Mensagem que, até hoje, permanece sob o vidro da escrivaninha de meu pai.
 
Em “Mensagens ao homem do povo e aos homens que dirigem o povo”, de Abraham Lincoln, homem do povo, alfabetizou-se quando tinha mais de dezessete anos, se não me falha a memória. Foi eleito presidente dos Estados Unidos da América, quando esse país ainda respeitava a história de vida das pessoas comuns, que podiam ser eleitas pelo que eram, não pelos que os apoiavam ou “fabricavam” eleitos.
 
O Brasil, como todos os países do mundo, também se deu ao direito de imitar exatamente o que deveria evitar. O país inteiro se deixa enganar, porque é mais cômodo, e elege quem os “ditadores de exclusividade” enfiam, golea abaixo e, quando os eleitos não correspondem às suas “ordens”, desbancam-nos, para colocar, em seus lugares, os marionetes que devem muito e precisam de fazer papéis de exclusivos.
 
É impressionante observar como a sociedade brasileira defende os “fracos e oprimidos” que lhes interessa.
 
NÃO criarás a prosperidade se desestimulares a poupança.
NÃO fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes.
NÃO ajudarás o assalariado se arruinares aquele que o paga.
NÃO estimularás a fraternidade humana, se alimentares o ódio de classe.
NÃO ajudarás os pobres se eliminares os ricos.
NÃO poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
NÃO evitarás dificuldades, se gastares mais do que ganha.
NÃO fortalecerás a dignidade e o ânimo, se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade.
NÃO poderás ajudar aos homens de maneira permanente, se fizeres por eles aquilo que podem e devem fazer por si próprios.
 
Nenhuma dessas colocações pode ser usada por criminosos, em defesa própria ou em defesa de seus lacaios.
Essas colocações estão, terminantemente, proibidas de serem usadas como alegações daqueles que cometem, cometeram e cometerão crimes contra o povo.
 
Abraham Lincoln não contava com a globalização da falta de caráter, porque a “exclusividade” que determinadas pessoas, determinados grupos político-partidários, determinadas empresas pequenas, médias, grandes, nacionais ou estrageiras desejam de outras pessoas, porque essas pessoas serão “fachadas” para seus “investimentos” ou objetivos escusos, transformou-se, pelo menos na sociedade brasileira, numa busca pela futilidade da fama e da riqueza: tudo o que jamais poderá ser levado no caixão ou para cremação.
Os fúteis, os pobres-de-espírito se esquecem, completamente, que a História é muito mais poderosa do que qualquer “fachada”.
Enquanto isso, apesar de como diz Clodovil Hernandes, quem vive de fachada é igrejinha de Cidade Histórica, os que vivem de “fachada” nos desgraçam, para que mantenham suas regalias fúteis e com tempo limitado de duração. Além, claro, de manterem seus crimes escondidos, porque os dependentes de “fachada” os ajudam a encobri-los.
Que lástima! Decidi, na vida, pelos bons exemplos de família, não ser exclusiva de ninguém, de nenhuma empresa, de nenhum partido político. Que lástima! A vida é muito mais difícil para mim. Os obstáculos são intransponíveis. Até inserir esta entrada é um obstáculo!
Continuo no firme propósito de não ser “exlcusiva” de ninguém, de nenhuma empresa, de nenhum partido político. Não quero ser “fachada” que desgrace as vidas de outras pessoas, apenas para garantir “minha parte”, enquanto os que não têm alma pequena sofrem as conseqüências dos atos e omissões de quem tem alma pequena.
Tenho luz própria, auto-estima elevada, não dependo de criminosos nem de ser reconhecida como celebridade. Não preciso de estender faixas publicitárias para anunciar como sou ótima, porque sou ótima, sem objetivos escusos para isso, mas para me diferenciar de pobres-de-espírito, dos que têm alma pequena.
Pronto! Defendi idéias, sem atacar pessoas, portanto, os ofendidos são os que vestirem a carapuça. Quem vestir a carapuça, faça-me um grande favor: sabe aqueles cadarços que deveriam acompanhar todas as carapuças? Apertem-nos, até que vocês se asfixiem. Não é pensamento nazista, não. É uma limpeza para a sociedade.
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