Violência moral pode levar jovens a reações extremadas quinta-feira, abr 27 2006 

Horário real da entrada: 1h52m; data: 27/04/2006.
 
Texto de 20/02/2003.
Quando acontece a tragédia, não adianta gritar "Sinhá, cadê seu padre?"
 

Violência moral pode levar jovem a reações extremadas

ANTÔNIO GOIS / DA SUCURSAL DO RIO / ARMANDO PEREIRA FILHO / DA REPORTAGEM LOCAL

De repente, R., 4, passou a ficar mudo na frente de pessoas estranhas à família. Nenhum exame apontava causas físicas para a disfunção. Sua mãe, a advogada C., descobriu que o garoto, por ser tímido, quase não falava na sua classe, em uma escolinha de educação infantil em Santos (SP).

A professora e os coleguinhas diziam que ele tinha perdido a língua. A brincadeira, aparentemente inocente, causou o bloqueio na fala. R. foi vítima de um fenômeno que começa a ser estudado no Brasil: a violência moral.

Os resultados dessa violência podem causar desinteresse pelos estudos, depressão ou até reações extremamente violentas.

Como a que Edmar Aparecido Freitas, 18, teve ao se suicidar após ferir seis alunos, uma professora e um funcionário da escola onde estudou em Tiúva (interior de SP), no mês passado [janeiro/2003]. Freitas confidenciou a amigos que se sentia ridicularizado com um apelido e excluído pelos colegas de classe.

No Rio de Janeiro, a ONG (organização não-governamental) Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência) começou na semana passada a desenvolver um projeto, com patrocínio da Petrobras, com 11 escolas públicas e particulares. O objetivo é ensinar e debater com professores, pais e alunos formas de evitar que essas situações aconteçam.

A violência moral já é objeto de preocupação de países europeus. Na maioria deles, há normas do Ministério da Educação que obrigam a escola a evitar esses atos. O termo mais usado para definir esse problema é "bullying", que em inglês pode significar tirania, ameaça ou intimidação.

No Brasil, ainda não há uma palavra consensual. O termo violência moral é adaptação do francês assédio moral, mas há quem defenda outros. "Não há ainda uma palavra no Brasil que defina o "bullying". Em geral, são situações de maus-tratos, opressão e humilhação que acontecem entre as crianças", explica Lauro Monteiro Filho, presidente da Abrapia.

O "bullying" resume situações em que o aluno é, com frequência, ameaçado, extorquido, insultado, excluído ou simplesmente apelidado com algum nome preconceituoso ou que não goste.

Em todo o mundo, especialistas concordam que o papel dos pais (de agressores e agredidos) é fundamental para combater a violência moral nas escolas. Eles precisam saber lidar com a situação.

No caso dos pais de agressores, é preciso que se convençam e mostrem aos filhos que esse comportamento é prejudicial a eles.

"Se isso não for combatido desde cedo, a criança agressora vai aprender que esse tipo de comportamento a faz ser líder do grupo, ter ganhos materiais ou atrair atenções. Ela vai usar essas agressões como método e vai reproduzir no futuro esse comportamento na escola, no trânsito e na família", explica Monteiro Filho.

Adrienne Katz, da ONG inglesa Young Voice, diz que a estratégia de entidades daquele país para detectar o problema é tentar criar linha direta com as crianças. Uma vez detectado, pais e escola são orientados a resolver o problema.

"O papel dos pais é muito importante porque eles precisam apoiar a iniciativa da escola. Se um colégio tenta ensinar a criança a não ser violenta, mas os pais mandam seus filhos reagirem quando sofrerem o "bullying", isso só atrapalhará na resolução do problema", diz Katz.

A experiência européia mostra também que quem começou a lidar com o problema teve que convencer pais e escolas de que aquelas situações pesquisadas não poderiam ser consideradas naturais.

"O fenômeno, antes mal conhecido e muitas vezes menosprezado pelos adultos como se fosse coisa de criança, não se limita a conflitos ocasionais ou esporádicos entre alunos. São situações reiteradas que geram mal-estar psicológico e afetam a segurança, o rendimento e a freqüência escolar", diz Ana Tomás Almeida, da Universidade do Minho (Portugal) e da Conferência Européia de Combate ao Bullying.

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2002200310.htm

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Nunca tomei porre em minha vida… quinta-feira, abr 27 2006 

… nem sustentei vagabundo, gigolô ou rufião (embora sinônimos no dicionário, para mim, são desclassificações diferentes).
Tenho asco de alcoviteiros ou alcoviteiras, pois ganham dinheiro ou favores para "juntar" casais, o que, fatalmente, trará a separação de ambos. Qualquer pessoa – do sexo masculino ou do feminino – que se submeta a algum tipo de relacionamento em que foram "juntados" por alguém, é um fracassado em todos os sentidos.
Hoje, em especial, foi um porre driblar IV Reich, Gestapo e SS tupiniquins para conseguir inserir algo. Qual é a deles? Provocar este desabafo, para que eu seja desacreditada, como minha irmã foi pelo crime organizado?
Melhor seria se dedicassem o tempo imenso que têm, ganhando dinheiro para isso, para, em vez de desacreditar quem não faz parte de suas quadrilhas, que catassem as penas de calúnias, difamações e acusações falsas que espalharam ao vento. Todos os pobres de espírito acreditaram. E agora? O que fazer para recuperar confiança? Dos pobres de espírito, nunca perderam a confiança, pois os pobres de espírito dependem, em todos os sentidos, do crime organizado. São pobres de espírito.
Desse modo, embora conste 26/04/2006, 21h48m, a data é mentirosa bem como o horário, pois são quase duas horas da manhã e tive problemas homéricos com conexão, atualização de cidades (no discador) e os suínos capados se divertiram à beça.
Também, de que outra forma ganhariam dinheiro e sentiriam prazer? Se é que entendem o que seja prazer.
Ah, antes que me esqueça: fuja de candidatos a cargos eletivos que, hoje, são inimigos, mas já foram de cama, mesa e banho antes. Pode ser um golpe do crime organizado, para eleger as mesmas moscas de sempre e abocanhar uma fatia maior do "mercado" eleitoral.
Sorria, a vida é bela e o país é democrático.
Na esbórnia! Todos têm acesso a ela: é a democratização da ausência de caráter.
27/04/2006; 2h05m.

A Imelda brasileira terça-feira, abr 25 2006 

TRAÇOS DE REALIDADE

A Imelda brasileira

A primeira-dama paulista Maria Lucia (Lu) Alckmin parece não se dar conta que suscitou uma comparação incômoda. O caso de seus 400 vestidos remete de imediato a outra primeira-dama, famosa por seus exageros no guarda-roupa.

Gilberto Maringoni

Todos se lembram da dona Imelda Marcos. Primeira-dama das Filipinas, entre 1965 e 1986, ela tem uma personalidade oposta à de dona Lu em muitas coisas. Escandalosa e falastrona, adora armar barraco por coisa pouca, enquanto a presidente do Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo faz um estilo bem mais discreto. Ou low-profile, como se diz por aí. Mas dona Lu, como Imelda, caminha célere para se tornar um ícone das peruas emergentes e símbolo maior de nossas cascatas murmurantes. Cascatas aqui, no sentido do verbo cascatear.

OBRA IMORTAL

A obra que imortalizou dona Imelda para todo o sempre é sua coleção de sapatos. São cerca de três mil pares, de grifes européias variadas, num país onde a maior parte da população mal tem o que vestir. Os adornos para os pés de dona Imelda vieram a público após a queda do regime ditatorial capitaneado por seu marido, Ferdinand Marcos. Ela protestou vivamente contra a divulgação. “Não são três mil, são mil e sessenta!”. Ah, bom. Alguns calçados eram tão espalhafatosos que fizeram a delícia de certa imprensa, à cata de novidades bizarras. A partir daí, o nome Imelda batizou inúmeras butiques, bares, lojas e estabelecimentos comerciais descolados ao redor do mundo. Convenhamos, é a glória.

Dona Imelda tem um senso de humor meio exótico. É dela a seguinte pérola: “Nasci ostentando. Qualquer dia vão dicionarizar meu nome. Usarão ‘Imeldificar’ como sinônimo de ostentação e extravagância”.

COM QUE ROUPA?

Não se conhece o número de pares de sapatos de dona Lu Alckmin. Mas já se tem uma idéia do tamanho de seu guarda-roupa. Só do estilista Rogério Figueiredo, no dizer do próprio, dona Lu ganhou 400 modelitos. Um número razoável na escala internacional da imeldificação. Isso, sem contar conjuntos que ela já tem, como os Valentino, Blueberry, Chanel e Seven. Dona Lu diz que não são 400, são 40.

Os admiradores de dona Lu criaram cinco comunidades em seu louvor no Orkut. Uma delas busca “ser uma grande homenagem à futura primeira-dama dos tupinambás em 2006. Afinal já estamos fartos de primeiras-damas feias, lúgubres, insípidas e ridículas”. E vai adiante: “Ora, por que só ELES podem possuir uma Jackeline Kennedy ?”. Outro grupo virtual a batiza de “a princesa Diana de São Paulo.

Como toda primeira dama, dona Lu dedica-se a obras assistenciais e mereceu do ex-secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, um livro, chamado “Seis lições de solidariedade”. A página da Editora Gente, na Internet diz que a obra “retrata as experiências vividas pela primeira dama (…) que acredita e defende que a ação solidária e o movimento do amor podem transformar a vida das pessoas”. Deve ser bonito o trabalho de dona Lu na área, não há porque se duvidar disso.

Quando não é mimoseada por Rogério Figueiredo, dona Lu dá uma passadinha na Daslu, para umas comprinhas. Lá, onde sua filha Sophia já bateu cartão de ponto, ela lamentavelmente tem de colocar a mão no bolso. Ou na bolsa. Os vestidos custam entre R$ 1,5 mil a R$ 15 mil. Certamente um sacrifício para o salário de R$ 14 mil de seu marido, agora funcionário público desempregado.

ATENDIMENTO EXCLUSIVO

Rogério Figueiredo, natural de Taubaté, no vale do Paraíba, região do casal Geraldo e Lu Alckmin e Gabriel Chalita, aos 33 anos já é um sucesso. É dono de um ateliê – ou “maison” – de 800 metros quadrados, onde trabalham 80 pessoas, nos Jardins, a região elegante da capital paulista. De acordo com sua página na internet, da lista de clientes “constam as primeira-damas Lu Alckmin e Fanny Leiner, além de nomes da sociedade e do show-business como Betty Faria, Astrid Fontenele, Beth Szafir, Cristiana Oliveira, Beatriz Segall, Yara Baumgart, Ruth Escobar, Hebe Camargo, Mila Moreira, Ana Maria Braga, Regina e Gabriela Duarte, entre outras mulheres influentes e de estilo”.

Rogério Figueiredo não vende roupas a granel. Segundo a revista Época, “o estilista praticamente coloca suas clientes no colo e assim as conquista. ‘Gosto de atender cada uma com exclusividade. Antes de criar um vestido, faço uma entrevista para captar a alma delas.’ (…) Para não errar em nada, o estilista faz a modelagem diretamente no corpo da pessoa”.

Ao site Moda e Consultoria, Figueiredo acrescentou: “Há um processo de sete provas das roupas, desenvolvimento de três croquis, um estudo do corpo sobre o que deve ser escondido ou valorizado e uma elaboração de um perfil psicológico da cliente para avaliar seu gosto pessoal”.

FAZENDO AS CONTAS

Se forem mesmo 400 as peças doadas à dona Lu, desde que seu marido assumiu o Palácio dos Bandeirantes, em março de 2001, até o final de 2005, teremos um vestido doado a cada quatro dias. É tanta coisa, que Figueiredo declarou à Folha de São Paulo, em 26 de fevereiro, que "com o que já fiz, a dona Lu tem roupa para usar pelo resto da vida".

Façamos a conta, leitor. São 400 vestidos, 400 entrevistas, com sete provas cada um, três croquis, estudos sobre o corpo etc. Dá, em números redondos, 2.800 provas e 1.200 croquis. Das duas uma: ou dona Lu transferiu a sede do Fundo Estadual de Solidariedade para a “maison” de Figueiredo, ou abrigou o estilista e sua equipe no Parque da Água Branca, sede do órgão que presidiu por cinco anos.

Mas não vamos complicar. É tudo mais simples, na base do amor, como diz a obra de Chalita. Com isso e mais solidariedade, dona Lu ganhou toda aquela rouparia de graça. Detalhe: cada modelito by Rogério Figueiredo sai entre R$ 3 mil e R$ 5 mil, os mais frugais. Pessoa simples, dona Lu, certamente, optou pelos despojados.

Voltemos à calculadora. Preço pela media, R$ 4 mil vezes 400. Dá redondos R$ 1,6 milhão. De graça e sem mais nada. E depois de tudo, quando as más línguas começaram a falar em improbidade administrativa e coisas afins, dona Lu deu mais lições de solidariedade. São seis, não nos esqueçamos. Sabedora das nossas mazelas sociais, a ex-primeira-dama resolveu ofertar tudo a entidades assistenciais. É certo que a assessoria de dona Lu se enrolou um pouco para dizer quem teriam sido os felizardos a receber tais prebendas. Falou-se inicialmente na entidade Fraternidade Irmã Clara. Com a negativa da instituição, comentou-se em seguida que os paninhos teriam ido para as favelas da Barragem, do Bororé e Ayrton Senna, além de entidades beneficentes em Santa Fé do Sul. Está criado o bolsa-fashion e o jeca-zero, para dotar cada brasileiro de um traje apropriado para noites elegantes. Tudo coisinha básica.

NÃO AMASSA E NÃO PERDE O VINCO

Modelo básico, aliás, é o que dona Lu mais tem. Básica como o programa de governo que a assessoria tucana vem elaborando para seu marido. A coisa é assim. Fernando Henrique fez o molde inicial, alinhavado por Pedro Malan, seu personal stylist. Lula colocou uns parangolés e paloccis, usou tesoura aqui, apertou ali e foi em frente. Agora o Geraldo quer ajustar ainda mais. Arrocho fashion, tudo em tecido que não amassa, para ser utilizado por sucessivas administrações, como vários dos vestidos de Rogério Figueiredo, feitos em crepe vogue francês. Nos panos é assim, nos planos também. Usa-se o crepe vogue neoliberal. Básico.

SEM CREPE VOGUE

Agora o Ministério Público de São Paulo e a Assembléia Legislativa querem investigar as doações de Rogério Figueiredo. Há a suspeita de improbidade administrativa. O deputado Romeu Tuma Jr. (PMDB) é autor de um requerimento, no qual pergunta: “Convém ao governador, assim como à sua esposa, receber presentes caros? Essa prática combina com a liturgia do cargo?” E em seguida completa: “Talvez o governador e sua esposa não estejam percebendo que empresários não costumam dar nada de graça”.

Inveja, pura inveja, de dona Imelda, digo, de dona Lu. Quem já viu o deputado Tuma Jr. percebe logo que ele não tem o menor gosto para se vestir. Anda sempre com ternos mal ajambrados e meio amarfanhados. Certamente não usa crepe vogue francês. Ah, não usa, mesmo

 

Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista da Agência Carta Maior, é autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo). Foi observador, a convite do CNE, do processo do referendo revogatório na Venezuela.

http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3047

Palavras homônimas e parônimas – 6 domingo, abr 23 2006 

Há e A (preposição)

substitui-se por faz, ao contrário de a, mera preposição. Ex.:

(faz) tempos não o vejo. Vi-o (faz) trinta dias.

 

Daqui a pouco serão dez horas. Morreu a três passos de mim. O Flamengo marcou o gol da vitória a dois minutos do final do jogo.

 

Se Não e Senão

Se não substitui-se por caso não, ao contrário de senão. Ex.:

O que acontecerá se não houver eleições (caso não haja). Todo artigo precede o substantivo. Se não (é assim), vejamos: a xérox, o guaraná, etc. (Caso não seja assim)

 

Tomara que chova, senão (do contrário) estamos perdidos! Não grite, senão[MLB1]  (do contrário) você apanha. Não fiz isso com a intenção de magoá-lo, senão (mas sim) de adverti-lo. Você nada faz senão (a não ser) reclamar. Elisa não diz duas palavras senão (sem que) cometa dois erros.

 

Formas variantes:

São formas equivalentes, embora distintas na grafia. Ex. aluguel / aluguer; assovio / assobio; espuma / escuma; flocos / frocos; neblina / nebrina; ouro / oiro; toucinho / toicinho; loura / loira; cousa / coisa. Constam do índice alfabético do livro de onde isto foi redigitado. A bibliografia desta fonte consta, também, no final da edição. Em nenhum momento o autor do livro afirma que tudo lhe pertence de sapiência ou de informação registrada no livro. Caso queira utilizar estas informações, respeite a fonte e não faça como determinados “sábios” que utilizam fontes alheias para escrever calúnias, ups, colunas, em jornais ou revistas, que ensinam Português.

 

Repito a fonte: Nossa Gramática, Teoria e Prática, de Luiz Antonio Sacconi, Atual Editora, São Paulo / SP, 1985. O que foi redigitado está entre as páginas 19 e 24.

 

Redigitei com muito prazer, apesar de ter feito isso antes, porque é uma forma de relembrar o quanto ainda preciso aprender.


 [MLB1]Isto era em 1985. Falhas ou equívocos na interpretação do ECA e na criação equivocada de filhos, trarão conseqüências trágicas a quem usar esta oração para conter os pirralhos.

Palavras homônimas e parônimas – 5 domingo, abr 23 2006 

 

Previdência

Qualidade daquele que prevê as coisas

Providência

Medida prévia para conseguir um fim: a suprema sabedoria atribuída a Deus

Prostrar-se

Humilhar-se, curvar-se

Postar-se

Colocar-se, permanecer por muito tempo

Ratificar

Confirmar

Retificar

Corrigir

Reboco

Argamassa

Reboque

Ato ou efeito de rebocar, ou seja, de comboiar; veículo puxado por outro veículo

Romeno

Da Romênia

Romaico

Idioma grego moderno

Ruço

Grisalho, desbotado

Russo

Da Rússia

Sexta

Numeral correspondente a seis

Sesta

Descanso depois do almoço

Cesta

Utensílio de transporte

Sobrescrever ou sobrescritar

Escrever sobre, endereçar

Subscrever ou subscritar

Escrever embaixo de, assinar

Sustar

Suspender

Suster

Sustentar

Tacha

Pequeno prego; mancha

Taxa

Imposto, percentagem

Tachar

Censurar, pôr defeito

Taxar

Estipular; qualificar

Tenção

Propósito, intento

Tensão

Esticamento

Terço

Fracionário correspondente a três

Terso

Puro, limpo

Tilintar

Soar

Tiritar

Tremer

Tráfego

Movimento, trânsito

Tráfico

Comércio lícito ou não

Vadear

Passar ou atravessar a vau, a pé ou a cavalo

Vadiar

Levar a vida de vadio

Válido

Sadio, vigoroso

Valido

Protegido

Vasa

Fundo lodoso do rio, do mar; lodo, lodaçal, limo

Vaza

Cartas; forma verbal

Viagem

Em Classe de palavras: substantivo

Viajem

Em Classe de palavras: verbo conjugado

Vivido

Experiente

Vívido

Vivaz, ardente

Vultoso

Volumoso, de grande vulto

Vultuoso

Vermelho, inchado

Zumbido

Sussurro de insetos alados

Zunido

Som agudo do vento

Palavras homônimas e parônimas – 4 domingo, abr 23 2006 

Incipiente

Principiante

Insipiente

Ignorante

Indefeso

Desarmado, fraco

Indefesso

Incansável, laborioso

Inerme

Sem arma

Inerte

Parado

Inflação

Desvalorização do dinheiro; expansão

Infração

Violação, transgressão

Infligir

Aplicar pena ou castigo

Infringir

Transgredir, violar, não respeitar

Insolúvel

Que não se pode dissolver ou resolver

Insolvível

Que não se pode pagar

Insosso

Sem sal

Insulso

Sem graça

Intemerato

Puro, íntegro, incorrupto

Intimorato

Destemido, valente, corajoso

Intercessão

Ato de interceder, de intervir

Intersecção

Ato de cortar

Laço

Lasso

Frouxo, gasto, bambo; cansado, fatigado

Lactante

Que amamenta, que produz leite

Lactente

Que ainda mama

Lenimento

Suavização

Linimento

Remédio de fricção

Lista

Relação, rol

Listra

Linha, risco

Locador

Proprietário, o que dá por aluguel

Locatário

Inquilino

Lustre

Candelabro

Lustro

Período de cinco anos

Lutulento

Lamacento

Lutuoso

Fúnebre, triste

Mal

Antônimo de bem

Mau

Antônimo de bom

Malgrado

Apesar de

Mau grado

Má vontade

Mandado

Ordem

Mandato

Período de missão política

Moradia

Ato de morar

Morada

Lugar onde se mora, habitação

Ótico

Relativo ao ouvido

Óptico

Relativo à visão

Paço

Palácio

Passo

Passada

Peão

Aquele que anda a pé

Pião

Brinquedo

Pequenez

Qualidade de pequeno

Pequinês

Raça de cães; de Pequim

Plaga

Região, país

Praga

Maldição

Pleito

Disputa

Preito

Homenagem

Precedente

Antecedente

Procedente

Proveniente, oriundo

Preeminente

Nobre, distinto

Proeminente

Saliente

Prescrição

Ordem expressa

Proscrição

Eliminação, expulsão

Palavras homônimas e parônimas – 3 domingo, abr 23 2006 

Dilatar

Alargar, ampliar

Descargo

Alívio

Desencargo

Desobrigação de um encargo

Descrição

Ato de descrever, expor

Discrição

Reserva, qualidade de discreto

Descriminar

Inocentar

Discriminar

Distinguir

Despensa

Lugar de guardar mantimentos

Dispensa

Isenção, licença

Despercebido

Não notado

Desapercebido

Desprovido, desaparelhado

Destratar

Insultar

Distratar

Desfazer

Édito = édito

Ordem judicial; provém do Judiciário

Edito = edito

Decreto, lei; provém do Executivo ou do Legislativo

Emergir

Vir à tona

Imergir

Mergulhar

Emigrar

Sair da Pátria

Imigrar

Entrar num país estranho para nele morar

Eminente

Notável, célebre; elevado

Iminente

Próximo, prestes a acontecer

Esbaforido

Ofegante, cansado

Espavorido

Apavorado, assustado

Espectador

Assistente

Expectador

Aquele que espera

Esperto

Ativo, inteligente, vivo

Experto

Perito, entendido

Espiar

Observar, espionar

Expiar

Sofrer castigo

Estada

Permanência de pessoa

Estadia

Permanência de veículo

Estádio

Fase, período

Estágio

Preparação

Estância

Propriedade

Instância

Insistência

Estático

Firme, imóvel

Extático

Admirado, pasmado

Estrato

Tipo de nuvem

Extrato

Resumo; essência

Estreme

Puro, genuíno

Extremo

Distante

Flagrante

Evidente

Fragrante

Perfumado

Fluir

Correr

Fruir

Gozar, desfrutar

Fuzil

Carabina, espingarda

Fusível

Fio de instalação elétrica

Genitor

Pai

Progenitor

Avô

Glosa

Comentário, interpretação

Grosa

Doze dúzias

História

Narrativa de fatos reais

Estória

Narrativa de ficção

Incerto

Não certo

Inserto

Incluído

Incidente

Episódio

Acidente

Acontecimento casual

Palavras homônimas e parônimas – 2 domingo, abr 23 2006 

Bucho

Estômago

Buxo

Arbusto

Caçar

Apanhar animais ou aves

Cassar

Anular

Cadafalso

Patíbulo

Catafalco

Estrado alto em que se coloca o féretro

Cardeal

Prelado do Sacro Colégio; principal, fundamental

Cardial

Relativo à cárdia

Cartucho

Canudo de papel ou papelão

Cartuxo

Frade da ordem cartuxa

Cavaleiro

Aquele que sabe andar a cavalo

Cavalheiro

Homem educado

Cela

Pequeno quarto de dormir

Sela

Arreio

Cemento

Substância para metais

Cimento

Pó para argamassa

Censo

Recenseamento

Senso

Raciocínio, juízo claro

Cerração

Nevoeiro denso

Serração

Ato de serrar

Cerrar

Fechar

Serrar

Cortar

Cervo

Veado

Servo

Escravo

Cessão

Ato de ceder

Seção ou Secção

Corte, divisão

Sessão

Reunião

Cesto

Balaio

Sexto

Ordinal de seis

Chá

Bebida

Título do ex-imperador do Irã

Chácara

Sítio

Xácara

Narrativa popular em verso

Cheque

Ordem de pagamento

Xeque

Lance de jogo de xadrez; perigo; chefe de tribo

Cidra

Fruto

Sidra

Vinho de maçã

Comprimento

Extensão

Cumprimento

Saudação; execução

Concelho

Município

Conselho

Sugestão; nome coletivo

Conjetura

Suposição; hipótese

Conjuntura

Situação, circunstância

Concerto

Sessão musical; acordo

Conserto

Reparo

Coser

Costurar

Cozer

Cozinhar

Deferimento

Concessão

Diferimento

Adiamento

Deferir

Atender, conceder

Diferir

Distinguir-se, ser diferente; adiar

Defeso

Proibido

Defesso

Cansado

Degredado

Desterrado, exilado

Degradado

Estragado, rebaixado, aviltado

Delatar

Denunciar

Palavras homônimas e parônimas – 1 domingo, abr 23 2006 

Palavras homônimas e parônimas

Fonte: Nossa Gramática, Teoria e Prática, de Luiz Antonio Sacconi. Atual Editora Ltda., rua José Antônio Coelho, 785, São Paulo / SP, 7.ª edição, atualizado, 1985.

Redigitado em 21/04/2006, para inserção em página da WEB.

Obs. Este assunto deveria, em rigor, constar apenas de Semântica. O propósito didático fez-nos, contudo, incluí-lo aqui.

            Palavras homônimas são aquelas que possuem grafia ou pronúncia igual. Ex.: sessão (reunião), seção (divisão, corte), cessão (ato de ceder); almoço (substantivo), almoço (verbo).

            Palavras parônimas são aquelas que possuem grafia e pronúncia parecidas. Ex.: comprimento (extensão), cumprimento (saudação); despercebido (não notado), desapercebido (desprovido).

            As principais palavras homônimas e parônimas são estas:


Palavras homônimas e parônimas

Significado

Absolver

Inocentar, perdoar

Absorver

Sorver; consumir, esgotar

Acender

Pôr fogo, alumiar

Ascender

Subir

Acento

Tom de voz; sinal gráfico

Assento

Lugar de sentar-se

Acerca de

Sobre, a respeito de

Cerca de

Aproximadamente

Há cerca de

Faz

Acerto

Ato de acertar

Asserto

Afirmação

Acostumar

Contrair hábito

Costumar

Ter por hábito

Acurado

Feito com muito cuidado

Apurado

Seleto, fino, refinado

Afear

Tornar feio

Afiar

Aguçar, amolar

Afeito

Habituado

Afoito

Corajoso

Aferir

Conferir, comparar

Auferir

Colher, obter

Afim de

Semelhante a, parente de

A fim de

Para

Ante

Antes

Anti

Contra

Aonde

Usa-se com verbos dinâmicos. Ex. Aonde você vai?

Onde

Usa-se com verbos estáticos. Ex. Onde você está?

Amoral

Indiferente à moral.

Imoral

Contra a moral, libertino, devasso

Apóstrofe

Figura de linguagem; interpelação.

Apóstrofo

Sinal gráfico

Aprender

Instruir-se

Apreender

Assimilar

Arrear

Pôr arreios

Arriar

Abaixar, descer

Assoar

Limpar o nariz

Assuar

Vaiar, apupar

Avir-se com

Entender-se com, conciliar-se com

Haver-se com

Ajustar contas com, defrontar-se com

Bem-vindo

Bem recebido, quando se chega

Benvindo

Nome de pessoa

Brocha

Prego curto

Broxa

Pincel grande; indivíduo sem potência sexual

Homônimas e parônimas para alunos até 8.ª série domingo, abr 23 2006 

Para alfabetizandos e alunos até 8.ª série poderem ter acesso e oportunidade de aprender sobre polissemia (os diferentes significados de uma mesma palavra) e se acostumarem com os nomes homônimas, parônimas, eu usava os livros de Ricardo Azevedo que eu comprara, após um "workshop" realizado na escola "Regente Feijó", em Itu.
 
Já comentei em outra inserção a respeito de conseqüências estranhas, após esse "workshop" em que foram mostradas todas as obras desse autor e, inexplicavelmente, nunca tive acesso a outras atividades pedagógicas envolvendo os livros?
 
 
Uma das atividades feitas, em sala de aula, foi a criação, da parte dos alunos, de novas sugestões que seriam enviadas ao autor, por meio do endereço da editora. Preciso voltar às minhas anotações arquivadas, para confirmar se eram alunos de quinta ou de sexta série que criaram novas frases em que as palavras homônimas mudavam de classificação gramatical e de significados. No entanto, após datilografá-las, com as devidas autorias, idade e série, um dos alunos se prontificou a enviar o envelope (já endereçado) e, estranho, muito estranho, o envelope não foi enviado, porque "papi" se esquecera de colocar no correio.  Isso aconteceu na escola "Convenção de Itu". Ao aluno que se prontificou a enviar as frases dele mesmo e dos colegas de classe, meus sentimentos pelo "papi" péssimo exemplo, que devia estar devendo muito ao crime organizado, para ensinar o filho a agir errado pelo resto da vida. Ou "papi" foi contaminado pelos criminosos que atribuíam às suas vítimas tudo o que não prestavam? Papi, papi: espero que seu filho tenha se tornado alguém melhor, na vida, que você!
 
 
A inserção da capa e da contracapa de um dos livros de Ricardo Azevedo (esses nunca doei, pois eram, inclusive, destinados a meus sobrinhos; mas, nas escola "Pinheiro Júnior", perdi o de título "Maria Gomes" para o tráfico de drogas ou tráfico de influência) servirá para a outra inserção, destinada a alunos em fases mais adiantadas de aprendizagem e serve de consulta para mim até hoje.

The Breast Cancer Site / O Site do Câncer de Mama quarta-feira, abr 19 2006 

Sugestão de fazer esse site
 
 
uma tarefa diária: clicar no site que, por meio de patrocínios, por meio de cliques diários, proporciona educação, alerta e mamografias gratuitas a mulheres desprivilegiadas.
 
Entre no site, conheça tudo o que se propõe, leia os retornos sobre os cliques diários (tudo bem, é em inglês), mas não conheço outro que lhe dê acesso, também, a colocaborar com:
Hunger Site
Child Health Site
Literacy Site
Rainforest Site
Animal Rescue Site
 
Sim, conheço alguns brasileiros, mas tive uma experiência péssima com "O câncer no alvo da moda", pois tentei obter informações on-line sobre suas propostas e os retornos às colaborações e não consegui absolutamente nada. Apenas propagandas televisivas com "famosos globais", para mim, não é retorno.
 
Nunca gostei do que quer que seja famoso demais, comentado demais e eu nunca tive acesso ao conteúdo.
 
Preciso de conhecer para poder decidir se vale a pena, porque minha alma não é pequena nem preciso de ser exclusiva ou apoiar algo em que não acredito.
 
Isso vale, também, para provedores ou empresas de telefonia que imponham, em prejuízo de outros que queiramos escolher, pois têm mania de querer nos usar para seus fins que não são os nosos.
 
 
 

O profundo livro de Jó quarta-feira, abr 19 2006 

Esta é minha primeira experiência em digitalizar um texto de uma revista, transferi-lo para OCR, para poder fazer as correções necessárias e tentar inseri-lo neste espaço.
 
A revista, fonte deste texto, foi comprada em Campinas/SP, numa banca de revistas da rodoviária, em 1983, quando eu ainda freqüentava a Cultura Inglesa. Porque, quando criança, cresci vendo as edições de Seleções e aprendi a gostar da leitura, em 1983 comprei edições em português e em inglês.
 
A paciência de Jó teve um limite, mas, de acordo com o texto, porque Deus se manifestou e disse a ele que não deveria questionar os desígnios de Deus, Jó aceitou a resposta para tanta desgraça.
 
A meu ver, o que sabemos ser provocado pelos mortais, como nós, não devem ser aceitos com a mesma resignação de Jó. Embora eu não esteja defendendo a reação "olho por olho, dente por dente", do Código de Hamurabi, também não estou defendendo a paciência de Jó. Desgraça provocada por mortais, como nós, tem um limite e um basta por meio de ações jurídicas, caso os responsáveis por elas não parem de provocá-las, quando são exortados a parar de nos desgraçar.

 

Seleções do Reader’s Digest, julho de 1983, páginas 60 a 63

O profundo livro de Jó

Será que entendemos a justiça de Deus? Por que sofrem os bons?

ERNEST D. HAUSER

Naquele tempo, “havia na terra de Uz um homem chamado Jó: era um ho­mem íntegro e reto, que temia a Deus e se afastava do mal”. É assim que começa, na melhor tradição dos contos de fadas, um dos livros mais comoventes e espirituais do Antigo Testamento. Considerado desde sempre uma pérola da literatura, ele possui hoje um novo resplendor, pois o seu tema comovente, de so­frimento desinteressado, tem razão de ser num mundo perpassado por um sofrimento que, à luz da razão, nos parece absurdo.

O livro de Jó delicia-nos com a beleza da sua linguagem, a rapidez do seu ritmo e o seu inesperado epí­logo. Sendo uma das principais contribuições semíticas à literatura ­mundial, ele é reconhecido igual­mente por judeus e cristãos como uma obra-prima artística. Contudo o significado mais profundo da his­tória de Jó, com a sua perspicaz apreciação da justiça divina, pertur­bou gerações de leitores. Em nossos dias, muitos crentes encontram a “resposta” na afirmação do autor, sobre a onipotência de Deus, cujos poderes e decisões ultrapassam o nosso entendimento.

A história de Jó, de antigas raízes populares, serve apenas de enqua­dramento ao corpo principal do li­vro, o qual não se sabe ao certo quando foi escrito, mas possivel­mente nos séculos V ou VI a. C. O autor pode ter sido um hebreu sábio, experimentado na dor, que sondou os mais sombrios recônditos da alma humana e observou a natureza com acuidade.  

O drama. Quando contatamos Jó pela primeira vez, ele é um pa­triarca cuja riqueza se mede em ter­ras e rebanhos. Tem 10 filhos e mui­tos servos, e é conhecido pela sua generosidade e sabedoria. Deus vela por ele. Então, num dia infausto, o seu mundo cai em ruínas.

Nesse dia, Deus dá audiência no Seu reino. Quando chega a vez de Satã falar, ele insinua que Jó é bon­doso porque é rico. “Estende a Tua mão”, sugere a Deus, “e toca nos seus bens; ele Te lançará maldições em rosto”. Deus, ciente da inabalá­vel devoção de Jó, dá permissão a Satã para destruir tudo aquilo com que Jó foi abençoado. Seus filhos e suas filhas morrem quando se des­morona, durante um furacão, a casa em que assistiam a um festim. Sa­queadores massacram seus servos e tresmalham as manadas. Eis a es­tóica reação de Jó: “O Senhor o deu, o Senhor o tirou; abençoado seja o nome do Senhor”.

O persistente Satã, porém, ob­tém permissão para atacar a saúde de Jó. Assim, a pele deste, desde as plantas dos pés até o alto da cabeça, abre-se em bolhas e pústulas que lhe produzem uma coceira insupor­tável. Votado ao ostracismo, ele foge da cidade para se sentar nas “cinzas”, refúgio de leprosos e ou­tros párias. Emagrece até parecer um esqueleto. Sua mulher lhe per­gunta: “Amaldiçoa a Deus e morre de uma vez!”. Apesar disso, Jó não desiste.  

É então que o drama começa. Uma lixeira é o palco. Três velhos ami­gos, Elifaz, Baldad e Sofar, vêm consolar Jó. Durante sete dias, fi­cam sentados perto dele, em silên­cio. Jó é o primeiro a falar, e a con­versa que se desenrola subseqüen­temente constitui a ação dramática.  

Os três visitantes vivem todos no mesmo mundo arcaico do castigo inevitável: Pecaste – serás punido. Logo, se alguém for castigado, é evidente que pecou! Para eles, Jó caiu em desgraça porque é pecador; mas este, em sua imensa devoção, sabe que está inocente e busca o significado de tão grande calamidade. É este choque de duas opiniões con­trárias que alimenta a conversação até o clímax. Enquanto isso, o duelo entre Deus e Satã foi esquecido, e o prólogo passado no Céu parece não ter qualquer relação com o impor­tante debate que constitui uma re­volução na história da religião.

A princípio num gemido, Jó amaldiçoa a noite em que foi conce­bido e o dia do seu nascimento. An­seia pela morte. “Recordas-te de um inocente que tenha perecido?”, pergunta Elifaz . Ele insiste com Jó para que exponha a sua causa a Deus, e de novo será próspero – “Ditoso o homem a quem Deus corrige”.  Jó, em cujo corpo defi­nhado vive um espírito desafia­dor, recusa com indignação.

Logo os ânimos se exaltam. Bal­dad diz a Jó que ele deve ser mau. “Se do Todo-Poderoso implorasses favor, se fosses puro e reto, Ele já teria despertado para ti … Deus não rejeita o homem justo”. Jó, porém, responde com um hino celebrando a majestade e o poder de Deus.

A conversa entre esses quatro homens sobre uma pilha de lixo não é uma simples troca de palavras. Está em jogo nada menos que a interpretação correta do pacto de Deus com o povo eleito: obedecer e prosperar; desobedecer e sofrer o castigo. Jó também foi criado nesta filosofia severa, ponto comum en­tre ele e os seus interlocutores. É claro que a punição automática não funcionou com Jó, que se “afastou do mal” durante toda a sua vida.  Poderá ser, pensava ele, que Deus não seja sempre justo? Será que “EIe ex­termina o íntegro e o ímpio?”.

Os visitantes mal podem crer no que ouvem. Jó duvida da justiça de Deus! Blasflêmia! Sofar exclama que Jó é “palavroso e charlatão”, diz-se puro aos olhos de Deus mas é tão culpado que o castigo que sofreu é menor que o merecido!

Texto para todas as épocas. Nessa altura, a proverbial paciência de Jó esgota-se. Virando-se para os falsos amigos, diz com grande sar­casmo: “Realmente, sois a voz do povo, e convosco a sabedoria mor­rerá?”. Então, ataca-os. “Mas tam­bém eu tenho inteligência, não sou inferior a vós … sois todos consola­dores importunos! Até quando con­tinuareis a afligir-me e a magoar­-me com palavras?”.

Elifaz sente um prazer perverso em inventar uma lista dos crimes de Jó. A defesa simples deste parece verdadeira: “Porque eu livrava ao pobre que pedia socorro e ao órfão que não tinha auxílio … Eu era olhos para o cego, era pés para o coxo. Era o pai dos pobres”. Sua consciência continua pura. Se alguma vez la­vrara terras que não fossem suas de direito, comido os seus frutos sem pagar, ou morto o seu legítimo proprietário, “que nasçam cardos em vez de trigo, e no lugar da ce­vada a erva fétida!”. E, com esta praga tremenda, Jó fica silencioso.  

Durante a discussão, vai-se jun­tando uma multidão atenta. Um dos espectadores, Eliú, avança e diz, com razão, aos visitantes: “Ninguém de vós conseguiu refutar a Jó”. Mas lança ainda mais acusações sobre Jó. “Porque ao seu pecado ­acrescenta a rebelião … e multiplica as suas palavras contra Deus!”.

O dia chega ao fim e aproxima-se uma tempestade; visitantes e espectadores apressam-se a se dispersar. Nesse instante de calma, dá-se o que Jó menos esperara. O Senhor ouviu-o e, na parte mais esplendorosa do poema, dirige-se Jó dentro do vendaval Não se trata da justificação que Jó aguardava. Não se desperdiçam palavras sobre os seus direitos ou males. É o Senhor quem faz as perguntas: “Quem é este que denigre meus desígnios com palavras sem sentido? Responde-me! ­Onde estavas quando lancei os fundamentos da terra? Quem assentou a sua pedra angular entre as aclamações dos astros da manhã e o aplauso de todos os filhos de Deus? Examinaste a extensão da terra? Conta-me se sabes tudo isso”.

Confrontado assim com o seu Criador, não foi dada a Jó justificação para os seus padecimentos. Em vez disso, foi-lhe concedido vislumbrar o incomensurável poder de Deus. É esse o escolho oculto que, cio, no passado, fez soçobrar muitos leitores atentos da Bíblia que procuravam uma solução clara para o enigma: Por que foi que Jó sofreu? No entanto, é na própria ausência de um motivo que encontramos a verdade que fez do livro um marco do progresso espiritual do homem. Jó compreendeu: Não temos qualquer trato com o Senhor que nos permita pedir-lhe contas ou forçá-Lo a dar explicações; a Sua sabedoria é infinita, e as Suas decisões ultrapassam a nossa compreensão.

Recuperando o fôlego, Jó apenas pôde dizer: “Sinto-me pequeno; que poderei responder-Te? Disse que não estava entendendo; coisas maravilhosas demais para mim, as quais não conheço. Conhecia-Te e só de ouvido, mas agora viram-Te meus olhos. Por isso retrato-me e faço penitência no pó e na cinza”. Nesse momento, o contentamento do Senhor com Jó brilha através das trevas. “Cinge os teus rins como um herói!”. É óbvio que Deus ama esse mortal tão experimentado que O enfrentou com dignidade e coragem. A peça termina.

O livro de Jó é, pois, um texto para todas as épocas. Dependia agora de a Cristandade continuar onde ele terminou; suavizando a lei rígida da punição, proclamando a nobreza do sofrimento e cimentando nosso laço com Deus em fé na Terra e em graça nos Céus. “Buscai e achareis; batei e vos será aberto”.

A prosa simples dos versos finais leva-nos até o país de fadas do início. Os amigos e parentes de Jó regressam. O Senhor confere ao seu bom servo duas vezes mais riqueza do que antes ele tivera (14.000 ovelhas, 6.000 camelos, 1.000 juntas de bois e 1000 jumentas), e Jó teve sete filhos e três filhas que eram os mais bonitos do país; e o Senhor abençoou a Jó, que morreu velho e bem vivido com 140 anos, tendo criado quatro gerações.

 

 

Dez tipos de personalidades diferentes com as quais temos que conviver quarta-feira, abr 19 2006 

 

Curso ajuda a aceitar pessoas insuportáveis (manchete do texto jornalístico)

Fonte: O Estado de São Paulo, sábado, 10/02/2001. Geral. Comportamento. Pág. A-17

 

Dez tipos de personalidades diferentes com as quais temos que conviver

 

E eu, Maria Lúcia Bernardini, acrescento, com as quais não precisamos nos casar, sustentar ou servir de escada, corrimão ou trampolim. Vade retro!

 

TIPO

DESCRIÇÃO

BRUCUTU

Atrevido, contundente, feroz.

KID-TOCAIA

Explode à toa com todos e, depois, se condena pela ação.

SABE-TUDO

Competente, culto, franco e autoritário; não tolera ser contrariado ou corrigido.

PENSA-QUE-SABE (o famoso crente… que está abafando)

Procura demonstrar que conhece tudo; engana alguns parte do tempo; conhecido como mentiroso.

QUEBRA-GALHO

Vive em função de desejos alheios; não diz não.

RODA-PRESA

Tem medo de tomar decisões; espera que a melhor solução se apresente.

ENIGMA (ou moai da Ilha de Páscoa)

Deseja ser eficiente e amigável; quando não consegue, se retrai, mas descarrega sua fúria em objetos.

FRENTE-FRIA

Pessimista, sombrio e desanimado; encontra defeito em tudo e todos.

DISK-PROBLEMA (primo do FRENTE-FRIA)

Reclama de tudo; nunca está satisfeito; é infeliz.

 

Na época, ao expor isto na parede da sala de aula e da sala dos professores, em fevereiro de 2001, acrescentei: Antes de classificar alguém, classifique-se ou terá azar por sete anos!

 

Proteja seu pescoço quarta-feira, abr 19 2006 

Proteja seu pescoço

Aqui vão cinco categorias de vampiros e os meios de enfrentá-los, em um roteiro adaptado da obra do psicólogo Albert Bernstein

(Fonte: http://www2.uol.com.br/veja/280201/p_096.html   28/02/2001.)

 

Como em toda e qualquer classificação ou sintomas de doença, encontraremos e nos encontramos dentro de muitas classificações.

Infelizmente, determinados classificados e doentes apresentam, certamente, as características de UM tipo completas.

 

Tipo de vampiro

Descrição

Como viver com ele

Inconstante

Tem dificuldade para assumir qualquer tipo de compromisso. Está sempre à procura de novos parceiros amorosos e é instável na vida profissional. Alimenta-se da dedicação das pessoas, mas costuma abandoná-las ao considerar que se tornaram monótonas ou que já deram o que tinham para dar.

Dê crédito apenas a seus atos e não às promessas. Não aceite suas desculpas intermináveis. Estabeleça regras para a convivência e punições em caso de desvio. Se flagrá-lo mentindo ou desrespeitando normas, conteste com firmeza.

Teatral

Cada palavra e cada gesto são cuidadosamente planejados, como se vivesse o tempo todo no palco. Faz de tudo para se colocar no centro das atenções. Bajula os superiores com rara habilidade. Tudo isso o faz parecer inofensivo, mas é justamente a estratégia para sugar a confiança alheia. Ao conseguir, está pronto para puxar seu tapete.

Jamais o transforme em confidente e não se ofereça para sê-lo. Esteja atento para prováveis segundas intenções em tudo que ele faz ou fale. Elogie-o de vez em quando, pois o aplauso o mantém sob controle – mas não a ponto de parecer ser seu fã número 1

Obsessivo

Presta atenção nos mínimos detalhes para tentar flagrar os outros em contradição. Não admite pequenos erros ou falhas e sente grande prazer em apontá-los. Deseja que todos se tornem igualmente perfeccionistas e inferniza o cotidiano de quem resiste ao adestramento. Voa no pescoço das pessoas próximas para extrair-lhes o que há de mais sagrado: a liberdade e a tranqüilidade.

Nunca critique a virtude da qual ele mais se orgulha: a busca da perfeição. Nas discussões, evite entrar nas minúcias, pois são sua especialidade. Não conte a ele seus pequenos desvios do cotidiano, do tipo “liguei para o chefe dizendo que estava doente”.

Paranóico

Desconfia que está sendo traído e que há segundas intenções por trás de tudo que os outros fazem ou dizem. Para ele, nada na vida é óbvio ou simples. Essa mania de perseguição obriga as pessoas com as quais convive a ser cuidadosas ao extremo. Assim, consome lentamente a paciência dos outros.

Ao falar, evite metáforas, ironias e figuras de linguagem – seja o mais claro possível. Não se submeta ao jogo de ter de provar lealdade a todo momento, respondendo a perguntas absurdas. Jamais admita que mentiu ou escondeu a verdade, pois isso nunca sairá da cabeça dele.

 

O que não pode faltar em um texto bem escrito? quarta-feira, abr 19 2006 

O que não pode faltar em um texto bem escrito, seja uma redação escolar ou texto jornalístico ou qualquer outro tipo de texto são as RESPOSTAS para as perguntas:
QUEM?
QUANDO?
ONDE?
COMO?
O QUÊ?
POR QUÊ?
 
Caso contrário, a comunicação não se estabelecerá.
 
Uma sugestão de atividade pedagógica, em todas os componentes curriculares ou "matérias" seria, junto com os alunos, localizar essas respostas no texto que esteja sendo o pretexto para o conteúdo programático ou seja o texto principal do conteúdo programático.
 
Seria, porque isso evitaria "decorebas", todos, sem exceção, aprenderiam, e os professores – muitos fazem isso – não se posicionariam como "donos do saber; sem mim vocês não aprenderão nada!", o que parte de uma idéia pré-concebida de que todos os alunos devam ser subestimados em relação ao que já sabem.
 
Com relação a isso, há uma atividade pedagógica que sempre executei, não importando a série para a qual estivesse ministrando aulas, desde o ano de 1988.
 
O jornal O ESTADO DE SÃO PAULO publicou, em 17/08/1988, um fato ocorrido em 16/08/1988.
Chamada de capa, a foto mostrava Thiago de Lima Moreira, na época com um ano e oito meses, sendo retirado de um buraco onde ficara preso durante 3h15m.
A foto mostra Thiago como se estivesse nascendo de cezariana (foto de José Agusto Cindio/AE) e o "lead" ou lide indicava o texto completo na página 11.
Recortei tudo, colei em folhas de papel sulfite, copiei tantas vezes (paguei pelas cópias) quanto seria possível para que os alunos pudessem acompanhar o texto com os olhos, não apenas com os ouvidos, e, ao final da leitura, anotamos as respostas às perguntas (respostas simples, pois estava executando atividades com alunos de 5.ª a 8.ª séries, não eram aulas para jornalistas):
 
Quem? = Thiago de Lima Moreira, um ano e oito meses, filho do caseiro da residência.
Quando? = 16/08/1988 – período da manhã.
Onde? = no quintal da casa onde Thiago morava, rua Sílvio Tramontino, Bairro Morumbi, São Paulo / SP.
O que aconteceu? Thiago caiu num poço de 3m de profundidade por 25cm de diâmetro; foi retirado pelos bombeiros, 3h15m depois, por meio de um poço cavado paralelo ao poço em que caiu.
Como Thiago caiu? = jogando bola, não viu o poço e ficou entalado.
Por que Thiago caiu? = o poço estava descoberto para a construção de um pilar.
 
Anotadas as respostas às perguntas, os alunos tinham todos os detalhes do texto (texto impecável em relação às respostas) e, após terem lido o texto – com a professora e sozinhos – duas vezes, estavam prontos para relatar, POR ESCRITO, o conteúdo da reportagem.
 
Seria, sim, uma estratégia muito útil para todos os componentes curriculares ou "matérias".
 
 
 

Bruma pirada, de João Ubaldo Ribeiro terça-feira, abr 18 2006 

Entre os anos de 1999 e final de 2002, separei várias crônicas, recortadas do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO e, às vezes, além do recorte, retirava-as do jornal, on-line, para ler para os alunos ou até para atividades pedagógicas com essas crônicas.
A crônica, quando escrita por um dos autores que eu lia, é uma oportunidade de conhecer – aceitando ou não, mas nunca negando o direito do cronista de expô-las – as visões e opiniões dos cronistas, pois, ao contrário do romance, por exemplo, ou de poemas o autor pode ser detectado por meio de crônicas.
Eventualmente, uma crônica pode ser um conto. Foi o que aconteceu, certa vez, com uma crônica de Ignácio de Loyola Brandão, que transformei em atividade pedagógica e os alunos foram convidados a escrever um final para aquele conto publicado em forma de crônica. Comentarei sobre ela no momento apropriado.
 
Ainda tenho os envelopes contendo as crônicas recortadas do jornal citado ou retiradas do jornal on-line.
São envelopes que agrupam ou são específicos de determinados cronistas:
  • João Ubaldo Ribeiro
  • Millôr Fernandes
  • Veríssimo
  • Mário Prata
  • José Castello; Mauro Dias; Luiz Zanin Oricchio
  • Rachel de Queiroz
  • Danuza Leão; Matthew Shirts; Ignácio de Loyola Brandão
  • Nélson Piquet; Falcão; Armando Nogueira
  • Drogas; Problemas da Adolescência; Violência (textos jornalísticos)
  • Diversos

Tudo isso, só para mostrar que, a meu ver, não é possível ministrar aulas, seja em que componente curricular ou "matéria" for, sem ler revistas ou textos que expressem opiniões, bem como livros clássicos ou contemporâneos.

Esse pensamento vale, também, para QUALQUER profissão, em especial a dos próprios jornalistas.

O que me leva, também, a lembrar os superiores hierárquicos de QUALQUER profissão.

Se isso não acontecer, a fábula do zangão, da cigarra e das abelhas se tornará, como as fábulas sempre são, um retrato fiel da Humanidade.

Educadores, COMO EU, deveriam ser melhor pagos, para poder sustentar esse "luxo" de ler, diariamente, para o preparo de atividades pedagógicas.

EDUCADORES, como eu, não deveriam JAMAIS que ter que ministrar trinta e seis aulas semanais e ganhar por mais quatro horas-atividade, tendo que provar duas horas-atividade numa das escolas em que ministram aulas. Quem é EDUCADOR sabe a que me refiro. Quem não é e não conhece a realidade do Ensino Formal não tem a mínima idéia de a que me refiro.

Seria tão bom, também, se editoras de livros e de jornais premiassem EDUCADORES, como eu, com as edições para leitura e para recomendar essas leituras aos alunos.

Só que EDUCADORES, como eu, são abafados e escondidos pelos colegas, superiores hierárquicos e por criminosos que temem comparações e constatações de que estão na função ou no cargo errados.

 

Fundação Educar DPaschoal segunda-feira, abr 17 2006 

 
Dessa fundação, esta mensagem:
 
Atitudes vencedoras
 
Esteja sempre pronto a aprender e a ensinar.
Conquiste o respeito das outras pessoas.
Jamais se dê por vencido, pois sempre há uma saída.
Enfrente os desafios como se fossem as únicas oportunidades da vida.
Assuma seus erros e aprenda com eles.
Construa sempre uma nova chance.
Diga para você mesmo "Eu posso", e faça um esforço extra.
Seja pró-ativo, aceite responsabilidades e cumpra o prometido.
Pratique o possível e experimente o impossível.
Seja um curioso dos porquês e das inovações.
Desenvolva uma estratégia para tirar lucro dos prejuízos.
Vibre e saiba elogiar o sucesso dos outros.
Olhe sempre o lado positivo das coisas.
Desvende os segredos pesquisando muito.
Avalie constantemente as oportunidades.
Descubra os seus pontos fortes e aprimore-os.
Invente soluções inovadoras.
Fracassar não é a coisa pior do mundo, a pior é não tentar.
 
Fundação Educar DPaschoal

Fundação Ubaldino do Amaral segunda-feira, abr 17 2006 

 
 
São três sugestões: uma a de visitar todo o site da Fundação Ubaldino do Amaral / Sorocaba – SP
 
A segunda, uma atenção ao Projeto Memória.
 
A FUA está tentando obter parcerias que possibilitem a contratação de quinze (15) profissionais, com o objetivo de não só acelerar a digitalização do material impresso que está sendo mantido em uma sala especial, como, também, possibilitar a consulta on-line de qualquer pessoa interessada.
 
A terceira, conhecer a Liga de Combate ao Câncer.
 
 

As rãs e as estrelas domingo, abr 16 2006 

De Mahdi Fezzan
Antologia da Literatura Mundial. Lendas, Fábulas e Apólogos. Vol. IV, 8.ª edição. Seleção, organização, tradução e notas de Yolanda L. dos Santos e Cláudia dos Santos. Livraria e Editora Logos Ltda. Rua 15 de Novembro, 137. 8.º andar. São Paulo / SP. S/D.
 
As rãs e as estrelas
 
No charco, filosofando, uma rã olha para as estrelas:
– Que luzinhas mortiças… E os homens vivem a cantá-las e a elogiá-las. Muito mais importante, muito mais intenso, é o fogo-fátuo deste charco.
E virando-se para as outras:
– Estão vendo ao que se reduz o brilho das estrelas?
 
 

O zangão, a cigarra e as abelhas sábado, abr 15 2006 

De Mahdi Fezzan
Antologia da Literatura Mundial. Lendas, Fábulas e Apólogos. Vol. IV, 8.ª edição. Seleção, organização, tradução e notas de Yolanda L. dos Santos e Cláudia dos Santos. Livraria e Editora Logos Ltda. São Paulo / SP
 
O zangão, a cigarra e as abelhas
Orgulhoso da colmeia, um zangão convidou, um dia, uma cigarra para visitá-lo.
– Vês estes favos cheios de mel? Tudo isso é produto de minha organização, do meu trabalho… mais ou menos … de um mês.
– Extraordinário! Extraordinário! – exclamou, admirada, a cigarra.
Naquele instante, entraram as abelhas.
Abriram os favos, depositaram o mel, e, rápidas, tornaram a sair.
– E elas? … – perguntou a cigarra.
– Essas… – o zangão fez um gesto de desdém – essas são apenas as minhas auxiliares.
 
 

O pirilampo e o sapo sábado, abr 15 2006 

Da Marquesa de Alorna (Alcipe – 1750 / 1839) – Leonor de Almeida Lorena e Lencastre.
Antologia da Literatura Mundial – Lendas, Fábulas e Apólogos – Vol. IV – 8.ª edição, Seleção e organização, tradução e notas de Yolanda L. dos Santos e Cláudia Santos. Livraria e Editora Logos Ltda, s/d, mas, certamente, dos anos da década de 1961.
 
O pirilampo e o sapo
 
Lustroso um astro volante
rompeu das humildes relvas:
com seu vôo rutilante
alegrava à noite as selvas.
 
Mas de vizinho terreno
saiu de uma cova um sapo,
e despediu-lhe um sopapo
que o ensopou em veneno.
 
Ao morrer, exclama o triste:
"Que tens tu de que me acusas
que crime em meu seio existe?"
Respondeu-lhe: "Porque luzes!"

Informações para o bem – 7 sábado, abr 15 2006 

Esta é super!
Como atividade pedagógica, então, tenho certeza de que armei um rebu na escola e fora dela.
Pena que meus superiores hierárquicos fossem covardes ou dependentes de algo tão grave quanto de drogas: do crime organizado, do tráfico de influência.
Cada classe, eram cinco, foi dividida em dois grupos (atividade já feita "any" vezes por outros educadores antes de mim, só o assunto não era o mesmo). Um grupo tinha que defender a criminalização do uso de drogas. Outro grupo tinha que defender a descriminalização do uso de drogas.
Atentar bem: estávamos e estamos falando de USO de drogas, não do tráfico, que é crime.
Foram aulas muito interessantes.
Passei a atividade, completa, para a diretora da escola, Sônia Ming. Infelizmente, morreu ali para o restante da escola. Teríamos tido noites de debates com todos os EDUCANDOS da escola "Pinheiro Júnior".
Para onde terá sido enviado o material que forneci à diretora, que nunca mais retornou às minhas mãos?
Terá servido, como na fábula da águia que é morta por uma flechada feita de suas próprias penas, para colocar mais uma pedra no meu túmulo de PROFESSORA, porque, como EDUCADORA, ainda estou viva?
Tudo vale a pena se a alma não é pequena, mas estamos cercados de excesso de almas pequenas!
 
Na página 45, dessa edição de número 172, Superinteressante de janeiro de 2002, os argumentos pró criminalização de uso de drogas e os argumentos pró descriminalização de uso de drogas estavam expostos e os alunos poderiam – e deveriam – acrescentar outros argumentos.
A abordagem do assunto, por Rodrigo Vergara, foi uma tese de Doutorado em jornalismo, na minha opinião.
 
Trecho de página 40:
"Só há uma coisa certa sobre as drogas: é preciso haver informação. Informação de qualidade, desvinculada da moral, do poder econômico e das forças políticas", diz o juiz aposentado Wálter Fanganiello Maierovitch, ex-secretário nacional [2002] antidrogas e um dos maiores experts no tema no Brasil.
 
 

Informações para o bem – 6 sábado, abr 15 2006 

Informações para o bem – 5 sábado, abr 15 2006 

Revista Os caminhos da Terra, agosto de 1997.
Atentar para o ano 1997.

Informações para o bem – 4 sábado, abr 15 2006 

Assuntos de capa:
Grátis, Suplemento 16, 500 anos de presença da Igreja no Brasil.
A vida afetiva depois da viuvez.
Luiz Francisco fala do combate à corrupção
O grito dos Excluídos pela soberania no Brasil.
MÚSICA SERTANEJA: O SABOR DA TERRA.

Informações para o bem – 3 sábado, abr 15 2006 

Informações para o bem – 2 sábado, abr 15 2006 

Essas ilustrações serviram não apenas para informação aos alunos, mediante cópias das páginas.
Serviram, também, para uma atividade pedagógica em que os alunos opinaram, a partir de perguntas que eu elaborara, sobre a as atitudes dos agentes de ações cidadãs em defesa do meio ambiente.
Atentar para o fato de que não são agentes "construídos" e, até a presente data, não tenho conhecimento de que sejam "exclusivos" de alguma emissora de TV, de algum jornal, de alguma ONG "de fachada" para fins eleitoreiros.
São os ídolos que EU gostaria, muito, que os EDUCANDOS sob minha responsabilidade admirassem.
Nunca entendi muito bem essa história de ídolo que, por exemplo, pilotasse carro de corrida de escuderia estrangeira e, na vitória, desfraldasse a bandeira brasileira, num ufanismo característico de ditadura nazista.
Não que não veja méritos em qualquer profissão ou em qualquer profissional, mas essa manipulação da massa miserável e ignorante de seus direitos me deixa indignada. Principalmente, quando há uma "equpenico" trabalhando, nos "bastidores", não para deixar os carros em condições de vencer as corridas, mas para "cuidar da imagem" do protagonista.
Recordar: há protagonistas e antagonistas, mocinhos e bandidos, mal versus bem, portanto, é preciso ter informação para poder optar por modelos a serem seguidos.
Como a revista é de 1997, adivinhem em que ano elaborei as atividades para que os alunos conhecessem esses agentes de ações cidadãs?

Informações para o bem – 1 sábado, abr 15 2006 

As próximas inserções se referem a revistas que eu assino (exceto a Família Cristã, que, assim como Seleções Readers’ Digest, cresci vendo meus pais assinarem e ler; um ano ou dois anos antes da morte, meu pai voltou a assinar a Família Cristã, remodelada, reformatada, muito mais atraente) e das quais, nas edições até março de 2003, os assuntos de capa ou não de capa foram recomendados aos alunos, mostrando-lhes as edições, em sala de aula, lendo o conteúdo para os alunos, ou se transformaram em atividades pedagógicas elaboradas POR MIM, digitadas POR MIM, copiadas POR MIM, distribuídas as cópias aos alunos POR MIM, cópias essas pagas POR MIM.
Chamo a atenção, em especial, para:
1) "Diário da História – fatos que marcaram o mundo num certo mês de …", última página de Os caminhos da Terra, Editora Peixes, www.revistaterra.com.br,  que mudou, posteriormente, a manchete para "Jornal da História – fatos do mês … que ficaram na memória", uma fonte, a meu ver, indispensável a qualquer educador, em qualquer componente curricular ou "matéria", para o enriquecimento de aulas, com intuito de permitir o acesso de todos os educandos à informação, de modo que, depois, em componentes curriculares específicos ou "matérias", os educandos já tenham alguma bagagem sobre o assunto abordado. Isso, para mim, é abordagem de temas transversais, que seriam inseridos à medida que as publicações de jornais e revistas trouxessem o conteúdo que atrairia a atenção de educadores e educandos.
2) Essa explanação do item 1 é, a meu ver, trabalho em equipe, na educação formal. Não aquelas sugestões impostas ou aquela forma de usar e abusar de educadores melhor formados e informados, enquanto um "cacho" de parasitas se aproveita desse uso e abuso, certamente, liderado por superiores hierárquicos useiros e vezeiros desse tipo de oportunidade de autopromoção e manutenção de seus cargos ou funções.
3) Essas afirmações valem, também, para ONGs e Fundações fajutas, políticos fajutos que usam e abusam de profissionais que não façam parte de suas quadrilhas nem querem fazer parte de suas quadrilhas.
4) Com relação à informação sobre doenças sexualmente transmissíveis, exercício da sexualidade responsável, dependência de drogas, cuidados com uso de água, transmissores de dengue etc., sempre alertei os alunos, em sala de aula e fora dela, porque acredito no que Gilberto Dimenstein me permitiu aprender, em texto escrito por ele, de que SÓ OPTA QUEM TEM INFORMAÇÃO. Portanto, quem não tem informação, no meu entender, é Maria-vai-com-as-outras, é vaca de presépio, é deslumbrado que se deixa enganar pelos inescrupulosos que só valorizam o TER em prejuízo do SER.
5) Observar, também, que as capas das revistas têm um selinho branco que indica que é exemplar de assinante.
6) Muitas vezes, o que passei aos alunos foi "furtado", sob o patrocínio do crime organizado, para que as atividades pudessem ser atribuídas aos que exerciam cargos ou funções por indicação político-partidária.
7) Em determinados momentos, salvadores da pátria, equivocados, me impediam de ser localizada como a autora das atividades, porque interessava a eles que eu fosse mostrada por meio deles. Apenas acrescento que esses equivocados nunca acreditaram que meus objetivos não eram político-partidários nem estava querendo me mostrar para ser candidata a algo. O crime organizado fazia com que os equivocados e deslumbrados acreditassem que eu queria substituir alguém, em uma função ou um cargo mais elevado que o de professora titular de cargo efetivo, aprovada em três (03) concursos de Provas e Títulos, 1980 e 1985, e sofri muitas reataliações daqueles e daquelas que temiam ser substituídos por mim (algo, repito, que jamais desejei). Uma das razões para que eu não fizesse questão de aparecer como a autora das atividades pedagógicas maravilhosamente elaboradas e executadas por mim mesma, além de não querer autopromoção para conseguir "boquinhas", era o fato de que os EDUCANDOS é que deveriam ser os alvos das atenções, paa que demonstrassem o que aprendiam, quando aprendiam, como aprendiam, por que aprendiam, que estavam prontos para aprender. Eu sempre fui o MEIO pelo qual os EDUCANDOS descobriam suas habilidades, suas aptidões, seus interesses e os desenvolveriam, a partir das informações para o bem, utilizando-as para seu crescimento pessoal e profissional.
8) Os equivocados, que me provocaram, colocando sob holofotes aqueles que tinham recebido todas as minhas atividades "prontinhas", sem que tivessem tido trabalho algum, exceto redigitá-las, porque sempre tinham algum erro de digitação ou troca de data, por absoluta falta de tempo para conferi-las ou por excesso de ocupação de minha parte para corrigi-las, e permitindo, inclusive, que esses "holofotados" recebessem prêmios – repito, com o objetivo de me provocar, para entregar MEUS DOCUMENTOS, que já possuíam de forma ilegal e, assim legalizá-los – causaram uma tragédia sem par, porque educaram errados os alunos que pensavam estar "me ajudando", aliciando-os a cometer delitos e publicaram informações falsas sobre pessoas que jamais deveriam estar em sala de aula – péssimos exemplos – e ocupando cargos hierarquicamente superiores ao meu. Provo isso pelas atitudes dos alunos e de equivocados "pares", dentro da escola, que, quando eu iniciava as aulas ou demonstravam uma reação "blasé", como se soubessem isso há muito tempo ou demonstravam uma atitude de excitação, como se estivéssemos sendo filmados por câmeras e microfones escondidos. 

Pacote anticorrupção sexta-feira, abr 14 2006 

 

http://www.transparencia.org.br/index.html

Pacote anticorrupção do Relatório da CPMI dos Correios precisa ter discussão ampla

O relatório da CPMI dos Correios contém um capítulo dedicado a alterações legais recomendadas para melhorar a prevenção, acompanhamento, controle e punição da corrupção. Baixe as sugestões daqui [no site da Transparência]. Dada a extensão e complexidade das propostas, é importante discuti-las. O conjunto das sugestões (reorganizadas pela TBrasil) é o seguinte:


SISTEMA INTEGRADO DE COMBATE À CORRUPÇÃO

1.       O SISTEMA NACIONAL DE COMBATE À CORRUPÇÃO – SNCC

2.       A COMISSÃO PERMANENTE MISTA DE COMBATE À CORRUPÇÃO

3.       TEMAS PRIORITÁRIOS A SEREM ANALISADOS PELA COMISSÃO MISTA PERMANENTE DE COMBATE À CORRUPÇÃO

LAVAGEM DE DINHEIRO E CRIMES FINANCEIROS

1.       TRANSFORMAÇÃO DO CONSELHO DE CONTROLE DE ATIVIDADES FINANCEIRAS – COAF EM AGÊNCIA NACIONAL DE INTELIGÊNCIA FINANCEIRA – ANIF

2.       REVISÃO E ATUALIZAÇÃO DA LEI DE LAVAGEM DE DINHEIRO

3.       REDUÇÃO DO VALOR-LIMITE PARA QUE OPERAÇÕES FINANCEIRAS SEJAM INFORMADAS AUTOMATICAMENTE AO COAF

CARGOS DE CONFIANÇA

1.       REDUÇÃO DO NÚMERO DE CARGOS EM COMISSÃO E DE CONFIANÇA NO ÂMBITO DO PODER EXECUTIVO DAS TRÊS ESFERAS

2.       DIVULGAÇÃO, VIA INTERNET, DO CURRÍCULO E AGENDA DOS AGENTES POLÍTICOS E OCUPANTES DE CARGOS EM COMISSÃO DE LIVRE NOMEAÇÃO E EXONERAÇÃO, PARA CONFERIR MAIS TRANSPARÊNCIA À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

LICITAÇÕES E CONTRATOS

1.       ALTERAÇÕES NA LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS

2.       AMPLIAÇÃO DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO DO PREGÃO ELETRÔNICO, LICITAÇÃO POR “PROPOSTA MAIS VANTAJOSA” E MELHORIA DOS INSTRUMENTOS DE CONTROLE

3.       INCLUSÃO DE NORMAS ESPECÍFICAS RELATIVAS A SERVIÇOS DE PUBLICIDADE NA LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

4.       APERFEIÇOAMENTO DE NORMAS RELATIVAS A LICITAÇÕES E CONTRATOS DE PUBLICIDADE

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

1.       DEFINIÇÃO, EM SEDE CONSTITUCIONAL, DA APLICABILIDADE DA LEI QUE REGULA OS ATOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

2.       ALTERAÇÃO DA LEI DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

FUNCIONAMENTO DE COMISSÕES

1.       INCLUSÃO DOS DIRIGENTES DE ENTIDADES DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ENTRE OS SUJEITOS PASSÍVEIS DE CONVOCAÇÃO, PELO SENADO FEDERAL, PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS OU POR QUALQUER DE SUAS COMISSÕES, PARA PRESTAR INFORMAÇÕES

2.       TIPIFICAÇÃO DAS CONDUTAS DE FAZER AFIRMAÇÃO FALSA OU NEGAR A VERDADE, NA CONDIÇÃO DE INDICIADO OU ACUSADO, EM INQUÉRITOS, PROCESSOS E COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO

3.       NORMAS PARA COMISSÕES PARLAMENTARES MISTAS

4.       NORMAS PARA COMISSÕES PARLAMENTARES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

OUTRAS PROPOSTAS

1.       CRIAÇÃO DE CÂMARAS E VARAS JUDICIÁRIAS ESPECÍFICAS PARA JULGAR CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

2.       LIMITAÇÃO DAS DESPESAS COM PUBLICIDADE

3.       FISCALIZAÇÃO DOS FUNDOS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

4.       PROGRAMA DE INCENTIVO A REVELAÇÕES DE INTERESSE PÚBLICO

LEGISLAÇÃO ELEITORAL

 

Não vote em ninguém que não tenha sofrido … sexta-feira, abr 14 2006 

… as conseqüências trágicas de uma ditadura que, supostamente, começou em 1964, mas não terminou.
Mudaram as moscas, apenas, mas a ditadura continua e toda mentalidade criada em período de ditadura, a mentalidade típica do nazismo, transforma aqueles que nasceram e foram criados sob ótica de ditadura em marionetes à disposição de quem ganha mais com suas candidaturas.
Se você leu manchetes ou textos jornalísticos, apontando candidatos que não têm vínculo com o período da ditadura, que não sofreram as conseqüências da ditadura, desconfie deles, pois as vidas deles foram muito fáceis e têm muito dinheiro para "criar" imagem de bons mocinhos.
Isso não quer dizer que todos os que sofreram as conseqüências da ditadura sejam sãos de corpo e mente. Por exemplo: no auge de uma depressão, minha irmã Maria Ignez foi indicada, por mim, a consultar-se com um psiquiatra em Campinas / SP. Ao sair do consultório, ela me contou, irada, que o psiquiatra falara mais do que ela do tempo em que fora torturado pela ditadura (1964 até hoje) e a consulta fora um fracasso. Minha irmã era Delegado de Polícia Federal e o esquizóide deve tê-la confundido com torturadores, mas ela fora criada num lar em que o pai – nosso pai – fora um dos fundadores do MDB, na cidade, e tivera que escrever contra as arbitrariedades da ditadura sob pseudônimo – aqui, sim, agradeço a jornais como "Periscópio", de Itu, SP, que, num período de fato "sem ter rabo preso", lutava contra mandos e desmandos – portanto, ao contrário de homossexuais enrustidos, meu pai era macho, mesmo, sem ser aquele macho ruim, apontado por Clodovil Hernandes, que mata a abelha para chupar o mel. Tudo para explicar que minha irmã não era da corja de torturadores, nunca foi, jamais seria.
Hoje, sei que aquele psiquiatra fora aliciado pelo crime organizado, para que não ajudasse minha irmã a vencer aquela etapa em que, esgotada de indiciar criminosos do colarinho branco e vê-los safarem-se por meio de sentenças de integrantes do crime organizado, já estava à beira do suicídio. Muitos, any people, colaboraram para que minha irmã se matasse. Em primeiro lugar, uma disposição dela, mas não era para ter cumprido essa promessa naquele momento em que o fez.  Esse psiquiatra foi um deles, pois, em vez de ouvir minha irmã – visto que já experimentara os efeitos da ditadura e deveria saber, muito bem, como funcionava a tortura psicológica, que abate o moral das vítimas, até que elas se entreguem de vez, ou passem a agir exatamente como os torturadores – caso desse psiquiatra, que, se duvidar, coloco o nome inteiro aqui.
Uma das ações do crime organizado – está na cartilha para detectar que a Prefeitura de sua cidade não está dominada pelo crime organizado, no site da Transparência Brasil, é desacreditar as vítimas de suas ações, desmoralizando-as ou abatendo-as moral e fisicamente.
Voltando ao assunto de candidatos que não sofreram as conseqüências da ditadura, seja por que modo for: qualquer candidato irresponsável com relação à importância de ser um candidato político, tem dinheiro suficiente e, às vezes, uma quadrilha à sua disposição, para não se preocupar com nada, exceto SER candidato.
Assim, em vez de fazer como eu fazia, como EDUCADORA, que continuo a ser, mas professora aposentada, que tocava, assobiava, chupava cana, dançava e, nos tempos livres, me dedicava a pesquisar, ler, preparar atividades pedagógicas, digitá-las (antes eu as datilografava), copiar essas atividades, porque os coitadinhos não tinham dinheiro para pagar pelas cópias e não podia entregar cópias, pagas por mim, uma por uma, a cerca de trezentos alunos, mesmo porque a copiadora da escola, se não estava quebrada, faltava "tinta" ou não funcionaria até que os demais professores pagassem pelas cópias que "se esqueciam" de pagar, nunca assisti, exceto meu pai, que foi candidato e exerceu dois mandatos como Vereador, construir sua imagem idônea ao longo da vida e merecer os votos por esse motivo. Ficam eliminados, portanto, dessas críticas, todos os que, até a presente data e no futuro, ocuparão cargos eletivos por mérito e não por "construção de imagem falsa".
O que tenho assistido é cada candidato ter uma "equipenico" que faz tudo por ele, exceto ir ao banheiro, comer ou aparecer sob os holofotes. Pelo que as "equipenicos" ganham, eu também toparia não aparecer nunca. Só que mentir nunca esteve entre as características de minha personalidade.
Assim, considero a inserção de comentários de que os próximos adversários de Lula, como candidatos à presidência, uma "faca de dois legumes" (expressão que NÃO foi criada pelos Mamonas Assassinas, pois eu já a ouvia e a usava na década dos anos de 1961), porque tanto pode significar descompromisso com CUT e outras siglas e com PT quanto pode significar que são aberrações, são alienados, são manipulados pelo crime organizado para que este se perpetue no poder.
Relido, insira-se sem delongas nem frescuras, em "Publicar Entrada", porque tenho mais entradas a inserir.

Agradecimentos sexta-feira, abr 14 2006 

Agradecimentos são fundamentais para que as pessoas que nos presentearam com algum aprendizado, com algum presente material, com alguma mensagem escrita, telefonada ou telegrafada tenham um retorno que lhes permita perceber que fizeram diferença em nossas vidas.
Às vezes, o agradecimento precisa de hipócrita, porque precisamos, também, ensinar, por meio de exemplos, como devemos agir para que a vida em sociedade não se prove um mero receber e não dar satisfação sobre esse recebimentos.
Algumas pessoas "assumem" as autorias do que lhes foi ofertado, esquecendo-se de que quem os ofertou pode tê-lo feito por um toque de elegância natural, aquele que faz parte da personalidade e que foi estimulado por meio de bons exemplos em casa, na vida acadêmica, por leituras e por muitos outros meios.
Em determinada época, eu ouvia muito a palavra "ene", para citar "muitos". Estou digitando isto, porque quase usei, no parágrafo anterior, "any outros meios". Naquela época, tentei descobrir a origem desse "ene" que as pessoas tanto citavam. Por não ter encontrado resposta, decidi que a origem deveria ser a língua inglesa, pois "any", em inglês, usado em determinado contexto, significa "qualquer".
Em casa, crescemos, em datas de aniversário, recebendo telegramas de uma família muito especial: tio Renato, tia Alzira e filhos. Na minha lembrança, no dia de meu aniversário, duas lembranças muito especiais, entre as pessoas que me cumprimentavam: um telegrama de tio Renato, tia Alzira e família e uma rosa cor-de-rosa da minha ávó Ignez Micai Bernardini. O roseiral de onde essas rosas vinham há muito já não existe, mas o local onde era plantado ainda existe, na chácara de meu pai.
Tudo isso, para agradecer aos que deixaram algum comentário neste espaço de Maria Lúcia, mas foram excluídos, porque:
a) Minha conexão é dial-up. Desisti da conexão banda larga em setembro de 2005, porque, associada a ela desde o ano de 2002, estava servindo de cobaia para experiências nazi-fascistas e, como na casa de Mãe Joana, que não sou, todo mundo entrava por meio de minha conexão banda larga, sem pedir licença e usava a MINHA conexão para cometer, inclusive, crimes. Pagava R$79.90 pela conexão, além da mensalidade do Provedor. Tive tantos problemas com a conexão e com o provedor, mas nenhum deles tomava providência. Exceto a Telefônica, quando eu me dirigia à Ouvidoria. Cheguei a ficar sem acesso por mais de uma semana (o que não baixou minha conta de acesso nem de provedor), por causa de um debilóide, de uma assistência técnica que foi chamada para reinstalar os cabos de conexão para TV paga e misturou as linhas telefônicas. Quando esse debilóide saiu de minha casa, por volta de 12h, porque "tinha compromisso" e o tratado era para fazer todo o serviço, pois o orçamento fora aprovado, tentei conexão só por volta das 18h. Quedê o sinal de acesso? Quedê o sinal de linha?
Exigi a volta do técnico, no dia seguinte, para que colocasse as linhas telefônicas em ordem ("Eu não mexi nela, mas tem um telefone que dá sinal, o tempo todo, como se estivesse conectado à Internet". Tchan, tchan, tchan! Ou eu não estava louca ou o técnico estava jogando a culpa de ter "melado" minha conexão, aproveitando-se de minhas "any" reclamações tanto à Telefônica quanto ao Provedor).
Quando, supostamente, o técnico colocou tudo em ordem, suspendi os demais serviços do orçamento, e paguei pelo que fizera, contatos com a Telefônica, que alegava que o problema era interno. Chamei eletricista de minha confiança: o problema é externo. Chamei a Telefônica: problema interno.
Nesse vai e vem, dez dias sem acesso à Internet.
De repente: o sinal voltou, tanto de linha quanto de acesso.
Mentiras e mentiras, denunciei que, desde dezembro (ou antes?) de 2004, eu havia optado por um plano de acesso e, até aquela época, não havia sido implantado. Com mensagens impressas de que havia alterado o plano de conexão. Culpa do provedor, segundo a Telefônica. Culpa da Telefônica ou do Provedor? Não sei, mas nunca consegui conversar, tanto na Telefônica quanto no Provedor com a MESMA pessoa que teria atendido à primeira reclamação. Culpa de quem?
Como conseqüência de minha reclamação, via Ouvidoria, a Telefônica começou a creditar os valores que deveriam ter sido a base de cálculo para meu acesso banda larga. Eu havia mudado o tipo de acesso junto ao Provedor e optara pelo Plano Estudante, afinal não uso a Internet para me meter na vida dos outros, mas para ler e aprender. Aparentemente, esse Plano Estudante desapareceu no horizonte de interesses mercadológicos e, quando os créditos cessaram, da parte da Telefônica, voltei a pagar os quase oitenta reais para ficar 24 horas conectadas, ter mais velocidade na navegação e receber ligações, mesmo que o telefone esteja conectado à Internet.
Nesse meio tempo, os calhordas começam a nos obrigar a mudar algo – quando não nos obrigam a reformar o micro e vem um "ténico" saído dos lotes dos patrões do crime organizado: quando a gente consegue retornar à navegação, tem que mudar os planos de acesso e de provedor.
Feitas as reclamações, repito os agradecimentos a quem já deixou algum comentário, afirmo que não consigo visitar os endereços deixados, pois o micro apresenta "servidor não encontrado", quando não anuncia que ocorreu uma falha "mortal", ao voltar à vida.
De qualquer modo, possuo, desde 2002, o Norton / Symantec e o "firewall" possui um visualizador de registros que permite a localização dos IPs invasores. Usualmente, esses IPs invasores são de redes ou provedores. Se tentar "falar" com esses responsáveis pelos IPs, tiram o … da reta, não assumem nada nem tentam localizar quem os está usando para invadir meu micro.
Quem sabe, em próximas entradas, não sei quantas serão, pois os relatórios de invasão costumam ocupar cerca de dez (10) página, layout de impressão, A4, para apontar os IPs invasores, portanto terei que fazer, no mínimo, 10 entradas no Espaço de Maria Lúcia para que quem quer que leia estas entradas perceba o número de invasões e os IPS invasores. Obviamente, aparecerá, também, o IP invadido. Não tenho receio algum, pois nenhum deles é de meu micro. Ou meu micro, como um camaleão, modifica o IP a cada conexão à Internet? Nem imagino. Isso já está parecendo Teoria Conspiratória, muito maior do que "O pêndulo de Foucaul".
Se IP não muda, de acordo com o acesso, então provo que, assim que ligo o micro, minha tela é exibida em outro micro e, muitas vezes, sou cerceada em meu direito de navegar ou de inserir entradas em meu espaço.
Afirmo, no entanto, que, em nenhum momento, o IP do MSN apareceu nos registros de visualização de IPs invasores. Só isso!

Mundo grande quinta-feira, abr 13 2006 

Para recordar: quando se trata de prosa, normalmente, há personagens e o autor não é personagem. Se for personagem, é autobiografia.
Em poemas, o autor é denominado "eu-lírico" e não deve ser confundido com personagem.
Drummond, muitas vezes, se descrevia nos poemas.
Poema é diferente de poesia. Pode haver poesia em prosa e em verso.
Importante, também, é nunca confundir textos em prosa ou em verso com quem os aponta como
BELÍSSIMO.

 

Mundo grande

(Carlos Drummond de Andrade – 31/10/1902 – 17/08/1987)

 

Não, meu coração não é maior que o mundo!

É muito menor!

Nele, não cabem nem as minhas dores.

Por isso, gosto tanto de me contar.

Por isso, me dispo.

Por isso, me grito.

Por isso, freqüento os jornais,

me exponho cruamente nas livrarias,

preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.

Só agora vejo que nele não cabem os homens.

Os homens estão cá fora, nas ruas.

A rua é enorme!

Maior, muito maior do que eu esperava.

Mas, também, a rua não cabe todos os homens.

A rua é menor que o mundo.

O mundo é grande!

 

Tu sabes como é grande o mundo!

Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.

Viste as diferentes cores dos homens.

As diferentes dores dos homens.

Sabes como é difícil sofrer tudo isso,

amontoar tudo isso num só peito de homem sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece!

Escuta a água nos vidros!

Tão calma!

Não anuncia nada.

Entretanto, escorre nas mãos, tão calma!

Vai inundando tudo.

Renascerão as cidades submersas?

Os homens submersos voltarão?

Meu coração não sabe.

Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.

Só agora descubro como é triste ignorar certas coisas.

Na solidão de indivíduo, desaprendi a linguagem com que os homens se comunicam.

Outrora, escutei os anjos, as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.

Nunca escutei voz de gente.

Em verdade, sou muito pobre.

Outrora, viajei países imaginários, fáceis de habitar, ilhas sem problemas,

não obstante exaustivas, me convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.

Ilhas perdem o homem.

Entretanto, alguns se salvaram e trouxeram a notícia de que o mundo,

 o grande mundo,

está crescendo todos os dias entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer entre o amor e o fogo,

entre a vida e o fogo.

Meu coração cresce dez metros e explode!

Oh, vida futura, nós te criaremos!

 

A elegância do comportamento quinta-feira, abr 13 2006 

A elegância do comportamento

www.toquedivino.com.br

 

            Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

            É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e abrange bem mais do que dizer um simples “obrigado” diante de uma gentileza.

            É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.

            É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E, quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas do dia-a-dia.

            É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores, porque não sentem prazer em humilhar os outros.

            É possível detectá-las em pessoas pontuais.

           Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.

            Oferecer flores é sempre elegante.

            É elegante não ficar espaçoso demais.

            É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

            É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papo informais.

            É elegante retribuir carinho e solidariedade.

            Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem elegância do gesto.

            A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.

            Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

            Imagine Jesus esnobando os pescadores-apóstolos Pedro e João pela pouca prática em pescaria; ou os cobradores-pescadores Mateus e Zaqueu pela traição ao povo judeu: ou você, após admitir que caiu em pecado mais uma vez e que não conseguiu “chegar lá”, como pretendia. Para Jesus, aceitar os outros, ouvi-los, conversar coisas que não Lhe interessavam, não ser espaçoso demais etc. era uma necessidade. Ele era assim. Assim como? Fino!

            Ser cristão é ser delicado, embora seguro. É ser elegante. Cavalheiro, como só o Espírito Santo pode ser. Com certeza, elegância no comportamento revela muito do quanto se dispõe a crescer por causa do Evangelho.

 

Quem disse que sou covarde? quarta-feira, abr 12 2006 

Pergunta de covardes, quando apanhados em flagrante delito: "Isso é uma ameça?"

Não, covarde, é uma promessa!

 

Quem disse que sou um covarde
sucumbindo ante as dificuldades?
Quem disse que sou corpo feito de alimentos?
A Vida não é figura de cera, não é figura de gesso.
Eu sou ciclone, sou furacão, sou redemoinho.
Eu transformo o ambiente, como se dobrasse um arame.
No aspecto que eu desejo.
Eu sou uno com a poderosa força
que criou o Universo.
Eu sou a própria energia
que da atmosfera faz o relâmpago,
que transforma os raios solares em arco-íris,
que faz eclodir do negro solo as rubras flores,
que faz explodir os vulcões
e que criou o sistema solar a partir da nebulosa.
Que é ambiente?
Que é destino?
Na hora exata, quando eu quiser,
eu me liberto do mais triste destino
como o peixe que se esgueira pelas fendas.
Não sou ferro,
não sou argila,
sou Vida.
Sou energia viva.
Não sou matéria inerte
moldado pela situação
ou pelo destino.
Eu sou como o ar:
quanto mais comprimido for,
mais força manifesto.
Tal como a bomba explode a rocha.
Eu sou Vida que,
no momento certo,
rompe impetuosamente a situação ou destino.
Sou, também, como a água.
Nenhuma barreira poderá represar-me.
Se barrarem a minha passagem,
colocando grandes pedras no meu leito,
converter-me-ei em torrente, cachoeira,
e saltarei impetuosamente.
Se me fecharem todas as saídas,
eu me infiltrarei no subsolo.
permanecerei oculto por algum tempo, 
mas não tardarei a reaparecer.
Em breve, estarei jorrando
através de fontes cristalinas
para saciar deliciosamente a sede dos transeuntes.
Se me impedirem também de penetrar no subsolo
eu me transformarei em vapor,
formarei nuvens e cobrirei o céu.
E, chegando a hora,
atrairei furacão, provocarei relâmpagos e trovões,
desabarei torrencialmente, inundarei e romperei
quaisquer diques e serei finalmente um grande oceano."

("Vida Vívida", Masaharu Taniguchi)


  http://www.aguaforte.com/mercadorpalavras/mercador-9.html

Folha para produção de texto quarta-feira, abr 12 2006 

Itu, ____ de ___________________ de 2003. EE “Prof. José Leite Pinheiro Júnior”

Nome completo: ___________________________________________________________________________

Número de chamada = _____ – Série = __________ do Ensino Médio.

Produção de texto em Língua Portuguesa. Professora Maria Lúcia Bernardini.

Você é outra pessoa.

Escreva um texto, após a leitura de “Arapucas da fama”, em que relata, conta uma experiência bem sucedida ou mal sucedida nessa busca de profissionalização.

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(Esta linha se destina ao TÍTULO de sua produção de texto)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se faltar espaço, continue no verso.

Produção de texto, passo a passo segunda-feira, abr 10 2006 

Redigitação de atividades de livro didático de apoio

Língua Portuguesa no Ensino Médio, de Hermínio Sargentim, Coleção Horizontes, IBEP, Livro do Professor, Venda Proibida, recebido da editora, para análise, e adotado em 1999.

Roteiro de leitura

  1. Você leu três textos [“O meu amor”, Chico Buarque; “O mistério do quarto escuro”, Carmo R. E. da Silva, 14 anos, in Folhinha, Folha de São Paulo; “Diário de um detento”, Racionais MC’s]. Identifique o autor da cada texto.
  2. A voz que fala no texto é de uma personagem criada pelo autor. Essa personagem que fala no texto chama-se narrador. Identifique [Texto 1: uma mulher apaixonada; Texto 2: uma bola de basquete; Texto 3: um detento] de cada um dos textos.
  3. Ao ler cada um dos textos, você, como leitor, deve ter tido sensações diferentes. Qual a sensação presente em cada texto? [Texto 1: sensualidade; Texto 2: mistério / suspense; Texto 3: violência]

 

Produção de textos

            Ao ler esses textos, você deve ter observado que os autores se colocaram na posição de uma personagem e escreveram a história. Vamos fazer o mesmo.

            Escreva um texto como se você fosse uma personagem qualquer. Pode ser uma pessoa, um animal ou um objeto.

 

1.ª Fase = PREPARAÇÃO:

            Imagine a personagem que você vai ser.

            Pense

a)       O que ela faz?

b)       Como ela é?

c)       Qual é seu nome?

d)       Onde mora?

e)       Quantos anos tem?

 

Dramatização: Responda, oralmente, às perguntas abaixo como se você fosse a personagem que imaginou:

a)       Qual é seu nome?

b)       Qual a sua idade? E a sua profissão?

c)       Onde você mora?

d)       Como é sua vida diária?

e)       O que mais o preocupa na vida?

f)         Fale sobre sua infância.

g)       Você é feliz?

h)       Se você pudesse, o que mudaria no mundo?

i)         O que você acha do amor?

j)         Quem é seu melhor amigo?

k)       Você acredita em Deus?

 

2.ª Fase = ESCRITA DO TEXTO

            Escreva apenas as respostas da entrevista na seqüência que você julgar mais adequada. Você pode também acrescentar outras perguntas ou eliminar algumas perguntas da entrevista.

            Procure construir frases curtas e claras.

 

3.ª Fase = REVISÃO DO TEXTO

            Escrever é um ato social. Através da escrita, as idéias são impressas e transmitidas aos demais membros da comunidade. O ato da escrita é também profissional. Os textos são intencionalmente orientados para públicos determinados.

            Você escreve, portanto, para ser lido. Por esse motivo, o texto final deve ser produto de muita análise. Nesta fase, você se tornará um leitor crítico do próprio texto.

            Para que seu trabalho de revisão do texto seja organizado, nós lhe sugerimos um roteiro dos itens fundamentais que podem ser observados.

Roteiro de revisão I – Você é outra pessoa

Aspecto formal

  1. A letra é legível?
  2. Faz margens regulares?
  3. Deixa espaço no início do parágrafo?

Aspecto gramatical

  1. Escreve e acentua as palavras corretamente?
  2. Concorda o verbo com o sujeito?
  3. Emprega corretamente os sinais de pontuação?

Aspecto estilístico

  1. Constrói frases claras e precisas?

8.   Escreve sem repetir desnecessariamente as mesmas palavras?

Aspecto estrutural

  1. O texto oferece elementos para o leitor conhecer a personagem?
  2. Existe coerência entre os aspectos apresentados?
  3. Relata ações e pensamentos da personagem?
  4. O texto apresenta originalidade?

 

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Produção de texto: “Você é outra personagem” segunda-feira, abr 10 2006 

Arquivo de 17/03/2003. Apaguei da memória se foi colocado em prática, pois minha aposentadoria, a meu pedido, foi publicada em 15/03/2003 e, planejar e colocar em prática uma atividade, na escola “Pinheiro Júnior”,  era um inferno: quando eu chegava na sala de aula, com todo o material debaixo do braço, para que fosse aplicada, havia, sempre, um transtorno, tais como, rebelião de alunos (contra mim, antes de expor, por escrito, o conteúdo da atividade, o que demonstra que já era de conhecimento do crime organizado), palestras de pessoas vindas de Sorocaba, principalmente (sei de cor e salteado as palestras sobre educação sexual e educação bucal), portanto as aulas daquela noite estavam comprometidas e outras desventuras mais. Nunca desci do salto ou das tamancas. Certamente, aquelas experiências nazi-fascistas serviram para que alguém defendesse tese de mestrado, de doutorado e publicasse muitos livros às custas das torturas impingidas em mim. Além disso, assistia a tudo como se fosse um grande teatro, com péssimos atores e piores diretores ainda, deturpando as personalidades mal formadas dos alunos e dando péssimos exemplos de como é “fazer sucesso” sem muito esforço, às custas de cobaias competentes como eu. Tenho, certamente, as cópias, ainda, dessas folhas que distribuiria aos alunos, pelo menos tenho, ainda, o que foi arquivado em disquete. O material era, então, deixado dentro do armário do professor (os da manhã tinham acesso, os da tarde também), para não trazer aquele peso todo de volta para casa e, conseqüentemente, tenho muitos indícios de quem era lido, copiado e, depois, pasmem, usado CONTRA mim. Passei, então, a dar uns “coices”, por escrito, e a utilizar-me de ironia, para que quem mexia em meu material soubesse que eu sabia disso. No entanto, criminosos não têm “semancol” por causa da impunidade e da certeza de que estão muito bem “escorados” pelos “patrões”.

Neste momento, considero absolutamente oportuno o que aprendi (algo que sempre fiz e continuarei a fazer na vida) com leituras de crônicas, por exemplo, com informações que não obtinha por meio das leituras especializadas, a respeito de segurança em informática, por exemplo.

Lembram-se da “passagem do século”, comemorada entre 1999 e 2000? Havia o “bug” do século e todos os micros do mundo ficariam danificados. Foi um horror! Ao ler uma crônica de Nélson Piquet, na época no jornal O Estado de São Paulo, dá-lhe, Nélson Piquet, a respeito do assunto, havia uma referência muito simples com relação à manutenção das informações  mais preciosas, no meu caso, os documentos arquivados no micro. No caso de empresas, um disquete, claro, não seria suficiente, mas deveria ter recursos adequados. Era fazer “back-up”. Pobrezinha de marré, marré, marré, meu único “back-up” poderia ser dos documentos em disquete e entregar o micro nas mãos de Deus, caso tudo se apagasse e fosse para o “buraco negro” no momento da “passagem do século”. “Ingnorante”, até então, comecei a passar TODOS os documentos para disquete, pois não tinha esse cuidado com todos. E, para mim, as preciosidades eram minhas atividades pedagógicas e as informações que estruturava de meus familiares, para, mais tarde, escrever a memória da família.

O “século passou”, meu micro estava conectado à Internet, não perdi o conteúdo do micro, exceto para, posteriormente, invasores que provocaram a reformatação de micros por cerca de quatro vezes (o antigo e o mais recente). Com relação a isso, cada técnico em informática era um “dotô” no assunto e sugeria que programas colocar, que provedor acessar, sem contar que, inúmeras vezes, todo o conteúdo do “hardware”, antes da reformatação ou após a reformatação, foi “chupado” para entrega a patrões do crime organizado. Muitas e muitas vezes, apesar de apagar o histórico da Internet com freqüência, afirmo que esses “técnicos” deixaram rastros, adwares, vírus maliciosos que não só permitiam que, assim que eu ligasse o micro, era detectada, seguida e o conteúdo surrupiado de imediato. Depois, em reuniões de HTPC ou em sala de aula, os professores e os alunos apresentavam aquele ar “blasé” de quem não estava lendo nem ouvindo nenhuma novidade. Consegui não permitir que minha auto-estima fosse destruída (como destruíram a de minha irmã que cometeu suicídio) e não foi por meio de nenhum “salvador da pátria de araque”. Portanto, quando os recados a alunos ou a professores parecem grosseiros, fora do contexto, era defesa antecipada do que me aguardava no momento de aplicar as atividades elaboradas por mim e no momento do retorno dessas atividades, apoiadas em fontes das quais aprendi algo PARA O BEM, nunca para o mal.

Desse modo, resgato as atividades que foram digitadas e impressas por meio de utilização de microcomputador, dos disquetes em que foram arquivadas.

 

Atividade de redação “Você é outra personagem”

Esta apostila será distribuída (emprestada) aos alunos (aos pares) após terem assistido ao vídeo da PUC/2000 [esse vídeo pertencia ao acervo da escola “Pinheiro Júnior” e foi utilizado em todas as séries para as quais eu ministrava aulas; nele, tudo o que eu tentava passar aos alunos era apresentado de modo concreto]sobre produção de textos. Embora o vídeo se destine a quem prestará vestibular, todos os alunos, independentemente de quererem ou não prestar vestibular, têm o direito de estar informados sobre técnicas de redação e ter a prática de diferentes tipos de redação. Caberá aos alunos aproveitar ou não estas oportunidades de aprendizagem. Como falo, sempre, em sala de aula, ao saírem da escola, quem quiser “cair de quatro” e comer grama, fique à vontade. Porém, cuidado, faltará grama!

Dentre os “pecados” dos brasileiros, na atividade “Os dez pecados dos brasileiros na visão de dez agências de propaganda”, há o pecado de querer, sempre,  “Levar vantagem”,

            No “Folhateen”, Folha de São Paulo, 17/02/2003, destaco o texto “Arapucas da fama”, que, transformado em apostilas emprestadas aos alunos (texto abaixo e nas folhas seguintes), servirão de texto motivador para uma atividade de redação que será aplicada em todas as séries para as quais ministro aulas, com orientação de Produção de textos do livro didático de apoio, páginas 09 e 10. [Nome do livro didático de apoio já citado em “Redigitação de atividades de livro didático de apoio”; ilustração da capa nesta entrada do Espaço da Maria Lúcia].

 

ARAPUCAS DA FAMA
Conheça os truques que seduzem os adolescentes com promessas de virar estrelas e aprenda a evitá-los

Sucesso a qualquer preço

FERNANDA MENA
DA REPORTAGEM LOCAL

Em tempos de celebridades instantâneas, todo mundo quer seus 15 minutos de fama. E quem não tem a sorte (ou o azar) de cair em um "Big Brother" da vida, corre atrás do sonho como pode.

Se o objetivo é ficar famoso, o sonho mais corriqueiro é conseguir exposição na TV, os olhos do mundo. Outro ideal comum é desfilar nas passarelas ou se exibir para as lentes de um fotógrafo. E há ainda aqueles que sonham mesmo em estrelar nos palcos, em brilhar no teatro.

Aí todo mundo pensa que basta ser desinibido e brincalhão ou ter mais de 1,70 metro e menos de 60 quilos para tirar de letra a profissão e começar a acenar nas ruas.

De olho nesse filão, entram em cena agências oportunistas que se valem da ilusão ingênua do sucesso fácil para prometer consagração e seqüestrar um bom número de cifras do bolso de pais desavisados, que pegam carona na empolgação inocente dos filhos.

O esquema é o seguinte: com sedutores anúncios -em revistas, na TV ou em folhetos distribuídos em portas de colégios- as agências recrutam meninas e meninos que têm vontade de tentar a sorte em uma carreira artística. Basta pagar uma taxa de adesão à agência e pronto: você estará cadastrado entre suas "estrelas".

Só que, para "vender" os rostos desses jovens para comerciais, novelas, "folders" etc., os agentes precisam de fotos profissionais: o tal do book. E não adiante ter pai, tia, vizinho ou amigo fotógrafo. O book tem de ser feito na própria agência e custa quanto ela julgar interessante.

Como a maioria das pessoas que caem nas garras desse tipo de empresa do truque não sabe o preço justo (que pode variar de R$ 300 a R$ 3.000), cobra-se um valor bastante alto por um book meia boca: de R$ 600 a R$ 2.000.


Indústria do book

Como se apresenta o book como pré-requisito para o início da busca de trabalhos e ainda se lança mão do argumento de que "o cachê do primeiro trabalho já paga o custo das fotos", há família que faz das tripas coração para conseguir bancar o tal álbum.

"Já vi família vender fogão e geladeira para pagar o book do filho, achando que receberia tudo de volta com os trabalhos. Cheguei a ver uma mãe que interrompeu um tratamento de câncer para fazer o book da filha", conta Tecka Mattoso, 42, atriz e educadora, que deu algumas aulas de interpretação em agências desse tipo.

"Os jovens chegam às agências com muitos sonhos, e elas usam um marketing voltado para esse encantamento. Há fotos de modelos por toda parte, televisões etc. Mas é como se fosse um cenário, entende?", explica Tecka. "Fiz um trabalho de conscientização dos alunos através do teatro. Mas, depois, quando um pai veio tirar satisfação comigo, achando que era eu quem tinha dito ao filho dele que ele iria trabalhar na Globo, que era eu quem fazia as promessas, percebi o quanto estava me comprometendo ao trabalhar ali e saí para fazer um projeto anti-arapuca", conta. Depois dessa experiência, Tecka criou o Núcleo de Desenvolvimento Artístico, que pretende orientar crianças e jovens que queiram ingressar na carreira artística.

Alvos

Como a lógica dessas agências do truque é a dos cifrões, quem paga pode fazer parte da agência, mesmo sem o perfil, o talento ou a vocação necessários aos trabalhos de ator ou de modelo. O resultado é que, depois de pagas as suaves prestações do book, o agenciado cai em um limbo da agência e raramente (às vezes, nunca) consegue trabalhar através dela. Detalhe: de tempos em tempos, o book tem de ser refeito. E, se a ficha ainda não tiver caído, lá vai toda aquela grana de novo.

"O sucesso fácil vendido por essas agências caça-níqueis seduz qualquer um, mas as pessoas de nível cultural mais baixo são os alvos preferidos", explica Débora Rocha, 31, diretora do conselho da Abrafama (Associação Brasileira das Agências e Agentes de Atores, Artistas, Modelos e Figurantes). A organização foi criada há mais de dois anos para valorizar e diferenciar as agências sérias daquelas que são fábricas caras de books. "Queremos formar uma ética e valorizar as agências que direcionam a carreira do artista que estuda e que tem talento", explica. "Muita gente que é dessas agências reclama de que não consegue trabalho. E só de olhar o book dessas pessoas dá para ver que foram feitos nesse tipo de empresa. Aí, a pessoa tem de refazer todo o material, porque são produções muito ruins, que não servem para o mercado real", alerta Rocha.

Vivian Golombek, 40, presidente da Abrafama, completa: "Um book desses poderia custar R$ 50 e já seria caro, porque não serve para nada".

Cortar caminho X enfrentar o trajeto mais duro

DA REPORTAGEM LOCAL

Quando Mariana (nome fictício), 15, encasquetou que queria ser modelo, sua mãe Juliana (nome fictício), 32, a levou a uma agência pequena. "Falaram que ela era fotogênica sem ela ter feito nenhum teste. Vi um monte de gente lá que dava para perceber que não tinha como ser modelo", conta. "Prometeram divulgar as fotos, mas devolveram o book antes do fim do contrato e inventaram que começariam a trabalhar só com vídeo."

Na segunda agência foi um susto. "Queriam convencer a gente a pagar R$ 2.000 por um book", reclama Mariana. A reportagem do Folhateen encontrou as duas minutos depois de terem fechado com uma terceira agência. "Paguei seis vezes de R$ 130. É um dinheiro que faz falta. Para mim, isso é a compra de supermercado de um mês inteiro."

Joana da Silva, 39, mãe da aspirante a atriz Gabrieli, 13, já caiu na real. "Acho que isso é uma fábrica de dinheiro. E é claro que quem está ganhando vai falar que ela tem jeito. Não fico iludindo a Gabrieli. Que o book sirva de recordação."

Gabrieli quer atuar, mas prefere o caminho mais fácil. "Quero ser atriz. É legal. E uma agência é mais fácil do que uma escola de teatro. Só não é melhor."

Na posição oposta à de Gabrieli estão Francisco Biachi, 17, Paula Novaes Sena, 16, Karyna Bayma, 18, Isabella Mazzco, 17 e Larissa Orlow, 18, alunos do Teatro Escola Célia Helena, cujo curso profissionalizante, de três anos, é um dos mais renomados de São Paulo. Para entrar na escola, é preciso passar por uma série de testes. "Quem quer ser ator tem que estudar, não só pela bagagem técnica, mas pela formação cultural. A carreira já começa na escola, e quem desiste do curso é por causa do tempo apertado, porque não quer estudar, ou porque achava que teatro é gandaia", explica Lígia Cortez, 41, diretora artística da escola.

Para eles, fama é secundário. O importante mesmo é a formação do ator. "A primeira coisa que as pessoas falam quando digo que faço teatro é que eu quero ser famosa", diz Sena. "Mas a gente sabe que o mercado de trabalho é difícil, que ator não ganha muito dinheiro", diz Orlow. "Precisa amar o palco sem pensar na fama", completa Bayma.
Paula Gauss, 22, que já se formou como atriz profissional na escola, lembra como idealizava a profissão no início. "Pensava em fama, em oba-oba. Mas, quando começam os preparos físicos de uma hora e meia, não poder sair a noite para ter voz na manhã seguinte e não ir ao aniversário de sua avó para ensaiar, é que você vê quem tem vocação e vontade."

Conheça o passo a passo para não se perder

DA REPORTAGEM LOCAL

Para você não correr o risco de achar que quer ser ator e se estrepar na hora de procurar uma agência, o melhor é mesmo começar a conhecer esse meio, seus profissionais e suas empresas.

Uma maneira de ter um primeiro contato com o teatro são oficinas e cursos livres que podem dar uma primeira idéia de como é o trabalho de ator na verdade.

De hoje a sexta (21/2), a Carmina Escola de Atores (r. Capitão Prudente, 223, tel. 0/xx/11/3813-2500) promove uma semana de aulas abertas gratuitas das 19h30 às 21h30. A Secretaria de Estado da Cultura abre, a partir de terça (18/2), as inscrições para suas oficinas culturais gratuitas, que incluem aulas de teatro. Informações pelo tel. 0/xx/11/3351-8087.

Para receber uma orientação mais pessoal e explorar não só o teatro mas também outras formas de expressão artística, há opções como o Núcleo de Desenvolvimento Artístico, que tem aulas aos sábados no Teatro Ágora (r. Rui Barbosa, 672, tel. 0/xx/11/3234-0290), e a Casa do Teatro, curso livre do Teatro Escola Célia Helena (tel. 0/xx/11/3884-8214).

Daí até se tornar um ator profissional, é preciso fazer um curso superior ou profissionalizante. Além de um programa mais completo, com aulas teóricas e práticas, o aluno conclui os estudos e recebe o DRT, o registro profissional do ator.

"Quem não tem registro não pode atuar como profissional porque é ilegal. Esse pessoal acaba caindo numa agência qualquer, paga um dinheirão e fica mofando por lá", afirma Iremar Melo, 28, diretor do Data (Departamento de Apoio ao Trabalhador Artista). "As escolas profissionalizantes são todas legalizadas. Cabe ao interessado nos cursos fazer uma pesquisa e escolher a escola de acordo com o seu bolso", diz. O site do sindicato (www.satedsp.org.br) tem listas dos cursos profissionalizantes e livres regulamentados.

 

A partir deste momento, os alunos sob responsabilidade de Maria Lúcia Bernardini receberão uma folha preparada para a atividade de redação.

Para a produção de texto, os alunos seguirão as instruções de páginas 09 e 10 do livro didático de apoio.

Atenção: Não é para pular linha entre um parágrafo e outro. Embora o texto motivador esteja com essa formatação, isso se deve ao fato de eu o ter retirado diretamente do “Folhateen”, sem redigitar o texto.

Ao terminar a produção do texto, entregue a página que lhe foi emprestada à Professora Maria Lúcia Bernardini, para produzir o texto, porque ficará, após lida, arquivada para o professor que me substituir, após minha aposentadoria, de modo que tenha um diagnóstico de como os alunos de 2.ª B, 2.ª C, 3.ª A, 3.ª B e 3.ª C produzem textos e do que precisam aprender para melhorar suas produções, além, claro, de saber o que os alunos já dominam a respeito de redação.

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Ciência Nazista segunda-feira, abr 10 2006 

É o título de capa da revista Superinteressante, edição 225, abril de 2006.
 
Ciência Nazista, por Rodrigo Rezende.
Os pesquisadores de Hitler mataram, mutilaram, torturaram. Agora, 60 anos depois, cientistas querem usar os resultados daquelas experiências para salvar vidas? Temos esse direito?
 
Ainda não tive tempo de ler esse texto. Tenho certeza absoluta que me permitirá muitas reflexões, mas, já tendo lido muito a respeito e assistido a documentários e alguns filmes, a meu ver, perfeitos, deixo minha opinião, não no site da revista, mas aqui.
 
Não, os cientistas não devem usar os resultados daquelas "experiências" para salvar vidas, porque os mortos, os mutilados, os torturados não têm nome e a maioria perdeu todos os familiares durante essa II Guerra de Egos Deformados.
 
No entanto, é preciso tomar muito cuidado, no sentido de a documentação continuar em mãos "saudáveis", pois os documentos podem ser destruídos e, depois de dez minutos, a Humanidade jamais acreditará que tenham ocorrido.
 
Ruy Barbosa era um gênio e contribuiu para demonstrar, em seu tempo, que havia vida inteligente no Brasil. Porém, li e já ouvi contar que, ao contrário dos escravos negros norte-americanos, os escravos negros, no Brasil, não têm registros de entrada no País, para onde foram mandados, depois de caçados em suas tribos de origem, quem os comprou, com quem se casaram e tiveram filhos, os nomes dos filhos, porque Ruy Barbosa, envergonhado do que o Brasil fizera, mandou queimar todos os registros existentes.
 
Da mesma forma, as "cobaias" de experiências nazistas perderam suas identidades em nome de um ideal tresloucado. Um crime contra a Humanidade como esse não pode ser, simplesmente, mandado destruir, para que não mais envergonhe a sociedade mundial tão saudável em que vivemos.
 
Repito que ainda não consegui tempo para ler o texto, mas, certamente, terei muito a aprender com a leitura dele.
 
 
 
 
 

Organize-se segunda-feira, abr 10 2006 

Em 1998, quando, pela primeira vez, me tornei responsável por ministrar aulas de Português para alunos de Ensino Médio, na escola "Pinheiro Júnior", em conversa com os alunos de 3.ª série A, a respeito de determinadas regras que precisam de ser seguidas para que a vida pessoal se reflita na vida em comunidade, um aluno se ofereceu para trazer, para sala de aula, um cartaz de uma empresa de distribuição de bebida, com o logotipo da empresa, denominado "Organize-se". Cumpriu o prometido e eu digitei as recomendações, mas retirei o nome da empresa, pois não considerei ético colocar isso, na parede da sala de aula e entregar cópias aos alunos, parecendo que estava sendo "patrocinada", quando, na verdade, faria propaganda gratuita da empresa, mas "deitaria na cama", porque fizera "a fama". Adoro ditados populares.
Com o passar do tempo, acho que imediatamente após receber o cartaz (em tamanho ofício) do "Organize-se", encontrei, em minhas andanças pela Internet, vários sites e páginas pessoais que continham esse texto.
Desse modo, apesar de não conter a autoria, aí vai o "Organize-se" completo, com alguns "enriquecimentos" de minha parte. Quem me conhece perceberá, nitidamente, quais são. Obviamente, o crime organizado aliciou os alunos e quem não era aluno sob minha responsabilidade, para fazer exatamente o oposto desses conselhos quando se tratava de minha pessoa. Humor de corno manso, impotente sexual e intelectual.

ORGANIZE-SE

 Abriu? Feche.

Sujou? Limpe.

Falou? Assuma.

Ligou? Desligue.

Acendeu? Apague.

Quebrou? Conserte.

Prometeu? Cumpra.

Desarrumou? Arrume.

Ofendeu? Desculpe-se.

Pediu emprestado? Devolva.

É de graça? Não desperdice.

Não veio ajudar? Não atrapalhe.

Não sabe fazer melhor? Não critique.

Não sabe como funciona? Não mexa.

Está usando algo? Trate com carinho.

Não lhe diz respeito? Não se intrometa.

Não sabe consertar? Chame quem o faça.

Não lhe perguntaram nada? Não dê palpite.

Para usar o que não lhe pertence? Peça licença.

Ouviu uma fofoca? Não a espalhe. Não calunie nem difame.

Testemunhou um delito ou um crime? É seu dever denunciar.

Pichar? Não faça isso. Não é arte, é crime contra o patrimônio[1].

Não testemunhou um delito ou um crime? Não calunie nem difame.

Encontrou trancado? Não force para abrir. Dano é delito: denuncie!

Apelidos pejorativos[2]? Não os utilize, ignore-os. Injúria é crime: denuncie!

Exerça o que aprende. Exerça a cidadania. Afaste-se dos maus exemplos!


[1] PATRIMÔNIO =Bem, ou conjunto de bens culturais ou naturais, de valor reconhecido para determinada localidade, região, país, ou para a humanidade.

[2] PEJORATIVO =Diz-se de vocábulo que expressa desaprovação ou significação desagradável. Diz-se de vocábulo que adquiriu ou tende a adquirir significação torpe, obscena.

 

A vida é feita de pequenas coisas segunda-feira, abr 10 2006 

Uma mensagem recebida há muito tempo, por meio de correio eletrônico.
 

A vida é feita de pequenas coisas

(Autoria desconhecida, mensagem enviada por Katiana – amantes da música)

 

Não é todo dia que a vida lhe concede a possibilidade de realizar feitos memoráveis, tarefas de destacada importância ou ações de grande impacto.

 

Sua imagem, boa ou má, como profissional, estudante, integrante de uma família ou participante de um grupo é, quase sempre, como um grande e belo mosaico, resultante da caprichosa reunião de fragmentos bem escolhidos e ajustados.


Aproveite cada uma das pequenas oportunidades que o quotidiano lhe oferece de exercitar a bondade, a compaixão, a precisão, o empenho, a liderança.

Não deixe sem resposta a pequena mensagem do amigo. [Esta não sigo mais, porque descobri que entre as pessoas com quem me correspondo, em mensagens eletrônicas, não são as pessoas com quem penso estar me correspondendo.]

 

Não escreva com pouca atenção e nenhum capricho o texto que vai aparecer em lugar de pouco destaque.

 

Não deixe de checar cada dado porque a pesquisa lhe parece pouco importante.

 

Ainda que o tempo seja curto, manifeste ao Senhor gratidão pelo dom da vida, confiança na ajuda dele.

O técnico não escala para a equipe principal o jogador que não se empenha nas partidas das inferiores.

 

Uma empresa não destaca para função mais importante quem se mostra relapso e desleixado no exercício de um cargo menor.[Não, mesmo? E quem é o "urubuservador" que não segue esse princípio?] 

Valorize cada instante de seu dia.

 

Esteja presente por inteiro em cada coisa que pensa, diz ou faz.

 

Assim, a partir do quase nada, construírá uma grande vida.

 
 

Alguém, católico hipócrita nazista, aliciou o aluno contra mim sábado, abr 8 2006 

No ano de 1996, por causa da "desorganização" das Escolas Públicas, citada em "Apostilinha mentirosa", nestas páginas do meu espaço, levei para a sala de aula, na escola "Regente Feijó", várias edições da revista Veja, na época assinada por minha irmã Maria Regina, que, após ler a revista, a trazia para a casa de meus pais, onde moro e resido desde que meus pais a compraram.
 
O ano é 1996, mas a edição da revista que provocou a mensagem do aluno, evidentemente ditada por um ou mais católicos hipócritas nazistas, é do mesmo período em que a Veja publicou sobre o presídio feminino, o Talavera, cujo texto foi magnificamente apresentado por uma aluna, que contou o conteúdo dele para a classe, 7.ª série "L". Embora com a lista de nomes e números dos alunos esteja diante de meus olhos – é a lista de controle de freqüência e anotações de aulas ministradas e seus conteúdos, pois, até o dia 21/03/1996, os Diários de Classe ainda não estavam em minhas mãos, para "passar a limpo" o controle de freqüência, de conteúdo programático ministrado e, claro, a lista de nomes de alunos diante de seus respectivos nomes de controle – não consigo me lembrar do nome dessa aluna que se destacou pelo brilhantismo com que relatou o conteúdo sobre presídio feminino. Contou-me, após a explanação sobre o conteúdo e a devolução do exemplar da revista, que a mãe a ajudara, lendo com ela e repassando o conteúdo para que a filha contasse aos demais alunos da série.
 
É triste que esse registro só tenha ficado no Diário de Classe daquela série, na escola "Regente Feijó", porque o acontecimento se deu no dia 03/04/1996 e eu já não tenho mais os conteúdos registrados comigo, pois já estava com os Diários de Classe em mãos, preenchidos e dando continuidade aos registros.
 
Passo a relatar, agora, o documento que ficou em minhas mãos, porque o arquivei na contracapa da proteção de acetato do Diário de Classe, na esperança de, ao final do ano letivo, voltar a conversar com o aluno para confirmar se continuava a me dar os conselhos que dera, por escrito, ou se havia mudado e a "cabeça tinha crescido", no sentido de ter enriquecido o espírito e o intelecto. Não pude constatar isso, porque o aluno se transferiu, na época anotei "Aleluia", e lamento que o nome dele seja citado, porque o documento tem o nome completo, mas não o número de chamada. Pelo meu controle de freqüência e conteúdo programático até o dia 21/03/1996, confirmo que o número de chamada dele era 02, mas não anotou que a escola era "Regente Feijó".
 
O aluno escolhera, quinze dias antes, qual edição da revista Veja que levaria para casa,tinha o direito de escolher qualquer texto, mesmo que não fosse o de capa e, na data marcada, apresentaria o conteúdo da forma que considerasse a mais interessante para ele, de modo que os demais alunos tomassem conhecimento do conteúdo. Escolheu a edição em que a revista abordava o assunto de que Jesus Cristo nascera cinco anos antes do que a tradição e a mudança de calendário estipulou.
 
Quando foi chamado para cumprir a tarefa a que se propusera, pois não impus a nenhum aluno que teria que escolher a edição e a tarefa de contar aos demais o que lera, Edson Ferreira da Silva me entregou a revista, disse que não faria o que se propusera a fazer e entregou-me a mensagem com o seguinte conteúdo (reprodução anexa, com correções feitas por mim no momento em que entregou a mensagem; que o aluno não dominasse a habilidade de escrever, era esperado, mas não saber ler e ser marionete de católicos hipócritas nazistas? essa eu não esperava; portanto, os erros de grafia só podem ser confirmados na reprodução da mensagem dele):
 
Itu, 03 de abril de 1996.
Edson Ferreira da Silva, n.º 02, 7.º L
 
Na revista veja, no conteúdo das páginas 66 a 79, eu li e não tive nenhum interesse.
Na morte de Jesus, pelo que explicam os filósofos, sociólogos, psicológicos, antropólogos ou teológicos.
A morte e ressureição de Jesus Cristo onde eu com pouco conhecimento tenho, mais acredito fielmente, porque existe um Deus que é meu Pai e Pai de todos nós.
Se aconteceu isso com seu único filho, foi porque tinha que se comprir o que os profetas recebia de Deus, que Jesus nra [viria] e nos livraria dos nossos pecados.
Jesus morreu, ressucitou [sic] ao terceiro dia e vive até hoje. "Ele vai voltar".
Portanto professora se a senhora quizer [riscado] quiser [riscado de novo] mais explicações, converta-se, procure um Padre ou alguém que saiba lhe dar mais explicações, grupos de oração, Comunidade, etc. Estude a Bíblia e depois de explicação Professora.
E no meu ponto de vista, sou Católico Apostólico Romano.
 
Após a leitura disso, inclusive para a classe, desci à Diretoria para tomar as providências cabíveis, porque, obviamente, o aluno estava sendo aliciado, por mais de um motivo, que tentarei explicar no devido tempo, mas com evidente má influência de criminosos do colarinho branco, do tráfico de influência e do tráfico de drogas.
 
O discurso do aluno, evidentemente criado por algum criminoso e ditado a ele, inclui os conceitos de que sou pecadora, mal informada, autora do texto da revista e quis, de quebra, me acusar de estar aliciando o aluno para que renegasse suas crenças. Não odeio nem quero vingança contra Edson Ferreira da Silva, mas quero as fontes que o aliciaram para escrever o que escreveu. Quero os irresponsáveis, tacanhas, de alma pequena, hipócritas que deturparam o intelecto, a personalidade desse menino que não deveria ter mais do que 13 anos de idade, a ponto de assumir um discurso nazista e, conseqüentemente, preconceituoso em relação a uma pessoa que ele desconhecia e só dava bons exemplos, por atitudes, em sala de aula, além de fornecer material pedagógico para que o "piolhento" aprendesse mais. Piolhento, lesado por 500 anos de corrupção deslavada, com a participação de católicos indignos.
 
Precisaria confirmar o prazo que digitarei, mas, quinze dias depois desse episódio, um Bispo, de Itu, teve uma carta publicada, em Carta dos Leitores, esculachando a revista Veja pela publicação do mesmo texto que o aluno aproveitou para me recomendar confessar meus pecados e aprender mais para que eu desse minhas explicações, me convertesse etc e tal.
 
Sinhá, cadê seu padre?
 
Sorry, como diz Clodovil Hernandes, UM padre ruim não representa toda a Igreja – embora haja necessidade de uma triagem de Diáconos, também, alguns atrelados ao "pudêr" político-partidário – mas aquele "seu" padre estava muito ocupado em aparecer e mostrar a todos que era um excelente pastor de ovelhas desgarradas – o que não era meu caso nem da revista Veja – mas culpa da "tacanhice" de um pastor de ovelhas mais preocupado com outros assuntos.
 
Continuo católica, também, apesar de alguns péssimos exemplos da Igreja na qual fui batizada e recebi os sacramentos indicados, mas, neste momento, ao digitar, estou olhando para UMA árvore, sem perder a perspectiva da FLORESTA. O ideal é visualizar a floresta sem perder a perspectiva da árvore. Acho. Preciso confirmar, porque se existe algo de que não tenho medo é admitir ignorância, porque quem não a admite causa tragédias como essa que relatei: alicia crianças e adolescentes para agir de modo criminoso em relação a quem nunca mereceu isso e, mesmo que merecesse, o caminho deveria ter sido outro para me "orientar" e me acusar do que o aluno me acusou.
 
 
 
 
 

Quem está jogando o povo brasileiro no rio para que se afogue? sábado, abr 8 2006 

Fonte do texto Lenda Indiana ou Metáfora Indiana: http://www.aguaforte.com/mercadorpalavras/

Escolhi o tema de "Letras" e, na letra "R" existe o texto abaixo.

Nesta metáfora, para mim, neste momento, as "crianças" são as pessoas, neste País, que não participam do banquete da corrupção nem aceitariam, jamais, participar dele.

Enquanto há, de verdade, alguns interessados em salvar "as crianças", há outros que lutam por descobrir quem as está jogando no rio, para que se afoguem.

Há, também, aqueles que, a pretexto de “salvá-las”, na verdade, assumem uma estratégia criminosa de se tornarem “donos” de quem salvaram, para usá-las para fins criminosos, para o resto da vida. Os “salvadores da pátria” de araque.

Que Deus abençoe a ambos, os que se atiram no rio e os que vão à fonte, tentar descobrir quem está jogando crianças no rio,  mesmo que, aparentemente, estejam secando gelo.

Trabalhei esse texto com alunos de Ensino Médio e anotei o que eles sugeriam como substituição para a metáfora “rio”,  para que as "crianças" estivessem sendo jogadas nele. A mais contundente substituição, de sugestão de alunos, mas que eu não podia "vibrar", para não ser e demonstrar parcialidade, foi substituir o rio por "educação" (escolar, formal).

O pior é que, nessa substituição, toda a sociedade, como sempre, é responsável, assim como qualquer substituição revelará que toda a sociedade é responsável por situações desesperadoras em que alguns jogam as crianças no rio, uns tentam salvá-las (mas não conseguem salvar todas) e outros vão à fonte, em busca de quem as está jogando no rio.

"Sentados à beira do rio, dois pescadores seguram suas varas à espera de um peixe.  De repente, gritos de crianças trincam o silêncio. Ambos se assustam, olham em frente, olham para trás. Os gritos continuam e nada. Vêem, então, que a correnteza trazia duas crianças, pedindo socorro.  Os pescadores pulam n’água. Só conseguem salvá-las à custa de grande esforço.  Mais berros quando estão prestes a sair do rio. Notam quatro crianças debatendo-se, tentando salvar suas vidinhas. Só conseguem resgatar duas e sentem, além do cansaço a frustração pela perda. Não refeitos, ofegantes, exaustos, escutam uma gritaria ainda muito maior. Desta vez,  oito pequenos seres vêm sendo trazidos pela correnteza. Um pula,  o outro vira-se e ruma à estrada que acompanha a subida do rio.  O amigo grita:

– Você enlouqueceu, não vai me ajudar?

Sem parar o passo, o outro responde:

– Tente fazer o que puder. Vou tentar descobrir quem está jogando as crianças no rio."

(Lenda Indiana)

 

A lei é para todos sábado, abr 8 2006 

Miscelânea de 08/04/2006

TENDÊNCIAS/DEBATES

Folha de São Paulo, 24/07/2005

A lei é para todos

JORGE ANTONIO MAURIQUE

            Os estudos clássicos de criminalidade sempre se fizeram em torno do homem como delinqüente, definindo o crime como fruto do meio e a delinqüência com conotação de ordem patológico-individual. Buscavam, assim, explicar o fenômeno da transgressão da lei a partir do estudo do delinqüente e sua situação individual, com o exame da influência de seu meio social (quase sempre de extrema pobreza). O estudo da criminalidade era um tipo de patologia social da pobreza, servindo o direito penal unicamente para reprimir os ataques ao patrimônio privado.

            Mas o americano Edwin H. Sutherland revolucionou essa visão, demonstrando que há uma criminalidade invisível e de alto potencial lesivo à sociedade e que, diferentemente do que mostram as estatísticas convencionais, pessoas de classe econômica elevada envolvem-se largamente em crimes. Esse comportamento difere da criminalidade tradicional sobretudo pelos procedimentos adotados. Via de regra, esse tipo de agente não busca ataques ao patrimônio individual, mas ao patrimônio público, e sem o uso de violência real.

            Verificou-se que não só o estrato inferior praticava condutas anti-sociais mas também as classes mais favorecidas, as quais preferiam os crimes denominados de colarinho branco. Começa, então, uma legislação para reprimir tais condutas, que passou a definir a sonegação fiscal, os crimes contra o sistema financeiro e os de lavagem de dinheiro.

            Porém, o avanço na criminalização dessas condutas não operou uma alteração na visão da sociedade sobre o crime, que continua tratado como comportamento desviado de parte da população mais pobre. Quem pratica crimes de colarinho branco, ainda que estes sejam conhecidos, continua plenamente integrado à sociedade e reconhecido por ela. Para os pobres, prisão. Para os outros, aplausos e compreensão.

Para arrombar a porta de um barraco na favela não há os mesmos cuidados. Mas a lei foi feita para todos, ricos ou pobres

 


            A experiência demonstra que, para cumprir mandado de busca no domicílio de alguém bem situado socialmente, são necessários inúmeros procedimentos diante dos alegados "riscos para a democracia". Mas, para arrombar a porta de um barraco na favela, não se verificam os mesmos cuidados.

            Em razão de tal visão, quando investigadas condutas criminosas praticadas pelo estrato superior da sociedade, há o espanto, o choque, porque se atingiram pessoas que, protegidas por uma espécie de "solidariedade social", jamais deveriam ser alcançadas pela ação estatal.


            Segue a reação materializada em afirmações críticas à ação policial, quase sempre sob o escudo de que houve "excessos" e a tentativa de deslegitimar a ação estatal, alegando riscos à democracia. É a reprodução da velha tradição de exigir que se perpetue a desigualdade, com o direito penal reservado aos mais pobres -e apenas aos mais pobres.

            Não é outra a reação de alguns nichos corporativos, ainda que poucos, mas com notável possibilidade de atração da mídia, às recentes ações judiciais e policiais nas operações de investigação de crimes de colarinho branco. Tal reação configura clara tentativa de negação da Constituição, que iguala todos ante a lei.

            O verdadeiro respeito à Constituição e à legalidade não se coaduna com ameaças ao princípio da igualdade, com o desrespeito ao Poder Judiciário e às atuações da polícia e Receita Federal. A lei foi feita para todos, ricos ou pobres. Eventuais excessos devem ser identificados e apurados por quem de direito, e não por pessoas e entidades que se acreditam acima da lei, como se fossem senhores feudais no Brasil do século 21.

            Não podemos cair na tentação de desacreditar as atuais operações efetuadas pela PF, devidamente autorizadas por mandados judiciais, taxando-as de "cortina de fumaça" e permitindo, com isso, o acobertamento de crimes graves.

            Isso é fazer pouco caso do trabalho de inúmeros cidadãos brasileiros, do dinheiro público utilizado nas operações e, mais grave, é ofender o sentimento de toda uma população que há séculos espera pelo fim da impunidade -seja para aqueles que praticam crimes comuns, seja para os que sonegam e alimentam a corrupção ou para os que se voltam aos crimes de colarinho branco.


Jorge Antonio Maurique, 45, é o presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2407200508.htm

 

 

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Nazismo, em Super, de julho de 2005 sábado, abr 8 2006 

Cópia de trecho, resumo e comentário pessoal baseado em Superinteressante, edição 215 – julho / 2005, texto de EDUARDO SZKLARZ, design ADRIANO SAMBUGARO:

 

Nazismo – Em nome dessa idéia, um país inteiro se armou e destruiu a Europa. De onde ela veio? O que havia nela que fascinava as pessoas? E qual é a chance de que aconteça de novo?

            Julius era um sujeito querido. Sua namorada o amava, seus amigos o consideravam boa-praça, seus colegas de trabalho admiravam sua competência. Aos 29 anos, ele já comandava uma equipe de 550 pessoas. Tinha uma voz boa e, no seu tempo livre, gostava de ir a festas, cantar e dançar.

            O nome completo dele era Julius Wohlauf, o comandante da 1.ª Companhia do Batalhão 101, o mais sanguinário corpo de extermínio nazista. Seu trabalho, que ele fazia tão bem, era manter a ordem na Polônia ocupada, o que incluía mandar judeus para a morte certa e fuzilar poloneses. Em junho de 1942, ele se casou com Vera em Hamburgo e voltou com ela à Polônia para seguir a matança. Durante a lua-de-mel, grávida de 4 meses, Vera assistia aos fuzilamentos de dia. À noite, o casal cantava e dançava nas festas do batalhão.

            Como é que Julius conciliava a vida pacata em família com a rotina de assassinatos? E não foi só ele. Milhares de cidadãos participaram da matança – os ferroviários que levavam judeus à morte, as donas de casa que delatavam fugitivos, os médicos que faziam experimentos com prisioneiros (veja o quadro na páginas 42 e 43), os funcionários das diversas indústrias públicas e privadas que compunham a máquina de matar de Hitler. Sem falar nos milhões que assistiram a tudo sem protestar, até com um sentimento de aprovação. Como uma coisa dessas pôde acontecer em pleno século 20, no coração do Ocidente democrático e “civilizado”?

            A explicação está numa idéia: o nazismo. Julius, como quase toda a Alemanha, acreditava sincera e profundamente nela. Há 60 anos, quando Hitler se suicidou, o nazismo foi dado também como morto. Por décadas, o mundo olhou para ele como se não passasse de um surto de loucura – um desvario coletivo sem sentido ou explicação. Mas, agora, vários pesquisadores têm tido coragem de procurar alguma lógica nele, inclusive para evitar que se repita. E algumas conclusões estão surgindo.

            Segundo elas, o nazismo não é uma idéia louca vinda do nada e sumida para sempre. Ele é conseqüência de 5 outras idéias – todas aparentemente inofensivas sozinhas, todas vivas até hoje. Esta reportagem procurará entender cada uma delas – para chegar perto de compreender o nazismo”.

 

            Digitado esse trecho, para responder à curiosidade dos que não leram, ainda, essa reportagem, cito, extraído do texto da revista Superinteressante, resumidamente, as cinco idéias que, sozinhas, são, aparentemente inofensivas, mesmo que essas idéias tenham, uma a uma, provocado tragédias nas sociedades que as aceitaram:

            1.ª idéia = décadas de crescente aceitação científica à desigualdade entre os homens convenceu a sociedade contemporânea ao nazismo a aceitar a eugenia[1] (teoria que busca produzir uma seleção nas coletividades humanas, baseada em leis genéticas), o que “com o carimbo da ciência, ainda que meio falsificado, ficou mais fácil para gente como Julius compactuar com o absurdo nazista”.

            2.ª idéia = um ódio ancestral aos judeus, isto é, “o primeiro anti-semitismo foi o dos romanos, que não toleravam costumes judaicos como o shabat (dia do descanso) e o culto ao Deus único” /…/ “Com a vitória dos nazistas e a fundação do 3.º Reich, em 1933, o anti-semitismo pela primeira vez se tornou política de Estado, e a população, convencida pelos mitos medievais [“a cristandade medieval viu crescer os mitos de que judeus eram aliados do diabo, utilizavam sangue de crianças cristãs e tramavam o domínio do mundo”; do mesmo modo, não mais no período medieval, mas, precisamente, no ano de 1797, “o francês Augustine Barnel diz que a Ordem dos Templários é uma sociedade secreta maçônico-judaica para abolir as monarquias e o papado”, entre outros mitos de conspiração judaica citados na referida reportagem de Superinteressante na página 40], não pareceu se incomodar”.

            3.ª idéia = o nacionalismo. “Como Bismark [fundador do 2.º Reich, em 1871], Hitler fomentou o nacionalismo. ‘A utopia hitleriana se baseava em 3 erres: reich (império), raum (espaço) e rasse (raça)’, diz a alemã Marlis Steinert, historiadora do Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra. Segundo ela, o sonho do reich remontava à lembrança mística de Frederico Barbarossa, senhor do Sacro Império Romano-Germânico, o 1.º Reich, que começou por volta de 800 e durou 1.000 anos”.

            4.ª idéia = a fria modernidade, tudo feito pelo modo moderno: racional, planejado, “cientificamente” fundamentado permitiu a localização das vítimas, a solução por meio de câmaras de gás, os sepultamentos coletivos. O Holocausto foi um modo de pensar e agir em função da “sociedade moderna e racional” /…/ “Por isso, é um problema da nossa civilização e da nossa sociedade, ‘diz o sociólogo polonês Zygmunt Baumann, autor de Modernidade e Holocausto. Por isso é tão difícil falar abertamente sobre o assunto. O nazismo diz respeito a nós. Auschwitz é tão ocidental e moderno quanto a calça jeans. O Holocausto foi feito ao modo moderno: racional, planejado, ‘cientificamente” fundamentado, especializado, burocrático, eficiente” /…/ “Julius e seus homens fumavam entre os fuzilamentos, como um funcionário de escritório. Relaxavam, batiam papo e voltavam a disparar. Foi com uma solução moderna, os cartões perfurados das máquinas Hollerith da IBM, que os nazistas localizaram suas vítimas. A IBM não só forneceu máquinas, mas idealizou o sistema e prestou assessoria técnica para que tudo funcionasse nos conformes”.

            5.ª idéia = o sonho de criar um mundo mais puro, mais harmonioso: ilusão da beleza. “O nazismo também era estética”, ‘diz o sueco Peter Cohen, diretor do documentário Arquitetura da Destruição’. Pregava que uma nova Alemanha surgiria mais forte, mais bonita, num sonho ao qual só os artistas podiam dar forma”.

 

            Quem não ler a reportagem inteira, estará perdendo uma oportunidade inigualável para se informar melhor, pois essas cópias e colagens que fiz do texto de Superinteressante são superficiais, diante da evolução, do fluir, das conexões entre os conceitos dos parágrafos e da coerência das informações expostas ao longo do mesmo.

 

            Posto isso tudo, assim como em A revolução dos bichos, de George Orwell, em que os porcos se auto-elegem como líderes dos demais animais, e para entender a sátira política é preciso conhecer algo sobre a Revolução Russa e a ascensão do comunismo e da evolução para o socialismo, e os porcos representam os líderes que se transformam, quando no poder, exatamente como os seres humanos os fazem, quando adquirem poder político e financeiro – ou um desses poderes, apenas – em tiranos, ditadores, esquecem-se dos demais e lutam, solidária e corporativamente, apenas por aqueles de quem obtêm vantagens financeiras ou mais poder ou a favor dos que lhes garantirão, eternamente, o poder do dinheiro e o poder político – entender um pouco do nazismo exposto no texto de Superinteressante é ter a oportunidade de, com o nazismo como pano de fundo, como cenário, entender alguns fatos da política brasileira seja em que nível for, municipal, estadual ou federal, pois cada ser humano, mesmo que seja um analfabeto de fato, vive em sociedade, tem acesso à mídia – principalmente a representada pela televisão, com seus noticiários superficiais, porque não têm audiência se o noticiário for muito “chato”, ou seja, aprofundado e a maior parte da população brasileira tem acesso a noticiário de emissora de televisão que age exatamente como os patrões do tráfico de influência, mas, em momentos convenientes, denunciam, circunspectos[2] e chocados, com uma “cara-de-pau” que causa indignação, os mesmos crimes que praticam  – e, conseqüentemente, absorve conceitos, pratica ações, é conivente ou omissa em função desses conceitos pré-concebidos e prontos, sem questionar, sem criticar – preconceitos – de legalidade, de “moralmente aceitáveis” e, aparentemente, essa maioria da população:

1)       passa a aceitar que as desigualdades sociais existem, nada há a ser feito para combatê-las, exceto transformar-se em igual aos que a nivelam por meios ilegítimos, ilegais, escusos ou, de modo violento, fazendo a Justiça com as próprias mãos, pois descrê das instituições que, aparentemente só é justa com quem fala mais alto ou apresenta algum argumento de chantagem ou de tráfico de influência ou de crime do colarinho branco e, muito importante para a reflexão, prova que não é “pagão”, tem “padrinhos” que a defenderá nos seus privilégios, pois deixam de ser direitos de cidadania; elege os que não aceitam os meios citados de ascensão social como seus alvos de ódio, de retaliações por meio, inclusive, de infernizar as vidas dos livres do jugo do paternalismo, por meio de calúnias, de injúrias, de difamações, por meio de ações que só os “padrinhos” poderão solucionar, abatendo ou destruindo os livres do jugo do paternalismo, moral ou fisicamente, pois esses alvos de ódio (os que não agem como a maioria dos patrões exigem que seus servos ajam) atrapalham o bom andamento de quem faz parte de quadrilhas, formadas pelos mais diversos segmentos de interesses próprios, jamais coletivos e em prejuízo do bem do coletivo ou da justiça social coletiva;

2)       os que devem ser eliminados, ou seja, os livres do jugo do paternalismo, aqueles que pagam seus impostos corretamente e exigem explicações sobre o bom ou mau uso desse dinheiro e pagam suas contas particulares em dia e exigem os serviços de modo correto,  mas não aceitam que os servos da miséria, da ignorância e da comodidade utilizem os mesmos estratagemas dos patrões e tenham justiça social por meio de tráfico de influência ou de um paternalismo condenável, o paternalismo do entregar tudo pronto – porque interessa aos patrões que os servos sejam usados como “laranjas”, portanto, os patrões esperam que os servos lhes paguem ou devolvam esses favores quando e onde for conveniente aos patrões – esses alvos do ódio de patrões e servos são massacrados e perdem o dinheiro honesto ou os bens que amealharam honestamente, para azeitar a máquina que sustenta governos municipais, estaduais e federais após governos municipais, estaduais e federais;

3)       quando tudo parece estar saindo do controle, os “patrões” invocam os débitos em forma de “favores”, por causa das dívidas que os servos têm com esses “patrões”; invocam o fervor e o respeito prostituídos por “vantagens” que tanto patrões quanto servos obtêm por meio desse relacionamento sujo, imoral, permissivo; os apelos de patrões a seus servos sã como um apelo a um “nacionalismo” perverso, mal entendido, mal dirigido, mal formado, comparado ao fervor e ao respeito do dependente de drogas pelo traficante que as fornece e, desse modo, pai e mãe não prestam – porque querem libertar o filho dependente – e os livres do jugo do paternalismo também não prestam, porque são “pobres”, não ocupam cargos ou funções influentes, não traficam cargos ou funções, nas quais os servos ganham dinheiro; dinheiro esse que os servos mal sabem  – ou, se sabem, não lhes interessa nem um pouco, como os nazistas que praticavam os fuzilamentos dão um “break” para seus cafezinhos e bate-papos entre os simpáticos colegas de trabalho – de onde vem esse dinheiro ou quantas vidas esse dinheiro destruiu até que lhes chegassem ás mãos;

4)       esse comportamento “capitalista selvagem” numa sociedade brasileira que vive no feudalismo, tendo sido “erguida” no tempo das grandes viagens dos europeus – em particular, dos portugueses, dos espanhóis, dos holandeses e dos ingleses – quando o feudalismo já não mais era o “sistema de governo”, perdura até este século XXI, com o aval dos espertalhões que não querem, de modo algum, que a sociedade brasileira evolua por meio de educação formal, saúde e habitação, os tripés para qualquer sociedade democrática igualitária – e os espertalhões profanam esse tripé por meio de desvio do dinheiro a ele destinado, reinventando a sociedade feudal e lhe dando ares de modernidade. Esse modo moderno de gerenciar um país – em nível municipal, estadual e federal – tem a omissão e a conivência – em nível municipal, estadual e federal – exatamente dos que mais sofrem com essas espertezas e impunidade, porque não têm auto-estima de cidadãos, porque desconhecem seus direitos, porque não têm acesso à palavra escrita ou aos direitos mínimos como cidadão e têm que recorrer aos mais diversos profissionais, que custam caro, e que, enquanto, vulgarmente, “a água não lhes bate na bunda”, aproveitam-se desse caos social e ganham dinheiro, porque precisam sustentar maridos, mulheres e filhos, esquecendo-se de que estão dando péssimos exemplos a esses filhos que perpetuarão, para toda a eternidade, o mesmo comportamento dos pais – a célula mater da sociedade, onde começa a educação para a cidadania, demandando das instituições falidas pelo descaso, pelo desvio de dinheiro, pela falta de investimento, pela falta de formação e informação a e de seus servidores, cujas funções seriam a de formar ou atender aos contribuintes, a sobrecarga de que ter que formar os cidadãos, não obtendo êxito em seus propósitos em virtude desse ciclo que nunca se interrompe. Essa modernidade fajuta da sociedade brasileira, que não se mantém nem por cinco minutos de atenção, gera mais desigualdades sociais e, conseqüentemente, mais vassalos, mais servos e a sociedade não suporta, agindo, então, no salve-se quem puder ou alienando-se e discutindo fofocas de celebridades ou preocupando-se com:

5)       a magreza, a beleza, os padrões de moda impostos pela sociedade de consumo, que precisa ganhar dinheiro também, sustentando mais um lado miserável de um país miserável, em que os que menos têm mais querem se parecer com os que tudo tem – nem sempre conseguido de modo desonesto, bem entendido – não se contentando em viver dentro de padrões de dignidade, de cidadania, de auto-estima. Esses párias sociais, por culpa da própria sociedade “moderna” que vive do capitalismo selvagem, de atos antidemocráticos, de atos criminosos em prejuízo da própria sociedade, acríticos e sem condição mínima de argumentos sólidos de crítica, querem “ter” e querem ter o que os famosos usam, de graça, ou têm, de graça, porque os acríticos ou sem condição mínima de argumentos sólidos não conseguem entender que muitas celebridades, sejam elas político-partidárias ou famosos artistas, apresentadores de televisão, locutores de rádio ou atletas vivem em função de “propaganda”, pelo menos os que mais se destacam, usando e abusando de restaurantes, cinemas, teatros, programas de rádio ou de televisão, fotos e eventos sociais, onde ganham dinheiro para aparecer, para usar determinadas griffes ou citar determinados produtos. Vivem disso e, ao contrário dos que se dedicam ao crime, não precisam de pagar por essa propaganda que fazem e recebem.

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Política e Politicalha, Ruy Barbosa sábado, abr 8 2006 

Observação: o fato de eu inserir sinônimos é um hábito adquirido no exercício de minha função de EDUCADORA. Não tem objetivo ofensivo, não.

Política e Politicalha

            A política afina[3] o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.

            Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha[4] de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem[5], afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes[6]. Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquice? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo[7] queima como um ferrete[8], e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa[9].

            Política e politicagem não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

            A política é a arte de gerir[10] o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou um conjunto de funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico[11] dos povos negligentes[12] e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis[13]. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

 

(Rui Barbosa, Trechos escolhidos de Rui Barbosa, Edições de Ouro, Rio de Janeiro, 1964. Apud: Reflexão & Ação em Língua Portuguesa, Marilda Prates, 8.ª série, Editora do Brasil, São Paulo, 1984.)

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[1] Fonte: http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=eugenia. Vocabulário de "Política e politicalha".

[2] que olham ou encaram prudente e cuidadosamente todos os aspectos por que se apresenta uma questão, um fato etc. Fonte: idem ao 1.

[3] aguça, aperfeiçoa.

[4] apelido.

[5] ato de tagarelar.

[6] que rimam.

[7] desagradável.

[8] instrumento com que se marca o gado.

[9] esclarecedora.

[10] dirigir, administrar.

[11] que dura muito.

 

[12] que têm preguiça.

[13] rígidos, insensíveis.

O desafio da América Latina sábado, abr 8 2006 

Observar o ano do pretexto, de Robert Kennedy, e refletir o que mudou.

 

Fonte: Palavra e Ação. Português: recepção e produção de textos. Ana Maria de C. Guedes, Clodoaldo Meneguello Cardoso, Nélson Neto da Silva. 8.ª série. Editora do Brasil S/A, São Paulo, 1983. Preparado por Maria Lúcia Bernardini, para todas as séries de Ensino Médio para as quais ministra aulas. Outubro / 2002

 

O desafio da América Latina

(fragmentos)

 

            Voltei da América Latina com impressões e emoções tão variadas quanto são diferentes os povos e os lugares daquele vasto continente.

            Pois ele é um continente diversificado: cada região tem suas próprias instituições, sua própria história, seus próprios sonhos para o futuro. Níveis1 de renda, de educação, de composição de populações, níveis de vida e maneiras de viver – tudo isso varia intensamente de uma nação para a outra, e dentro dos próprios países.

            Apesar disso, têm muitas características comuns…

            Em todos os lugares por onde viajamos, os ideais de independência, de liberdade e de justiça são uma força altiva2 e em movimento. Em toda parte é esta herança que está impelindo3 para frente, e pode-se sentir facilmente o futuro no semblante4 de cada latino-americano.

            No seu cerne5, na base de todas as esperanças por progresso econômico e por justiça social, estão dois grandes e resistentes problemas: a educação e a reforma agrária6. Tanto educação como reforma agrária são indispensáveis  para o crescimento econômico.

            De nada adianta a riqueza ou o poder de uma nação, se seus filhos são condenados à ignorância, as famílias escravizadas à terra que não podem esperar possuir; se lhes são negadas a dignidade e a satisfação do talento e da esperança que constituem o objetivo do progresso econômico. Progresso sem justiça é um falso progresso e será uma falsa esperança. Então, a educação e a reforma agrária têm de ser o centro de nossas preocupações pelas reformas na América Latina, e devem estar entre as primeiras prioridades dos próprios governos latino-americanos.

(Robert Kennedy. O desafio da América Latina. Tradução de Álvaro Valle. Editora Laudes, Rio de Janeiro. Apud: Telecurso do 1.º Grau, páginas 338/339.)

Vocabulário

1.       Nível = plano, situação.

2.       Altivo = elevado, brioso, orgulhoso.

3.       Impelir = empurrar, estimular.

4.       Semblante = rosto, fisionomia.

5.       Cerne = interior, âmago, centro, no aspecto mais profundo.

6.       Reforma agrária = divisão de terras para os pequenos agricultores, visando maior produtividade e justiça social.

Entendendo o texto

Não escreva (nem rasure) nestas folhas emprestadas a você

1.       Este texto contém as impressões de um político norte-americano após sua viagem pelos países da América Latina. Por que ele teve impressões tão variadas?

2.       A diversidade existente entre os países se percebe em vários setores. Destacar  dois.

3.       A par da diversidade, há uma grande unidade de ideais na América Latina. Quais são?

4.       Transcrever (= significa “copie no seu caderno de respostas, utilizando aspas”) a passagem do texto que mostra a esperança  dos latino-americanos.

5.       Quais são os dois maiores obstáculos para o desenvolvimento da América Latina citados no texto?

6.       Robert Kennedy coloca uma condição para o verdadeiro progresso na América Latina. Transcrever (= significa “copie no seu caderno de respostas, utilizando aspas”) a passagem a esse respeito.

7.       A que conclusão chegam os políticos sobre os problemas da América Latina?

8.       Copie, em seu caderno, e assinale somente as afirmações que podem ser concluídas do texto:

a)       O desnível sócio-econômico é um problema comum entre os países latino-americanos.

b)       O progresso econômico depende, em grande parte, do desenvolvimento agrícola.

c)       Na América Latina, existem, ainda, muitos latifundiários.

d)       O povo latino-americano vive na ignorância por opção própria.

 

Vivendo o texto

1.       O texto afirma que o povo latino-americano tem um ideal comum: o de independência. De que você acha que ele quer se libertar?

2.       Conte algum fato que revele esse ideal de independência e que tenha ocorrido recentemente em um país da América Latina que não seja o Brasil.

3.       Você acha que os brasileiros devem se interessar pelos problemas dos outros países latino-americanos? Por quê?

4.       Você também é um latino-americano. Como você vê o futuro da América Latina?

 

Leitura suplementar do texto “O desafio da América Latina (fragmentos)”

Enquanto EUA se voltam para o terror e o Iraque, a América Latina queima lentamente
Mike Williams

Cox News Service

Em Buenos Aires (Argentina)

 

Durante a próspera década de 90, a Argentina, este grande país parecia um exemplo brilhante da prescrição americana para a América Latina: adote reformas de mercado e eleições democráticas e você obterá uma sociedade vibrante sustentada pela prosperidade econômica.

Mas a Argentina atualmente vive o quadro inverso, sofrendo sua pior crise econômica e política dos últimos cem anos. Pior, há temores de que seu colapso se espalhará para seus vizinhos, enquanto as dúvidas em torno da liderança americana e o ressentimento em relação às reformas apoiadas pelos Estados Unidos crescem por toda a América do Sul.

"Por toda a região há um sentimento de que as coisas não saíram como deveriam", disse Fernando Robles, um especialista em América Latina da Universidade George Washington, em Washington, DC. "As pesquisas de opinião mostram que cada vez há menos apoio às reformas de mercado e até mesmo à democracia. As pessoas estão dizendo que as reformas ocorreram rápido demais e que talvez seja melhor fortalecer as instituições antes de prosseguir".

            As ondas de choque da implosão da Argentina já abalaram as economias dos vizinhos Paraguai e Uruguai, enquanto a maior economia da América do Sul, o Brasil, está cambaleando em meio aos crescentes temores internacionais de que pegará o vírus da Argentina ou dará uma forte guinada para a esquerda caso, como se espera, os eleitores troquem o governo conservador, orientado aos Estados Unidos, pelo líder trabalhista Luiz Inácio Lula da Silva.

            Enquanto isso, o presidente reformador do Peru que estudou nos Estados Unidos, Alejandro Toledo, está enfrentando péssimos índices de aprovação. Ele parece não conseguir curar a recessão debilitadora do Peru, enquanto a vizinha Colômbia permanece em grande parte paralisada devido à sua longa guerra civil e aos poderosos chefões do narcotráfico.

Enquanto isso, a Venezuela oscila à beira da anarquia, com sua economia rica em petróleo abalada pelo alto desemprego enquanto rumores de golpe perseguem seu presidente populista, Hugo Chávez, um oponente declarado dos Estados Unidos. Chávez já sobreviveu a uma tentativa de golpe realizada pela poderosa coalizão de interesses empresariais e sindicatos trabalhistas.

            Apesar da maioria dos especialistas dizer que cada país tem sua própria dinâmica e que os problemas da Argentina são singulares, ela também concorda que as dificuldades econômicas e condições políticas que atualmente envolvem a maioria dos país da América do Sul e Central não devem melhorar tão cedo, o que significa que haverá um maior questionamento da liderança dos Estados Unidos.

"É muito sério", disse Michael Shifter, um analista da Diálogo Interamericano, um centro de estudos baseado em Washington. "A estrutura que estabelecemos baseada em comércio e paz está ameaçando desmoronar, e as pessoas estão buscando alternativas. O verdadeiro perigo é que há um sentimento crescente de vale tudo".

            Os problemas não têm atraído muito a atenção de Washington, onde o governo Bush está concentrado quase que exclusivamente na guerra contra o terrorismo e no debate em torno da remoção de Saddam Hussein do Iraque.

"Os Estados Unidos não têm se envolvido", disse Shifter. "Mesmo antes de 11 de setembro, esta era o caso devido à visão de que estes países não afetam interesses vitais dos Estados Unidos. A postura é, ‘Estes problemas se resolverão sozinhos’. É uma visão muito míope porque esta é uma região passando por um declínio e males terríveis".

Após décadas de regimes militares repressores que contiveram insurreições esquerdistas e protegeram a classe empresarial, a América Latina passou por uma renascença durante os anos 80 e 90. Um a um, os governos militares do Brasil, Argentina e Chile deixaram o poder e governos democráticos foram eleitos.

Enquanto isso, levados por instituições apoiadas pelos americanos como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, os governos latino-americanos abriram suas economias, venderam suas empresas estatais, contiveram os gastos governamentais e removeram ou reduziram as barreiras comerciais.

Em Washington, tais desdobramentos foram saudados como prova do sucesso do modelo americano. Com a queda do comunismo soviético, as revoltas esquerdistas em países como Peru, El Salvador, Guatemala e Nicarágua definharam ou se deslocaram para o centro político, reduzindo antigos temores de contestação à doutrina americana em seu próprio quintal.

            Mas agora o momento estagnou. As pesquisas de opinião pública na América Latina mostram um profundo ressentimento com as reformas de mercado, com muitas pessoas acreditando que as medidas favorecem os ricos e as corporações multinacionais, deixando os pobres para trás.

            Há também crescentes dúvidas em relação à democracia. Pesquisas feitas pela firma Latinobarometro do Chile mostram que o número de pessoas que preferem a democracia a outras formas de governo caiu – apesar de que na maioria dos casos apenas ligeiramente- em 13 de 17 países latino-americanos nos últimos cinco anos.

            "Em alguns lugares há até mesmo nostalgia das ditaduras", disse Atilio Boron, um sociólogo argentino formado em Harvard. "Se você é uma mãe solteira com cinco filhos vivendo em uma favela, o tempo das ditaduras militares parece melhor porque não havia os traficantes de droga por toda a parte. Elas dizem: ‘Pelo menos havia lei e ordem’ ”.

            As causas da erosão da confiança são diversas, com cada país sofrendo com seus problemas particulares, dizem os especialistas. Mas há elementos comuns: políticos corruptos e ineficazes, instituições fracas geralmente comprometidas pelo tráfico de influência, preocupações com a criminalidade e a continuidade das enraizadas disparidades de renda nas quais as massas empobrecidas vêem pouca esperança de sucesso em sistemas dominados por minúsculas elites ricas.

"A liderança é um grande problema", disse Shifter. "Você precisa de instituições fortes, eficientes, e de uma classe política mais preocupada com os interesses nacionais do que com suas próprias agendas".

Juntamente com a pouca confiança em seus líderes, muitos latino-americanos também duvidam que as instituições, particularmente os tribunais, os protegerão, disse Boron.

            "Em toda a América Latina, não há independência do sistema judiciário", disse ele. "Eles não são independentes dos poderes estabelecidos, de forma que os cidadãos não tem nenhum lugar onde apelar e nenhuma confiança nos tribunais. Também há muita corrupção por parte das grandes corporações que são protegidas pelos poderes estabelecidos. Para mim, a única solução seria uma reformulação completa destas instituições. Qualquer coisa menos que isto não funcionará".

            A preocupação de muitos é que sem tais reformas, a América Latina pode voltar ao governo do homem forte de militares e demagogos populistas, fechando mercados e expandindo o controle do governo de indústrias chaves.

            No Peru, as tentativas de Toledo de privatizar uma empresa estatal levou a protestos sangrentos no início deste ano, obrigando o presidente a recuar. Eleito no ano passado após a renúncia do corrupto Alberto Fujimori, Toledo tem se mostrado ineficaz até o momento, lutando para superar um índice baixo de aprovação.

Também há fortes temores de que o Brasil penderá para a esquerda, erguendo barreiras comerciais e ampliando caros programas sociais enquanto sua dívida externa desponta como uma crise potencial. Lula, um líder sindical de esquerda, parece prestes a conquistar a presidência, e apesar de ter se deslocado para o centro político, ele representaria uma profunda ruptura em relação à liderança do conservador Fernando Henrique Cardoso.

E há a Venezuela de Chávez, um populista de esquerda que tem persistentemente zombado de Washington enquanto repreende a "oligarquia rançosa" de seu país. Ele também faz propaganda de sua amizade com o velho ditador comunista de Cuba, Fidel Castro.

            Chávez sobreviveu a uma tentativa de golpe em abril, mas tem se segurado no poder em meio ao agravamento da crise na qual seus opositores – os sindicatos, os interesses empresariais e alguns oficiais militares- organizam marchas de protesto e continuam a pedir a sua renúncia.

Poucos parecem saber quem poderia emergir como sucessor de Chávez, ou que direção a problemática Venezuela poderia tomar.

            Na Argentina devastada pela crise, Boron diz que os problemas se tornaram agudos.

"Este país fez exatamente o que os Estados Unidos e o FMI queriam", disse ele. "Mas as pessoas sentem que a única preocupação de Washington é com a lucratividade dos interesses americanos na Argentina. Nós tivemos um levante popular que removeu um presidente, mas não foi o bastante. As pessoas ainda sentem que um Congresso corrupto e corporações poderosas estão comandando o país".


Tradução: George El Khouri Andolfato

Fonte: http://www.uol.com.br/times/nycox/ult584u219.htm

 

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Eu não queria estar na pele de Marcos César Pontes sábado, abr 8 2006 

Não tenho lido editoriais nem textos jornalisticos ou opinativos sobre o fato de Marcos César Pontes ser nosso primeiro astronauta, mas tenho ouvido algumas opiniões contrárias à ida dele "para o espaço", por causa do gasto do governo brasileiro e patatipatatá de como o dinheiro teria sido melhor aproveitado e blábláblá.
 
Eu não queria estar na pele de Marcos César Pontes, porque passará para a História, pelo menos na próxima campanha presidencial, na opinião da "abalizada" e "ilibada" oposição – que causou essa situação, leia-se PSDB, governo Fernando Henrique Cardoso – mas jamais assumirá a paternidade, como o pivô de uma oportunidade para cérebros de samambaia de plástico defenderem o povo brasileiro de gastos abusivos.
 
Na revista Superinteressante, mês de março/2006, página 75, "Em 1997, o governo brasileiro assinou com a Nasa um acordo para fazer parte do conjunto de nações que participa da construção da Estação Espacial Internacional. O Brasil forneceria [atenção para o tempo verbal] algumas peças do complexo no valor de 120 milhões de dólares e, em troca, teria o direito a treinar um astronauta para fazer experimentos científicos nacionais a bordo do complexo. Pontes viu aí uma oportunidade para fazer vôos maiores – ele e mais centenas de candidatos a astronautas que se apresentaram à Agência Espacial Brasileira (AEB) para tentar a vaga".
 
O texto é muito importante de ser lido inteiro, mas me aterei ao ano de 1997, citado como o ano do compromisso por parte do Brasil, por esse motivo atribuo o fracasso da participação do Brasil na construção da Estação Espacial Internacional (ISS, em inglês), mas relembro alguns aspectos não abordados pela revista Superinteressante, embora já tenha recebido a edição de abril e possa haver alguma correção.
 
Acredito que o ano era 1993 e entre os alunos de 8.ª série, na escola "Convenção de Itu", havia um que era, palavras de uma professora de Matemática, quando eu ministrava aulas em Salto / SP, mas com as quais concordo, um Fenemê na subida, nhoim, nhoim, nhoim… Quem adivinhar se o Fenemê na subida ficou para recuperação só comigo, porque não comparecia às aulas e, principalmente, às avaliaçõe, é um gênio. Pois ficou. Final de ano letivo, mesmo que ficasse retido só comigo, seria aprovado, pois a incompetente era eu, visto que o aluno ficaria retido só comigo. Atentem bem: comigo, não no componente curricular em que fracassou o ano inteiro.
 
Para variar as atividades e as estratégias de avaliação de recuperação final, levei revistas Superinteressante, que eu assino desde o ano de 1992 e me ajudou a elaborar muitas atividades pedagógicas e de avaliação (estratégia que aprendi em bons livros didáticos de apoio) e deixei que os alunos escolhessem as edições que leriam, em sala de aula, pelo interesse nos assuntos de capa. Depois, a atividade seria redigir a respeito do que lera e se os alunos se mostrassem aptos, seriam aprovados. Desespero de causa, mas, acredito, uma avaliação válida. Entendeu o que leu, aproveita a habilidade da escrita para expor o que leu, do modo como quiser abordar o assunto lido.
 
Acredito e quase tenho certeza de que o ano era 1993, e uma das edições abordava a Estação Espacial Internacional e quais seriam as contribuições de cada país envolvido nessa construção. O aluno em questão leu sobre isso e ficou verdadeiramente entusiasmado. Contou-me, tintim por tintim o que lera. CONTOU, não escreveu, não queria escrever e o considerei apto. Assim todos foram feliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiizes para sempre, pois ele seria aprovado de qualquer maneira, mas, naquele momento, foi aprovado por apresentar uma habilidade, a de contar o que lera. Adendo: eu, também, lera o texto, portanto sabia que o aluno não estava "enchendo lingüiça" nem fiz papel de tonta, fingindo que acreditava no que ele lera.
 
Tenho a coleção completa, em CDRom, de 1987 a 2002, de Superinteressante, vasculhei, desde ontem, dia 06/04, mas não encontrei a edição, em CDRom, sobre a Estação Espacial Internacional, nem buscando como ISS. Tenho QUASE todas as edições, embora, de tanto emprestar, em sala de aula, aos alunos sob minha responsabilidade, tenha perdido muitas edições para os lacaios do crime organizado e outras tenham sido quase que destruídas (estão sem as capas e rasgadas), pois alunos de outros períodos "enfiavam" a mão no armário trancado e surrupiavam edições da revista, guardadas em sala de aula para que os alunos sob minha responsabilidade as lessem. Eu não me importaria que outros alunos, de outros períodos, que não estavam sob minha responsabilidade, as lessem, mas que estragassem como estragaram considero uma violência, uma agressão, uma transgressão e quem não os educou é responsável por esses alunos que as danificaram, as furtaram serem o que devem ser hoje: criminosos. Minhas reclamações verbais e por escrito eram recebidas com zombaria e minha fama de "louca" só aumentava, pois os demais "profeçores" e a direção não tomavam quaisquer providências. Tenho documentos em que ameaço processar a escola por danos morais e materiais. Só riso, pouco sizo. Espero que estejam gargalhando até agora, diante do quadro da Educação formal, seja municipal, estadual ou federal. "Sinhá, cadê seu padre?".
 
Provado que o assunto já era de 1993, o compromisso assumido de participar da construção da Estação Espacial Internacional é mais antigo que 1997, como cita o texto de março de Superinteressante, e a irresponsabilidade – por ter assumido um gasto desse montante e o não cumprimento do compromisso – é de todos os que sucederam – ah, foram DOIS governos FHC – ao Presidente Itamar, após a renúncia de Collor vade retro, satanás. Vade retro, também, FHC e PSDB, pois não deram continuidade ao compromisso, entre outras irresponsabilidades, ou não deram um basta nele, se o Brasil não podia, já na época, participar dessa construção. Certamente, alguém ganhou alguma coisa e o povo brasileiro perdeu alguma coisa nesse rolo todo.
 
Como afirmei, não li a edição de abril, ainda, da revista Superinteressante, mas o autor do texto "Nosso vôo mais alto" poderia ter se reportado àquela publicação de 1993 ou 1992, pois não localizei, ainda, a edição que tratava desse assunto e que foi o que aprovou o aluno Fenemê na subida que não comparecia às aulas de Português, em especial às avaliações.
 
Chama-se "sinapse", uma estratégia cerebral, de "ligar" informações já arquivadas no cérebro, com informações mais recentes. Se o autor do texto aludido ainda era muito novo para se lembrar desse acordo de construção da Estação Espacial, deveria ter feito uma "busca" nas edições anteriores, para complementar o que escreveu. Sou suspeita para criticar a revista Superinteressante, porque se não gostasse dela, não a assinaria, mas, hoje, dia 07/04/2006, ao procurar a edição que tratava do acordo de construção da Estação Espacial e que o Brasil aderira a esse acordo antes de 1997, pude recordar quantos temas fascinantes, quantos assuntos empolgantes, já na capa, sempre foram abordados pela revista.
 
Se, em 1993, foi um teste para saber se eu aprovava alunos sem mérito, quem me submeteu a esse teste vai arder no fogo do inferno e espero que a terra já lhe esteja sendo leve, pois eu tinha como provar que o aluno participou da recuperação – fajuta, porque era uma semana de recuperação do ano letivo, ou seja, em uma semana o aluno tinha que se recuperar de tudo o que não atingiu durante o ano todo POR ABSOLUTA E EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DELE – num sistema educacional que já queria "números" para usá-los como propaganda eleitoreira. Porém, não foi e nunca foi fajuta de minha parte. Como sempre, superei as expectativas dos mal amados e mal resolvidos, pois utilizei uma estratégia que era um demonstrativo de uma determinada habilidade do aluno. Pode ser que o fato de parecer um Fenemê na subida tivesse como causa uma falha gravíssima de alfabetização ou de problemas, tais como dislexia, mas eu não pudera avaliá-lo e indicá-lo para um atendimento profissional, porque o fenemezinho não comparecia às minhas avaliações de entendimento do texto, de estudo da linguagem do texto, de estudo das estruturas do texto. Eu sempre fui uma incompetente, mesmo, e submetia os "tadinhos" a cobranças impossíveis, tais como demonstrar, na oitava série, que sabiam, pelo menos, ler e escrever.
 
Ademais, o tadinho concluiu a oitava série, já era tarde para encaminhá-lo a um diagnóstico. Só que, adivinhe quem voltou a ser aluno sob minha responsabilidade no Ensino Médio, na escola "Pinheiro Júnior"? Só que já estava todinho estragado e agia, em relação a mim, como se eu fosse a culpada por todos os problemas da vida dele. Já não faltava às avaliações, continuava um Fenemê na subida, mas foi a vez dos demais professores reclamarem muito do desempenho dele.

A implosão da mentira, de Affonso Romano de Sant’Anna sábado, abr 8 2006 

Fonte: www.releituras.com, com a seguinte observação, no final, "Este poema, que foi enviado ao Releituras pelo autor, foi publicado em diversos jornais em 1980. Apesar do tempo decorrido, face aos acontecimentos políticos que vimos assistindo [muito antes das denúncias de mensalão e outras corrupções no governo do Presidente Lula e, conseqüentemente, de governos anteriores], ele permanece atualíssimo. Segundo Affonso Romano de Sant’Anna, foi publicado, também, em várias antologias, como A poesia possível, Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1987, ‘mas os leitores a toda hora pedem cópias’, afirma o poeta".
 
Em virtude de economia de espaço, redigitarei o poema em forma de prosa.
É uma violência fazer isso, pois o ritmo dos versos se perdem e o visual de versos e estrofes também se perdem.
Recebi o poema e o conheci, pela primeira vez, graças à uma prima que mora no Rio de Janeiro, cuja página da Web será recomendada em breve. Como sempre gostei de confirmar as autorias, em virtude de textos apócrifos que circulam na Web, em Busca, encontrei "Releituras" e a explicação que redigitei acima.
Essa recomendação é muito importante: se você não tiver, diante dos olhos, a fonte do que está inserindo ou enviando por meio de mensagem eletrônica, primeiro, procure em Busca, para determinar a autoria e se não encontrar nada, acrescente "Autoria desconhecida". No caso da mensagem de minha prima, a autoria estava escrita. Eu é que complementei com informações que constavam em "Releituras".
 
Fragmento 1
Mentiram-me. Mentiram-me ontem e hoje mentem novamente. Mentem de corpo e alma, completamente. E mentem de maneira tão pungente que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impune/mente. Não mentem tristes. Alegremente mentem. Mentem tão nacional/mente que acham que mentindo história afora vão enganar a morte eterna/mente.
Mentem. Mentem e calam. Mas suas frases falam. E desfilam de tal modo nuas que mesmo um cego pode ver a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil e para alguns é cara e escura. Mas não se chega à verdade pela mentira, nem à democracia pela ditadura.
 
Fragmento 2
Evidente/mente a crer nos que me mentem uma flor nasceu em Hiroshima e em Auschwitz havia um circo permanente.
Mentem. Mentem caricaturalmente. Mentem como a careca mente ao pente, mentem como a dentadura mente ao dente, mentem como a carroça à besta em frente, mentem como a doença ao doente, mentem clara/mente como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente, como nenhuma lavadeira mente ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem com a cara limpa e nas mãos o sangue quente. Mentem ardente/mente como um doente em seus instantes de febre. Mentem fabulosa/mente como o caçador que quer passar gato por lebre. E nessa trilha de mentiras a caça é que caça o caçador com a armadilha. E assim cada qual mente industiral?mente, mente partidária?mente, mente incivil?mente, mente tropical?mente, mente incontinente?mente, mente hereditaria?mente, mente, mente, mente. E de tanto mentir tão brava/mente constroem um país de mentira diária/mente.
 
Fragmento 3
Mentem no passado. E no presente passam a mentira a limpo. E no futuro mentem novamente. Mentem fazendo o sol girar em torno à terra medieval/mente. Por isto, desta vez, não é Galileu que mente, mas o tribunal que o julga herege/mente. Mentem como se Colombo partindo do Ocidente para o Oriente pudesse descobrir de mentira um continente. Mentem desde Cabral, em calmaria, viajando pelo avesso iludindo a corrente em curso, transformando a história do país num acidente de percurso.
 
Fragmento 4
Tanta mentira assim industriada me faz partir para o deserto penitente/mente, ou me exilar com Mozart musical/mente em harpas e oboés, como um solista vegetal que absorve a vida indiferente. Penso nos animais que nunca mentem, mesmo se têm um caçador à sua frente. Penso nos pássaros cuja verdade do canto nos toca matinalmente. Penso nas flores cuja verdade das cores escorre no mel silvestremente. Penso no sol que morre diariamente jorrando luz, embora tenha a noite pela frente.
 
Fragmento 5
Página branca onde escrevo. Único espaço de verdade que me resta. Onde transcrevo o arroubo, a esperança, e onde tarde ou cedo deposito meu espanto e medo. Para tanta mentira só mesmo um poema explosivo-conotativo onde o advérbio e o adjetivo mentem ao substantivo e a rima rebenta a frase numa explosão da verdade. E a mentira repulsiva se não explode pra fora pra dentro explode implosiva.
 
 

Vingança não é justiça sábado, abr 8 2006 

O texto sobre o fato de vingança não ser justiça tem minha concordância plena, pois foi isso que aprendi com meu pai, principalmente, porque meu pai nunca se vingava, mas procurava a Justiça. Do mesmo modo, embora eu não seja mais vidraça, sou o estilingue que catapulta a pedra que destruirá vidraças que escondam a mentira, a corrupção, a doença moral, a maldade, os mal amados e mal resolvidos que se vingam daqueles de quem têm inveja, esperarei, pacientemente, que sofram, em vida, as conseqüências de seus atos e de suas omissões.

Trabalhei com esse texto, em sala de aula, no ano 2001, e o afixei na parede que ficava ao lado da mesa do professor. Espero ter contribuído para educar, pelos menos, os alunos que se prontificavam a aprender algo.

 

Vingança não é justiça

            A vingança é um sentimento torpe, baixo e mesquinho, próprio das pessoas que não se conformam com perdas e frustrações. Tais pessoas conseguem alimentar um sentimento de raiva até às raias do desequilíbrio. Invariavelmente, elas também trabalham arquitetando a maldade, dando o troco muitas vezes com bastante frieza e premeditação. Não sossegam até atingir o alvo que planejaram: destruir o outro com palavras e ações de uma forma sub-reptícia ou até bem direta. Algumas vezes, por covardia ou incompetência, essas pessoas partem para descontar suas frustrações em quem não tem nada a ver com a história. Que pobreza de espírito, não leitor?

            Já a justiça, em si, não tem nada a ver com vingança. A justiça é a reparação de  um mal cometido sem causa. Ela é um direito de todos os seres humanos feridos em sua honra, dignidade e patrimônio. Quando a pessoa é injustiçada, o mínimo que se exige não é uma vingança, mas, sim, uma boa retratação.

            Pessoas de bom caráter também sentem suas raivas momentâneas. No entanto, devido à integridade que possuem, elas voltam rápido ao seu estado normal de equilíbrio e o que acaba prevalecendo, nelas, são a integridade e os valores éticos e morais com os quais foram criadas e formadas.

            Bem, a justiça dos homens pode estar bem desacreditada pela maioria da população, mas resta sempre a justiça divina. Esta pode tardar, porém, acredite leitor, não falha nem falhará. Ela está ao lado das pessoas de bom caráter, que lutam para garantir seus direitos com todas as suas forças, mas jamais cometem o erro de praticar a justiça com as próprias mãos. Isso, embora, muitas vezes, dê uma tremenda vontade de fazer, devido à falência das nossas instituições jurídicas…

(Maria Helena Brito Izzo é terapeuta clínica e familiar. Família Cristã, ano 67, n.º 784, abril/2001.)

 Tem sido uma luta árdua, de muita paciência, inserir as entradas neste "blog". Eu acreditava, sinceramente, que não havia audiência alguma, mas sei que estou sendo lida exatamente pelas pessoas que merecem ler tudo o que está sendo publicado e não conseguem aceitar como recados para elas. São as que colocam as mãos na cintura e perguntam "Sinhá, cadê seu padre?", quando não há mais nada a ser feito para reconstruir o que destruíram.

Atendimento preferencial, uma ova! quinta-feira, abr 6 2006 

Atendimento preferencial, uma ova, porque se não houver um local para esse atendimento preferencial, não passa de medida eleitoreira de canalhas abaixo da mediocridade!
 
Tenho o maior respeito por idosos, portadores de necessidades especiais, gestantes e "senhôras" com criancinha no colo, mas, infelizmente, não fui eu quem os pariu nem lhes causou os problemas que os atrapalham no momento de terem que ir ao banco, à fila de INSS, a repartições públicas ou qualquer outro local QUE NÃO POSSUA ESPAÇO DETERMINADO PARA OS PREFERENCIAIS.
 
Sou do tipo otária, cidadã responsável, que aguarda a vez, pacientemente, com a senha na mão, prestando atenção se não é a minha vez e não tenho coragem, ou melhor, tenho escrúpulo para não furar fila ou mentir ou retirar senha sob falso pretexto, quando existe local preferencial de atendimento, como o fazem todos os calhordas que não exercem a cidadania responsável.
 
Sei muito bem, que, em oito anos, serei idosa, mas não serei inconveniente nem ultrapassarei os limites do exercício da cidadania. Posso, eventualmente, ficar cega, pois sou diabética e portadora de uma degeneração nas córneas, que só foi detectada após quarenta anos de uma miopia, hipermetropia, que não me impediu de exercer minha função de EDUCADORA e meu cargo de professora efetiva, lendo garranchos e piorando minha visão nem saí por aí esmolando para consultar oftalmologistas e comprar meus óculos.
 
Se percebo que estou sendo desdenhada de propósito, e, conseqüentemente, o piolhento ou a piolhenta que me está desdenhando está sob as ordens do crime organizado: reclamo ou sou suficientemente lúcida para abandonar o local e nunca mais voltar ali, pois sei que corro risco de morte.
 
Só que há determinados locais que não podemos deixar de freqüentar ou continuarão a nos lesar, para enfiar nosso dinheiro no bolso ou fazer esmola com nosso dinheiro e caçar votos junto a ignorantes que se deixam comprar, porque são baratos, porque ignoram (por isso são ignorantes, mas se ofendem com a palavra) que direito não pode ser trocado por atendimento preferencial ou por voto. SONSO: atendimento preferencial é direito, mas é preciso que haja um local para que esse atendimento preferencial aconteça ou você, sonso ou sonsa, estará LESANDO OS DIREITOS DOS OUTROS.
 
Em que você, preferencial, é pior que os outros? Nada. Portanto, não é melhor, também. Isso se chama IGUALDADE.
 
Canalhas abaixo da mediocridade não têm muito o que perder, portanto, sabedores de que pessoas críveis, como nós, jamais seremos seus cabos eleitorais, muito menos terão nossos votos, nosso respeito, nossa admiração nos sabotam, para criar a impressão de que somos nazistas e não temos respeito por idosos, por gestantes, por "senhôras" com criancinhas no colo, por portadores de necessidades especiais. Essa "transferência" é típica de criminosos escolados, que imputam às vítimas a acusação de autores de crimes.
 
É essa a impressão, quando, lesados em nosso direito de atendimento, EM LOCAIS QUE NÃO TÊM ATENDIMENTO PARA PREFERENCIAIS, reclamamos e colocamos os piolhentos (= os retardados  por quinhentos anos de corrupção, os que têm o ego "lustrado" e pago por criminosos, os que acreditam ser muito mais do que são, ou seja, melhores do que os outros) nos seus devidos lugares e afirmam "é a lei que exige esse atendimento preferencial". A lei, calhordinha, onde você estava quando não exigiu que o local em que trabalha montasse um espaço para atendimento preferencial? Em que se baseia, por exemplo, para chamar O MEU NÚMERO DE SENHA e dar sinal a uma senhora, para se aproximar, porque PARECEU-LHE QUE ELA TINHA MAIS DE 60 ANOS? Pensa que não observei uma ratazana sair de trás das divisórias e lhe dar instruções para me sabotar? Ou você pensa que tenho câmera e microfones escondidos e isso, certamente, chegará a alguma emissora de televisão que não tem outra coisa a fazer senão usar outras pessoas como escadas, trampolins ou corrimões? Sabe quando parei de defender direitos dos outros em prejuízo dos meus? Quando comprovei que todos, sem exceção, querem usar pessoas como eu para fazer denúncias que deveriam ter feito quando viram acontecer os crimes pela primeira vez.
 
Idosos, gestantes, "senhôras" com criancinhas no colo, portadores de necessidades especiais (apesar de muitos serem fajutos ou "alugarem" criancinhas) têm, sim, direito a atendimento preferencial, desde que haja um local para esse atendimento. Caso contrário, tratem de ficar quietinhos, com a senha na mão, aguardando sua vez, como todo e qualquer mortal. 
 
Meu maior respeito por esses preferenciais, mas isso não impede, quando NÃO TÊM AUTO-ESTIMA, de serem uns chatos de galocha, principalmente quando querem privilégios, em prejuízo de cidadãos responsáveis.
 
Continuo a afirmar que nazistas e ratazanas nunca deveriam ter saído dos canos de esgoto por onde nasceram. Teriam evitado tantas tragédias e tornado nossas vidas mais fáceis e mais felizes. Incluo em ratazanas e nazistas os que ficam "do outro lado" de câmeras de vigilância, rolam de rir (é o único modo de sentir prazer que têm) e, depois enviam as imagens para que impotentes sexuais e intelectuais as apresentem como "comédia" ou as utilizem como inspiração para seus vômitos de cidadãos indignados, quando são os causadores desses crimes contra os direitos de cidadania. Eta paisinho pobre de espírito!

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