e detenta. Se o governo não quer promover uma política habitacional ao povo, escola pública decente às crianças e saúde às famílias, como está previsto na Constituição, como pode prometer 6 metros quadrados de cela para cada preso? Isso é demagogia. Ninguém deve prometer o que não poderá cumprir. Se o governo não respeita as leis sociais de quem está solto, quanto mais os direitos de quem está preso… Essas coisas só favorecem a aparição de monstruosidades como o PCC. Seus cabeças querem conquistar direitos e, em última análise, a liberdade, pela força e violência. Obviamente, sem legitimidade alguma.

O poder público fez muitas promessas que não cumpriu para os detentos?

Fez um rol de leis sem condição de cumprir. Se você me der licença, vou ler o projeto de lei que o governo Fernando Henrique preparou para o sistema penitenciário e que, aliás, não difere muito do atual. “Dos direitos do preso. Salubridade no ambiente prisional. Alimentação suficiente. Vestuário, Atribuição de trabalho e sua remuneração. Previdência social. Constituição de pecúlio. Proporcionalidade da divisão do tempo para o trabalho. Estudo, descanso e recreação. Exercício de atividades profissionais, artísticas, esportivas e intelectuais, desde que compatíveis com a execução da pena. Assistência material, jurídica, social e religiosa. Proteção contra qualquer forma de imprensa sensacionalista. Entrevista pessoal reservada com o advogado. Visita íntima e periódica com o cônjuge ou companheira na forma disciplinada pelo presídio. Visita de parente e amigos na forma disciplinada também pelo presídio. Chamamento nominal. Igualdade de tratamento. Audiência especial com o diretor do estabelecimento. Contato com o mundo exterior através da leitura, correspondência e de outros meios de informação que não comprometam o moral, os bons costumes e a disciplina”. É brincadeira, não?

Neste último item citado entra o direito ao uso de celular. Como eles já estão usando esse aparelho se a lei ainda é anteprojeto?

Os presídios brasileiros não têm detectores de metal e os celulares entram. E os celulares, de fato, foram o pivô do movimento organizado nos presídios paulistas, em fevereiro, porque os presos sabem deste anteprojeto e da incapacidade do governo de cumpri-lo. Eles estão se rebelando por conta. Já que o governo nunca cumprirá tanta coisa, isso gera insatisfação e fortalece coisas como o PCC, formado por bandidos ricos, ou seja, assaltantes de bancos e traficantes, que usam outros presos, os chamados laranjas, como massa de manobra. E eles são ricos mesmo. Hoje, o resgate de um preso feito pelo PCC não sai por menos de 80 mil reais.

Certamente, há exageros na maioria dos itens desse projeto de lei. Mas o preso também precisa ter seus direitos mínimos assegurados, não?

O preso precisa ser tratado com disciplina para tomar consciência de seus erros e dignidade para ser recuperado. Acredito nessa recuperação. Tanto que alguns ex-latrocidas, pessoas que mataram para roubar, se recuperaram e vêm me visitar, agradecidos pelo que eu fiz por eles. Não com demagogia, mas com justiça. Dispensável dizer que não cabe a ninguém do Ministério Público defender maus-tratos aos cidadãos e, sim, lutar pelos direitos de cidadania de qualquer pessoa.

O que o sistema penitenciário precisa fazer para intimidar o PCC e evitar que ele venha a promover rebeliões de verdade?

O crime organizado sempre existiu. A prova é a Máfia e a Chicago dos gângsteres, dos anos 30 do século passado. Mas no nosso caso, precisamos, repito, de mais vagas e não de leis penais que promovam a soltura do preso antes de ele ter saldado sua dívida com a sociedade e ter se recuperado. Comparando: nenhum hospital dá alta a um paciente grave para abrir vaga para outro doente. O ex-governador Covas construiu 22 mil novas vagas no sistema penitenciário de São Paulo. Mas elas não foram suficientes, pois a polícia está prendendo, por dia, 800 pessoas a mais do que prendia antes, devido à explosão da violência [2001].

Então o problema começa mesmo fora dos presídios?

Mas isso foi a primeira coisa que eu disse… A explosão da violência dentro dos presídios é parte do contexto da sociedade. Aquela frase dita por um político do passado nunca esteve tão atual: eduquem as crianças e não será preciso punir os adultos. No entanto, não aprendemos ainda. No Jardim Ângela, um foco de miséria na capital de São Paulo, a criança vê, desde pequena, cadáver na porta de casa. Muitas famílias se desagregam cedo, pois o pai é alcoólatra, e a mãe, prostituta. Para piorar, a criança não tem escola boa, nada que a valorize e que ela dê valor. O que acontece com ela? Provavelmente vai ser recrutada pelo dinheiro fácil do tráfico e parar na Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor). Lá, ela completa a formação no crime.

Voltando ao PCC, além dos fatores que a senhora já explicou sobre o seu surgimento, há outros que ajudam a entender sua formação?

De fato, há mais. Fora dos presídios está impossível organizar as pessoas em torno de causas comuns. Veja se uma central sindical organizaria uma concentração nas praças centrais das mesma cidades, nos mesmos dias e na mesma hora que os líderes do PCC, de dentro dos presídios, organizaram suas ameaças de rebelião. Não conseguiriam porque o povo está desmobilizado. Mas como o poder público não consegue dar atividade a todos os presos, o que você quer que um bando de homens que vivem apinhados, em condições subumanas, sem trabalhar ou estudar, façam? Fiquem quietos. Claro que não! Eles acabaram se organizando. Então isso é o que eles estão fazendo. Aí, nasce o crime organizado.

Que futuro a senhora vê para o PCC? Outra tragédia como a do Carandiru?

A mortandade dos 11 foi um fato pontual, porque se você somar as mortes ocorridas em rebeliões ocorridas desde 1994 elas ultrapassam em muito os 111 mortos do Carandiru. Por outro lado, estamos lidando com um partido do crime, o PCC, que demonstra muito mais eficiência do que o poder público. Claro que morro de medo de outro episódio como o do Carandiru se repetir. As condições estão aí. A sociedade está lidando com uma panela de pressão prestes a explodir [2001]. Para impedir isso só com muita energia, tratar o preso com o respeito e o rigor necessários. Porque já temos leis demais. E também construir urgentemente mais vagas em presídios industriais, não agrícolas. O preso, hoje, vem do asfalto. Colocar uma enxada na mão de um preso da cidade não o recupera.

Como seriam esses presídios industriais?

Estão previstos na lei e, na prática, existe um em Guarapuava, no Paraná. Ali, com  menos de 300 detentos, todos trabalham e 70% estudam. Trata-se de uma penitenciária-modelo. Pela lei, todo presídio semi-aberto deveria ter, ao lado, uma oficina para o preso trabalhar para o Estado ou ter seus serviços contratados por terceiros, privatizados. Mas na maioria dos presídios semi-abertos os presos saem de manhã e voltam à noite, bastando para tanto um atestado de trabalho. Com isso, a taxa de reincidência é alta. Em Guarapuava, não. A oficina fica ao lado do presídio. Ora, se lá é possível tratar o preso assim, em outros lugares também.

Atualmente, sem investir, como o governo faz para abrir vagas no sistema penitenciário?

Encurta as penas dos detentos sem se preocupar se eles estão quites com a sociedade ou preparados para a liberdade. Em alguns casos, a pena inferior a quatro anos, a pena alternativa, é justa. Mas há situações absurdas. Como a de um traficante. Ele praticou um crime hediondo e, portanto, sem direito a pena alternativa. No entanto, vai pegar a mesma pena, em regime fechado, se for flagrado com 100 gramas de maconha ou 100 quilos de cocaína. E se ele cumprir dois terços da pena e outras exigências ganhará ainda a liberdade condicional. Da mesma forma, receptar produtos roubados. Tanto faz o criminoso receptar um relógio ou um avião. A pena será a mesma. Resumindo: a pena deveria ser proporcional ao valor do crime praticado, não a seu tipo. Essas distorções da lei fazem o crime organizado compensar.

Como assim?

Vou dar um exemplo fácil de entender. Um traficante alicia um sujeito que está desempregado, com a mulher doente e precisando de dinheiro. Diz que paga 50 mil reais para ele pegar um pacote em Mato Grosso e entregar em São Paulo. Ele adianta 25 mil reais e 25 mil paga na entrega. Se o sujeito der azar de ser pego, ele é primário e vai agüentar três anos de cadeia. Mas ele já recebeu 25 mil reais. Então, divida 25 mil reais por 36 meses e a média dá 694 reais por mês. O crime compensou ou não para ele, que estava sem rendimento? Agora, se a pena fosse de dez anos e fixa, sem diminuição, certamente o delito não compensaria e ele pensaria duas vezes antes de aceitar o trabalho. Entendeu por quê, no Brasil, o crime organizado compensa, está prosperando e até já tem um partido?

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As três peneiras terça-feira, maio 9 2006 

Embora seja um texto que já deva ter dado a volta ao mundo da Internet cerca de oitenta vezes, sempre será bem-vindo.
Eu o recebi, pela primeira vez, em 1999, de uma pessoa que ministrava aulas comigo.
Hoje, sem desrespeitar as três peneiras, sou capaz de afirmar que essa mesma pessoa que o enviou não foi capaz de filtrar tudo o que ouviu sobre mim e sobre minha família pelas três peneiras.
Azar o dela, pois, seja por corporativismo (era engenheira), seja por corporativismo (era professora, não era educadora), seja porque dependesse daquelas aulas (o trabalho numa empresa era e continua a ser menos estável que ser indicada por traficantes de influência, pelo crime organizado para estar numa escola pública), seja porque não fosse capaz de assumir a escolha sexual que aparentava ser latente, talvez fosse até vítima de chantagem, perdeu a oportunidade de SER educadora bem como de beber de uma fonte bastante confiável: eu! Coitada, quem sabe estivesse acostumada a que lhe cobrassem algo, quando fosse natural e espontaneamente um ser humano!
Além disso, por insegurança ou por má formação de personalidade, permitiu que parasitas entrassem em meu micro, além de se infiltrarem em minha vida pessoal e profissional. Houve uma noite em que chegou esbaforida à escola e foi até a secretaria mexer no micro. Perguntou-me se eu recebera uma mensagem dela. Eu respondi que não abrira, ainda, o correio eletrônico. Fez boca de siri. Quando abri meu correio eletrônico, acredito que naquela noite mesmo, meu micro precisou de ser reformatado. Penso que descobriu que enviara vírus bravo, mas não me avisou de nada. Espero que tenha contaminado a rede da empresa em que trabalhava, Bravox, e que tenha recebido uma punição merecida. 
Xô, parasitas, não nasci para sustentar impotente sexual e intelectual ou quem nunca assumiu a homossexualidade e precisava se esconder atrás de uma mulher. Dançou, pois nunca me deixei deslumbrar por personalidades raquíticas, mal formadas que compensam suas fraquezas por falsos sentimentos de poder.

As Três Peneiras

Fonte: http://www.shurendo.org/historias/astrespeneiras.htm

Há muitos séculos atrás, num mosteiro budista, após a cerimônia noturna, o Monge Abade se retira para o seu merecido descanso e enquanto tomava calmamente o seu chá, à luz de apenas uma lamparina de óleo. Fazendo entreabrir a porta de correr, feita apenas de madeira e papel de arroz, entra um dos monges instrutores do templo, reverenciando profundamente o mestre.

         Indagado pelo Abade sobre o motivo de sua visita a essas altas horas da noite, o monge lhe diz que o motivo é contar ao mestre sobre alguns comentários que estão correndo no templo sobre um outro mestre instrutor.

         O Venerável Abade, então, lhe diz em sua profunda sabedoria:

         – Calma! Antes de me contares algo que ouviste sobre outra pessoa, gostaria de lhe perguntar: Já fizeste passar essa informação pelas Três Peneiras da Sabedoria?

         – Peneiras da Sabedoria, Venerável Mestre? – espanta-se o monge.

         – Sim, as Três Peneiras da Sabedoria. Tudo o que ouvires falar sobre os outros, deve passar pelas Três Peneiras da Sabedoria, antes de ser retido, acreditado e repassado. Ouça com atenção e me responda: Tens absoluta certeza de que o que te contaram é realmente verdade?

         – Não, não tenho certeza Venerável Mestre. Apenas sei o que me contaram – disse meio sem jeito o monge.

         – Então, se não tens certeza, a informação já vazou pelos furos da primeira peneira que é a da profunda investigação da Verdade. Agora, ela repousa sobre a segunda peneira, e por isso eu lhe pergunto: O que tens a me dizer é algo que gostaria que dissessem sobre ti?

         – De maneira alguma, Mestre! É claro que não! – diz o monge.

         – Então tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira que é a da Compaixão, pois nunca deverias dizer ou fazer a alguém aquilo que não quisesses que fizessem ou dissessem de ti. Agora, tua estória repousa sobre a terceira e última peneira, e por isso lhe faço a última pergunta: Achas que me contando essa estória sobre o seu irmão e companheiro de mosteiro, ela será útil a ele de alguma maneira?

         – Não, Mestre – respondeu já ruborizado o monge – Refletindo profundamente, sob a Luz da Sabedoria, vejo que nada de útil poderia surgir dessas estórias e boatos.

         – Então, essa estória acaba de vazar pela terceira peneira, para dissolver-se na terra. Nada restou para contar. E, assim, lembra-te sempre que devemos ser como as abelhas que mesmo no mais imundo dos pântanos, buscam sempre as flores para delas retirar o doce néctar e nunca como as moscas que mesmo em um corpo sadio, buscam as feridas para delas se alimentar.

As três peneiras

(outra versão: de http://casteloonline.vilabol.uol.com.br/pensamentos/peneiras.htm)

         Olavo foi transferido de projeto.

         Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:

         – Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele …

         Nem chegou a terminar a frase e o chefe aparteou:

         – Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras?

         – Peneiras? Que peneiras, chefe?

         – A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente VERDADEIRO?

         – Não, não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que …

         E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:

         – Então, sua história já vazou a primeira peneira. Vamos para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria de que os outros também dissessem a seu respeito?

         – Claro que não! Deus me livre, chefe! – diz Olavo, assustado.

         – Portanto – continua o chefe – sua história vazou a segunda peneira. Vamos à terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?

         – Não, chefe. Pensando dessa forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – fala Olavo, surpreendido.

         – Pois é, Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? – diz o chefe sorrindo e continua – Da próxima vez que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo das Três Peneiras, verdade, bondade, necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS, PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS, PESSOAS MESQUINHAS FALAM SOBRE PESSOAS.

 

 

 

 

Mães más X mães pistoleiras terça-feira, maio 9 2006 

 

Mães más X mães pistoleiras

Quando eu curtia esta canção, sabia que Ma Baker não era o tipo ideal de mãe ou de personalidade. Hoje, tenho minhas dúvidas se as novas gerações conseguem distinguir, entre seus “ídolos”, os que merecem, de verdade, essa idolatria, sejam eles homens ou mulheres.

 

Ma Baker

(Farian / Reyam / Jay)

 

Freeze!

Não se mexam!

I’m Ma Baker.

Sou Ma Baker.

Put your hands in the air

Levantem as mãos para cima

(And) gimme all your maney!

(E) passem-me todo o seu dinheiro.

 

Yes, this is the story of Ma Baker,

Sim, esta é a história de Ma Baker,

The meanest cat from old Chicago town.

A mais torpe criminosa da velha cidade de Chicago.

 

1

She was the meanest cat

In old Chicago town,

She was the meanest cat,

She really mowed them down.

She had no heart at all,

No, no, no heart at all,

She was the meanest cat,

Oh, she was really tough,

She left her husband(‘s) flat,

She wasn’t tough enough

She took her boys along

‘Cause they were mean and strong.

 

CHORUS

Ma, Ma, Ma, Ma, Ma Baker

She taught her four sons,

Ma, Ma, Ma, Ma, Ma Baker

To handle their guns.

Ma, Ma, Ma, Ma, Ma Baker

She never could cry

Ma, Ma, Ma, Ma, Ma Baker

But she knew how to die.

 

2

She left a trail of crime

Across the USA,

And when one boy was killed

She really made them pay.

She had no heart at all,

No, no, no heart at all.

 

Repeat CHORUS

 

3.

And every man she liked,

She thought she’d stay with him.

When she comformed with them,

They did away with him.

She didn’t care at all,

Just didn’t care at all.

 

Here is a special bulletin:

Ma Baker is the FBI’s most wanted woman

Her photo is hanging on every post-office wall.

If you have any information about this woman,

Please contact the nearest police-station…

 

Don’t anybody move!

The money or your lives!

 

Letra [e tradução completa] em Curso de Inglês Pop Music, Abril Educação, consultoria Cultura Inglesa, grátis um long-play 12”, stereo, 1978. Outras canções: We are the champions/ Calling occupants of interplanetary craft/ Yes sir I can boogie/ Heroes/ You’re in my heart/ The name of the game/  Whishing you were here/ Do you wanna do/ Suspicion/ Oh, Lori/ Sam.

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Sim, sempre fui esquisita assim, e muito mais. Enquanto a maioria absoluta “curtia” a vida e gastava em besteirol, eu, com meu dinheiro de trabalho, montava meu acervo de formação cultural e informação, de modo que, quando fui admitida, por concurso de provas e títulos, para exercer meu cargo no Magistério Público, não apenas tinha o background necessário para ser uma educadora, como o background moral para ser a melhor educadora.

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Homenagem às mães más terça-feira, maio 9 2006 

MÃES MÁS

(Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra)

 

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:

– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

– Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

– Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".

– Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

– Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

– Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

– Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci. Porque, no final, vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

– "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo…". As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das
outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).

Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam
voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

– Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS" ,como ela foi.

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS !

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Aqeela Sherrills: líder nato em busca da paz pessoal e entre gangues terça-feira, maio 9 2006 

Atenção para este nome, Aqeela Sherills, que criou uma estrutura [Sherrills’ Community Self-Determination Institute] que envolve 80 pessoas para salvaguardar os termos de tratado de paz entre gangues rivais e ensinar os membros das gangues a ter respeito mútuo, despertando a auto-estima e desenvolvendo habilidades para viver em sociedade. Ups, não é exatamente isso que se espera de educação no lar e educação formal? Ah, então, o texto é sobre alguém que, depois de comer o pão que o diabo amassou com os pés, se perdoou, aprendeu a perdoar, aprendeu a viver em sociedade e está ensinando outros que, como ele, nunca tiveram as mesmas oportunidades que os "inseridos na sociedade" tiveram. Usou fantasia (imaginação), quando era jovem, mas era usada para o bem, não para distorcer personalidade e realidade ou para gerar alienados bobalhões que se convencem ser super-heróis. Energia carismática de Sherrills: algo natural; não se compra com merchandising, com dinheiro público desviado ou pagamento para ser admirado; foi a vida que despertou o Sherrill líder; Sherril nunca foi “exclusivo” de grupo político-partidário ou de alguma mídia ou empresa que quisesse esconder dinheiro sujo, promovendo alguém para ser eleito e “estar lá” no momento propício. Não foi “fabricado” para ser carro-chefe daqueles que querem ocupar todos os espaços para realizar seus objetivos escusos. Sherrill ficou muito bravo e, hoje, alerta os irmãos, quando descobriu que as gangues se matavam e era exatamente isso que a sociedade dominante desejava.

 

“Peace is not a field of flowers. It’s hard work”

Tijn Touber

This article appeared in Ode issue: 24

http://www.odemagazine.com/article.php?aID=4106

[Ode Magazine foi uma das excelentes sugestões do site www.thebreastcancersite.com]

Despite personal tragedy, Aqeela Sherrills seeks peace on the mean streets of Los Angeles.

There are seals swimming in the bay in front of the hotel where Aqeela Sherrills is staying. The sun is struggling to chase away threads of mist hanging over the San Francisco hills in the distance. The hotel lobby smells of fresh coffee and pancakes. The sense of serenity that dominates this morning in Tiburon, an upscale town across the bay from San Francisco, in no way resembles the place where Sherrills comes from: a rough gang-dominated district of Los Angeles. In that place, you’re asking for trouble if you hit the street without packing some means of self-defence. It’s estimated that over the past 20 years, at least 10,000 murders have been committed in these Los Angeles neighbourhoods. That’s far more than all the victims of the conflict in Northern Ireland.

But Sherrills has managed to accomplish what has eluded negotiators in many international conflicts: getting two rival, violent groups to the negotiating table and then making sure that the terms of the ceasefire agreement stick. Ultimately, the Crips and the Bloods signed an honest-to-God peace treaty. Sherrills then created an entire structure involving 80 people dedicated to safeguarding the terms of the treaty and teaching the gang members self-respect and “life skills.”

The treaty, signed in 1992, continues for the most part to be upheld and has become an example to other cities. But this is just the beginning for Sherrills. “I expect that the next major peace movement will come from these neighbourhoods,” he says.

The baggy sweater Sherrills wears this morning cannot hide his muscles, important for self-protection as a young man. He doesn’t need to fight today, but his eyes remain watchful. Sherrills is no longer fighting with others, or with himself. He is fighting deeply-ingrained patterns and prejudices: poverty, racism and feelings of inferiority. They are so deeply-rooted that most people don’t see them and even fewer dare to name them. “Black folks hate themselves,” Sherrills says plainly. “And they feel inferior. White folks have been conditioned to feel superior. It’s so deeply rooted that it’s subtle; people don’t even see it most of the time. But it’s there, and it really needs to be addressed.” The problems of violence aren’t limited to American ghettos, they’re everywhere. And if there’s someone who can point out these problems and has found a solution to them, it is Sherrills.

Watts was one of the poorest neighbourhoods in Los Angeles when Aqeela Sherrills was born there 35 years ago. The area was split in two by railroad tracks. One side was the territory of the Bloods and the other belonged to the Crips. Conflicts over territory and drugs were fought out on the street using state-of-the-art weapons.

 Executions and drive-by shootings were daily occurrences. In the early 1980s, Sherrills was just a kid at the time gang violence in American ghettos started to escalate.

 Sherrills grew up as the youngest of 10 children surrounded by this horrific backdrop of violence. But in Watts, children never stay young for long. Sherrills had his first son when he was 14. That same year, his best friend, also 14, was shot to death. Sherrills looks back, “I went completely crazy. We wanted revenge and we hit the streets. Fighting. Shooting. Robbing.” By the time he was 16, 13 of his friends had already died in gunfire between the Bloods and the Crips.

The subculture of American gang life is dominated by violence and drugs. But it’s more than that. It is also where fantastic music, dance and clothing styles are created, which have a major impact on global pop culture. Just watching MTV for a half-hour makes it clear that gang culture has become hip. This makes Sherrills laugh. “It’s cool now to say you come from a ghetto. When I was young it wasn’t so cool; most of us wanted to get out as quickly as possible.”

But Sherrills eventually pulled back from the gang life. Fantasy is what saved him. “Together with my brothers and sisters I fantasized a lot about a better world,” he remembers. “My parents weren’t home much and we would tell each other never ending stories. It usually started with a Chinese master who gave us supernatural powers. We used those super powers to make the world a better place. Those stories made me trust, at a young age, that another world was possible and that I could do something about it. I knew I was destined to do something big. I just didn’t know what.”

Sherrills’ oldest sister was the first to get out of the neighbourhood. She was accepted to college and moved on campus. This sister had always been a major inspiration to Sherrills—albeit because she was the one who always told the best stories. With her help, Sherrills also got into college when he was 18, where he studied electrical engineering. It appeared to be his ticket out of the violence in his neighbourhood.

 Initially, Sherrills didn’t want to return home, even on weekends. Although he didn’t show too much interest in his studies, he hung around campus. His first year was mostly spent partying and dating lots of girls. But that summer, something happened that changed Sherrills’ life. He read a book entitled The Evidence of Things Not Seen by eminent African American writer James Baldwin. The book describes what Baldwin saw as a plot against black people, involving the shipment of drugs and guns into poor neighbourhoods—with drugs and weapons. “The idea was, Baldwin wrote: let the black people kill each other off. I was furious and wanted to warn my brothers,” Sherrills recalls.

Sherrills joined the Nation of Islam, an American spiritual black separatist movement. When he rejoined his fellow students after the summer, some didn’t recognize him. He had lost 35 pounds (15 kilos) and had given up alcohol, drugs, cigarettes and sex. As befits a devout Muslim, he prayed five times a day. Meanwhile, he began acting as a kind of Robin Hood, stealing money from drug dealers and giving it to the neighbourhood’s poor.

The big task for which Sherrill was destined, started to take shape. He continued to pay little attention to his studies; he wanted instead to go back to the ‘hood” and help his brothers break out of the vicious circle of drugs and violence. Sherrills organized gatherings for fellow students around the theme of defending black rights. He reminded his fellow black students of their roots – “People died so you could go to college!”—but he didn’t get many to the point of returning to the ghetto they came from. They simply didn’t want to be associated with their old neighbourhood, Sherrills discovered, and he slowly turned bitter.

Sherrills continued to have run-ins with the law and even landed in jail once for physically resisting a police officer who was beating on him. But what transformed Sherrill into a peace activist was not being arrested, joining Islam, or reading Baldwin, but by the love of a woman. “Before my celibacy stint,” he explains, “I had a girlfriend: Lisa. I was crazy about her, but very insecure about myself. I thought I was ugly and couldn’t believe that she really wanted me. I couldn’t handle her love and cheated on her—to break up the relationship and to prove that I was right. But I regretted it so much that for the first time in my life I did something noble: I confessed everything.”

That confession had a miraculous effect. He suddenly saw the world through different eyes. “Before that I didn’t trust anyone,” Sherrills explains. “If things weren’t going well for me there was always someone I could blame. Now I was looking at myself for the first time in my life. It was as if spirit came into me, as if I had become a new person.”

This rebirth gave Sherrills the wings and courage he needed to go into his neighbourhood with a few friends with the aim of making peace. He talked, discussed and listened on every street corner to members of the Crips and the Bloods. That was in 1989. A short time later, Sherrills got help from an American football legend, Jim Brown, who made his house in the Hollywood hills available as a neutral place where members of various gangs could meet. Sherrills looks back on those early days: “We held six meetings involving hundreds of cats from different neighbourhoods. We couldn’t bring off a ceasefire, but relations got better and better.”

Brown was generous enough to donate a monthly sum so that Sherrills and his buddies could rent a retail space and take their activities to the next level. The cooperation with Brown led to the founding of the Amer-I-Can project, which offers a program for “life skills.” Sherrills explains, “Jim had been offering this program to prisoners for awhile. It teaches you to develop self-respect, solve conflicts, create a life vision, make decisions—that kind of thing.” Sherrills followed the program himself and started giving lessons, something he would do for the next 11 years.

Brown’s fame, combined with Sherrills’ street credibility, turned out to be a golden formula for getting the unique peace process off the ground. But it remained a tall order; after all, how do you get young men who consistently confuse the concepts of “forgiveness” and “revenge” to take a seat around a negotiation table? Sherrills: “It’s not magic. It’s a step-by-step process. It’s about communication. I appeal to their deepest feelings. I try to touch their heart, so that each of them can get back in touch with their humanity. This process is based on relationships and cannot be motivated by anything but love. We simply talk about the important things in life: what makes people happy or sad, what are we afraid of, what can we do better? That kind of thing. Again and again it becomes clear that we ultimately believe in the same things.”

In 1992, Sherrills finally sees a breakthrough: the Crips and the Bloods sign a historic treaty. Sherrills describes that amazing day this way: “Everyone was happy, grandmothers were crying, everyone was calling each other, for the first time fathers were able to visit their children on the other side of the railroad tracks… Everyone was so excited. It totally changed the quality of our lives.”

After this success in Los Angeles, there was no stopping the initiative. What started out locally, expanded into an international organization active in 15 cities. At the highpoint of his peace activities, Sherrills’ Community Self-Determination Institute had 80 employees and its budget included $ 3 million U.S. (2.3 million euros) in government subsidies. For three and a half years, he lived like an urban nomad travelling from ghetto to ghetto to initiate peace negotiations and exact a ceasefire. The success of Sherrills’ approach is partly due to the fact that he does more than just treat the symptoms of gang violence. He wants to tackle the problem at its roots. “Violence on the streets is a symptom of a deeper problem,” he notes. “As long as there is poverty, we will never have peace. Poverty destroys families, neighbourhoods, countries.”

Sherrills doesn’t see the problems of violence and despair as confined to gang areas. “In fact there is no difference between what goes on in Watts or in Beverly Hills. The emotional pain that people experience is expressed in Watts by murder and in Beverly Hills by suicide.” Sherrills then reveals a staggering statistic: “Last year there were more suicides than murders in greater Los Angeles.”

Sherrills shifts effortlessly between street slang and clearly formulated spiritual and political statements. His charismatic energy is both tough and loving. You can just as easily imagine him both on a street corner in the ghetto and in a meeting with top level government officials.

Sherrills’ approach works, in part because he speaks the language of the street. “I honestly love my neighbourhood and my brothers,” he remarks. “There is so much beauty, so much talent. Sometimes in the roughest places, you find the most beauty. Aside from the violence, there are few other places in California where you find so much sense of community. That gang feeling is a part of it; it was always there, even before the violence escalated. A gang is like a kind of surrogate family. For young men, fighting is a way to be initiated. You can’t give up a gang without replacing it with something else. You have to keep them intact and help the members start living according to new values.”

The problem Sherrills runs into time and time again is the marginalization and criminalization of gang members. “The word ‘gang member’ is a way of dehumanizing someone. When someone gets killed people say: ‘Oh well, it was a gang member.’ But that gang member was someone’s son, friend or loved one. The perception is that people in these neighbourhoods are hardened against this type of grief. That’s not true. They are deeply wounded and use this way to express it.”

Nearly everyone in South Central Los Angeles is suffering from a kind of post-traumatic stress, Sherrills believes. “We have got to address our own illnesses. How? You have to take a step back and look at the issue from a more fundamental perspective. In order to be able to do that, the heart has to be bust open. We try to do everything in life to keep our hearts from being broken. But there is so much beauty in having a broken heart –there’s pain, but you discover things in yourself that you never thought about before.”

And then in 2004 came the horrible test of Sherrills’ beliefs. His oldest son, 18-year-old Terrell Sherrills, is shot while on vacation visiting his father in Watts. Terrell had gone out to a party with a friend, and around midnight a few gang members arrive. Terrell is shot in the back and dies a short time later in the hospital.
“Terrell led a peaceful life,” says Sherrills. “He didn’t have anything to do with gang violence. He was in college and was very popular—and not only with the girls. He came with me sometimes when I did my work. It was a huge blow.”

He falls silent for a moment, showing that none of us can ever defend ourselves against this pain. No one gets used to murder.

Sherrills says he had no choice but to choose love over revenge. “It’s not about who killed my son, but what killed him: a culture with no respect for life. I am not surrendering his life to death, but reclaiming it and giving it new meaning.” 

The man who killed Terrell has not yet been caught. When that happens, Sherrills wants to talk with him and his parents. “I want to ask them what kind of pain drove the guy to commit this act. When did he become disillusioned? Where did it go wrong? Of course, my son’s killer deserves to be punished, but mainly I want to keep him alive. I want to invest in him towards a better future for us all. My dream is still that children can grow up in Watts safely and without fear.”

The main problem the United States is struggling with is that it is a country built around violence, according to Sherrill. “We can be angry with George Bush, but he’s doing just what his predecessors did. We have to wake up to our culture. We have killed millions of indigenous people. Our foreign policy still means death for millions around the world. We can say Bush is evil, but we are evil. We are trapped in a culture based on revenge.”

Sherrills sees the same thing in his neighbourhood of Watts. The treaty continues to be upheld, but not without problems and obstacles. Sherrill says, “When two brothers have problems with each other, everyone joins forces to take revenge. The treaty is broken!, they shout. But I say: ‘Wait a minute: a certain person has a problem with someone else. That’s their problem, not all of ours.’ I believe that conflicts are healthy, but you have to learn to deal with them in a constructive way.”

“Peace is a process, not a destination,” Sherrills continues. “Peace is not a utopian field of flowers you parade through together. It’s hard work. Sometimes the peacemakers lose their lives. The point is that we continually return to the peace talks and solve the problems. And we’re getting one step closer all the time.”

Sherrills’ work in various U.S. cities has made him an authority. Not only in the eyes of government officials and peace organizations, but gang members as well. It’s becoming increasingly easy to go into problem areas and start peace negotiations. Sherrills: “We’ve been given a kind of carte blanche to go into the neighbourhoods. Within a few days we have an idea of who is playing what role in the community and what’s going on. Then we make contact with the key figures to reach a ceasefire.”

When the peace treaty in Watts had been in place, and mostly followed, for 10 years, Sherrills launched a 10-year plan entitled The Passage to Peace to completely put an end to gang violence. “We appointed key figures in neighbourhoods to keep the peace in their community. We make people responsible for their own neighbourhood, for their own problems. I say: ‘I don’t want to move to a better neighbourhood. This is a better neighbourhood.’ Instead of seeing it as a ghetto, we have to see the beauty and the potential. We have to get together; then we have a chance.”

Sherrills conveys that same message at conferences and seminars where he is invited to speak. “Whether it’s environment movements, peace movements or cultural creative movements, they all want the same thing: respect for life. My suggestion would be to get together and create one big movement I would call Reverence Movement. After all, the violence we inflict on ourselves and one another is the same violence we are using to destroy the planet. If every movement continues to treat the symptoms, we won’t get anywhere. We’re only wasting time and energy.”

“We have to create a culture where authentic emotions are allowed to be expressed. That would create a real release. If the head of the Los Angeles police department would apologize for the injustice we have suffered under the guise of justice, it would create a landslide. If George Bush would apologize for the slavery in this country, it would give so much release. You can only conquer hate with love.”

The hotel lobby has now filled up with people coming to attend the conference in which Sherrills is participating. Every few minutes someone gives him a hug. The conference is set to begin. We’ve only spent one morning together, but it feels like a couple of days. For Sherrills, this intense solidarity has become a way of life. He has learned that every meeting can be the last and that every strong connection between people can set something major in motion. The meetings he has are seldom informal. There is usually a lot at stake. The intensity of his presence can mean the difference between forgiveness and revenge, between war and peace.

Outside, the seals are still swimming happily. The wisps of fog hanging over San Francisco in the distance have cleared. The impressive Golden Gate bridge sparkles in the sun, a symbol of American accomplishment. This is a country where newcomers founded a culture that became an example to the world—a model of freedom, democracy and limitless possibilities. Aqeela Sherrills stands squarely in that American tradition. He, too, is working to establish a new culture—a culture promoting reverence for life.

 

For more information about the Community Self-Determination Institute: 9101 South Hooper Avenue, Los Angeles, CA 90002, USA, telephone +1 323 586 8791, http://www.wattsrecords.com, e-mail: aqeelas@msn.com.

General Certificate of Education Ordinary Level for idiots quinta-feira, maio 4 2006 

GCE O Level for idiots
Time allowed: three weeks.
Do not write on both sides of the paper at once.
 
1. Outline the most important features of astronomical theory under the later Babylonian empire OR Give the first name of Ringo Starr.
2. Would you ask William Shakespeare to:
A. build a bridge?
B. go sailing with you?
C. lead an army?
D. write a play?
3. What time is it when the big hand is on one and the little hand is on twelve?
4. How many commandmentes (approximately) was Moses given?
5. Spell "psychoanalytically".
6. Six kings of England have been called George, the last being George the sixth. Name the previous five.
7. Can you explain Einstein’s special theory of relativity? (Answer yes or no)
8. How long did the Seven Years’ War last?
9. Which is the odd man out: cat / cat / saxophone / cat ?
10. Who wrote Beethoven’s fifth symphony?
(Anonymous)
 
_________________________________________________________________________________________
 
"GOD IS DEAD" – NIETZSCHE
 
"NIETZSCHE IS DEAD" – GOD
 
(Inscription on a wall in Cambridge)
 
Ambos extraídos de Kaleidoscope, an anthology of English varieties for upper-intermediate and more advanced students, Michael Swan, Cambridge University Press, Cambridge, Great Britain, first published 1979, reprinted 1980.
 
  

English is a queer language quinta-feira, maio 4 2006 

English is a queer language
We’ll begin with box, and the plural is boxes,
but the plural of ox is oxen, not "oxes".
Then one fowl is a goose and two are geese,
yet the plural of mouse would never be "meese".
You may find a one mouse or a whole lot of mice,
but the plural of house is houses, not "hice".
If the plural of man is always men,
Why shouldn’t the plural of pan be "pen"?
Cow in the plural may be cows or kine,
but the plural of vow is vows, not "vine".
I speak of a foot and you show me your feet.
I give you a boot; would you call a pair of "beet"?
If the singular is tooth and the plural is teeth,
why shouldn’ the plural of booth be "beeth"?
If the singular is this, and the plural is these,
should the plural of kiss rightly be "keese"?
Then, with ONE you use that and with THREE, those,
yet the plural of hat is never called "hose".
We speak of a brother and also of brethren;
but though we say mother, we never say "methren".
The masculine pronouns are he, his and him,
but imagine the feminine as she, "shes" and "shim".
So English, I think – and you must agree –
Is a language as queer as any you’ll see.
 
Author unknown
In Inglês, Coleção Impacto, livro 9, 1983, autor Prof. José Cardoso, Grupo Impacto, Rio de Janeiro / RJ
 

The tower of Babel quarta-feira, maio 3 2006 

Pretensão, falta de humildade, objetivos fúteis são as causas de muitas tragédias, entre elas, a dificuldade de comunicação e de entendimento.

The tower of Babel

Once upon a time all the world spoke a single language and used the same words. As men journeyed in the east, the came upon a plain in the land of Shinar and settled there. They said to one another, ‘Come, let us make bricks and bake them hard’; they used bricks for stone and bitumen for mortar.

‘Come’, they said, ‘Let us build ourselves a city and a tower with its top in the heavens, and make a name for ourselves; or we shall be dispersed all over the earth’. Then the LORD came down to see the city and town which mortal men had built, and he said, ‘Here they are, one people with a single language, and now they have started to do this; henceforward nothing they have a mind to do will be beyond their reach. Come, let us go down there and confuse their speech, so that they will not understand what they say to one another’. So the LORD dispersed them from there all over the earth, and they left off building the city. That is why it is called Babel, because the LORD there made a babble of the language of all the world; from that place the LORD scattered men all over the face of the earth.

(Genesis II, New English Bible)

bitumen: black stuff, like tar, derived from petroleum.

mortar: the stuff used to stick bricks together.

dispersed: scattered.

henceforward: from now on.

babble: confused speech.

 

Apud: Kaleidoscope, an anthology of English varieties for upper-intermediate and more advanced students, by Michael Swan, Cambridge University Press, Cambridge, Great Britain, Reprinted 1980 (First printed 1979).

 

Almofada com perfil ? quarta-feira, maio 3 2006 

Não é lenda urbana, mesmo porque não é uma figura mística.
É apenas uma curiosidade.
A almofada é de minha sobrinha e, em 09/04/2006, ao observá-la, percebi um perfil que se formara, provavelmente, no momento em que fora acomodada no lugar ou recebera um peso.
 

Antigamente, a União fazia açúcar… segunda-feira, maio 1 2006 

… numa brincadeira sobre o ditado popular de que  a união  faz a força.
Quando eu era adolescente, ingenuamente, acreditava que a sala de aula em que eu estudava não podia ser desunida, que os colegas de classe não deveriam dar atenção a quem espalhava fofocas de briga de lavadeira, porque detestava determinado professor ou professora.
Quando adulta, em período de greve, a única greve em que entrei, e como em tudo o que entro, foi de cabeça, lembro-me de professoras não muito bem formadas e bem informadas, querendo criar animosidade entre professores e superiores hierárquicos, dizendo que tal professora tinha dito "isto" sobre os professores em greve. Idiotamente, tentei alertá-los de que era tática de terrorismo e, certamente, quem ficou com a má fama de ter sido "rampeira" fui eu. Tática do crime organizado.
Já adulta, ainda, em sala de aula, costumava dizer aos alunos que seria uma solução ideal se todos os meios de comunicação, em especial os canais de televisão, num determinado momento da programação, esquecessem a rivalidade, a luta pela conquista de dinheiro por meio do salve-se-quem-puder e, numa transmissão só, educassem a população do Brasil, no sentido de ensinar o que a população não pôde aprender por atos e omissões dos governos municipais, estaduais e federais.
Tudo utopia, claro.
Tenho conhecimento de que determinadas emissoras de rádio e de televisão, sozinhas, apelam para inserções em que aconselham e educam para o bem. Assim como divulgam – não me lembro do nome técnico – frases e alertas da Tranparência Brasil.
 
No entanto, neste momento, apelo para:
  • Anatel.
  • Comitê Gestor da Internet no Brasil.
  • Serviços de telefonia que dão acesso a linhas telefônicas móveis e fixas e à Internet,
  • Provedores de grande porte, de menor porte e afins (pois não conheço essas conexões nem que nome lhes dar) que dêem acesso às comunicações e à Internet:

Se não houver uma união de interesses para o bem, com o objetivo de deter o crime organizado para que seja impedido de invadir micros por meio de seus lacaios, de cometer crimes contra a propriedade e aos direitos intelectuais, para educar os que acessam a Internet para fins nada éticos ou respeitosos dos Direitos Humanos (não apelarei nem para a Constituição nem para o Direito Civil), não haverá como inibir as gerações futuras de apenas utilizar os meios de comunicação para causar males, tragédias, bullyings eletrônicos e reais.

Tenho tentado denunciar as constantes invasões pelas quais meu micro passa, inclusive a presença de técnicos em informática que, por alguns trocados, não só me obrigam a reformatar o micro (vírus com data marcada, além de, ao formatar, permitir que mais controladores de micro tenham acesso ao meu), como desabilitam antivírus e firewall (enquanto acredito estarem sendo atualizados) e impedem que eu me conecte com o provedor que quero, induzindo o acesso ao que os criminosos querem que eu me conecte ou criam páginas falsas de provedores, inclusive.

Há muito tempo que percebo que minha tela aparece em mais de um micro alheio assim que ligo o estabilizador.

Infelizmente, nenhum contato pessoal é feito com quem, obrigatoriamente, teria que tomar providências. São como aqueles policiais criminosos (todas as profissões têm representantes de criminosos, por esse motivo, o crime é organizado) que, quando chamados para atender a uma ocorrência, olham para o outro lado ou demoram para chegar, pois foram para o lado oposto ao do chamado. Os contatos são feitos por meio de funcionários que, toda vez, precisam de que eu conte a história inteira, desde o momento em que Deus disse: "Faça-se a luz!", e esses funcionários têm respostas e soluções mirabolantes, entre elas, abrir DETERMINADAS FUNÇÕES DO MICRO, o que nunca me garante não estar abrindo portas para novas invasões e manipulações. Há funcionários de provedores e de telefonia que me INDUZEM, mas não aceito, abrir páginas de outros provedores, inclusive gratuitos (tenho como regra pessoal desconfiar de tudo o que é gratuito, exceto o acesso ao MSN, explicarei por que em outra inserção). Há funcionários de todos os que foram citados que trabalham muito mais felizes para quem não os registra nem lhes paga os direitos trabalhistas. Aquela velha história: em vez de sair da empresa em que está infeliz, detonam a empresa e prestam serviços para o concorrente ou para o crime organizado.

Como comentei na inserção anterior, é evidente (são indícios) de que o crime organizado, em Itu, manipula todos os órgãos de comunicação, incluindo-se jornais, e, principalmente telefonia e acesso à Internet. Não adianta denunciar: nenhum deles admite que possa estar sendo invadido ou que funcionários estejam trabalhando com muito mais ânimo para os concorrentes ou para o crime organizado. Comparo àqueles momentos que antecedem às eleições municipais, estaduais e federais: todos têm denúncias a fazer e querem que os denunciados se "estrepem". Às nossas custas, claro, porque quando era o momento correto, nenhuma denúncia foi feita. Digitei isso, porque cansei e estou cansada de ouvir, da parte de funcionários aos quais recorro para fazer denúncias, as críticas à empresa em que trabalham.

Recentemente, ao receber o boleto de cobrança do UOL, provedor que assino desde 1999, telefonei para confirmar, pois há vários anos que pago por cartão de crédito. Como eu havia suspendido a assinatura e, coincidentemente, recebi novo cartão, precisei de confirmar se a suspensão da assinatura não implicava em suspensão de pagamento mensal. Não, o pagamento é feito do mesmo jeito (uma forma de forçar a voltar a conectar-me com o UOL, claro, pois estou pagando e não estou usando), mas não haviam conseguido com que fosse debitada a mensalidade pelo cartão, havia rejeição do débito. Entendi. No dia seguinte, liguei, novamente, para o setor de cobrança e perguntei se tinham meus dados cadastrais e o plano que eu assinava. Tinham e têm. Então, por que não deram um telefonema, na época em que o débito foi rejeitado, ou enviaram uma correspondência. Não sou criminosa, não me escondo. Tenho um cadastro. A resposta foi que o UOL não tem um departamento para isso. Sugeri que criem um, pois, com os milhões de associados, deve ser um pouco difícil controlar, de verdade, quem paga e quem não paga. Eu, que sou pagante, ou seja adimplente, sou cobrada pelo que não devo (já aconteceu em outras ocasiões, inclusive por meio de mensagem eletrônica, já citado) e quem inventou os dados, continua a utilizar o acesso não recebe cobrança, pois inventou os dados. Tudo isso, também, porque explicquei ao setor de cobrança por qual motivo suspendera a assinatura. Alguém, no UOL, está sabendo o motivo? Aparentemente, não. Um setor não conversa com outro e a terceirização… bem, essa é uma praga que será assunto no devido tempo. No entanto, pelos IPs que tentam invadir meu micro, não ponho minha mão no fogo para negar que sejam funcionários do UOL… Sim, suspenderei a suspensão, eventualmente, mas, por enquanto, outros provedores e outros pacotes de segurança em informática estão me envenenando para acreditar que as invasões estejam partindo da Telesp e do próprio UOL. Atenção: estão me envenenando, não estou afirmando que sejam os invasores. Que tomem as devidas providências, pois, se eu souber que sou vítima de calúnia, injúria e difamação e conheço as fontes desses crimes, tomo as devidas providências judiciárias, quando consigo comprovar.

Apesar de eu ter um pacote de segurança chamado Norton Internet Security (Symantec) que me avisa, por meio do Visualizador de Registros, que houve tentativas de intrusão, que IP tentou invadir, a localização geográfica desse IP, já constatei tentativa de invasão por meio do Comitê Gestor da Internet no Brasil (que não está nem aí, sugeriu que eu localize esses IPs invasores e, em caso de dano no micro, faça um Boletim de Ocorrência), tenho entrado em contato com todos os que, supostamente, hospedam ou prestam o serviço de telefonia e os IPs que aparecem pertencem a eles.

Neste ponto, retomo a sugestão do Comitê Gestor da Internet no Brasil: se o Comitê Gestor da Internet no Brasil não "se mexe", o Poder Judiciário também não tem como agir. Se a Telefônica, que abriu, recentemente, dois protocolos em virtude de queixas que fiz, não pode ir além disso, mas prometeu que não haveria mais tentativas de intrusão por meio de uso da Telefônica (não é por meio da Telefônica, é por meio da Telesp que está havendo tentativas de intrusão), se o provedor ao qual estou associada desde o ano de 1999 (apesar de tantas queixas de minha parte de atitudes inconvenientes dos funcionários ou de mensagens de que estou em débito e, ao ligar para lá receber um pedido de ignorar a mensagem), não se digna a saber o que está acontecendo, das duas uma:

1) ou estão todos envolvidos num plano para impedir que cidadãos utilizem a Internet para o bem (aparentemente, quem dá lucro não são os que pagam por acesso de telefonia e ao provedor; essa gente é chatérrima, pois fica reclamando direitos; como com as revistas e jornais: o que lhes dá lucro são as propagandas, as assinaturas não cobrem nem os salários dos profissionais; conclusão: estão imprimindo jornais e revistas para quem, então, para quem não os lê?; o ideal seria que todos fechassem suas banquinhas e partissem para outro empreendimento; dá para imaginar um estabelecimento comercial que não possa atender a freguesia porque só está tendo prejuízo?; melhor o estabelecimento fechar, antes que fique devendo para a Receita Federal, para agiotas…);

2) ou estamos, todos, em terra de ninguém, exceto para o crime organizado, que manipula o que quer manipular, quem quer manipular e só tem lucro, porque a quantidade de abestalhados que trabalham para o crime organizado é muito superior aos que são  registrados e têm todos os direitos trabalhistas garantidos.

Solução proposta: custa juntar todo mundo, inclusive Anatel, e começar o combate a quem não deve ter espaço para cometer crime? Custa quanto, para todos os citados, inclusive Anatel, ter um pacote de segurança em informática que detenha essa horda de hunos, godos e visigodos (que não eram tão bárbaros assim, como estou citando como bárbaros) e exigir, de fato, um cadastramento que não permita que as pessoas escondam IPs, localização geográfica e identidades?

Se este país é composto de 10% de criminosos, por que os demais 90% não agem para que esses 10% fiquem no local mais adequado, uma prisão, onde não possam utilizar meios de comunição, inclusive não tenham acesso à Internet, para continuar a cometer seus crimes?

Tenho os registros de visualização dos IPs invasores impressos. Preciso aprender mais um pouco para inserir esses registros neste espaço. Em breve, conseguirei fazer isso. Nesse meio tempo, sugiro aos citados que tenham um pacote de segurança igual ao meu. Custa, sim, mas não precisam cobrar dos associados, pois é medida preventiva com relação aos usuários honestos. Que os desonestos fiquem sem conseguir acesso.

Para encerrar, será que se eu contar que a impressora que uso é uma HP com função de scanner e de copiadora, comprada em dez (10) parcelas, no hipermercado EXTRA, terei um pouco mais de sossego? Sim, já descobri que não adianta determinadas empresas terem a propaganda de famosos e famintos. É preciso que pessoas de credibilidade estendam, também, uma faixa de anúncio, para serem deixadas em paz sem esses famélicos por promoção encherem nossa paciência e impedirem nossos acessos. 

Como Stonehenge foi construído – 3 segunda-feira, maio 1 2006 

Pretendo, com esta inserção, demonstrar outra fonte de ilustrações sobre Stonehenge.
Esta é a quarta ou quinta tentativa de carregar as ilustrações.
Em todas as vezes, a conexão caiu e o micro até desligou e reiniciou sozinho.
Assim, a fonte será omitida (eu havia impresso a tela de introdução da fonte, para ser inserida aqui), pois algo muito errado com a fonte aconteceu. Apenas cito que as ilustrações pertencem a uma
Enciclopédia Multimídia da Arte Universal, volume 1:
Arte Pré-Histórica, Mesopotâmica e Egípcia.
Quem sabe já tomaram naquele lugar por onde se defeca e CULPARAM A MIM, para variar, por terem cometido algum crime e terem sido descobertos? Sim, jamais deixo de citar fonte e se a fonte foi obtida por meio desonesto… a culpa, certamente, não é minha.
Tá boa, santa? Eu COMPREI os dez (10) CDRoms e, no sétimo, foi aquele inferno, pois eu viajara e os Adolf Hitler de plantão deram um jeito de infernizar minha vida para eu conseguir o 7.º, que foi comprado por meio de telefonema e encomenda a uma distribuidora, em São Paulo, que recebeu um depósito bancário pelo pedido que fiz, mas cobrou, recobrou, trecobrou pela compra, até que, finalmente, devolveu o valor que eu pagara (não era para ter devolvido) por meio de cheque, QUE NÃO DEPOSITEI (tenho-o guardado até hoje), porque a pessoa com quem me correspondia ou falava ao telefone era suficientemente imbecil e portadora de necessidades intelectuais incompatíveis com o cargo que ocupava para não entender o que eu falava ou escrevia. Desde essa época, comprovo que o crime organizado, que já acabara com a vida de minha irmã, continuava suas ações criminosas para acabar com os demais membros da família dela.
Se era para ter dado risada, na época, lamento muito, pois eu tinha problemas mais graves para resolver do que ficar em debate oral e escrito com quem criou essa situação de terrorismo psicológico nazi-fascita. De impotente sexual e intelectual, que se meteu na minha vida particular e profissional, estou até aqui, ó!
De gente que, em vez de massa cinzenta, tem banha e drogas ilegais de efeito retardado, pior ainda, estou mais do que até aqui, ó!
O que eu não sabia, na época, quando necessitava de algo que completaria coleções que eu estivesse fazendo, era que teria que me "vender" para um dos Metralha, em Itu, que supostamente é gigolô de distribuição de revistas, jornais, CDRoms, especiais de revistas ou de jornais. Nunca me vendi na vida, não seria para um desses irmãos Metralha que me venderia. Inclusive, tenho indícios de que manipulam serviços de comunicação, oficial e pirata, incluindo-se entrar em faixas de rádio da polícia, juntamente com outros parasitas da cidade de Itu, para utilizar as informações para ganhar dinheiro de modo ilícito.
LAMENTO TANTO QUE AS BELAS ILUSTRAÇÕES ESTEJAM INSERIDAS NUM DESABAFO DESTE, mas estou desde 11 h A.M. tentando inserir, numa boa, as páginas e já são 18h25m. Perdi o dia tentando atualizar meu espaço e os suínos capados continuam a interferir.

Como Stonehenge foi construído – 2 segunda-feira, maio 1 2006 

 
O quê abordar como tema de interdisciplinaridade? = Como Stonehenge foi construído.
Por que abordar esse tema?
Como abordar esse tema?
Quando abordar esse tema?
Onde abordar esse tema?
Quem abordará esse tema? = Todos os educadores responsáveis por determinado componente curricular ou matéria ou disciplina.
 
As demais respostas deverão ser encontradas pelos absolutamente geniais pares com quem deixei de conviver quando pedi aposentadoria baseando-me no tempo de serviço.
 
Além disso, as fontes podem ser enriquecidas com outras revistas, outras enciclopédias multimídias, por fontes, na Internet, que são muito ricas em informação, por videocassetes, DVDs produzidos por National Geographic, por exemplo, que deverIAM poder ser comprados com o dinheiro da Educação que é desviado pelo crime organizado e nunca chega às escolas. Dinheiro esse que deveria ser destinado a aumentar os salários dos professores, para que possam se abastecer de material didático para suas leituras e atualizações; que deveriam permitir a compra de material pedagógico de consulta tanto para professores quanto para alunos de organizações (como a National Geographic citada) que não existam para esconder desvio de dinheiro para paraísos fiscais ou para esconder dinheiro da Receita Federal. Ao partir desse princípio, é óbvio que nenhuma produtora, editora de recursos de mídia tem obrigação de fornecer material gratuito, pois vive da renda que essas publicações lhes dão. Apenas acrescento que educadores como EU são os verdadeiros responsáveis pela formação de leitores, de escritores e de trabalhores de todas as demais profissões que exijam saber ler e escrever. Portanto, deveríamos, sim, educadores como EU, sermos mais privilegiados ou termos acesso à compra desse material, de acesso a provedores de Internet, de sermos privilegiados pelas empresas de telefonia para que pudéssemos (no me caso) e possam (os demais educadores na ativa) pagar uma taxa mais condizente com a miséria que sempre ganhamos como salário.
 
E. T. Internet não serve apenas para bate-papo inútil (estou excluindo os úteis), para caluniar, difamar, injuriar quem não faz parte de alguma quadrilha. Não serve, também, para baixar documentos de sites, copiá-los, imprimi-los como se fossem de autoria de criminosos que usam e abusam dessas apropriações indébitas de autoria. Acima de tudo, Internet não deveria servir para que impotentes intelectuais – e, quem sabe?, sexuais – invadam micros alheios, para satisfazer libidos mal formadas por pais ou responsáveis, que nunca assumiram a paternidade e a maternidade responsável, de e por hackers e crackers. A Internet é o mundo virtual, literalmente, e os criminosos reproduzem, no virtual, todos os crimes que cometem na vida real, mas não são devidamente contidos pelos que se denominam pais ou responsáveis por esses criminosos. No caso de adultos criminosos, a falência das instituições impede que sejam devidamente processados e punidos pela Lei dos Homens.
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De Reader’s Digest Selecões, novembro de 1997, exemplar de assinante, páginas 85 a 87.

Como Stonehenge foi construído

A solução para um dos mais antigos enigmas do mundo.

(Stephen Fay)

            Os maciços arcos de pedra da Planície de Salisbury aguardam o nascer do sol como vêm fazendo, dia após dia, há 4 mil anos. Erguem-se em silêncio vigilante, a cor escura em contraste com o céu cinzento.

            Stonehenge pode ser a maior maravilha do mundo pré-histórico. Com certeza,  é um de seus maiores mistérios. O círculo foi deliberadamente alinhado com o nascer do sol do solstício de verão, o amanhecer do dia mais longo do ano. Como poderiam os homens primitivos ter colocado aqueles gigantescos blocos de pedra, pesando até 50 toneladas cada um, em suas atuais posições? E por que fizeram isso?

            Na Idade Média, o monumento de Stonehenge era explicado pelo poder da magia: Merlin, mago da corte do Rei Arthur, invocara as forças das enormes pedras da Irlanda. No século 19, as pessoas estavam presas à idéia dos druidas, sem atentar para o fato de que aqueles antigos sacerdotes celtas faziam os cultos em bosques de carvalhos sagrados, e não em templos de pedra. Sacerdotes barbados em vestimentas brancas celebrando o solstício de verão em Stonehenge constituem sua imagem mais duradoura.

            O astrônomo Sir Fred Hoyle declarou que Stonehenge é um computador pré-histórico, programado para prever os eclipses do sol e da lua.

            Ninguém sabe exatamente o que é Stonehenge. No entanto, hoje temos conhecimento de quando foi construído – e como. Recente estudo feito pela Associação Arqueológica de Wessex resolve as discussões sobre a idade de Stonehenge. Tudo começou logo após o ano 3.000 a.C., numa área circular delimitada por pequena encosta com grande fosso externo. “No ano 2.600 a.C., enormes pedras retangulares foram trazidas das Montanhas Preseli, situadas a cerca de 217 quilômetros dali”, diz Andrew Lawson, diretor da Associação.

            O anel externo e a arcada interna foram feitos de blocos de arenito provenientes das Planícies Malborough, situadas 40 quilômetros ao norte. Os maiores dolmens da arcada interna, chamados de trilithons, são constituídos por dois pilares denominados megálitos e uma pedra colocada sobre o topo. Os megálitos têm aproximadamente sete metros de altura e pesam até 50 toneladas. Acredita-se que foram construídos por volta do ano 2.400 a.C.

            Quando prepararam as pedras, os criadores de Stonehenge fizeram pequena elevação no meio das colunas, técnica que na Grécia, 1.500 anos mais tarde, seria chamada de êntase. Contrariando o efeito de distorção da paisagem, a êntase faz a aresta de uma coluna parecer perfeitamente reta.

            Entretanto, a descoberta mais intrigante da Associação é que o tempo de construção de Stonehenge talvez tenha sido bem menor do que se imaginava: “O monumento poderia ser construído em uma geração, com potencial humano e gerenciamento ágil”.

            Isso é incrível. O transporte e a edificação de 40 blocos de rocha, com outro bloco de 10 toneladas colocado sobre eles, é obra que mesmo hoje seria de tirar o ânimo de qualquer um. Que força bruta foi necessária para colocar aquelas pedras na posição, sem guindastes ou roldanas?

            Há três verões [1995], num campo não muito distante de Stonehenge, certo grupo de entusiastas liderado pelo engenheiro Mark Whitby e pelo arqueólogo Julian Richards mostrou como os arcos podem ter sido construídos.

            Whitby coordenou uma operação onde réplicas das pedras – duas colunas de 45 toneladas e uma viga transversal de 10 toneladas, feitas de concreto – foram puxadas sobre trilhos de madeira besuntados com sebo. Uma versão do sistema em que os grandes navios, com as quilhas lubrificadas são lançados ao mar sobre trilhos. Os grandes blocos de pedra foram puxados colina acima por 130 soldados, bombeiros e estudantes usando quase 150 metros de corda.

            A força bruta, no entanto, não foi suficiente para erguer as pedras. Para alcançar seus objetivos, Whitby teve de pensar como os construtores originais. “Esses rapazes da Idade da Pedra eram engenhosos”, admite Whitby. Uma dica importante foi o formato do buraco onde fica a coluna maior. Ele era vertical, com um dos lados fortemente inclinado. Whitby construiu uma rampa perto do buraco e mandou que puxassem a enorme pedra sobre ela, até que a terça parte da pedra se projetasse sobre o buraco. Pesados fragmentos de rocha foram colocados sobre o bloco de pedra e empurrados para sua extremidade.Momentos depois, o peso desses fragmentos fez o imenso bloco se inclinar e cair dentro do buraco abaixo dele.

            Uma vez erguido o segundo bloco, a viga transversal foi arrastada sobre a rampa mais íngreme. Os três blocos se adaptaram de maneira impecável e formaram a perfeita arcada do século 20. Whitby acredita ter solucionado o problema. “Com 140 pessoas, eu poderia construir Stonehenge em menos de 20 anos”.

            Como Stonehenge foi construído: na ilustração da página inicial =

©1995 Stephen Fay. Condé Nast Traveler (fevereiro de 1995), 350 Madison Ave. Nova York, N. Y. 10017. Foto: ©Rick Browne; Infográfico: © Bob Corley.

 

 

Como Stonehenge foi construído – 1 segunda-feira, maio 1 2006 

Demonstrarei como passaria material pedagógicos, com todas as fontes citadas, impresso de modo que  os conteúdos programáticos fossem abordados em todos os componentes curriculares ou matérias ou disciplinas. Obviamente, isso esbarraria na formação e informação dos demais envolvidos (envolvidos, mas não comprometidos) com a Educação Formal, além de um grave problema: medo de que quem sugeriu obtenha mais holofotes do que esses que não conseguiriam ler e entender o material fornecido e não saberiam, jamais, como explorar o assunto em suas matérias ou disciplinas ou componentes curriculares.
Por que isso falharia, como falhou em outras oportunidades, quando sugeri os assuntos a serem abordados e forneci cópia de tudo o que poderia ser usado, assunto diferente deste, com as fontes citadas, seria uma especulação que se tornaria uma defesa de tese de doutorado e não interessaria, jamais, ao Sistema Educacional, que chegasse ao conhecimento de todos.